Blog do Roberto Leite

September 19, 2008

O Grande comunicador?

Filed under: governo, notícias, política, tributação — rlaf44 @ 7:35 pm

O Grande comunicador?

Todos os dias, eu encontro nos jornais ou nas colunas políticas da rede, notícias sobre o grande comunicador Lula.

Em um artigo muito bom do Jabor, este disse que estamos diante de um fenômeno de comunicação que descobriu uma nova fórmula de aplicar os ensinamentos de Maquiavel – Mais refinado – Se isto for possível –

Eu fico então pensando:

“- Devo ser realmente insensível, pois não consigo sentir onde está o convencimento estratégico do Lula ou posso até estar vacinado contra este encantamento das covinhas sorridentes ou contra o medo de sua carranca raivosa.”

“-Devo estar realmente fora da realidade, pois não consigo encontrar nenhuma obra de médio para grande porte, que foi iniciada e terminada em seus governos. Ele já está no poder a mais tempo do que o JK a quem ele gosta de se comparar, mas o JK iniciou e entregou, várias obras de porte gigantesco, incluindo a nova capital, rodovias, usinas hidroelétricas, aeroportos, ETC. E olhe que o JK enfrentou várias crises políticas e oposição ferrenha.”

“- Não devo ser uma pessoa patriótica, pois não encontro nenhuma obra de cunho social, que tenha sido iniciada ou mantida em seu governo, que tenha causado impacto na vida social do meu país.”

O Brasileiro está pagando mais impostos do que nunca, a arrecadação está maior do que nunca e a renda média do trabalhador brasileiro está inferior no momento do que em 1997.

O tamanho e o inchaço do governo é descaradamente o maior da história. Pensando bem, esta é uma obra de grande porte que o governo Lula iniciou, mas que ainda não terminou. – “O inchaço do governo” – Continua crescendo.

Eu pessoalmente não vejo nesta situação nenhum mérito do governo do grande mentiroso. Se em meios as grandes crises internacionais, com uma taxa básica de juros muito maior, para conter e segurar a inflação, o cidadão brasileiro incluindo eu, estava ganhando mais em 1997 do que agora, como pode ser possível que os nossos cidadãos dêem uma avaliação tão positiva ao governo mais corrupto da história brasileira?

64% de aprovação.

Incrível mesmo.

Eu pequeno empresário, estou muito pior agora do que em 1997, e não aprovo este governo de engodos e mentiras.

Estou entre os 36% que desaprovam este governo, e com muito orgulho.

Vejam esta reportagem de hoje em ”Veja on Line” sobre o rendimento da população brasileira

Brasil

Pnad 2007

Renda do brasileiro sobe, mas é inferior à de 97

18 de Setembro de 2008

Com agência Reuters

O rendimento médio do trabalhador brasileiro aumentou em 2007 pelo terceiro ano, com alta de 3,2% frente a 2006, mas ainda não recuperou as perdas acumuladas nos últimos dez anos e está 5% abaixo do nível de 1997. Os dados constam da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira.

O avanço de 3,2% foi menor que o observado em 2006 (7,5% ante 2005) e em 2005 (4,5% frente a 2004). “Isso pode estar relacionado com o aumento menor do salário mínimo em 2007″, explicou a economista do IBGE Márcia Quinstlr.

Segundo o IBGE, desde 2004 a renda do trabalhador brasileiro ocupado acumula crescimento de 15,6%. Em 2007, o rendimento nominal alcançou 956 reais – valor ainda abaixo do verificado em 1997, que era de 1.011 reais. “Os resultados da Pnad mostram que o patamar de rendimento médio real de 1997 ainda não foi retornado, embora tenha ocorrido ganho, especialmente entre 2004 e 2007”, informou o IBGE em relatório.

A alta do rendimento contribuiu para que o país registrasse em 2007 mais um pequeno avanço no índice de Gini, parâmetro internacional para avaliar as condições de vida da população. O indicador passou de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007. Quanto mais próximo de zero, melhor é a condição de vida de um cidadão. Em 2004, o Gini era de 0,547 e em 2005, de 0,543.

Apesar da melhora, a concentração de renda no país permaneceu bastante aguda no ano passado, segundo a pesquisa. “Os avanços mencionados, apesar de persistentes, são de baixo impacto no que se refere aos rendimentos mais baixos e mais elevados”, avaliou o documento.

Concentração - “A despeito da redução do Gini, se verificou que, em 2007, os 10% da população ocupada com mais baixos rendimentos detiveram 1,1% dos rendimentos do trabalho, enquanto aos 10% com os maiores rendimentos corresponderam 43,2% do total das remunerações”, acrescentou o relatório. Esse comportamento se mostrou praticamente inalterado em relação aos anos anterior.

O Grande comunicador acreditando no casamento gay

Candidata à sucessão do grande comunicador

Eta Brasil……

June 18, 2007

Os Pára Raios do Senado.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, legislação, notícias, Ética — rlaf44 @ 4:44 am

Os Pára Raios do Senado.

Vou começar este artigo com uma frase do Gal. Olimpio Mourão Filho:

“Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”
Olympio Mourão Filho - 1978.

Tenho uma pequena empresa no DF especializada em instalar, Corrigir, testar e fazer laudos sobre as condições dos Pára Raios. Hoje em dia o nome técnico para um pára raios é SPDA que significa Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. No começo dos anos 60, foi patenteada uma inovação nestes aparatos para captar e encaminhar as descargas para um aterramento seguro. De acordo com a teoria, se parte perto do captor, que é o elemento mais alto do sistema, fosse energizado com uma carga radioativa, criaria um campo propício para uma descarga atmosférica pudesse encontrar o sistema e ali iniciar a sua descida para o aterramento. Era esta a primeira inovação no sistema descoberto por Benjamin Franklin, e que havia funcionado até o momento. Este novo sistema utilizava uma partícula de baixa radioatividade chamada Amerício. Que ficava situada em um copo ou saia em volta da ponta captora e teria a função de criar um campo propício para facilitar o caminho da descarga ao solo. Este novo sistema de captação virou moda no DF, e era caríssimo comparado ao antigo.

Foram instalados por todos os lados. Principalmente em repartições públicas, escolas, quartéis, etc.

Em meados de 1998, após anos de estudos comparatórios, chegou-se à conclusão de que este novo sistema não apresentava nenhuma vantagem sobre o sistema clássico de Franklin, e com a desvantagem do perigo de contaminação tóxica causada pelo Amerício. Nesta época então ficou proibido a instalação destes aparatos radioativos e foi determinado que em época de manutenção estes captores fossem substituídos pelos captores Franklin tradicionais. Os aparatos radioativos deveriam ser descartados pela CNEN, ou seja, a Comissão Nacional de Energia Nuclear. A nossa empresa executa este trabalho. No ano de 1997, foi votada pela Câmara Distrital do DF, uma lei que obriga a substituição de todos estes aparatos instalados no DF. O órgão de governo encarregado para fiscalizar a retirada e substituição destes aparatos é o Copo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Ironicamente, existem ainda em alguns quartéis do CBM/DF, alguns aparatos destes que legalmente deveriam ser substituídos. Depois de 10 anos de vigência da lei estes captores radioativos ainda estão por toda parte.

Principalmente no Congresso Federal, nos anexos, no mastro da bandeira nacional, e nunca foram revisados ou trocados como manda a lei. E estes senhores que ocupam o congresso é que fazem as leis. Fazem mas não cumprem. Existe até um local no DF chamado Clube do Congresso que está irregular com as normas que regem o uso do SPDA.

