Blog do Roberto Leite

August 26, 2008

Mais uma vez – Barão

Filed under: Desarmamento, Tolerância Zero, educação, governo, política — rlaf44 @ 2:12 pm

Mais uma vez – Barão

Há alguns anos atrás, escrevi uma matéria intitulada “O Barão de Berzelius” (Está no Blog)

O Barão de Berzelius, da corte sueca cujo verdadeiro nome foi Jöns Jakob foi um famoso químico que entre outros méritos está o de medir o peso atômico dos elementos básicos e a descoberta de três elementos químicos, o cério, o selênio e o tório.

Foi dele também a criação do termo catalisar ou catalisador.

O nosso Aurélio define catalisar como: “Estimular, dinamizar ou incentivar”.

Em química, o catalisador tem o poder de iniciar ou acelerar uma reação sem se modificar.

Não existe ou não encontrei em uma pesquisa superficial, um catalisador em ciências sociais, definido como tal e aceito geralmente como um elemento como em física. Esta palavra, se usada estará mais para a definição do nosso dicionário, como um estimulador, ou um incentivador. Esta definição para a ciência social é definitivamente mais fraca do que o catalisador químico para a reação química.

Para que usaríamos o termo catalisador em uma ciência humana?

Pode ser usada como uma metáfora para ilustrar uma lei uma decisão ou uma ação que poderia ter iniciado uma reação social qualquer, e que esta reação teve como desfecho uma melhora ou uma degradação no grupo social onde foi aplicada.

Um exemplo que pode ilustrar mais ou menos este significado:

“– A profissão de caçador está praticamente extinta. Os caçadores foram substituídos pelos criadores de animais que suprem a necessidade da caça com animais domesticados e abatidos industrialmente. E o que fazer com os caçadores, uma profissão que não pode ser utilizada praticamente. Bem existe em alguns países, um uso para os antigos caçadores. Os animais silvestres como veados, alces, ursos, leões, vários tipos de aves, são protegidos por lei, mas são vigiados e observados e quando sua população está aumentando muito podendo causar algum tipo de desequilíbrio ecológico, as autoridades locais vendem licenças para que estes animais em quantidade maior possam ser abatidos. Os antigos caçadores, neste países, servem de guias de caça para os novatos e que desejem aprender a caçar, eles também são usados pelas autoridades para controlar as populações de animais silvestres ETC. Houve aí uma mudança social interessante, causada pela regulamentação da caça pelas autoridades que também protege os animais silvestres e com isto preservando a antiga profissão que foi desalojada pelas mudanças sociais do consumo de proteína animal. O catalisador desta mudança foi uma decisão pelas autoridades, que criaram leis que regulamentaram a caça e também uma proteção aos animais.” Neste exemplo acima, o catalisador (Decisão) foi dosado propriamente, a reação foi social ao catalisador foi moderada, a as mudanças ocorridas beneficiaram o grupo social composto pelos antigos caçadores e suas famílias. O novo grupo está modificado perenemente, pois a sua atuação e posição social foram alteradas pelo catalisador (decisão), mas o resultado desta reação (nova decisão +antiga profissão) foi benéfica a todo o grupo envolvido. O Catalisador (decisão) mantém sua forma inicial, mas modificou o ambiente em que foi inserido. Usou-se a dose certa de catalisador e se obteve o resultado desejado.

Agora imagine esta mesma situação onde a decisão (Catalisador) foi exagerada e quando não se necessitou mais socialmente da profissão “CAÇADOR”, passou-se uma lei proibindo imediatamente a caça.

Provavelmente o que ocorreria, seria que os caçadores passassem para a informalidade, transformados instantaneamente de cidadãos profissionais em contraventores informais, e os produtos da caça seriam contrabandeados sem nenhum controle, e os amimais silvestres seriam abatidos à noite, feriados quando a fiscalização seria menor, e indiscriminadamente, podendo com isto serem bons candidatos à extinção.

Viram como uma mesma situação pode mudar com a dose do catalisador. Usa-se muito catalisador e a reação fica incontrolável.

E agora o que isto tem a haver com coisas atuais?

Foi esta nova modalidade da lei existente (catalisador) para controlar a violência no trânsito brasileiro.

Foi decidido pelas autoridades que se deveria aumentar a dose do catalisador na reação social à lei de controle do nível de álcool no sangue de uma pessoa ao volante de um veiculo. Porque se elevaria o nível do catalisador?

Realmente, um catalisador pode estar fraco, as reações causadas pela sua presença, podem ser consideradas muito lentas. Mas isto não pode ser feito assim.

Em química, quando uma reação está muito lenta, antes de se elevar a quantidade do catalisador, analisa-se a mistura para tentar descobrir a causa da reação lenta. Primeiro mede-se a temperatura da mistura, depois se verifica a situação dos componentes, e antes de se adicionar mais catalisador, tenta-se algo simples como elevar um pouco a temperatura da mistura, trocar de recipiente, analisar possível contaminação dos elementos, e quando depois de tudo isto não tem resultado, aí se eleva gradualmente a quantidade do catalisador.

E na mistura social também tem que ser feito assim.

· A lei antiga (Decisão Catalisadora) de 0,6% de álcool por litro de sangue não estava funcionando propriamente. ( as mudanças causadas pela presença do catalisador não estavam surtindo os efeitos esperados).

· Antes de se usar mais catalisador a mistura (catalisador –lei + grupo social envolvido) deveria ser investigada com carinho e cuidado para se tentar descobrir a razão da ineficiência do catalisador (Lei).

· Primeiro de tudo deveria ser tentado uma elevação da temperatura (mais fiscalização)

· Depois, uma possível contaminação (impunidade) que poderia estar mudando o resultado esperado na mistura.

· Deveria ser tentada, uma verificação em alguns dos elementos da mistura, para saber a sua real composição.

· Se fossem encontrados falhas nestes elementos (no caso poderiam ser os policiais, as blitz, os juízes, ou uma combinação de todos estes elementos) eles poderia ser trocados por outros com uma data de vencimento mais recente para ver se antes de se adicionar catalisador a mistura poderia responder.

· E o recipiente que contém esta mistura, que neste caso uma grande parte da sociedade, poderia ser mudado (a regulamentação de blitz, com mandato judicial, a troca de soldados armados por pessoas à paisano, um figura judicial poderia ser adicionada ao sistema, um juiz togado e treinado nos problemas de transito, ETC.)

Mas, isto não foi feito assim, o que as autoridades fizeram foi jogar um balde inteiro na mistura, e tentar com isto aumentar a velocidade da reação. Neste caso o resultado pode ser desastroso e perigoso:

· A lei antiga (Decisão Catalisadora) de 0,6% de álcool por litro de sangue não estava funcionando propriamente. (as mudanças causadas pela presença do catalisador não estavam surtindo os efeitos esperados).

· Joga-se um balde inteiro de catalisador na mistura. (Eleva-se a intensidade da lei existente)

· Quando se eleva a quantidade de catalisador, a mistura tende a esquentar (Em vez de tentar esquentar a mistura com um pouco de fiscalização, esquentaram com catalisador, que para funcionar, tiveram que esquentar também a nova mistura com mais fiscalização. Porque não tentaram esquentar antes de mais catalisador?)

