Blog do Roberto Leite

December 25, 2009

O peso do estado.

O peso do estado.

Há algum tempo não escrevo nada para o blog.

Não tem desculpa. Tenho mesmo é que escrever o que me preocupa como pessoa, como cidadão, como pai responsável, como pagador de impostos. A falta de tempo, a falta de inspiração, sentir mal, sair de férias (isto nunca acontece, mas poderia ser usado como desculpa), nada deveria impedir que eu escrevesse neste espaço. Portanto, volto hoje com um assunto que realmente me preocupa: A carga tributária brasileira.

Encontrei hoje no blog do Noblat - http://oglobo.globo.com/pais/noblat/#170238

Um editorial do “Estado de São Paulo” muito bem escrito sobre este assunto. Vou publicar na íntegra e volto depois com alguns comentários.

Enviado por Ricardo Noblat -

25.12.2009

| 12h11m

Deu em O Estado de S. Paulo

Lula e o peso do Estado (Editorial)

O presidente Lula voltou a defender a carga tributária imposta aos brasileiros, indispensável, segundo ele, para a manutenção de um Estado forte.

A tributação brasileira é apontada em todas as comparações internacionais como grave desvantagem para o País, porque onera a produção, esfola o consumidor, torna as empresas menos competitivas e dificulta a criação de empregos.

Mas para o presidente os impostos e contribuições pagos no Brasil são razoáveis e adequados a um Estado “capaz de fazer alguma coisa”.

“Vou deixar claro para vocês: não imaginem um país com carga tributária fraca”, disse ele a exportadores num encontro no Rio de Janeiro, na terça-feira.

Horas depois, o Congresso aprovou uma lei orçamentária com novas bondades para o funcionalismo, novo aumento do Bolsa-Família, generosas emendas paroquiais - como sempre - e um acréscimo de R$ 7,3 bilhões à verba de R$ 22,5 bilhões prevista inicialmente para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Um dia antes do encontro com os exportadores, o presidente havia falado sobre a possível conversão de alguns incentivos setoriais em benefícios permanentes.

Esses incentivos foram concedidos como parte da política antirrecessiva. Mas o governo não considera, como ficou claro no discurso de terça-feira, a hipótese de uma desoneração mais ampla e organizada, recomendada pelos especialistas em competitividade.

Isto dá uma primeira ideia da equivocada concepção de Estado “forte” do presidente Lula. Um Estado não pode ser forte quando impõe à economia uma tributação irracional e restringe a expansão produtiva, a exportação e a criação de oportunidades.

O presidente confunde gordura e peso com força. A tributação brasileira equivaleu a cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, apesar dos incentivos fiscais e da perda de arrecadação causada pela crise.

Mesmo na recessão, o setor público arrecadou muito mais, proporcionalmente, do que a carga tributária dos demais países emergentes.

Essa tributação não se traduz em melhor educação e em serviços melhores que os de países com impostos mais leves.

Cerca de 20% dos brasileiros com idade igual ou superior a 15 anos são analfabetos funcionais, isto é, incapazes de ler e entender uma mensagem ou uma instrução simples.

Isso é apenas mais uma amostra de como os brasileiros pagam caro para receber muito pouco do setor público em serviços de educação, saúde, segurança e justiça.

Apesar da notória improdutividade do governo brasileiro, o gasto federal com a folha de pessoal aumentou 49% em sete anos, contados a partir do primeiro semestre de 2002. Esse foi um aumento real, isto é, acima da inflação.

“Não faremos arrocho salarial”, disse o presidente Lula na segunda-feira, rejeitando a ideia de fixar para 2010 um objetivo fiscal superior a 3,3% de superávit primário. Essa meta mais ambiciosa poderia compensar o afrouxamento de 2009 e conter o endividamento público.

Mas o presidente causaria enorme surpresa se aceitasse uma política mais austera, especialmente em ano de eleições. Quanto à palavra “arrocho”, foi certamente usada de forma imprópria, depois dos aumentos acumulados em vários anos. Esses aumentos foram concedidos abertamente ou embutidos em “reestruturações” nunca traduzidas em melhores serviços.

O próximo ano, disse também o presidente, será um período de investimentos liderados pelo setor público. Daí seu interesse em reforçar financeiramente os programas de obras. Mas investimentos governamentais não dependem apenas de palavras.

Competência para elaborar projetos e para executá-los é um requisito indispensável. Essa competência não tem sido exibida pelo governo nem pela mãe do PAC, a ministra Dilma Rousseff.

Neste ano, até 22 de dezembro, o Tesouro desembolsou apenas 53,7% do valor previsto para investimentos do governo federal, incluído o chamado PAC orçamentário. Esses desembolsos incluem restos a pagar de exercícios anteriores.

Só com muito otimismo se pode esperar para o próximo ano maior competência na execução das funções públicas federais. Mas pode-se apostar na manutenção - se não no aumento - da escorchante carga tributária, útil para manter o empreguismo e a ineficiente máquina estatal.

Uma carga imensamente desproporcional, enfim, aos serviços oferecidos aos esfolados contribuintes.

Voltei com alguns comentários:

Este edital, no momento em que li, carregava 19 comentários, e estes estavam bem diversos e ecléticos com vários sabores para qualquer tipo de paladar.

Um dos primeiros destes comentários criticava de forma negativa o editorial escrito, defendendo muito o governo Lula e sua atuação na crise econômica, dizendo que se o estado não estivesse forte quando esta crise apareceu, não teríamos tido o desempenho que tivemos no desenrolar do problema. O comentarista citou até elogios do ex-ministro Delfin Neto sobre o desempenho do governo. Eu confesso que perdi estes elogios. E este comentarista defende também o “Estado Forte”.

Logo abaixo, vinham outros que criticavam este comentarista de forma veemente, citando que a URSS, foi o estado mais forte de que se têm notícias e deu no que deu. Outro citou Cuba e Coréia do Norte como exemplos de estado forte, e onde a democracia está comprometida pelo fato de existir o “Estado Forte”.

Eu apenas li os comentários, não comentei. Vou fazer aqui com mais espaço e com mais privacidade, em minha própria casa.

A carga tributária brasileira é a maior do mundo, se levar em consideração o potencial para arrecadação. Se todos os impostos e taxas forem coletados, com zero de sonegação, teríamos que entregar para o governo gerenciar, 80% te toda a riqueza nacional.

O atual sistema existente foi criado em uma época anterior à informatização, e onde estava contemplada, uma sonegação de 70% dos impostos aplicados. Isto deixava o governo com uma arrecadação de 30% do PIP (Produto Interno Bruto) que apesar de um pouco alta estaria dentro dos parâmetros de nações em desenvolvimento.

Com o desenvolvimento dos sistemas arrecadatórios através da informatização, e de outros mecanismos mais eficientes, ficou difícil sonegar impostos, e a arrecadação está em alta. Mesmo durante a crise econômica, onde o PIB caiu, a arrecadação manteve e até aumentou.

Isto em um país onde os níveis de corrupção medidos pela transparência internacional não foram nada bons. (http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2009/cpi_2009_table)

Ficaram em 75º, junto com a Colômbia, o Peru e Suriname com a nota de 3,7, onde a maior nota é dez. Em outras palavras fomos reprovados. O Uruguai e o Chile obtiveram nota 6,7 e foram aprovados. Os métodos empregados para atingirem o objetivo das pesquisas, incluem 13 estatísticas incluindo a opinião do povo. Foram pesquisados 180 países e estamos acima da média no número 75. (a média seria o nº 90)

Com estas estatísticas seria possível confiar 80% do seu ganho pessoal para ser

administrado pelo “Governo mais forte”?

E depois de ler em todos os jornais e assistir pela televisão, homens públicos colocando dinheiro nas meias, agradecendo a Deus pela contribuição dos corruptos, onde declarações de gastos de campanha, mesmo sendo de caixa 1, são muito maiores do que todos os salários do cargo somados, mais o caixa dois que não foi declarado. Você acha que o governo forte conquistou o direito de gerenciar o seu dinheiro, fruto de seu trabalho?

O artigo do editorial fala com propriedade que o Lula confundiu um “Governo Forte” com um “Governo Gordo” o que de forma nenhuma é a mesma coisa.

O governo está recolhendo atualmente, 40% do PIB em impostos e taxas.

Quando na campanha eleitoral de 2002, a taxa de impostos era de 35% do PIP, o Lula candidato considerou em alto e bom tom que esta taxa de impostos era extremamente extorsiva, e deveria ser reduzida para o país poder crescer. Eu não votei nele, e nunca esperei que ele cumprisse as metas impostas por ele mesmo, de reforma tributária (Somente se fosse para crescer), reforma da previdência, reforma política.

Os defensores deste governo logo gritam que o presidente depende do congresso, e não pode fazer reformas apenas como executivo. Mas eu confronto que não foi nem tentado nada neste rumo. Ao contrário, a CPMF, que era um imposto extorsivo, indecente, e prejudicial para a produção, foi defendido com unhas e dentes pelo governo, com ameaças e mentiras, que afortunadamente não funcionaram e nos livramos deste imposto. As reformas políticas proposta, não são profundas e não mudam a situação, e ainda favorecem a pilantragem. E não houve nenhuma tentativa de reforma tributária.

E além dos impostos e taxas legais, tem algumas coisas que realmente me deixam de mau humor. São impostos indiretos, como multas de trânsito. Eu tirei a minha habilitação em 1962. Nunca tive um acidente de transito, nunca fui multado antes, e depois de introdução dos famosos “Pardais”, eu pago todos os anos, inúmeras multas por dirigir apenas dois ou três quilômetros por hora além do limite permitido. Isto é arrecadação irregular de dinheiro do cidadão. Outra coisa que eu fico pensando, é que eu tenho que trabalhar com meu carro, sou um pequeno empresário. Gasto uma média diária de combustível de R$ 75,00. 62% do preço de combustível é imposto para o governo. Dos R$ 75 pagos, eu contribuo com R$ 46,5 para os cofres do governo. Este imposto, não pode ser deduzido de nada. Se preencher um formulário completo, pode parcialmente ser deduzido no IR como despesa da empresa, mas é uma dedução parcial onde os impostos pagos de outros meios deveriam carregar uma dedução total, pois imposto em cascata é contemplado como inconstitucional e irregular.

Houve uma tentativa de que os preços nas lojas e super mercados, apresentassem a carga tributária paga pelo comprador, em cada artigo na prateleira. Esta tentativa não foi aprovada e não deu em nada, pois não tinha interesse do governo de que o povo ficasse informado da quantidade de impostos que paga sem pouca ou nenhuma contrapartida.

Existe um movimento chamado imposto único, de autoria do economista Marcos Cintra, - http://www.marcoscintra.org/novo/ - Este imposto, é uma espécie de CPMF com uma alíquota maior, de 1% da movimentação bancária.

Esta Alíquota daria uma arrecadação de 35% do PIB, que é mais do que suficiente para tocar o país (sem corrupção é claro) e eliminaria todos os outros impostos, toda a burocracia, todas as notas fiscais, e os bancos teriam uma função mais nobre, de recolher impostos, sobre o dinheiro manuseado por eles. Com este imposto único seria muito mais fácil detectar a corrupção, lavagem de dinheiro, e muito mais justo, pois quem movimenta mais dinheiro paga mais. Seria impossível sonegar portanto a corrupção empresarial perderia uma de suas maiores fontes.

E, sabe do pior, este projeto, já tramitou em todas as comissões de economia e desenvolvimento do congresso, foi aprovado por todas elas, e está aguardando na fila para ir à votação no plenário desde 2001. (PEC 474/01)

O Marcos Cintra em seu site, fala em um plebiscito para aprovar este imposto, e eu sou definitivamente contra esta medida, pois invariavelmente resulta em outras consultas e é a meu ver dirigido e antidemocrático.

Sou sim a favor de um abaixo assinado, tipo do que ocorreu com a lista limpa, para colocar imediatamente em votação a medida do imposto único, que se encontra na fila, e um apoio integral da população para que seja votada com voto aberto no plenário.

Eu sei que este congresso não vai votar uma medida destas voluntariamente, pois colocaria uma saia justa nas suas maracutaias, mas a força do povo pode favorecer a votação favorável do imposto único.

Um feliz natal e um bom ano de 2010 para todos

April 19, 2009

O poder do poder.

Filed under: CRISE ECONÔMICA, Reforma eleitoral, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 12:40 pm

O poder do poder.o-povo-representado

Eu tenho dito que o governo Lula, não tem e nunca teve nenhum ideal político, patriota ou nobre, e sempre foi um governo de tomada do poder econômico no Brasil, capitaneado pelos donos do poder com a ajuda dos capitães antigos do poder financeiro.

Dizem que o Lula foi implantado pelo regime militar para formar uma esquerda mais amena do que a esquerda radical que existia no tempo da guerra fria.

Não acredito nesta tese, o Lula cresceu só e por mérito próprio, dentro do sindicato, dando vazão ao seu carisma sua tendência de não fazer nada, tomar pinga e se divertir.a-cultura-dita

Quando os líderes de algumas entidades da turma do capital como o Roberto Teixeira seu compadre, enxergaram o potencial deste novo líder, começaram a investir nele.

O Lula não tem nada de bobo, e nem foi usado, foi desde muito tempo conivente com o plano de assalto ao erário, programado pelos ricos e em posição de se perpetuar no poder sendo os donos da economia para sempre no Brasil sem dar a mínima chance a que mudanças na área política pudessem atrapalhar os seus planos.

Este plano foi um tremendo sucesso, apoiado em um pouco de sorte do crescimento global, ainda que fosse apenas uma bolha. A nossa sorte, e o azar deles, (sorte não dura para sempre), foi que a bolha estourou uns dois anos antes do previsto. Se o crescimento global perdurasse, e a turma do capital conseguisse um sucessor para se evitar as investigações sobre os acontecimentos espúrios durante os oito anos de sedimentação do mau-caratismo no Brasil, o plano estaria perfeito.saude-de-1c2ba-mundo

E teremos de ter muito cuidado em mudar os cursos da política para que seja tudo investigado com realidade, e para que esta corja de FDP que descaradamente, em nome de ideologia pisa na ética e na moral, assassina pessoas, tornam cada vez mais ingovernável o Brasil, seja desmascarada e punida  de forma exemplar.

E este artigo do Reinaldo, que às vezes exagera um pouco, está de acordo com este pensamento que está se tornando a realidade a olhos vistos.

Leia o artigo e pense nisto.

Se quiser ver os outros artigos mencionados no texto, está na Veja on line desta semana

http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/


o-poder-falandoLula nuclear 1 - A VAR-Empreiteira

Abaixo, vocês lêem reportagem de Márcio Aith, na Folha, dando conta de que o governo Lula resolveu, como chamarei?, “esquentar” uma licitação que vem lá da ditadura militar — nesse caso, poderíamos chamar regime de “ditabranda”, ministra Dilma? — e “atualizou” o contrato com a empreiteira Andrade Gutierrez para retomar a construção da usina nuclear Angra 3. Um modesto contrato de US$ 3,3 bilhões. Em 23 anos, mudou tudo. Da tecnologia ao preço da matéria-prima, nada mais é como antes. Mas o governo não viu problema nenhum em retomar o contrato decrépito — com o valor corrigido, e muito!, como vocês verão.

O passado de Dilma Rousseff veio à tona, um tanto estimulado por ela mesma, não é? Com efeito, ela integrou um grupo terrorista, e dos mais virulentos: a VAR-Palmares — antes, tinha sido do Colina, também experiente em assassinatos. Eu nunca escrevi, nunca mesmo!, que o governo Lula optaria pela comunização do país. Isso é uma tolice. Muita gente gosta de atribuir aos críticos do lulismo essa abordagem bronca para, depois, afirmar: “Estão vendo? É mentira! Nós gostamos da economia de mercado!” Eu sei. E como gostam! Minhas restrições ao lulo-petismo são de natureza política. Essa gente detona as instituições. Já expus a questão em centenas de textos. Adiante.a-esperanca-brochou

A VAR-Palmares, como sabem, deixou de ser um problema. O problema hoje é termos a VAR- Empreiteiras, a VAR-Telefonia, a VAR-Petrobras, a VAR-Petroquímica, a VAR-Banco do Brasil. O risco é um grupo político usar a estrutura do estado para se consolidar no poder, tornando irrelevante a política. E essa construção está em curso. Não há nada de juízo conspiratório nisso. Há matéria de fato. O “A” das várias “VARs” tem hoje em dia um outro sentido: sai a palavra “Armada”. Em seu lugar, entra a palavra “Armação”. Vanguarda da Armação Revolucionária. Trata-se de uma “revolução” no capitalismo porque os ganhadores são decididos antes de qualquer forma de competição.

fala-daniel

Escrevi há dias que “Daniel Dantas certamente é um Daniel Dantas”. Mas que “Daniel Dantas não é o único Daniel Dantas do país”. E também está longe de ser o mais importante. Construir um bandido de manual, de gibi, de história em quadrinhos, é coisa útil a quem pretende levar adiante a Vanguarda da Armação Revolucionária.

Vejo agora o caso relatado por Aith. O beneficiário da decisão de esquentar a licitação que vem lá do regime militar é o empresário Sérgio Andrade, o mesmo que foi beneficiado pela mudança na lei da telefonia, que permitiu à Oi, de que ele é sócio, comprar a Brasil Telecom — justamente aquela que foi retirada do controle do Daniel Dantas original. Não sei se percebem:
1 – num caso, muda-se a lei para legalizar um negócio que a empresa de Sérgio Andrade já fez — é a chamada “lei feita de acordo com os negócios”, quando o normal e o decente é que se façam os negócios de acordo com a lei;
2 – noutro caso, NÃO SE MUDA a licitação, e a empresa de que Sérgio Andrade também é sócio leva o contrato bilionário. Ser Sérgio Andrade na vida, e no governo Lula, é uma boa: ganha-se quando o Apedeuta é “mudancistas” e quando é “conservador”.

Sérgio Andrade, vocês se lembram, é o maior financiador individual da campanha de Lula e sócio da empresa que injetou R$ 10 milhões na Gamecorp, o empreendimento de Lulinha. Acima vai uma seqüência de fatos, não de opinião ou juízo de valor. Lula, com efeito, é um fenômeno. Creio que seja o único político a resistir em pé a um encadeamento como esse. Ele está de parabéns.
Fiquem com trecho de reportagem da Folha. A VAR-Palmares era assassina, sem dúvida, mas não deixava de ter um lado romântico. VAR-Empreiteira, VAR-Telefonia, VAR-Petrobras e similares são de um realismo inegável, explícito, verdadeiramente pornográfico.
Eis aí: questões como a retomada de Angra 3, revelada por Mário Aith, e irregularidades no pagamento de royalties da Petrobras, que Diogo Mainardi trouxe à luz (leia a respeito posts abaixo), deveriam mobilizar o Congresso Nacional. Mas os nobilíssimos estão muito ocupados com mesquinharias — que também custam caro ao país. Não têm tempo para cuidar dos, como devo chamar?, “negócios bilionários” do Executivo. Nunca foi tão fácil.

futuro-do-brasil1


March 25, 2009

Perguntas respostas e lorotas.

Filed under: ABOBRINHAS, CRISE ECONÔMICA, economia, educação, governo, política, Ética — rlaf44 @ 12:42 am

Perguntas respostas e lorotas.mais-marolinha-1

Encontrei este artigo na coluna da Miriam Leitão. Este foi seu comentário hoje na CBN.

Achei muito bem balanceado e verdadeiro, além de óbvio. Eu continuo perguntando novamente, porque é que as pessoas em geral não conseguem enxergar o rumo que este idiota está levando o Brasil?

Leiam a coluna da Mirian:

É hora de mais seriedade

O presidente Lula adotou uma nova metáfora para falar da crise. Disse que ela não passa de uma gripe, e que brasileiro “cabra macho” não pode deixar de trabalhar por conta disso. O presidente deveria, primeiramente, se lembrar das mulheres, já que grande parte da força de trabalho do país não é composta de “cabras machos”.mais-marolinha

A declaração é politicamente incorreta e é economicamente equivocada. Não estamos passando por uma gripe, o Brasil teve uma queda muito forte de produção industrial e ainda sofreu uma retração de 3,6% do PIB.

O grande problema dessa análise populista do presidente é que ela subestima a crise. E quando você subestima uma crise, você não se prepara para ela, o diagnóstico está errado. Falando em português claro, para que o presidente compreenda, se o paciente tem uma pneumonia e o médico receita remédios para gripe, é certo que ele vai piorar.

A crise é forte e é preciso remédios fortes. Como qualquer infecção, ela é oportunista e vai atrás das fragilidades do organismo. E o Brasil tem várias fragilidades, entre elas um governo que gasta demais e tributa demais todos os setores da economia.

Melhor seria dizer: “a crise é grave, mas vamos trabalhar para vencê-la”. É preciso confiança, mas com um discurso que tempere a gravidade da situação para a população.

É hora de mais seriedade, presidente. Vamos trabalhar, mas isso não significa subestimar a crise. Essa é a função do líder.brasil-no-lixo

O meu amigo Maninho me enviou por e-mail, um Power-Point com várias perguntas. Como este programa fica muito grande e difícil de colocar no Blog, reverti AM formato DOC e vou responder a estas perguntas.

1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?

Resposta: - como mandatário principal, que recebeu 60 milhões de votos, seja ele do povo ou não, deve sempre se apresentar de maneira impecável, para que os outros países vejam o presidente como uma figura de destaque. Até aí bem esta é a razão da existência do fato que gerou a pergunta. Mas o Lula tem um problema, o Armani nele parece que saiu de um espantalho, ou de outra pessoa porque ele não tem nenhum porte para usar ternos ou coandoosacooutra roupa de mais luxo. lula-mostrando-o-cerebrolulaO Armani no Lula parece um diamante no rabo de um bode. Puro desperdício.

2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?

Resposta: - Não existe em nenhuma lei, nenhum requisito para que o candidato tenha que ter ensino superior ou médio ou qualquer outro, apenas para que não seja analfabeto, o que o Lula apenas cumpre. Eu nunca vi nada escrito por ele, e ele detesta ler qualquer coisa até jornal de esporte, como ele admitiu. Quem não gosta de ler, é um analfabeto funcional. Quanto ao gari, o concurso para o cargo exige ensino fundamental, então tem que ter.o-livro-do-lula

Eu já postei vários artigos com uma mudança política onde qualquer cargo político ou contratação política, como ministro ou secretários, deva ter um diploma de educação política, ética e administração pública. Sem estes requisitos, não poderia ser candidato. Se existisse algo assim, o Lula não estaria aí envergonhando tudo e todos.

3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de ‘perseguido político isento de Imposto de Renda, salário de presidente de honra do PT e salário
de presidente da república?

Resposta: - O Brasil é o país da lei de Gerson, onde algumas pessoas incluindo o presidente têm que tirar proveito de qualquer ocasião e como o Lula não acredita emfora-a-etica ética, e a lei permitindo, ele nada de braçada engordando o patrimônio. Tem que haver mudanças na lei para coibir este tipo de coisas. Mesmo sendo contra a lei, eles incluindo o presidente vão continuar agindo, mas pelo menos existe a oportunidade de ser pego.

4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?

Resposta: - Outra vez os furos na legislação permitem então ele esbanja. Mas não é somente ele, o seu irmão mais velho, o tal Frei Chico que não é nem frei nem Chico, passou 15 dias preso por baderna e desacato às autoridades, e recebeu uma indenização e um salário vitalício mensal. Até o Cony, recebeu, o Ziraldo, a Zélia, é tudo uma festa. O advogado das indenizações, que pega 20% dos ganhos, não é outro que o Greenhalg, sabe quem é? Foi ele que ajudou a enterrar o caso do Celso Daniel e foi ele que defendeu e soltou o José Rainha, assassino e líder dos sem terra.

E corrigindo a pergunta, o Lula passou 31 dias preso, mas com muita mordomia, e nunca foi torturado. Durante a sua prisão, a sua mãe faleceu e ele foi solto para comparecer ao velório.

5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?

Resposta: - Eu já expliquei esta em alguns artigos no blog, mas vou fazer um resumo. A compra do AB 319, uma aeronave fora de linha e defasada, foi arranjada pelo compadre do Lula, o Roberto Teixeira, que está no ramo da aviação. Se um jato da Embraer fosse comprado, haveria mais transparência e as comissões e superfaturamentos ficariam mais difíceis. E então. Entra o Dirceu, o Okamoto, e o Compadre arruma tudo. Compra-se uma aeronave antiga e defasada, por um preço muito mais caro, e divide-se a comissão e o suborno pelos arquitetos da maracutaia.aerolula A desculpa de que se necessitaria de uma aeronave moderna para poder ir de Brasília à Europa sem reabastecer, é lorota. O AF51, não consegue levantar de Brasília, que está a 1000 metros de altitude com o tanque cheio. Então tem que fazer escala no Rio de Janeiro, nível do mar para poder levantar com toda a carga de combustível. E tem mais, o antigo sucatão, um Boeing 707, é muito mais avião do que o AF51. Na época da compra eu pesquisei e por 12 milhões de dólares, poderia modernizar totalmente o sucatão com motores tubo-fan, os mesmos do Airbus, só que quatro, em vez de dois, com maior velocidade e autonomia do que o atual Airbus. A empresa que faria as conversões tem páginas na internet, e existem vários destes aviões voando sem nenhum caso de acidente. Mas as comissões e suborno seriam bem menos.