Bem toda esta conversa acima foi para chegar a este ponto, o Clube do Congresso.

Não este prédio localizado ao lado do INCRA em Brasília, mas o clube do Bolinha virtual, formado pelos senadores, que podem ser de vários partidos, mas apenas para fachada, no âmbito do congresso, cada um defendo o outro em um corporativismo nojento, e que já começa a pegar mal. Estou generalizando o congresso, mas quero enfatizar que existem exceções e que apear de raras, ainda servem para dar ao nosso sofrido povo, um vislumbre de esperança.

O Senador Renan Calheiros, vem de longa data, comandando um clube que abriga empreiteira e lobistas que tiram vantagens de emendas parlamentares, decisões políticas e que lhe dão sua parte nas vantagens recebidas.

Os benefícios recebidos são em nome de laranjas ou são repassados para cobrir despesas pessoais, de maneira dissimulada para não chamar atenção, mas um dia a casa cai.

No presente episódio, os benefícios recebidos, serviram para cobrir a sua obrigação social de uma relação amorosa com uma repórter e sua filha ilegítima. O Raciocínio dele foi o seguinte:

“Tenho que sustentar de forma decente esta minha despesa extra, então que as comissões desta empreiteira que sejam passadas diretamente para a Mônica e nossa filha, em dinheiro para que não seja detectada”

Ele não contava, no entanto com os grampos da PF na operação Navalha. E não contava com a confissão da Mônica sobre o assunto.

Então depois de fisgado, este peixe saiu, em sua defesa, e ajudado por outro membro do Clube do Bolinha, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

Não conhece?

O Pai dele trabalhava na propriedade de um inglês, o Sir Ney e adotou o nome do proprietário usando como nome José Sir Ney que variou para Sarney.

O nosso membro do Clube, em um acesso de personalidade, em 1955 trocou o Ribamar para Sarney, ficando conhecido como é até hoje por José Sarney, com Épsilon e tudo que atualmente nem existe na língua portuguesa.

Voltando ao nosso membro inicial, o Renan Calheiros, que condizente com a ética parlamentar deveria deixar a presidência do Senado enquanto se defendia, não o fez, e subiu na tribuna como presidente e leu o discurso afinado com a ajuda do Sir Ney. Neste discurso ele disse que a mídia havia invadido a sua privacidade, esquecendo que como homem público, a sua privacidade estava em limbo durante seu mandato, pois deveria provar a confiança nele depositada pelos eleitores. Ele se esqueceu que o que foi invadido foi a inteligência do seu eleitorado, que foi chamado de idiota ouvindo as estapafúrdias explicações de uma coisa que não tinha explicações.

Outro membro do clubinho, o senador Romeu Tuma, ex-delegado de polícia foi escalado para averiguar o incidente e pasmem senhores de inocentar o membro em questão como declarou de público.

Isto pegou tão mal que agora anda pedalando para trás dizendo que vai investigar a sério o incidente.

E perguntado se iria convocar a Mônica para depor, disse que não queria fofocas neste inquérito.

Fofocas? Machismo? De uma das pessoas mais envolvidas no escândalo? Tenha paciências e pena do seu eleitorado Tuma.

O Renan, merece é cadeia pois é culpado sim, de corrupção ativa e passiva.

Sai daqui seu ladrão corrupto.

Este clubinho de merda deveria é ser extinto.

Editorial do Jornal O Estado De São Paulo de sexta feira 8 de junho de 2007

Simulação no Senado

O processo aberto no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, Renan Calheiros, para apurar se houve quebra de decoro parlamentar, é como a hipocrisia: a homenagem que o vício presta à virtude. Aparentemente, foi a dignidade da chamada Câmara Alta da República que determinou a virtuosa decisão de apurar se o seu dirigente máximo de fato aceitou que uma conhecida empreiteira lhe pagasse despesas pessoais advindas de um relacionamento extraconjugal. Na realidade, porém, o processo resulta de uma intenção viciosa - a de fazer a sociedade acreditar que o Senado não compactua com eventuais desvios de conduta de seus integrantes - quando tudo foi preparado para uma absolvição.

A decisão de abrir o processo só foi tomada depois que o PSOL, que pedira sua abertura, ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal se o seu pleito fosse sumariamente desconsiderado, como pretendiam os pressurosos pares do senador alagoano. Pelo menos duas vezes, nos últimos anos, a Corte acolheu queixas do gênero contra o rolo compressor das maiorias congressuais. Mas que ninguém se engane: tudo o que for preciso fazer para o processo terminar em pizza será feito, no devido ritmo, enquanto os pizzaiolos adotarão a costumeira expressão corporal de quem busca a verdade, nada mais do que a verdade. Por exemplo, cuidaram de não entregar a relatoria do processo a um correligionário ou aliado político de Calheiros, como seria um senador do PMDB ou do PT.

Mas, por trás da fachada, os andaimes do palco em obras já se deixam ver. A escolha, para relator, do octogenário maranhense Epitácio Cafeteira, do PTB, que deve a senatoria ao cabo eleitoral José Sarney, praticamente garante uma investigação breve, rasa e mansa. E, se o barco balançar, não faltará quem acuda o neófito presidente do Conselho, o petista acreano Sibá Machado, que chegou ao Senado quando a titular da cadeira, Marina Silva, se tornou ministra. O fato é que, não bastasse a sabida solidariedade suprapartidária entre os 81 membros do que é tido como o “clube” do Legislativo, o afável Calheiros, seu sócio há mais de sete anos, armou ali uma rede aparentemente inabalável de amigos e, mais do que isso, devedores.

Ainda assim, a história que deu origem ao inquérito fez mais até do que a notória promiscuidade dos Calheiros - o senador e seu irmão Olavo, deputado federal - com o desenvolto Zuleido Veras, da Construtora Gautama, para descerrar o retrato de um político habilidoso que, vindo do PC do B, logo descobriu sendas mais promissoras para subir na vida pública e se dar bem nos negócios. A sua desinibida trajetória, a começar do papel exercido na fabricação do “caçador de marajás” Fernando Collor, nunca foi segredo. Eis por que escrevemos neste espaço, em seguida às revelações da revista Veja sobre o senador e o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, que a única surpresa com essas revelações foi o tempo que levou para algo do gênero vir à tona.

Depois, as cifras fornecidas por Calheiros para provar que tinha recursos de sobra para pagar ele mesmo suas contas ajudam a traçar o perfil de um personagem que, apesar da relativa pouca idade (51 anos), está à vontade no molde dos tradicionais oligarcas nordestinos, o coronelato da terra e da política provincial, uma coisa aparentada à outra. Tomem-se as informações do senador sobre as suas fontes de renda. Segundo o noticiário, ele declarou ter faturado R$ 1,9 milhão com a venda de 784 das suas 2.488 cabeças de gado. Se assim é, as suas fazendas de criação são as mais rentáveis do País - e Murici, seu feudo a 60 quilômetros de Maceió, um pólo pecuário ignorado pelos desatentos especialistas em economia agrária brasileira.

Esses números têm tanto crédito quanto os nomes que, nas certidões, figuram como donos dos bens fundiários que todos em Murici sabem de quem são. O caso mais notório é o da Fazenda Cocal. Em 2005, o ex-administrador das terras da família Calheiros, por sinal primo e irmão adotivo do senador, ficou sabendo que aparecia na escritura de compra da propriedade como se a tivesse comprado dois anos antes. O que ele não ficou sabendo é que a “vendeu” a outro laranja. Certidão de janeiro de 2006 atesta que a Cocal pertencia a uma certa Marlene Gomes da Silva, ex-empregada da fazenda. Detalhe: ela falecera há nove anos.