· Os elementos da mistura (como policiai juízes ETC) não foram testados por falhas, ineficiências, apenas foram elevados em quantidade junto com o catalisador, inibindo com isto parte do efeito catalisador.

· E o recipiente da mistura, ficou inadequado e instável, causando um efeito muito diferente do o que se desejava.

Encontrei esta semana no blog do meu sobrinho o José Melo, - http://zefonseca.com/blogs/ze/ - a seguinte notícia :

Denúncias de tráfico em SP sobem 21,4%

Filed under: Lei 11705 “Tolerância Zero” — jfonseca @ 12:04 am

Eu gostaria de parabenizar as autoridades por terem conseguido reduzir em 13% os acidentes devido ao alcool no volante em São Paulo. Agora desejo-lhes boa sorte para combater o aumento de 21,4% nas vendas de drogas milhões de vezes piores que estão substituindo o copo de chopp(que também vão acabar usadas ao volante).

Fonte: Matéria do Estadão
Crescimento é o maior registrado nos últimos cinco anos; de janeiro a julho, foram 26.694 ligações para o 181

SÃO PAULO - O primeiro semestre deste ano teve um aumento recorde de denúncias sobre tráfico de drogas em São Paulo. Entre janeiro e julho, o Disque Denúncia (181) foi acionado 26.694 vezes com informações sobre o comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. O número é 21,4% superior ao registrado no mesmo período de 2007, quando foram 21.988 casos. O crescimento foi o maior registrado nos últimos cinco anos. Desde 2003, a evolução de um ano para outro nunca havia ultrapassado a casa dos 17%.

Bem aí está o que acontece com u uso indiscriminado de catalisador. Os efeitos indesejáveis estão começando a surgir, e esta mistura toda deve ser revista, pois sem controle pode é explodir na cara de quem está misturando.

E para quem está convencido de que as armas de fogo são as maiores causas de violência contra a vida, podem ler a reportagem abaixo que li hoje pela manhã.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL707904-5602,00-PASSAGEIRO+E+DECAPITADO+EM+ONIBUS+NO+CANADA.html

E o governo está gastando milhões em uma nova campanha contra as armas, e deveria estar gastando estes milhões em uma campanha pró-educação e com a própria educação básica.

August 22, 2008

Pesadelo

Filed under: Humor, administração, anedotas, governo, política, revolta — rlaf44 @ 12:06 pm

Pesadelo

Em uma eventual candidatura para presidente em 2010, onde a chapa vencedora fosse:

Presidente – Dilma Rousseff,

Vice - Gedel Vieira Lima,

Vocês podem imaginar o ministério:

Casa civil – Jader Barbalho

Fazenda – Paulo Maluf

Integração nacional - Anthony Garotinho

Agricultura – João Pedro Estédile

Justiça – Luiz Eduardo Greenhalgh

Meio Ambiente – Blairo Maggi

Transporte – Luiz Antônio Pagot

Minas e energia – Orestes Quércia

Comunicação – Martha Favre (Relaxa e goza)

Interior – Marco Aurélio _Top-Top - Garcia

Exterior – Celso Amorim

Educação – Delúbio Soares

Trabalho – Fabio Luiz da Silva (Lulinha)

Turismo – Ana Júlia Carepa

Pesca - Genival Inácio da Silva – (Vavá Lambari irmão do Lula)

Presidente do Banco Central – Newton Cardoso (Ex-governador de MG)

Esporte – Ricardo Teixeira

Esta escolha foi muito rápida e pode mudar.

Se vocês leitores tiverem algum candidato mais próprio para assumir o cargo, mandem a sugestão que eu mudo sim.

Sei que faltam muitos ministérios, mas não consigo lembrar todos. Candidatos com bons currículos eu sei que não deve faltar.

Pobre Brasil…….

August 21, 2008

Constituição natimorta!…

Filed under: governo, política — rlaf44 @ 10:54 am

Constituição natimorta!…

Saiu hoje na coluna do Claudio Humberto:

OAB celebra 20 anos da Constituição”

“O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, participa às 9h30 de hoje (21) da cerimônia de abertura do Fórum Brasileiro de Direito Constitucional, que comemorará as duas primeiras décadas da Constituição de 1988. O encontro “O STF e a Constituição: 20 anos” terá a Coordenação científica da advogada Daniela Tamanini, e reunirá mestres constitucionalistas, ministros da Corte, advogados e procuradores. O evento será no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. “

Esta constituição vergonhosa, que foi feita e construída com o pensamento em vingança e compensação social pelos abusos cometidos durante os anos de chumbo, está legalmente inválida pelos atos do então deputado Nelson Jobim, hoje ministro da defesa, que inseriu nela (constituição) depois de votada e aprovada, artigos de interesse de bancos nacionais e estrangeiros, e provavelmente dele próprio (o Jobim).

Este ato invalida esta constituição, que a OAB está comemorando o aniversário de 20 anos.

Comemorando um aniversário de uma coisa que ainda não nasceu.

Ah bom……

Estava demorando a aparecer……

Filed under: administração, governo, política — rlaf44 @ 10:51 am

Estava demorando a aparecer……

Saiu na coluna do Claudio Humberto:

21/08/2008 | 00:00

Dilma e Geddel, a chapa de Lula

O presidente Lula parece decidido a levar adiante a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sua sucessão, em 2010, e até já pensa no companheiro de chapa dela. Em conversa com políticos do Rio de Janeiro, entre os quais o vice-governador Luiz Fernando Pezão, Lula afirmou que o ideal seria uma chapa PT-PMDB e, se depender dele, o candidato a vice é o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).

Este político baiano, que foi apelidado pelo finado ACM de “Agatunado”, tem uma tremenda fama de aproveitador (para quem conhece a peça já sabe como ele aproveita).

Foi encarregado de gerenciar uma verba para ser utilizada na condenação à morte do Rio São Francisco, de 6,2 bilhões de reais.

Os primeiros noventa milhões gastos nesta obra foram questionados pelo TCU, e depois da notícia não se ouviu mais nada. De acordo com as primeiras notícias de aproximadamente um ano atrás havia notas frias, notas falsas, falta de comprovantes e outras falcatruas.

Agora, vem esta notícia da possibilidade da candidatura deste político para vice da Dilma.

Quem quer casar com a dona baratinha que tem dinheiro na caixinha?

Vem que tem.

Eta Brasil…..

August 19, 2008

A popularidade do desgoverno

A popularidade do desgoverno

Eu não sei como o desgoverno Lula pode ser tão popular.

Outro dia em uma estatística do IBGE, o número de eleitores para esta próxima eleição está bem perto dos 130.000.000. Deste total apenas 3% tem curso superior (3.900.000).

Em outra pesquisa sobre o ensino básico no Brasil – WWW.todospelaeducacao.com.br –, estamos, entre os 56 países pesquisados, em ultimo lugar geral, e em todas as matérias.