6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?

Resposta: - Ele não trabalha e nem nunca trabalhou em sua vida. Sempre foi um jeitinhoas-qualidades-do-lula para cá, ou para lá e ele sempre se acomodou sem trabalhar. Ele realmente não é chegado. Quanto à aposentadoria, é novamente a legislação que permite e pronto lá vai o Lula tirando todas as vantagens.

7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?

Resposta: - Porque a gente deixa, não existe oposição, e a legislação é muito fraca. Apenas o PT, motivou as massas e conseguiu os caras pintadas para saírem às ruas e fazer pressão para o impedimento do Collor. Este foi expulso por muito menos do que o Lula fez. Aparte disto, o FHC mudou a lei do impeachment durante o seu governo e ficou realmente mais difícil se expulsar um presidente.

8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?

Resposta: - Eu acredito que o Lula, seja mais uma vítima da precariedade do ensino no Brasil. Ajuntando esta precariedade com a falta de força de vontade para estudar, deu no que deu e temos um presidente que nos enche de vergonha. Quanto aos seus filhos estudarem no exterior, tendo as oportunidades é válido. O Roberto Teixeira, que ficou muito rico com os contratos superfaturados nas prefeituras do PT no ABC paulista, e em Ribeirão Preto com o Palocci, mostrou um pouco de gratidão, e pagou os estudos dos filhos do Lula.

9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?

Resposta: - Esta é fácil, ele não sabia o que fazer e para continuar enganando, ficou de longe, apenas observando. De vez em quando, quando tinha certeza que não seria interrompido e nem argüido ele fazia algum discurso inflamado, sem nenhum nexo aparente e cheio de erros gramaticais e concordância. No Youtube aparecem alguns destes

10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?

Resposta: - Comentam sim, existem vários blogs que comentam e mostram os fatos. Mas entra novamente a legislação brasileira, onde para se investigar qualquer destas ligações tem que se pedir muita permissão, e no primeiro mandato, o Lula convidou para o ministério da justiça, que manda na Polícia Federal, um brilhante advogado criminal, que soube tirar vantagens dos furos legais e parou qualquer investigação que poderia atingir o presidente ou o seu partido.

O Dr. Márcio Thomas Bastos, quase se estrepou no caso Palocci e logo depois se afastou. Para não ser atingido pelos respingos daquele caso foi muito difícil.

11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?mudancas

Resposta: É a mesma coisa, ela é totalmente incompetente e coitada ela é apenas uma baranga que casou com um líder sindical que virou presidente. Ela costurou a primeira bandeira do PT. Coisa de baranga. Depois, com a estrela vermelha habitando o seu cérebro, não pode produzir mais nada. Tentou destruir um patrimônio tombado, desfigurando um dos jardins do Burle Max, com uma estrela vermelha.estrelanojardim Corrigiram este problema e depois disto foi somente fazer caipirinha e curar as ressacas do Lula.

12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment como o Collor sofreu?

Resposta: - Esta eu já respondi acima. Houve uma mudança na legislação desta competência no governo FHC.

13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep. cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?

Resposta: - Esta é novamente uma diferença em ideologia. A Tuma da Heloisa e do Babá, queriam a maneira radical e ideológica da esquerda tradicional. O estado mandando em tudo, estatizando tudo de volta, não pagando compromissos. Não havia em seus planos tirar vantagens pessoais nem ficarem ricos. Como a turma do Lula não entrou na deles, eles começaram a boicotar votações, e criarem dificuldades para a turma do mensalão. Aí na teve jeito, tiveram de se livrar deles

14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?

Resposta: - Ele sabe melhor do que ninguém. Sabe de tudo. Sabe tudo sobre a morte do Celso Daniel. Sobre a morte do Toninho do PT, sabe tudo sobre o mensalão, sabe de tudo sobre o dinheiro dos aloprados, sabe de tudo sobre a compra do Aero lula, e dos governos anteriores, ele não sabe quase nada. As asneiras que ele diz sobre o JK ou o Getúlio Vargas podem encher de vergonha até os ignorantes como ele. Acontece que durante debates e alguns discursos escritos por outros, ele é ligeiramente instruído a dizer coisas de efeito sobre governos imediatamente anteriores aos dele. Como por exemplo, chamar o governo do FHC de herança maldita.

15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país continuam apoiando o presidente do povo?

Resposta: - Fanatismo, ignorância ou cumplicidade

March 15, 2009

Peleguismo.

Filed under: CRISE ECONÔMICA, aumentos, bons artigos, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 9:35 pm

Peleguismo.

perleguismo

Eu fico impressionado com a capacidade do Lula em convencer as pessoas de que ele é a salvação do Brasil, e um exemplo para o mundo.

Ele nunca me convenceu.

Eu sempre vi no Lula um retrato do Sindicato Brasileiro, que diferente de outros sindicatos, usa uma taxa compulsória para existir, faz muito pouco para os sindicalizados, e não tem que prestar contas.

Este terreno fértil para proliferação da desonestidade, do peleguismo, e para vantagens em uso próprio foi a escola do Lula.

Ali ele aprendeu a mentir, usar as pessoas certas, e a roubar o dinheiro do sindicato para ajudar em suas ambições pessoais e políticas. Daí para ser presidente e fundador de um partido político foi um pulo pequeno e este partido tem como alicerce os fundamentos sindicais, onde todos os fundos são para uso dos dirigentes que não têm que prestar contas.

Foi esta singeleza de atitude para com o dinheiro público ou da tesouraria dos sindicatos ou partidos políticos, que alimentou as peripécias do mensalão e outros escândalos, que apenas por ser o Lula, o imigrante pau de arara que chegou lá, foram tolerados pela população durante tanto tempo.

A bonança causada por seis anos ininterruptos de crescimento global também ajudaram a tolerar as peripécias do Lula.popularidade

Mas como tudo no mundo, tudo tem um fim e a sorte do Lula tomou uma quinada para pior com esta crise. Como tudo foi festa durante seis anos, festa e mentiras, o Brasil não se preparou para uma eventualidade como agora e a turma do barulho, está sem rumo.

Não existe nenhum plano para tirar o Brasil desta crise.

Para os que não acreditam nos problemas do futuro podem se atualizar no artigo abaixo:

Encontrei isto hoje na coluna da Miriam Leitão:

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Coluna Panorama Econômico

Nau sem rumo

A crise já atingiu o Brasil há meses, mas o governo ainda não formulou qualquer resposta à altura. Se o governo tivesse mantido suas despesas com pessoal e previdência em proporção do PIB, no patamar de 2003, teria R$ 75 bilhões a mais para investir. As decisões tomadas nos últimos anos limitam a resposta governamental, a tendência de subestimar a crise é um complicador a mais.

A conta acima foi feita pelo economista político Alexandre Marinis, da Mosaico. Os gastos com pessoal subiram de 4,2% para 5% do PIB, as despesas previdenciárias, em parte pelos aumentos reais do salário mínimo, subiram de 5,9% para 7,2% do PIB. Como são despesas que não podem ser reduzidas, o governo não tem muita margem agora para fazer política contracíclica. E há mais gastos em andamento.

— Apenas para 2009, o Orçamento da União prevê que o Executivo [sem o Judiciário e Legislativo] contratará mais 30.879 servidores, a um custo anual de R$ 1,8 bilhão. Além disso, prevê a substituição de mais 19.423 terceirizados, a um custo de R$ 678 milhões. Como o governo Lula aumentou o quadro de servidores civis e militares em 298.232 servidores, podemos dizer que as contratações custaram R$ 17,2 bilhões por ano aos contribuintes. Como a maioria das contratações foi efetuada a partir do ano eleitoral de 2006, temos um impacto total nas contas públicas de R$ 51,7 bilhões — diz Alexandre Marinis.

Números estarrecedores, que mostram exatamente o peso que o estado brasileiro assumiu para os próximos anos e décadas e que, neste momento, limita a ação do governo.

Os aumentos salariais são outro peso.

— Só em 2008, conforme dados do Ministério do Planejamento, a reestruturação de cargos e carreiras teve impacto de R$ 30,5 bilhões nos gastos de pessoal — conta Marinis.

Isso impactará, no médio e longo prazos, os gastos da previdência pública, que já tem déficit anual de R$ 43 bilhões em 2009.

— Em síntese, os dados mostram que o governo Lula cometeu um tremendo erro de estratégia fiscal ao contratar um número excessivo de servidores e reajustar seus salários em demasia. Este erro custará caro ao país, já que agora não tem recursos para enfrentar o tsunami mundial que já varre emprego e crescimento no Brasil — conclui Alexandre Marinis.

Além da estratégia errada nos tempos do boom, o governo não tem estratégia agora para enfrentar a crise. Foram tomadas medidas tópicas, o Banco Central acudiu as emergências bancárias que estouraram em outubro, quando secou o crédito externo. O presidente Lula suou de palco em palco, desde o início da crise, em discursos em que apostava no improvável: o Brasil não seria atingido.

Um líder não pode dizer que o país será derrotado. Mas basta comparar com o que os outros presidentes dizem: todos admitem a gravidade da crise, todos avisam que esse é um ano terrível, todos alertam para os perigos, e a partir destas constatações é que passam a convocar o país para a superação da crise. Assim faz presidente Barack Obama o tempo todo. Assim faz o presidente da França, o primeiro ministro do Reino Unido. Mas para ficar num exemplo mais emergente, até o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, de um país conhecido pela absurda capacidade de censurar as informações até na web, disse claramente, ao abrir a reunião anual do Congresso, que este seria “um dos anos mais difíceis da história da China”.

A crise é grave, chegou há meses ao Brasil. Só nos últimos dias, o país soube que a produção industrial de janeiro caiu 17%, que o PIB teve queda de 3,6% no último trimestre de 2008, que o governo arrecadou R$ 10 bilhões a menos do que previa no primeiro bimestre, que o Ministério do Trabalho registrou quase 800 mil empregos perdidos de novembro a janeiro, que a Fiesp contou 235 mil postos de trabalho eliminados de outubro para cá. Ninguém precisa de um novo número para saber que a crise está entre nós. Cabe ao governo ter uma equipe que lide com o problema com seriedade, que se antecipe aos fatos, que saiba em que direção está indo. Não há uma ação que resolva tudo. Portanto, o plano habitacional que está sendo aguardado há meses, se for bem formulado, será uma parte da resposta. Mas não toda ela.

O governo Lula teve duas vantagens. Primeiro, recebeu de herança uma economia que tinha feito avanços importantes, como a estabilização, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central. Segundo, o país passou a ser extraordinariamente favorecido pela onda internacional de crescimento, provocada em grande parte pela bolha de crédito americana. A alta das commodities metálicas, o boom de comércio de alimentos, o aumento do fluxo de comércio, a explosão do fluxo de capitais de toda a natureza.

Estar preparado para aproveitar uma boa onda é tão importante quanto saber que ela é temporária leva a decisões sensatas. Foi o que alguns países fizeram, como o Chile, ao montar um fundo para acumular o excesso de receitas dos bons tempos. O governo Lula tomou algumas decisões certas, como a de manter o superávit primário, acumular as reservas, aumentar os gastos com os muito pobres. Mas ele desperdiçou o bom momento ao interromper o ciclo de reformas que preparariam o país para tempos mais duros e ao aumentar de forma extravagante as despesas que não pode cortar.

O improviso diário do presidente, as apostas do ministro da Fazenda, o ensaio de campanha da ministra da Casa Civil não vão resolver a crise. Podem aprofundá-la.

transformacao

March 13, 2009

O Lula, o Câncer e o Tsunami.

Filed under: ABOBRINHAS, administração, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 3:13 pm

O Lula, o Câncer e o Tsunami.uma-bonita-historia

Outro dia, lendo com sempre faço as repercussões e o pulso da mídia geral encontrei um artigo do coronel, (http://coturnonoturno.blogspot.com/) muito bem escrito e apropriado para a atual situação.

O Blog do Coronel tem sido chamado de “Apócrifo”, pois o autor é apenas parcialmente identificado como Coronel e se proclama professor.

Seria muito bom que ele se identificasse totalmente para dar mais transparência aos seus bons artigos como este que vou reproduzir abaixo.

O Roque Sponholz , sem nenhum medo se identifica totalmente e suas criticas ao governo são realmente pesadas e muito bem feitas.

Lula e o câncer.pego-na-mentira

Lula disse ontem a empresários que a “coragem” do vice-presidente José Alencar deve servir de “inspiração” para vencer os obstáculos da crise. Na sua luta contra o câncer, Alencar recentemente passou 27 dias internado por conta de uma cirurgia no abdôme para retirar nove tumores cancerígenos.A seguir, Lula narrou a volta de Alencar ao Planalto, sorridente e bem-disposto. “O caso dele deve me inspirar, inspirar os ministros e toda a iniciativa privada”, disse. Se para Lula o Brasil está com câncer, ele não foi contraído nos últimos seis meses, mas sim nos últimos seis anos em que o aparelho petista está no comando do país. Não podemos esquecer que enquanto o câncer roía a economia por dentro, Lula comemorava a ausência dos seus efeitos, espalhando aos quatro ventos o famoso “nunca na história deste país”. O remédio lulista contra o câncer que aí está sempre foi anestésico ou de uso tópico. A Bolsa Família. Os empréstimos consignados. O empreguismo dos 200 mil companheiros. O mensalão. O loteamento do país com os corruptos do PMDB. A roubalheira dos fundos de pensão. Os juros estratosféricos. A dívida pública interna impagável. O deficit público que cresce 10% mais do que o PIB. E, por último, um coquetel de drogas denominado PAC. Mesmo com o câncer se espalhando por todo o corpo, Lula continua tratando o doente com o remédio do populismo e do curandeirismo político. Não vem aí a casa de graça para o moribundo? O câncer petista está levando o país para um estado terminal. Ao contrário de Alencar, que tem o Sírio-Libanês, o povo brasileiro tem apenas a fila do SUS. Desejamos que, pelo menos lá, os 84% finalmente descubram quem vem há seis anos matando o país. O nome deste câncer é Luiz Inácio Lula da Silva e extirpar este imenso tumor é a única chance de sobrevivência.

Postado por Coronel às 08:07:00eleitores-do-lula

Eu tenho criticado em vários artigos as coisas mencionadas no artigo do coronel, a falta de transparência, a falta de programas, o PAC, uma grande enganação, a falta de ética e honestidade, e principalmente a falta de capacidade de administrar o país.

Enquanto a coisa ia de carona na maré mansa do crescimento global, o Brasil ia de carona, e aproveitando a marola positiva. Se houvesse um pessoal competente para administrar a boa onda, em vez de estatizar tudo novamente, em vez de se concretizar dando esmolas, em vez de falar tantas mentiras, em vez de criar um programa mentiroso como o PAC onde os investimentos agendados nada mais são do que o que se haveria de fazer normalmente com os projetos de longo e médio prazo da Petrobras, que são 70% dos investimentos do PAC, o Brasil estaria bem melhor, e em situação de encarar esta crise olhando de cima para baixo em vez de se sentir acuado, e sem nenhum plano diretor para gerenciar esta crise.

O Grande enganador, primeiro chamou a crise de marolinha, depois ameaçou ligar para o Bush e mandar-lo cuidar de seus problemas sem envolver o Brasil, depois disse que o Natal deveria ser dos melhores já visto pelo povo brasileiro que deveria gastar sem dó nem piedade porque a crise não se instalaria no Brasil. Este discurso foi depois da CVRD a Vale ter despedido mais de cinco mil trabalhadores. Ele disse que esta ação era falta de cidadania por parte da Vale. Ah bom, os impostos que a Vale paga ao governo e os dividendos que o governo tira, de lá de dentro, são conseguidos com uma administração enxuta e coerente, não com cabide para empregos como era antes.

Os fornecedores internacionais cancelaram todas as ordens futuras e o Magnânimo gostaria que a Vale continuasse minerando apenas para que não houvesse desemprego.

Por causa disto é que as estatais não podem dar certo.

O mesmo discurso foi feito depois que a Embraer, sem nenhum pedido novo e com os antigos cancelados despediu 4.000 funcionários.

E ainda o único plano para contornar esta crise foi fazer de conta que ela não existe.

E seu competente ministério, para puxar saco bateu em cima desta tese aclamando uma previsão de crescimento de 4/5% ao ano para 2009. O MMM, ou seja, Ministro Mantega Mentira, quando confrontado com a verdade pelos repórteres sobre as previsões de menos de 1%, saiu com esta pérola: lula-e-deus

- “A nossa meta continua sendo 4% de crescimento para 2009, se existem previsões diferentes, é problema das previsões, eu garanto que não vamos nos afastar de nossas metas”.

Que beleza ministro que beleza…..

No Estadão de hoje encontrei um bom artigo:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090313/not_imp338121,0.php

o Autor , *Dionísio Dias Carneiro, economista, é diretor da Galanto Consultoria e do IEPE/CdG

terminou com um parágrafo interessante, e que poderia servir de modelo para os incompetentes que andam falando abobrinhas por todo o congresso e ministérios:

“O Brasil precisa de um diagnóstico realista. A exemplo de outros países, há um excesso de marketing político (“ a crise é dos ricos, eles que resolvam”, agora eles precisam do Estado”). Mas não há marketing bem-sucedido se não houver produto a vender. No caso da política, sem capacidade de processar os conflitos e encontrar uma estratégia nacional a partir de um diagnóstico adequado, não há como convidar empresários e consumidores a surfar uma onda que pode ser um tsunami.”

tsunami4

March 11, 2009

Resposta à Johnny

Filed under: ABOBRINHAS, IMPUNIDADE, Justiça, comentários, economia, educação, governo, política — rlaf44 @ 11:57 am

Resposta à Johnnyinterrogacaoppg

Em um post antigo, (http://rleite.wordpress.com/2007/04/06/sera-falta-de-informacao/)

Publicado no dia 6 de abril de 2007, recebi o comentário abaixo:

caro amigo só queria te perguntar uma coisa
o que prefere presidentes que falam abobrinhas e faz do nosso pais um pais digno lá fora e aqui dentro , um presidente que mudou a cara do brasil , um presidente que melhorou a exportação e que deu uma guinada no nosso país ou um que n fale abobrinhas e que somente afunde o nosso brasil como foi o presidente anterior fhc ?

( despreze as letras minúsculas )

um fraterno abraço
obs: n sou de nenhum partido e tenho apenas 18 anos
obridago !!!!

Respondo:farca-do-inacio

Caro Johnny,

Em primeiro lugar quero agradecer sua visita, e o seu tempo gasto com seu comentário.

E agora quero responder ao seu comentário:

Quando você nasceu, a inflação no Brasil inflacaoalcançou um nível nunca visto de mais de 200% ao ano, causado principalmente pelo fracassado “Plano Collor”, comandado pela Drª. Zélia Cardoso. Depois o Itamar Franco, na época Vice-presidente do Collor, assumiu a presidência e chamou o Chanceler FHC para ser o ministro da Fazenda e comandar um plano para acabar com a inflação.

Foi uma grande responsabilidade, sem a menor possibilidade de erro, pois o Brasil não agüentaria outro plano mirabolante que não poderia funcionar.

grafico_inflacaoO FHC formou uma equipe de economistas sérios principalmente da PUC/RJ, comandados pelo economista Pedro Malan.

Foi criado então o plano real que passou a tratar a economia com uma diferença básica, passando por um sistema intermediário chamado URV.

No regime inflacionário, as contas do Brasil, eram pagas com dinheiro impresso sem nenhum lastro, o que instantaneamente promovia a inflação. inflacao-e-moeda

Os contratos com o governo eram todos superfaturados, pois para sobreviver, as empresas, que seriam pagas com dinheiro sem lastro, colocavam em seus contratos o preço da inflação. Os assalariados, não recebiam esta diferença no salário e apenas uma vez ao ano eram reajustados e seu poder aquisitivo diminuía sempre. Era um regime muito injusto onde as empresas cresciam e os funcionários decresciam. Isto estava acontecendo desde o início dos anos 70.

Com a formação do novo plano, acabou o dinheiro sem lastro, e neste caso faltou dinheiro para o governo pagar as suas contas. Foi então necessário elevar drasticamente os impostos pagos pelo povo para se ter dinheiro para cumprir as obrigações assumidas.

Os impostos que estavam na casa dos 25% do PIB, em pouco tempo estavam em 36% do PIB, o que era e continua sendo muito alto.

Ainda com esta elevação, foi necessário privatizar muita coisa que no momento desta mudança era apenas cabide de emprego e sempre deficitário.

E foi criado, já no Governo FHC, o projeto de privatização onde foram privatizados com muita polêmica, a Vale, as teles, e muitas outras pequenas empresas do governo que não serviam para nada útil.privastizacoes

A elevação dos impostos, e as privatizações, foram severamente criticadas pelo PT e os políticos do PT inclusive o Lula constantemente iam ao plenário pedir o impedimento do FHC.

Os bancos brasileiros, que somente operavam com a inflação ficaram desorientados com o novo regime e começaram a falir, e então foi criado pela equipe econômica o PROER, que quando o banco falia, pagava os pequenos depositantes até 10.000 reais e o governo assumia os ativos do banco e processava os donos. Esta prática foi severamente criticada pelo Lula, e os políticos do PT.

Este programa foi extinto em 2001, com um saldo positivo de seis bilhões de reais.

Com este programa, os bancos sérios brasileiros ficaram mais fortes, nenhum depositante tomou calote, e os bancos pilantras foram eliminados e os donos processados.

A justiça brasileira que precisa de uma reforma urgente, ainda não resolveu os casos e estes processos vão ser encerrados por tempo.

Com as vendas das estatais, a inflação sob controle, os impostos teriam que ser gradativamente diminuídos, para alcançarem um patamar de 20% do PIB ao ano possibilitando com isto um crescimento contínuo e sustentável.

Somente não aconteceu durante o governo FHC, por causa de três crises internacionais muito severas, a da Ásia, a crise da Rússia que declarou concordata e a pior para o Brasil foi a crise da Argentina que é o maior parceiro do Brasil.

Com estas crises, não foi possível diminuir os juros que em seguia diminuiriam os impostos.

Em 2002, com a aproximação das eleições e com a possibilidade de se eleger o Lula que em sua campanha, falava em re-estatizar tudo, declarar moratória, acabar com o “Superávit Primário” (dinheiro para garantir o pagamento dos juros) houve um temor por parte dos empresários e bancários que retraiu o dinheiro e causou uma inflação artificial de 12% ao ano, e que estava neste patamar quando o Lula assumiu o comando da nação.

Não foi feito nada de drástico nos seis primeiros meses e o Lula contratou o Meireles, que era do partido do FHC e um grande economista formado em engenharia mecânica e civil, para comandar o plano Real. Com isto, houve tranqüilidade por parte dos empresários e a inflação foi novamente para baixo ficando nos patamares atuais.

Durante o governo Lula, foram criadas mais 37 estatais, e contratados 300.000 funcionários públicos, foram criados os planos de distribuição de renda sem nenhum propósito para finalizar, (esmola) e desta forma o custo de governar alcançou níveis nunca vistos no Brasil. Os impostos que deveriam ir abaixando gradativamente foram subindo, e no momento estão a mais de 42% do PIB, em uma nova forma de medir inventada pelo IBGE, aparelhado para isto pelo governo.

Pela medida antiga que vigorava no governo FHC a porcentagem tarifária seria atualmente 44% do Pib, uma das mais altas do mundo, sem nenhuma contra partida.

A saúde está igual ou pior do que quando o Lula assumiu, a educação está visivelmente pior e a segurança pública não se pode nem falar, pois está muito pior do que no governo FHC.

Se houvesse um governo sério após o FHC, que tivesse aproveitado a bonança do crescimento global sem nenhuma crise, baixado os juros, e as tarifas e impostos, o Brasil teria crescido muito mais, e talvez nesta enorme crise que não é nenhuma marolinha com, diz o Lula, estivéssemos em uma posição para assumir o comando econômico do mundo. O que está segurando os bancos brasileiros, incrível ou não foi o PROER tão criticado pelo Lula durante o governo FHC.

O Lula há pouco tempo em uma de seus acessos de ignorância chegou a oferecer para o Bush o PROER para resolver a crise bancária americana (E que não resolveria, pois não foi desenhado para isto, mas o Lula que nunca entendeu não poderia saber).