May 11, 2007

A Foto que ja foi tirada

Filed under: APAGÃO, notícias, política — rlaf44 @ 1:41 pm

A foto que já foi tirada.

( Frase de Agripino Maia)

as-provas-do-crime.jpg

Roberto Leite escreve:

Este governo é mesmo cara de pau. Primeiro tenta de todos os modos comandar o legislativo que por constituição deve ser um poder independente. Tentou impedir de maneira truculenta um direito da minoria de se instalar uma CPI para investigar o caos aéreo que se instalou no país i mediatamente após o terrível acidente da Gol. Alegando que de acordo com as regras, a CPI deveria se basear em um fato definido o que não existia naquela instancia, o conselho barrou a instalação da CPI. O fato ou fatos que não existiam eram:

1. Acidente da Gol.

2. Insubordinação de militares na aeronáutica.

3. Vôos cancelados deixando os passageiros sem nenhuma explicação.

4. Caos nos atrasos e milhares de pessoas morando dias a fio em aeroportos esperando chegar ao seu destino.

5. Óbitos gerados por atrasos e falta de vôos.

6. Contingenciamento de verbas desviadas de apoio aos equipamentos de controle, para outras coisas do governo, incluindo a compra do BAF-LI (Brasilian Air Force 51).

7. Os bilhões de reais arrecadados com as taxas de embarque mais caras do mundo e que deveriam ser usadas para melhorar os serviços incluindo os equipamentos de controle de vôo. E que foram usadas em outros assuntos.

8. A inércia e o desgoverno durante o caos aéreo tanto do Ministro da Defesa como do Presidente Lulla. (com dois eles para não ofender o molusco seu homônimo).

9. A tentativa de desmoralização da disciplina militar por ordem do presidente Lulla.

10. A gestão fraudulenta de Carlos Wilson do PT de Pernambuco sendo investigada pelo TCU.

Estes fatos são reais e justificam qualquer CPI, pois os abusos cometidos levaram tremendos prejuízos aos eleitores e alguns dos prejuízos são irreparáveis, como as mortes prematuras dos protagonistas desta crise. A única forma que resta aos prejudicados seria um pequeno consolo na forma de uma investigação correta e punição severa aos responsáveis.

A CPI do Apagão, como não poderia deixar de ser, foi defendida pelo supremo com um voto unânime e foi instalada com tremenda má vontade pela câmara comandada pelo governo, e que agora quer ditar as regras e dizer o pode ou que não pode ser investigado pela casa do povo.

Ora seu governinho de republica de banana, isto aqui não é a Venezuela, e o que estiver errado e dentro do foco que está causando esta repercussão internacional sobre a segurança de vôo dentro do território brasileiro, deverá ser investigado sim senhor e se a Infraero, que é sem a menor dúvida parte do problema deve sim ser investigado. Se aparecer algum culpado, deverá ser punido e este recorrente problema das CPIs se transformarem em pizza, deve ser abolida para que a casa do povo começa a merecer um pouco de credibilidade.

Leiam a notícia abaixo que gerou este comentário:

Tribuna da Imprensa on line

Governo ameaça reagir se CPI focar Infraero

BRAS?LIA - Depois de tentar inviabilizar a abertura da CPI do Apagão Aéreo no Senado, os governistas mudaram a estratégia: resolveram indicar os integrantes da comissão e apostar que a concorrência com a mesma CPI na Câmara vai enfraquecer as investigações.

Os líderes dos partidos da base no Senado prometeram indicar, na próxima terça-feira, também os integrantes da CPI das ONGs, que deveria ter iniciado no fim do ano passado. Mais uma vez, com a expectativa de que as CPIs vão atrapalhar umas as outras.

Apesar da aposta de naufrágio das CPIs, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deixou claro que haverá reação se a oposição insistir em investigar denúncias de irregularidades, como superfaturamento e direcionamento de licitações, na Infraero, a estatal responsável pelos aeroportos do País.

A tática será mostrar que a Infraero firmou convênios e parcerias com os governos estaduais, inclusive os da oposição. “No caso da Infraero, os governos são parte da operação. Governo de Goiás, governo de Pernambuco”, afirmou Jucá ontem.

Até o ano passado, Goiás era administrado pelo tucano Marconi Perillo e Pernambuco, pelo peemedebista Jarbas Vasconcelos. Ambos fora eleitos senadores e estão na linha de frente da oposição no Senado. O próprio líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN) tem dito que a Infraero não será o foco inicial das investigações.

Ele diz que as diligências mostrarão uma opção do governo por investir mais em aeroportos do que em segurança de vôo e, aí sim, será a vez da CPI se voltar para os contratos da estatal. Agripino diz que o governo erra por apostar no esvaziamento das CPIs.

“Eles desistiram de tentar evitar o inevitável. Não querem ficar mal na fotografia que já foi tirada”, afirmou o líder do DEM. Segundo Agripino, a CPI do Apagão Aéreo no Senado terá mais facilidade para fazer convocações do que a da Câmara, dominada por parlamentares governistas, que ocupam a presidência e a relatoria.

No Senado, o mais provável é que o PMDB, de ampla maioria governista, fique com a presidência e o DEM com a relatoria da CPI, por serem as duas maiores bancadas. Para evitar o excesso de CPIs, o DEM poderá adiar a instalação da CPI das ONGs.

“Não queremos fazer manobra para evitar CPI, só se fosse por entendimento político”, afirmou Jucá. “No fundo, vai ter disputa entre as CPIs”, previu o líder. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que decidir, na próxima semana, o que fazer com um requerimento do senador em que pede o arquivamento da CPI no Senado, segundo ele inconstitucional por já existir outra na Câmara com o mesmo foco.

O mais provável é que Renan Calheiros mande o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Mas a questão de ordem não tem efeito suspensivo, não impede o andamento das CPIs”, afirmou Jucá.

April 20, 2007

O DONO DO BRASIL?

Filed under: administração, notícias, política, Ética — rlaf44 @ 10:45 am

O dono do Brasil?

investimentos-1.jpg

Se você é proprietário de alguma coisa, teoricamente pode usá-la da forma que desejar sem ter que prestar contas a quem quer que seja.

Se você tiver uma propriedade, sem visinhos muito próximos, não tiver família para sustentar, não usar seu automóvel na rua, não tiver telefone nem computador, e não tiver ninguém a quem prestar satisfação, pode fazer em sua propriedade o que quiser andar nu, gritar, ou qualquer outra coisa que não atinja ou ofenda outra pessoa.

Então como se pode ver o direito de fazer o que quiser com o que for seu, está limitado à conduta social e somente no dito e na crença popular tem validade a premissa: “É meu faço como quiser?.

O governo Lula, está pensando que o Brasil é dele para usar e gastar tudo que quiser, sem prestar contas de nada, embalado nesta premissa, “O povo me escolheu, e agora tudo é meu, gasto como quiser e quem votou agora que agüente.?