Em política internacional, depois da euforia inicial, perdemos em tudo que investimos. Culminando agora na rodada de Doha onde além das gafes internacionais do Ministro Celso Amorim, ficamos mal com os países latino americanos, ficamos mal com os países do G8, e ficamos mal também com a China. Na América Latina, estamos bancando e financiando tudo sozinhos e os parceiros apenas entram para tirar vantagens em tudo e o Brasil entra com as perdas. Na sociedade para construir uma refinaria em Pernambuco, a sócia Venezuela apenas entrou com a presença e duas visitas e cobranças pelo Hugo Chavez de sua aprovação no congresso brasileiro para fazer parte do MERCOSUL. Dinheiro nada. O BNDES já emprestou a fundo perdido para a Venezuela, mais de 12 bilhões de dólares. Este dinheiro não é do Lula, é dinheiro do FAT e, portanto dos trabalhadores brasileiros que podem tomar um grande calote.

A tentativa de uma cadeira permanente no comitê deliberativo da ONU, onde para isto perdoamos dívidas enormes aos países africanos, o Lula visitando países africanos sem nenhum motivo aparente, nem político nem comercial, apenas para tentar angariar os votos destes países para a posição na ONU. E no final não ficamos com nada apenas perdas.

Agora nos esportes, entramos nas olimpíadas de Pequim, com o maior contingente das ultimas presenças e vamos nos retirar com o pior resultado dos últimos tempos.

O comitê olímpico, presidido a mais de vinte anos pelo Carlos Arthur Nuzman, é uma mina de corrupção como durante os jogos pan-americanos, onde 12 das vinte empreiteiras que faziam parte dos trabalhos de implantação do parque para os jogos pertenciam a parentes e amigos pessoais do senhor Nuzman. Esta notícia rolou e parou e ninguém fez nada a respeito. Cadê o TCU ou a Policia Federal com os grampos?

A Polícia Federal, nuca prendeu tantos corruptos como agora, mas isto não é apenas por causa do trabalho da polícia como também nunca na história deste país se transgrediu tanto, se roubou tanto, com tanto cinismo e descaramento. Apesar dos caros e incessantes trabalhos da Polícia Federal, não tem nenhum contraventor, ladrão, político, preso por seus atos ilegais. Dentro da cúpula do desgoverno, dentro dos ambientes mais íntimos das vísceras desgovernamentais, se encontram os cabeças e executores de vários dos mais flagrantes delitos sem que nenhuma destas pessoas esteja ao menos preocupada com qualquer tipo de punição. O Apedeuta chamou seus mais próximos colaboradores de “ALOPRADOS”, e pronto já foi castigo suficiente. Os 1,7 milhões de reais que foram flagrados nas mãos dos aloprados, estão até hoje esperando o dono aparecer.

Estamos em uma crise inflacionária, nem tanto por causa do desgoverno, mas também por questões internacionais diversas, (que por sinal foram também responsáveis pelo crescimento durante o desgoverno) mas o desgoverno não entrega os pontos e diz que estamos muito bem.

Agora, em um rampante totalitário, o desgoverno quer criar uma nova estatal, paralela à Petrobrás, para explorar o pré-sal, reserva esta descoberta pela Petrobrás com recursos dos acionistas. Isto segundo notícias é para não ter que dividir os lucros com os acionistas que pagaram os contratos de risco para a exploração e descoberta das reservas do pré-sal. Deve ser coisa da cabeça doentia do rei do tártaro, o Marco Aurélio “top top” Garcia.

Grande roubo este, bem comparado ao do EVO MORALES com as refinarias da Petrobrás.

Coisa ruim e ditatorial, este governo aprende rápido.

Resultados bons com as idéias mirabolantes, o apedeuta não apregoa porque não os tem.

Veja esta reportagem abaixo, exemplo dos feitos do governo.

Quem está aprovando este governo não sabe disto e se sabe não lhe interessa, pois deve estar se locupletando com as peripécias do desgoverno.

5. Berço do Fome Zero, Guaribas segue na miséria
O Valor Econômico (para assinantes) teve a oportuna idéia de visitar a pequena Guaribas, no Piauí, cinco anos e meio depois de ter sido escolhida como vitrine do então recém-lançado Fome Zero. A lógica do programa de fazer um trabalho emergencial (alimentar a população) para que depois a cidade se desenvolvesse pelas próprias pernas fracassou. Passada a empolgação inicial, Guaribas não avançou nada. A agricultura e o comércio são insignificantes e quase a totalidade das famílias continua dependendo do Bolsa-Família, num ciclo que dificilmente vai se encerrar a curto prazo. Um retrato bem brasileiro.

Bem que outro dia recebi por Email o resultado de uma estatística, que não apregoaram a fonte e não sei se verdadeira, mas está pelo menos engraçada e pela aprovação recorde do desgoverno Lula, pode muito bem ser verdadeira:

Da totalidade dos eleitores, apenas 20% têm o hábito de ler o jornal. Os demais 80% usam o jornal apenas para limpar o rabo.

August 14, 2008

Revista velha…

Filed under: ABOBRINHAS, ARTIGOS, Cronicas, Curiosidades, Humor, anedotas, governo, política, Ética — rlaf44 @ 6:29 pm

Revista velha…

Outro dia, exatamente no dia 10 de agosto de 2008, fui a Belo Horizonte MG, para renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Este ano houve uma novidade, como a minha carteira é de 1962, tive de cumprir uma nova exigência do DETRAN e participar de 15 horas de curso de “Direção Defensiva”, fazer uma pequena prova sobre o assunto ensinado, e fazer o exame médico normal. Devo dizer que não foi uma coisa totalmente inútil como poderia ter sido. No pequeno tempo disponível, houve até muita informação trocada sobre o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), e algo de útil ficou gravado na memória minha e espero de outras pessoas que participaram do mesmo curso. Pelo preço pago, R$ 43,00 foi uma educação barata e pela duração periódica do evento, de cinco em cinco anos, não é uma coisa muito exagerada como algumas coisas inúteis e burocráticas e caras, fruto das mentes doentias dos legisladores brasileiros. (eu por completar 65 anos no ano que vem, devo depois de 2009 fazer esta reciclagem de três em três anos – Acho justo).

Outra coisa antes de entrar no assunto do título. Foi em um dos exames médicos do DETRAN, em 1994, que descobri a minha hipertensão e iniciei o tratamento.

E também foi durante a espera para efetuar este novo exame médico, que deparei com uma edição de “VEJA” esquecida na cadeira ao meu lado. Fiquei surpreso pela capa, pois se tratava de grampos no supremo, e do Ministro Gilmar Mendes. Assuntos muito atuais e isto me fez pensar que fosse a VEJA da semana que alguém havia esquecido no consultório médico. Como sempre faço (eu e muitas pessoas que conheço) abri na parte da entrevista das páginas amarelas, e era uma entrevista de cunho científico, e um assunto também atual e li esta interessante entrevista, ainda pensando estar lendo uma revista nova. O entrevistado, o primatologista holandês “Frans de Waal”, tem muitas coisa novas e interessantes e atuais, portanto não levantou suspeita de que fosse uma entrevista antiga.