Durante a campanha eleitoral o Lula prometeu o “Fome Zero” que morreu, a reforma tributária, pois não se poderia sobreviver com impostos tão altos, e aumentou mais ainda, disse que a reforma previdenciária era falta de vontade política e sua solução foi mandar para fila os velhinhos para provar que estariam vivos, prometeu  o programa primeiro emprego que morreu, aproveitou o programa assistencial de Dna. Ruth Cardoso que era o “Bolsa Escola” com tempo determinado e contrapartida programada, e mudou para “Bolsa Família” sem tempo determinado e sem contrapartida, em outra palavras uma esmola permanente que tira qualquer incentivo para melhorar o desempenho familiar.crusadinha

E querido Johnny, eu me sinto envergonhado por este desperdício, por esta alta taxa de impostos, e mais ainda pelas ignorâncias destiladas pelo Lula. Sinto muito mais vergonha da falta de ética do governo, tornando descaradamente multimilionário o seu filho Fábio Luiz, a sua filha ilegítima Luriam, os gastos desenfreados da primeira dama com cartões corporativos, e sinto vergonha de ao ler os jornais estrangeiros ver o seu presidente ser alvo de piadas e de constrangimentos constantes como dormir na reunião da ONU, de aproveitar os aplausos dirigidos ao presidente da ONU Cofie Anan e dizer que foram para ele. E outras coisas assim, que emanam de seu governo como o asilo político a criminosos ficando diplomaticamente inferior a paises antes nossos aliados.

Por sua idade declarada você apenas viveu desde os 11 para 12 anos, início de sua idade cognitiva na era Lula que está permeada de mentiras.

Em sua tenra idade, investigue estas posições apresentadas acima e poderá ver, sem nenhum fanatismo que o Brasil perdeu durante o governo do Lula uma ótima oportunidade de ficar infinitamente melhor do que está.

Para apenas não falar mal quero dizer que o maior mérito do governo Lula está em manter a política econômica que foi implantada a duros custos e durante duras crises no governo FHC e que também foi duramente criticada por ele durante este mesmo tempo. Eu sinto vergonha deste cinismo por parte do dirigente da nação.

Você pelo que parece vai votar na próxima eleição e deveria aproveitar para entender um pouco antes de exercer a escolha que poderá afundar ainda mais o Brasil.

Tenha um bom dia e muito sucesso em sua vida.pibinho

Roberto Leite

Lula/Clinton

Filed under: ABOBRINHAS, CRISE ECONÔMICA, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 11:54 am

regresso

Eu estava navegando pelas notícias e encontrei esta nota no blog do coronel

http://coturnonoturno.blogspot.com/

Lula dá, o próximo que tire.

Vejam a malandragem do programa habitacional que Lula vai lançar para tentar eleger Dilma em cima da promessa de um milhão de casas. As famílias na faixa até dez salários mínimos contarão com um Fundo Garantidor, que terá cerca de R$ 500 milhões do Tesouro e vai bancar prestações dos mutuários que ficarem desempregados. Os mutuários com renda até três salários mínimos poderão suspender o pagamento das prestações por até 36 meses, mas terão de quitá-las ao fim do contrato. Para a faixa de até cinco salários, o Fundo honrará até 24 meses; no grupo até dez mínimos, 12 meses. E mais: é tudo sem entrada, sem taxas, sem nenhum custo até o recebimento das chaves. Ou seja: Lula dá, o próximo presidente que cobre ou tire a casa do pobre. O SFH, com muito mais exigências, deixou um rombo de R$ 200 bilhões para o país.

Postado por Coronel às 08:10:00

Antes de continuar, quero enfatizar que apesar de interessante, o blog do Coronel é apócrifo, deixando sem identidade o autor do mesmo. O autor, que já se identificou parcialmente dizendo-se professor e militar, deveria assinar com seu nome verdadeiro seus artigos o que demonstraria mais seriedade no que ele escreve. Não pode ser medo de ser processado porque, se o MP quiser, pode identificá-lo facilmente.

Aqui fica o apelo ao autor do “Blog do Coronel”, identifique-se e deixe para lá os fanáticos que estão em toda a rede acusando o blog de ser apócrifo.

Voltando ao assunto deste post:virando-o-brasil

Será que a memória deste governo é mesmo deficiente?

A atual crise que começou nos EEUU com o problema imobiliário, foi causada principalmente pela desregulamentação das exigências de comprovação do crédito para compra de imóveis. O ato desta prática foi feito no final do governo Clinton, que deixou de herança para o Bush, que por falta de competência deixou correr solto. O que aconteceu então foi que João sem nenhum crédito e sem reais condições de pagar, realizou o sonho da “Casa Própria”, comprando sem ter como pagar. Não que ele fosse desonesto, mas, na verdade de uma irrealidade, ele pensava que de dentro de sua residência seria mais fácil conseguir um bom emprego e assumir definitivamente as dívidas. Milhares de pessoas como João, fizeram o mesmo, inflacionando todo o mercado financeiro. Com esta prática de comprar sem crédito, faltou residências para muita gente, e as que existiam ficaram com os preços inflacionados. Então João e os outros milhares de primeiros compradores de casas sem garantia de crédito, perceberam que suas compras estavam muito valorizadas, em alguns casos até 1000% do preço pago. Sempre visando uma melhoria de estilo de vida (educação de berço nos EEUU), João vende sua casa, que com seu financiamento baixo já exigia muito de seu salário, e compra uma casa bem mais cara, com financiamento mais longo, e em uma área mais moderna. Assim fizeram milhares de pessoas iguais ao João. Esta história se repetiu inúmeras vezes, e com o mercado imobiliário superaquecido, as construtoras estavam construindo casas em números alarmantes e fazendo tudo em crédito, garantido por títulos de empréstimos sem garantias.medico-legista

Bastou que uma delas não honrasse algum compromisso para soar o alarme, e os bancos e seguradoras, dentro e fora dos EEUU, abarrotadas com títulos sem garantias, e a inadimplência aumentando, deu no que deu.

E pela notícia divulgada no site do coronel, o Lula vai criar aqui, uma crise em menor escala do que a americana, com o único propósito demagogo, à moda do peleguismo sindical de sua origem, apenas para tentar eleger seu sucessor que depois de eleito vai dar com a cara na parede e Lula vai ficar bonito no pedaço, que nem o Clinton.

Como disse o artigo do coronel, o SFH, com todas as exigências de garantias está deficiente em muitos bilhões, imagine esta mamata em fundo perdido.

No país da “Lei de Gerson”, todo mundo vai querer tirar vantagem da mamata e ninguém vai pagar apenas os contribuintes (idiotas) vão ficar com as contas.

As construtoras vão superfaturar tudo, os materiais usados serão de terceira categoria, as casas vão ter pouca duração, e no momento em que as coisas apertarem, serão abandonadas como tudo acontece em nosso pobre país.

Eta Brasilvergonha-dos-pagadores

January 2, 2009

Brasil 2009

Filed under: ABOBRINHAS, CRISE ECONÔMICA, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 5:28 pm

Brasil 20092009


Emplacamos 2009, e isto é bom considerando as alternativas.

Eu fico aqui. Pensando se valeu a pena ter perdido tanto tempo escrevendo o obvio, escrevendo o que a maioria das pessoas com um pouco de sensibilidade já estão carecas de saber.

Escrevi menos em 2008 do que escrevi em 2007, mas escrevi bastante sobre as mentiras de nosso governante, sobre as peripécias de nossa polícia, sobre a falta de educação básica, sobre a falta que a educação básica faz ao Lula, sobre a súbita riqueza do gênio Flavio Luiz, que foi educado na Suíça, com o dinheiro do Roberto Teixeira seu padrinho. Este rebento e o resto da prole não sentiram falta de educação básica. Nem os ilegítimos como a Lurian Cordeiro sentiram falta das mordomias que a posição de filho de presidente proporciona. feliz-ana-novo

Os parentes mais próximos, como os irmãos bem que tentaram vender alguma influência como o Vavá, mas foram pegos com a boca na botija e viraram lambaris.

Escrevi sobre o assassinato do Celso Daniel, que ficou arquivado pela tia do genro do Lula como um assassinato e crime comum, onde todas as testemunhas desapareceram de causas estranhas, e onde um advogado do PT teve a autoridade de mudar legistas e delegados ignorar laudos médicos e gravações incriminatórias, e onde um médico legista, que contestou o laudo oficial e aceito pelo Greenhaugh, e que gozando uma saúde plena sofreu totalmente solitário, uma parada cardíaca e faleceu. No dia de seu falecimento, foram presos em Guarulhos com passaporte falso quatro indivíduos de nacionalidade cubana, que foram soltos e deixaram o país.

Escrevi sobre a impunidade do Renan. Deste escrevi tanto, que faltou ânimo para escrever sobre a impunidade do Paulinho da Força Sindical. Cansei de ver prevalecer a lei do cão.aquarela-brasileira

Mas vou escrever e continuar a bater na mesma tecla, porque a frase mais sugestiva que coloquei no meu blog até hoje é do Rui Barbosa e que justifica a tentativa de luta contra esta corja de pilantras que sujam a reputação do nosso país e que turvam o futuro que pertence aos nossos filhos:

“Maior do que a tristeza da derrota é a vergonha de não ter lutado”

Vamos em frente com a nossa luta.

Volto a falar das mentiras do presidente e da falta de transparência deste governo. Isto não é privilégio do Governo do PT. Vocês devem lembrar muito bem quando inadvertidamente o  Rubens Ricupero, então ministro da Fazenda deixou escapar a pérola”O que é bom a gente mostra e o que não é a gente esconde”.crise-de-personalidade

Esta frase tem sido a cara dos governos brasileiros, desde que o Brasil é Brasil. Eu não tenho muita certeza, mas em outros países deve ser da mesma forma, quando se pode fazer sem muitos danos para o resultado final. Eu ainda me lembro do caso “Watergate” onde o Nixon tentou esconder, mas foi desmascarado e teve que sair do comando para evitar um impedimento por parte do congresso. A diferença está na impunidade reinante no Brasil, onde depois de ser pego em uma mentira cabeluda, o presidente continua no seu posto como se nada tivesse acontecido.

Uma diferença marcante neste governo do PT, é que além de esconder os fatos do público, quando pegos em flagrante a agencia de notícias nacional que é a Radiobrás que recentemente mudou de nome, muda os fatos e publica mentiras. Isto é novidade, pois durante os governos anteriores, a Radiobrás, publicava os fatos na íntegra depois que estes ficassem conhecidos. mais-mentiras

Recentemente, o Lula, em um de seus ataques verborrágicos, tentou explicar porque no começo da crise em setembro, tratou a crise econômica internacional com um grande descaso, dizendo que o Brasil não iria sentir nada desta crise que para os países desenvolvidos era um tsunami, para o Brasil que estava muito preparado seria uma “MAROLINHA”. Depois, como ficou comprovado, o Brasil sentiu, e sentirá muito esta crise internacional. Então o Lula disse que ele agiu como um médico que ao ver um paciente com uma grave e preocupante enfermidade diz a ele que o caso exigia cuidados, mas que com os avanços da medicina ele seria bem tratado.

Esta forma seria muito melhor do que chegar ao paciente e dizer:

“Meu caro você sifu” sifu

Sifu quer dizer na linguagem formal “Se Fudeu”bom-velhinho

Todos os jornais publicaram, os blogs comentaram, os meios televisivos falaram e a Radiobrás que publica na íntegra todos os discursos do presidente (É uma de suas funções) quando chegou na hora do “Sifu” disse que Não foi possível entender e que havia ficado em branco. E em todo o Brasil a única emissora que não entendeu o que o presidente disse foi a radio do governo. Está mais do que na hora de limpar os ouvidos do Franklin Martins e mostrar a ele o seja transparência.

E as hipocrisias continuam, dentro da crise com os dois pés, o Brasil está apenas vivendo de tempo emprestado antes que o tsunami chegue para valer. O presidente em seu ultimo pronunciamento do ano disse para que o pessoal não tivesse medo de gastar, e que com juízo fosse às compras de natal e tivesse um bom natal.

Este discurso, não serviu para os quatro mil trabalhadores dispensados da Vale do Rio Doce, outros das montadoras de veículos e milhares que perderam o emprego por causa da crise.

Com esta falta de transparência, as notícias vão aparecendo devagar, e por mais que o Lula tenha bradado sobre o Brasil estar sofrendo com os problemas dos outros, e que nada tivemos a ver com esta crise, as mentiras e os brados vão se esvaindo e começam a surgir novidades como este email que recebi recentemente e que estou publicando na íntegra.

Os fatos mencionados mereceram de minha parte uma pesquisa na net, e aparentemente é tudo real.

Leiam este email:

ITAÚ. Verdadeira BOMBA
*Assunto: Itau*

“Cheguei há pouquinho do Rio, onde trabalhei muito, …não poderia deixar de responder esse seu mail agora, porque há mais de 2 meses o ‘pessoal’ da Ágora de São Paulo (você conhece?) me ’bateu a bola’ e a passei a alguns amigos nos USA e não sei se também copiei p/ VC;

de que o Henrique Meirelles tinha ido às pressas para Nova York, devido à falência da AIG, maior seguradora dos USA e que o Governo Americano tinha estatizado!

O Bush e seus asseclas, por pura pressa e INCOMPETÊNCIA, não tinham avaliado as muitas implicações internacionais dessa medida.. Dentre muitas a AIG era controladora do UNIBANCO.

Portanto o UNIBANCO  PASSAVA A PERTENCER AO GOVERNO AMERICANO, e, salvo o compulsório, a AIG tinha esvaziado a caixa do UNIBANCO e a tinha  ’enchido de hipotecas podres americanas’.

Resultado: O Banco Central emprestou a fundo perdido, dinheiro ao ITAÚ, que não precisava e forçou o  BNDES a emprestar dinheiro a ‘taxas simbólicas’ ao ITAÚ, para o mesmo fim.

Na realidade, você e eu compramos o UNIBANCO!!

E os ‘títulos podres’ do AIG ficaram pro Banco Central!

Um novo PROER  igual ao Marka/Fonte/Cindam concedido ao nosso ‘amigo’ Salvatore Cacciolla!!!

Isto tudo é pura verdade e pode passar adiante!!!

Há ainda o Banco Panamericano (Silvio Santos ) que ‘explodiu’

e a Financeira Aymoré, que financiou, sem garantias, a compra de milhares de carros 0 km, com entrada de R$1,00 e

pagamentos das primeiras 72 prestações só em março de 2009!!!

Esta BOMBA e outras vão ‘estourar no colo’ de alguém blindado…

Aí e depois, com as outras: CASAS BAHIA E INSINUANTE etc.,  vamos ver como ficam as coisas…

PORTANTO,   NÃO COMPRE CARROS , ELETRODOMESTICOS , COMPRE O ESTRITAMENTE NECESSÁRIO , DEPOSITE SEU DINHEIRO EM BANCOS FEDERAIS (BANCO DO BRASIL E CAIXA ECONOMICA) EVITE  TOTALMENTE DE EMPRESTIMOS E FINANCIAMENTOS.

OS CARROS TV PLASMA ELETRODOMESTICOS ESTAO SUPERFATURADOS MUITO ALEM DOS PREÇOS , AGUARDE ATE MARÇO DE 2009 POIS VOCE PODERA COMPRÁ-LOS POR 1/3 DO PREÇO DE HOJE , APLIQUE SEU DINHEIRO EM POUPANÇA DE BANCOS FEDERAIS.

DEPOIS DO NATAL VEM UMA BOMBA FINACEIRA DE ALTA POTÊNCIA , QUEM VIVER VERÁ …… AGUARDE!

E depois de mais um flagrante de falta de transparência, quero falar de outro assunto que tenho atravessado na garganta.

È esta misteriosa popularidade do Lula nas pesquisas de opinião.

O jornal Estado de São Paulo, o Estadão, publica uma enquete muito curiosa e que qualquer um pode entrar e votar, e conferir os resultados.

http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=361

No momento em que entrei e votei na enquete, 80% dos votantes dizia que não aprovava o governo Lula que obteve de acordo com a pesquisa CNT sensus, em dezembro, 80,3% de aprovação.

Exatamente o oposto da enquete do estadão.

A CNT é um órgão inteiramente ligado ao sindicato e fez parte do grupo do Marcos Valério e do mensalão e ao governo e por isto muito suspeito. Foi a CNT que dava para a Martha uma vantagem na corrida pela prefeitura de São Paulo. E deu no que deu.

Eu pessoalmente não acredito que honestamente mais de 40% possa estar aprovando o governo deste ignorante, mentiroso, desonesto, e presunçoso pelego que exerce o cargo de presidente.

November 13, 2008

-Mais obras, mais mentiras?

Filed under: CRISE ECONÔMICA, Crime e vergonha, Justiça, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 9:16 pm

-Mais obras, mais mentiras?

Estão se aproximando dos seis anos de governo do PT. Eu digo governo, porque foi para isto é que ele foi eleito com o voto de 60 milhões de brasileiros. aranha-do-planalto

Para governar.

O que seria governar?passeando-mais

Seria em primeiro lugar, dar continuidade aos programas de governo que ele herdou do governo anterior, e que estariam dando certo e beneficiando os cidadãos do país. Em segundo lugar seria cumprir as promessas de campanha, em que ele frisou e repetiu inúmeras vezes seriam sua prioridade com o a redução da carga tributária segundo ele a mais nociva e perniciosa já imposta ao povo brasileiro. Segundo ele também a primeira coisa que faria quando começasse a governar seria mandar ao congresso uma reforma tributária para reduzir esta perniciosa carga aos brasileiros.

Depois, outras inúmeras vezes na campanha, ele frisou de forma contundente que a reforma da previdência era coisa de vontade política, e que a previdência seria em seu governo uma instituição limpa e eficiente, pois para isto somente seria necessário a vontade política e que dinheiro sobrava na previdência e que era mantida na penúria por motivos espúrios.

Houve outras coisas que prometeu, como reforma política, ETC, mas estas duas foram incansavelmente repetidas.cuidando-dos-bandidos

Em terceiro, o mandatário em um regime presidencialista sério, deveria tentar diminuir os gastos federais para que sobrasse dinheiro para as obras de infra-estrutura do país, obras estas que permitiriam ao país uma curva ascendente de progresso continuado, mesmo depois de sua administração terminada.

E quarto, em uma administração séria deveria haver transparência nos gastos do governo, deveria ser evitado o favoritismo e o nepotismo, e qualquer suspeita deveria ser imediatamente investigada e se o suspeito estivesse ocupando um cargo político de confiança deveria ser temporariamente e imediatamente afastado para que as acusações fossem propriamente apuradas.

E o que foi que o Lula fez?

Nada, e nada.fome-zero-de-fato

O Lula herdou de seu antecessor uma estabilidade monetária nunca vista na história do Brasil. Havia sim uma pequena onda inflacionária, devido às incertezas dos investidores em suas ações futuras sobre a economia. Estas incertezas eram justificadas pelos pensamentos retrógrados de uma facção petista, que insistia em reestatizar tudo o que fora privatizado, recontratar todos demitidos por justa causa com as privatizações e outras coisas como moratória da dívida, fim do superávit primário, etc.

Quando o Lula contratou um técnico do governo anterior para gerir as finanças do país, e manter o sistema financeiro herdado, os medos se amainaram e a tendência inflacionária acabou.

Demagogicamente como de praxe, ele apregoa sabendo ser mentira, que ele herdou uma economia em estado calamitoso e que foi o seu governo que colocou ordem na casa.

Durante o governo anterior, a economia se manteve todo o tempo em cheque devido a crises internacionais e nacionais. A crise da Ásia em 1997, a da Rússia com moratória em 1998, em 2001 houve uma crise nacional do Apagão, que foi causada por motivos técnicos e climáticos e a crise do nosso maior parceiro no continente que foi a crise da Argentina em 2001/02.contornando

Durante o atual seis anos de governo, o crescimento global foi o maior da história moderna, e não houve nenhuma crise econômica que pusesse em cheque o sistema econômico até o momento. A atual crise que tem proporções muito superiores às crises do governo anterior vai colocar e governo Lula em sua primeira prova real de controle econômico.

O gráfico abaixo ilustra um pouco até 2005, a tendência de crescimento do PIB mundial e que continuou até a presente crise econômica. Este crescimento contínuo levou junto o Brasil do Lula.

Durante estes anos de bonança, o governo deveria ter aproveitado e investido pesado em infra-estrutura para poder nos momentos de crise, ter um pouco de paz sobre as necessidades imediatas.

O governo Lula não fez nada disto, apenas acumulou uma reserva econômica, que apesar do bom tamanho, não dará para sustentar o Brasil em uma crise que promete ser demorada para se acalmar. Sem nenhuma infra-estrutura melhorada, o Brasil não vai se desenvolver, e a reserva acumulada não poderá aprimorar a infra-estrutura agora que toda a economia global vai diminuir ou se acomodar.

E a reserva acumulada é do tamanho da dívida externa. O serviço da dívida do Brasil atual consome a metade da arrecadação anual.

E a maior prova da falta de trabalho deste governo, é a ausência total de qualquer obra de infra-estrutura de qualquer porte, que foi iniciada e terminada neste governo. A única exceção foi a inauguração sem realmente ter terminado, da plataforma P51 da Petrobrás com três anos de atraso. O governo vem incessantemente inaugurando canteiros de obras, início de obras, sem ter terminada nada. Inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado como a duplicação da rodovia entre Brasília e Goiânia, e outras pequenas obras. Em energia, comprou várias pequenas e emergenciais usinas termo-elétricas, Perdeu as refinarias da Petrobrás na Bolívia, investiu dinheiro do BNDES (o que é constitucionalmente proibido) no Peru, na Venezuela e em outros países. Não criou ou terminou nem uma hidroelétrica de porte projetada para a rede de estabilidade energética nacional.

Os programas sociais, de ajuda, foram modificados com cunho eleitoral e se transformaram em programas assistencialista perenes e sem data para terminarem. O programa Luz para Todos, foi parcialmente implementado com ajuda de alta corrupção pelas empreiteiras. O programa fome Zero, foi inaugurado em uma cidade pobre da Paraíba, que em recente análise estava pior do que antes do programa. E por aí vai o trabalho de seis anos de total letargia e inutilidade.honestidade

E a política de ética, transparência, e de responsabilidade fiscal apregoada constantemente nas campanhas políticas, foi para o espaço. O filho mais velho do atual casamento, o Flávio Luis, se mostrou um gênio da informática e se tronou o mais novo milionário do Brasil. O Compadre Roberto que lhe emprestou uma casa para morar a fundo perdido, ganhou vários favores do governo como a venda da Varig para a Gol, com misterioso perdão das dívidas fiscais. A comissão e os honorários admitidos foram a princípio 300 mil, depois de outras provas descobertas cresceram para 1,5 milhões, depois de outras provas foram apresentadas continuaram a crescer para 2,7 milhões e até hoje não se confirmou qual foi a repartida final de dinheiro dessa transação.

Então ética e transparência foram esquecidas depois da eleição e neste tocar da carruagem, a soma dos feitos em seis anos de governo foi muito pequena em verdade. Quase nada foi realmente executado pelo executivo.

Gráfico de crescimento do PIB mundial até 2005

grafico

Este artigo recente de Veja on Line, mostra mais uma das faces deste desgoverno do PT.

Veja on line

União

Imposto sobe 7 vezes mais que salário

12 de novembro de 2008

Os impostos líquidos sobre produção e importação subiram 7,7% entre os anos de 2000 e 2006, enquanto que a renda do trabalhador teve uma expansão de apenas 1% no mesmo período, revelam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os números fazem parte do estudo Distribuição Funcional de Renda no Brasil: Situação Recente, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e no Sistema Nacional de Contas, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento aponta ainda que, no período avaliado, o governo gastou no pagamento de juros da dívida pública mais de oito vezes o que destinou ao setor da educação. Ao total, os juros consumiram 1,268 trilhão de reais dos cofres públicos, ao tempo que somente 149,9 bilhões de reais foram reservados à educação, de acordo com o Ipea. No setor da saúde, o montante também foi bem menor do que o usado para o pagamento de juros: 310,9 bilhões de reais, ou quatro vezes menos.

Segundo o IPEA, os gastos da União com saúde, educação e investimento entre 2000 e 2007, somados, equivalem a 43,8% das despesas com juros no período. E na avaliação do próprio órgão, o gasto com juros é “considerado improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, termina fundamentalmente favorecendo a maior apropriação da renda nacional pelos detentores de renda da propriedade”.

Quanto aos rendimentos dos brasileiros, o estudo do IPEA concluiu que os trabalhadores mistos (que têm meios próprios de geração de renda) foram os mais prejudicados entre os anos de 2000 e 2006. De acordo com a pesquisa, eles viram sua remuneração diminuir em 21,1% no período. Já a renda dos proprietários (obtida na forma de lucros, juros, aluguéis e renda da terra), cresceu 2,4%, mais do que o dobro dos salários dos trabalhadores (1%). No total, a renda nacional evoluiu 19,3% no período, segundo o instituto.

September 18, 2008

Peripécias da família real

Peripécias da família real

Na quarta feira dia 18 de setembro de 2008, o Diário Catarinense publicou uma reportagem sobre o novo escândalo rondando o bom(?) nome do Presidente Lula.

