Blog do Roberto Leite

May 19, 2008

Horácio e Maria Helena

Filed under: Outros autores, Uncategorized, anedotas, bons artigos — rlaf44 @ 1:36 pm

Horácio e Maria Helena

Às vezes fico pensando se vale a pena estar escrevendo e descrevendo as coisas erradas que estão acontecendo no Brasil, quando da obviedade dos fatos podem por si somente estar aos gritos dizendo que está tudo muito errado e que tem que haver uma mudança de rumos pois assim não vamos melhorar, vamos continuar a ser uma nação de poucos espertos e muitos bobões, que dizem amém aos gritantes desmandos e crimes quer são publicados e irradiados diariamente na mídia atuante.

Estou escrevendo, sem ter realmente tempo para isto, porque acredito na frase do Rui de que “maior do que a tristeza da derrota é a vergonha de não ter lutado.” Estou desempenhando a minha luta, com as armas que tenho e com as possibilidades e a democracia da internet.

Mas chega a um ponto que tem que haver uma pausa na luta contra este desgoverno que se instalou no Brasil. Uma pausa para uma reflexão sobre a luta e a possibilidade da vitória.

Então, desta vez vou publicar um post, com um diálogo que recebi à muito tempo por Email. Desconheço o autor e se porventura algum leitor souber a origem comente que eu corrijo e dou os créditos referentes.

Está muito real e muito cômico

A linguagem, é um pouco crua, lembra um pouco os escritos do Nelson Rodrigues, e se por acaso alguém não gostar deste tipo de linguagem, peço que pare por aqui.

Horácio e Maria Helena

(Desconheço o autor)

- Vai, Horácio. Toma logo.!!!

- Eu não tomo nada sem antes ler a bula. Cadê meus óculos?

- Pendurados no seu pescoço.

- Isso é ridículo, Maria Helena. Ridículo.

- Então todos os homens da sua idade são ridículos. Porque todos estão tomando. E não me puxa esse lençol, fazendo o favor. Olha aí o bololô que você me faz nas cobertas - A humanidade conseguiu crescer e se multiplicar durante milênios sem isso..

Nós dois crescemos e nos multiplicamos sem isso. Taí o Pedro Paulo, taí o Zé Augusto que não me deixam mentir.Fora aquele aborto que você fez.

- Horácio, eu não vou discutir isso com você agora. Toma logo esse negócio..

- Isso aqui faz mal pro coração, sabia? Um monte de gente já morreu tentando dar uma trepadinha farmacêutica.

- Foi por uma boa causa. E não faz mal coisa nenhuma. Só pra quem é cardíaco e toma remédio.

Você não é cardíaco. Nem coração você tem mais.

- Não começa Maria Helena, não começa.

- Pode ficar sossegado que você não vai morrer do coração por causa dessa pilulinha.

Eu vi num programa do GNT um velhinho de 92 anos que toma isso todo dia.

- Sério?

- Preciso de sexo, Horácio.

- Mas hoje é segunda, Maria Helena…

- Quero trepar. Foder. Ser comida por um macho de pau duro.

- Francamente, Maria Helena, que boca. Parece que saiu da zona.

- Quero ser penetrada, quero gozar.

- O sexo é uma ditadura, Maria Helena. A gente tá na idade de se livrar dela.

- Saudades da dita dura. Olha só, você me fez fazer um trocadilho de merda..

- Além do mais, Maria Helena, nós já tivemos um número mais do que suficiente de relações sexuais na vida,por qualquer padrão de referência, nacional ou estrangeiro. A quantidade de esperma que eu já gastei nesses anos todos com você dava pra encher a piscina aqui do prédio.

- Com o esperma que você ordenhou manualmente, talvez. O que o senhor gastou comigo não daria nem pra encher o bidê aqui de casa. Um penico, talvez. Até a metade.

- Maria Helenaaaa………

- E faz quase um ano que não pinga uma gota lá dentro!

- Sossega o facho, mulher. Vai fazer ioga, tai chi chuan. Já ouviu falar em feng shui, bonsai, shiatsu?

Arranja um cachorro. Quer um cachorro? Um salsichinha?

- Quero um salsichão, Horácio.

Olha aí: outra piadinha infame.

- É porque você está com idéia fixa nessa porcaria.

- Que porcaria?

- O sexo, Maria Helena, o sexo.

- Sabe o que mais que deu naquele programa sobre sexo, Horácio?

- Não estou interessado.

- Deu que as mulheres com vida sexual ativa têm muito menos chance de ter câncer. É científico

- Come brócolis que é a mesma coisa, Maria Helena. Protege contra tudo que é câncer . Também é científico, sabia? E puxado no azeite, com alho, fica uma delícia.

- A que ponto chegamos, Horácio. Eu falando de sexo e você me vem com brócolis puxado no azeite!

- Com alho.

- Faça-me o favor, Horácio!

- Maria Helena, escuta aqui, você já tem 50 anos, minha filha, dois filhos adultos, já tirou um ovário, já…

- Não fiz 50 ainda. Não vem não. E o que é que filho e ovário têm a ver com sexo?

- Maria Helena, me escuta. Depois de certa idade as mulheres não precisam mais de sexo.

- Ah, não? Quem decidiu isso?

- Sexo nessa idade é pras imaturas. Pras deslumbradas, pras iludidas que não sabem envelhecer com dignidade.

- Prefiro envelhecer com orgasmos.

- O que é que o Freud não diria de você, Maria Helena.

- E de você, então, Horácio? No mínimo, que você virou gay depois de velho. Boiola.

- Maria Helena! Faça-me o favor. Eu tenho que ouvir isso na minha própria casa, na minha própria cama, diante da minha própria televisão?

- Aliás, gay gosta de trepar. É o que eles mais gostam de fazer. Você virou outra coisa, sei lá o quê.

Um pingüim de geladeira, talvez.

- Maria Helena, dá um tempo, tá? Tenho mais o que fazer.

- Fazer? Essa é boa. O que é que um funcionário público aposentado com salário integral tem pra fazer na vida, posso saber?

- Sem comentários, Maria Helena, sem comentários.

- Tá bom, sem comentários. Bota os óculos e lê duma vez essa bendita bula.

- Só que precisa de dois óculos pra ler isso. Olha só o tamanhico da letra.

Se é um negócio pra velho, deviam botar uma letra bem grande. Pelo menos isso.

- Vira o foco do abajur para cá…. assim… melhorou?

- Abaixa essa televisão também. Não consigo me concentrar ouvindo novela. Mais. Mais um pouco.

- Pronto, patrãozinho. Sem som. Vai, lê duma vez.

- O princípio ativo do medicamento é o citrato de sildenafil.

-Sei.

- Veículos excipientes: celulose microcristalina…

- Celulose vem da madeira. Pau, portanto. Bom sinal.

- Onde foi parar a sua pouca educação, Maria Helena?

- Vai lendo, Horácio. Depois conversamos sobre a minha pouca educação.

- Cros… camelose sádica. Croscamelose. Castrepa, Maria Helena.

Recuso-me a tomar um troço com esse nome. Deve ser alguma secreção de camelo. Se não for coisa pior.

- Não é camelose. Num tá vendo aí?

É caRmelose. Deve ser algum adoçante artificial. Pro seu pau ficar doce, meu bem.

- Putz. Só rindo mesmo. A menopausa acabou com a sua lucidez, Maria Helena.

- Troco toda a lucidez do mundo por um pau tinindo de tesão por mim.

- Absurdo, absurdo.

- Que mais, que mais, Horácio?

- Dióxido de titânio.

- Ah, titânio. Pro negócio ficar bem duro.

- índigo carmim…

- índigo? Deve ser o que dá o azul da pilulinha.

- Será que esse negócio não vai deixar o meu pau azul, Maria Helena?

- E daí, se deixar? Você não sai por aí exibindo o seu pênis, que eu saiba. Ou sai?

- Mas, e se eu for a um mictório público? O que é que o cara ao lado não vai pensar do meu pinto azul?

- Diz que você é um alienígena, ora bolas. Que o seu corpo está pouco a pouco se adaptando à Terra, que ainda faltam alguns detalhes. . Ou explica que você é um nobre, de sangue e pinto azul. Ou não diz nada, ora bolas. Acaba de mijar, guarda o pinto azul e vai embora, pô.

- Escuta. Agora vem a parte que explica como esse petardo funciona.

- Isso. Quero ver esse petardo funcionando direitinho.

- Presta atenção. “O óxido nítrico, responsável pela ereção do pênis, ativa a enzima guanilato ciclase que, por sua vez, induz um aumento dos níveis de monofosfato de guanosina cíclico, produzindo um relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis e permitindo assim o influxo de sangue. Cacete. Corpos cavernosos!….. ‘ Já pensou, Maria Helena? Corpos cavernosos sendo inundados de sangue? Puro Zé do Caixão.

- Corpo cavernoso só pode ser herança do homem das cavernas. Vocês homens evoluem muito lentamente.

- Pára de viajar, Maria Helena. Parece que fumou maconha.

- Não era má idéia. Pra relaxar. Vou roubar do Pedro Paulo. Eu sei onde ele esconde. Podíamos fumar juntos

- Eu já tô relaxado. Tô até com sono, pra falar a verdade.

- Lê, lê, lê, lê aí. …..Você já dormiu tudo a que tinha direito nessa vida.

- Vou ler. “Todavia, o sildenafil não exerce um efeito relaxante diretamente sobre os corpos cavernosos..:

- Não?

- Não, Maria Helena. Ele apenas “aumenta o efeito relaxante do óxido nítrico através da inibião da fosfodiesterase-5, a qual- veja bem, Maria Helena, veja bem -“a qual é a = responsável, pel degradação do monofosfato de guanosina cíclico no corpo cavernoso?”. Ouviu isso? Degradação, Maria Helena. Dentro dos meus próprios corpos cavernosos. Degradante..

- Degradante é pau mole.

- Olha o nível, Maria Helena, olha o nível. Vamos ver os efeitos colaterais. Olha lá: dor de cabeça. Você sabe muito bem que se tem uma coisa que eu não suporto na vida é dor de cabeça.

- Na cultura judaico-cristã é assim mesmo, Horácio. Pra cabeça de baixo gozar, a de cima tem que padecer.

- Não me venha com essa sua erudião de internet, Maria Helena. Estamos off-line.

- Deixa de ser criança, Horácio. Se der dor de cabeça você toma um Tylenol, reza uma ave-maria, canta o “Hava Naguila’; que passa.

- Outro efeito colateral: rubor.. Rá, rá. Vou ficar com cara de quê, Maria Helena? De camarão no espeto?

- Se for camarão com espeto, tá ótimo. Que mais, que mais?

- Enjôos. Ó céus. Enjôos…

- Você sempre foi um tipo enjoado, Horácio. Ninguém vai notar a diferença..

- Vamos ver o que mais… hum…. dispepsia. Que lindo. Vou trepar arrotando na sua cara.

- Você me come por trás. Arrota na minha nuca.

- É brincadeira… É essa a sua idéia de amor, Maria Helena?

- Isso não tem nada a ver com amor, Horácio. Já disse: é profilaxia contra o câncer

. E arrotar, você já arrota mesmo o dia inteiro, sem a menor cerimônia. Na mesa, na sala, em qualquer lugar.

- Como se você não arrotasse, Maria Helena.

- Mas não fico trombeteando os meus arrotos. Isso é coisa de machão broxa. Em vez de trepar com a esposa, fica arrotando alto pra se sentir o cara do pedaço.

- Como você é simplória, Maria Helena, como você é… menor. Desculpe, mas acho que o seu cérebro anda encolhendo, sabia? Ou mofando. Ou as duas coisas.

- Vai, Horácio, chega de conversa mole. E de pau idem. Pula os efeitos colaterais.

- Como, “pula os efeitos colaterais”? É porque não é você quem vai tomar essa meleca, né? Vou ler até o fim. Os efeitos colaterais são as partes mais importantes. Olha lá: gases. Que é que tá rindo aí

- Do efeito cu-lateral. Desculpa. Esse foi de propósito. Não agüentei.

- Admiro seu humor refinado, Maria Helena. Torna você uma mulher tão mais sedutora, sabia?

- Obrigada, Horácio.’Agora, quanto aos seus gases, pode relaxar o esfíncter, meu filho. Numa boa. Tô tão acostumada que até sinto falta quando estou sozinha. Sério. Fico pensando: Ah, se o Horácio estivesse aqui agora pra soltar uma bufa de feijoada com cerveja na minha cara…

- Maria Helena, qualquer dia você vai ganhar o Oscar da vulgaridade universal.

- Vou dedicar a você.

- Vamos ver que mais temos aqui em matéria de efeitos colaterais. Ah! Congestão nasal. Que gracinha. Vou ficar fanho, que nem o Donald. Qém, qém. Qém.

- Um pateta com voz de pato. Perfeito.

- Ridículo. Absurdo. Idiota.

- Ridículo você já é, Horácio. E quem não é? Além do mais, é só calar a boca que você não fica fanho.

- Ah, tá. E se eu quiser falar alguma coisa na hora?

- Você não diz nada de interessante há mais de dez anos, Horácio. Vai dizer justo na hora de trepar?

- Eu não nasci para dizer coisas interessantes a você, Maria Helena.

- Já percebi.

- Hum. Ouve só; diarréia!

- Quê?

- É outro efeito colateral dessa bomba aqui. Fala sério, Maria Helena. Isto aqui é um veneno.Não sei como eles vendem sem receita.

- Deixa de ser pueril, Horácio. Magina se alguém vai ter todos os efeitos colaterais ao mesmo tempo. No máximo um ou dois

- A caganeira e os arrotos, por exemplo? Ou a ânsia de vômito e os gases?

- Faz um cocozinho o antes. Pra esvaziar. Faz agora, Horácio. Eu espero.

- Eu não estou com vontade de fazer cocozinho nenhum, Maria Helena. Faça-me o favor. E olha aqui, mais um efeito colateral: visão turva.

- Você bota os seus óculos de leitura. E que tanto você quer ver que já não viu?

- Maria Helena, você não entendeu? Essa droga perturba seriamente a visão. Vou ficar cego por sei lá quantas horas, quantos dias. E tudo por causa de uma reles trepadinha? E se a minha visão não voltar? Vou andar de bengala branca pro resto da vida?

- Pode deixar que eu guio a sua bengala, Horácio. Olha, pensa no lado bom da cegueira: você vai poder me imaginar 20 anos mais moça. Trinta, se quiser.

- Maria Helena, desisto. Não vou tomar essa porcaria e ta acabado.

- Dá aqui essa cartela, Horácio. Abre a boca. Pronto. Engole. Olha a água aqui. Isso.

Que foi? Engasgou, amor?! Tosse pra lá,ô! Me borrifou toda! Que nojo! Quer . que bata nas suas costas? Ai, meu Deus! Horácio? Você está bem? Respira fundo! Isso, isso

… E aí, amor? Melhorou? Morrer afogado num copo d’água ia ser idiota demais, até prum cara como você.

-Arrr! E com essa pílula monstruosa entalada na garganta, ainda por cima! Ufff! Me dá mais água

- Quanto tempo isso aí demora pra bater?

- Isso aí o quê?

- A pílula, Horácio, a pílula.

- E eu sei lá?

- Vê na bula, Horácio.

- Hum… tá aqui: 30 minutos.

- Ótimo. Dá tempo de ver o fim da minha novela.

Espero que tenham gostado deste diálogo e para não ficar somente no descanso sem criticar o desgoverno atual, vou apenas pedir ajuda ao SPONHOTZ

Entregando os velhos amigos como de costume.

Escondendo as verdades como de costume.

Salvando apenas os seus interesses como de costume.

Mentindo novamente como de costume.

Fazendo o que deseja, como de costume.

September 24, 2007

Melhor do que um sonho

Filed under: Outros autores, bons artigos — rlaf44 @ 10:26 pm

Melhor do que um sonho


Têm coisas na vida que te enchem de prazer.

Não há dinheiro no mundo que possa comprar a felicidade de ler de vez em quando algo bem bolado e bem escrito por alguém por quem você tem enorme carinho e admiração.

Estes momentos na vida de uma pessoa são as ilhas de felicidades na vida atual onde diariamente os veículos noticiosos trazem notícias que envergonham e fazem ter vergonha de compartilhar a raça humana com esta canalha da política, dos lobistas do cinismo, com os invasores de terra, com os impunes, com os crápulas, com os Renans, com os Jaders, com os Malufes da atualidade.

O meu sobrinho José Melo, http://traveler.com.br/blogs/ze/ teve esta idéia de um encontro entre o Hugo Chávez e o Gorbachev. Um encontro fictício evidentemente, mas baseado na história atual, e nas possíveis conseqüências da política venezuelana. Comentou comigo esta idéia e queria que eu escrevesse, mas recusei e dei toda a força e realmente achei a idéia excelente.

Encontrei hoje no meu email esta história, que foi escrita por ele, com pesquisa feita por ele e que poderia realmente ter acontecido, da exata maneira descrita por ele.

Quero compartilhar com vocês:

Um encontro de peso

Por José Melo

Era uma manhã tranqüila, todos no porto de Vladivostok começavam sua rotina - fiscais, pescadores, estivadores, patrões e funcionários, tudo funcionando como uma máquina.

Exatamente às 8:30, Gorbachev percebe a chegada pontual de seu ilustre convidado à mesa de café da manhã. Há muito tempo o último líder Soviético vinha observando a movimentação política de Hugo Chavez na América Latina e decidiu convidar o presidente Venezuelano para um bate-papo bem longe do calor latino.

Eis que o destino me proporcionou acesso exclusivo a esse memorável encontro e aquí lhes ofereço, com exclusividade, uma transcrição fiel do que vi e ouvi.

- “Bom dia, comrade Gorbachev, como está o Senhor?”

- “Bom dia, estou bem, obrigado. Sente-se, Chavez. Não vamos perder tempo - vou direto ao assunto : quero lhe falar sobre o que você está fazendo na Venezuela. Meu governo não me pediu para termos este encontro, é iniciativa minha, e nada do que eu lhe disser reflete a posição da Rússia.”

Acostumado aos floreios típicos de encontros de presidentes latinos, Chavez viu-se perplexo diante da abordagem sem rodeios do velho líder comunista.

- “O Sr. Gorbachev não me convidou para um sermão, foi?”

- “Não é bem um sermão, Chavez. Eu lhe chamei para tirar algo que trago no meu peito há um bom tempo, me persegue, em minha mente, é preciso que lhe fale do que vejo na América Latina e lhe dar um parecer histórico do que penso. Não se ofenda, é para lhe sugerir, sim, uma mudança de curso.”

- “Bem, nesse caso, não tenho tempo para isso Sr. Gorbachev. Reconheço sua estatura política e respeito seu prestígio em todo o mundo, mas sinceramente, o Sr. já viu em 2 eleições que seu povo não lhe quer mais, se sentem traídos, e veja o que meu povo diz sobre mim, comrade. Tenho 60% de aprovação, fúi re-eleito pela maioría e continuo resistindo às pressões dos Estados Unidos como o Sr. talvez não tenha resistido. Peço licença mas devo voltar aos trabalhos.”