Eu não estou exagerando não, pode-se fazer uma tournée pelas notícias da mídia desde a primeira eleição, e esta atitude de dono de tudo está impregnada na administração petista. Até a adega do Palácio da Alvorada, que foi deixada intacta com garrafas históricas, autografadas, da época de JK, foi assaltada e beberam ou levaram tudo que havia. O primeiro ato de melhoria das instalações feitas pelo recém eleito governo Lula, foi a churrasqueira e os banheiros externos da Granja do Torto, onde gastaram onze milhões na reforma e uma churrasqueira de 3 metros de comprimento foi estendida para 6 metros, para melhor atender aos companheiros.

Isto tudo foi notícia, do passado e já esquecida na fraca memória do povão que elegeu este hipócrita e ladrão, e que agora se fazem de esquecidos e até tentam justificar a atitude do governo com uma comparação imbecil de que o FHC também fez e fez até pior. Não dá para comparar e nem será conveniente entrar nesta discussão de comparação, porque se houve erros de um, o outro foi eleito para tentar sanar e melhorar e não competir para ver quem consegue roubar mais.

Eu fico pensando que se houvesse um mínimo de vontade política para melhorar o Brasil, e se houvesse muitas suspeitas de que no governo anterior houve muitas coisas erradas e muito dinheiro roubado, o Excelente advogado que foi escolhido como Ministro da Justiça no primeiro governo, poderia ter pedido ao MP e ao TCU para investigar as contas prestadas no governo passado e se realmente aparecessem discrepâncias, teria que processar os envolvidos. Como não fez nada a respeito, se realmente houve muita roubalheira no governo anterior, esta atitude de apatia sobre o assunto demonstra conivência com a patifaria – No mínimo

O governo Lula gasta o dinheiro da nação como lhe dá na telha e os gastos com os famosos cartões coorporativos são no mínimo muito extravagantes e como foram classificados pelo Senador Mercadante como Segurança Nacional, não pode ser prestada as contas sobre estes gastos sem comprometer a segurança nacional.

Muito bacana esta posição do governo ético do PT.

E os gastos com a propaganda mentirosa do governo se auto exaltando, sobre os atos e desatinos do governo, publicando gastos que fazem parte do orçamento das empresas estatais, como parte do investimento do governo, publicando os programas como o PAC que não foram nem votados para começar a funcionar, publicando as boas novas da revitalização da malha viária, sem que nada esteja sendo feito. Sobre este tópico, apenas o que foi feito foi uma tapeação de um programa emergencial de tapar buracos, feito sem licitação e onde todo o dinheiro gasto não resultou em nada de concreto para a melhoria permanente das rodovias nacionais. Nos três primeiros meses deste governo, o gasto com a propaganda mentirosa superou todos os gastos com qualquer outro programa do governo.

Hoje lendo um post no Blog Prosa e Política - http://pep-home.blogspot.com/

Sobre as prestações de contas do governo, fico contente de ver uma coisa inédita.

Um órgão do governo federal como o TCU, reprovando quase todas as contas do governo. Não sei no que isto vai dar, mas deveria dar processo e reposição ao erário de todo o roubo apurado.

Estou publicando na íntegra o artigo do Blog Prosa e Política, e apesar das aparências e atitudes, eu quero enfatizar que o Lula, não é o dono do Brasil, e tem sim que prestar contas desta gastança desmedida.

Estamos roubados!

Por Pedro Oliveira - Jornalista e presidente do Instituto Cidadão.

(Brasília) O relatório dos técnicos da auditoria do Tribunal de Contas da União sobre os gastos do governo Lula é estarrecedor e choca qualquer um que a ele tenha acesso. O documento já foi a plenário e deixou os ministros perplexos diante de tantas irregularidades cometidas com o dinheiro do povo. Compras fictícias, saques em dinheiro com cartões de crédito corporativos, notas fiscais falsificadas, são alguns dos muitos itens apontados pela auditoria. De aproximadamente 648 notas analisadas pelo órgão, cerca de 35%, o equivalente a R$ 482,5 mil em compras, apresentaram indícios de irregularidades. A maioria delas de natureza fiscal, como alteração do valor pago, endereços inexistentes e evidências de sonegação fiscal por parte da empresa prestadora do serviço.
Vejamos alguns absurdos cometidos nas compras efetuadas por agentes do governo Lula nos últimos anos: de 2002 até agora, as compras com cartões corporativos de todos os órgãos do governo consumiram R$ 101,9 milhões dos cofres federais. Desse valor, quase a metade, R$ 48,1 milhões, se referem à Secretaria da Administração da Presidência da República. Somente no ano de 2006, o órgão desembolsou R$ 12,7 milhões com despesas dessa natureza. Neste início do segundo governo petista (três meses), a conta dos cartões corporativos da PR já acumulava R$ 3,5 milhões. O relatório foi aprovado pelo plenário e ninguém sabe o que poderá acontecer daqui pra frente.
Tive acesso ao processo TC-007.512/2006-0, um consubstanciado relatório com mais de quarenta páginas, dezenove anexos e quatro volumes.

Para se ter uma idéia das aberrações detectadas os saques em dinheiro totalizaram R$ 25,3 milhões, o que corresponde a 62,2% do total de gastos com o cartão corporativo. As principais irregularidades constatadas na auditoria do TCU foram de natureza fiscal, como a falta de registro de nota nos livros de controle, o que pode ser interpretado como crime contra a ordem tributária e de sonegação de impostos, além das chamadas “notas calçadas?, em que o valor da despesa é alterado para cima. Por exemplo, no caso de uma nota expedida pela empresa Belini Pães e Gastronomia Ltda, referente a “despesas com refeição?. Segundo o relatório, os auditores detectaram uma alteração no valor da compra de R$ 9,44 (na via da Receita Federal) para R$ 99,44, na via apresentada para comprovar despesas com o cartão. A maior parte dessas despesas envolvem a segurança do presidente, do vice-presidente e seus familiares.Está lá, no relatório para quem quiser ver.
O elevado índice de irregularidades nas notas da Presidência impressionou muito o ministro Ubiratan Aguiar, relator da matéria. Em se tratando de irregularidades de natureza fiscal e tributária, o Tribunal vai encaminhar os resultados da auditoria aos órgãos fiscais competentes, aos Ministérios Públicos estaduais e à Secretaria da Receita Federal para que tomem as devidas providências. O plenário da Corte de Contas decidiu ainda a remessa do relatório para o presidente do Senado Federal, os presidentes das Comissões de Constituição e Justiça do Senado e da Câmara, ao Ministério Público Federal, além de outras autoridades.
O TCU entre outras medidas a serem tomadas, quer se aprofundar mais no assombroso escândalo que se anuncia no governo Lula. Vai vasculhar as entranhas da Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República com, o objetivo de investigar documentos fiscais utilizados para comprovar a realização das despesas suspeitas efetuadas com cartões de crédito do Governo Federal. Pessoalmente ouvi de um ministro: “pode vir um furacão por ai, mas o Brasil merece uma apuração isenta e rigorosa?.
A atitude do Tribunal de Contas da União é inédita e exemplar. Estaria o nosso Parlamento suficiente amadurecido para tratar do assunto? Se não tiver, estamos literalmente roubados!
PS. Os interessados poderão obter o relatório completo do TCU nos endereços:

institutocidadao@uol.com.br
pedrojornalista@terra.com.br

March 29, 2007

PROGRAMAS DE GOVERNO

Filed under: anedotas, notícias — rlaf44 @ 10:24 pm

Programas de Governo(?)

Meu amigo Ronaldo me mandou por Email uma relação dos novos programas do Governo Lula.