Apesar de um pouco mais afastado da família real, mas ainda fazendo muito parte dela, o genro do presidente, Marcelo Sato casado com a filha do Lula que foi renegada primeiro e depois admitida, Lurian Cordeiro, já teve em foco nos noticiários de suspeitas anteriores.

Obviamente nada foi comprovado porque nada foi apurado.

As primeiras denuncias pairaram sobre a Lurian que junto com a senadora Ideli Salvati (PT SC) formaram uma ONG denominada “Rede 13”. Esta ONG tinha como função principal a divulgação do programa chefe do primeiro governo(?) Lula, o “Fome Zero”.

Pelo que se tem notícia, o governo repassou uma verba inicial de 7,2 milhões para esta ONG, e a iniciativa privada contribuiu com mais uns 20 milhões. Nada desta verba foi devidamente contabilizada. O programa “Fome Zero” morreu de fome. Em meio do escândalo dos aloprados ou pouco antes, o churrasqueiro e quebra galhos do presidente o Chuveiro, digo Lorenzetti foi despachado em uma missão especial de enterrar a ONG “Rede 13” de forma definitiva e sem deixar rastros.

Dizem, obviamente sem comprovação definitiva, que o dinheiro desta ONG foi depositado em uma conta em Miami e ainda está por lá. Dizem também que parte deste dinheiro foi usada no escândalo dos aloprados. Este dinheiro dos aloprados se encontra ainda sem dono comprovado, e retido na Polícia Federal. (1,7 milhões de reais) Até que é pouco na monstruosa conjuntura de falcatruas que se empilharam durante esta governo(?).

A segunda notícia que eu fiquei sabendo, sobre a família da Lurian Cordeiro, foram os gastos com os cartões corporativos dos seguranças designados para sua proteção, onde incluíram materiais de construção e de academias etc.

A terceira notícia do envolvimento desta parte da família Lula, foi o arquivamento do suspeitíssimo caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, onde sete das principais testemunhas pereceram em circunstâncias estranhas e extraordinárias. Este caso foi arquivado como um crime comum pela delegada Elisabete Sato. Ela é tia do marido da Lurian, o Marcelo Sato. Se tiverem curiosidade e tempo para lerem um pouco mais sobre o caso desta ação da delegada, podem ler aqui: http://www.reporterdiario.com.br/blogs/capitalsocial/?p=29

A matéria sobre o novo envolvimento da família Lula, em um novo escândalo pode ser lida parcialmente aqui, ou no site do “Diário Catarinense”:

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104126&blog=24&coldir=1&topo=4023.dw

Tramita em sigilo nos porões da Polícia Federal de Itajaí um inquérito que pode complicar um deputado federal do PT e nada menos que um parente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flagrados em grampos da Operação Influenza, o deputado Décio Lima (PT-SC) e Marcelo Sato, genro do presidente Lula, foram levados a dar explicações à imprensa nesta segunda-feira sobre conversas mantidas com o empresário Francisco Ramos, proprietário da Agrenco do Brasil S.A e um dos 24 presos por fraudes no Porto de Itajaí em 20 de junho. Sobre Ramos recaem suspeitas de patrocinar vantagens — computadores, hospedagens em hotéis e jatos fretados — em troca da interferência da dupla junto a órgãos federais. A ação seria comprovada por trechos como o que Ramos justifica a aquisição de dois note books: “Um pro Décio (Lima) e um pro (Marcelo) Sato”. Questionado sobre a frase, o próprio empresário esclarece.

- O cara (não especifica se está falando de Sato ou de Lima) me põe na frente do presidente, do ministro… Ele vem com essa indireta. Sou obrigado a comprar.

As explicações do deputado Décio Lima você confere aqui.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104238&blog=24&coldir=1&topo=3951.dwt

Além de agrados tecnológicos, Lima ainda teria voado em jatos fretados por Ramos, como comprovariam fotos registradas por agentes federais no momento em que o parlamentar embarcava na aeronave.

Além disso, o inquérito reproduz uma troca de e-mails entre as secretárias da Agrenco e do gabinete de Lima informando horários de vôos e locais de embarque e desembarque do deputado, em avião fretado, de Navegantes a Brasília. A Agrenco diz como serão os detalhes vôo, com a observação: “Avião fica esperando sr. Décio Lima terminar compromisso”.

Já com o genro de Lula, a conversa é a hospedagem em um hotel. Em 17 de abril de 2008, às 11h18min, Sato pergunta em gravação telefônica a Ramos se pode deixar “um hotel reservado para nós”. Documento da PF aponta que foram reservadas duas vagas em um hotel para o genro de Lula, mas não especifica em que cidade é a hospedagem.

A investigação da PF sustenta que o marido de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, e o parlamentar petista teriam facilitado o acesso do empresário a órgãos do governo federal entre 10 de dezembro de 2007 e 6 de janeiro deste ano. Além de Lima, o relatório cita Jefferson Reichel, assessor do deputado. Parte das interceptações revela que Ramos, ao fazer contato com Lima, Sato e Reichel, tinha interesse de agilizar processos que envolviam a Agrenco no governo federal. Ramos era o principal acionista da empresa, que almejava produzir biodiesel em Caarapó (MS). Para tanto, segundo o relatório da PF, Ramos contou com a ajuda do trio em contatos com o Ibama, Agência Nacional do Petróleo e Receita Federal.

De acordo com o relatório da polícia, Lima recebeu pedido da Agrenco para que a resolução 41 de 2004 da ANP fosse adaptada a fim de autorizar a produção de biodiesel pela empresa. Depois do contato, a Agrenco teria conseguido a licença para operação da indústria. A PF cita ainda o fato de que a Agrenco doou R$ 170 mil para a campanha do petista nas eleições de 2006. A exportadora de grãos é suspeita de, entre outras irregularidades, simular negócios com produtores de soja, comprando carregamentos que não existiam.

Contrariado pelo vazamento das informações, o delegado da PF em Itajaí, Roberto Mário da Cunha Cordeiro, abriu inquérito para apurar o responsável pela divulgação de trechos com mais de 100 telefonemas e e-mails interceptados com autorização da Justiça. Cordeiro se recusa a dar detalhes da investigação que vai até 4 de outubro.

— A única coisa que posso dizer é que os dois (Sato e Lima) não são suspeitos e não estão sob investigação — resguarda-se Cordeiro.

Construída na Procuradoria Especializada no Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina, a investigação que embasou a Operação Influenza, de fato, não investiga Lima. Por ter foro privilegiado, o parlamentar só poderia ser inquirido após autorização do Supremo Tribunal Federal. Leia trechos da conversas registradas no inquérito da PF e a defesa de Sato aqui.

http://www.clicrbs.com.br/pdf/5084656.pdf

Mais detalhes sobre o caso nas próximas horas.

È muito evidente de que a nova Polícia Federal, que começou ser renovada no governo FHC, está fazendo o seu trabalho investigativo, prendendo muitos suspeitos nesta administração Lula. É também evidente que parte destas prisões se deve ao fato de que nunca se transigiu tanto e de tantas formas como nesta administração Lula. E continua evidente também que a Família Real (Lula), e sua corte mais chegada, protagoniza total ou parcialmente grande parte destes inquéritos que convenientemente nunca passam de sua primeira fase.

Mas o Titanic está fazendo água e com tantos vazamentos, pode até ser considerado insubmergível, mas vai afundar, pelo bem da democracia e pelo bem do Brasil.

Encontrei esta reportagem abaixo no Blog do Reinaldo de Azevedo.

Ela cobre parte do mistério da cobertura de teflon que se instalou sobre a figura Lula.

LULA E O FATOR PAULO LACERDA

Prestem bastante atenção ao que vai a seguir. A prisão de Romero Menezes, o nº 2 da Polícia Federal — não entro, agora, no mérito sobre culpa ou inocência — foi praticamente imposta a Luiz Fernando Corrêa, o atual diretor-geral. É na polícia, e não em outro lugar qualquer, que se atribui ao grupo de Paulo Lacerda, o diretor afastado da Abin (consta que definitivamente), a seqüência de eventos que resultou em tal desfecho. Menezes é aliado de Corrêa, que nunca chegou a ter o comando efetivo da corporação. A prisão de seu imediato o fragiliza ainda mais.

Lacerda já deixou claro que não pretende sair pela porta dos fundos — da Abin ou do governo. E ele tem, se querem saber, algumas medalhas no peito, com muitos serviços prestados ao petismo e, por que não dizer?, ao próprio Lula. Vamos lá:

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão do mensalão? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na investigação do dossiê dos aloprados? Zero! Nenhum!

Quem era o diretor da Polícia Federal nesses três casos? Lacerda. Em compensação, ele tornou operativa a Polícia Federal de propaganda, aquela apta a cassar e caçar alguns ricos, o que permitiu a Lula anunciar o fim da impunidade dos poderosos. Como todos formos informados, Lula nunca soube de nada, não é mesmo? E Lacerda conferiu verossimilhança policial a essa versão.

A tendência, podem apostar, é a acomodação. O rearranjo terá de ser grande, profundo e subir alguns degraus na hierarquia. Qualquer que seja a direção da PF, uma coisa é certa: Tarso Genro não terá o comando dela. E, pois, Lula sentirá, cedo ou tarde, a necessidade de demiti-lo — ao menos da Justiça — se quiser que o órgão deixe de ser fonte de instabilidade. Mais: Lacerda quer o seu quinhão, nem que seja para exibir aos colegas.

O que isso quer dizer? Se não pode ter seu cargo de volta na PF ou na Abin, quer aliados seus em postos de chefia. Está com a vaidade ferida. E é um homem que sabe demais para permanecer como um canhão solto no convés. E acho que Lula acabará cedendo.

Vivemos o ponto extremo da balcanização dos órgãos de segurança do estado. E o motivo é um só. Nas democracias, polícias e órgãos de Inteligência exercem funções técnicas. Só as tiranias tornam a polícia um braço da política. O petismo resolveu inovar, tendo uma polícia politizada num regime democrático. O resultado é o que se vê.

Lula vai ter de ouvir a pauta de reivindicações de Lacerda. E sabe que vai. Mais do que isso: sabe por quê. E, suspeito, sabe que acabará cedendo.

July 18, 2008

Situaçao atual II.

Filed under: economia, governo — rlaf44 @ 11:00 pm

Situaçao atual II.

Em meu ultimo artigo, falei sobre a preocupante situação da economia brasileira. Agora tem mais sobre o mesmo assunto.

Neste cenário de marasmo internacional de crescimento, bolha na economia americana, preço escalante do petróleo, e conseqüentemente elevação nos insumos agrícolas que são derivados do petróleo. Com esta elevação, os alimentos que são o fruto resultante dos insumos agrícolas, estão em franca escalada trazendo aos consumidores brasileiros uma preocupação constante de como adaptar o orçamento doméstico à esta nova realidade.

Diariamente nos órgãos noticiosos existem reportagens a respeito das maquininhas de marcar e remarcar os preços, a respeito também dos hábitos de fazer compras, hábitos de se evitar o supérfluo, ETC.

Não bastasse isto, o brasileiro da classe média, que paga 90% de todos os impostos arrecadados, está aprendendo a investir um pouco do que sobra nas bolsas de valores, introduzindo com isto uma nova dimensão à economia nacional que são os investimentos de capital. Neste mundo capitalista globalizado, esta prática é muito sadia para a economia. Depois da estabilização monetária desfrutada nos últimos dez anos, os brasileiros começaram a se aventurar nos investimentos de capital. Com esta inflação presente, todos os investimentos perderam para a inflação, ou melhor, houve perda de dinheiro investido. O investidor brasileiro que acreditou no sistema anunciado pelo governo perdeu dinheiro quando investiu na economia. Isto é muito preocupante.

E o governo aparentemente está dizendo que não tem preocupação com esta inflação, que segundo também o governo, está sob controle, e é apenas fruto de safra diferencial e que liberou mais dinheiro para financiar a nova safra que deverá ser maior 15% do que a anterior, e que este aumento vai reduzir o preço dos alimentos. Os alimentos básicos da mesa do brasileiro, carne, feijão e arroz, estão em média pelo Brasil 30% mais caros, e o pão, que é feito com trigo, quase todo importado da Argentina, está também 50% mais caro em média. Agora, a Argentina está em crise séria, e a elevação da safra brasileira de grãos, vai se basear em soja para exportação, onde está bem valorizada. O Arroz, onde uma grande parte que era produzida no norte, onde existe conflitos territoriais, vai continuar escasso e com preços altos, a carne, vai precisar de pelo menos dois anos para se introduzir novas matrizes no mercado pois as existentes foram abatidas para equilibrar o mercado decrescente alguns anos antes. O feijão, este pode se ajustar com uma boa safra, mas este cereal apenas não irá afetar a regularização dos preços em geral.

Em um ambiente como este, o governo, ou melhor, os integrantes do governo que podem ter um pouco de bom senso econômico devem saber que existe no Brasil, uma situação com potencial explosivo para uma inflação elevada e constante nos anos porvir e que esta situação, se houver muita competência no gerenciamento da crise inflacionária, pode ser de uma duração de no mínimo dois anos.

E hoje em minha viagem habitual pelos blogs, encontrei no site da Adriana Vandoni, (http://www.prosaepolitica.com.br) um interessante relato em forma de parábola sobre um típico brasileiro introduzido ao consumismo.

Este elemento pode ser o pavio de uma explosão inflacionária no futuro próximo.

A história do João

Por Raphael Curvo

Advogado pela PUC-RJ e pós graduado pela Universidade Cândido Mendes-RJ

João, técnico aposentado, recebe R$ 1.300,00 mensais. Algumas estripulias, como cerveja com os amigos e cinema com a patroa nos finais de semana, dá para realizar sem apertar o orçamento. Afinal, os aumentos nos preços dos alimentos estão sob controle e os ganhos da aposentadoria garantem a geladeira da casa. Estou satisfeito e sobra para uns abusos de fim de ano, diz João.

Vendo um programa de TV, João se depara com anúncio, aos gritos, de que agora todos podem ter o seu carro. Como, eu ter um carro? O anúncio da revendedora lhe dispara o coração. Percebe que com menos de 30% da sua aposentadoria poderá financiar o sonho quase impossível. Ter um carro? “Miráculo”!!! E mais entusiasmado fica ao descobrir que não será necessária a entrada para a concretização do sonho de consumo. Quase desmaia quando o anunciante grita “e ainda tem troco de três mil reais”.

Sem pestanejar, em segundos estava lá. Concretizou a compra de um reluzente automóvel em 84 prestações mensais de 400 reais. Lógico, teve um gasto extra com o seguro, impostos e taxinhas, insignificantes ante as chaves do carro na mão. Mal saiu da revendedora, passou em uma loja de som e investiu os três mil recebidos como troco. Como o carro é flex, se subir o álcool enche o tanque com gasolina e vice – versa; tá resolvida a questão de combustível.

Outro programa na TV, outra surpresa ao perceber que também pode ter uma televisão de plasma de 32’ na pequena sala da casa. Apenas pouco mais de 10% do que ganha e a patroa ficará feliz em ver melhor as novelas do dia-a-dia. E João vai aos poucos se sentindo poderoso, com certo ar de vencedor. Já tem carro e TV de plasma. Daí, para a compra de um novo conjunto de sofá mais sofisticado para a sala foi um passo. É, a sala ficou apertada e carro precisa de uma garagem coberta. Decidiu: vamos às obras. É só fazer um empréstimo consignado com juros tão pequenos que não serão sentidos nas prestações. Com essa inflação controlada, dá para levar e alçar vôos baixos.

Passados alguns meses, o direito de ter carro e consumir, defendido pelo presidente e assumido pelo João, começou a sofrer turbulências das quais pensava nunca iria passar. Luz, água, telefone, remédios, combustível, alimentação e outros tantos produtos começaram a sair do controle financeiro doméstico com pequenos aumentos, mas constantes. João começou a perceber que o provento estava se tornando pequeno. Um aumento na aposentadoria se tornou uma necessidade. Enfim, o governo pode promover isso, está arrecadando como nunca. Por que não dar aumento? É uma questão de tempo, pensa. Até lá fará um novo empréstimo consignado para suprir os buracos no orçamento e diminuir os atrasos das prestações.

João hoje faz parte do cálculo feito pela Associação Comercial de São Paulo sobre a evolução da inadimplência que constata ser o dobro da oficial de 7,3%, excluído o crédito consignado. Esta situação de desconto em folha retira do tomador do empréstimo a possibilidade de atrasos, mas, por outro lado, implica em dificuldade de atendimento de outras necessidades prioritárias que podem ser urgentes, tais como problemas de saúde.

A irresponsável política de expansão de crédito está começando a apresentar a fatura. João e muitos outros vão entrar em desespero com agravante da redução do feijão com arroz na sua mesa. Não fossem estimulados ao consumo selvagem da superficialidade, suas vidas poderiam estar com melhor qualidade naquilo que é essencial.

É preciso constatar que não é somente no bojo dos aposentados que tal situação está em evolução. Os assalariados começam a perceber, logo após a compra, que o carro também exige manutenção e esta não está incluída na prestação mensal. Terão os mesmos sintomas e sofrerão os mesmos efeitos dos aposentados. E mais, descobrirão que sem estudo e preparação qualificada não terão espaços para crescer salarialmente. Este fato coloca mais de 90% da população brasileira ativa em situação de conflito e insegurança pessoal. Mudança, só com educação responsável e de qualidade. Caso contrário, sempre terá “a história do João”.

Depois deste conto do João, um detalhe que encontrei também hoje na coluna do Claudio Humberto:

A culpa da falta de escolas é dos políticos que compram votos

Desembargador Estácio Gama , presidente do TRE-AL, sobre os políticos de ficha suja

O Brasil gastava no governo do FHC, 3% do PIB com a educação, sendo que destes míseros 3%, 70% era investido em educação superior. Uma vergonhosa realidade.

No atual governo, são gastos 2,5% do PIB (o PIB cresceu) com a educação. Destes mízeros 2,5%, 80% são investidos em educação superior. Outra vergonhosa realidade.

Em países em desenvolvimento, como a Índia e Coréia do Sul, Chile e Argentina, os gastos com a educação são em média 18% do PIB correspondente a cada país. O melhor desempenho entre estes países é o da Coréia que vem investindo consistentemente pelos últimos 25 anos, 25% do seu PIB em educação básica, sendo que no ensino universitário, os investimentos são no financiamento dos cursos, mas todo ensino superior é cobrado dos alunos. No Brasil, onde ensino superior grátis dá dividendo político, e o ensino básico não dá, este ensino está sendo deixado no ostracismo.

Agora, sem nenhuma estrutura básica, o que poderemos esperar dos alunos universitários?

Apenas a mediocridade crescente que aparece nos testes de avaliação e nas pérolas dos vestibulares em todo o país.

April 30, 2008

Pesquisa de opinião.

Filed under: economia, governo, Ética — rlaf44 @ 8:04 am

Pesquisa de opinião.

Eu nunca fiz parte de nenhuma pesquisa de opinião. Indo um pouco mais longe, eu não conheço ninguém de minhas relações, incluindo parentes e amigos, e amigos dos parentes e amigos que tenham participado de alguma pesquisa de mercado. E veja que eu tenho uma família de média para grande. Somos seis pessoas, todas vivas e desfrutando de relativa saúde, todos casados com filhos e netos, e com muitos conhecidos e amigos.

Outro dia em uma reunião celebrando um aniversário, estavam reunidas pelo menos umas cinqüenta pessoas. Fiz uma ligeira pesquisa e nenhum deles havia participado de pesquisa ou conheciam alguém que tivesse participado.

E para terminar uma comparação, eu pessoalmente conheço duas pessoas que ganharam na megacena. E não é ninguém relacionado com o João Alves (anão do orçamento).

Sendo totalmente ignorante do conteúdo do questionário de pesquisa da “CNT Census”, que pertence ao ex-sócio do Marcus Valério, e vendo o resultado das recentes pesquisas sobre a aprovação do Lula e a vontade de um terceiro mandato, eu chego à seguinte conclusão:

· A pesquisa foi feita bem longe do meu circulo de relações.

· O questionário deve ter sido formulado na seguinte seqüência:

a. O que sabe você sobre o governo do presidente Lula

Resposta: Nada

b. Então conheça os fatos:

A saúde no Brasil está de primeiro mundo!

A educação também está entre as melhores e teremos este ano, mais quarenta mil vagas nas universidades.

Estamos totalmente independentes de petróleo e em pouco tempo seremos exportadores.

Pagamos a dívida externa, e ainda sobrou quaro bilhões de dólares.

Temos quarenta milhões de pessoas sendo atendida no programa de distribuição de renda.

Temos o governo mais ético e responsável da história deste país. Haja vista a quantidade de prisões sendo feita pela Polícia Federal, que é sintonizada com o governo.

Este governo do Lula com suas viagens diplomáticas por todo o mundo tornou o Brasil reconhecido e quase conseguimos a vaga de nação permanente no conselho da ONU.

A energia do Brasil está em franca ascensão e teremos a garantia de energia até 2014.

Temos a gasolina da mais barata do mundo e apesar da alta do petróleo não houve nenhum aumento de preços.

Somos autoridades na produção de álcool, e este governo foi o responsável pela tecnologia.

As nossas estradas estão entre as melhores do mundo.

Os portos brasileiros são reconhecidamente os melhores do mundo.

O sistema de aviação mais seguro e reconhecidamente melhor do mundo é o brasileiro através de seu ministro da defesa e da ANAC.

O Brasil é um exemplo de democracia.

Formamos a Força de Segurança Nacional, e com isto garantimos a total segurança dos cidadãos brasileiros.

Construímos três prisões federais que são modelos de segurança, e estamos licitando mais seis.

Tem mais, mas muito mais, mas estes bastam para se ter uma idéia da qualidade do governo do presidente Lula da Silva.

c. Agora conhecedor dos fatos, você aprova o governo do Presidente Lula?

d. Se houvesse uma possibilidade de se modificar a constituição, para o presidente Lula continuar a governar o Brasil você aprovaria?

Com um questionário destes, a aprovação que deveria ser de 100% foi de 58% e na pergunta D sobre a continuidade do mandato foi de 52%, quando deveria ser de 100% também.

Eu penso que quando a esmola é demasiada até o pobre desconfia.

Você acha que se os brasileiros tivessem um vislumbre da realidade a pesquisa teria o mesmo resultado?

a. Saúde foi abandonada por este governo, com um gasto inferior a 5% do PIB, os resultados são uma pequena amostra de como se comporta o governo na maior e mais mortífera epidemia de Dengue que se tem notícia.

b. Educação foi abandonada pelo governo com um investimento de 2,5% do PIB, sendo que deste parco percentual, 80% é investido com universidades (isto dá voto). Abandono total do ensino básico e que a evasão escolar está em maré crescente, e a qualidade deste ensino está entre as piores do mundo dentre os países emergentes.

c. Nunca se importou tanto petróleo como agora, e com o preço nas alturas, esta importação está causando um tremendo buraco no superávit exportador brasileiro, e quanto às descobertas anunciadas, estas não são recentes e são apenas expectativas e para que o Brasil possa começar a desfrutar destas descobertas serão pelo menos dez anos de exploração.

d. Dívida Externa, devido á compra desesperada de dólares no mercado pelo Banco Central, para tentar evitar uma desvalorização do Dólar, prejudicando com isto a balança superavitária do mercado brasileiro, o Brasil acumulou uma reserva internacional maior do que a dívida externa e se quiser liquidar esta dívida pode ainda sobrar uns quatro bilhões de dólares. Mas não foi de graça esta façanha, e os dólares adquiridos, foram muito caros e acarretou a maior dívida interna da história deste país. Esta dívida paga um juros de 14% ao ano de média e a dívida externa paga apenas 3% de média ao ano. O que o Brasil fez, foi se como uma pessoa pagasse o seu carro com o cartão de crédito parcelado e quitasse a dívida no banco. E sabe qual é o montante da dívida? Sabe quanto se paga de juros aos bancos nacionais?

Leia esta reportagem da Radiobrás:

(Brasília – A dívida interna do país cresceu R$ 25,27 bilhões no mês de fevereiro, chegando à marca histórica de R$ 1,01 trilhão. Os títulos da dívida, emitidos pelo Tesouro Nacional, aumentaram 2,6% no mês passado, se comparados com janeiro. O anúncio foi feito hoje (15) por Paulo Valle, coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro.

Valle considerou normal o resultado, já que Plano Anual de Financiamento (PAF) estima endividamento de até R$ 1,2 trilhão no final deste ano. O aumento, segundo ele, é resultado da emissão de títulos, que superou os resgates em R$ 14,82 bilhões e dos gastos de R$ 10,45 bilhões.

A maior parte da dívida pública brasileira é corrigida pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) – a taxa básica de juros da economia brasileira. Cerca de 47,20% da dívida está atrelada à Selic. Quase 28% dos títulos tem com correção prefixada – já que têm sua correção definida previamente e não são corrigidas por nenhum índice. Outros 20,46% são corrigidos por índices de preços e apenas 2,39% são remunerados pelo câmbio. “)


http://www.radiobras.gov.br/abrn/brasilagora/materia.phtml?materia=258 896

Você pode calcular agora porque o lucro absurdo dos bancos brasileiros que enquanto toda a economia do país cresce 4% ao ano, o lucro dos principais bancos saltou 110% em 2007.