- “Que trabalhos, Chavez? Vai devolver a Venezuela à 1917 e fingir que nós já não tentamos o que você está fazendo em seu país? E sobre as eleições, meu povo votou, ou deixou de votar em mim, após um período de 72 anos de partido único. Temos nossos problemas na Rússia, como você tem em seu país, mas não compare a dimensão das coisas. O não-voto em mim significava a desaprovação da forma brusca com que a abertura se deu, fora de meu controle. Meu povo não me odeia, olhe em volta de você, há apenas um agente me protegendo e ando assim por todo meu país. A abertura fugiu de meu controle, mas eu não fúi culpado por tudo. Há alguns dias morreu um dos verdadeiros culpados pela abertura brusca na Rússia, a Yeltsin, sim, você poderia ter dito o que tem a dizer sobre a abertura violenta que vivemos em 1991, não a mim. Você atendeu a meu convite, e eu lhe agradeço. Acho que não devia perder a viagem. Mas se quiser, vá em paz.”

Os dois fizeram um curto silêncio, como se medissem a estatura de cada um. Chavez viu-se diante de um ex-presidente de super-potência, Prêmio Nobel da paz, que o convidara para uma conversa pessoal, reservada. Chavez não podia virar as costas e retirar-se do encontro. E Gorbachev não escondia sua inquietação, ele quase literalmente bateu com o sapato na mesa.

Antes que Chavez respondesse, Gorbachev prosseguiu, calmamente. Como quem dá uma aula a um aluno precipitado. Pausadamente, a cada palavra detinha-se com olhar fixo em Chavez, para ver se o Venezuelano iria embora do encontro.


- “Eram outros tempos. Tínhamos outra visão do mundo, estávamos decididos a mudar o mundo como ninguém jamais havia tentado. Desafiamos o Czar, a Igreja Católica, os Judeus, os Protestantes, questionamos a existência do Estado, desafiamos o poder da Rainha da Inglaterra e todos seus territórios, de fato desafiamos todas as Coroas, questionamos o Capitalismo, o Fascismo e o Nazismo - tudo de uma vez só. O movimento Bolchevique russo foi o mais atrevido da história, ninguém ousou mais que nós. Eu nasci após a revolução, fui o último líder Soviético e o primeiro deles a ter nascido após a 2a revolução em Outubro de 1918. Eu não conheci Lênin, e talvez por isso tive uma visão diferente de meus antecessores. Eu sabia já entre meus 20 ou 30 anos de idade que era preciso mudar algo, mas eu nunca soube ao certo o que mudar.”

O presidente da Venezuela sentou-se em meio à fala de Gorbachev. E apenas ouviu, com expressão sóbria e concentrada, um raro momento público em que não se mostrava sorridente ou comunicativo.

- “Quando ingressei no Partido Comunista da União Soviética, em 1952, eu tinha 21 anos. Eu criticava veladamente a dureza do regime de Stalin, apenas a amigos mais próximos, porém jamais duvidei de que estávamos no caminho certo e que o ocidente estava completamente errado. No ano seguinte explodimos nossa primeira bomba-H e a URSS tornou-se uma superpotência nuclear. Era um motivo de orgulho para todos nós saber que não podíamos mais ser destruídos pelo poder militar americano. Éramos soberanos, éramos, afinal, uma potência mundial.”

“Foi então nos escalões do sistema político Comunista que comecei a fazer certas críticas a nossa burocracia. Éramos menos ágeis que o ocidente. Precisávamos copiar determinadas tecnologias do ocidente, em especial os rápidos avanços na informática, sem os quais ficaríamos atrás dos americanos e teríamos imensa dificuldade com a formação de nossa juventude no futuro. Manter-nos atualizados no ramo de tecnologia era essencial. E foi uma luta, uma verdadeira guerra fria. Interceptávamos lotes de chips Intel que haviam sido deliberadamente adulterados pela empresa em parceria com o serviço secreto dos EUA, tínhamos que fazer engenharia reversa de tudo para construir algo útil com aqueles chips. E o embargo financeiro! Isso sim me leva ao assunto do dia: Cuba.”

“Fidel Castro é um homem decente. É autêntico. Advogado, desportista, Fidel teve uma formação de elite, porém viu que seu País estava afundando sob Fulgêncio Batista. E decidiu que a luta armada era o caminho. Ele não era um Comunista de formação, penso que sequer por convicção. Mas meu antecessor, Nikita Khruschev, teve por Fidel um carinho e uma consideração que Kennedy não teve. E foi assim que a Revolução Cubana de 1959 se uniu a nós, e tornou-se um espinho para os EUA. Nós enviamos a Cuba o que tínhamos de melhor em termos bélicos, em termos de engenharia e em termos de endosso político. Atacar Cuba significava atacar a Rússia, pode haver um endosso político maior que esse? Nós enviamos a Cuba nossos melhores pilotos e nossos mísseis mais poderosos.”

Chavez apenas concordava, hora acenava, hora tomava um pouco de seu café. Falando do ambiente como um todo o que mais me impressionava era o respeito do líder Venezuelano pelo Prêmio Nobel da Paz de 1990, me impressionou como Gorbachev domou a situação com dignidade e sem ofender a Chavez. A coisa tomou jeito de aula, o velho falava e Chavez ouvia.

Gorbachev hora expressava-se com as mãos, hora as mantinha juntas - sempre sério, sempre com a convicção com a qual se dirigia a Ronald Reagan ou a George Bush Sr. Mas sua figura já velha mais lembrava a de um avô que gostaríamos de ter e ouvir, não aparentava ameaça qualquer. Ambos estavam sentados em cadeiras brancas, de ferro fundido em formas de flores, cobertas com 2 finas almofadas, diante de uma farta mesa de desjejum na varanda de um simples hotel na Rua Fokin. A cadeira de Gorbachev estava alinhada na direção de Hugo Chavez. Até a linguagem corporal do líder russo já mostrava seu domínio da situação, e é isso que anotei em minhas observações.

Gorbachev não esconde seu ufanismo, demonstra orgulho da Rússia a cada frase, a cada trecho histórico que relata. O que percebo é que este homem pode ter perdido algumas batalhas políticas com seu povo, mas ele jamais deixou de amar a Rússia.

- “Chavez, a revolução de Fidel foi autêntica. E foi autêntica justamente pelo período histórico em que ocorreu. Em diversas ocasiões após o fim da chamada Guerra Fria, eu pensei comigo mesmo : ‘quantos exageros cometemos em nome da supremacia’. Meu antecessor invadiu o Afeganistão e coube a mim, quase 7 anos depois, arcar com o ônus político de bater em retirada. Podíamos ter destruído completamente as guerrilhas treinadas pelos EUA, mas nossa situação política era frágil em casa. Eu havia iniciado os trabalhos com a Glasnost e Perestróica, havíamos liberado o uso de máquinas Xerox em Moscou, os estudantes de jornalismo começavam a fazer jornalismo de verdade! Pela primeira vez abri o Pravda e li uma crítica a nós. Sempre fomos intocáveis, sempre fomos perfeitos e lá estava um estudante nos criticando e afirmando que ou fazíamos reformas profundas ou nosso império entraria em colapso. A previsão fatídica, feita por mais de 1 estudante, se revelou verdadeira.”

“Minhas reformas foram como uma reação nuclear impossível de se interromper. As filas para obter o pão e leite estatais se tornaram cada vez mais ridículas conforme as imagens dos Target, Kmart e WalMart americanas se tornavam disponíveis para nosso povo. Estávamos lutando para liberar o uso de máquinas fotocopiadoras e o mundo ocidental já proporcionava a seu povo editores de texto caseiros que tornavam possíveis a publicação de livros sem sair da casa.”

“Os excessos de alguns de nossos fundadores também se tornaram públicos, assim como a realidade econômica que muitos de meus companheiros de Partido jamais gostariam de ter visto divulgadas. Os números indicavam que nosso gigante Soviético estava falido. Sabíamos que os EUA também estavam em profundas dificuldades financeiras devido à política Reagan. A verdade é que a Guerra Fria trouxe grande prejuízo financeiro para todos.”

“E hoje, qual o sentido de promovermos uma nova Guerra Fria? Fiz críticas abertas ao sucessor de Yeltsin, disse em entrevista recente que Putin está retrocedendo no caminho à democracia plena na Rússia. E por que eu falo isso? Porque amo meu povo e meu país. Sei que a abertura de 1991 foi dolorosa, e não foi no ritmo que eu queria. Mas ela era necessária. Foi um mal necessário, foi uma ruptura necessária com uma ideologia na qual nosso povo já não tinha fé como antes. No fim estávamos promovendo ídolos e fé, igualzinho às instituições que nos propomos a destruir. Foi a hora certa de admitirmos nossos erros, e o povo fez o resto. Eu não impedi a queda do muro e as repetidas declarações de independência com nosso poderio bélico como fizeram os Chineses. Eu deixei o povo reinar.”

“Chavez, você tem que saber que nosso sonho Comunista jamais morreu. Mas hoje é preciso saber que o fim não justifica os meios. Não podemos realizar o sonho comunista à custa das vidas de milhões de pessoas.”

“Você compra nossas armas, mas deve saber que nós as tínhamos em 1953 na Coréia, nós tínhamos o sistema antiaéreo mais moderno da história quando os EUA tentavam sobrevoar nosso território com aviões A12 e U2, inclusive derrubamos um. Em 1972 nós acreditávamos termos rompido o balanço estratégico de destruição mútua assegurada, a União Soviética tinha o maior arsenal bélico jamais acumulado por qualquer império. E de que nos serviu? Fomos aos poucos corroídos pela política. Jamais nos deram um só tiro, nunca sofremos um disparo, e toda nossa estrutura teve que ser mudada pelo simples fato do povo não aceitar mais passar por tantas restrições em nome de uma ideologia.”

“Chamei-te aqui hoje para te dizer que não importa quantos AK-47 você compre, não importa quantos meios de censurar seu povo você…”

Mikhail Gorbachev é subitamente interrompido por Chavez.

- “Espere Senhor, há aí um julgamento de minha política que não está de acordo com o que estamos fazendo. Nós estamos educando médicos, fortalecendo nossas forças armadas, estamos nacionalizando aquilo que pertence ao povo da Venezuela. Não estamos nos armando para um confronto com os EUA ou qualquer outro país, mas sim para garantir a soberania Venezuelana.”

- “Eu entendo. O anseio por um País soberano e que pode se defender é legítimo” - respondeu Gorbachev

“No entanto suas ações vão à contramão disso que você procura para seu país. O caminho que decidiu tomar não levará à soberania Venezuelana, e sim ao confronto inevitável com os EUA, e com as Nações Unidas e todos os órgãos criados para evitar que um país tenha poder discricionário para intimidar o mundo..”

- “Nós não queremos intimidar ninguém, nem poderíamos, é questão de defender…”

- “Defender seu povo seria você estabelecer um prazo finito para seu mandato, dar poder ao legislativo e ao judiciário, que devem ser sempre independentes. Defender seu povo seria fortalecer sua posição nas Nações Unidas e deixar de lado a retórica ofensiva que tem adotado contra os Estados Unidos.”

“Em 72 anos de União Soviética nós tivemos poder para destruir os Estados Unidos, e talvez nos auto-destruirmos no processo, durante 28 anos. Algumas vezes os EUA ficaram sem comando durante algumas horas, como no assassinato de Kennedy. Não nos aproveitamos disso, pelo contrário, o assassinato de John Kennedy foi péssimo para a União Soviética. E nesses 28 anos vivemos tensões imensas, políticas e militares. Hoje a Rússia está num caminho mais seguro, mantendo suas forças estratégicas porém buscando uma discussão política. Você pode ver um desentendimento político entre Putin e Bush, mas não verá baixaria de qualquer lado. É questão de sobriedade hoje saber que Bush e Putin tem poder limitado para mudar o curso de seus países. Não se pode chamar o Bush de demônio e esperar algo construtivo disso.”

“Você não fará na Venezuela uma revolução como a de Fidel, pelo simples fato de já estarmos meio século além dos tempos da Revolução Cubana. Hoje as coisas são muito diferentes, estamos vivendo tempos diferentes. Eu ajudei a fundar o partido Social-Democrata na Rússia, porque o partido Comunista não mais refletia os anseios do povo russo no século XXI. Temos problemas para criar uma cultura democrática mais forte na Rússia, o povo precisa se acostumar após 72 anos de um partido único no poder. Mas estamos firmes nessa direção. Temos nossos problemas, mas repito, estamos firmes nessa direção.”

“Desejo a você muita sorte, e para seu povo muita paz e progresso. Eis o que tinha para lhe dizer. Não embarque em ilusões revolucionárias em pleno século XXI. Cultive o trabalho e a paz, e seu povo sairá adiante. De outra forma, tenho certeza que a Rússia ficará muito feliz em lhe vender bilhões de dólares em armamentos, mas saiba que já trilhamos esse caminho e você terminará, como disseram de nós, debochadamente, nos anos 70 : um país que tem forças armadas de primeiro mundo numa sociedade de terceiro mundo.”

Não aparentando nem um pouco convencido, ou sequer tocado pela longa conversa com Mikhail Gorbachev, Chavez limitou-se a uma lacônica despedida. A impressão que deixou é que não mudará nada em sua política em função desta conversa.

- “Eu agradeço sua intervenção Presidente Gorbachev. Certamente levarei comigo suas palavras, e terei enorme cuidado ao avaliá-las, e medi-las de acordo com a realidade de meu País.”

- “Eu conheço a realidade de seu País. Você não está isolado do mundo.”

- “Novamente, obrigado pela intervenção Senhor Presidente. Meus cordiais cumprimentos e votos de paz para o Senhor Com sua licença.”

Chavez levantou-se, desviando sutilmente do agente da FSB, extinta KGB, que faz parte da proteção pessoal do ex-líder Soviético. Chavez, por sua vez, acompanhado de comitiva que incluía vários seguranças e assessores, limitou-se a acenar, de forma geral e impessoal, para as 5 ou 6 pessoas que assistiram ao encontro.

A não ser pela presença do agente de quase 2 metros de altura, Mikhail Gorbachev estava sozinho, ele era sua própria equipe.

Este encontro foi, e será mantido em segredo. E você não lerá sobre ele na imprensa.


Foi-me dada permissão para transcrever esta conversa fictícia e publicar neste blog. Qualquer semelhança dos atores é mera invenção minha.

May 13, 2007

O fundo do poço.

Filed under: Outros autores, bons artigos, política, Ética — rlaf44 @ 7:06 pm

O fundo do poço.

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Bater sempre nas mesmas teclas, denunciando o óbvio e dizendo as mesmas coisas sobre as mazelas do Brasil, leva a leitura de tudo isto a uma situação de tédio porque realmente as pessoas comuns já sabem disto tudo e ninguém realmente gosta de ser relembrado o tempo todo de que estamos em um beco quase sem saída.

Quase!!!!!

Se uma pessoa for vítima de um conto do vigário e levar um tombo feio, existem duas situações que dispensam comentários:

1. Quase sempre quem entra e vira vítima de um conto do vigário está tentando levar alguma vantagem.

2. Depois que virou a vítima, detesta que se comente o acontecido.

Muito semelhante ao atual quotidiano nacional:

1. Fomos vítima de um tremendo estelionato eleitoral. (ainda estamos sendo vítimas)

2. Quem entrou nesta (58.000.000 de pessoas) não gosta de ficar sendo relembrado do fato.

Existem maneiras de não esquecer estes fatos reais, e ainda manter as perspectivas atuais sem se tornar muito pedante e repetitivo.

Resume-se em escrever com bom gosto e picardia, os fatos relacionados aos acontecimentos, reservando aos leitores algo leve, mas real.

Alguns dos jornalistas da atualidade fazem isto com primor e sempre que leio algo nesta ordem procuro publicar, com os devidos créditos obviamente.

Outro dia a minha amiga Ana Maria me presenteou com um excelente artigo.

Compartilho com vocês:

SE O POÇO TIVER FUNDO

TIÃO MARTINS (http://www.revistaencontro.com.br/maio07/artic_tiao.asp)

Vocês não se lembram, porque nem eram nascidos, mas não sai da cabeça o dia em que o arrogante presidente Charles de Gaulle, o grandão que metia medo nos franceses, disse que o Brasil não é um país sério. Não é mesmo, e jamais quis ser.

Como afundar na seriedade um país tão tropical e brasileiro quanto o nosso? Só se a gente fosse um bando de doidos.

Nossos governantes federais são uma comédia. Preferem se espreguiçar mornamente, à beira da lagoa, do mar ou da piscina (os rios andam muito poluídos, ultimamente), enquanto as nuvens correm. Trabalham um dia, folgam no outro e conversam à toa nos demais. Mas adoram os trabalhadores da cidade ou do campo. Quem trabalha e paga impostos então é venerado, pois mantém o embalo da patota.

Quantas dezenas de discursos você já ouviu, elogiando os trabalhadores rurais e urbanos? “São heróis do cotidiano, são símbolos da Nação que trabalha e produz”, trovejam os oradores, nos comícios. Ou, pelo menos, os que sabem falar uma frase inteira, sem trocar o sujeito por aquele indivíduo. Depois, sorvem o uísque, o vinho francês e a companheira da noite, não necessariamente nesta ordem.

E vamos levando, no presente, pois ninguém garante que haverá futuro. Saber levar, empurrar com a barriga, fazer de conta e dar jeitinhos são as bases da cultura nacional.

Enquanto isso, Brasília dorme e os bandidos esperam do lado de fora. Estes, sim, são sérios, planejam, importam o melhor da experiência internacional e não vendem ou compram cadeiras no Congresso Nacional.

Por enquanto.

Brasileiros há mais de 500 anos, admiramos a energia dos alemães, o otimismo dos americanos e a faina formigueira dos japoneses e coreanos, esses incansáveis, mas ninguém aqui quer ser como eles. Basta que nos deixem um pouco de sol, uma bananeira velha para dar frutos e sombra e uma caneca de água fresca.

Mas os políticos são a obra-prima da cultura nacional, síntese do nosso caráter e expressão viva da inteligência brasileira. Quem viu o Lula na casa do Bush sabe disso. Não precisa ver mais nada. Pena que as criancinhas ainda estavam acordadas, quando aconteceu e a TV mostrou.

Quem disser que sou por demais nacionalista, radical e antiquado não entendeu nada. Político brasileiro sempre se deu bem com os ianques. Já beijamos a mão de Roosevelt, fomos comandados por Eisenhower, puxamos o saco de Kennedy, adoramos Carter (aquela tia velha) e abraçamos o canastrão Reagan. Como deixar George W. Bush na chuva e no vento, agora que anda tão sem prestígio? O problema é que os gringos não descansam, e a gente gosta de sossego. Que tomem a terra e bebam a cachaça. Se deixarem a mamona e a mulata já está bom. Mas sem impostos. Afinal, desde que Cabral desembarcou aqui e nos encontrou livres e soltos estamos pagando impostos aos poderosos.

Outro dia, encontrei o William às quatro da tarde. Apesar do nome, não é gringo, mas mineiro de Pirapora, e estava com cara de quem assassinou o chefe.