Depois, fui à coluna do Millor onde na maioria das vezes ele fala de algo ocorrido durante a semana ou pouco antes, dando assim uma dica sobre a data da revista. Desta vez, ele não falou sobre nada disto e falou sobre a crase e sua idéia sobre ela.

Do Millor, pulei para o Radar do Lauro Jardim – aí, não teve jeito as notícias pareciam um caso de “Deja vu”. Li sobre a compra da Suzano Petroquímica, sobre o Renan Calheiros dando calote no IPTU (Realmente ele pode – somente ele) sobre Luiz Paulo Conde e Furnas, sobre o padre Marcelo Rossi e pensei será? Voltei então para a capa da revista VEJA em minhas mãos e procurei a data – 22 de agosto de 2007 – edição 2022 - incrível, esta revista tinha quase exatamente um ano e as notícias estavam muito atuais, os assuntos dos colunistas, tudo parecia dentro das datas atuais um ano depois. Incrível. Na sessão “CARTAS”, um leitor comparou o governo Lula ao de Getúlio Vargas. Um entregou Olga Benário para ser torturada e morta e o outro fez o mesmo com os refugiados boxeadores cubanos. Outro leitor, desta vez um português disse com certa dose de propriedade, que o Brasil é um país de primeiríssimo mundo com políticos de terceiro mundo.

Uma interessante visão do motivo de nossos problemas.

Na parte internacional, sobre as eleições americanas, dava como certa a vitória da Hillary que teria uma disputa com o Ex-prefeito Rudolph Giuliani, para disputar aparentemente o cargo com o ex-governador de Massachusets Mitt Romney pelos republicanos. Nada disto aconteceu e nesta parte a história teve outro desfecho.

Na parte econômica, falou-se sobre a primeira crise do século e que é a mesma que continua a movimentar as especulações atuais. Sobre este assunto poderia alguém um pouco desinformado pensar se tratar de assunto atual.

Nas entrevistas a outros economistas sobre o assunto, incrivelmente todos acertaram em uma forma ou de outra.

Sobre o “Recall de Brinquedos”, acaba de haver outro pela mesma empresa, “MATELL”. Assunto atual novamente. Em “DATAS”, quero enfatizar um assunto curioso. Em 1979, quando o Maluf fundou a Paulipetro, eu trabalhava para uma empresa americana de porte médio para grande no ramo de exploração de petróleo. Na época eu fazia parte de um corpo de 9.000 empregados em todo o mundo o que não é pouco. Esta empresa publicava mensalmente uma revista sobre o nosso assunto, mas era uma revista de variedades e curiosidades e tinha a parte de economia e investimentos. Na época da fundação da Paulipetro, a nossa revista aconselhava muita caução em investir na empresa de Maluf, pois possuíamos relatórios sobre as pesquisas na área da Paulipetro, e todos eles demonstravam a não existência de petróleo na área. Na época a nossa revista dizia ser um provável “SCAM” que quer dizer um golpe. E assim foi.

No Mainardi, este assunto de bater no PT, é comum e está atual em qualquer época, portanto não houve nenhuma surpresa por ali.

Agora, como a veja faz, deixei para o ultimo um dos colunistas favoritos. Roberto Pompeu de Toledo.

Não é por ele ser um exímio escritor que realmente o é. Não é por dizer coisas novas e sensacionais por que de vez em quanto ele faz isto. O meu favoritismo em sua coluna, é que Roberto é um escritor muito eclético, aborda qualquer assunto com maestria, e em seus artigos, ele sempre compõe certa dose de justiça. Não chega a ser um justiceiro, mas um apaziguador. Sua posição sobre vários temas é uma posição correta sempre. Isto promove ao ler os seus artigos uma leveza de opinião sobre os mesmos por parte do leitor.

Pelo menos no que me toca é assim.

Este artigo da revista velha também está atual e por isto publiquei na íntegra. Em um país no qual o principal mandatário, ao inaugurar o início de uma obra (aqui somente se inaugura o início) abre o seu discurso com a singela frase:

“- Aqui está o meu discurso que mandei imprimir com letras bem grande pra mim não errar”

Antes de abrir o discurso ( que provavelmente alguém escreveu para ele) ele errou pelo menos duas vezes.

Realmente parece que o Brasil acabou.

Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo

“O Brasil é isso mesmo que está aí”

Terrível parecer, de alguém que conhece o assunto, reforça uma sensação que paira no ar

Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades. Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. “Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí”, declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.

Ora, direis, como afirmar que o Brasil acabou? Certo perdeste o senso, pois, se estamos todos ainda morando, comendo, dormindo, pagando as contas, indo às compras, nos divertindo, sofrendo, amando e nos exasperando num lugar chamado Brasil, é porque ele ainda existe. Eu vos direi, no entanto, que, quando acaba a esperança, junto com ela acaba a coisa à qual a esperança se destinava. É à esperança no Brasil que o sociólogo-presidente se refere. Para ele, o Brasil jamais conhecerá um crescimento como o da China ou o da Índia. “Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo”, diz. O prognóstico é tão mais terrível quanto coincide com – e reforça – o sentimento que ultimamente tomou conta mesmo de quem não é sociólogo nem nunca conheceu por experiência própria os mecanismos de governo e de poder.

O Brasil que “é isso mesmo” é o das adolescentes grávidas e dos adolescentes a serviço do tráfico, das mães que tocam lares sem marido, das religiões que tomam dinheiro dos fiéis, dos recordes mundiais de assassinatos e de mortos em acidentes automobilísticos, dos presos que comandam de suas células o crime organizado, dos trabalhadores que gastam três horas para ir e três horas para voltar do trabalho, das cidades sujas, das ruas esburacadas.

Procura-se o governo e… não há governo. Há muito que nem o presidente, nem os governadores, nem os prefeitos mandam. Quem manda é a trindade formada pelas corporações, máfias e cartéis. Não há governo que se imponha a corporações como a dos policiais, ou a dos professores, ou a dos funcionários das estatais. Não há o que vença as máfias dos políticos craques em arrancar para seus apaniguados cargos em que possam distribuir favores e roubar. Para enfrentar – ou, humildemente, tentar enfrentar – cartéis como o das companhias aéreas, só em época em que elas estão fragilizadas, como agora. Às vezes os cartéis se aliam às máfias, em outras se transmudam nelas. Em outras ainda são as corporações que, quando não se aliam, se transformam em máfias. Em todos os casos, o interesse público, em tese corporificado pelos governos, não é forte o bastante para dobrar os fragmentados interesses privados.