E pelo andar da carruagem vai ser maior este ano.

E com 47% de toda a arrecadação sendo dirigida ao serviço da dívida não sobra muito para os problemas do país.

e. Os programas assistenciais, que o governo está chamando de uma distribuição mais justa de renda, dos quais o carro chefe é o “Bolsa Família”, nada mais é do que uma assistência sem contra partida nem fiscalização do programa iniciado no governo FHC denominado “Bolsa Escola”, que no entanto tinha uma fiscalização severa e uma contra partida, que incentivava o participante a se empenhar em melhorar a sua situação. O “Bolsa Família” pelo contrário, torna os participantes totalmente dependentes no programa e a distribuição de renda alegada pelo governo Lula nada mais é do que uma esmola perene sem chance de se programar uma agenda para o beneficiado a deixar o programa para uma vida melhor fora do programa. São realmente mais de 40 milhões de participantes e isto representa mais de 30% do eleitorado brasileiro tornando este programa uma máquina de fazer votos.

f. A ética neste governo foi totalmente e cinicamente enterrada. No primeiro governo, todos os principais colaboradores do Lula foram indiciados pelo Procurador Federal como a maior quadrilha formada para lesar o erário. As prisões e apreensões feitas pela Polícia Federal se devem ao fato de nunca na história deste país tanta gente roubou ou usou o cargo para tirar vantagens pecuniárias. E a atuação da PF quando a investigação que podem prejudicar o governo, nada acontece como no caso dos aloprados onde o dinheiro continua retido na PF sem chance de se descobrir a origem.

g. As viagens do Lula em sua maioria são apenas passeio. Os países visitados e beneficiados pelas viagens do Lula votaram contra a permanência do Brasil no conselho da ONU. A imagem do Brasil, com seu presidente falastrão e ignorante perante o mundo são motivos de deboche por parte da comunidade internacional. Lula foi flagrado dormindo em uma conferência na ONU, e os marqueteiros editaram uma filmagem colocando para Lula os aplausos dirigidos ao Coffe Anan, então o presidente da ONU.

h. O gerenciamento da energia brasileira está muito aquém para um país em desenvolvimento. Este ano, com a seca prolongada, faltou muito pouco para um apagão geral. O desvio de gás pela Petrobrás para o abastecimento das termoelétricas emergenciais foi o que impediu um apagão. Com este desvio, faltou combustível para abastecer a frota brasileira de veículos movidos a GLP. Esta energia emergencial além de poluir, tem um custo 100% maior para o governo, que subsidia para se evitar a inflação.

i. A gasolina brasileira está entre as mais caras do mundo devido à extorsiva carga tributária embutida nela. São aproximadamente 60% do preço total. Com o aumento do preço do petróleo que atualmente custa ao Brasil 8 bilhões de dólares ao mês, o governo subsidiou o preço da gasolina em detrimento ao lucro da Petrobrás, que também é do Brasil. Pelo menos no controle ineficiente da estatal. Se fosse uma empresa privada visando lucro, o preço estaria nas bombas. Para pagar o subsídio, faltou dinheiro para outros programas. Mas já se fala em aumento do produto e não deve tardar. Se o governo fosse um bom governo, poderia abrir mão de parte da tributação embutida para amenizar a alta no final do produto. Mas não irá fazer isto, pelo contrário como a tributação faz uma parte percentual do preço final. O governo Lula com um aumento no preço da gasolina vai ganhar mais dinheiro com a tributação. Tirando principalmente da CLASSE MÉDIA.

j. A tecnologia do programa do álcool foi um legado da ditadura militar, que iniciou o Proálcool.

k. As estradas brasileiras são as mais perigosas e mortais do planeta, por falta de fiscalização, segurança, sinalização e capeamento asfáltico. Em 2006, ano eleitoral o governo Lula promoveu um programa emergencial de tapa buracos, em plena estação chuvosa que devido ao caráter emergencial dispensava licitação. Foi tanta a roubalheira que até hoje as contas não foram aprovadas pelo TCU.

l. Os portos brasileiros foram totalmente abandonados nos cinco anos de governo do Lula. São os mais ineficientes e caros dos países emergentes, e a combinação de péssimas estradas e péssimos e caros portos tiram do Brasil uma vantagem comercial. Devida à nossa alta tecnologia em agricultura, o preço da mão de obra e o clima favorável, temos um preço no plantio de soja, de setenta e cinco dólares mais barato por tonelada do produto comparado aos Estados Unidos. Isto no mercado internacional seria uma vantagem imbatível. No entanto esta vantagem se perde e se transforma em uma diferença de 25 dólares favorável aos Estados Unidos, depois do embarque nos portos de Santos e Paranaguá.

m. A aviação civil brasileira está entre as piores do mundo. Vários aeroportos foram realmente modernizados, apenas nos saguões e estacionamentos que são visíveis ao eleitorado, mas os equipamentos de segurança foram esquecidos e durante este governo os dois piores acidentes aéreos da história deste país foram ocasionados pelas péssimas condições de segurança dos aeroportos, pistas, equipamentos de navegação e segurança de vôo.

n. A democracia no Brasil é muito tênue e este governo tentou de tudo para piorar esta democracia. No primeiro governo foi feito uma tentativa de comprar o legislativo através de propinas. Um legislativo totalmente comprado e votando com o governo é o fim da democracia. Depois foi tentado o amordaçamento da imprensa com a criação de um controle dos jornalistas e repórteres através de uma agencia controladora da profissão. Não conseguiram, mas não está descartada. Foi tentado também um plebiscito para desarmar totalmente o cidadão honesto, que também não vingou. Entre todas tentativas neste governo do Lula, a democracia foi realmente desvirtuada. Outros meios antidemocráticos são os decretos ilegais como o que criou a TV pública, as incessantes medidas provisórias que não têm nada de emergencial e são usadas para impedir votações não favoráveis ao governo. Tudo isto torna este o governo menos democrático da história deste país. (fora o período da ditadura militar)

o. A Força Nacional de Segurança, foi criada como uma medida emergencial, não tem função declarada ou específica e não tem quartel nem residência. Com toda esta desorganização, esta força tem realmente servido e tem sido útil no controle do crime. Mérito dos componentes da força e não do governo.

p. As prisões federais de segurança máxima são apenas duas concluídas e na prisão de MS, Campo Grande, está o Fernandinho Beira Mar que lá de dentro continua a monitorar o crime através de telefone celular.

Depois dos esclarecimentos sobre a real situação do Brasil, o que você poderia esperar de uma pesquisa de opinião real e meritória de crédito?

Confira mais este bom artigo do Laurence.

Por Laurence Bittencourt Leite

Lula está nas alturas e os lulistas idem. Lula faz pose ainda que o disfarce seja evidente. Disse a frase chavão e a meu ver peculiar: “ninguém consegue fazer tudo em oito anos”.

O que isso significa? E daria para fazer em quanto em tempo, cara pálida? Lula disfarça a euforia, mas claro, seu Ibope subiu ainda mais, e o mais surpreendente (confesso a vocês que não para mim) foi ler que mais da metade da população ouvida na pesquisa, admite ser favorável (ops!) a um terceiro mandato para Lula. Que país! A miséria imensa, a falta de futuro, a falta de capitalismo, a falta de perspectiva leva a isso. Mas o mérito é de Lula ou a culpa é das elites (humm, que elite!!??) que passaram antes dele pelo governo e não colocaram esse país nos rumos do capitalismo? No Brasil a hipocrisia é tamanha, que é possível vermos pessoas agindo de forma capitalista, mas negando o capitalismo.

De qualquer forma, afirmo sem medo: Lula é um populista e o populismo é a morada principal na América Latina. Permanentemente. E daí? Podem perguntar alguns. È o velho mote para encerrar o debate. Outros dirão que isso é desculpa e coisa de derrotado. Risos. Mas por que desculpa, se é uma verdade? De qualquer forma como em futebol, o que importa é “bola na rede”, ou seja, o que importa é o resultado final. Ok.

Mas há questões de fundo, e é preciso enfrentá-las, ainda que o resultado não invalide de nenhuma maneira, de dizermos que Lula é um populista e paternalista. O nosso eterno “pai dos pobres”. Como isso é repetitivo. É o anti-capitalismo, o anti-Marx, sim senhor e o anti-mundo moderno. Mas Lula entende de marxismo? Nem ele, nem os lulistas. Marx jamais apoiaria Lula. No “Manifesto do Partido Comunista”, Marx deixou claro: a maior revolução até aquele momento (em que ele escreveu o livrinho) era a revolução capitalista, que (sic) acabou com todos os laços paternais e feudais. Marx cientificamente defendia isso e diria com todas as letras, que Lula deveria liberar os meios de produção capitalista. Mas Lula nada entende disso, e faz violentamente populismo e paternalismo, fazendo transferência de impostos para os miseráveis. E ai cabe a questão: imagine uma legião de miseráveis que sequer recebiam (devido a vários fatores) cem reais ao mês, e agora com os Bolsas da vida, que sequer foi um programa criado pelo PT, conseguem receber (algumas famílias chegam a isso) mais de mil reais ao mês. Quem pode ser contra isso, no sentido humano? As nossas elites estão pagando um preço alto, se bem que todas elas vivam confortavelmente. Mas a questão humana por trás do Bolsa família, Lembra muito aquilo que Bernard Shaw disse de Marx, ao ler “O Capital” a primeira vez, que em sua fúria contra o capitalismo “Marx nos ganhava moralmente”. A questão é: mas o que rendeu o comunismo? Nada. Faliu. Caiu de podre. É fato. Na China, na União Soviética, ou em Cuba. Aqui no Brasil nem somos capitalistas nem socialistas, somos aquilo que Marx identificou como o atraso supremo, um misto de nacionalismo, populismo e paternalismo. É isso que Lula faz com sua transferência de impostos. E tome ibope.

É essa transferência de impostos (que alguns chamam de “renda”) para os bolsa família que coloca Lula nas alturas. Imagine alguém que nunca recebeu nada, passar receber mais de mil reais, e melhor, ou pior, sei lá, não recair sobre ele ou família nenhuma a exigência produtiva. Nenhuma. Eu estando no lugar dessa gente, jamais deixaria de votar no Lula. É fácil explicar.

Lula conseguiu (sem esforço algum, repito, já que nem o programa partiu da cabeça do PT) tirar dinheiro dos impostos para as famílias miseráveis. Mesmo que as estradas (a infra-estrutura para ser mais exato) não funcionem, que os postos de saúde continuem sendo uns matadouros, que a educação básica seja um desastre e que o PAC seja uma farsa. Só para se ter uma idéia, o investimento do PAC (a parte do governo) para os próximos quatro anos, consegue ser menor que o que foi aplicado, imagine, nos primeiros quatros anos desse mesmo governo. Vocês entendem? O resto é conversa fiada e populismo, garantido por um sujeito competente que é o Henrique Meireles.

A máquina pública cresceu nos quatro primeiro anos de governo Lula a uma media de 6% ao ano. O consumo (por conta da transferência de impostos, ainda que não seja crescimento sustentável) cresceu algo em torno de 5% e agora no segundo mandato já chega próximo de 8 a 9%. Por isso Lula diz que “pobre está comendo”. Já o PIB, o crescimento da produção, nos primeiros quatro anos, cresceu em média de 2,5%, e agora a previsão é para algo em tornou de 4,5%, o que mostra a nossa realidade nua e crua. Lula é um ferrenho populista e paternalista. Está em casa na América Latina. É o seu palco.

April 5, 2008

O clamor da inconfidência!!!!

Filed under: IMPOSTO ÚNICO, economia, governo, legislação, política — rlaf44 @ 10:32 am

O clamor da inconfidência!!!!


No início do Século XVIII, era conhecido que as colônias dos impérios europeus eram muito ricas. A extração e mineração de ouro e prata despertou a cobiça dos mandatários dos reinados europeus e vários meios de controle para poder taxar as riquezas garimpadas foram implantados. Havia como hoje o peleguismo habitual e os representantes dos reis e monarcas da época sempre se davam bem afanado um pouco para si do que era recolhido. Quando era pouco, não fazia falta porque sem fazer nada a corte recebia enormes riquezas que não dava na cara o desvio. Mas a ganância era tal que o surrupiado ia sempre aumentando, e começava a fazer falta. Aí o soberano era aconselhado a aumentar os impostos para cobrir o que estava faltando. (Soa familiar? Pois é).

Houve a guerra dos emboabas, entre os paulistas e os portugueses justamente para se libertarem dos pagamentos de impostos, que cresciam todos os dias.

E mais conhecida, foi a inconfidência mineira.

O rei português D. João V, foi aconselhado a regularizar uma forma de recolher consistentemente os impostos sobre o ouro garimpado no Brasil.

Minas era a província onde se garimpava mais ouro.

Foram criadas então as casa de intendência onde era obrigatória a pesagem e a fundição do ouro garimpado. Depois de pesado de fundido em barras, o intendente assinava um certificado de propriedade para o dono do ouro e ficava com 20% do garimpado em nome do Rei. Como de costume, o intendente roubava um pouco para ele, e o transportador roubava mais um pouco, o capitão do navio mais um pouco, e assim por diante e a parte do Rei já chegava defasada.

Com as reclamações por parte da corte português, os governantes começaram a se preocupar com suas posições de mordomia e bolaram um meio de estabilizar a coleta de impostos tivesse ou não sido garimpado o ouro.

A mudança criada pelo Marquês de Pombal, a mudança seria a seguinte: o quinto seria uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colônia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro. Cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais no tempo do Brasil Colônia foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira. Correspondia a uma pesada taxa cobrada da população e que, durante o governo do secretário de Estado (espécie de primeiro-ministro) Sebastião José de Carvalho e Melo (ou Marquês de Pombal), foi fixada em 100 arrobas anuais (1 arroba = 32 arráteis = ~ 15 quilos), ou seja, 1500kg aproximadamente. Como -não raramente- o quinto não era pago integralmente e os valores não pagos eram acumulativos, era preciso intensificar a cobrança, confiscando-se bens e objetos d’ouro. Essa prática de cobranças de valores atrasados era chamada de derrama.

A derrama começou a ser realizada em 1751. A partir de então, foi acionada algumas poucas vezes. Depois de se realizar um censo em que se indicavam os bens e rendas dos moradores, funcionários do governo português, violentamente recolhiam uma proporção das rendas pessoais.

Resumidamente, a derrama foi uma espécie de cobrança forçada dos impostos atrasados.

Então mais ou menos em 1788, chegou para governar a província de minas o Barão De Barbacena, com o encargo de organizar e estabilizar o recolhimento dos impostos que por causa dos desvios estavam minguando.

Depois o imposto do quinto foi substituído por outro chamado capitação. Consistia em o senhor pagar todos os anos ao Rei 230$ por cabeça de escravo que minerasse por sua conta; os escravos sujeitos a esse imposto chamavam-se capitados. Mais tarde foi esse imposto substituído por outro — o de uma contribuição anual marcada pelo Rei (25 arrobas de ouro). Anos depois voltou de novo o imposto da capitação. Finalmente de 1751 até a Independência do Brasil (1822), voltou a vigorar de novo, como era no princípio, o imposto do quinto. De sorte que o imposto do ouro, na época colonial de nosso Estado, percorreu a seguinte escala: quinto — capitação — contribuição anual — capitação — quinto.

Os impostos atrasados pela lei do Rei poderiam ser cobrados com o confisco de bens e se denominou Derrama.

Mais ou menos o que se chama hoje de “Divida Ativa da União”

A Inconfidência Mineira e outras revoltas ocorreram pela relutância de pagar impostos abusivos.

Seria um pouco complicado, porém possível se calcular a taxa total dos impostos que por demasiados resultaram em revolta da população.

Na realidade, a atual taxa tributária brasileira é extorsiva.

Calculado em função do PIB e dos impostos diretos, a taxa brasileira está encostada em 40% do PIB.

Em 2005 houve uma nova maneira de se calcular o PIB, levando-se em conta o valor do trabalho exercido por pessoas não remuneradas, como donas de casa e outros. Desta forma o PIB cresceu artificialmente 2% a partir daí. Com este novo calculo a taxa em percentual do PIB decresceu proporcionalmente também os 2%. Pela maneira antiga de se medir o PIB, a nossa taxa tributária direta está em 42% do PIB.

Portem, existe uma medida em que o Brasil é o campeão mundial disparado. È a taxa tributária chamada taxa plena, e que é o potencial total de arrecadação pelos governos Federal, Estadual e Municipal, sem nenhuma sonegação.

A Taxa plena brasileira está a 79,8% dos PIB.

Bem perto dos 80% de toda a riqueza produzida pelo país.

Um funcionário público bem remunerado, que paga sem descontos os seus 27,5% de IR, e paga também todos os outros impostos embutidos nos custos de tudo que compra para sobreviver, vestir, locomover, enfim viver decentemente está pagando 80% para o governo.

É mole?

Os países escandinavos, Suécia, Noruega, Dinamarca e outros, cobram muitos impostos, e como praticamente não têm sonegação, a taxa real cobrada e a taxa ampla, se vão igualando.

Na Suécia se cobra total de impostos 58% do PIB.

O cidadão sueco, por este preço, tem boas e decentes escolas.

Bom atendimento médico e boa segurança para ir e vir sem medo de ser assaltado e roubado.

Os 42% que o Sueco conservou para ele depois dos impostos são para ele comer e sobra para fazer o que bem entender

Com os 20% que sobra ao cidadão brasileiro, ele tem que pagar as escolas de seus filhos, o plano de saúde particular, contratar alarmes e seguranças para sua casa, repara o carro que caiu em buracos nas péssimas vias de acesso e aí tem que, comer, vestir, e viver um pouco.

Uma reforma tributária tem que ser urgente, mas parece que a sanha arrecadatória do governo é de tal modo cega que a reforma mandada ao congresso pelo executivo, depois de analisada por vários economistas, chegou-se à conclusão de que a burocracia poderia diminuir mas, a arrecadação iria aumentar se fosse aprovada.

Tem que haver no Brasil uma forma moderna e menos burocrática de se coletar impostos. Uma forma justa em que todos possam contribuir proporcionalmente com sua carga tributária e que não pese em uns mais do que em outros. Uma forma justa em que não seja preciso se calcular a sonegação.

Existe um projeto a ser pensado com carinho.

É o projeto do economista Marcos Cintra da FGV.

http://www.marcoscintra.org/novo/

Este projeto já foi examinado e aprovado por comissão especial em 2001, e está engavetado esperando ser colocado em pauta para votação.

Ou por mudar drasticamente o Brasil para melhor está engavetado esperando o ostracismo.

Se for aprovado este projeto acabará de vez com a burocracia, e também com as boquinhas sedentas do dinheiro público que estão lá dentro dos três poderes, principalmente no legislativo.

Ora que esperança!!!! A raposa votar em que as galinhas sejam protegidas (ooops atualmente não se pode falar de galinhas).

Aparentemente este projeto terá de ser aprovado por um plebiscito e temos que fazer campanha.

Teremos que chamar o povo para outra inconfidência

O que não podemos deixar acontecer, é isto:

March 30, 2008

Tenha piedade.

Filed under: ARTIGOS, administração, economia, educação, governo, tributação, Ética — rlaf44 @ 2:04 pm

Tenha piedade.

Mas com muito cuidado!!!

Dê uma esmola a um pobre sem trabalho, e se ele o conhecer e souber o seu nome e vai sem dúvida falar bem de você.

É a natureza humana. Se por acaso o contemplado pela generosidade falar mal de você, pode acontecer, mas não é a regra.

Agora pergunto eu no caso do Rio de Janeiro:

-Quantas são as pessoas que estão sendo contempladas pela Bolsa Família o maior e mais custoso programa assistencialista do atual governo?

Eu realmente não sei, mas pela atenção dada pela mídia ao estado e à cidade do Rio de Janeiro, deduzo que sejam várias famílias atendidas por este programa que distribui em média R$ 170,00 por cada família inscrita no tal programa.

Se antes estavam desempregados e agora podem contar com esta renda esmola e que pode melhorar um pouco a miséria em que viviam antes, tanto melhor. Que falem bem do autor da esmola, que fiquem contentes com o seu presidente.

O Rio de Janeiro está vivendo uma das piores epidemias de Dengue de que se tem notícia, e este é o resultado de vários vetores independentes que se combinaram para chegarem ao resultado atual.

Vamos a alguns deles:xo-dengue.jpg

1. Para fazer frente ao derretimento do Dólar Americano, que dificultava as exportações brasileiras, o governo comprava dólares em quantidades cada vez maiores. Os dólares eram comprados internamente com títulos da dívida publica interna e se paga em média 14% ao ano por estes empréstimos para comprar dólares. As compras de dólares resultaram em uma reserva maior do que a dívida externa que por esta razão pode ser quitada e ainda sobra dinheiro.

2. De todo o dinheiro arrecadado com as maiores tarifas do mundo, forma-se um tremendo bolo tarifário que se aproximou em 2007 a 950 bilhões de reais dos quais aproximadamente 40% foram gastos em pagamento dos juros da dívida interna, 25% com a previdência social, 0.44% com a segurança pública 2,25% com a educação e 4,8% com a saúde.

3. Sem nenhuma ou quase nenhuma educação, noção de higiene, e comportamento social adequado, uma família dependente na Bolsa Família, compra com o novo poder aquisitivo refrigerantes embalados em garrafas PET, e as deixam descartadas em qualquer lugar nas proximidades de sua residência. Vem a chuva, vem os mosquitos e vem a dengue.

4. A família é vítima de uma infecção de dengue e vai para o hospital, onde sem verba não tem tratamento adequado e o membro da família vem a óbito.

5. Será que valeu a pena este dinheirinho miserável que o governo anda espalhando por aí com finalidade eleitoreira?

6. Os países como o México Argentina, Chile, gastam com estes três orçamentos obrigatórios Saúde, Educação e Segurança, aproximadamente 40% do PIB correspondente a cada país o Brasil gasta 9%. E o Brasil da atualidade arrecada muito mais do que estes países visinhos. A arrecadação brasileira em números totais está a 39% do PIB, mas o potencial pleno, que é a arrecadação sem nenhuma sonegação está a 80% do PIB. Isto quer dizer que uma pessoa que pague todos os seus impostos deixa nas mãos do governo 80% do que recebe, e com a pífia contrapartida de que deste confisco apenas 9% será usado em seu benefício e os demais para as mordomias do governo e os programas nocivos e eleitoreiros

Eta Brasil

O artigo abaixo do cientista político Francisco Marcos foi retirado do blog Prosa e Política

- http://pep-home.blogspot.com/ -

e postado por Adriana Vandoni.

Muito real e muito bom:

Por Francisco Marcos, cientista político

O texto abaixo e aspado é de Élio Gaspari e sobre o qual alinho considerações que julgo pertinentes à conjuntura que vivemos no surrealismo brasileiro.

“O governo decidiu segurar o preço da energia que vende aos grandes consumidores. Não faz isso só porque gosta deles mas também porque o megawatt-hora comprado a R$ 80 ajuda a baixar a inflação.

Essa filantropia transfere dinheiro do andar de baixo para o de cima. A patuléia, consumidora de energia nos relógios, paga de R$ 100 até R$ 800 pelo mesmo megawatt. Depois de pagar pela construção das hidrelétricas que produzem energia barata, a choldra se vê obrigada a financiar as térmicas do megawatt caro.”

O portento que há seis anos é inquilino do Palácio da Alvorada vive a apregoar que é o pai dos pobres, mormente defronte à uma platéia nordestina. Lembremos que o saudoso Getúlio Vargas era considerado como tal. Existe uma enorme distância entre as duas figuras. Gegê possuía visão de estadista, se comportava como tal, dotado de uma sagacidade política muito mais acurada do que o gnomo de boteco, fez-se chefe de uma revolução e venceu. A história se divide entre antes e pós Getúlio. A urbanização no Brasil teve início com ele, Volta Redonda e sua usina, a Petrobrás hoje tão cafetinada pelos “cultores da ética na política.” Fundou dois partidos: PSD voltado para os fazendeiros e elite política, e o PTB visando neutralizar o préstimo e monitorar o movimento trabalhista, bem como incomodar os industriais paulistas. Criou a CLT, mas para o campo criou o que?

O eterno candidato teflon distribui migalhas aos pobres e fartos banquetes aos que ele chama de elite, esquecendo que jamais teve pejo de aceitar doações contabilizadas ou não desta mesma elite. Dentro da minha ignorância e desimportância resolvi conceder-lo o título de “Mãe Amantíssima” das elites,destacando Andrade, Jereissati, Dantas, Setubal. Moreira Salles, magnatas espanhóis dos mais diversos segmentos econômicos e outros menos votados. Os conspiradores é que destilam ódio propagando inverdades: Dengue, Febre Amarela, Alta Arrecadação Tributária, Estradas mal cuidadas, Portos obsoletos, Ferrovias abandonadas, Falência do ensino público. Domínio do crime organizado, Corrupção endêmica, Mau caratismo, Mentira travestida de verdade.