– Aonde vai, malandro? – perguntei, sutil.

– À piscina, com a gata.

– E amanhã, como será? – insisti, com o ceticismo de decente pai de família.

– Amanhã é outro dia. Se der, vou de novo. Estou pronto para o inesperado.

Bela frase. Mas o William não é sujeito de posses. Vive do salário de assessor de um político. Como pôde financiar as orgias vespertinas?

– Amigo, calculei quanto pagamos de imposto para manter deputados e senadores, ministros e assessores, prefeitos e vereadores. Esse bolo vai dar bolo. Dividi as despesas entre todos nós e concluí que jamais conseguirei pagar minha parte. Sendo assim, antes que me tomem o resto (e a gatinha), passei a mão nela e na grana e vou queimar tudo.

Debaixo do sol. Abracei-o, comovido, e lhe desejei sorte.

Este país é a cara do William.

É melhor mesmo ir gastando assim, ao sol, até que caiam todos no fundo do poço.

Se o poço tiver fundo

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May 4, 2007

Mensagem a Garcia.

Filed under: Outros autores, bons artigos — rlaf44 @ 9:50 pm

Mensagem a Garcia.

Recebi hoje pela manhã, um interessante Email de meu irmão mais novo o Guilherme.

O que me pareceu estranho, foi eu que gosto de ler e gosto muito de história, nunca ter sequer ouvido falar desta carta ou deste artigo do jornalista americano Elbert Hubbard.

http://en.wikipedia.org/wiki/Elbert_Hubbard

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Não importa também o que eu conheço ou desconheço, mas este artigo é deveras interessante e quero compartilhar com vocês:

Transcreveremos a seguir o texto integral do artigo que, com o título abaixo, o jornalista norte-americano Elbert Hubbard publicou despretensiosamente na revista “Philistine?, em março de 1899. Na primeira semana de circulação da revista, vários leitores solicitaram exemplares extras para a distribuição a amigos. Dez dias depois, a Estrada de Ferro Central de Nova York solicitou 100.000 exemplares do artigo para a distribuição aos seus funcionários e clientes. O sucesso foi tão grande que o pedido original acabou transformando-se em encomenda de 1,5 milhão de cópias. O príncipe Hilakof, diretor das Estradas de Ferro Russas, que visitava os Estados Unidos nessa época, leu o folheto, levou-o para sua pátria e, após mandá-lo traduzir para o russo, providenciou sua impressão e distribuição a todos os funcionários da ferrovia. Daí o artigo de Hubbard começou a ser produzido em muitas línguas e, em 1913, já tinham sido impressos mais de quarenta milhões de exemplares.

MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia , que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, tinha o Presidente que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto quanto antes. Que fazer?

Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan?.

Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão para depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia – são coisas que não vem ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou-a e nem perguntou: “Onde ele está??

Hosana! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.

O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros “Garcias?. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, tem sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal-feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para orbigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.

Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corregio.?

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “Sim, senhor?, e executar o que se lhe pediu?

Nada disso! Olhar-te-á perplexo e soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:

-Quem é ele?

-Que enciclopédia?

-Onde é que está a enciclopédia?

-Fui eu acaso contratado para fazer isso?

-Não quer dizer Bismark?

-E se Carlos o fizesse?

-Já morreu?

-Precisa disso com urgência?

-Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?

-Para que quer saber isso?

E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar “Garcia?, e depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante? que Corregio se escreve com “C? e não com “K?, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: “Não faz mal; não se incomode?, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, está inépcia moral, esta invalidez de vontade, esta atrofia de disposição de solicitadamente se pôr em campo e agir são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benfício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, será despedido no fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo.

Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?

“Vê aquele guarda-livros??, dizia-me o chefe de uma grande fábrica.

“Sim, que tem??

“É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não recordasse da incumbência que lhe fora dada?.

Será possível confiar-se a tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?

Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais, externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.

Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo?, logo que ele volta às costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostra incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação se está operando incessantemente, em tempos adversos ou não, com a única diferença de que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores: aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.

Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que, ademais, se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido a suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimí-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo?.

Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo.

Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e ingratidão atroz, justamente daqueles que sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.

Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; quando todo mundo se apraz em divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros, e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; salvo a sua mera subsistência.

Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro como, também, tenho sido patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode dizer de ambos os lados.

Não há excelência de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.

Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranquilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário; este homem nunca fica “encostado?, nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado.

A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que tal homem pedir se lhe há de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.

March 25, 2007

A música.

Filed under: Outros autores, administração, economia — rlaf44 @ 1:48 pm

A música.

Os dois artigos abaixo, escritos por Ralph J. Hofmann, estão muito interessantes e seu gosto para musica erudita está batendo com o meu.

O compositor americano Aaron Copland, http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Copland está entre os meus favoritos, e acreditem pouca gente conhece a obra deste compositor.

A minha favorita é “El Salon Mexico?, onde Copland, enxerga de uma forma musical o que para ele deveria ser um cabaré mexicano nos meados do século XX.

Pode-se enxergar em sua música, uma visão simplista, típica da visão americana da vida mexicana, que não representa a realidade, mas é uma peça linda, com tiros de canhão e tudo.

A peça é constantemente tocada em solenidades mexicanas apenas com o nome de “Mexico?.

A peça que o Hofmann se refere no segundo artigo, foi escrita nos anos 40 pelo Copland.

Ela é linda e merece ser ouvida e desfrutada algum dia antes de se completar a nossa missão por aqui.

Um Retrato De Lincoln

Por Ralph J. Hofmann

O artigo que escrevi esta tarde sobre o valor do Homem Comum, me reportando à obra “Fanfare for the Common Man? de Aaron Copland, me despertou a vontade de ouvir novamente a Primavera nos Apalaches, El Salón Mexico e outras obras. Quase por acaso em um dos CDs começou a tocar “ Lincoln Portrait?. Um louvor musical a Abraham Lincoln, em que tal qual em “ Pedro e o Lobo? de Prokoffiev um narrador intercala textos. Neste caso era a voz tonitruante do ator James Earl Jones. Valeu a pena anotar parte destes textos e traduzir:

“Concidadãos, não podemos fugir da história.?

Foi o que ele disse, foi o que Lincoln falou.

“Concidadãos, não podemos fugir da história. Nós deste congresso e desta administração seremos lembrados, a despeito de nós mesmos. Nenhuma característica significativa ou não poupará qualquer um de nós. As chamas do tribunal a que seremos submetidos iluminará nossa honra ou nossa desonra até o fim das gerações. Nós, nós aqui, temos o poder e a responsabilidade. Mensagem anual ao congresso, 1 de dezembro de 1862].?

Lincoln era um homem calmo, contido, mas ao falar de democracia eis o que disse:

“Assim como eu não desejaria ser escravo não quero ser mestre. Essa é minha idéia da democracia. O que for diferente disto não é democracia.?

Simples não? Mas compare a ética deste país, e de seus representantes eleitos.

A minguante classe média moureja para manter os políticos eleitos no luxo a que sempre aspirara. Os mesmos eleitos não têm a mínima preocupação quanto a como o mundo os vê ou as gerações futuras os verão.

Parece que deveriamos instituir a leitura obrigatória do “ Lincoln? de Carl Sandburg para toda pessoa que queira se candidatar a algo. Com sabatina pra verificar se entenderam.

Por Ralph J. Hofmann

Quando após 09/11 as televisões começaram a mostrar a massa de pessoas que abandonaram seus afazeres em todo o território americano para auxiliar as obras de busca e salvamento, para ajudar com limpeza ou mesmo para preparar refeições para os policiais e bombeiros encarregados das ações necessárias naquele momento a visão da cobertura de TV mostrava o efeito sobre as famílias das vítimas das torres, mais as centenas de bombeiros e policiais que acorreram após o primeiro choque.

Já na ocasião me veio à mente a idéia de que a “Fanfarra Para o Homem Comum” de Aaron Copland, algo como três minutos de música solene, seriam o epitáfio correto para o que assistíamos. Posteriormente ao longo de algumas das cerimônias ouvi na própria TV ocasionalmente o uso dessa música em fundo musical.

Sabemos que no mundo, em lugares como Darfur, e outros, ocorrem mortandade e fome, populações são reduzidas a nada, algumas pessoas tentam ajudar sempre, mas o evento de 09/11 é um dos poucos que foi compartilhado, que nos levou a sentir que devíamos estar lá, fritando um ovo para um bombeiro ou carregando água para o seu lugar de trabalho. Estava desde o primeiro momento em todas as TVs, em todos os jornais e em todas as revistas. Creio que nada, nem mesmo o desastre de Nova Orleans também coberto à saciedade pela imprensa passou uma sensação tão séria. Nova Orleans tinha tantos necessitados que não víamos espaço senão para profissionais.

E quem é o Homem Comum? Somos nós. Todos aqueles que compõem uma população. Aqueles que esperam responsabilidade de seu governo. Aqueles que supõem até prova em contrário que seus governantes consigam enterrar suas diferenças pelo bem comum.

Só que constata-se que nada disto é verdade. Há o Homem Comum. Mas os governantes não são o Homem Comum. Nem são Homens Especiais. São homens que se dedicaram à política. Sua carreira é ser político. Enquanto um homem comum pode se sobressair sendo um operário modelo, um doutorado especial, um mecânico muito hábil, ou borracheiro idem, o Homem Político se dedica à política. Estuda como se manter no poder. E, sendo esta sua missão na vida, como dali tirar o maior proveito possível seja em, termos de status e de fortuna pessoal. O Homem Comum não interessa a ele, senão como assunto de discurso.

Esta é a única explicação para partidos que se vendem ante ameaças reais à pátria, que garantem para os seus asseclas cargos em troca de votos, que ante a possibilidade de não terem uma fatia de poder se agarram com unhas e dentes a qualquer expediente. Lembro-me que ao tempo que Sarney garantiu seu quinto ano no poder um amigo comentou: “Parece-me ver o Sarney escorregando por uma placa de aço e deixando-a marcada com as unhas para não escorregar do poder.”

Dito isto, apreciem as nulidades que teoricamente serão os ministros deste país por mais 3 anos e meio.

E procurem um CD da “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, para de vez em quando lembrar da grandiosidade do Homem Comum.

March 18, 2007

Dois bons artigos anteriores…. revolta

Filed under: ARTIGOS, Outros autores, administração, política — rlaf44 @ 3:18 pm

O perfil do brasileiro.

Autor desconecido.

Este artigo foi publicado no dia 11/12/06 neste Blog.

Outro dia o José Ronaldo o mandou novamente por Email, e decidi publicá-lo novamente.

Todos já sabemos da verdade, estamos batendo na mesma tecla, mas água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, vamos continuar batendo e esperando que a tecla não quebre.

Estou publicando depois deste artigo um artigo de um professor de economia de Petrópolis/RJ, que também pegou pesado na realidade dos fatos atuais, e que foi publicado em,05/12/2006 neste blog.

É a mesma tecla.

Brasileiro é um povo solidário.  Mentira.

Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais  importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem  para ser gari , só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de  sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de  cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONGs de  direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa  criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra um colchão  para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de  gente solidária.

É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira.

Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar  bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador.  Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar três dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do programa bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se v. oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente v. irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o  mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha  dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua  cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.  Mentira. Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente.

Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam  existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque  podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os  de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um país democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido  que foi morto numa troca de tiros, foi executado  friamente.

Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe  democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal:

·        Um rei que detém o poder central (presidente e suas MP), seguido de  duques, condes

arquiduques e senhores feudais  (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

·        Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder.

·        E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso?

Pense nisso!!!

O famoso jeitinho brasileiro.

Em minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que  se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto.

Faz um “gato” puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de  lá com a felicidade de ter ganhado na loto…malandrões, esquecem que  pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é  zero.

Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeão do mundo né?

Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro.

Caramba, meu avô dizia isso em 1950.

Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem  vivos.

Dessa vergonha eles se safaram…

Brasil, o país do futuro.

Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de  crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.

Puxa,  essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória no primeiro turno do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão.

O  brasileiro merece!

Como diz o ditado popular, é igual mulher de  malandro, gosta de apanhar.

Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo,

continuemos  fazendo nossa parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do  país novamente, aí sim teremos  todas as  chances de ser a maior potência  do planeta.

Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.

Temos petróleo, álcool, biodiesel, e sem dúvida nenhuma o  mais importante. ?gua doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

A DESFIGURAÇÃO MORAL E ÉTICA E UMA NAÇÃO DECADENTE.

 

Este professor, realmente pegou pesado. Mas, apesar de gostar de uma aproximação mais sutil de nossos problemas, não consigo encontrar nada de errado na posição do Professor Geraldo. Eu como ele estou descontente do rumo de nossa política e sinto revolta pelo estelionato eleitoral que democraticamente tem sido o cenário atual de nossa nação, onde somos obrigados a votar democraticamente.

Leia o seu exelente artigo:

Geraldo Almendra
Economista e professor de matemática
Petrópolis (RJ)

glaf@terra.com.br

Não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não a tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer“. Lula – depois das eleições.

O estelionato eleitoral de outubro de 2006 está sendo festejado com a união de oposições em torno do presidente reeleito. Não pode existir no processo político de um país, nada mais degradante do que o horror da aética e da imoralidade desta torpe coalizão que estamos presenciando, movimento antipatriótico que força uma covarde e absoluta maioria parlamentar a favor do fascismo populista, “maioria muito maior do que as urnas permitiram?.

“O que temem os traidores do país que patrocinam a coalizão espúria para acabar com a oposição ao desgoverno petista??.

Estamos próximos da segunda posse do pior presidente da República que os eleitores já colocaram no poder, eleito e reeleito por dois sucessivos e grotescos estelionatos eleitorais – mentiras vrs verdades e confirmação pública de mentiras –, aceitos e validados por uma sociedade apática, acovardada, aética e imoral, que está entregando sua pátria pacificamente nas mãos de um latente Estado Comunista de Direito.
Um homem criado no laboratório da traição aos nossos sonhos de democracia e liberdade, e principal agente da entrega do nosso país nas mãos sujas de uma esquerda fascista, decadente e corrupta, irá assumir, pela vontade majoritária de um povo comprado com um projeto preservador da pobreza e motivador, por opção, da indolência paga com o dinheiro dos contribuintes, o poder absolutista da prostituição da política por mais quatro anos, consolidando o projeto de domínio do país pela oligarquia petista da gang dos 40, seus cúmplices e seus lacaios.
Desde o fim do regime militar que acompanhamos a infiltração, na sociedade organizada, especialmente na administração pública, de gente da pior espécie da decadência da política, corja disfarçada de adoradores do povo e promotores da “democracia?.
A infiltração dessa gentaça vermelha, no submundo da prostituição política nos corredores do poder público, objetivou, explicitamente, viabilizar um projeto de um socialismo mentiroso, com o fito de chegar ao poder perpétuo, autocrático e autoritário, com a mensagem estelionatária de um assistencialismo fascista, hipócrita, leviano e picareta.
A desqualificação do homem de Caetés, que após sua chegada ao poder presidencial, se apresentou, sem meios termos, como uma grotesca fraude humana e política, não se deve ao fato de ser um retirante apedeuta, pois existem milhares de pessoas humildes de mesma origem que carregam valores fundamentados na ética e na moralidade, muitos agindo apenas por instinto, fruto de uma índole pura de gente simples, honesta e não prostituída em seus valores humanos, mas levados à convocação marqueteira do aceite ao espúrio usufruto dos favores de um desgoverno corrupto e populista, que transforma, sem controle, a compulsória assistência social aos excluídos, em assistencialismo fascista comprador de votos.
O “arauto? dos nossos sonhos “de sermos felizes novamente? já demonstrou ser, na verdade, um digno habitante do lado mais permissivo e prostituído da política, em que a leviandade, a falsidade, a hipocrisia, a mentira, e as meias verdades voláteis dos seus “comícios? de uma campanha eleitoral que nunca termina, formam um espírito político maligno – um anticristo da política –, que tem demonstrado um absoluto domínio maquiavélico do balcão de negociação com as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã?.
Sua desqualificação, enfim, se deve à traição de todos os princípios que devem nortear as ações de um presidente da República – um estadista –, e acabou se apresentando como um espelho de uma histórica decadência moral e ética do país que, no seu caso, foi “autopermitida? em nome e na defesa de uma gang denunciada, formada por seus melhores amigos, construtores comuns e parceiros do maior engodo político da história do Brasil.
Não existe prova mais evidente da relativização espúria e da falência da Justiça no desgoverno petista, do que a impunidade de todos os que foram denunciados pelo Procurador Geral da República como a gang dos 40, tendo como boi de piranha, para livrar a cara do verdadeiro chefe da máfia da prostituição da política – o deficiente mental, auditivo e mental – o seu antigo e poderoso “ex-primeiro-ministro?.
Os subprodutos mais pérfidos da degeneração política do nosso país são as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã? – merecido codinome para o Parlamento das Pizzas –, cooptados com sinecuras públicas temporais ou permanentes no jogo sujo do corporativismo bandoleiro, com o poder consentido dos cargos públicos, e com bilhões roubados dos contribuídos, dinheiro maquiado com a sacanagem da denominação de “recursos não contabilizados?, com suas cotas algumas vezes entregues no meio de cuecas ou festas com garotas de programa pagas pelos palhaços e imbecis dos contribuintes.
Depois de tantos escândalos – que continuam impunes à luz de uma Justiça relativista e inoperante – no mundo da prevaricação no poder público petista, como cidadãos contribuintes que trabalham mais de cinco meses por ano para pagar seus impostos escorchantes, não enxergamos mais muitos dos que habitam os Poderes da República, no papel de qualificados representantes das lutas da sociedade por um país mais justo e mais digno, mas sim, como habitantes coniventes de um antro, de um covil de malfeitores, uma horda de prostitutos e prostitutas da política, uma camarilha de corruptos ou, simplesmente, ladrões e bandidos.
Muitos desses vândalos dos nossos sonhos de democracia e justiça social estão vendendo quase coletivamente suas “ideologias?, suas responsabilidades de defesa da cidadania, e seus escassos sentimentos de patriotismo, nos balcões de negociação das almas espúrias, com seus agentes espalhados nos corredores do submundo do sujo jogo do poder, um sórdido ambiente corporativista público-privado mais calhorda de nossa história, semeado em desgovernos anteriores, depois do regime militar, e trazido à tona na sua face mais maquiavélica e cruel na administração petista.

 

Temos que continuar batendo, pois alguma coisa vai acontecer.

Somente espero que depois deste pesadelo, reste algo para alguém com capacidade e honestidade possa reconstruir o que o governo Apedeuta destruiu.

Vai ser difícil, mas o Brasil tem raízes profundas apesar da cobertura de mato daninho que está escondendo o solo fértil.

 

 

 

March 17, 2007

VISÕES.

Filed under: ARTIGOS, Outros autores, administração — rlaf44 @ 3:46 pm

Boas visões.

O Giulio Sanmartini do “Prosa e Politica?  http://pep-home.blogspot.com/ publicou um bom artigo do André Luiz Leite.