A tais males soma-se o cinismo. Não há outra palavra para descrever o projeto, supostamente de fidelidade partidária, aprovado na semana passada na Câmara. O projeto, muito ao contrário de punir ou coibir os trânsfugas, perdoa-lhes o passado e garante-lhes o futuro. Quanto ao passado, estão anistiados os parlamentares que trocaram de partido e que por isso, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, deveriam perder o mandato. No que concerne ao futuro, o projeto estabelece que a cada quatro anos os parlamentares terão folga de um mês na regra da fidelidade partidária, pois ninguém é de ferro, e estarão abertos a negócios e oportunidades. Estamos diante de uma das mais originais contribuições da imaginação brasileira ao repertório universal de regras político-eleitorais. Para concorrer a uma eleição, o candidato deve estar filiado a um partido há pelo menos um ano. Mas, segundo o projeto, no mês que antecede a esse ano de jejum o candidato pode trocar o partido pelo qual foi eleito por outro. Como a eleição é sempre em outubro, esse mês será o setembro do ano anterior. Eis o Carnaval transferido para setembro. O projeto é uma esposa compreensiva que, no Carnaval, libera o marido para a gandaia.

FHC não era tão descrente. No parágrafo final do livro A Arte da Política, em que rememora os anos de Presidência, escreveu: “Se houve no passado recente quem empunhasse a bandeira das reformas, da democracia e do progresso, não faltará quem possa olhar para a frente e levar adiante as transformações necessárias para restabelecer a confiança em nós mesmos e no futuro desse grande país”. Na reportagem da revista Piauí, ele não poupa nem seu próprio governo: “No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre”. Pálidos de espanto, como no soneto de Bilac, assistimos à desintegração da esperança na pátria, o que equivale a dizer que é a pátria mesma que se desintegra aos nossos olhos.

Outro assunto sem nenhum vínculo ao artigo do presente post mas que quero comentar, porque não sai de minha mente, é a coluna do Roberto Pompeu sobre a morte de D. Ruth Cardoso, que foi sensacional.

Acho que futuramente vou publicar este artigo.

Agora um pouco de humor para não deixar o Brasil acabar completamente.

Recebi por Email a seguinte frase muito sugestiva.

80% dos eleitores brasileiros não usam ler o jornal.

Usam sim o jornal para limpar o rabo.

Aí está simplesmente a razão do atual congresso.

August 3, 2008

Reforma política já.

Filed under: REFORMAS, Reforma eleitoral, governo, política — rlaf44 @ 3:34 pm

Reforma política já.

A reportagem abaixo tem 18 meses de idade, mas reflete um problema antigo com a realidade atual.

Recentemente, eu penso que o Senador Suplicy, adotou uma posição favorável ao voto voluntário enquanto que o deputado Chico Alencar, antes favorável mudou para a continuidade desta medida totalmente antidemocrática.

O voto obrigatório tem 76,5 anos de existência e somente serviu para desmerecer a democracia.

No ultimo censo eleitoral se constatou que somos 130 milhões de eleitores e somente deste imenso universo de votantes apenas 3% ou seja, 3.900.000, têm curso superior.

Enquanto isto, o “Bolsa Família” atende a 46.000.000 de pessoas. (realmente, deste montante, nem todos estão em idade de votar, pois são menores de idade, mas a discrepância entre pessoas educadas e pessoas dependentes no governo é flagrante)

Além do Bolsa família, existe o “PROUNI”, que é um programa para colocar na universidade particular, estudantes sem possibilidades de freqüentar uma universidade pública. O governo compensa as escolas do programa com redução nos impostos.

Alem destes dois e vários outros do governo federal (Luz para Todos, Fome Zero, ETC) existem também em vários municípios e estados programas assistencialistas, com claro cunho eleitoral.

Eu arrisco a adivinhar que mais de 45% (58.000.000) dos eleitores estão de alguma forma, vinculados a programas de assistência publica que sempre são usados para favorecer os mandatários eleitos, para uma segundo turno ou para campanha para os candidatos do partido da situação.

Na reportagem abaixo, antiga, mas atual tem a seguinte afirmação que é a expressão da verdade:

“O voto obrigatório faz com que tenhamos uma quantidade maior de eleitores, não qualidade”

O professor da UNB, Otaciano Nogueira tem outra frase temática:

- O voto obrigatório não cumpriu um papel. O aprimoramento da cultura cívica se faz com exemplos, e não obrigações.

Agora leiam a reportagem abaixo:

Voto obrigatório completa 75 anos na mira da reforma política

Publicada em 23/02/2007 às 19h42m

Luisa Guedes - O Globo Online

RIO - Depois de resistir a pelo menos 24 propostas de parlamentares que pediam seu fim, o voto obrigatório completa 75 anos neste sábado, mas está novamente em xeque. Senadores, deputados e cientistas políticos apostam que o tema estará em pauta durante as discussões da reforma política, prometida para este ano.

“O voto obrigatório faz com que tenhamos uma quantidade maior de eleitores, não qualidade”

Na Câmara, há mais de 30 anos são apresentadas propostas para extinguir a obrigatoriedade de comparecer às urnas, instituída em 24 de fevereiro de 1932, por decreto do então presidente Getúlio Vargas. O projeto mais recente, de autoria do deputado Mendonça Prado (PFL-SE), foi arquivado na mudança do ano legislativo. Embora o passado mostre que o tema enfrenta resistência entre os parlamentares, o deputado pediu o desarquivamento da matéria e, confiante na sua aprovação, diz que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara vai retomar as discussões sobre o voto obrigatório. (Ouça trechos da entrevista)

- É melhor para o país que o cidadão deixe de votar enquanto não esteja decidido, ao invés de expressar sua opinião em função de alguém que lhe deu um santinho ou uma carona no dia da eleição. Esse é o voto sem reflexão e consciência. O voto obrigatório faz com que tenhamos uma quantidade maior de eleitores, não qualidade - resume Prado.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) em sessão do Congresso - Arquivo - Ailton de Freitas / O Globo

Para o deputado, como os eleitores já têm a opção do voto nulo, não há risco de haver uma redução da participação política caso a obrigatoriedade de ir às urnas seja extinta. Mas a preocupação com a despolitização levou um antigo defensor do voto livre a mudar de opinião. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) pondera que, se por um lado o voto voluntário garante a conscientização do eleitor, por outro lado a sociedade tem dever de eleger seus representantes. (Ouça trechos da entrevista)

- Em função da obrigatoriedade de votar, o povo pelo menos presta atenção na política e nos seus representantes na época das eleições. Eu, que já defendi o voto voluntário, hoje transito para entendê-lo como um dever e, portanto, manter a obrigatoriedade. Mas isso é uma discussão da reforma política. Felizmente não tenho que decidir agora - diz.

“ Não há reforma substantiva se a gente não discute elementos fundantes da nossa péssima cultura política ”

Mesmo sendo contra mudanças na legislação atual, Alencar defende a discussão sobre o tema:

- É fundamental. Diz respeito ao eleitorado, aos mecanismos de eleger representantes, à prática nefasta da compra de votos. Se a gente esquecer disso, faremos uma reforma política pela metade. Não há reforma substantiva se a gente não discute elementos fundantes da nossa péssima cultura política. O voto livre faz parte disso e motiva as pessoas para o debate porque interessa mais do que outros temas.