“Talvez a maior lição da história seja a de que ninguém aprendeu as lições da história.”

February 25, 2008

Respondendo ao Valdir II.

Filed under: economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 1:35 pm

Respondendo ao Valdir II.

O meu colaborador Valdir respondeu imediatamente ao meu post.

Seu comentário está no post :

http://rleite.wordpress.com/2008/02/25/respondendo-ao-valdir/#comments

Sinto muito dizer que o Valdir não está entrosando em uma discussão no mesmo tom dos meus posts.

Eu não estou defendendo nenhum governo que possa estar dilapidando o meu imposto com gastos particulares, roubos e outras coisas que deveriam estar fazendo e não estão.

Se estiver errado e for pego tem que pagar e temos de fazer o possível para estancar este rombo que é sustentado pela classe média à qual pertenço e estou encontrando cada vez mais dificuldade em sobreviver.

Suas respostas Valdir fazem parecer que eu defendo a Rede Globo ou a Editora Abril. Longe disto, eu defendo uma imprensa livre, mais livre do que a rede Manchete que tem a maioria dos anúncios do Governo e que investiu milhões no falido investimento do Lulinha com o canal privativo que somente dá prejuízo.

Mais livre do que a aparelhada Radiobrás ou a nova TV estatal do Lula, que distorce as notícias como aprenderam com o Chavez ou o Fidel.

Se a imprensa errou e prejudicou alguém tem que pagar.

Agora dizer e defender a tese do PT que o mensalão não existiu, e que é obra da mídia perversa, bem isto é demais.

E você em que ramo trabalha? Deve ser funcionário público com o sem cartão corporativo, mas deve estar melhor de vida. Mas o Brasil não está não, Estamos por um tris de um apagão. As estradas estão pela morte, e nunca se morreu tanto como está acontecendo atualmente, a educação básica está parada praticamente, os portos brasileiros estão 20 anos atrasados em comparação com os portos do primeiro mundo, e temos a mais alta tarifa para embarques do mundo dificultando as nossas exportações.

Sabe por que temos reservas?

Porque não houve investimentos em infra-estrutura, e o governo comprou dólares para segurar a queda do dólar, e com isto desviou o dinheiro dos investimentos, para as reservas.

Sabe por que a dívida externa está pequena, porque este governo pagou uma dívida externa com um juro de 2% ao ano com uma dívida interna com um juro de 14% ao ano.

E é por esta razão que enquanto o Brasil cresceu 4% este ano, os bancos cresceram 110%, pois estão emprestando dinheiro a 14% ao governo e captando capital no Japão a ½% ao ano.

E a divisão do PIB brasileiro, para 2007, no gráfico abaixo foi retirado do site da comissão de orçamento.grafico.jpg

Esperava que a sua resposta fosse mais coerente com os comentários que fiz sobre o seu primeiro comentário.

Esperava que lesse os meus posts com os endereços que lhe enviei, e em vez você está insistindo em dizer que eu consigo as minhas informações na mídia da oposição.

Não existe isto, mídia da oposição ou da situação. Existe sim é interesses particulares em investimentos do governo como os da Rede Manchete e os interesses políticos como a TV pública que está tramitando no congresso.

Eu tenho um post antigo que se intitula “VEJA ERRA FEIO”.

Pode procurar que está lá no blog. Errou. Eu falo.

E você está insistindo em comparar as reservas do FHC com as reservas do Lula. Pois fique sabendo que é a mesma coisa que está apenas amadurecendo e que foi plantada no governo FHC e que está dando frutos agora. O Meireles veio de lá para garantir sucesso. Poderia estar até bem melhor se o ministro da fazenda fosse o Pedro Malan, ou o Gustavo Franco, que foram um dos idealizadores da política econômica que está sendo mantida pelo governo do Lula.

Você não vai querer me convencer que foi o Palocci que descobriu e fez esta política econômica, ou vai?

Você não vai quere me convencer que esta política atual foi desenvolvida totalmente pelo governo Lula, ou vai?

Dê um só nome de um economista do governo Lula que possa ser responsável pela atual política econômica. Somente um.

Eu posso citar alguns que foram contratados pelo Collor e mantidos pelo Itamar Franco, conservados pelo FHC e que foram realmente os idealizadores da atual política de metas que o governo Lula adota.

Andrea Callabi – Gustavo Franco – Pedro Malan –

Foi o plano Real, com o controle da inflação que permitiu o pequeno crescimento do Brasil, e as melhoras salariais que estão havendo no momento.

O imposto mais pernicioso contra a economia dos pobres é a inflação que acabou no governo FHC.

No final eu insisto em dizer que o Ministro do SEALOPRA, o Mangabeira Unger, tem toda a razão quando disse que o governo Lula é o pior e mais corrupto da história do Brasil.

Leia o seu artigo em:

http://rleite.wordpress.com/2007/04/19/mangabeira-unger/

Ele agora é amiguinho do Lula e anda sempre ao seu lado.

E não foi invenção de nenhuma mídia da oposição, pois ele mesmo admitiu de público ter escrito e se arrepende.

Porque se arrependeria?

Agora, os piores acidentes aéreos da história deste país não é invenção da mídia da oposição.

Eu passei dias preso dentro de aeroporto, realmente preso, e não foi nenhuma mídia que me prendeu lá dentro.

A vaia que o Lula recebeu nos jogos Pan Americanos foi anunciada pelo governo e pela mídia petista como sendo obra do Cezar Maia. Se ele realmente tivesse este poder, poderia ser o rei do Brasil, pois a vaia não foi concentrada em um pequeno espaço, ela foi geral e está também no You Tube se quiser procurar.

Aparte a economia herdada do FHC, este é o pior, mais corrupto e mais mentiroso governo que se tem história neste país.

Até que se prove o contrário.

Um abraço e agradeço a contribuição.


Respondendo ao Valdir.

Filed under: Respostas on line, comentários, economia, Ética — rlaf44 @ 9:50 am

Respondendo ao Valdir.premiado.jpg

Recebo constantemente comentários no blog, e em geral, eu agradeço pessoalmente por Email aos visitantes que se deram ao trabalho de comentar nos artigos que escrevo.

Os comentários, eu deixo todos no blog, contra ou a favor, pois o interessante é mesmo a democracia existente na internet, a diferença e opinião, e a divulgação de divergências que podem gerar melhores comentários em futuros artigos.

No entanto, recebi um comentário de um colaborador, que por estar visivelmente enganado e fora do contexto atual merece ser respondido no blog e é o que vou fazer com este comentário que vou publicar na íntegra.

Se gerar mais comentários a respeito, eu publico tudo também.

O Comentário do Valdir:lula-no-paraiso.jpg

É triste ver pessoas que se fazem campanha contra o governo se valendo apenas de informações de revistas tipo Veja e emissoras de TV como a Globo.

Deveria ver sites com noticias reais que mostra a realidade do politicos ou até ler reportagens pequenas que a Folha e o Globo escrevem sem muito destaque.

O Lula ta fzendo pelo Brasil o que me 40 anos OUTROS não fizeram. O Brasil ta se tornando 1º mundo gracas ao LULA em apenas 4/5 anos. Ta um pouco longe ainda de se tornar 1º mundo, mas ja dá pra prever até com data quan do nos tornaremos, sem ser vidente. Pra saber o que a Globo faz com as noticias, assim como a Veja acesse esse link abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=x02cBnIUa5g&feature=related

Entrevista que arrassou o FHC -1a Parte

http://www.youtube.com/watch?v=o0t2i5mv1cs

Entrevista que arrassou o FHC -2a Parte

http://www.youtube.com/watch?v=30O47FolIbI&feature=related

Essas são verdades inquestionaveis. vc hoje esta melhor, ganhando mais graças ao LULA e sua EQUIPE que tentaram mas nao provaram nada ainda. Aliás estao até pedindo desculpas pelo que fizeram a alguns ex do governo.

Se assistir aos videos ai acima vai mudar de opiniao. Ou entao é muito tapado que so ve o que a midia fala e nao procura saber se as noticias estao corretas ou editadas.

Comentário por Valdir | 24 Fev 2008 |

Caro Waldir,o-grande-poco.jpg

O artigo que você leu e comentou:

http://rleite.wordpress.com/2007/10/14/verdades-e-realidades/

está até leve comparado com os outros que publiquei sobre este governo corrupto, Mentiroso e vagabundo que não fez absolutamente nada para melhorar o Brasil. A única coisa que pode ser mencionado como positiva do governo Lula foi a manutenção do sistema de metas que ele herdou do governo FHC e contratou o Meireles que veio do governo FHC para dirigir as finanças.mapa-da-mina.jpg

Se você tiver tempo ou quiser pesquisar no blog, tenho documentos e mais documentos que não foram retirados da mídia, nem do Fantástico nem da Veja, mas do Ministério Público, do Portal da Transparência, e outros meios de informação. Foi o Procurador Geral, contratado pelo Lula que disse que os quarenta indiciados no esquema mensalão foi a maior quadrilha formada para roubar o país. Foi o Mangabeira Hunger, ministro do Lula que disse que o governo Lula, é o mais indolente e mais corrupto da história deste país.

Quanto aos vídeos que você sugeriu que eu visse, eu assisti tudo.

O do Cid Moreira me lembrou um comentário do Max Gehringer na CBN (Claro que é da Globo):max-gheringer.jpg

Uma ouvinte perguntou a ele se valeria a pena, depois de despedida de uma empresa, denunciar certas práticas fora da ética ocorrendo na empresa e que ela sabia. A Resposta do Max foi a seguinte:

“Quando você sabe de algo incorreto e fora das normas dentro de uma empresa, vai ao seu superior e denuncia, sua denuncia tem força e pode se ouvida, mas se você esteve lá o tempo todo vendo o que acontecia e depois de ser despedida resolveu denunciar, sua denuncia não tem mais força e vai te colocar como uma pessoa amarga e ressentida depois de despedida do emprego provavelmente por justa causa. Se não falou antes agora é melhor ficar calada.

E finalmente, se você viu o clip, e o Cid resolveu voltar a trabalhar na empresa que ele denunciou e que provavelmente não mudou nada por causa de suas denuncias, ele não tem credibilidade nem vergonha na cara.pinguco.jpg

SE este é o exemplo que você tem para abonar o governo Lula, você está mal.

Mas vamos aos do FHC:

Se você realmente viu o clip, você observou que o entrevistador não deixou o FHC responder quase nada, e que na maioria do tempo respondeu por ele.

Mas não foi tão mal assim, pois eu pensei que o FHC falasse melhor inglês.

Eu garanto que falo melhor do que ele. Ele gaguejou muito, mas no que conseguiu responder, ficou claro que o Lula apenas deixou acontecer o que foi iniciado no governo do Itamar/FHC, e o título arrasou, induz a pensar em algum tipo de escândalo, mas como o FHC diz na entrevista, no seu governo não houve escândalos como o do governo do Lula e o Geraldo Brindeiro, foi o engavetador de processos porque a maioria deles era de origem exclusivamente política, motivados pela oposição ao seu governo e completamente inconseqüentes. E mais ele disse, ele pode ter engavetado, mas eles ficaram lá. Porque então o governo do PT que iniciou a maioria deles não desengavetou e processou? Eu gostei da entrevista, e se for baseado nela que eu deveria ver os méritos do governo do PT, então ficou pior porque agora eu tenho uma resposta sobre o engavetador de processos.

Você ainda me chamou de tapado por não ver a verdade baseada nos três clips enviados.

Ao que aparenta você não viu ou não entendeu o que viu, pois eles não abonam em nada o governo imbecil, tapado, presunçoso, idiota, corrupto, festeiro, inconseqüente, incompetente, do cachaceiro Lula.lula-depois-da-pinga.jpg

procurando-o-bar-da-boa.jpg

Eu sugiro alguma pesquisa no blog:

http://rleite.wordpress.com/2008/01/12/a-compra-de-votos/

http://rleite.wordpress.com/2008/01/09/promessas-e-mentiras/

http://rleite.wordpress.com/2008/02/05/723/

http://rleite.wordpress.com/2007/12/18/um-bom-governo/

Waldir, estes são apenas alguns dos artigos que contêm dados sobre o governo do Lula.

Não sei se você conhece alguma coisa do primeiro mundo, para ficar falando disto.

Se você estiver na Inglaterra, Canadá, Alemanha, França, Espanha, e escorregar na calçada e quebrar a perna, você será atendido em um hospital público imediatamente, e o atendimento, é igual ou melhor do que um hospital privado. Quase como aqui.

Se você tiver um filho na idade escolar nos Estados Unidos, o ônibus escolar, aqueles amarelos que o Lula gosta tanto, vai apanhar o seu filho em casa às 7 da manhã e vai trazê-lo de volta às quatro da tarde, com duas boas refeições, esporte dever tudo pronto. Quase como aqui.

SE você tiver a sua casa roubada por ladrões, em qualquer país de primeiro mundo, as chances de recuperar os seus pertences será quase de 100%, o seguro vai repor tudo que você perdeu e os bandidos serão presos e vão cumprir pena na cadeia. Quase como aqui.

SE você viajar em um carro pelas rodovias dos países do primeiro mundo, sem pagar pedágios o seu carro provavelmente não vai quebrar por passar em buracos, furar pneus, ser assaltado, e atingido por bala perdida. Quase como aqui.

E nestes países se paga menos impostos do que no Brasil

Acorda Waldir olhe à sua volta, durante o governo Lula, os países emergentes como o Brasil, cresceram em média 6%, (Brasil 3,4%) sendo que os outros países da America Latina cresceram mais do que o Brasil. Com exceção do Haiti, todos cresceram mais do que o Brasil. O mundo deu uma grande chance para o Brasil e o Brasil com o Lula perdeu esta chance.

Se você realmente quer mostrar os clips do youtube como uma demonstração da verdade, então veja este e diga que este governo está cumprindo o seu dever com o povo que o elegeu:

http://rleite.wordpress.com/2008/01/24/717/

Este post tem um vídeo das promessas do Lula.

E este outro, que chama os políticos de predadores, todos eles incluindo o principal que é o Lula pé de cana,

lula-bebendo-pinga.jpg

descreve todos os impostos que pagamos para que a monarquia se esbanje em mordomias:

http://rleite.wordpress.com/2008/02/21/predadores/

São 75 impostos que se forem calculados direitinhos tiram da classe média 80% do que ganham para gastar como quiserem.

Tenha um bom dia e não generalize, pois eu posso tirar alguma coisa da mídia, mas vou conferir tudo nos sites do governo.

Tenha um bom dia e obrigado pelo comentário e pela visita.

lembrancinha.jpgtransantartica.jpg

January 7, 2008

Reforma ou morte.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, REFORMAS, administração, economia, política, Ética — rlaf44 @ 12:36 pm

Reforma ou morte.

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Há vários anos se comenta e se fala em uma reforma política no Brasil.

A constituinte de 1998 foi um documento permeado de emoções, feito às pressas e com sede de vingança.

As pessoas responsáveis por este documento tentaram fazer por decreto um remédio para as injustiças sociais, que deveriam ser sanadas por um crescimento sustentável da economia.

Criaram por tentar fazer justiça uma previdência para quem nunca contribuiu, abrindo com isto um rombo no sistema que naturalmente se fragiliza automaticamente à medida que a população envelhece e a contribuição diminui.

Deveriam ter feito, era uma maneira para que os contribuintes rurais fossem mantidos com um pouco de contribuição das pessoas que os empregaram e nunca recolheram nada para a previdência. Mas o loby dos produtores impediu que se fizesse a coisa justa e certa e agora estamos neste barco junto com todos eles os produtores. Às vezes, querem tratar um assunto como se existissem dois Brasis, um para eles e outro para os outros. Mas isto é um terrível engano e as injustiças cometidas para favorecerem alguns acabam finalmente recaindo sobre as costas de todos incluindo os que já se beneficiaram.olho-no-dinheiro.jpg

Os constituintes criaram as compensações pelas injustiças cometidas pelos militares e as perseguições políticas.

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Isto deveria ter sido feito de outra forma com bons empregos e com empregos remunerados para a família dos injustiçados, mas da forma com foi feito causou mais distorções e injustiças do que as causadas pelos exílios e as perseguições. O Lula, por exemplo, e seu irmão frei Chico que não é nem frei e nem Chico ficaram presos porque infringiram uma lei, que poderia ser exagerada, mas era a lei, e para ser mudada deveria ser votada e não desrespeitada, e compensaram estes dois com uma pensão vitalícia de R$ 3.700,00 por nossa conta. O Lula ficou preso por 30 dias, com privilégios de sair quando queria ou pedia como foi liberado para o enterro de sua mãe.super-51.jpglula-de-ferias.jpg

Frei Chico foi menos ainda, ficou detido por baderneiro por um período de 20 dias, e recebe uma pensão vitalícia.

O jornalista Carlos Heitor Cony, perdeu o emprego de jornalista quando a ditadura acabou com o jornal em que trabalhava. Como compensação pela possibilidade de ter sido um tremendo jornalista, com carreira brilhante e não pode ter seguido seu destino por culpa do então governo, foi compensado com uma indenização milionária e uma pensão não menos milionária.

Ele realmente tem valor profissional, mas estas compensações não são condizentes com os parâmetros do país e apesar de talentoso, eu realmente duvido que se tivesse seguido a carreira jornalística no pequeno jornal que foi encerrado, teria em sua poupança a metade das compensações pagas à ele pela viúva.

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Estes erros da constituinte são vícios que necessitam ser sanados o quanto antes, e estes vícios causam uma distorção social tremenda e os antigos perseguidos políticos hoje fazem parte da classe privilegiada do Brasil.

E nós pagamos as contas.

Este post começou com a idéia de uma reforma política.

Então vamos a ela sem mais delongas.

· Reforma política no executivo:

v O voto deverá ser voluntário sempre.

v Não poderiam votar pessoas que recebessem ou fizessem parte de programas assistencialistas do governo.

v O mandato presidencial deverá ser de oito anos consecutivos.

v De dois em dois anos deveria haver um plebiscito em dezembro para avaliação do desempenho presidencial.

v O governo não poderia fazer campanha para este plebiscito. E a oposição não poderia fazer campanha contra o mandato. Nada mais seria decidido neste plebiscito.

v Poderia fazer sim propaganda dos feitos de seu mandato, mas se fosse pego com mentiras e números exagerados, seria imediatamente desclassificado para continuar a governar.

v O governo teria que dar prioridades às promessas de campanha, e se estas se mostrassem impossível de se concretizar, (demagogia durante a campanha) ele perderia o mandato nos primeiros dois anos.

v No caso de desclassificação, seria marcada uma nova eleição para outubro e o país neste período seria governado por uma junta formada pelo legislativo, que teria de levar adiante o governo que foi interrompido. (menos nos casos de ações claramente em detrimento do país). Para interromper estas ações a junta teria auxilio do supremo, que julgaria pertinente ou não uma mudança do rumo estabelecido.

v Será identificado na lei da reforma política as atitudes éticas e econômicas para a desclassificação do mandato do presidente, como viagens supérfluas, nepotismo, contas secretas, despesas exageradas, destruição de patrimônio público, ETC.

v Todo e qualquer cidadão que se candidatar e for eleito para cargos públicos, assim como o primeiro e segundo escalão do governo deverão abrir mão de seus sigilos bancários telefônicos, e fiscais, durante o período do mandato e até um ano após deixar o cargo.

· Reforma política no legislativo:

v Se o mandato é do partido como reza a constituição e foi recentemente aprovado pelo supremo, o presidente do partido deveria ser o único que apareceria nos programas de propaganda do partido. O candidato ou candidatos pelo cargo ficariam à disposição do partido para ocuparem o cargo assim que os partidos ganhassem as eleições. Poderia haver eleições internas para as preferências aos cargos a serem ocupados.

v O partido teria que fornecer um curso de administração política e publica para os candidatos, com reciclagem periódica, e um número mínimo de horas atendidas. Este curso deverá ser comprovado com provas finais tipo exame da OAB, e somente poderiam ser candidatos os que obtivessem uma nota mínima nestes cursos. Os exames finais seriam preparados por organização autônoma. Os futuros candidatos desta forma passariam a ser políticos profissionais e não aventureiros como acontece atualmente com grande parte da representatividade política.

v Os suplentes seriam automaticamente os segundos colocados nas eleições internas.

v Os representantes dos estados serão em número condizente com a população do estado. Maiores populações mais representantes dentro do congresso.

v No caso do Senado, um representante por estado e mais um por 10 milhões de habitantes deste estado. No caso atual seria assim:

Ø São Paulo teria um mais quatro – Total cinco representantes

Ø Minas teria um mais dois Total três representantes

Ø Rio de Janeiro, Bahia, Rio grande do Sul e Paraná teriam um mais um – Total dois representantes.

Ø Os demais estados teriam apenas um representante no senado federal, e este seria o de melhor desempenho nas eleições internas do partido e o suplente deste senador seria o segundo lugar nas eleições internas.

Ø O senado federal seria então ocupado por 37 senadores, e seria mais representativo do que na atualidade

v Na câmara federal ficariam assim, dez representantes em cada dez milhões de habitantes em cada estado. Menos de dez milhões, 10 representantes.

Ø São Paulo teria cinqüenta deputados,

Ø Minas Gerais teria trinta deputados

Ø Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, vinte deputados e os demais estados com dez deputados cada um. A câmara federal seria então constituída por 370 deputados com uma representatividade mais distribuída e justa.

Na parte jurídica, os representantes eleitos deveriam ser contemplados com um fórum político, onde este parlamentar que fosse acusado pelo MP de algum desvio de conduta, perderia durante o julgamento o recebimento de seu salário, e seria este julgado por um júri popular em 30 dias.

A razão do júri popular seria a de que ele foi eleito pelo povo e deveria ser julgado pelo povo.

Teria pleno direito de defesa, mas seria um julgamento rápido sem as delongas legais que acontecem atualmente. Se fosse absolvido das acusações, receberia de volta os seus salários suspensos e não poderia mais ser julgado por este mesmo crime. Se houver novas acusações, do mesmo desvio, será um novo julgamento.

Se a acusação for de desvio de verba pública ou recebimento de propina, as contas bancárias do acusado ficarão inacessíveis até o resultado do julgamento. Se for julgado culpado, seu patrimônio pessoal será seqüestrado para cobrir os danos ao erário.

cadeia-de-politico.jpg

Na parte eleitoral, os dados do cidadão que irá requisitar o título de eleitor deverão constar o nº da declaração do IR, para ficar comprovado que não está recebendo ajuda assistencialista do governo. Se mentir para conseguir votar assim mesmo, ficará sujeito às penas legais.

Esta questão é muito importante, pois a ajuda assistencial passa assim a não constatar compra de voto.

No atual sistema os 47 milhões de pessoas contempladas pelo programa Bolsa Família, constituem uma força eleitoral tremenda e que causam uma distorção enorme na representatividade popular.

Não sei se as minhas idéias sobre a reforma terão uma aceitação pelos atuais políticos, mas eu penso que o Brasil ficaria mais respeitado no mundo inteiro e que subiríamos no índice de país menos corrupto.

As reformas políticas seguidas de uma reforma fiscal, como a idéia do Imposto Único (http://www.marcoscintra.org/novo/) poderiam colocar o Brasil na vanguarda dos países sérios e com crescimento garantido.

December 24, 2007

As verdades!…..

Filed under: ARTIGOS, economia, política, Ética — rlaf44 @ 10:55 am

As verdades!…..

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Outro dia, um comentarista do blog, meu homônimo, (agradeço o comentário e a visita e o comentário está publicado) comentou que a oposição é muito cara de pau, por querer pautar o Brasil com a agenda derrotada em 2006.

Eu não me considero oposição política, sou sim oposição desta corja que o MP reconheceu como a maior quadrilha já posta em prática para roubar o erário.

A oposição não perdeu em 2006 com uma agenda derrotada, perdeu simplesmente por não saber fazer a campanha política necessária, por pensar que os problemas que envolviam o governo Lula iriam derrotá-lo por si só, e perdeu por excesso de selo em fazer uma campanha limpa e politicamente correta.

Perdeu por não insistir que o Lula explicasse a súbita fortuna de seu filho Luiz Flávio. Perdeu por não insistir que o Lula explicasse a reforma de seu apartamento com os cartões corporativos. Perdeu por deixar que os beneficiados pelos programas como a “Bolsa Esmola” pudessem votar.

Pelas ultimas contas, os beneficiados pela “Bolsa Família” são mais de 40 milhões, e estes quarenta milhões, como não poderia deixar de ser votaram no Lula.

Outro dia um prefeito perdeu o mandato por usar uma publicação oficial para fazer campanha política. Se estes quarenta milhões de beneficiados, que são realmente votos comprados, fossem impedidos de votar, o Lula iria ter somente 18 milhões de votos e perderia.