Procurei mas não encontrei uma identidade definitiva deste autor. No Google existem mais de dez páginas deste nome e homônimos, portanto não sei quem realmente é o autor do texto.

Sabe o que tem de errado com o texto? – Nada e por isto tomei a iniciativa de publicá-lo também em meu blog.

Por André Luiz Leite

Nos últimos anos o que não nos faltou foram escândalos de corrupção. O atual inquilino do poder, o partido dos trabalhadores, patrocinou desvios de recursos públicos das mais diversas formas. Sempre com auxilio luxuoso dos partidos de aluguel, PP (agora o PR), PTB, PL, etc…. Assunto enfadonho e velho, eu admito. Mas o foco do artigo não é esse. Apenas citei os inúmeros casos de corrupção para lembrar que apesar dos pesares, o nosso povo não foi para as ruas para protestar. Que eu me lembre, apenas o capo José Dirceu levou umas merecidas bengaladas cívicas de um senhorzinho.

Pois bem, na última semana tivemos a visita do presidente americano ao Brasil. Cinco mil desocupados foram para a Avenida Paulista em dia útil protestar (de forma violenta) contra a presença de George W. Bush em solo tupiniquim. Nosso povo é assim mesmo, pode ser roubado que nem liga. Até reconduz aos cargos eletivos os que assaltam o erário. Mas culpam os Estados Unidos de tudo de mal que nos acontece. Assim funciona a curta mente dos semoventes de esquerda. Assim funciona a limitada cabeça de nosso povo. Foi o Bush o culpado pela morte do João Hélio. Foi o Bush que roubou para pagar o mensalão. Foi o Bush que fez a sanguessuga. Foi Bush que superfaturou a reforma de Congonhas. Não juntou meia dúzia para dar um couro nos corruptos, mas juntaram cinco mil quadrúpedes para protestar contra Bush.

O brasileiro médio tem essa característica de avestruz. Ao menor sinal de problemas enfia a cabeça na terra e de preferência culpa aos outros pelas suas falhas. Os Estados Unidos são um povo admirável, que construíram a maior economia democrática do mundo. Podem falar mal deles, mas até hoje nenhum povo construiu nada nem parecido. São duros ao defenderem seus interesses? Sim. São protecionistas? Sim. Menos que os europeus, mas também protegem seus mercados. Nós é que deveríamos aprender com eles a defender nossos interesses. Não essa política externa vergonhosa onde apanhamos da Bolívia dia sim e dia sim também. O Apedeuta trouxe para o Itamaraty a política do perde-perde. Das grandes economias é difícil ganhar, das pequenas ele entrega o jogo, pois são coitadinhos. É o Brasil na vanguarda. Perder ou perder é o lema dos petistas no front externo.

Até na questão da violência vemos a característica procrastinadora do nosso povinho. Falam em combater a violência e pedem a paz. Palavras vazias e sem objetivos. Ora bolas, nosso problema não é a violência e sim o crime. Quais propostas práticas para encarceramos por mais tempo e de maneira mais rápida o maior número possível de bandidos? Isso ninguém fala, fica nesse trololó de pedir paz. Os bandidos adoram essa mania do brasileiro de não enfrentar o problema de frente. Os políticos que espoliam o estado também adoram essa mansidão abilolada do nosso povo.

Enquanto não atingirmos a maturidade de nos responsabilizarmos pelas nossas falhas e desvios de caráter, não vamos andar para frente. Chega de acharmos bodes expiatórios e inimigos imaginários. Nós somos o nosso problema. Um povo que reelege tantos corruptos tem sérios problemas. A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tem 55% dos deputados respondendo a algum processo na justiça. O povo que os colocou (de novo) lá tem problemas de valores morais. Nas outras “Casas do Povo? os números são parecidos. Que eu saiba, Bush não tem título de eleitor brasileiro.

Parabéns André por tanta verdade dita de maneira tão concisa, equilibrada e balanceada.

Pelo andar da carruagem e o próximo mensalão dentro do DNIT, estamos prontos para mais quatro anos do mesmo, e o Brasil/PT vai continuar a buscar o culpado por suas mazelas nas outras freguesias, como sempre o fez.

Com a saúde e a educação não se brinca……?????

Luiz Inácio Lulla da Silva.

Pelo jeito que a coisa vai, o crescimento e o PAC não passam de brincadeira para o Apedeuta, assim como a CPI, qualquer uma, a política externa, o turismo que vai para as mãos da Martinha Sexpot, o DNIT que já está todo fatiado para a troca de partidos, vá para o PR e ganhe uma franquia, e tudo mais com exceção da saúde que está muito pior do que no governo FHC e a educação que o próprio Lula admitiu relutantemente que vai mal. Pensem nisto o que o presidente considera que não é brincadeira vai mal e as brincadeiras……??? Que mal gosto.

March 4, 2007

O Brasil não vai crescer

Filed under: Outros autores, administração, economia, notícias — rlaf44 @ 7:32 pm

O Brasil não vai cescer.

Com o PAC ou sem o PAC o Brasil não vai crescer.

Eu não sou pessimista, sou realista.

Eu me lembro muito claramente que quando a revista veja, falava mal do governo FHC, os petistas mais famosos como os Josés, Dirceu e Genuíno, o Mercadante, até o Chináglia que na época andava meio apagado, portavam as edições da revista e brandindo estas edições dentro do plenário, pediam até o impeachment do FHC.

Depois o PT virou vitrine e começou a levar pedrada e a revista continuou com o seu trabalho de publicar responsavelmente as matérias que obviamente venderiam melhor, pois a finalidade da revista não é ajudar este ou aquele governo e sim vender exemplar.

Agora, que o PT é a bola da vez, a revista já não presta mais. Está vendendo matéria paga pelo governo Bush para desestabilizar o governo brasileiro. Antes era uma revista séria quando falava mal do FHC e agora, foi vendida a um grupo de judeus e está trabalhando contra o governo do PT.

Quando os sem terra invadiram o congresso, causando muitos danos e ferindo inocentes, Veja publicou uma capa que dizia “Os PTbulls?.

Foi uma alegação aos petistas de carteirinha que comandaram aquela invasão, não foram punidos e os danos causados foram pagos pelo erário, que somos nós.

Naquela edição, houve uma onda de pessoas revoltadas com a revista porque como diziam, estavam denegrindo a imagem do PT, comparando o PT com o terrível animal que é o PIT BULL.

Ora gente, o PT não precisa de ninguém nem revista nem jornal para denegrir a sua imagem,

http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=3915

Bruno Maranhão está solto, nunca pagou pelo que fez. Não se arrepende, e foi recentemente premiado com uma posição de destaque acredito no governo da Bahia.

As ações recentes do PT, com ligações íntimas com a CUT e o MST, invadindo terras no pontal do Paranapanema, Dirigidos pelo José Rainha, criminoso defendido pelo petista Greenhalgh, todos sob a cobertura e o patrocínio do PT.

Estas ações, e as ações do passado recente:

http://www.resenha.inf.br/politica/?page=revistas&actions=viewnotice&revis_cod=1202

Fazem do PT, um covil de bandidos ou um canil de Pit-Bulls.

Todas estas ações dão à revista Veja mais credibilidade e imparcialidade do que nunca.

Leiam mais esta boa reportagem:

Reportagem de Veja On line:

Brasil

Só o que cresce é o Estado

Desde a Constituição de 1988, os gastos públicos aumentam

e travam a economia. A conta vem na forma de mini-PIBs

Giuliano Guandalini

Os brasileiros conheceram na semana passada o balanço econômico do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 2003 e 2006, o PIB (a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país) avançou lentamente, em um ritmo de 2,6% ao ano, bem abaixo da média mundial. Um primeiro olhar mostra um resultado tíbio, mas sem surpresas. Essa tem sido a toada da economia brasileira há duas décadas, desde que a Constituição de 1988 instituiu, por decreto, uma sociedade do bem-estar de nível europeu financiada pela porção produtiva de um país de nível de renda brasileiro. No entanto, dois fatos fazem do resultado do PIB do primeiro mandato de Lula um número especialmente desalentador na história econômica brasileira. O primeiro diz respeito ao contexto internacional. Ao contrário de governos anteriores, Lula presidiu o país durante quatro anos de rara prosperidade global. O governo petista não deparou com crises a debelar, não enfrentou choques financeiros de proporções sísmicas como a crise asiática, em 1997, nem os atentados terroristas de 11 de setembro, em 2001. Nos últimos quatro anos, houve apenas uma ou outra chacoalhada momentânea, como a turbulência nos mercados ocorrida na semana passada. Mas não se viu nenhum evento internacional que justificasse o marasmo interno. Ele foi exclusivamente made in Brazil. O segundo fato foi que o Estado voltou a inchar nos últimos quatro anos, revertendo várias tentativas, feitas nos anos 90, de desarmar a bomba do gasto público colocada no colo dos brasileiros pela Constituição de 1988.

Entre 2003 e 2006, o governo Lula fortaleceu o assistencialismo, contratou 182.000 funcionários públicos e criou 27 estatais. Quem pagou a conta foi a sociedade, na forma de cargas recordes de impostos. Com muito imposto, falta dinheiro para investimento e poupança. Resultado: mini-PIBs, PIBs envergonhados ou “pibinhos”, como escreveu, com rara felicidade, o jornal O Globo. No mesmo período, a carga tributária subiu de 35% para 39% do PIB. Ao ampliar cada vez mais os gastos assistencialistas e previdenciários, o governo diminuiu os investimentos públicos em infra-estrutura, deixando o país repleto de gargalos – aeroportos caóticos, portos no limite e estradas federais intransitáveis. Resta, portanto, óbvia a relação de causa e efeito entre o aumento dos gastos públicos e o crescimento pífio do PIB. Mas poucos levam essa constatação a sério no cada vez mais pobre debate público no Brasil. Depois da divulgação dos números do PIB, os “culpados de sempre” foram apontados: juros altos e câmbio desfavorável. Poucas e raras palavras foram gastas para comentar as reais causas da letargia econômica, que é o avassalador crescimento do peso do Estado. Para ilustrá-lo, VEJA compilou uma série de indicadores antigos e novos . A constatação é inequívoca: o governo tem aumentado a sua participação na economia, reprimindo os investimentos privados e tolhendo o poder de consumo das famílias.

Em seu mais recente livro, Brasil: Raízes do Atraso – Paternalismo Versus Produtividade (Campus Elsevier; 288 páginas; 59,90 reais), que será lançado nesta semana, o economista Fabio Giambiagi constata, fria e objetivamente, que não surpreende a atual pasmaceira econômica. “É simples, o Brasil não cresceu mais porque não mereceu, pois nos empenhamos em adotar políticas que conduzem à mediocridade”, afirma o economista. Para o autor, hoje já não há mais como negar que, no âmago do atraso, aparece com destaque a Constituição de 1988. O Brasil passava pela redemocratização, e a Constituição abraçou uma pletora de reivindicações, de todas as naturezas. Resume Giambiagi: “No esforço de garantir uma série de direitos pela força da lei, o país descuidou das condições para que a prosperidade econômica pudesse ser alcançada de maneira efetiva por todos. Usando uma velha metáfora, em vez de ‘ensinar a pescar’, o que se buscou, naquele momento, foi ‘dar o peixe para todos’, sem distinção”. O problema é que esses anseios não cabem no orçamento de um país como o Brasil. A ressaca chegou rápido. Primeiro como hiperinflação, no início dos anos 90. Em seguida, na forma de juros elevados, baixo investimento e queda na taxa de crescimento do país. Diz Giambiagi: “Um país é resultado de suas escolhas. Em 1988, nós fizemos as erradas”. A sociedade brasileira sofre até hoje o impacto dessas escolhas. O resultado é que o atual equilíbrio fiscal, ainda frágil, só se mantém por causa do aumento da carga de impostos e da diminuição dos investimentos públicos em infra-estrutura, dois fatores que frearam o potencial de crescimento do país. Obviamente nem todas as mazelas decorrem da nova Carta Magna. Certos privilégios nacionais são tão antigos quanto o país e alguns desequilíbrios foram ainda mais potencializados nos últimos anos. Governos anteriores tentaram desarmar essa bomba, vendendo empresas estatais e reduzindo o funcionalismo público. Com Lula, isso se perdeu. Todo o esforço para estancar o inchaço do Estado foi abandonado.

Como o setor público é menos produtivo, o seu inchaço depois da Constituição de 1988 reduziu a produtividade do país e derrubou o potencial de avanço do PIB. A produtividade é o principal determinante do desenvolvimento duradouro de um país. Se ela avança rapidamente, o PIB cresce a saltos largos. Sempre que algum país tenta correr mais rápido do que sua capacidade produtiva, ele acaba gerando mais inflação. Em resumo, a produtividade é o total produzido por hora, levando-se em conta os trabalhadores e as máquinas e os equipamentos utilizados. Quando uma empresa investe e compra uma máquina mais eficiente, por exemplo, eleva sua produtividade. Outra maneira de ampliar a produtividade é melhorar a qualidade da mão-de-obra, investindo em educação e treinamento. Na década de 1970, quando o Brasil era o país que mais crescia no planeta (em 1973 a taxa chegou a 14%), a produtividade progredia 8% ao ano em média. Hoje o avanço não passa de 1% ao ano. Nessas condições, não há como crescer muito. Só resta ao Banco Central ser cauteloso na queda dos juros – um remédio que, aos olhos de incautos, se confunde com a doença.

Alexandre Marinis, diretor da consultoria Mosaico Economia e Política, analisou o desempenho de 215 países, entre 1971 e 2005, e constatou: quanto maior o tamanho do Estado, menor o crescimento. Tome-se o caso do Brasil. Nas décadas de 70 e 80, o setor público tinha um peso de 10% no PIB, e, nesse período, o crescimento médio da economia foi de 8,4% ao ano. Nas duas décadas seguintes, a fatia do Estado no PIB dobrou e a taxa média de expansão econômica minguou para 2,7%, em média, ao ano. Segundo os dados compilados pelo economista, os países em que o peso do Estado não passa de 10% do PIB registraram um crescimento médio de 4,7% ano. Os países em que o tamanho do governo atinge 20% do PIB, como o Brasil, não conseguem crescer mais do que 3% ao ano.

As estatísticas mostram que, claramente, o divisor de águas nesse processo de elefantíase estatal foi a Constituição de 1988. O governo Lula não é responsável por ela. Mas, em vez de apagar o incêndio, jogou gasolina na fogueira. Colhe agora o “pibinho” que semeou.

March 2, 2007

“O Não Saber – Coveniência ou realidade?

Filed under: América Latina, Outros autores, administração, economia, política — rlaf44 @ 11:09 am

“O Não Saber – Coveniência ou realidade?

Nós os cidadãos comuns, não sabemos o que o Lula sabe ou pensa. Existem controvérsias criadas pelo apedeuta sobre o que ele sabe e que depois diz que não sabe ou o que ele não sabe, e que deveria saber.

Durante o “apagão aéreo?, ele em reunião com a Dilma e o Pires (Dilma não é xícara e Pires é o Waldir, ambos os Ministros do Lula) mandou comprar o que fosse necessário e acabar com o problema. Faltou ele mandar para o congresso, uma MP para revogar a “Lei da Gravidade?. Desconfio que não mandou porque ficou na dúvida se a palavra era GRAVIDADE ou talvez fosse GRAVIDEZ .

Os equipamentos para o controle de vôo, não se compra assim, como entrar nas Casas Bahia e sair com eles debaixo do braço. Precisam ser construídos e depois instalados. Isto, eu estou seguro que ele não sabe.

Outra coisa que ele se diz surpreso é o baixo índice de crescimento do país. Ele prometeu que não iria botar a culpa na “Herança Maldita?, pois desta vez ele herdou dele mesmo. Mas os Deputados do PT estão dizendo justamente isto. Estão comentando que o Brasil não cresceu porque o PT (Lula) pegou o Brasil um verdadeiro caos e os quatro anos foram apenas para colocar ordem na casa. Outro dia o Deputado

Do PT de SC CARLITO MERSS, em uma entrevista na CBN sobre o crescimento disse mais ou menos isto:

Este crescimento foi até bom, pois quando o presidente Lula pegou o Brasil, a inflação estava descontrolada, a infra-estrutura totalmente comprometida ou não existente, com 75% do patrimônio do Brasil vendido, sem estradas, sem telefones, sem comunicação, sem portos e aeroportos, com os juros nas alturas, com a agricultura falida, o presidente Lula teve de consertar tudo primeiro, e foi o que ele fez e agora com o PAC, poderemos ver o Brasil crescer de verdade.?

Será que ele acredita mesmo nisto, ou será que cheguei a um país diferente do Brasil em que vivi por 62 anos.

Será que ele sabe que quando foi feito o Plano Real a inflação era de 48% ao mês?

Que durante os oito anos de FHC, o país cresceu em média 2,3% e o mundo neste período passou por quatro graves crises econômicas que afetaram, mas não derrubaram o Brasil. Que o mundo todo naquela época Cresceu em média 3,4%, e que, portanto o Brasil acompanhou este número. Agora o mundo cresce em média 5,1% e o Brasil não acompanha? Que o culpado pelo pífio desempenho do Brasil comparado com o resto do mundo ou mesmo apenas a América Latina, foi o total descaso da presidência com a administração do País. Que o Lula ficou fora de seu gabinete, viajando para formar a pior política externa da história do país. 84% de seu tempo disponível. E que o novo mandato começou há dois meses e não existe nem plano de governo. E que o PAC já empacou lá no congresso modificado por mais de 700 emendas nas MP que criam a alma do PAC. E será ele sabe que……Chega de hipocrisia. Ele sim sabe de tudo isto mas estes avestruzes do PT estão com a cabeça enfiada na areia para tentar mostrar que estão escondidos. No entanto, o rabo está de fora.

O presidente não sabia de Waldomiro que freqüentava seu gabinete.

Não sabia dos planos do José Dirceu. De quem era (?) amigo íntimo.

Não sabia do mensalão. Que era comandado pelo Dirceu

Não sabia do Delúbio, e Silvinho que via constantemente.

Não sabia do Marcos Valério a quem devia favores pessoais.

Não sabia que o Chuveiro Elétrico (Lorenzetti) o psicanalista (Freud) que freqüentavam não apenas o gabinete, mas as residências tinham nas mãos 1,7 milhão paras comprar o Dossiê.

Ele não sabia que havia feito um empréstimo de 30.000 no BB e que o seu amigo Okamoto foi lá saldar a dívida em dinheiro vivo.

Que presidente mais mal informado é este que tendo nas mãos a ABIM e seus arapongas, desconhece as coisas que estão acontecendo dentro de sua própria casa.

Eu pessoalmente afirmo que o Lula sabe de tudo isto.

O que ele não sabe mesmo, por falta de competência, é o que fazer para governar o país.

Aí ele diz que sabe.

Leiam o bem escrito artigo de Fábio Grecchi:

Não sabia, presidente?