Estes programas vieram depois do sucesso mercadológico do PAC

1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A.
2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A.
3 - Projeto de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e Autarquias - P.R.O.P.I.N. A.
4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas - M.E.R.D.A

5 - PROGRAMA ORGANIZACIONAL DE RECUPERAÇÃO DAS RODOVIAS ASFALTADAS. - P.O.R.R.A.

6 - PROJETO DE INVENÇÕES NACIONAIS GOZADAS AUT?RQUICAS.  - P.I.N.G.A

March 25, 2007

Coincidência….

Filed under: administração, economia, notícias, política, tributação — rlaf44 @ 1:46 pm

Coincidência…

Coincidências acontecem, muito raramente, e sempre em pequenos fatos onde a chance de acontecer realmente é grande.

As coincidências onde existem milhares de fatos relevantes pertinentes, e onde os fatos passados recentes mostram certa tendência, não podem ser chamadas coincidências. Podem ser tomadas como fatos reais e que tiveram como desfecho o que se queira provar.

Eu estou me referindo, a uma notícia que anda tirando o sono de muita gente, e anda criando fofocas de todos os lados, pró e contra. Para que possamos entender e analisar friamente esta notícia vamos falar de alguns fatos posteriores.

1. Fato primeiro relacionado, foi quando o IBGE publicou uma pesquisa durante o primeiro anos do governo Lula, onde o principal programa social era e foi o tema de campanha, o “FOME ZERO?. O IBGE publicou em sua pesquisa que o Brasil tinha uma pequena população faminta sim, mas que o grande problema atual do Brasil era a obesidade. Este relatório acabou de vez com o programa FOME ZERO. Vocês já ouviram algum comentário sobre o FOME ZERO? Acabou e pronto. Neste tempo o Ministro da Casa Civil José Dirceu saiu com um comentário deselegante, mas bem próprio dele: “o IBGE parece não estar trabalhando com o governo que o paga, mas contra ele. Teremos que aparelhar melhor o IBGE, e toda pesquisa feita por ele (IBGE) tem que passar por aqui (GABINETE)antes.?

2. Marcelo Medeiros, jornalista escreveu:

A Presidência é responsável por 32,7% do total dos gastos com cartões corporativos da administração federal. O maior aumento, entretanto, ocorreu no Ministério do Planejamento - ao qual está subordinado o IBGE: de R$ 271 mil em 2005 para R$ 4,5 milhões em 2006.

Os cartões a que se refere o jornalista são os cartões corporativos do governo que no Governo Lula proliferou assustadoramente Leia o artigo completo em: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=146 e o Senador Mercadante especificou que os gastos com estes cartões são segredo como parte da segurança nacional. Depois que o Ministério do Planejamento estourou os gastos com os cartões, incluindo nestes gastos a parcela referente ao IBGE, foi que o órgão decidiu anunciar o novo método de medida da economia, para que o Lula possa ficar bonito no pedaço.

3. Estes dois fatos mencionados acima, se colocados juntos, enquadra uma enorme possibilidade de que o Executivo tenha de fato comprado esta pesquisa do IBGE com os cartões executivos do governo.

Pesquisei bastante nas páginas econômicas e existem opiniões conflitantes sobre os fatos pertinentes à esta mudança nos métodos usados para avaliar o crescimento da economia.

Vejam a visão de Carlos Alberto Sardemberg:

23/03/2007 Para entender o PIB (3)

Comentando os novos números do PIB, hoje, o presidente Lula mandou ver: “O crescimento da economia, mesmo sem estar acompanhado do crescimento de investimento, se deve à extraordinária colocação de dinheiro nos programas sociais”.

Não é a verdade inteira, mas é boa parte dela. E a parte principal.

O PIB ficou maior e o ritmo de seu crescimento, no governo Lula, aumentou. Mas a metade desses ganhos deve-se ao crescimento do governo, nos impostos arrecadados e nos gastos.

Outra parte deve-se ao aumento do consumo das famílias, explicado especialmente pela distribuição de renda via governo (o Bolsa Família e outros programas, além do salário mínimo, pago pelo governo a mais de 17 milhões de pessoas, na forma de aposentadorias, pensões e outros benefícios).

Ora, não há exemplo de país que tenha crescido de modo forte e sustentado com base só na expansão do consumo.

É preciso turbinar os investimentos no setor produtivo e na infra-estrutura, de modo a aumentar a riqueza nacional e a capacidade futura de gerar riqueza.

Mas a mesma recontagem do PIB mostrou que os investimentos totais (públicos e privados) são menores do que se supunha e que o investimento do governo federal está em queda.

Conclusão rápida: o país está distribuindo, via transferências feitas pelo governo, uma renda já existente. E não está criando riqueza nova na velocidade necessária.

Não pode dar certo.

A China faz exatamente o inverso: mais investimento, menos consumo.

E ainda:

Para entender o novo PIB (1)
A melhor notícia está na redução da relação dívida pública líquida/PIB. Trata-se do mais importante – e mais acompanhado pelo mercado – indicador de solvência do país.
Essa relação estava em torno dos 50% do PIB, muito alta. Com os dados a serem conhecidos na semana que vem, relativos a 2006, é possível que tenha caído abaixo dos 45% já em dezembro último.
Para se ter uma idéia do tamanho dessa mudança: pelas contas antigas, somente se chegaria àquele número em 2010. Um ganho de quatro anos.
Mas, mesmo a 45%, ainda é muito alto.
Dos quatro principais países emergentes – Brasil, Rússia, China e ?ndia – apenas esta última tem indicador pior que o brasileiro (altíssimos 96,3%). Mas os juros reais que incidem sobre essa dívida são de 1% ao ano, contra os 8,5% do Brasil.
Para os países emergentes normais, digamos assim, sem crise atual ou que não estejam saído de crise profunda, como a Argentina, a relação dívida pública/PIB vai de 25% para baixo.
Para entender o novo PIB (2)
A redução dessa relação dívida/PIB se obtém pelo superávit primário, a economia que o governo faz em suas contas para o pagamento de juros.
Para simplificar: quanto maior o pagamento de juros, maior a redução do endividamento. Logo, quanto maior o superávit primário, menor a dívida.
A meta do governo para o superávit primário, fixada em lei, é de 4,25% do PIB, podendo cair a 3,75% caso o governo faça certos investimentos em infra-estrutura. Se o PIB é maior, claro que o superávit terá de ser maior.
Mas o superávit só existe para reduzir a dívida. Se esta ficou menor, o superávit também pode ser menor. Só será maior se o governo quiser acelerar a redução da dívida – que é o que devia fazer.
Mas parece que o governo vai aproveitar para gastar mais.

O novo método, de avaliação do crescimento do PIB, prima pela avaliação do consumo.

Quando o governo pega os nossos impostos, (Classe Média), que já estavam nas alturas, e acrescentam a estes impostos 4% do PIB, os números são fabulosos.

Depois pega esta quantia fabulosa e distribui como esmola para gente carente, é claro que o consumo aumenta, mas não com riqueza criada pelo crescimento econômico, mas com a riqueza roubada da classe média através de impostos.

Os números da Indústria e da Exportação caíram, mas o consumo aumentou.

Em meu modo de ver esta nova consideração das avaliações do crescimento através do consumo, poderia até ser, mas deveriam considerar retirar dos índices apresentados, os impostos que foram acrescentados para pagar a esmola que gerou o consumo.

March 19, 2007

Duas mortes iminentes?…

Filed under: ARTIGOS, Ecologia, Justiça, administração, notícias, política, Ética — rlaf44 @ 10:54 pm

Duas condenações à morte? Sem nenhuma apelação?