O TSE viu tudo isto de olhos fechados, e fez vista grossa quando a campanha do
Lula insinuou que se o opositor fosse eleito, o programa da esmola iria acabar.

A oposição viu tudo isto, e não fez nada e mereceu perder.

A agenda da oposição é a mesma do atual governo, pois o governo do Lula não tem agenda própria e segue na mesma política do governo anterior só que um pouco pior. E isto não quer dizer que a agenda do governo anterior está correta.

Está realmente parcialmente correta, mas também tem erros incríveis e distorções fantásticas que deveriam ter sido corrigidas se este atual governo tivesse competência para tal.

Os índices favoráveis da atual política estão assim porque o mundo permitiu e está crescendo como um todo. Poderia ter sido mais bem aproveitada se existisse um mínimo de boa vontade e competência por parte do governo.

Com a preocupação do governo em re-estatizar o país, aparelhar a máquina, e ao mesmo tempo se locupletar, esqueceu de governar.

E não foi falta de conhecimento, pois pessoas capazes e conhecedoras do problema não faltaram para não apenas criticar, mas oferecer as soluções cabíveis que colocariam o Brasil em um patamar superior frente ao mundo.

Leiam abaixo o artigo do economista Rodrigo Vieira de Ávila, permeado de pesquisas e verdades, que se fosse levado em conta poderia ter havido uma melhora considerável no Brasil.

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PAC: Programa de Atendimento aos Credores

Rodrigo Vieira de Ávila (*)

Dia 22 de janeiro de 2007, o Governo Federal anunciou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que consiste na suposta realização de investimentos de R$ 503 bilhões até 2010. Tais investimentos estariam dividos em três grandes áreas: “Logística” (transportes), “Energia” e “Infra Estrutura Social e Urbana” (habitação e saneamento). Com este Programa, o governo busca obter taxas de crescimento econômico maiores que as pífias taxas ocorridas nos últimos anos.

À primeira vista, esta quantia de R$ 503 bilhões parece algo monstruoso (valor este equivalente a quase 70% de todos os gastos do governo federal em 2006[1]), e sugeriria que o governo estaria realmente empenhado em melhorar a infra-estrutura do país, e as condições de vida da população brasileira. Mas o PAC não significa isso. Na realidade, o PAC aprofunda a política de superávits primários e de priorização aos gastos com a dívida pública, adotando medidas que implementam a proposta feita recentemente por Delfim Netto, do chamado “Déficit Nominal Zero”. Esta proposta consiste em aumentar o superávit primário de forma a viabilizar o pagamento de todos os juros da dívida. Visto que hoje o superávit equivale a menos da metade dos juros, a proposta de Delfim prega a realização de um ajuste fiscal de longo prazo, que busque cortar os gastos sociais (principalmente os da previdência, salário mínimo e dos servidores públicos) por um período de 10 anos, de forma a viabilizar o total pagamento dos encargos da dívida.

Para implementar a idéia proposta por um dos maiores ícones da ditadura militar, o governo Lula incluiu no PAC medidas que visam cortar gastos sociais pelos próximos 10 anos. Não por acaso, um dos itens do Programa denomina-se “Medidas Fiscais de Longo Prazo”, e prevê a limitação por 10 anos dos gastos com os servidores públicos, a limitação do reajuste do salário mínimo a índices pífios até 2011 e a criação do Fórum Nacional da Previdência Social, que visa propor uma nova Reforma da Previdência, para retirar mais direitos duramente conquistados pelos trabalhadores.

A Dívida Pública, o verdadeiro entrave ao desenvolvimento

Em 2006, o país sofreu uma sangria nunca antes vista na história. Os gastos federais com juros e amortizações das dívidas interna e externa[2] atingiram nada menos que R$ 275 bilhões, valor este equivalente a 37% do Orçamento de 2006. Parece impossível acreditar que esta fortuna, que beneficia uma elite de rentistas, foi muito maior que todos os gastos em 2006 da Previdência Social (R$ 193 bilhões), que atenderam a 24,2 milhões de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social e suas famílias, além de mais de um milhão de servidores públicos federais inativos e seus pensionistas. O gráfico da página seguinte mostra como os gastos com a dívida em 2006 foram muitas vezes superiores aos gastos destinados a importantes áreas sociais.

Estes R$ 275 bilhões, gastos com a dívida apenas em 2006, equivalem a mais da metade do valor anunciado para o PAC para os próximos 4 anos (R$ 503 bilhões). Enquanto limita pesadamente os gastos sociais, o PAC, assim como todas as medidas econômicas deste governo e dos anteriores, não traz limite algum aos gastos com a dívida pública. Como veremos a seguir, esse Programa implementa, por lei, limitações nunca antes feitas aos gastos sociais, razão pela qual o PAC representa, na realidade, um verdadeiro “Programa de Atendimento aos Credores”.

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Orçamento Geral da União – 2006 – Executado até 31/12/2006

Fonte: Orçamento Geral da União (Sistema Access da Câmara dos Deputados)

Nota: Não inclui o Refinanciamento da Dívida

Limite para os gastos com servidores

Uma das medidas do PAC é o Projeto de Lei Complementar (já editado) que limita os gastos com servidores. Ele altera a “Lei de Responsabilidade Fiscal”, e diz que o gasto com funcionalismo somente poderá aumentar pela inflação mais 1,5% de aumento real, pelos próximos 10 anos (dentro da idéia do Déficit Nominal Zero). Esta medida elimina a possibilidade da recuperação, pelos servidores, das perdas passadas, uma vez que o próprio crescimento do número de servidores (pela realização de concursos públicos) ou a progressão na carreira dos servidores em atividade já consome a maior parte deste 1,5% de aumento real anual.

Importante lembrar que, em 1995, os gastos com pessoal equivaliam a 56,2% da Receita Corrente Líquida[3] do Governo Federal. Em 2005, equivaliam a apenas 30,9% (segundo o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, de março/2006). E os neoliberais de plantão continuam apregoando que os gastos com pessoal são o grande problema das contas públicas. Mas o pior é que o governo adota esta idéia, e ainda propõe limitar de forma inédita (por meio de Lei Complementar) os aumentos dos servidores pelos próximos 10 anos.

Um detalhe importante dessa medida é que este limite - de aumento real de 1,5% ao ano - é para a folha de pagamento como um todo, ou seja: algumas categorias de servidores podem receber aumentos diferenciados. Ou seja: trata-se de incentivar uma guerra entre os próprios servidores, que terão de disputar entre si os parcos recursos para seus respectivos reajustes.

Um pequeno atenuante desta medida é o fato dela excluir do limite o impacto financeiro das alterações de legislação (resultantes das negociações com os servidores) efetivadas até 31 de dezembro de 2006.

Limite para o aumento do salário mínimo

Com relação ao salário mínimo, o PAC transforma em Lei o recente acordo com centrais sindicais, segundo o qual o índice anual de reajuste nos próximos quatro anos será baseado na inflação mais a variação real do PIB de dois anos atrás. Ou seja: dadas as últimas projeções para o crescimento econômico brasileiro nos próximos anos, o mínimo apenas crescerá cerca de 3% ao ano em termos reais. Sempre é bom lembrar que o “salário mínimo necessário” (calculado pelo DIEESE) era de R$ 1.510 em outubro de 2006. Este é o valor que garante o cumprimento do Artigo 7º da Constituição, segundo o qual é direito do trabalhador o salário mínimo capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Porém, com este índice de reajuste definido pelo governo e centrais sindicais, serão necessários 50 anos para que o mínimo atinja R$ 1.510. Isso considerando que o PIB crescerá 3% ao ano no período.

Essa limitação ao salário mínimo também segue a lógica do “Déficit Nominal Zero”, uma vez que visa impedir o aumento, como proporção do PIB, dos gastos com a Previdência. Dentro desta visão neoliberal, a Previdência seria a grande vilã das contas públicas, pois apresentaria imenso “déficit”, que teria de ser combatido com a redução dos benefícios previdenciários. Porém, sabemos que este “déficit” é fabricado através da mera comparação entre benefícios previdenciários e contribuições sobre a folha de salários. Esta falsa comparação omite escandalosamente que a Constituição de 1988 definiu que as fontes de financiamento da Seguridade Social (que inclui as áreas de saúde, assistência e previdência) não seriam apenas as contribuições sobre a folha, mas também contribuições como a Cofins, a CPMF e a CSLL. Quando computamos estas outras fontes de receita, verificamos que a Seguridade Social é altamente superavitária.

Criação do Fórum Nacional da Previdência Social

A Reforma da Previdência também é um dos pontos centrais da proposta de Déficit Nominal Zero, de Delfim Netto, e adotada por Lula. Por Decreto Presidencial de 22/01/2007, o PAC criou Fórum para a elaboração de uma proposta de Reforma da Previdência, tanto para o setor privado (INSS) como para os servidores públicos.[4] Para não ter de assumir o ônus político de propor a Reforma, Lula cria um Fórum que contará com a participação das centrais sindicais, governo e empresários. Em notícia do jornal Estado de São Paulo, de 23/01/2007, o Secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, diz abertamente que um dos objetivos do governo com o Fórum da Previdência é estabelecer a idade mínima para a aposentadoria no INSS. A notícia mostra também que o governo ainda vai “subsidiar” o Fórum com estudos encomendados. Ora, já vimos este filme. É claro que estes estudos tendenciosos irão justificar uma nova reforma. É claro também que tudo isso não passa de encenação para que o governo tente fazer a reforma sem “sujar as mãos”.

Em notícia do jornal Investnews, no dia 24/01/2007, representante do setor financeiro afirma que “O Fórum permitirá a reunião de amplos setores da sociedade para discutir medidas polêmicas, que o governo não consegue adotar unilateralmente. Entre elas, por exemplo, o aumento da idade mínima para aposentadoria e o fim da aposentadoria especial para as mulheres (…) Com o Fórum poderão ser encontradas soluções consensuais, fazendo com que o Congresso acolha as medidas”. Está claro que os bancos, que terão assento garantido no Fórum (ao lado dos empresários, que também defendem pesadas reformas da Previdência) irão buscar a deterioração da previdência pública, para que possam ganhar rios de dinheiro explorando a previdência privada.

Resta saber qual será o papel das Centrais Sindicais neste Fórum. Irão novamente contra o interesse dos trabalhadores, assim como o foram na Reforma da Previdência de 2003?[5] Irão legitimar uma nova reforma, para livrar a cara do governo? Irão novamente se utilizar de um Fórum para tentar criar um falso consenso, como no recente episódio da Reforma Sindical?

É importante ressaltar também a contradição no fato do governo estar criando um Fórum para a discussão da Previdência e estar, ao mesmo tempo, impondo a aprovação do projeto da “Super Receita”, já em fase final de tramitação no Congresso. Ora, se a unificação dos fiscos já está concentrando no Tesouro os recursos da Previdência, qual a utilidade da criação deste Fórum, senão para implementar uma reforma previdenciária?

O PAC e a falsa redução do superávit primário

Apresentado pelo governo e pela imprensa como um Programa ambicioso de meio trilhão de reais em investimentos, o PAC, na verdade, é mais do mesmo. Nada menos que R$ 274 bilhões (dos R$ 503 bilhões totais) são investimentos em energia, oriundos de empresas estatais - principalmente a Petrobrás, cujos investimentos já estavam previstos antes do PAC - e outras fontes (fora do Orçamento Geral da União), ou seja: isso não representa um aumento significativo nos investimentos públicos. Outros R$ 146 bilhões referem-se a supostos investimentos em habitação e saneamento. Porém, não se trata de investimento público, e sim, preponderantemente, de financiamentos a empresas e pessoas físicas, que podem não ser contratados, e caso o sejam, terão de ser reembolsados ao governo. Outros R$ 58,3 bilhões são investimentos em transportes, em obras que, na maioria das vezes, já estavam previstas no Plano Plurianual de Investimentos (2004-2007).

A única fonte adicional relevante de recursos do Orçamento Geral da União para o PAC é o Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que fornecerá R$ 52,5 bilhões nos próximos 4 anos, que não são contabilizados no cálculo do superávit primário. O PPI subirá dos atuais 0,2% do PIB para 0,5% do PIB nestes 4 anos, o que reduziria o superávit primário de 4,25% para 3,75% do PIB. O governo e setores da mídia apregoam que, desta forma, o governo Lula estaria priorizando os gastos sociais ao invés de gastar com a dívida. Errado. Em primeiro lugar, esta suposta redução no superávit se equivale a “retirar o bode da sala”, ou seja, reduzir o superávit para os níveis ocorridos durante o governo FHC. Em segundo lugar, por imposição do FMI, o PPI somente pode abranger empreendimentos que tenham retorno financeiro, principalmente por meio da cobrança de pedágios e tarifas. A maior parte destes investimentos se dá no setor de transportes, com a recuperação ou construção de rodovias. Após o Estado fazer os maiores dispêndios, estes empreendimentos podem ser repassados à iniciativa privada, que cobrará tarifas ou pedágio. É bom lembrar que o governo já anunciou que vai conceder à iniciativa privada 7 trechos de rodovias, onde serão instalados pedágios.

Ou seja: o PPI é, na verdade, mais uma forma de financiar privatizações, e esta suposta “redução” no superávit é falsa, pois o povo pagará por isso na forma de pedágios e tarifas. Ao mesmo tempo em que destina a maior parte do orçamento para o pagamento da dívida e contingencia os recursos da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), criada exatamente para custear as melhorias na rede viária, o governo obriga as pessoas a pagarem mais uma vez para poderem trafegar em estradas com boas condições.

Crescimento Econômico: para quem?

Em sua obsessão em atingir um crescimento econômico de 5% ao ano, o governo esquece de uma questão fundamental: quais seriam os setores que deveriam ser beneficiados? O PAC não questiona o modelo econômico brasileiro, que serve principalmente ao pagamento da dívida. Para tanto, este modelo privilegia os setores exportadores (que garantem as divisas necessárias para o pagamento aos credores externos) e o setor financeiro. É bastante ilustrativo o fato de que, logo após a divulgação do PAC - que teria por objetivo o aumento dos investimentos - o Banco Central reduziu o ritmo de queda das taxas de juros brasileiras, que são as maiores do mundo.

Na área de energia elétrica, por exemplo, o PAC prevê facilidades para os financiamentos concedidos pelo BNDES. A idéia seria afastar a hipótese de um novo apagão. Porém, temos de entender a lógica do sistema elétrico brasileiro, que hoje privilegia o atendimento das indústrias eletro-intensivas (como por exemplo as de alumínio, papel, celulose, etc), que consomem cerca de 32% da energia utilizada no Brasil[6]. São indústrias que produzem preponderantemente para a exportação, causam danos ambientais e geram poucos empregos, e ainda se beneficiam de tarifas baixíssimas de energia, muito menores que as pagas pelos consumidores residenciais. Ao invés de reverter este modelo que está depredando o meio ambiente e privilegiando pouquíssimos, o PAC faz o contrário: altera a legislação ambiental, de forma a agilizar os processos de licenciamento de empreendimentos energéticos.

Outra característica do PAC que ilustra a manutenção do modelo econômico é a ausência total do tema da Reforma Agrária, que, este sim, teria papel fundamental no desenvolvimento do país. Pesquisas comprovam[7] que os assentamentos de Reforma Agrária promovem uma dinamização da economia local e a distribuição de renda, diferentemente do chamado “agronegócio”, que não gera emprego e produz para a exportação. Ilustra bem esse aspecto a inclusão, no PAC, do Projeto de Transposição do São Francisco, que afetará seriamente o meio ambiente, para beneficiar o agronegócio.

No setor de transportes, a prioridade também é a facilitação do escoamento da produção nacional para o resto do mundo, através de ferrovias, hidrovias, rodovias e melhoria de portos. Alguns destes projetos são altamente danosos ao meio ambiente, como a hidrovia Paraná-Paraguai e o complexo do Rio Madeira, formado pelas hidrelétricas do Jirau e Santo Antônio, que visa também a criação de um grande sistema de hidrovias. Estes projetos visam escoar uma produção principalmente de minérios e commodities agrícolas, que beneficiam poucas empresas (muitas delas transnacionais), e não o povo brasileiro, que apenas fica com os danos ambientais causados por tais empreendimentos.

Outra prova de que o PAC não muda a lógica econômica é a ausência de uma reforma tributária realmente distributiva. As medidas tributárias do PAC se limitam a pequenas isenções fiscais a determinados setores, muitos deles altamente oligopolizados (como os do aço) que irão simplesmente embolsar tais isenções, não as repassando para o consumidor final.

Mudar o modelo de desenvolvimento

Para o Brasil realmente se desenvolver, é necessário alterar o modelo econômico, baseado no atendimento aos credores financeiros e exportadores. Para isso, deve alterar a política relativa ao endividamento. Não é possível que um país continue gastando 37% de seu orçamento anual (o equivalente a mais da metade dos supostos investimentos do PAC em 4 anos) para remunerar os rentistas. Os gastos com a dívida impedem os verdadeiros investimentos nas áreas que o país precisa, como educação, saúde e reforma agrária que, não por acaso, estão de fora do PAC.

A política de priorização aos rentistas impede os verdadeiros investimentos públicos, enquanto o nível altíssimo de endividamento brasileiro deixa o governo na mão do mercado financeiro, que assim continua cobrando altos juros para rolar a dívida. O Banco Central continua alheio aos anseios do país, mantendo e aprofundando a política dos juros mais altos do mundo, o que impede também o investimento privado.

Sem enfrentar o endividamento, não há mágica que faça o país se desenvolver. E para enfrentar o endividamento, o estoque atual da dívida deve ser questionado. Do contrário, continuaremos a pagar juros para sempre, pois, mesmo que a taxa Selic fosse drasticamente reduzida, o enorme estoque do endividamento nos obrigaria a gerar superávits primários monstruosos para pagarmos apenas os juros desta dívida.

E para questionarmos de forma soberana o estoque desta dívida obscura e repleta de irregularidades, nada melhor do que uma ampla e profunda auditoria com a participação da sociedade civil. Temos de identificar, por exemplo, as responsabilidades da ditadura militar sobre a dívida externa, uma vez que seu estoque atual decorre da elevação unilateral e ilegal das taxas de juros pelos EUA no final dos anos 70. Temos de identificar as irregularidades na sua contratação, já denunciadas em relatórios do Congresso Nacional. Temos de identificar como este endividamento externo implicou no enorme endividamento interno, provocado pelas altíssimas taxas de juros brasileiras, uma vez que estas foram estabelecidas para se atrair o capital estrangeiro, garantindo-se assim as divisas necessárias ao pagamento dos credores externos.

Temos de identificar também porque as dívidas dos estados foram completamente assumidas pelo Governo Federal no final dos anos 90 (quando já se encontravam infladas pelas atronômicas taxas de juros do governo federal), sem nenhum questionamento da origem obscura e muitas vezes ilegal destas dívidas. Temos também de questionar a legalidade das taxas de juros da dívida interna, uma vez que caracterizam crime de usura. Temos também de questionar os pagamentos antecipados da dívida externa, uma vez que foram feitos por meio da geração de mais dívida interna, mais cara e com prazos mais curtos.

É necessário uma auditoria sobre a dívida para que possamos recuperar o dinheiro que foi saqueado dos cofres públicos por todas estas décadas, punirmos os responsáveis por tais crimes, e, principalmente, mudarmos nosso modelo de desenvolvimento, por outro que não implique na depredação ambiental, na concentração de renda e no privilégio a um pequeno grupo de rentistas.

Brasília, 26/01/2007


(*) Economista da Campanha Auditoria Cidadã da Dívida, inserida na Rede Jubileu Sul Brasil.

[1] Exclusive o gasto com o Refinanciamento da Dívida (ou seja, a troca de títulos velhos por novos).

[2] Idem nota acima. Fonte: Orçamento Geral da União (Sistema Access da Câmara dos Deputados, 31/12/2006)

[3] A Receita Corrente Líquida do Governo Federal equivale às receitas menos as transferências a estados e municípios, a contribuição para o PIS/PASEP e os benefícios previdenciários do INSS.

[4] Em seu Artigo 1º, inciso I, o Decreto diz que o objetivo do Fórum é “promover o debate entre os representantes dos trabalhadores, dos aposentados e pensionistas, dos empregadores e do Governo Federal com vistas ao aperfeiçoamento e sustentabilidade dos regimes de previdência social e sua coordenação com as políticas de assistência social” (grifos nossos). Ou seja, a Fórum abrangerá tanto o Regime Geral de Previdência Social (INSS) como também o Regime Próprio de Previdência dos Servidores.

[5] O presidente da CUT, Luiz Marinho, chegou a ser contrário à greve dos servidores públicos pela retirada da proposta de Reforma da Previdência em 2003. Ver notícia da Folha de São Paulo, de 12/06/2003, “Protesto opõe direção da CUT e servidores”.

[6] Dado fornecido pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), no site http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=1143&alterarHomeAtual=1

[7] Ver, por exemplo, pesquisa do NEAD (Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural), “Impactos dos Assentamentos: Um estudo sobre o meio rural brasileiro”, de 2004.

December 2, 2007

Sonegadores.

Filed under: CPMF, administração, economia, educação, política, tributação, Ética — rlaf44 @ 8:30 pm


Sonegadores.

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Em uma ocasião, durante o início do governo FHC, um representante do FED, o Banco Central Americano, em visita ao Brasil, foi apresentado ao sistema tarifário arrecadatório brasileiro.

Ao deparar com os 76 impostos cobrados dos cidadãos, das pequenas empresas, e de um modo geral de toda a população, ele exclamou:

“Isto aqui não é um sistema tarifário, mas uma indústria de sonegação, pois somente pode sobreviver a este sistema quem consegue inventar um método seguro de sonegar impostos”

Na época, esta declaração saiu na mídia, em revistas, e causou certo mal estar no governo iniciante, mas como tudo no Brasil, caiu no esquecimento bem rápido, principalmente porque nada foi feito a respeito.

E ainda não existia CPMF.

Quando esta idéia surgiu no congresso, todo o PT gritou em uníssono sobre a agressividade deste imposto e lutou até o fim para a não aprovação deste imposto.

Se como diz atualmente o Lula de que somente os sonegadores não gostam deste imposto, poderemos assumir sem sombra de dúvida de que os petistas estavam era com medo de que este imposto começasse a vasculhar as suas contas de caixa dois.

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Eu realmente gostaria que o Lula explicasse para a nação, onde foi parar aquele dinheiro, que o governo destinou para a ONG da Lurian Cordeiro, a filha ilegítima do Lula.

A “rede 13” foi criada com fins pedagógicos assistenciais, e para administrar o “Fome Zero em Santa Catarina, mas não funcionou e especula-se de que foram repassados pelo governo sete e meio milhões de reais para as operações em pauta que não aconteceram. Não houve nenhuma prestação de contas sobre este repasse, e também se especula que este dinheiro foi lavado para fora do Brasil e se encontra na conta da Lurian em Miami.

Leia algo sobre a Rede 13 em: http://edulevy.blogspot.com/2006/09/histria-mal-contada-da-ong-do-filho-de.html

Idelí Salvati, não quer nem ouvir falar em investigação pela CPI das ONGS nesta ONG suspeita, e que foi extinta seis meses depois de fundada, sem prestar contas dos repasses de sete e meio milhões de reais.

Como houve exageros de gastos, o churrasqueiro do Lula de nome Chuveiro Elétrico, ops digo Lorenzetti, foi encarregado de limpar tudo e acabar com a ONG.

E não creio que esta gente pagou um centavo de CPMF. E se pagou onde estão os indícios dos gastos para serem investigados pela receita?

Este mesmo Lorenzetti estava francamente e diretamente envolvido com o dinheiro dos “Aloprados”, que não pode ser mostrado pela imprensa por ordem do Ministro da Justiça, e que foi divulgado em foto por um delegado que por causa disto sofreu várias sanções dentro da PF.

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As fotos mostram estes pacotes de dinheiro, com rótulos do BC e da Caixa, que nunca foram encontrados os seus donos e ainda estão na delegacia da PF aguardando destino.

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E são os sonegadores que não querem a CPMF. Quanto se arrecadou com a CPMF o dinheiro dos “aloprados”.

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Como parte do dinheiro apreendido era em dólares, novos em folha, transferidos de Miami para o Brasil por intermédio de doleiros, houve a especulação de que o Lorenzetti programou tudo isto com uma parte do dinheiro da Lurian Cordeiro que está escondido em Miami. Quem tem dinheiro no exterior não paga CPMF.

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E o presidente não consegue parar de mentir. É compulsório. A vida dele é uma mentira.

Desde o seu dedinho convenientemente amputado, à sua pensão de R$ 3,700,00 por estar preso por 31 dias, à sua moradia na casa do Roberto Teixeira, seu compadre, ao seu apartamento de cobertura reformado com o seu cartão corporativo, à súbita fortuna de seu filho Flavio, e à venda de influêcia praticada pelo seu irmão Vavá, que ele denominou lambari, ao seu irmão mais velho o Frei Chico, que não é nem Frei e nem Chico, mas também recebe pensão por ficar preso por 15 dias. E a ética para ele ficou definida quando em Paris no seu famoso discurso e explicação do Valerioduto ele disse que caixa dois é coisa normal.