Também contrário ao voto facultativo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se arrisca a fazer previsões. (Ouça trechos da entrevista)

senador Eduardo Suplicy (PT-SP) em entrevista no Senado - Arquivo - Roberto Stuckert Filho/O Globo

- O voto obrigatório tem uma certa função didática no sentido de deixar as pessoas mais conscientes do seu direito de votar. Mas acho que podemos prever para a próxima década, depois de 2010, o momento em que poderemos passar a ter um processo não obrigatório, quando se tiver assegurado a todos os brasileiros o direito a uma educação mais universalizada e todos estiverem efetivamente alfabetizados. O voto facultativo ficaria, portanto, para as eleições de 2014.

O caráter didático foi uma das justificativas apresentadas para a que o voto obrigatório fosse instituído, no início da era Vargas, mas o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Otaciano Nogueira afirma que a obrigação de ir às urnas não trouxe qualquer benefício para a história política do país .

- O voto obrigatório não cumpriu um papel. O aprimoramento da cultura cívica se faz com exemplos, e não obrigações.

O analista sugere que seja realizada uma consulta à sociedade para decidir sobre o tema, que, segundo ele, não é de competência do Congresso. Já para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que apresentou projeto para tornar o voto facultativo, os parlamentares têm procuração dos eleitores para este tipo de decisão. O senador diz que há “mecanismos para auscultar a população”, como as pesquisas - que, em média, apontam o apoio de pouco mais da metade da população ao voto facultativo.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) discursa no plenário do Senado - Arquivo - Ailton de Freitas / O Globo

- Desobrigando os eleitores de votar, você permite acesso às urnas àqueles que têm um grau de conscientização política mais elevado - argumenta.

Questionado se isso não restringiria a participação nas eleições a uma minoria, Dias afirma que a “população tem gosto em participar”, o que se verificaria, de acordo com ele, em atos que não são obrigatórios. (Ouça trechos da entrevista)

- O voto facultativo não desestimularia a população, mas exigiria mais competência dos políticos. Seria um aprimoramento do processo político.

Dias e os demais parlamentares que apresentaram projetos para tornar o voto facultativo contam com um aliado dedicado. Há dois anos, o arquiteto Paulo Bandeira reúne informações sobre o assunto em um site, que divulga os projetos de lei relacionados ao tema. E para o aniversário de 75 anos do voto obrigatório, Bandeira preparou uma manifestação que deve, no mínimo, chamar a atenção do Congresso.

- Vou passar o sábado mandando e-mails para todos os parlamentares, pedindo a aprovação das propostas que tornam o voto facultativo - promete o arquiteto.

Está em curso uma nova tentativa para se colocar em voto, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que é complicada pois exige um quorum muito grande nas duas casas. Esta PEC é para modificar na constituição a obrigatoriedade de votar.

Eu tenho mandado aos Senadores, uma sugestão para que conste desta PEC, que as pessoas que estiverem incluídas em qualquer programa assistencialista, (Federal. Estadual, ou Municipal) sejam excluídas de lista de votantes, até que estejam fora destes programas.

Isto é muito fácil de programar, pois para receberem dinheiro do governo as pessoas têm que apresentar o CPF, que pode constar do cadastro eleitoral. Nas mesas de fiscalização eleitoral, o mesário ao digitar o CPF, pode constatar a existência de alguma restrição.

Uma medida destas tem uma tremenda força transparente e os programas assistencialistas perdem o cunho eleitoral, tão nocivo ao nosso sistema político atual.

Aos que lerem esta mensagem podem começar a mandar Email para os políticos e se quiserem um modelo, coloque nos comentários este desejo que enviarei por Email.

July 27, 2008

Uma História do Norbelino

Filed under: ARTIGOS, Cronicas, Curiosidades, Humor, anedotas, bons artigos — rlaf44 @ 5:37 pm

Uma História do Norbelino

Recebi outro dia por Email, do meu amigo Dr. João, esta interessante história que estou reproduzindo:

Para os que não conhecem a figura, Norbelino é um engenheiro de Teresina que também comete alguns escritos.

Uma das Histórias do Norbelino…

Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e liguei.
Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
- Fale!!!
- Bom dia. Poderia falar com Andréa?
O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara.
Não podia acreditar que existia alguém tão grosso.
Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo.
Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
- Você é um Filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão ‘Filho Da puta’ e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava pra ele, e quando atendia, lhe dizia ‘Você é um Filho da puta’ e desligava sem esperar resposta.
Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telemar introduziu o novo serviço ‘bina’ de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o ‘Filho da puta’.
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo ‘Alô ‘ e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telemar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas ‘bina’.
- Não estou interessado! - disse ele, e desligou na minha cara.
O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Alô?
- É por isso que você é um Filho da puta!!! - e desliguei.
Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque 0xx86-xxxx.xxxx ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
Acontece que eu fui até o Teresina Shoping, comprar umas camisas.
Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro deuma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair.
Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: ‘Grande!’ pensei, ‘finalmente vai embora’.
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei: ‘esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de
Filhos da puta neste mundo!’. Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de ‘VENDE-SE’ no vidro do Vectra. Então,anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.
Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone - após ter discado o 0xx86-xxxx.xxxx do meu velho amigo e dizer ‘Você é um Filho da puta’ (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: ‘Deveria ligar para esse
cara também’.
E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- Alô.
- Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
- Sim, é ele.
- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua xx, n° xx. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
- Qual e o seu nome?
- Meu nome e Eduardo Marques - diz o cara.
- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
- Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
- Sim.
- Eduardo, você é um grande Filho da puta!!! - e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter ‘bina’, pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois
‘Filhos da puta’ para ligar.
Após algumas ligações ao par de ‘Filhos da puta’ e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o ‘Filho da puta 1′. O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
- Alô - e então falei:
- Você é um Filho da puta - mas desta vez não desliguei.
O ‘Filho da puta 1′ diz:
- Ainda está aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! - respondi rindo.
- Pare de me ligar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- Não paro nããão, Filho da putinha querido!!!
- Qual é o teu nome, lazarento? - berrou ele, descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
- Meu nome é Eduardo Marques, seu Filho da Puta. Porquê???
- Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? - gritou ele.
- Você acha que eu tenho medo de um Filho da puta? Eu moro na Rua xx, n°xx, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na
frente. Seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? - gritei eu.
- Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. - rosnou ele.
- Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, Filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! - e desliguei o telefone na cara dele.
Imediatamente liguei para o ‘Filho da puta 2′.
- Alô - diz ele.
- Olá, grande Filho da puta!!! - falei.
- Cara, se eu te encontrar vou…
- Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu Filho da puta!
- Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
- Acha que eu tenho medo de você, Filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu Filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu Filho da puta!!! - e bati o telefone no gancho.
Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua xx, n° xx, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.
Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da Cidade Verde do Amadeu Campos, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua xx, n° xx. Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua xx, n° xx, para ver o espetáculo.
Foi demais, observar um par de ‘Filhos da puta’ chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.

July 20, 2008

A lei seca do Lula II.

Filed under: Criminalidade, administração, educação, governo — rlaf44 @ 8:28 pm

A lei seca do Lula II.