Uma do Bispo Cáppio outra do velho Chico.

Nos dois links abaixo, escrevi e publiquei artigos contra o famigerado projeto de transposição das águas do Rio São Francisco.

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=150 –o velho Chico e o bispo

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?cat=26- projeto mirabolante

Este projeto, já nasceu como o tal PAC, natimorto, pois os estudos existentes, por vários órgãos responsáveis mostram a inviabilidade deste projeto monstruoso e idiota que o presidente também monstruoso e idiota vai tentar levar em frente na marra.

Sua ganância é insaciável e estes cinco ou seis bilhões de reais que estão orçados para o projeto falam mais alto em sua ética (?) do que o bom senso e os estudos técnicos de viabilidade sobre o assunto.

Para ele, apedeuta, não importa a morte do Bispo Cáppio que provavelmente ocorrerá, e também a morte lenta do Rio São Francisco que também provavelmente ocorrerá. Para ele apedeuta com sua tradição sindical, o que importa e unicamente o que importa é o imediato resultado das comissões e desvios desta enorme verba para este projeto mirabolante. Pelas tradições brasileiras em projetos desta natureza se foi orçado em seis bilhões, vai terminar em quinze ou vinte bilhões sem resultado prático e seus amigos, sua conta bancaria seu filhinho empresário todos vão se beneficiar destas mortes impunes, e deste enorme orçamento.

O reaparecimento da SUDENE e do DNOS, durante este governo calhorda, foi planejada e desejada para comandar e distribuir esta enorme verba.

Eta Brasil…..!!!!

Recebi um Email de minha irmã Sônia que mora em BH/MG sobre este assunto e vou publicar na íntegra porque está bom e dentro da parte responsável que ainda resta de bom no Brasil.

Não sei se vai dar resultado, mas vamos fazer pressão.

?gua mole em pedra dura (cabeça e ética do Lula) tanto dá até que fura.

Vejam agora o Email da Sônia:

Paulo Nogueira Batista - Jornal A Tarde (15/03/2007)

Dom Luiz e o São Francisco

Retomo um tema que sempre me causa certa angústia. Anteontem, o governo publicou no Diário Oficial o edital para o início das obras do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco. Estão previstos gastos de R$3,3 bilhões para as obras. O governo estima que a despesa total alcance R$6,6 bilhões, incluindo, além da construção de canais, gastos com projetos executivos, supervisão das obras e aquisição de equipamentos, entre outros. Desde o início da semana, centenas de representantes de movimentos sociais estão acampados em Brasília, reivindicando a retomada do diálogo com o governo, a revitalização do São Francisco e o arquivamento do projeto de transposição.

A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio em outubro de 2005, em Cabrobó. A greve foi suspensa por acordo negociado pelo então ministro Jaques Wagner, atual governador da Bahia. O ponto mais importante do acordo foi a promessa do governo de “prolongar o debate” sobre a transposição das águas do São Francisco, “ainda na fase anterior ao início de obras, para o esclarecimento amplo de questões que ainda suscitem dúvidas e divergências”, conforme documento negociado com dom Luiz pelo ministro Wagner e aprovado pelo presidente Lula.

Até onde sei, esse debate apenas começou. O ano de 2006, dominado pelas eleições, não foi propício ao aprofundamento da discussão.

A polêmica é intensa e o projeto vem dividindo o Nordeste. Em artigo publicado há poucos dias pela Agência Carta Maior, Leonardo Boff advertiu que, se o governo levar adiante o projeto sem levar em conta a existência de alternativas que muitos especialistas consideram mais baratas e socialmente mais eficazes, “podemos contar com nova greve de fome do bispo”. E acrescentou: “Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, dom Luiz ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então, a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico.

Estará o governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?”.

Um bispo “santo e evangélico”.

Em minha vida, já conheci homens de grande espírito público (Octávio Gouvêa de Bulhões e meu pai, por exemplo), já conheci figuras heróicas (Dilson Funaro), mas devo dizer que nunca havia conhecido um santo, o que não é de espantar, dada a extraordinária raridade do fenômeno. No ano passado, contudo, tive a honra de me encontrar diversas vezes com dom Luiz. Quem sou eu para dizer quem é ou não é santo? Mas Leonardo Boff tem autoridade e conhecimento para tal. Conhece dom Luiz há muito tempo, foi seu professor no seminário de teologia em Petrópolis, no início dos anos 70, e tornou-se seu amigo e admirador. Desde aquela época, relembrou Boff em artigo escrito na época da greve de fome, dom Luiz se destacava por “uma aura de simplicidade e santidade”.

No final de fevereiro, dom Luiz esteve em Brasília para protocolar carta ao presidente da República. A sua disposição é retomar o debate sobre o São Francisco e as soluções para o Semi-árido.

Nessa carta, o bispo observa, por exemplo, que a Agência Nacional de ?guas propõe 530 obras para solucionar os problemas de abastecimento hídrico até 2015 em todos os núcleos urbanos com mais de cinco mil habitantes do Semi-árido. “Essas obras beneficiariam as populações mais necessitadas e custariam R$ 3,6 bilhões, sendo portanto mais baratas, mais abrangentes, mais eficientes do que qualquer obra de transposição hídrica”, argumenta.

Dom Luiz não faz ameaças. Pede apenas “que se retome o diálogo e que se garanta que seja amplo, transparente, verdadeiro e participativo, incluindo toda a sociedade do São Francisco e do Semi-árido, conforme foi pactuado em Cabrobó em outubro de 2005″.

Se as dúvidas são tantas, se há tanta incerteza sobre os méritos do projeto de transposição, esse apelo precisa ser atendido. Trata-se de cumprir o que foi acordado pelo governo, em negociação difícil e até dramática, graças à qual se preservou a vida de dom Luiz e se abriu a perspectiva, ainda não concretizada, de uma discussão profunda sobre a transposição e as alternativas.

“A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio”

Transposição das águas do Rio São Francisco: Um novo desfile e a mesma fantasia, por Washington Novaes

5/03/2007

[O Estado de S. Paulo] Haja fôlego, paciência, persistência. Há uns 15 anos vem o autor destas linhas transcrevendo periodicamente graves questões levantadas por cientistas, administradores públicos, Tribunais de Contas, a respeito do famigerado projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. A todas responde a administração federal - quando responde - com argumentos do tipo “não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca”. E vai em frente, até que surja uma nova barreira - como foi a greve de fome do bispo dom Luiz Flávio Cappio.

Agora, esquecido o bispo e derrubadas na Justiça medidas liminares, anuncia o ministério da Integração Nacional que fará imediatamente licitações (no valor aproximado de R$ 100 milhões) para contratar empresas que façam os projetos executivos da obra, orçada em R$ 6,6 bilhões nesta etapa. E o bispo manda nova carta ao presidente, lembrando que o Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas que se alardeia, que a Agência Nacional de ?guas propõe obras em 530 municípios para solucionar os mesmos problemas com metade dos recursos previstos para a transposição e que populações a 500 metros do rio continuarão, apesar da transposição, a sofrer com a falta de água. Já o Comitê de Gestão da bacia (que por 44 votos a 2 foi contra a transposição) diz que esta atende a menos de 20% do semi-árido, que 44% da população do meio rural continuará sem acesso a água - “exatamente os que mais precisam” - e que a revitalização do rio prometida pelo ministério da Integração Nacional precisa “sair do campo da retórica”. E o ministério Público volta a recorrer à Justiça, lembrando que nos termos da Constituição, por atingir terras indígenas, a obra precisa de autorização do Congresso Nacional, o que ainda não aconteceu.