Fabio Grecchi

O presidente Lula lastimar que o PIB de 2006 “poderia ter sido maior”, parece piada de mau gosto. Todos sabiam que o crescimento da riqueza, ano passado, seria em torno dos 2,5%. A pesquisa levantada pelo Banco Central calculou 2,7% e houve até quem comemorasse o 0,2 ponto percentual do fechamento do Produto, pois assim ao menos tem ainda o efeito psicológico de ter raspado nos 3%.

O preocupante destes números não é somente pelo fato de o Brasil ser o último, entre os países em desenvolvimento, em matéria de crescimento. É também porque, no cotejo dos latino-americanos, se mantém em posição de imensa desvantagem. Cuba, que sofre brutal bloqueio econômico dos Estados Unidos, teve um avanço de 12,5% no PIB. Está certo que a ilha partiu de uma posição de extrema desvantagem em relação a nós, mas tal avanço é resultado de um certo pragmatismo econômico à chinesa.

A Venezuela, segunda colocada no ranking latino-americano, tem o berço esplêndido de petróleo para sustentá-la. Mas e a República Dominicana, que alcançou os mesmos 10% no PIB? Ou a Argentina, que abocanhou o 4º lugar com estupendos 8,5%? Só nós fizemos o dever de casa, enquanto que eles foram ajudados pela divina providência? Evidentemente que não. Ou os números divulgados pela Cepal são fraudados?

Exatamente para não ficar atrás é que o governo federal lançou o Programa de Aceleração do Crescimento. Mas, como era de se esperar, solta as rédeas com uma das mãos e as segura com a outra. Não foi por outro motivo que o sistema produtivo brasileiro viu com olhos de dúvida os benefícios do PAC. Ainda existe por parte do governo uma sanha arrecadatória que espanta quem deseja investir. O mercado financeiro continua rendendo aos especuladores lucros de sonhos, sem que para isto façam um único parafuso.

A indústria, porém, não compartilha de tantas facilidades. Enfrenta dólar desvalorizado, barreiras alfandegárias predatórias, ausência completa de infra-estrutura para o escoamento da produção. O governo federal sabe de tudo isto há décadas e através do PAC tentará recuperar o tempo que perdeu, sobretudo nos últimos quatro anos.

A previsão é de que, em 2007, o PIB fique em torno dos 3,5%, o que não chega a ser alentador. Tal resultado fosse apresentado para 2006, o Brasil ainda estaria em péssima posição na comparação com seus vizinhos de América Latina. Talvez não em 20º lugar, mas bem distante, por exemplo, do 7º colocado, o Peru, com 7,2%.

Santa ignorância

Filed under: Outros autores, comentários, educação, política — rlaf44 @ 9:36 am

Santa ignorância.

Eu realmente gosto do estilo de dois colunistas ítalo-brasileiros. Eles são o Mainardi e o Sanmartini. Eu não estou certo se a origem deles comanda o seu estilo, ou se os seus predicados pessoais é a razão deste estilo franco e polêmico que eles adotam.

Entre os Brasileiros da gema, tenho também os meus preferidos, como o Noblat, o Cláudio Humberto, Adriana Vandoni, Jabor, entre muitos outros que leio diariamente.

Acho os artigos do Roberto Pompeu de Toledo, maravilhosos e na revista Veja desta semana, ele fez um comentário sobre o atual humor brasileiro que não apenas reflete a verdade atual como nos mostra para onde estamos indo, vou fazer um comentário especial sobre este assunto.

Voltando para o que me chamou atenção no começo deste comentário foi o artigo de Sanmartini que vou reproduzir na integra.

Antes, porém, quero enfatizar certos pontos meus, e que são coerentes com o artigo do Giulio.

  • A falta de preparo de nosso presidente fica evidente quando em sua repetitiva verborragia, ele tenta dizer algo diferente dos clichês decorados e que estão ficando velhos. E sempre solta as abobrinhas, que são a prova indiscutível de seu despreparo. Uma de suas dificuldades é com os números. Outro dia durante uma inauguração em Paulínia ele não somente chamou os brasileiros de “Seu Gado? como confundiu (ou não sabe mesmo) Metros com quilômetros, mudando o tamanho do Brasil. Vou citar a mais nova besteira de nosso (???) líder.

“Eu fico imaginando que, se aceitar a diminuição da idade para 16 anos, amanhã vão pedir para 15, depois para 9, depois para 10, quem sabe algum dia queiram punir até um feto.?

“Eu fico imaginando? é o seguinte, ele não sabe mesmo contar, pois o dez veio antes do nove ou será porque como as crianças aprendem a contar com os dedos, e ele destes tem somente nove seria a razão de sua confusão.

Leiam o excelente artigo de Giulio Sanmartini:

Por Giulio Sanmartini

Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo antes de ser presidente, quando se tornou um personagem de nomeada nacional, achou-se apto e suficiente para fazer qualquer coisa. Tornou-se, dentro de seu limitado enfoque, o único sabido num Brasil inteiro de trouxas. Por esse motivo achou que já era bom e não tinha necessidade alguma de melhorar. Nesse reme-reme, com sei inegável carisma, foi enganando a maioria dos brasileiro, chegou à presidência e conseguiu reeleger-se.

Na primeira eleição ele teve maciça votação da classe média que acreditou numa mudança, pois o governo anterior apresentava enorme fadiga de material, mas o pouco que mudou foi para pior e esse segmento social começa a apresentar um descontentamento que aumenta dia a dia, restando sua popularidade baseada na “Bolsa Família?, uma esmola que ele distribui auto-proclamando-se O “Pai do Pobres?.

Ele que sempre viveu de expedientes, com o resto da população tenta mais um, como sua verborragia digna de camelô, vendedor de panacéias, em bairros retirados onde oferece os milagres do olho do lobo guará, ou os efeitos espetaculares do óleo de cobra.

Só faz falar, mentir e enganar com falso otimismo, afirmando que tudo vai bem, quando o desemprego aumento, o crescimento da América supera somente o do Haiti, os serviços sociais não funcionam e a segurança atingiu proporções de guerra civil.

Essa semana em mais uma de suas intermináveis inaugurações duvidosas, teve o desplante de dizer, sem que o rubor lhe subisse à face: “A minha equipe é ganhadora. Você acha que um time que foi campeão ou uma escola de samba que foi campeã tem vontade de mudar sua direção? Eu não tenho nenhuma preocupação de mudar o governo. Não tenho pressa, não tenho pressão, não tem espaço na minha cabeça?.

Seu programa radiofônico “Café com O Presidente?, é um balaio falas são tão capitosas que o evento deveria mudar de nome para algo como “A calibrina com o Presidente?.

Sua passagem apagada e inócua pelo Congresso como deputado constituinte, mostra que ele é totalmente despreparado e incapacitado para se bater com deputados e senadores e é nesse campo que ele resolveu entrar agora, não bastasse a oposição, em movimentos equivocados está chamando contra a si os aliados.

Ele entrou num ninho de cobras acreditando que o único perigo que uma cascavel possa representar e o barulho que faz com o guiso que tem no rabo, não percebendo que poderá estar dando início ao seu fim.

February 21, 2007

As galinhas do Juvenal.

Filed under: Outros autores, administração, economia, política — rlaf44 @ 9:04 pm

As galinhas do Juvenal

Meu pai, para ilustrar a necessidade de que tudo na vida deve ser planejado e avaliado antes de ser realizado, contava as aventuras de um parente distante, que muito sonhador acumulava fracassos atrás de fracassos.

Ele conta uma aventura de Juvenal, o parente sonhador, com uma criação de galinhas.

Juvenal fez as contas:

Cinco galinhas e um galo. Ficaria rico em dois anos. As cinco galinhas poriam um ovo por dia, por quinze dias e depois deitariam nos ovos por 21 dias. Então em 36 dias nasceriam 75 pintos. Estes pintos seriam a metade frangas e metade frangos. Os frangos ele trocaria com o dono da venda pelo milho das galinhas e as frangas começariam a botar em seis meses. Deu um pouco de desconto e contou trinta galinhas novas. Cada uma poria 15 ovos e deitaria por 21 dias em 36 dias teria de novo 450 novos animais, que em seis meses seriam mais 200 galinhas botando e chocando. Isto já descontado as casualidades que sempre ocorrem e que parte dos frangos tinha que ser mantidos para fecundar tantas galinhas. As próximas etapas são as duzentas mais as cinco originais mais as trinta da segunda ninhada em um total de 235 galinhas que botariam 15 ovos cada e em 36 dias mais ele teria em menos de dois anos, 3.525 novos animais onde a metade seriam frangas para botarem ovos e em mais seis meses,….. Nem precisa dizer o final deste sonho, o meu pai contava que as primeiras galinhas e o galo foram vítimas de um gambá e pronto acabou.

Esta historia era uma parte de nossa educação para que a gente seguisse os nossos sonhos com os dois pés no chão e antes de se aventurar, olhasse bem todos os ângulos possíveis e depois executasse tudo com muita humildade.

Segundo as definições do Lula, o meu pai era parte da “Zelite?. Era professor catedrático da UFMG, e nós éramos os burgueses que nunca precisamos trabalhar, apenas estudamos toda a nossa juventude.

Mas as lições que aprendemos com ele, nos mantêm depois de tanto tempo, vivendo honestamente, com a cabeça erguida e somos seis irmãos, que não temos de nos abaixar para ninguém.

Na família do Lula, parece que ele, e apenas ele saiu bem e conseguiu sucesso (ainda que obscuro e duvidoso) na vida, mas a lição dos sonhos mirabolantes, ele não herdou de seu pai, ou se este lhe ensinou, ele não aprendeu.

Durante a primeira campanha, as suas metas eram: 10 milhões de empregos formais, saneamento da previdência, o milagre do crescimento, o fome Zero, tudo era fácil e “pão comido?, como as galinhas do Juvenal. Nada foi como pensava e tudo desmoronou.

Uma de suas cartas na manga, foram as PPPs onde ele ia fazer as parcerias com a iniciativa privada, e as estradas, as ferrovias e os portos seriam parcerias e todos os problemas de infra-estrutura seriam resolvidos em um passe de mágica. Nunca “NAHISTÓRIADESTEPA?S?, alguém ousou solucionar tanto com tamanha simplicidade.

Uma das primeiras medidas funcionais de seu governo, foi encabeçado pelo seu principal ministro, o Dirceu que aparelhou todo o aparato administrativo, colocando em seis meses, 41.000 funcionários em pontos chaves da administração federal. Um de seus alvos foram as agencias reguladoras que para funcionar teriam que ser o mais distante possível da política.

Depois de aparelhadas pelo Dirceu, e com medidas provisórias votadas pelo congresso, as agências reguladoras perderam a identidade autônoma e passaram a fazer parte do executivo.

Isto afugentou os participantes das PPPs, pois seus investimentos de longo prazo estariam sujeitos ao humor político da hora.

Encontrei recentemente este excelente artigo escrito pelo professor de direito, Benedito Porto Neto, que explica com propriedade e técnica a razão do fracasso das PPPs.

Falta de visão.

Por que as PPPs não saem do papel?

Benedicto Porto Neto*

A edição da Lei Federal de Parcerias Público-Privadas (Lei n.º 11.079, de 2004) criou expectativa geral de que elas seriam rapidamente adotadas para viabilizar investimentos na implantação de serviços estatais e de obras de infra-estrutura, urgentes e necessários ao desenvolvimento do país.

Decorridos dois anos de vigência da nova lei, contudo, são pouquíssimas as licitações para contratação de PPPs, situação que causa frustrações e provoca seguinte indagação: Por que elas não saem do papel?

A razão fundamental da demora na implantação de PPPs é a falta de projetos concretos, cuja elaboração é de responsabilidade dos Poderes Públicos.

A Lei n.º 11.079/04 não define modelo fechado para as PPPs. Ao contrário, a Lei consagra diversas alternativas que podem ser adotadas nessa nova modalidade contratual, procurando viabilizar a adoção de soluções mais adequadas em cada caso concreto.

Compete B Administração Pública, portanto, definir o modelo de cada Parceria, dentre as alternativas legalmente comportadas. As PPPs dependem da fixação de específicas e concretas condições para cada projeto, tais como a forma pela qual o agente privado será remunerado pelos encargos que assumir, as garantias que lhe serão oferecidas, os riscos de cada uma das partes, entre outros pontos relevantes.

Justamente porque é aberto o regime de PPPs definido na Lei 11.079/04, os contratos a elas relativos têm importância especial, muito maior do que a dos contratos tradicionais de execução de obras e de prestação de serviços. A Lei Geral dos Contratos Administrativos (Lei n.º 8.666/93) (clique aqui) consagra regime jurídico uniforme, único. As normas aplicáveis aos contratos por ela abrangidos decorrem diretamente da lei. No caso das PPPs, seu completo regime jurídico nno está definido em lei, mas decorre das cláusulas contratuais que venham a ser fixadas. A identificação do regime jurídico de cada PPP depende fundamentalmente da verificação de como ela é tratada em contrato. Nno basta, nas PPPs, definir os encargos do agente privado e sua remuneração; é imprescindível construir normas que disciplinarno integralmente a relação jurídica.

O grande desafio está na definição de regras, em cada PPP, que protejam a implementação do interesse público ao mesmo tempo em que desperte interesse da iniciativa privada na realização dos investimentos necessários; que garantam os objetivos perseguidos pela Administração e ofereçam segurança aos agentes privados. Esse desenho não está contido na Lei Geral das Parcerias, que só indica caminhos; ele deve ser traçado pela Administração em cada específico projeto.

As PPPs devem antes ser colocadas no papel.

Sob esse aspecto, para que deslanchem os programas de PPPs, é importante que seja estimulada a elaboração de projetos pela iniciativa privada, serem oferecidos aos Poderes Públicos. É que a atuação burocrática do Estado, ao lado de suas limitações técnicas e econômicas, faz com que seja muito longo o tempo necessário para conclusão de projetos dessa magnitude.

A Lei das PPPs consagra regras que estimulam a colaboração de particulares nesse ponto. Em primeiro lugar, ela permite que o autor do projeto venha a disputar em licitação o contrato para sua implementação. Em segundo lugar, a Lei contempla que, caso seja outro o vencedor da disputa, este deverá ressarcir o autor do projeto pelos investimentos feitos.

É preciso, pois, fixar regras simples, ágeis e transparentes para que seja incrementada a contribuição da iniciativa privada na elaboração de modelos de PPPs.

Outro importante elemento para sucesso das Parcerias Público-Privadas, quando seu objeto envolver a prestação de serviço estatal ou a exploração de infra-estrutura, é a existência de marcos regulatórios dessas atividades.

Essas atividades são caracterizadas por forte intervenção estatal, com possibilidade de mudanças das normas que as disciplinam para garantir que elas estejam permanentemente atreladas ao interesse público. Daí porque nno é suficiente disciplinar os contratos de PPPs. É imprescindível, ainda, definir normas claras de funcionamento dos serviços.

Bom exemplo da importância de normas dessa natureza e da grave conseqüência de sua ausência é o setor de saneamento básico. Conquanto a Lei de Parcerias Público-Privadas seja do final de 2004, até recentemente não existia o marco regulatório do setor, o que vinha inviabilizando a realização de investimentos privados na área. Agora, com a edição da Lei n.º 11.445/07 (estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e dá outras providências), espera-se que seja iniciada a adequada regulação dos serviços de saneamento por seus titulares (Municípios e Estados, na dependência de decisão a ser em breve proferida pelo STF), que conferirá segurança à atuação de particulares no setor.

A regulação clara de serviços estatais e da exploração de obras de infra-estrutura, com normas que confiram estabilidade e segurança Bs relações jurídicas, é condição indispensável para viabilização das PPPs. Nesse ponto, as Agências Reguladoras, com autônima técnica no exercício de suas funções, desempenham papel fundamental.

__________

*Professor de Direito da PUC/SP e advogado do escritório Porto Advogados.

Isto ocorreu em 2004, e agora, a galinha dos ovos de ouro é o PAC, outra vez contando

com a boa vontade do congresso, que já presenteou o Lula com 700 mudanças nas MPs,

e na iniciativa privada que não vai se mover a menos que o seu investimento seja

garantido com o desaparelhamento das agencias reguladoras.

O que ainda não foi feito.

February 20, 2007

E a festa continua… Até quando?

Filed under: MORDOMIAS, Outros autores, administração, economia, política, Ética — rlaf44 @ 6:49 pm

E a festa continua.

Há algum tempo atrás, foi denunciado pela coluna do Cláudio Humberto e uma semana depois pela Folha de São Paulo, de que uma funcionária da segurança pessoal de Dona Marisa Letícia, a Primeira Dama do Brasil, de nome Maria Emília Évora, usava o seu cartão corporativo, cujos gastos são sigilosos por segurança (de acordo com explicações dadas pelo Senador Aloysio Mercadante) para as compras pessoais de Dona Marisa. Estes gastos chegavam a R$ 2.800,00 por dia de média e destes, R$1.800,00 eram para saque em dinheiro na boca do caixa.

Dona Marisa, por não ser funcionária pública não tem direito a este cartão, e todos os seus gastos têm que ser bancados pelo Lula.

Como o cartão do Lula, está sempre ocupado, conseguiram esta funcionária para ser um tipo de laranja de Dona Marisa.

Esta acusação deveria ser investigada pelo TCU, com uma urgência total e se comprovada, o mandato do Lula estaria comprometido de novo, por falta de ética nas gastanças públicas. Aí de novo não…..

Não deve ser difícil encontrar um gasto de R$ 56.000,00 mensal (vinte dias por mês) e procurar a justificativa para estes gastos.

Mas estes gastos de D.Marisa é café pequeno perto da festa dos outros cartões.

Na reportagem abaixo, Marcelo Medeiros faz um apanhado desta vergonha e safadeza.

E depois, governo quer fazer o Brasil crescer, sem cortar gastos próprios e dar um exemplo de austeridade. Esta administração pândega, em lugar de dar o exemplo, e mostrar seriedade cortando seus gastos supérfluos, e eliminando estes malditos cartões corporativos, tenta nos fazer de bobos, perpetuando a CPMF que é um roubo descarado, e seqüestrando os fundos do FGTS, dizendo que está sobrando dinheiro por lá. O FGTS tem uma multa de 10% que cobra dos participantes para melhorar a saúde do fundo. Se estiver sobrando dinheiro para emprestar ao governo ladrão, então a primeira providência seria abolir esta cobrança para ajudar os empregadores e o preço na produção final e com isto melhorar a economia. Seria uma medida sólida.

O PAC poderia ser encabeçado por:

1. Por taxar duplamente a cidadania brasileira, o que é proibido pela constituição, e com isto comprometer o preço final de nossos produtos, a CPMF fica abolida.

2. Como o FGTS está bem de saúde financeira e não se precisa cobrar a sobretaxa de 10%, que também compromete o preço final das nossas mercadorias, ficando com isto abolida esta cobrança emergencial.

3. Para dar o primeiro passo na contenção de gastos do governo, e para mostrar a boa intenção desta administração, os cartões corporativos serão abolidos e os gastos emergenciais serão feitos por verba aprovada. O intuito principal destes cartões não está funcionando pelo aumento indiscriminado dos gastos e com os abusos destes cartões.