Outro dia em uma conversa com o meu irmão José, ele manifestou o sua opinião sobre as estatísticas favoráveis depois de estabelecida a Tolerância Zero pelo governo Lula:

“Se houvesse o aparato de fiscalização nas ruas o tempo todo da mesma maneira que estão atuando agora depois da Tolerância Zero, teriam também diminuído os incidentes com os bêbados dirigindo. Os limites antigos com 0,6% de álcool no organismo, não são considerados embriaguês suficiente para o motorista perder o controle e causar acidentes”

Outro comentário inteligente sobre esta nova medida, é que isto é mais uma medida arrecadatória, mais uma maracutaia para alguém ganhar muito dinheiro com a venda de bafômetros que podem ser comprados no site de compras “EBay” por US$100,00 e estão sendo vendidos aos órgãos fiscalizadores pela merreca de R$6.000,00. E o comandante da Polícia Rodoviária Federal ainda disse cinicamente que importação é um negócio lucrativo e não uma medida de caridade.

Recebi também um Email revoltado que vou reproduzir na íntegra por conter muitas verdades e bater com a minha revolta sobre esta lei idiota que foi assinada pelo Lula para tirar um pouco o foco das ultimas maracutaias que foram divulgadas sobre sua administração, da crescente onda inflacionária que também é o fruto da gastança e do descaso infra-estrutural do país. Funciona assim assina-se uma lei destas e a revolta popular faz o povo colocar em segundo plano a perigosa onda inflacionária que não para de crescer.

Leiam este Email cheio de verdades:

Quem é o amigo da vez se você fizer um brinde no motel?

Da série “Curiosidades da Lei Filha da Puta/2008″:

1) O Dep. Hugo Leal, relator dessa obra de mestre, é evangélico e pertence ao PSC-RJ, eleito no palanque de ninguém menos que Anthony Garotinho. Nós sabemos que Garotinho por ser evangélico não bebe, mas o que ele faz sóbriozinho todo mundo sabe pela imprensa. E o que eu tenho a ver com a religião deles? Eles não podem respeitar a minha?

2) Os acidentes caíram 24% e o movimento noturno no Brasil todo caiu 60%, familias não brindam, namorados não brindam, um bombom é crime, restaurantes estão quebrando, garçons e cozinheiros sendo demitidos, pessoas não saem mais de casa.

3) Esse negócio de amigo da vez é coisa de moleque. Você sinceramente tem um amigo barbado, barrigudo, pai de familia que vai dirigir para você depois do happy hour? Você sinceramente vai com essa sua cara de babaca combinar com outros marmanjos de 50 anos de um de vocês não beber? É coisa de babaca não é? Isso é, ou não é pra destruir todos os bares e restaurantes? Só adolescente tem “amiguinho” que não bebe.

4) Tem coisa mais brochante do que não poder brindar num motel? Imagina, você brinda e do lado de fora já tem uma gente fina te esperando. Pensam que é brincadeira? Passem no motel flamingo em Brasília entre 19 e 22 horas, fica uma viatura do lado de fora vigiando um por um.

5) Depois de brochar, tem coisa mais brochante que pedir pra amiguinho dirigir pra você depois do happy hour?

6) Depois de brochar 2 vezes tem coisa mais brochante do que parar para um guarda fedorento que brochou a semana toda em casa e está louco pra te multar em R$ 500000 e ainda te obrigar a soprar naquela bosta chinesa transistorizada que agora tem poder de te prender?

7) Depois de brochar pela terceira vez dê um soco no nariz do filho da puta que defende essa lei porque “diminuiu 24%” dos acidentes. É claro, Einstein, ninguém mais está saindo. Se ninguém sai, ninguém bate o carro.

8) Eu experimentei sair de taxi. Depois de brochar 4 vezes, só isso é mais brochante. Você vai dar um beijinho nela e o taxista ta babando no retrovisor ouvindo Radioatividade sertaneja 2 AM.

9) Com esse transporte público de merda que tem no Brasil resta chamar um taxi. Uma corrida de 3 quarteirões custa R$ 15,00 na bandeirada 2. É, na verdade, mais um imposto brochante que o governo criou.

10) Sinceramente? Se você não se revoltar e não passar este email a TODOS seus amigos, você é um brocha.

É realmente revoltante ver que as polícias brasileiras, mal treinadas e incompetentes como vêm demonstrando ultimamente as notícias dos equívocos cometidos por esta gente, em vez de procurar dar mais segurança ao cidadão comum, estão todas as noites em plantão permanente perto dos lugares mais concorridos da noite, para pegar os incautos que tomaram talvez dois chopes, ou como vêm dizendo as autoridades que se você comer dois Bon bons de licor, você é uma ameaça à segurança pública.

Se houvesse uma forma de educar o cidadão nas escolas de base sobre as responsabilidades no trânsito, eu garanto que os índices de acidentes vão diminuir. Nos Estados Unidos a educação obrigatória no transito começa aos dez anos. E para terminar, os bêbados de plantão já saem de casa dirigindo bêbados às oito horas da manhã, quando não estão de plantão as Blitz do DETRAN.

Vou relatar um fato ocorrido comigo em 1980 no Chile, em pleno regime de força Pinochet:

Estava eu trabalhando com petróleo na cidade de Punta Arenas no sul do Chile, quando foi necessário fazer um inventário de tubos em um armazém a uns 80 quilômetros de distancia. No carro da empresa de petróleo, iniciamos a viagem quando uns 30 quilômetros à frente encontramos uma barreira com vários soldados armados e outras pessoas à paisano.

Um destes homens à paisano, muito bem vestido, se aproximou da janela do motorista e disse:

“- Senhores peço desculpas pelo incomodo, mas sou representante do judiciário local e tenho em minhas mãos um mandato judicial oficial que vou lhes dar uma cópia. Este mandato nos dá o direito de interromper a via pública para identificar os passageiros que passarem por aqui. Vou precisar apenas de seus documentos pessoais, para conferencia rápida e não vamos deter-los por muito tempo.

E assim foi feito, os documentos foram conferidos em uns dez minutos, os soldados armados não se aproximaram, ficaram à distância apenas como uma garantia. E isto foi em uma ditadura.

Quase igual ao Brasil.

Constitucionalmente, o direito de ir e vir é uma garantia, e como no exemplo acima, deveria haver uma ordem judicial para interromper uma via pública, com pessoas educadas e a paisano para lidar com os cidadãos, deixando ao lado os integrantes armados, apenas para as emergências. Deveriam fornecer uma cópia do mandato aos cidadãos incomodados com a interrupção de sua rotina em uma via pública. Isto seria no mínimo uma atividade democrática e respeitosa às pessoas que estão pagando os salários das autoridades.

Mas o que esperar em um país democrático onde o cidadão é obrigado a votar????????????

Realmente, eu creio que depois da euforia inicial, as blits vão arrefecer e tudo vai ficar mais ou menos normal, como sempre acontece no Brasil. Menos a existência da lei que vai ficar pairando indefinidamente sobre as nossas cabeças.