E em uma demonstração de desespero, agora democraticamente ameaça o Brasil com mentiras, que será deixado em um cáos se a CPMF não for aprovada.

Hoje nas notícias, precisamente em Migalhas; http://www.migalhas.com.br/mig_hoje.aspx

Lí o sdeguinte:

O governo federal vai reintegrar milhares de servidores públicos demitidos durante o mandato de Fernando Collor, por considerar que foram vítimas de atos ilegais e de perseguição política.

Se continuar assim, terá de subir a alíquota da CPMF para .50% para poder sobreviver com seus pequenos gastos.

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Pagou CPMF?

Eta Brasil….

E o Boris Cazoy que foi expulso da Record por ordem do governo,

(leia-se Bispo Crivela) escreveu um bom artigo que vou publicar abaixo:

O JB on-line,

Editorial por Boris Casoy

Quem sonega

Em mais um de seus discursos lapidares, o presidente Lula afirmou, em Colatina, no Espírito Santo, que “quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto”. E foi mais longe ao vociferar contra o DEM, adversário ferrenho da CPMF. Chamou o partido pela sua antiga sigla, PFL, para acrescentar que a agremiação “torce todo santo dia para as coisas não darem certo no país”. O DEM respondeu duro em nota oficial, dizendo que “Lula mente de forma cínica”.

Não iria eu tão longe como o ex-PFL. Mas restariam no ar algumas dúvidas a serem esclarecidas. Em que lugar, por exemplo, se colocariam o presidente e o PT na época em ele e seu partido foram visceralmente contra a CPMF? Seriam sonegadores? Ou seguidores do “quanto pior, melhor”? Será que o caixa 2 confessado candidamente, como se não fosse crime, por Lula, numa entrevista em Paris, não caracteriza sonegação? Será que os dólares que o publicitário Duda Mendonça recebeu de contas no exterior por serviços prestados à campanha presidencial não seriam indícios de sonegação? Ou porventura os dirigentes do PT tiveram a habilidade de transformar dinheiro de origem legal em numerário “por fora”?

O fato é que a irritação de Lula demonstra que as coisas não vão tão bem no trabalho de cooptação de adversários do imposto. O presidente e o PT mostram-se irritados e até intolerantes com as manobras regimentais da oposição tentando complicar a prorrogação do imposto - manobras essas que o PT quando oposição se cansou de lançar mão, aliás, de maneira democrática e legítima, como democrática e legítima é hoje a ação oposicionista. O problema, na verdade, não está nos partidos de oposição. Bastaria que os governistas organizassem seus contingentes no Congresso, especialmente no Senado, para resolver a questão. Mas o clima de irritação na base do governo é tal que Lula se vê obrigado a uma incursão mais profunda em domínios oposicionistas para tentar garantir a prorrogação. O descontentamento do oficialismo no Congresso tem variadas raízes. Vai desde a gula de alguns pela conquista de cargos e benesses orçamentárias até a incompetência de lideranças da base aliada, cujas intervenções, com a sutileza de um elefante, redundam em catástrofes políticas, algumas dignas do anedotário congressista.

Hoje o tempo trabalha a favor do governo, embora Lula saiba que a essa altura dos acontecimentos a cotação para a mudança de voto esteja nas alturas. E pode subir ainda mais na medida em que se aproxima a votação no plenário do Senado. Com voto aberto e imprensa atenta, uma mudança de posição pode sair muito caro, já que expõe o parlamentar à fiscalização da mídia e de seus eleitores. Mas burras abertas e cargos em leilão sempre seduziram muitas alminhas em busca de um porto seguro…

No fundo, no fundo, pouco de tudo isso importa muito. Só servirá para medirmos a temperatura da ética e da preocupação dos parlamentares com os destinos do Congresso e, principalmente, com seu eleitorado. Até porque não se deve superestimar a burrice da população, imaginando que a maioria possa acreditar na asneira oficial de que a CPMF atinge apenas os mais ricos, quando na verdade dá uma enorme cacetada nos mais pobres. Ou que Lula queira fazer uma reforma tributária digna desse nome para reduzir nossa pornográfica carga tributária.

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O governo está em outra: quer gastar mais, contratar funcionários a rodo, não fazer nenhum esforço de racionalização de despesas e inaugurar mais uma TV oficial, que terá a a isenção de uma Agência Tass. Tudo pelo terceiro mandato. Aquele que Lula garante não querer….

Bom artigo este do Boris.

E a educação como andará?

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November 25, 2007

A opinião de Comparato.

Filed under: administração, economia, política — rlaf44 @ 8:07 pm

A opinião de Comparato.comparato.jpg

Ainda tem gente pensando que o governo Lula está sendo um bom governo????

Isto no mínimo é carência de informação.

O jurista e filósofo Fábio Konder Comparato tem outras idéias.

Sendo uma pessoa que foi realmente de esquerda e ligada ao PT, (que apoiou) a sua opinião contrária aos acontecimentos políticos atuais, em minha humilde visão, é uma opinião válida e imparcial.

O link abaixo leva a uma entrevista sobre a visão de Comparato, onde seu aprendizado começou na religião católica e amadureceu na França onde teve a visão de socialismo puro e democracia, como não se pode encontrar no Brasil.

Vale a pena conferir.

http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/comparato/comparato_td.html

Em 2004 deu uma entrevista sobre os rumos do governo Lula

Esta entrevista de Comparato foi em fevereiro de 2004

Analisando a conjuntura política brasileira

Entrevista com Fábio Konder Comparato

Brasil de Fato

Brasil de Fato - Como o senhor está vendo a situação do país, e principalmente, como analisa esse primeiro ano de governo?

Fábio Konder Comparato - A situação geral do país é preocupante. Não só deste ano, mas de vários anos. Nós estamos há muito tempo com o crescimento do PIB e sem nenhuma possibilidade aparente de melhorar a má distribuição de renda. O governo Lula veio fundado em uma esperança muito grande, um calor humano extraordinário, e ele está aos poucos destruindo a nossa esperança, o que é muito grave, porque governar não é só exercer o poder. É também ter um fundamento das ações do Governo na consciência e na esperança do povo. Isso está acontecendo porque o governo Lula adotou a política econômica do pensamento único, e aprofundou as diretrizes do governo passado. O crescimento desse ano foi negativo, está havendo um empobrecimento da classe trabalhadora e também um aumento da miséria. E, ao mesmo tempo, há um verdadeiro estouro de lucratividade das instituições financeiras. Ou seja, nós embarcamos de corpo e alma no capitalismo financeiro, que é um sistema econômico que nada produz e que vive exclusivamente da intermediação e da especulação. Isso, evidentemente, não pode durar muito tempo. Falta uma base econômica para que esse sistema permaneça. Eu não acredito que essa opção do governo Lula tenha sido feita por razões meramente econômicas, mas sim por uma razão política. A cúpula do partido entendeu, em junho de 2002, que o candidato Lula não poderia perder pela quarta vez a corrida pela presidência da república. Se isso acontecesse, o PT teria que mudar inteiramente, saindo toda a equipe de direção. Era, portanto, um jogo de tudo ou nada, e eles apostaram nessa possibilidade quase que desesperante de chegar ao poder. Agora, o poder significou para eles uma aceitação do jogo do poder como ele é, ou seja, separado da vida do país. A história do poder se fecha sobre si mesma. Essa é uma tendência incoercível: todo poder tende a se concentrar e se concentra sobre si mesmo, é uma espécie de doença psicológica. Os homens no poder têm a tentação de só se enxergarem, eles não enxergam mais a realidade fora do ciclo de poder. Eles ficam cegos e surdo, mas, evidentemente, não ficam mudos; ao contrário, eles podem falar cada vez mais para dar a impressão de que ainda mantêm contato com a realidade social. Isso não significa que os homens do governo Lula, a começar por ele próprio, sejam ruins, tenham uma deficiência de caráter, longe disso. O que acontece é que eles não estavam preparados para enfrentar esse jogo do poder e acharam que iriam dominar o establishment.

BDF - Acabaram sendo dominados.

Fábio Konder Comparato - Eles acabaram sendo engolidos por essa voragem do poder.

BDF - Eles têm justificado muito que este ano foi de preparação para o crescimento e para as mudanças. O senhor acredita que isso é possível da forma como está colocado?

Comparato - Eu acho que isso é impossível, e me pergunto se o pessoal que está lá em cima, que é inteligente e tem um conhecimento dos dados, acredita realmente no que fala. Impossível porque crescimento não precisa ser em 2004, mas 2005 ou 2006 necessitaria de investimento. No ano de 2003, o total dos investimentos no país foi 10% menos do que em 2002. Lula disse que em 2004 vai mudar, mas isso não pode mudar o ano que vem, pois o que asfixia a economia brasileira é o grau de endividamento do Estado.

BDF - É um pouco da justificativa que a equipe do governo tem dado: que pegaram o país com uma herança, principalmente do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Comparato - Não é justificativa porque, em vez de reduzir, eles aprofundaram isso. Eles aumentaram os constrangimentos financeiros que não tinham sido exigidos pelo FMI, como o aumento do superávit primário, mas eles acabam de dizer, pela boca do ministro da fazendo, que tem sido elogiado quase todos os dias pelo presidente da república, que esse superávit primário de 4,25 tem que durar pelo menos dez anos. É impossível criar uma poupança pública para investimento com esse constrangimento. Eu não acredito que o pessoal do Banco Central e do Ministério da Fazenda não saibam fazer contas. Eles têm perfeita noção disso. Em contrário, poderia ser dito: o que significa não pagar a dívida pública? É uma maneira do Partido dos Trabalhadores. O que acontece é que eles nunca se prepararam seriamente para isso, porque há a dívida externa e a interna. A dívida interna é, em grande parte, manipulada pelos bancos. Eles têm, seguramente, a metade dos títulos públicos emitidos pelo governo na sua carteira, e o resto eles distribuem entre fundos de investimento. A conversa com os bancos tem que ser uma conversa de poder para súdito, e o governo se coloca na posição inferior, na posição de alguém que é obrigado a se submeter ao poder dos bancos e cede simplesmente um certo alívio a eles. Isso não tem cabimento. Por outro lado, a questão da dívida externa seria perfeitamente negociável se o governo tivesse um plano coerente para enfrentar este problema da falta de poupança pública. O que acontece é que o governo, um ano depois de instalado, revelou-se incapaz de apresentar um projeto de país. Nós não sabemos para onde vamos, temos simplesmente de acreditar nas informações repetidas de que a prosperidade está na esquina, é só esperar um pouco, precisa ter paciência para os fatos que virão, inevitavelmente. Claro que, durante alguns meses, nós demos esse crédito de confiança, mas agora queremos fatos, e os fatos estão aí. Há cada vez menos investimento, é cada vez maior o desemprego, há uma desnacionalização da economia brasileira e há manifesta impossibilidade de se conseguirem recursos, ainda que modestos, para enfrentar o programa de políticas sociais que foi apresentado. Não há recursos para a educação, para a saúde, para a reforma agrária e, como constatamos, entre reduzir os juros ou reduzir os benefícios da previdência social, o governo optou por essa última opção. Significa que no choque entre os banqueiros e a grande massa do povo pobre, o governo optou claramente por não se indispor com os banqueiros. Tudo isso é desastroso.

BDF - E essas políticas sociais, como o combate à fome através do Fome Zero, a Bolsa-Escola?

Comparato - Isso é uma migalha. Há um princípio fundamental que não foi entendido pelo governo: o desenvolvimento econômico é apoiado em uma política econômica correta. A desigualdade social não é provocada pela falta de políticas sociais, mas por uma política econômica perversa, intrinsicamente redutora da igualdade social e cada vez mais concentradora de renda. Lutar contra a miséria não se faz por meio de políticas sociais, simplesmente. É preciso corrigir esta fábrica de miséria que é o sistema capitalista. Para enfrentar esse sistema, é preciso uma boa preparação, uma preparação ética, sobretudo. Optar por manter o sistema capitalista significa optar por manter aqueles que esmagam o povo. Não há absolutamente a menor justificativa, a mais leve explicação aceitável, legítima, de que, para resolver problemas financeiros do governo, é preciso pôr na rua um milhão de trabalhadores empregados, com carteira assinada, que são, portanto, despedidos, e arruinar milhares de pequenas e médias empresas. Isto só é possível quando se aceita o pensamento único, como se a economia fosse uma ciência da natureza, como se ela não tivesse a ver com a vida humana. Nós podemos errar na parte de técnica econômica, mas não podemos aceitar uma direção da economia que é uma criação contínua, perpétua de miséria e pobreza. Isso é eticamente inaceitável.

BDF - Parece que a análise que o senhor fez do governo FHC, quatro anos atrás, se repete agora. O senhor tem esse sensação? Pois a única coisa que eu noto de diferença é a decepção, o sentimento de frustração, que é maior.

Comparato - É verdade. Eu gostaria de lembrar um pensamento de Confúcio a respeito do governo. O discípulo pergunta: “Mestre, no que consiste a arte do governo?”. E Confúcio responde: “Em três coisas. Dar alimentos à população, distribuir armas e suscitar a confiança”. O discípulo volta a perguntar: “Mas, se tivéssemos de eliminar uma dessas três coisas, qual seria?”, e ele diz: “As armas”. “E entre as duas restantes? Se nós tivéssemos que optar, nós eliminaríamos qual delas?”. Ele diz: “Os alimentos, que a morte acompanha a humanidade desde o início. Mas um governo não pode existir sem o mínimo de confiança do povo”. È por isso que esta situação me parece trágica. Podem dizer que as últimas pesquisas de opinião mostram que o povo continua a ter confiança pessoal no presidente, não tem no governo, mas no presidente. É verdade, mas isso é típico da relação política atual, no mundo todo, e sobretudo no Brasil. O povo não faz uma reflexão crítica em relação ao governo. Ele tem sentimentos e intuições, e é sobretudo dominado pelo carisma pessoal. O carisma pessoal do Lula permanece praticamente o mesmo desde a eleição. O povo não sabe que, se é trabalhador, por exemplo, se ele for despedido, é porque os bancos pressionaram a sua empresa, e ele não sabe que se os bancos têm esse poder, é porque o governo está aliado aos bancos. Se ele fizesse esse raciocínio, evidentemente, a popularidade do presidente cairia praticamente a zero. Não digo a zero porque ainda sobraria um percentual de pessoas ligadas aos bancos, mas até mesmo a grande indústria. Enquanto se fala na impossibilidade do governo do PT enfrentar poderosos, eu me pergunto se eles não têm contato com a grande indústria. A grande indústria também está sofrendo com essa hegemonia bancária, e as pequenas e médias indústrias estão comendo o pão que o diabo amassou. Politicamente, era portanto viável que o governo tentasse se aliar com esse setor econômico. Ele não tinha de hostilizá-lo, mas chamá-lo para ser seu aliado perante os bancos, mas não fez isso. Ele sentiu que não poderia fazer isso, mas é possível, percebeu que não haveria nenhuma massa de manobra para mudar a situação atual. Mas neste caso o juízo moral é horrível, pois eles aceitaram tomar o poder sabendo que não poderiam fazer nada pelo povo. Isso é inadmissível. Temos que dar sempre às pessoas um mínimo de confiança, e não podemos fazer um julgamento definitivo do caráter das pessoas. Eu ainda acho que esta situação em que o governo se colocou é uma situação típica do aprendiz de feiticeiro, o velho mito do doutor Fausto, que assumiu o poder e achou que poderia negociar com o diabo em condições vantajosas. Ele superestimou sua capacidade de negociar com o diabo, e agora vai ter que amargar a sua situação de sujeição. Por incrível que pareça, o governo só se enxerga, ele não vê o entorno. É preciso que alguém de fora do Estado diga a eles a verdade simples: o PT não veio ao governo para aumentar a pobreza e miséria do povo, para arruinar pequenas e médias empresas. Isto é um caminho sem volta.

BDF - Algumas pessoas que já se posicionaram contrárias a toda essa linha política e econômica que o governo adotou estão sofrendo conseqüências. Gostaria que o senhor comentasse a expulsão dos chamados radicais do PT.

Comparato - É lamentável. Disseram que o PT no passado já expulsou gente. É verdade. Mas o PT do passado não é o PT do presente. O PT tinha autoridade moral da expulsa. Hoje, tem feito aliança com o PTB. Tendo feito acordos com José Sarney e com Antonio Carlos Magalhães, tendo aceito negociar com os plantadores gaúchos de soja transgênica, qual a autoridade que o PT tem para expulsar esse pessoal? Até agora, a política externa do governo tem sido praticamente a única que se salva. Não que os demais ministérios fora da área econômica estejam apresentando um desempenho ruim, é que eles estão sendo asfixiados pela política econômica do governo.

BDF - E sobre a política externa do governo, que análise o senhor faz?

Comparato - No caso da política externa, tradicionalmente essa asfixia não acontece. Apesar de todos os cortes feitos pela Secretaria do Tesouro no Ministério das Relações Exteriores, que fazem com que muitas vezes os diplomatas brasileiros enfrentem um constrangimento no exterior, a política externa pode se desenvolver livre desses constrangimentos financeiros, porque não é uma política de investimento econômico. Acontece que nenhuma política econômica progressista pode permanecer muito tempo nessa linha com um governo conservador e retrógrado, porque há uma contradição evidente no governo brasileiro liderar movimentos de libertação da periferia do mundo capitalista, das injunções que vêm do centro do sistema, e ao mesmo tempo se conformar aplicadamente com todas as obrigações que são impostas ao país pelo Fundo Monetário Internacional. Um país que tem crescimento expressivo da sua economia e que reduz sua pobreza, ele tem autoridade para falar dos pobres. Mas um governo que se afunda na estagnação econômica e só faz lamentar a desigualdade social não é um bom exemplo para os demais países pobres do mundo. Então é preciso entender isso. Durante o governo militar, por exemplo, é claro que a política militar do país não podia ser favorável à defesa dos direitos humanos. Seria uma contradição manifesta com o que existia no Brasil. E essa contradição começa a aparecer agora no campo da política econômica. A Argentina, por exemplo, suspendeu o pagamento da dívida pública, e com isso teve um alívio extraordinário, o país voltou a crescer e o desemprego foi reduzido de maneira substancial. A Argentina mostrou que já estava podendo respirar fora daquela câmara hermética em que ela havia sido encerrada pelos governos anteriores mancomunados com os organismos financeiros internacionais. A Argentina apresenta melhores condições que o Brasil para propugnar a realização de um política externa independente. E a coisa se coloca perspectivamente: o Brasil, até agora, graças à excelente administração do Ministério das Relações Exteriores, tem mantido uma política independente no que diz respeito às injunções que vêm dos Estados Unidos quanto à formação da Alca. Mas tudo isso precisa ser visto com cuidado. Por que os Estados Unidos acabaram aceitando a posição brasileira na Alca? Não se pode esquecer que eles estão às vésperas de eleições presidenciais. Um fracasso neste campo acabaria repercutindo negativamente. Até que ponto, se viermos depender mais uma vez do FMI, os Estados Unidos não estarão por trás do FMI para nos pressionar exigindo uma política mais razoável no que diz respeito à constituição da Alca? Então são essas dúvidas que ficam pairando sobre todos nós, e mais uma vez repito: não se trata de algo que vem da maldade dos homens em si. Eles fizeram uma opção errada, e entraram de ponta-cabeça em um sistema de poder que dificilmente permite uma saída.

BDF - O PT representa o maior acúmulo já conquistado pelas forças de esquerda no país, nos últimos anos. O fracasso de um governo do PT pode trazer sérias conseqüências para a esquerda. Como o senhor vê esse fracasso?

Comparato - Eu não sou tão pessimista assim. O que eu acho é que a esquerda vai sofrer uma espécie de depuração. Ela vai ter que abandonar necessariamente essa crença de que, chegando ao poder, ela vai dominar as forças que tradicionalmente organizam o país, ou desorganizam. A esquerda vai entender que é preciso um outro tipo de trajeto para o país, sobretudo outro tipo de preparação para o exercício do poder.

BDF - Como o senhor vê o papel dos movimentos sociais em uma conjuntura como esta?

Comparato - É fundamental. Queria aproveitar para afirmar com toda a convicção o acerto da linha seguida pelo MST. Existe, em toda relação de poder, uma espécie de dialética entre o poder que manda e o poder que impede. Até agora, a esquerda só se preocupou em chegar lá para mandar, mas não percebeu que a tendência natural do poder de mando é se concentrar em si mesmo e eliminar os seus rivais ou os obstáculos ao desempenho de sua ação. Ao contrário, o poder que pertence ao povo deve ser sempre um poder de impedir, de fixar limites àqueles que mandam, e é exatamente isso que faz o MST, com muita propriedade. Ele procura impedir que o poder enlouqueça, e a todo momento ele chama atenção para o fato de que o poder se deixa levar por uma certa negligência, por uma certa preguiça, por um certo conformismo burocrático, e ele tem de ser sempre acordado por aqueles que não se conformam com a injustiça. Quando o MST decidiu não se tornar um partido político, uma ele teve uma visão muito sábia da realidade, porque ele defende muito mais o povo e seus direitos fundamentais mergulhado na sociedade civil, atuando como fermento na massa, do que se ele quisesse se catapultar para o centro do poder e começar a mandar. O que temos de fazer com o governo do PT é nos fortalecer como movimentos sociais para, a todo momento, mostrar ao governo a realidade que ele não quer ver. E, a todo momento, apontar implacavelmente os erros que têm sido cometidos. É preciso fazer isso de maneira ensurdecedora para que eles não tenham nem um minuto de descanso, porque, na verdade, eles são servos do povo. Eles estão na condição, ou deveriam estar, de simples ministros, e ministro é uma palavra que vem de minus, quer dizer, de menor. Eles sempre são menores em relação ao povo; é o povo que é soberano.

BDF - Qual seria a medida imediata que o governo deveria tomar para mudar o rumo do país?

Comparato - Estabelecer a moratória da dívida externa e uma mudança substancial da dívida interna. Colocar o resto do mundo em uma posição de fato consumado. A partir daí poderíamos negociar. Mas não é esse o rumo que está sendo tomado. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI não é, obviamente, o fato do FMI nos dar mais dinheiro, embora isso aumente a dívida. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI é que isso torna muito mais traumático para o país mudar a política econômica. Porque, a partir desse momento, se por exemplo o governo quisesse mudar substancialmente a política econômica não se conformando com as exigências do Fundo Monetário Internacional, teria de reembolsar imediatamente a dívida, e se colocaria em uma posição de fraqueza. Foi lamentabilíssimo que o governo não tivesse aproveitado uma ocasião que não foi criada por ele, mas pelo governo anterior, que era o final do acordo com o FMI, e isso foi dito, por incrível que pareça, até por personalidades de destaque do Fundo Monetário Internacional: o Brasil não precisa de um novo acordo. Mas para a equipe econômica do governo, era indispensável esse novo acordo porque isso era uma espécie de cinto de segurança, para impedir que as pressões sobre a mudança da política econômica chegassem a um extremo, que não houvesse nenhuma possibilidade de retorno.

Agora, depois de três anos, Comparato ainda pensa o mesmo de três anos atrás sobre o governo Lula.

Está sendo um governo inócuo, e aumentando assustadoramente o abismo entre os ricos e os pobres.

O professor Fabio Konder Comparato, mostra alguns números, que se Deus é brasileiro como disse o presidente da República, certamente está de férias, pois aqueles reservam um negro futuro.
1 - “Em 2006, o serviço da dívida pública (amortização e juros) custou ao País R$ 158 bilhões. Vale dizer, quase o quádruplo do (falso) déficit da Previdência Social, que o governo atual e o anterior sempre apontaram como a causa do nosso descontrole financeiro”.
2 - “Entre 2002 e 2006 (governo Lula), as despesas orçamentárias da União no campo da saúde, para o qual se destinariam integralmente os recursos arrecadados com a CPMF, quando foi criada, representaram menos de um quarto do total dos gastos com a dívida pública. As referentes à educação, pouco mais de 10%”.
3 - “O programa de auxílio aos pobres representou, no ano passado, 5% dos juros pagos aos detentores de títulos da dívida pública… A classe média desagrega-se rapidamente: entre 2002 e 2006 (governo Lula), a renda dos que ganham entre 3 a 10 salários mínimos decresceu 46%”.

Recebendo a “GRAN-CRUZ” em 2005.

lula-e-comparato.jpg

E recapitulando tudo:

Em 2004 deu uma entrevista condenando o sistema de governo do Lula.

Em 2005 recebeu do Lula a Gran-Cruz.

E em 2007 revelou como anda a economia e o futuro do Brasil.

E ainda tem gente que pensa que está tudo bom com o Brasil.

Eu pessoalmente não participo de muitas das opiniões de Comparato, mas respeito seus princípios e sua visão do estado real dos acontecimentos atuais.

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