Mas, esperança vã, este governo incompetente e inexperiente, não vai abrir mão desta mamata que ele herdou do governo passado, (nunca reconheceu nem elogiou esta iniciativa que usa e abusa com todo o gosto) fazendo o adágio popular muito verdadeiro:

“quem nunca comeu melado quando come se lambuza?.

Agora confiram a excelente reportagem do Marcelo e fiquem uma vez mais, envergonhados de serem brasileiros:

Opinião: A caixa-preta dos cartões de crédito

Marcelo Medeiros, jornalista.

O contribuinte deve às jornalistas Josie Jeronimo e Mariana Filgueiras, do Jornal do Brasil, a informação de que funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística fizeram compras, pagas com dinheiro público, em lojas de produtos veterinários e em lojas de roupa infantil.

Pela mesma reportagem ficamos sabendo que o IBGE gastou, no ano passado, com cartões de crédito corporativos, R$ 755.699,95. Desta quantia, R$ 272.992 foram sacados em dinheiro nos caixas dos bancos. Só um funcionário sacou R$ 21 mil, em menos de um mês.

A direção do Instituto mandou investigar a origem dos gastos e o Sindicato de Trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística emitiu nota oficial exigindo a apuração das denúncias feitas pelo JB.

O cartão de crédito corporativo foi adotado, em 2002, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, para uso restrito em determinadas ocasiões - com a justificativa de que ajudaria o governo a fiscalizar os gastos públicos e evitaria a burocracia das licitações para pequenas compras, além de dar liberdade aos usuários para cobrir despesas em estabelecimentos que não aceitam a forma de pagamento utilizada pelo serviço público.

De lá para cá, generalizou-se o uso e o abuso dos cartões de crédito corporativos.

O descontrole começa na Presidência da República. Cerca de 50 servidores, conhecidos como ecônomos do Planalto, são titulares de cartões de crédito corporativo. Embora a intenção inicial fosse a de facilitar o pagamento de gastos com autoridades e de materiais e serviços urgentes da Presidência, esses cartões de crédito vêm sendo usados, com mais freqüência, e em volumes crescentes, para saques de dinheiro, nos caixas do Banco do Brasil.

Em 2004, oito funcionários sacaram cada um deles, com seus cartões de crédito, mais de R$ 250 mil em dinheiro vivo. Os gastos com cartões da Presidência atingiram R$ 5,2 milhões. Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2004, 68 órgãos federais gastaram R$ 8,9 milhões, sendo R$ 5,1 milhões em dinheiro vivo.

Em 2005, o total de gastos foi de R$ 21 milhões. Dos quais R$ 10,2 milhões foram da Presidência, com saques em dinheiro de R$ 6,8 milhões. Em 2006, o total de gastos aumentou 53%, passando para R$ 33 milhões.

O ministro Marcos Vilaça, do TCU, em recomendação feita à Casa Civil da Presidência da República, alertou para o caráter excepcional da realização de saques com os cartões de crédito. “A transparência dos gastos deixa de existir quando o pagamento das despesas é feito em espécie”.

Para o ministro do TCU Ubiratan Aguiar, o ideal é que no máximo 10% do montante sejam usados em dinheiro em espécie, pela dificuldade em reunir as notas fiscais correspondentes aos recursos movimentados. O presidente Lula ignorou as recomendações do TCU e ainda ampliou, por decreto, o uso dos cartões de crédito.

Noventa e seis por cento dos gastos com cartões sob a responsabilidade da Presidência da República estão encobertos pelo sigilo. O Gabinete de Segurança Institucional se nega a dar qualquer explicação sobre as movimentações com os cartões de crédito da Presidência. Alega que o fornecimento destas informações não é permitido por questões de segurança.

A Presidência é responsável por 32,7% do total dos gastos com cartões corporativos da administração federal. O maior aumento, entretanto, ocorreu no Ministério do Planejamento - ao qual está subordinado o IBGE: de R$ 271 mil em 2005 para R$ 4,5 milhões em 2006.

O TCU, até hoje, só examinou os gastos com os cartões corporativos da Presidência da República. Com esse governo, recheado de escândalos, pode-se imaginar o que vem por aí…

Para epilogar este assunto, eu vou divagar um pouco:

 

Logo o IBGE, responsável pelas estatísticas que podem mostrar o bom ou o mau desempenho do governo!

Lembram quando o mesmo IBGE publicou uma estatística sobre a fome no país, logo no início do governo Lula?

Esta estatística acabou com a festa do programa chefe de eleição do Lula “Fome Zero? comprovando que o maior problema do Brasil não era a fome e sim a obesidade.

Quando foi publicada esta estatística o Zé Dirceu disse cinicamente que o IBGE e a Radiobrás estavam trabalhando contra o governo e que teriam de ser mais bem aparelhadas.

Fico agora curioso como andam os cartões corporativos da Radiobrás.

 

E depois destes cartões será que as estatísticas do IBGE ficaram mais favoráveis ao governo?

Estou lembrando do furo do Recupero, então ministro da Fazenda de FHC, que não sabendo estar sendo gravado disse algo assim: “o que é bom a gente mostra, e o que não está muito bom a gente esconde?.

Por isto perdeu o Ministério que foi ocupado pelo Ciro Gomes.

February 18, 2007

A boa vontade do povo tem limites…

Filed under: Outros autores, administração, economia, política, tributação — rlaf44 @ 10:26 pm

O Governo Lula e seu ouro

Miriam nos escreve um interessante artigo, apenas citando os acontecimentos atuais, mas vou aproveitar e incluir um dos comentários da coluna dela onde um dos colaboradores mencionou um fato da historia recente que não devemos nos esquecer:

“Nos anos 70, quando a Previdência não tinha déficit, o governo usou o dinheiro da Previdência para fazer as faraônicas obras, da ponte Rio/Niterói e Itaipu?.

Não estou querendo dizer com isto que as obras não eram necessárias e nem que não de veriam ser feitas. São obras sólidas e de necessidade social.

Não vou entrar no mérito de superfaturamento, porque esta não é a intenção deste comentário e nem tenho todos os fatos destes acontecimentos.

O que deve ser observado é se no passado estes fundos desviados foram repostos.

Eu não sei com certeza, mas pelo que tenho ouvido, foi aí que iniciou o déficit da previdência, e quando se resolveu pagar aposentadoria para os agricultores que nunca contribuíram, o déficit aumentou muito.

Se realmente esta foi a origem do déficit, então o dinheiro sacado da previdência não foi reposto.

E começando por aí, eu penso que os governos brasileiros, quando resolvem contingenciar fundos, nunca mais devolvem e que quando se cria uma nova taxa provisória, nunca mais se retira e quando criaram empréstimos compulsórios, nunca pagaram, (aqui merece um destaque, houve uma época no começo dos anos 70 onde houve um empréstimo compulsório sobre o preço dos combustíveis. Toda vez que abastecia, um pouco do dinheiro cobrado incluía um empréstimo compulsório para o governo. Se você tivesse guardado todos os comprovantes, você receberia este dinheiro de volta acrescentado de juros e correção. Eu conheço somente uma pessoa que fez isto, guardou todos os comprovantes e muito tempo depois recebeu. Teve de entrar com uma ação contra o governo. Eu não conheço mais ninguém, mas pode haver outros. Para a maioria que abasteceu, e emprestou este dinheiro, foi apenas mais um calote).

O programa mais triste que eu tive o desprazer de presenciar pessoalmente foi encabeçado pelos “Diários Associados? de Assis Chateaubriant.

Foi chamado “Ouro para o bem do Brasil?

http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/13061964/130664_1.htm

O programa foi lançado em São Paulo em 1964, pela TV Tupi dos Associados.

Somente na capital paulista arrecadaram mais de 400 quilos de ouro. Pessoas arrancavam alianças, dentes, e quem não tinha nenhuma jóia ou não queria se desfazer delas dava dinheiro. O programa se expandiu para todo o Brasil e em Belo Horizonte onde eu morava a carreata passava pelas ruas principais e as pessoas, mesmo pessoas bem humildes, tiravam as poucas jóias que possuíam e jogavam dentro das carroças abertas que passavam pelas ruas principais.

Não estou bem certo quanto arrecadaram, mas sumiu tudo e pelo bem do Brasil ficou somente a boa vontade deste povo enganado mais uma vez.

Aí está outro exemplo, a CPMF, esta vergonhosa arrecadação totalmente ilegal, onde se paga um imposto (contribuição Há… Há… Há…) sobre outro imposto para ser aplicado na saúde e era para durar um ano apenas. E isto foi em 1997. Esta excrescência tributária está fazendo dez anos que está nos roubando, e agora para o PAC funcionar o Congresso tem que votar a permanência desta vergonha, desta indecência.

E o Lula que tem a cara de pau para falar sobre o programa “ouro para o bem do Brasil? em uma inauguração de um Hospital em Guarulhos/SP em novembro de 2006:

“O Brasil já fez todos os sacrifícios, o povo brasileiro já pagou todos os pecados que cometeu, porque eu me lembro do golpe militar em 64, quando o presidente Castelo Branco convocou o povo brasileiro para dar o ouro para o bem do Brasil. Eu me lembro de milhões de pessoas que deram as alianças que tinham gente que dava dente de ouro, acreditando que as coisas eram para valer.?

E depois ele vem com a cara mais cínica do mundo lançar este PAC que além de tentar perpetuar a CPMF, esta indecência tributária que nos roubou este ano 33 bilhões de reais. Agora quer se apoderar do dinheiro garantido do FGTS, da mesma forma que o governo militar se apoderou do ouro e do dinheiro da previdência.

Uma vez votado este PAC adeus.

Para finalizar quero fazer um alerta para o congresso, que o dinheiro da Previdência Social, é proveniente de contribuição dos participantes e que esta previdência para quem não participou, deve ser atrelado a outro fundo qualquer, como a CEF e suas lotéricas.

Se isto for votado, o rombo na previdência melhora um pouco e o problema fica menor um pouco. Eu sei que tudo sai do mesmo bolso, mas separando as fontes, uma para os contribuintes e outra para os não contribuintes, injeta-se perspectiva no programa e as coisas podem ser observadas de outro ângulo.

O aumento do salário mínimo, por exemplo, ficará distribuído melhor entre os órgãos do governo e a CEF e os BB, que estão tendo lucro, podem diluir melhor estes gastos do que somente a previdência que tem apenas prejuízo.

Meu comentário final:

Este PAC é mais um plano mirabolante do triângulo da incompetência administrativa,

Mantega – Lula – Dilma,

e que para funcionar tem que roubar o nosso dinheiro, não é uma coisa séria e como tal tem que ser tratado.

O congresso não pode aprovar nem o confisco do FGTS, e nem a permanência da CPMF.

Com isto morre o PAC.

Adeus.

Agora, leiam a excelente matéria da Mirian Leitão:

No fundo, o Fundo o que é?

No PAC, o governo anunciou uma medida que gerou polêmica: usar R$ 5 bilhões do FGTS para formar um fundo de investimento em infra-estrutura. As centrais - noves fora a CUT - ficaram contra e agora estão lá negociando com o governo.

Mas o interessante foi que o governo explicou que não estava pondo em risco o patrimônio do FGTS porque o dinheiro estaria sendo tirado do patrimônio líquido, ou seja, o ativo permitiria cobrir o passivo e ainda estava sobrando dinheiro.

Ocorre que, quando estourou um rombo no Fundo por causa de ações dos Planos Collor e Verão, o governo aumentou em 10% a multa cobrada dos empregadores em casos de demissões sem justa causa. Esses 10% iriam ajudar o fundo a cobrir esse rombo. Seria temporário, quando estivesse tudo bem, seria suspenso.

Se agora o FGTS está firme e forte, com dinheiro excedente para ser aplicado em outros ativos, é porque os 10% extras não são mais necessários certo? Errado. Hoje, no jornal Valor, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Julio Sérgio Gomes de Almeida, disse que não se pode abrir mão dessa receita porque “ainda tem buraco para preencher”.

Ou uma coisa ou outra. Ou tem dinheiro excedente, descontado o passivo, ou não tem mais e o governo precisa manter a “contribuição extra” sobre os empregadores.

O passivo desses fundos foi diferido, ou seja, pode ser pago ao longo do tempo. Se for trazido a valor presente, diz o Valor, ouvindo conselheiro do próprio FGTS, “o passivo supera o ativo em R$ 8 bilhões”.

Aí ficamos nesta barafunda: ou bem o FGTS está vendendo saúde e pode ter um fundo de investimento em infra-estrutura e, neste caso, pode suspender o pagamento da multa “extra” de 10%; ou bem ainda tem rombo, precisa manter a multa extra e aí não tem recursos para o fundo do PAC. O governo tem que decidir qual das duas posições ele pretende sustentar.

Podem observar que tudo é jogo de palavra e enganação para tentar despistar o povo, da mesma forma que substituíram a palavra imposto no CPMF que na primeira vez que foi criada se chamava IPMF, sendo o I de imposto que realmente o é. Agora, com contribuição, dão um toque mais ameno ao imposto porque contribuição tem um toque de voluntariedade, e não tem que ser repartido com os estados e municípios.

Mas a verdade é que no fundo, o PAC é o:

“Ouro para o bem do Lula?.

February 16, 2007

HIPOCRISIA!

Hipocrisia,

A verdade tardia.

Não se pode negar a competência e o preparo do Dr. Marcio Thomas Bastos.

É uma pena, que como ministro da justiça, ele tenha usado esta capacidade não para defender a justiça e garantir a prevalência desta, mas usou a sua capacidade técnica para defender o governo Lula com unhas e dentes até pondo em risco a sua idoneidade.

No caso do caseiro foi por pouco e por incapacidade do MPF que ele não entrou pelo cano.

Uma das primeiras defesas que ele fez no governo como Ministro foi a defesa do desarmamento público, uma das táticas mais usadas pelos governos totalitaristas para evitar revoltas armadas. (Hitler - Mussulini - Stalin - Castro - Milosevich - Idi-Amim - entre muitos outros)

Ele sabia como sabe que a culpa da violência e o crescimento desta não está apenas na posse das armas. As armas, não atiram por si, e são e devem ser consideradas como um instrumento de precisão. Um bisturi cirúrgico é um instrumento de precisão e deve ser usado por pessoas treinadas, assim como as armas.

Em uma ocasião perguntaram ao Ministro Bastos, em plena campanha de desarmamento, quantas armas perigosas como AR15, Lança Rojão, Pistolas 9mm, ele havia recolhido nesta campanha.

Ele respondeu mais ou menos assim: Nós não estamos em campanha para desarmar bandidos que são os que usam estas armas. Isto é trabalho para as polícias. O nosso trabalho nesta campanha é tirar as armas das mãos das pessoas honestas para que elas não se machuquem com elas.

Ministro, para que esta cara de pau do Lula, sobre um assunto que conhece bem. A sua resposta não reflete a realidade. Estaria então, enfocado com a sua resposta, recolher não somente as armas de fogo, mas as facas, foices, machados, martelos, chave de fenda, e tudo mais para que os debiloides cidadãos que lhe ouvem, não se machuquem com estes instrumentos. Deveria trocar tudo por instrumentos de plástico, mas com cuidadosas instruções para que os usuários não usassem de forma imprópria e se intoxicassem.

O Ministro Thomas Bastos sabe melhor do que ninguém que as armas não matam e nem causam aumento da violência por si só. Elas precisam das pessoas que as manejam.

Existe uma opinião neste assunto, muito interessante:

http://www.votebrasil.com.br/segadas/segadas.asp?IDNoticia=2999

Estas mesmas pessoas, sem nenhuma perspectiva na vida, sem uma boa educação, passando fome ou sobrevivendo com um salário da fome. Com estas características, os desesperados cidadãos olham os seus representantes que praticamente o único trabalho que desenvolvem é legislar em causa própria, ganhando ou gastando a mixaria de R$685.0pria, ganhando ou gastando a micharia de R$685. 00 todos os meses. (mil novecentos e cinqüenta e sete salários) Então estes mesmos cidadãos de segunda categoria cansados de esperar a vida melhorar, pegam em armas e a violência aumenta, e vem o Senhor Ministro, legislar a violência proibindo o cidadão honesto e trabalhador de possuir armas para sua própria defesa.

Naquele instante, querendo mostrar serviço para o governo, comandado pelo Zé Dirceu que nos moldes de CASTRO tinha os planos para desarmar o cidadão para melhor os controlar, o Ministro entra de cabeça no programa dizendo e repetindo as abobrinhas do PT para justificar e mostrar o seu trabalho.

No texto abaixo, muito bem escrito e com toda a razão de uma pessoa treinada dentro dos parâmetros legais o Ministro Bastos fala com propriedade sobre os acontecimentos da recente violência e as conseqüências dela.

No texto abaixo, vamos retirar do contexto um parágrafo e vamos substituir algumas palavras referentes às armas para ver como fica e demonstrar desta forma a hipocrisia do Senhor Bastos:

Original:

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que visse a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Modificado:

Vamos mudar apenas cinco palavras para demonstrar a nossa rese.

Vamos retirar do texto o seguinte: @O simples aumento de pena@e em lugar destas palavras vamos acrescentar e vamos ver se fica coerente:

A simples supressão das armas

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. A simples supressão das armas não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Para esclarecer ainda mais, a palavra grifada PENAL pode ser subtraída.

Entenderam agora o título do artigo

Hipocrisia

Ainda bem que o referendo não funcionou para o PT, mas mesmo assim, o Ministro interfere e uma ADIM posta pelo PDT contra o estatuto do desarmamento está esperando o julgamento por anos, e está cheio de argumentos fortes contra o desarmamento sistemático da população. O Brasil já possui uma legislação contra o uso e porte de armas das mais rígidas do mundo, e eles, as autoridades insistem em desarmar definitivamente todos os cidadãos.

Se as leis vigentes não estão conseguindo controlar os bandidos que para usar armas desafiam qualquer tipo de lei, a tentativa de desarmar os cidadãos honestos vai é levá-los de condição de cidadãos obedientes à uma condição de foras da lei.


A intenção deste comentário foi mostrar os reais interesses do Ministro e do Governo que o contratou.

Estamos em desacordo sobre o assunto ARMAS, mas concordo plenamente com a sua posição referente à impunidade e já escrevi outros artigos sobre o assunto.

Volto a criticar e acusar o EMA como: Catalisador da violência urbana

Duas coisas têm que ser mudadas:

1. A pena para o crime existe e tem que ser cumprida por qualquer um que cometa a infração, nos moldes da Inglaterra onde dois garotos um de 10 anos e um de 11 anos estão no memento cumprindo pena por crime de assassinato.

2. A folha corrida existe para que um magistrado ao julgar um crime, possa entender o caráter do réu, e os crimes cometidos em qualquer idade, têm que constar da folha corrida de uma pessoa. Um criminoso com várias mortes nas costas quando menor comete um pequeno crime já como adulto. Como não tem ficha corrida sobre os seus crimes anteriores, o magistrado pode decidir soltá-lo para que ele responda em liberdade. Ele então vai lá e mata todas as testemunhas que possam testemunhar contra ele.