Eu posso visualizar em uma festa dada por um cidadão com alguma ambição política, é motivo de preocupação para outro político da oposição deste pretensioso futuro político. Então este político preocupado move seus contatos políticos e consegue uma blits em uma das ruas principais perto da casa do futuro político e quase todas as pessoas que saem da festa são paradas e multadas. No dia seguinte no noticiário sai a manchete “Orgia e bebedeira em casa de fulano dá multa e cadeia dos participantes”

Qualquer desafeto de qualquer um pode ficar de espreita e produzir coisa semelhante enquanto existir esta lei imbecil.

July 18, 2008

Situaçao atual II.

Filed under: economia, governo — rlaf44 @ 11:00 pm

Situaçao atual II.

Em meu ultimo artigo, falei sobre a preocupante situação da economia brasileira. Agora tem mais sobre o mesmo assunto.

Neste cenário de marasmo internacional de crescimento, bolha na economia americana, preço escalante do petróleo, e conseqüentemente elevação nos insumos agrícolas que são derivados do petróleo. Com esta elevação, os alimentos que são o fruto resultante dos insumos agrícolas, estão em franca escalada trazendo aos consumidores brasileiros uma preocupação constante de como adaptar o orçamento doméstico à esta nova realidade.

Diariamente nos órgãos noticiosos existem reportagens a respeito das maquininhas de marcar e remarcar os preços, a respeito também dos hábitos de fazer compras, hábitos de se evitar o supérfluo, ETC.

Não bastasse isto, o brasileiro da classe média, que paga 90% de todos os impostos arrecadados, está aprendendo a investir um pouco do que sobra nas bolsas de valores, introduzindo com isto uma nova dimensão à economia nacional que são os investimentos de capital. Neste mundo capitalista globalizado, esta prática é muito sadia para a economia. Depois da estabilização monetária desfrutada nos últimos dez anos, os brasileiros começaram a se aventurar nos investimentos de capital. Com esta inflação presente, todos os investimentos perderam para a inflação, ou melhor, houve perda de dinheiro investido. O investidor brasileiro que acreditou no sistema anunciado pelo governo perdeu dinheiro quando investiu na economia. Isto é muito preocupante.

E o governo aparentemente está dizendo que não tem preocupação com esta inflação, que segundo também o governo, está sob controle, e é apenas fruto de safra diferencial e que liberou mais dinheiro para financiar a nova safra que deverá ser maior 15% do que a anterior, e que este aumento vai reduzir o preço dos alimentos. Os alimentos básicos da mesa do brasileiro, carne, feijão e arroz, estão em média pelo Brasil 30% mais caros, e o pão, que é feito com trigo, quase todo importado da Argentina, está também 50% mais caro em média. Agora, a Argentina está em crise séria, e a elevação da safra brasileira de grãos, vai se basear em soja para exportação, onde está bem valorizada. O Arroz, onde uma grande parte que era produzida no norte, onde existe conflitos territoriais, vai continuar escasso e com preços altos, a carne, vai precisar de pelo menos dois anos para se introduzir novas matrizes no mercado pois as existentes foram abatidas para equilibrar o mercado decrescente alguns anos antes. O feijão, este pode se ajustar com uma boa safra, mas este cereal apenas não irá afetar a regularização dos preços em geral.

Em um ambiente como este, o governo, ou melhor, os integrantes do governo que podem ter um pouco de bom senso econômico devem saber que existe no Brasil, uma situação com potencial explosivo para uma inflação elevada e constante nos anos porvir e que esta situação, se houver muita competência no gerenciamento da crise inflacionária, pode ser de uma duração de no mínimo dois anos.

E hoje em minha viagem habitual pelos blogs, encontrei no site da Adriana Vandoni, (http://www.prosaepolitica.com.br) um interessante relato em forma de parábola sobre um típico brasileiro introduzido ao consumismo.

Este elemento pode ser o pavio de uma explosão inflacionária no futuro próximo.

A história do João

Por Raphael Curvo

Advogado pela PUC-RJ e pós graduado pela Universidade Cândido Mendes-RJ

João, técnico aposentado, recebe R$ 1.300,00 mensais. Algumas estripulias, como cerveja com os amigos e cinema com a patroa nos finais de semana, dá para realizar sem apertar o orçamento. Afinal, os aumentos nos preços dos alimentos estão sob controle e os ganhos da aposentadoria garantem a geladeira da casa. Estou satisfeito e sobra para uns abusos de fim de ano, diz João.

Vendo um programa de TV, João se depara com anúncio, aos gritos, de que agora todos podem ter o seu carro. Como, eu ter um carro? O anúncio da revendedora lhe dispara o coração. Percebe que com menos de 30% da sua aposentadoria poderá financiar o sonho quase impossível. Ter um carro? “Miráculo”!!! E mais entusiasmado fica ao descobrir que não será necessária a entrada para a concretização do sonho de consumo. Quase desmaia quando o anunciante grita “e ainda tem troco de três mil reais”.

Sem pestanejar, em segundos estava lá. Concretizou a compra de um reluzente automóvel em 84 prestações mensais de 400 reais. Lógico, teve um gasto extra com o seguro, impostos e taxinhas, insignificantes ante as chaves do carro na mão. Mal saiu da revendedora, passou em uma loja de som e investiu os três mil recebidos como troco. Como o carro é flex, se subir o álcool enche o tanque com gasolina e vice – versa; tá resolvida a questão de combustível.

Outro programa na TV, outra surpresa ao perceber que também pode ter uma televisão de plasma de 32’ na pequena sala da casa. Apenas pouco mais de 10% do que ganha e a patroa ficará feliz em ver melhor as novelas do dia-a-dia. E João vai aos poucos se sentindo poderoso, com certo ar de vencedor. Já tem carro e TV de plasma. Daí, para a compra de um novo conjunto de sofá mais sofisticado para a sala foi um passo. É, a sala ficou apertada e carro precisa de uma garagem coberta. Decidiu: vamos às obras. É só fazer um empréstimo consignado com juros tão pequenos que não serão sentidos nas prestações. Com essa inflação controlada, dá para levar e alçar vôos baixos.

Passados alguns meses, o direito de ter carro e consumir, defendido pelo presidente e assumido pelo João, começou a sofrer turbulências das quais pensava nunca iria passar. Luz, água, telefone, remédios, combustível, alimentação e outros tantos produtos começaram a sair do controle financeiro doméstico com pequenos aumentos, mas constantes. João começou a perceber que o provento estava se tornando pequeno. Um aumento na aposentadoria se tornou uma necessidade. Enfim, o governo pode promover isso, está arrecadando como nunca. Por que não dar aumento? É uma questão de tempo, pensa. Até lá fará um novo empréstimo consignado para suprir os buracos no orçamento e diminuir os atrasos das prestações.

João hoje faz parte do cálculo feito pela Associação Comercial de São Paulo sobre a evolução da inadimplência que constata ser o dobro da oficial de 7,3%, excluído o crédito consignado. Esta situação de desconto em folha