Como já foi dito aqui, parece uma assombração que some e reaparece de tempos em tempos. Sem falar no governo imperial, foi no começo da década de 1980, ainda nos tempos do “Brasil Grande” da ditadura militar, que o projeto ressuscitou, para uma vida muito breve. Pouco mais de uma década depois, embora o então ministro do Meio Ambiente Rubens Ricupero dissesse que o São Francisco já era “um rio ameaçado de extinção”, por causa do desmatamento nas regiões onde nascem e por onde passam seus formadores, o ministério do Interior voltou à carga, com um projeto de transpor 150 metros cúbicos por segundo, a um custo de US$ 1,5 bilhão. Mas ele foi fulminado por um parecer do Tribunal de Contas da União, que mostrava ser um fantasma esdrúxulo, pois o ministério do planejamento dele não sabia, assim como os ministérios da Agricultura (que cuida de irrigação), da Reforma Agrária e da Fazenda (que libera recursos). Além disso, o projeto implicava prejuízos de US$ 1 bilhão anuais na geração de energia, inviabilizava mais áreas para irrigação a montante do que beneficiava a jusante e concentrava os benefícios num pequeno número de grandes produtores rurais.

Foi para o limbo até 1998, quando ressurgiu em nova versão de túneis que levariam água para o abastecimento de cidades, ao custo de US$ 700 milhões. Durou pouco a reaparição. Mas já estava de volta no final de 2000, numa versão em que 127 metros por segundo transpostos beneficiariam 8 milhões de pessoas e o abastecimento de água de 268 cidades, além de irrigar 260 mil hectares. O professor Aziz Ab’Saber, da USP, lembrou na época que os beneficiados seriam menos de um terço das vítimas da seca (27 milhões). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) observou que pelo menos 30% da água se perderia por evaporação. E a Cáritas mostrou que a solução para comunidades isoladas está na implantação de cisternas de placa (das quais já há 160 mil), não na transposição, que não chegaria a esses lugares.

Levou algum tempo para recuperar-se o combalido. Mas retornou em 2003. Dessa vez, teve a oposição do Comitê de Gestão da bacia, da CNBB, da OAB, das arquidioceses à beira-rio. Custaria R$ 4,2 bilhões para uma transposição de 53 metros cúbicos por segundo. Vários especialistas (professor Aldo Rebouças, da USP, professor Abner Curado, da UFRN, professor João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, entre muitos) mostraram a desnecessidade: o problema no semi-árido é de gestão, não de escassez.

Mesmo levantando mais de 40 questões, o Ibama concedeu em 2005 licença prévia. Sabendo que 70% da água seria para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades, e não para proporcionar “uma caneca de água para as vítimas da seca”. Que não estava equacionada a questão dos subsídios necessários para uma água que poderia custar até cinco vezes mais que a então disponível. Que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação. Que havia enormes discrepâncias a cada citação do número de beneficiados (12 milhões? 7,24 milhões? 9,02 milhões? 7,21 milhões?) e dos hectares irrigados (161 mil? 186 mil?). Mais grave que tudo: o próprio estudo de impacto ambiental dizia que 20% dos solos que se pretendia irrigar “têm limitações para uso agrícola”; e “somados aos solos líticos, notadamente impróprios, respondem por mais de 50% do total” das terras que seriam irrigadas. Não bastasse, “62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão”. Ainda assim, concedeu licença prévia ao projeto, pois as objeções do Comitê de Gestão haviam sido ignoradas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos.

Agora, o velho abantesma retorna à avenida, sem responder a nenhuma das muitas questões levantadas principalmente por cientistas.

E retorna com a mesma fantasia.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

( www.ecodebate.com.br ) artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo - 02/03/2007

Se você é contra a Transposição do Rio São Francisco escreva para os deputados no site:

www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/

Ou mande diretamente para o presidente mostrando a sua posição:

https://sistema.planalto.gov.br/falepr/exec/index.cfm?acao=email.formulario&CFID=1006323&CFTOKEN=88203168

o PAC emPACou

Filed under: REFORMAS, administração, economia, notícias — rlaf44 @ 9:28 am

O PAC emPACou

Depois de quatro anos de marasmo e corrupção o governo Lula inaugurou o novo governo com uma descoberta inédita de que o Brasil estava travado. E ele depois desta descoberta de gênio, anunciou com grande estardalhaço que havia descoberto a maneira de fazer o Brasil crescer. Faltando apenas o grito de “EURECA? o apedeuta criou o PAC. Conforme artigos publicados neste blog, o PAC pode significar muita coisa como:

Programa para Apropriação do CPMF, ou Plano para Acabar com o Chico, mas plano para o crescimento do Brasil, não havia.

Os dois ministros encarregados de anunciar o PAC, porque o presidente não tinha e não tem capacidade para tal, ficaram entre gaguejar e enrolar, mas não convenceram ninguém com algum conhecimento de causa. Até a mídia simpática ao governo criticou a falta de substancia do plano E pior ainda, a Radiobrás, órgão do governo apresentou opiniões desfavoráveis sobre a possibilidade de sucesso do PAC.

E agora, o gênio criador do PAC, o Lula Apedeuta da Silva está pondo em dúvida a possibilidade de sucesso deste plano imbecil e idiota de crescimento mágico depois de quatro anos estuprando o Brasil.

E sem encontrar o “Ponto G? da sociedade brasileira

O governo do Apedeuta da Silva deveria entender que nenhum país cresceu com uma taxa tributária de 40% do PIB, e pior ainda onde esta taxa imoral, está dependurada nas costas da classe média que paga 80% destes impostos ficando na prática com um imposto de 46% do PIB para esta classe que emprega 85% das pessoas com empregos formais do Brasil.

O crescimento do Superávit Primário à custa de elevação da carga tributária, não é sinal de sucesso e sim de fracasso em crescer sustentavelmente. As contas externas e o pagamento da dívida ao FMI foram feitas também à custa de aumento da carga tributária quando deveriam ser frutos do crescimento e do enxugamento da máquina pública que cresceu. Antes que qualquer plano de crescimento tenha alguma chance de sucesso, o Apedeuta da Silva deveria entender que enquanto as tarifas e impostos e contribuições não atingirem um limite máximo de 20% do PIB (deveria existir uma PEC neste sentido) não existe possibilidade de crescimento, com PAC ou sem PAC.

Em vez do mirabolante PAC, o Apedeuta Lula da Silva para incentivar o crescimento, deveria mostrar maturidade e responsabilidade e criar uma lei para ser votada pelo congresso onde:

O PAC deveria ser uma PEC:

1. Ficaria abolida a CPMF – O imposto mais irregular e ladrão de que se tem notícia.

2. Ficaria dispensada a multa emergencial do FGTS.

3. Ficaria proibida uma carga tributária superior a 20% do PIB

4. Seria obrigatório todo governo deste ponto em diante reduzir anualmente a carga tributária gradativamente até atingir um ponto sustentável de 20% do PIB

Uma lei destas, acompanhada da independência das agencias reguladoras, mostraria maturidade e confiança para os investidores privados na economia brasileira e os investimentos poderiam ter um ritmo mais acelerado.