3. Os seus escrúpulos ou falta destes, falarão mais alto e se o Magistrado tivesse idéia da periculosidade deste indivíduo, poderia mantê-lo preso até o julgamento - Assassino mirim não pode ser considerado réu primário quando adulto -

Agora podem ler o artigo do Ministro Márcio Thomaz Bastos em sua íntegra:

Reformar o processo penal é preciso*

Márcio Thomaz Bastos**

A morte trágica do garoto João Hélio reacendeu a discussão sobre a necessidade de reformas na legislação penal. Inúmeras propostas foram apresentadas como solução instantânea para a complexa questão da criminalidade, como a redução da maioridade penal ou o endurecimento das penas. No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Por isso, em vez de centrar a análise nas propostas que surgem no calor dos acontecimentos, seria importante retomar projetos que já foram amplamente debatidos e cuja concreta utilidade é reconhecida, como as propostas para aceleração do processo penal. É evidente que não adianta ampliar o tempo máximo de prisão ou o prazo para a progressão de regime se o julgamento pela prática de um delito demora oito ou nove anos para chegar a seu termo.


Esse estado de letargia é contraproducente porque, em muitos casos, garante a impunidade pela prescrição. Essa morosidade é prejudicial à própria organização social, pois cria uma sensação de incerteza para todos os envolvidos em uma prática criminosa (vitimas, réus, comunidade) que dificulta a vida em comum. A certeza e a eficiência na aplicação da pena são mais relevantes do que sua duração.

A reforma do processo penal é, portanto, uma necessidade. A supressão de gargalos e a redução do tempo de tramitação dos processos são fundamentais para criar um ambiente de segurança e certeza da aplicação das leis penais em um tempo razoável.

Por outro lado, é importante que essas mudanças sejam feitas sempre com respeito aos parâmetros constitucionais que regem o direito penal, para evitar a arbitrariedade e o cerceamento do direito de defesa. Nesse sentido, já existem propostas amplamente debatidas e amadurecidas em tramitação no Congresso que, uma vez aprovadas, representarão um processo penal mais dinâmico e ágil. Trata-se de cinco projetos de lei (PL) que foram reconhecidos como importantes para o aprimoramento da política criminal nacional pelos três Poderes da República.

O PL 4.207/01 tem o objetivo de acelerar a tramitação do processo penal por meio de uma série de medidas simples, como a unificação das audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa - que hoje são realizadas em momentos distintos - e a citação por hora certa - que evita que o processo seja prolongado pela dificuldade de encontrar o réu.

O PL 4.203/01 regulamenta o processo no Tribunal do Júri. Os processos de julgamento de crimes dolosos contra a vida são complexos e levam muito tempo até sua conclusão devido à existência de recursos específicos que postergam a solução final, como é o caso do protesto por novo júri, recurso admitido apenas para condenações iguais ou maiores que 20 anos. Para enfrentar tais questões, o projeto propõe a racionalização de procedimentos, como a unificação de audiências para ouvir testemunhas, a previsão de que os atos do processo só serão adiados por motivos excepcionais e a supressão do protesto por novo júri, por ser injustificável um recurso que tenha como único fundamento o tamanho da pena aplicada.

Já o PL 4.205/01 regulamenta de maneira mais clara a produção e a validade das provas para evitar anulações de processos. O quarto projeto (PL 4.208/01) estabelece novas medidas cautelares para assegurar o andamento do processo penal. Hoje, quando o réu atrapalha a tramitação da ação ou quando há evidências de que ele não vai cumprir a pena, o juiz pode determinar sua prisão preventiva. Com a aprovação da proposta, o juiz poderá aplicar outras medidas para garantir a ordem processual, como prisão domiciliar, retenção de documentos ou suspensão do exercício de cargo público.

Por fim, o governo federal, a partir da decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da lei que regulava a progressão de regime prisional nos crimes hediondos, apresentou ao Congresso um projeto para tratar do tema (PL 6.793/06) (clique aqui). De acordo com ele, o sentenciado por crime hediondo só terá direito à progressão após cumprir um terço da pena, e não um sexto como prevê a legislação ordinária.

A aprovação desse conjunto de propostas é uma resposta racional para uma sociedade que clama por mais segurança. A maturidade com que cada uma delas foi discutida e apresentada e sua concreta eficácia para a redução dos delitos fazem desses projetos medidas fundamentais para o combate efetivo à criminalidade.

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* Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo de hoje (15/2/2007)

February 15, 2007

PALHAÇOS.

Filed under: Outros autores, REFORMAS, política, Ética — rlaf44 @ 10:00 pm

A NAÇÃO DOS PALHAÇOS

Brasil, o gigante adormecido.

Adormeceu depois de deitar no berço esplendido.

Mas já acordou. Acordou com uma vocação, acordou para fazer os demais paises felizes, acordou para mostrar para o mundo que os cidadãos deste país, são de fato palhaços e idiotas, que ficam rindo à toa dos espertos que estão na direção.

Votaram com 58 milhões de votos, um analfabeto, mentiroso, cheio de suspeitas, para ser novamente o presidente que durante quatro anos não fez absolutamente nada pelo país, mas ficou mais rico com seus amigos, e nos revelou a genialidade empresarial de seu primogênito legitimo que depois do pai presidente se tornou o multimilionário mais jovem do país.

Agora depois disto, vem o pior da palhaçada, são os representantes do povo, os membros do congresso.

Como pode uma turminha, ou quadrilhinha de apenas 694 pessoas, gastar para não fazer quase nada, um orçamento de 5.7 bilhões?

Sabe quanto dá este gasto por pessoa? Não fizeram a conta?

Eu fiz esta conta. Cada representante de uma nação, onde o salário mínimo ainda é R$ 350,00 por mês, gasta a merreca de R$ 684.438,00 todos os meses, ou seja, 1956 salários de R$ 350,00.

Estes gastadores são os representantes do povo.

Nós somos “o povo? e pagamos estes espertalhões este salário fabuloso.

Os soldados romanos eram remunerados com sal que na época era uma comodidade rara e difícil de conseguir, daí a palavra “Salário?.

Poderíamos pagar estes espertos também desta forma, para eles salgarem a sua ética, sua vergonha, sua moral, seu bom senso, e tudo mais que já não possuem e já morreu, para não exalar este odor tão desagradável quando se aproximam de uma pessoa com um pouco de moral, ou de um trabalhador honesto e que trabalhe pelo que ganham.

Somos realmente uns idiotas e palhaços e é por isto que este Hugo Chavez goza o Brasil o tempo todo e este índio Moralez, sempre leva vantagens contra o Brasil, e sai rindo daqui.

A China morre de rir.

O Chile que agora começa a montar carros chineses e vai entupir o mercado, morre de rir.

A União Européia, que com seus subsídios agrícolas toma o mercado brasileiro, vive rindo.

E os EEUU também com seus subsídios agrícolas e suas cotas industriais vivem rindo de nós.

A lógica deles é a seguinte:

Se estes bobos, vão às urnas e elegem estes espertos para serem seus representantes e pagam à eles para não fazerem nada, um salário de 1956 vezes o que ganham para trabalhar, temos mais é que aproveitar e ganhar a maior vantagem possível sobre eles.

O pior de tudo é que eles estão certos.

O artigo abaixo, de Laurence Bittencourt Leite, mostra de forma brilhante, os absurdos do salário dos parlamentares, e porque uma reforma política deve ser a prioridade para que o Brasil não honre o título de “bobo da corte?

Leiam o artigo:

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

Uma das coisas mais fáceis nesse país, em especial no Nordeste, Jesus, é elogiar políticos. Como gostam. E fazem isso se pautando na democracia, quando deveria ser o contrário. Mas a questão que está em jogo não é a democracia. E muito menos se se deve ter ou não político. O que se discute ou se deve discutir, penso eu, é a quantidade de políticos e mais ainda, a qualidade da nossa classe política. E o que temos é uma quantidade enorme de político sem necessidade alguma e pior, uma classe política de péssima qualidade.
Volto a repetir: nesse país não se deve ou deveria discutir mais a questão da democracia. Não é isso que está em jogo. Esse é um assunto encerrado ou deveria ser a meu ver. Se bem que com o PT à frente nunca se sabe se a democracia é para valer.

Mas vou citar alguns exemplos para mostrar que a quantidade é algo monstruoso, alarmante nesse país. Fiquemos no chamado Congresso nacional. Esse ano, só esse ano, a Câmara federal irá gastar 3 bilhões de reais, e o senado 2 bilhões e 700 milhões de reais. Isso para muita gente não tem importância alguma. Dá mesma forma que a morte de uma criança barbaramente assassinada também não. Mas deveria ter. E pense bem: como 694 pessoas, que representam a quantidade de deputados federais mais a quantidade de senadores, gastam em um ano, um total de 5 bilhões e 700 milhões reais, mais do que um orçamento (o que se arrecada) de um Estado como o do Rio Grande do Norte que tem mais de 2 milhões de habitantes? Expliquem isso? Se isso não for um verdadeiro absurdo, o que seria então? Mas não nesse país, aqui, aqui tudo é normal. Rouba-se e ninguém vai preso. Mata-se e fica tudo por isso mesmo.
Vou oferecer outro dado. O sujeito que trabalha a sol e pino 35 anos de sua existência para ter direito a uma aposentadoria de 350 reais. E, no entanto, um senador da república (imagine!) se aposenta após um único mandato. Um deputado após três mandatos e um governador após um dia de trabalho, ou seja, após o dia da posse. Pode isso? É um escárnio para com o país. E ainda são eles que fazem as leis. Como então defender isso? Como defender 694 pessoas e ficar contra uma sociedade inteira? Logicamente que não há explicação. As explicações são as mais escusas. Mas tudo bem.
No fundo vendo e acompanhando esse descalabro de corrupção e bandidagem patrocinado e feito por essa classe política, me vem à mente que eles deveriam estar defendendo a democracia (que seria o respeito e o cumprimento a lei), mas eles estão enterrando. E alguns ainda se espantam ante a barbárie que acometeu o garoto de seis anos, João Hélio, no Rio de janeiro. E em país serio, é possível se dizer que existe corrupção sim, como querem dizer os defensores, só que a lei se faz presente e põe na cadeia. Essa é a diferença. E aqui? Como então defender essa qualidade de nossa classe política?
Alguém poderia dizer talvez num gesto mais apressado: mais eles não entendem, não tem conhecimento para tanto. Pois que tenham. No mínimo essas coisas têm que ser debatidas, afinal, numa sociedade em que as explicações estão todas prontas, onde normas são aceitas sem discussão, a tendência é, no mínimo, estagnar. Já onde existe o questionamento crítico, existe um principio interno de transformação. Pelo menos em tese.
Mas no fundo eu acho que eles não querem entender, porque vivem das migalhas dos políticos. Outros, nem tanto de migalhas e sim de muito dinheiro. Mas quem padece é a população. E lendo o romance do prêmio Nobel de literatura de 2006, o turco Orhan Panuk, “Neve?, encontrei uma frase que cai como uma luva para a nossa condição, embora eu ache difícil com esse tipo de mentalidade que se mude nossa condição: “uma pessoa pode lastimar a sorte de um homem que passa por dificuldades, mas quando toda uma nação é pobre, o resto do mundo imagina que todo seu povo deve ser desmiolado, preguiçoso, sujo, e um bando de imbecis grosseiro. Em vez de inspirar piedade, esse povo provoca gargalhadas. Tudo passa a ser uma piada: sua cultura, seus costumes, seus usos?. Isso pode até ser uma bobagem, mas pense.

February 12, 2007

Preocupação Ambiental?????

Filed under: Outros autores, economia, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 9:54 pm

A preocupação ambiental.

Para o Brasil crescer, aí vem o PAC.

Mentira, para a arrecadação da CPMF ficar garantida, aí vem o PAC.

Programa de Apropriação da Cpmf = PAC

Tenho escrito sobre isto, que é a única explicação para o PAC.

A primeira providencia para um sério programa para o desenvolvimento sustentável seria a preocupação com o Meio Ambiente, sem o qual qualquer tipo de desenvolvimento será no mínimo temporário e volátil.

Bem ao tipo dos pacotes anteriores de Cruzado, Collor, etc.

O Brasil já possui o maior rebanho bovino no mundo, e existem terras para pasto suficientes para dobrar o tamanho do rebanho atual e com a tecnologia do confinamento, poderemos quadruplicar o tamanho do rebanho, sem cortar uma única árvore.

Um plano sério para o desenvolvimento sustentável deveria começar com um artigo:

“Não será permitido cortar nem mais uma única árvore para fazer pasto?

  1. Inciso – Estão revogadas todas as licenças para se desmatar para fazer pasto.
  2. Inciso – Quem insistir e for pego desmatando para criação de pasto estará cometendo um crime de ordem ambiental e inafiançável, e com pena mínima de cinco anos de encarceramento federal.

O Brasil já é o maior produtor de soja do mundo, com uma tecnologia de ponta e as terras agora existentes para plantio, podem dobrar a capacidade de produção. As tecnologias desenvolvidas pela EMBRAPA, podem melhorar o desempenho da produção ainda mais nos próximos anos.

Um Plano de desenvolvimento sustentável sério e coerente deveria em seu segundo artigo dizer o seguinte:

“Não será permitido nem mais um corte de árvore em todo o território nacional para o plantio de qualquer tipo de grão?

  1. Inciso – Estão nesta data revogadas todas as licenças de desmatamento para fazer áreas de plantio.
  2. Inciso - Quem insistir e for pego desmatando para qualquer tipo de plantio estará cometendo um crime de ordem ambiental e inafiançável, e com pena mínima de cinco anos de encarceramento federal.

Deveria haver uma exceção para os pastos pequenos e artesanais, para até dez cabeças e para o plantio de sobrevivência até cinco hectares.

Com uma provisão como esta no início de um plano de desenvolvimento, o Brasil mostraria seriedade e coerência com a preocupação ambiental, o que nos colocaria em sincronização com a preocupação internacional sobre o desmatamento desregrado da AMAZONAS, diminuiria consideravelmente a poluição proveniente do Brasil, nos traria créditos de carbono, e mudaria o diálogo demagogo dos governos das republicas de bananas. Para a comunidade séria internacional, seriamos também um país sério.

E não adianta espernear que estaríamos fazendo o jogo deles, pois não é verdade, estaríamos investindo em nosso futuro.

Da forma como está sendo desenvolvido, o PAC é uma grande fraude, mais um plano demagogo e sem possibilidade de dar certo, pois um presidente deslumbrado e incompetente anda dizendo em seus discursos de efeito que desta vez vai viajar e muito pelo Brasil para garantir o seu PAC, senão a vaca vai para o brejo. Ele, viajando pelo mundo meteu a nossa política internacional em maus lençóis e agora redescobrindo o Brasil, vai viajar para garantir o seu plano de desenvolvimento, cuidando do seu gado segundo ele. Este gado devem ser os asnos e vacuns que o elegeram para viajar e falar estas abobrinhas de efeito.

Não tem nem como o desenvolvimento sustentável do Brasil depender das viagens mirabolantes de nosso maior dignitário.

Pode dar certo e deu durante a campanha quando ele inaugurou várias obras já inauguradas, inaugurou canteiros de obras abandonados, e isto certamente gerou votos com os gastos pagos pela classe média.

Agora querer mostrar que vai viajar para garantir o PAC????

Conte esta para outro e aproveite para ler o bom artigo da economista Mirian Leitão, de como o Brasil está perdendo o bonde do progresso.

O artigo é bom, técnico e conciso e deveria ser leitura obrigatória para o trio de incompetentes

Lula-Mantega-Dilma.

Enviado por Míriam Leitão -

10.2.2007
| 15h13m

Clima: o Brasil está perdendo tempo e dinheiro

O Brasil está perdendo oportunidades no mercado de crédito de carbono. Está perdendo todas as chances do novo mundo que se abre com o aumento da preocupação com o aquecimento global.

A China, que é o segundo maior poluidor do mundo, que usa o carvão como matéria-prima, está na ofensiva captando recursos para o mercado de crédito de carbono, está construindo agora esse Fundo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

Para vocês terem uma idéia de como o Brasil está “bobeando” nisso, a própria idéia do MDL foi uma proposta conjunta do Brasil e dos Estados Unidos, e que nasceu de uma idéia original do Brasil. É o MDL que criou o comércio de carbono: ou seja, quem polui pode comprar a redução do carbono investindo num projeto limpo, numa nova tecnologia, num projeto de reconstrução de matas nativas. Por ser um dos “inventores” da idéia, tinha que estar correndo na frente. Mais do que isso, sendo o que é - o país com mais biodiversidade, sede de 62% da maior floresta tropical do mundo, pioneiro em biocombustíveis - tinha que estar trabalhando para grudar em sua imagem à idéia de combate as mudanças climáticas, de proteção e conservação.

E o que faz o Brasil? Recusa metas de desmatamento da Amazônia, diz que preservou mais que os outros, por isso não pode ter qualquer tipo de limitação, diz que sua energia é hidrelétrica e renovável, recusa qualquer clausula ambiental em acordos internacionais. Enfim, passa o tempo todo na defensiva.

Tinha que ir para a ofensiva por estratégia de marketing. Aceitar, sim, metas, oferecidas voluntariamente para acabar com o absurdo do desmatamento feito como é feito hoje; tinha que ser ativo e atuante no mercado de carbono; tinha que perceber que, aceite ou não cláusula ambiental, a questão está posta: o consumidor começará a recusar produtos fabricados de forma lesiva ao meio ambiente.

O berço, de fato, é esplêndido; o país, de fato, é gigante, mas o problema é passar o tempo todo deitado no berço esplêndido sem tirar proveito dele e vendo-o ser destruído diariamente.

A importância do não saber.

Filed under: Outros autores, administração, economia, educação, política — rlaf44 @ 12:01 pm

EXCELENTE TEXTO DE ANTONIO ERM?RIO DE MORAES.

Realmente, a coragem de ser honesto e admitir a ignorância sobre algum assunto, principalmente sobre as coisas mundanas da vida, mostra não apenas a personalidade da pessoa, assim como a humildade de reconhecer sua própria condição de ignorância no assunto abordado.

O nosso atual presidente faz um tremendo esforço para demonstrar sua humildade que realmente não possui, e apenas diz que não sabe de nada sobre as responsabilidades como chefe dos aloprados, como chefe do Dirceu, como chefe do Palocci, como chefe do Waldomiro. Isto eu garanto que ele sabe e diz que não sabe de nada.

Agora sobre o futuro do Brasil, sobre juros, sobre empregos, sobre déficit da previdência, sobre economia, sobre governar, sobre estudar, sobre trabalhar honestamente, que são realmente coisas que ele deveria saber e não sabe nada, ele diz que sabe e vive dando pitacos e repartindo abobrinhas vergonhosas sobre estes assuntos.

Seria muito mais honesto de sua parte admitir que realmente não tem nenhum preparo para ser o chefe geral do Brasil, e assumir como chefe geral de quadrilha que sim sabia das aventuras do Dirceu, Silvinho, Marcos Valério, Palocci, Okamoto, Gushiken, Lorenzetti, Freudi Godoy, e todos os aloprados.

Esta lorota de que não sabe de nada não se aplica para o Lula no excelente artigo do Antônio Hermilio de Moraes.

A IMPORTÂNCIA DE NÃO SABER E SABER

Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:

Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

- Será que vai chover hoje?

Diante desta situação qual seria a sua resposta???

Se você responder “com certeza a sua área é Vendas: O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for “sei lá, estou pensando em outra coisa... então a sua área é Marketing: O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder “sim, há uma boa probabilidade você é da área de Engenharia: O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o Universo em números.

Se a resposta for “depende”você nasceu para Recursos Humanos: Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder “ah, a meteorologia diz que não você é da área de Contabilidade: O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

Se a resposta for “sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas: Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder “não sei uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à Diretoria da empresa.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder “não sei” quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for para qualquer situação.

“Não sei” é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e predispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder “não sei? é uma das coisas mais difíceis de aprender na vida corporativa. Por quê? Eu sinceramente “não sei”.

Antonio Ermírio de Moraes
Revista Exame

February 4, 2007

Ainda sobre a JUSTIÇA.

Filed under: Justiça, Outros autores — rlaf44 @ 1:55 pm

Ainda na justiça

Hoje, levantei ouvindo sobre a festa dos parlamentares do PT e coligados e fiquei triste com o fato de que todo o tempo e dinheiro gastos com a investigação dos mensaleiros e sanguessugas tenha servido para nada.

A Vampiro banguela Sorrindo Canalha, está a todo o vapor, para devolver ao congresso toda a quadrilha denunciada pelo Procurador Federal,

www.pgr.mpf.gov.br/pgr/asscom/mensalao.pdf.

E quem quiser ficar enojado e verificar no que deu a CPI dos Correios, pode entrar no link:

www.senado.gov.br/sf/atividade/comissoes/cpi/relatoriofinalcorreios.asp

e apreciar a investigação feita e como merecem estar atrás das grades esta corja de safados, que sujam as dependências do congresso, e que levam vergonha aos brasileiros honestos, decentes e trabalhadores (o que é a maioria).

Lendo a coluna do Cláudio Humberto, deparei com um artigo interessante que quero compartilhar com vocês:

JUSTIÇA

Peter Wilm Rosenfeld

Está ficando cada vez mais difícil para um leigo entender como funciona a justiça brasileira. Os mais interessados estão certos de que alterações profundas têm que ser feitas em nossas leis; se não o forem, a situação ficará insustentável para o cidadão comum, para as empresas e para a sociedade em geral.

Para os advogados, a manutenção do “statu quo? é uma bonança.

Vejamos alguns casos recentes, e outros nem tanto.

- Juiz “Lalau? – Condenado a uma longa pena na prisão, conseguiu rapidamente mudar o local da prisão para sua nababesca residência; pouco depois, voltou para a prisão; logo em seguida, voltou para casa. Recentemente, por decisão judicial, tornou a ser preso; poucos dias depois, novamente estava em casa! Dá para entender? Será que nossas leis permitem tal amplitude e variedade de interpretações?

- Suzane Richthofen – Além da interminável demora em começar seu julgamento, também foi passível de prisão, de relaxamento, novamente prisão, etc.

- Edemar Cid Ferreira – O dono do Banco Santos, que conseguiu dar um rombo bilionário como dono do Banco Santos, foi condenado, preso. Em poucos dias, com toda sua empáfia, foi liberado. Qualquer dia desses, um outro juiz certamente o mandará de volta à cadeia, só para ser liberado quase em seguida. Isso se ainda estiver no Brasil, pois com o dinheiro que certamente tem no exterior talvez já se tenha escafedido para outro país.

- Cacciola – Já faz tanto tempo, que não mais lembro seu prenome. Foi preso, igualmente como o Sr. Edemar Cid Ferreira, por ter causado um rombo bilionário. Poucos dias depois, obteve uma liminar do Supremo Tribunal Federal (Min. Marco Aurélio Mello), sendo posto em liberdade. Ato contínuo, viajou para a Itália onde, com sua nacionalidade italiana, vive uma alegre vida.

- Jornalista Pimenta Neves – Assassino confesso de sua amante. Mais de seis anos se passaram antes de seu julgamento ser iniciado. Condenado a uma pena longa, dias após estava livre, pois a lei lhe permite aguardar em liberdade o recurso que interpôs contra sua condenação.

- Pequenos furtos (pacote de manteiga, pacote de biscoitos, etc.) – Há não muito tempo, houve dois pequenos furtos em supermercados. Em ambos, as pessoas envolvidas tiveram um julgamento rápido, sendo condenadas a alguns meses de prisão. As penas foram cumpridas.

Será que dá para o cidadão comum, leigo, entender a razão de critérios tão díspares? Certamente só poderá chegar a uma única conclusão: quem tem dinheiro não é preso, não fica na cadeia.

Essa enorme população carcerária existente em todos os estados brasileiros é composta de gente pobre, sem recursos para pagar qualquer advogado (quando existem, são-lhes indicados advogados dativos, geralmente jovens inexperientes, que só atuam naquele momento). Em havendo condenação, não há recurso por falta de advogado.

Supõe-se que a justiça seja igual para todos (por isso, tem os olhos vendados…). Triste suposição!

Não falarei da situação em outros países por não a conhecer, mas duvido que seja como aqui.

Outra das aberrações de nosso sistema é a chamada “progressão da pena?, que permite que um condenado (que, por azar, seja preso) possa ser libertado em curtíssimo tempo (se não estou enganado, pode ser liberado após cumprir um terço da pena!). Como, por vezes, o julgamento leva algum tempo, há criminosos que não ficam presos mais do que muito poucos anos, ou apenas alguns meses.

Não custa perguntar: se se prende, julga e condena quem roubou um pacote de manteiga, o que deveria acontecer com os mensaleiros, sanguessugas e os homens dos dólares para se poder dizer que o Brasil é um País que tem justiça?

E como estamos falando em aberrações, qual a razão de pessoas que completaram qualquer curso superior terem direito a prisões especiais? Ao cometer o crime, agiram como qualquer outro cidadão.

Da mesma forma, por que um parlamentar só pode ser julgado por um tribunal superior (o STF em caso de parlamentares federais e os TRFs no caso de parlamentares estaduais ou municipais)?

Por que não tratar a imunidade parlamentar como o faz a Constituição dos EE.UU. da América, na Secção 6 do Artigo 1º:

“Eles (os Senadores e Deputados Federais – nota do redator) não poderão ser presos em qualquer caso, exceto se cometerem atos de traição, algum crime grave ou quebra da paz (“treason, felony and breach of the peace? – nota do redator), durante seu comparecimento às sessões de suas respectivas casas legislativas ou indo para ou retornando das mesmas; e por qualquer discurso ou debate em qualquer das casas legislativas não poderão ser questionados em outro lugar?.

Como pode o cidadão comum entender esses procedimentos, eis que a Constituição em vigor reza em seu Art. 5º, “caput?:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:? (seguem-se 77 incisos).


Peter Wilm Rosenfeld
pwrosen@uol.com.br

February 1, 2007

E o espetáculo está crescendo.

Filed under: Outros autores, legislação, política — rlaf44 @ 10:20 pm

O crescimento do espetáculo.

Utilizando para título a expressão do Petrônio Gonçalves que achei muito oportuna, continuamos falando do espetáculo montado no palco do Planalto e reprisado no palco do congresso. Hoje na coluna do Cláudio Humberto, li uma nota que me enche de tristeza. O senador Epitácio Cafeteira do PT do Maranhão, de 82 anos – Se minha mãe fosse viva teria esta idade – é favorável ao indecente aumento parlamentar de 92% porque considera o atual salário (12.000 mais as mordomias que chegam a quase 50.000) um salário da fome (e haja comida). Ainda no assunto ele disse que a razão da existência do mensalão, é o pequeno salário dos parlamentares.

Eu pessoalmente penso que um parlamentar, representando dignamente seus eleitores, deveria apenas cobrir os gastos ocasionados pelo seu trabalho como parlamentar, com comprovação autêntica e que recebesse apenas uma ajuda de custo. O parlamento para ser digno, deveria ser um sacerdócio com certa dose de sacrifício pessoal. Esta mordomia estabelecida como parlamento, é em primeiro lugar para os congressistas uma forma de emprego. Na republica de Platão, as características de um senador, deveriam ser:

  1. Ter mais de 60 anos.
  2. Ser rico e independente.
  3. Ser ou ter sido casado e com família.

Com estas condições, o senador teria incentivos suficientes para trabalhar em prol da sociedade. Pode ser meio utópico, mas tem chance de ser verdade. Os políticos de hoje (obviamente existem exceções) consideram um sucesso na vida, vir de família pobre, entrar na política e ficarem milionários. Conhecem alguém que preenche este perfil?

Não precisamos procurar esta pessoa por ai com uma lanterna com fez Diógenes.

O primeiro nome que me vem à cabeça começa com a sílaba lu…..

Bem vamos em frente com o espetáculo.

A estrela do espetáculo em foco é sem dúvida o PAC.

Outro dia, relendo um artigo do Roberto Pompeu de Toledo, em uma revista Veja já mais antiga, edição 1990-ano 40 de 10 de janeiro do presente, me assustei com a realidade e coerência do artigo, e a abordagem em si é um espetáculo.

É a escolha do nome do pacote econômico.

Brilhante.

Leiam então este artigo do Roberto Pompeu de Toledo:

Vem aí o PAC É assim que opera o governo Lula: antes
de mais nada,
chama o publicitário Ânimo, brava gente brasileira. Tudo vai melhorar. Vem aí o PAC. Se o leitor não sabe o que é PAC é porque, tal qual o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, morreu de sono durante o discurso de posse de Lula no Congresso. A certa altura, disse o presidente que, para atingir o ansiado crescimento, o governo lançará “um conjunto de medidas englobadas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC”. Foi uma surpresa saber que o programa já tem nome e, não bastasse o nome, já vem com sigla. Até então, o que circulava é que o governo lançará um pacote de medidas para desonerar a produção e “destravar” o país, como gosta de dizer o presidente. O pacote era para ser lançado no mês passado. Não houve acordo quanto ao que deveria conter e foi adiado. Até onde se sabia, na semana passada, ainda não havia acordo e portanto não havia pacote algum. Mas nome já tem, e mesmo uma sonora sigla, para ajudar na conquista da intimidade e do afeto dos brasileiros, sinal de que já chamaram o publicitário. É assim que opera o governo Lula: antes de mais nada, chama o publicitário. Publicitários são ótimos para batizar as iniciativas da administração. “Fome zero” é uma de suas criações. Não se tinha idéia de onde buscar os recursos, de como definir quem eram os famintos, como cadastrá-los e como fazer os alimentos chegar às devidas bocas. Aliás, continua não se tendo. Mas como resistir a um nome desses? O “zero” estava na moda. Vinha de “tolerância zero”, um programa de segurança pública em Nova York que, até ser desmascarado por Millôr Fernandes, com a lembrança de que “tolerância zero” equivale a “intolerância cem”, fez furor. “Fome zero” foi um achado. Tinha de ser usado, mesmo sem o mapa da mina dos famélicos e muito menos as estratégias para satisfazê-los.

Ressalve-se, a favor de Lula, que todo governo gosta de nomes bonitos e chamativos para seus programas. O governo de São Paulo tem (ou teve) o “Poupatempo”, o “Sonho Meu”, o “Dose Certa”. Um estrangeiro que julgasse os governos brasileiros pelo nome dos programas só teria razões para aplaudir. Eis um governo – no caso do paulista – que poupa à população o tempo que de outra forma seria malversado na burocracia, que transforma em realidade o sonho da casa própria, que distribui remédios na dose certa. O que diferencia o governo Lula é, primeiro, que ele gosta dos nomes bonitos mais do que os outros e, segundo – e principalmente –, que lança mão deles mesmo quando o programa não existe. O governo ainda se esforça em fazer crer que o Fome Zero existe. No mesmo discurso, Lula referiu-se ao Bolsa Família (outro nome bonito) como o “principal instrumento do Fome Zero”. É um truque para salvar a face. O Bolsa Família é a unificação e ampliação de programas criados por Fernando Henrique. O Fome Zero pretendia ser outra coisa.

Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, não é um nome bonito. Mas não é menos marqueteiro, nem se pense que achá-lo deu menos trabalho. A questão agora era encontrar um nome que, com burocrática sobriedade, transmitisse propósitos solidamente maturados. Não era o caso de recorrer às marcas-slogans, como Fome Zero. Podem-se imaginar as dificuldades enfrentadas pelos cérebros que o engendraram. A primeira palavra que lhes ocorreu só pode ter sido “destravamento”, tão do gosto presidencial. “Programa de Destravamento do Brasil”, que tal? Ou “Programa da Retirada das Travas”? Ruim. As cabeças ferviam, queimavam-se as pestanas. “Programa de Crescimento Rápido”? Melhor. Mas como extrair daí uma sigla fácil? PCR parece nome de partido. Aliás, já foi nome de partido. Precisamos de uma vogal no meio. Meu reino por uma vogal! “Programa de Incremento do Crescimento, PIC”? Quase. “Programa Unificado de Crescimento, PUC”? PUC é Pontifícia Universidade Católica. E “aceleração”? “Programa de Aceleração do Crescimento”? Você é um gênio! Achamos.

Uma consulta ao Google, na quinta-feira, resultou em 791 000 citações de PAC, em textos em português. Permita-se ficar com as vinte iniciais. A primeira refere-se ao “Programa Administrador do Cadastro”, do Ministério da Educação. A mais freqüente leva à “Política Agrícola Comum”, da União Européia. Figuram ainda o PAC dos Correios (um serviço de encomenda econômica), o Pronto Atendimento ao Cidadão do Detran do Amazonas, o Programa de Avaliação Continuada da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), o Pac-Man, popular jogo eletrônico, e até o Posto de Atendimento ao Cidadão do simpático município português da Guarda. Nada do Programa de Aceleração do Crescimento. Talvez ele figure entre as 790 980 citações restantes, mas o fato de não figurar entre as vinte primeiras já é um sinal de desprestígio. O PAC de Lula ainda não pegou. Não importa. O programa prometido pode vir a revelar-se vazio ou pífio, mas, se o PAC teve acolhida no discurso do presidente, no solene momento de sua posse, é porque veio para ficar. O governo vai jurar que ele existe, até o fim.

E pensem nisto, este artigo foi escrito antes da apresentação do PAC e as repercussões desta apresentação e também antes de qualquer reação sobre o PAC.

Roberto Pompeu é um mágico?

Um vidente?

Ou

Um cidadão brasileiro com muito bom senso?

January 31, 2007

AS FÉRIAS DO GOVERNO.

Filed under: MORDOMIAS, Outros autores, política — rlaf44 @ 10:44 am

As férias do Governo.

Ninguém merece, o trabalho é estressante, as horas longas e lentas, os problemas chegam a pencas. Quando se apresenta uma oportunidade, tem que se aproveitar para descansar. O presidente eleito, LULA, trabalhou toda uma vida para ser o presidente da republica e venceu ganhou a pasta em 2002. Depois, cansado, tirou as merecidas férias de 2003 até 2006 quando voltou e fez a campanha de 2006. Foi muito trabalho e trabalho cansa e estressa. Principalmente um trabalho destes de tentar enrolar todo mundo, de ter que inventar mentiras, de assumir trabalho de outros, de inaugurar obras já inauguradas, explicar o súbito sucesso de seu primogênito, muito trabalho realmente. Deu fruto este trabalho e 58 milhões de eleitores acreditaram no LULA e lhe deram um voto de confiança.

Agora vem o merecido descanso, com muito mais propriedade, pois agora ele conhece o caminho das pedras.

O LULA está agora pronto para descansar de verdade mais quatro anos.

Villas-Bôas Corrêa nos agracia novamente com seu comentário alerta e atual como sempre.

Leiam o artigo do Villas:

Opinião: Governo em férias até o carnaval

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

Vá lá que seja exagerado o enquadramento da abulia que paralisa o governo, desde o primeiro turno ou da campanha da reeleição, na qualificação de férias. Por duas razões: a primeira é que o ritmo da administração lulista sempre foi descompassado como os batimentos de coração à beira do infarto e, a segunda, que a comparação mais exata é com o jeito de ponto facultativo.

Não é a falta de hábito com a escravidão do batente de todos os dias, com dedicação aos problemas de governo em crise crônica, a responsável pelo torpor que enrosca o segundo mandato nos sucessivos adiamentos da malha da hesitação. Mas os erros táticos em série nos espasmos da arrogância e a mistura letal da inexperiência com a presunção de quem se considera o maior presidente da história deste país, o novo Pedro ?lvares Cabral a redescobrir o Brasil enterrado em cinco séculos de dirigentes mesquinhos e incapazes.

Não há justificativa para a sucessão de bobagens que já roeu pelas beiradas o bolo da reeleição consagradora com mais de 61% de votos e expõe o presidente Lula e as entranhas palacianas na postura patusca da indecisão, da falta de rumo que azeda a crise inaugural do governo que não começa nem sabe por onde reiniciar a marcha ronceira dos quatro anos iniciais, exibidos na nudez da denúncia de fracassos e dos pífios êxitos setoriais. Claro, o Bolsa Família e seus penduricalhos e apelidos, com a distribuição de alimentos a 11 milhões de famílias carentes foi um saque perfeito de esperteza política que pavimentou o favoritismo de Lula para o desfile do bis.

De lá para cá, o descalabro do governo inerte, freado pelas indefinições do comandante que abandonou o leme e entrou de férias. Só aparentemente encerradas com a volta ao gabinete presidencial. Pois Lula não decidiu nada. E no que parece a exceção solitária do lançamento promocional do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, cometeu o seu pecado mortal.

A reeleição que não engrena, arrasta-se na contra-mão, trombando no bom senso. Para fugir do pavor de decidir, engessou o governo. E, para mal dos pecados, enveredou pelo atalho errado.

Ora, os defensores da amaldiçoada reeleição invocam o sovado argumento da continuidade da administração que deu certo. Portanto, em respeito à mínima coerência, o governante por ela acarinhado deve tocar a traquitana pisando no acelerador e jamais no freio.

O estadista do ABC resolveu inventar moda. Tirou férias, deixou a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como a substituta de fato e apartou dos 35 ministros e secretários a meia dúzia com tarefas subordinadas à presidente em exercício. Os demais, em licença prêmio da fila de espera.

E armou a bagunça que encaroça e se alastra como praga pelo Congresso, pelos partidos, pelo PAC, pelos governos estaduais e prefeituras. Claro: a reforma ministerial, articulada pelo presidente com os partidos e governadores, consolidaria a sua base de apoio político e parlamentar, imediatamente acionada para o debate da proposta do plano administrativo, esboçado nas linhas gerais pelo governo com seu novo formato.

A trombada com o bom senso resultou na barafunda geral. Surpreendidos pelo pacote fechado, os governadores engrossam as reivindicações para a reunião com Lula, convocada para o dia 6 de março. A eleição para presidente da Câmara dos Deputados, que parecia simples, encrencou com três candidatos de propostas escapistas e praticamente iguais.

O presidente reeleito não tem pressa. O governo recomeça depois do carnaval. Ou da Semana Santa. Com certeza, ainda este an

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