Nenhum investidor de longo prazo poderia ter confiança em um país onde a economia está ancorada em uma CPMF

Leiam as duas matérias de Helena Chagas, publicadas no JB on Line

Pacote empacou no governo e no Congresso

À inquietação do presidente, em relação à eficácia do PAC para assegurar os investimentos necessários, soma-se a preocupação com a própria execução do programa. Boa parte dele até agora não saiu do papel e nem mesmo sua discussão engrenou no Congresso, mais envolvido com projetos da área de segurança e, agora, com a disputa entre governo e oposição em torno da criação da CPI do Apagão Aéreo.

Nesta semana, as primeiras medidas provisórias do PAC, editadas há 45 dias e não votadas, começam a obstruir a pauta da Câmara. E, embora a oposição não tenha investido contra as medidas destinadas a estimular o crescimento, a discussão tem sido morna e não se tornou, como Lula esperava, o centro da agenda política.

Na avaliação de parlamentares governistas, o Planalto, envolvido na reforma ministerial, perdeu um tempo precioso para patrocinar a discussão e a votação de matérias importantes no início da legislatura e do segundo mandato de Lula - a chamada lua-de-mel pós-eleitoral. O líder do governo na Câmara foi nomeado há apenas uma semana. O ministro das Relações Internacionais acaba de assumir a Justiça e ainda não foi formalmente substituído. E os ministérios da bancada do PMDB e de outros partidos da coalizão - importantes para “azeitar” a boa vontade dos deputados - só agora estão sendo anunciados.

- Acho que o governo tem que aproveitar o clima e votar logo as medidas do PAC. Depois cuida do resto — diz o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com a experiência de presidente da Câmara. (H.C.)

Lula passa da euforia à dúvida sobre o PAC

Helena Chagas

Brasília. Passadas as primeiras semanas de euforia com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula começa a ter dúvidas - e a expressá-las a interlocutores mais próximos - sobre a eficácia do programa em garantir investimentos suficientes para produzir, neste ano, crescimento econômico próximo de 4%.

Lula tem ouvido opiniões divergentes de políticos e economistas sobre o PIB de 2007 e o cenário internacional, mas a maioria delas converge num ponto: o programa de investimentos públicos é fundamental, mas precisará ser acompanhado de outras medidas, que estimulem investimentos da iniciativa privada, para que o país pegue o embalo do crescimento.

São cada vez mais frequentes também no gabinete presidencial as discussões sobre alterações na condução das políticas de juros e de câmbio, ainda que sejam descartadas mudanças drásticas.

- O presidente Lula está inseguro quanto à eficiência do PAC para garantir o crescimento com investimentos públicos. Está começando a perceber que talvez sejam necessárias outras medidas para estimular a economia. Ele não quer chegar a 2008, ano de eleição municipal, sem que a economia tenha dado sinais de que entrou num ritmo de crescimento maior - diz um dos integrantes do conselho político da coalizão que se reúne no Planalto.

A receita em relação aos juros é acelerar, nas reuniões do Copom, o ritmo de queda. Lula já disse isso diversas vezes ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a saída do diretor Joaquim Beviláqua é considerada um sinal de que os cortes na taxa Selic vão ser maiores até o fim do ano. Mas os setores “desenvolvimentistas” do governo e do PT continuam insistindo junto ao presidente para nomear um diretor que represente sua posição no Comitê. Meirelles resiste e nomeou Mário Mesquita, diretor com perfil considerado ortodoxo, para acumular as funções de Beviláqua. A queda-de-braço terá que ser arbitrada pelo próprio Lula, e o cerco a Meirelles vai continuar.

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e ex-líder do Governo, o senador Aloizio Mercadante fez críticas públicas à política de juros em audiência de Meirelles na Comissão e pretende aprovar projeto que obriga o presidente do Banco Central a ir ao Senado a cada três meses, para dar explicações.

- Minha posição sobre a política de juros é conhecida. É preciso acelerar o ritmo dos cortes na taxa. E queremos o Meirelles aqui no Senado para discutir o assunto conosco. Mas acho que só mexer nos juros não resolve - afirma Mercadante.

De outros interlocutores, Lula também tem ouvido que, a esta altura, não basta mexer apenas nos juros, e que é preciso haver algum tipo de providência em relação ao câmbio valorizado. Não se estuda nada drástico, mas já foi sugerida ao presidente, por exemplo, a contratação, para o BC, de um operador de mercado mais ousado. Nada disso passaria, porém, por medidas que restringissem a entrada de dólares no país ou qualquer alteração na política do câmbio flutuante. A ajuda a mais setores prejudicados pela política cambial também faz parte do rol de propostas que Lula tem discutido. (H.C.)

O PAC, não vai morrer como herói. Será uma morte de indigente. Não terá enterro de honra, mas sua inevitável morte se dará por causas genéricas. Ele morrerá na calada da noite, sem comentário algum, será enterrado como indigente e será esquecido como os montes de planos mirabolantes antes deste. O óbito anunciado ao nascer não deverá se estender além do outono. A causa do óbito será falta de substância. O atestado de óbito não será assinado nem pelo Mantega, nem pela Dilma, e muito menos pelo Apedeuta.

Este, simplesmente deverá dizer que o PAC foi morto pela “Zelite?.

March 4, 2007

O Brasil não vai crescer

Filed under: Outros autores, administração, economia, notícias — rlaf44 @ 7:32 pm

O Brasil não vai cescer.

Com o PAC ou sem o PAC o Brasil não vai crescer.

Eu não sou pessimista, sou realista.

Eu me lembro muito claramente que quando a revista veja, falava mal do governo FHC, os petistas mais famosos como os Josés, Dirceu e Genuíno, o Mercadante, até o Chináglia que na época andava meio apagado, portavam as edições da revista e brandindo estas edições dentro do plenário, pediam até o impeachment do FHC.

Depois o PT virou vitrine e começou a levar pedrada e a revista continuou com o seu trabalho de publicar responsavelmente as matérias que obviamente venderiam melhor, pois a finalidade da revista não é ajudar este ou aquele governo e sim vender exemplar.

Agora, que o PT é a bola da vez, a revista já não presta mais. Está vendendo matéria paga pelo governo Bush para desestabilizar o governo brasileiro. Antes era uma revista séria quando falava mal do FHC e agora, foi vendida a um grupo de judeus e está trabalhando contra o governo do PT.

Quando os sem terra invadiram o congresso, causando muitos danos e ferindo inocentes, Veja publicou uma capa que dizia “Os PTbulls?.

Foi uma alegação aos petistas de carteirinha que comandaram aquela invasão, não foram punidos e os danos causados foram pagos pelo erário, que somos nós.

Naquela edição, houve uma onda de pessoas revoltadas com a revista porque como diziam, estavam denegrindo a imagem do PT, comparando o PT com o terrível animal que é o PIT BULL.

Ora gente, o PT não precisa de ninguém nem revista nem jornal para denegrir a sua imagem,

http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=3915

Bruno Maranhão está solto, nunca pagou pelo que fez. Não se arrepende, e foi recentemente premiado com uma posição de destaque acredito no governo da Bahia.

As ações recentes do PT, com ligações íntimas com a CUT e o MST, invadindo terras no pontal do Paranapanema, Dirigidos pelo José Rainha, criminoso defendido pelo petista Greenhalgh, todos sob a cobertura e o patrocínio do PT.

Estas ações, e as ações do passado recente:

http://www.resenha.inf.br/politica/?page=revistas&actions=viewnotice&revis_cod=1202

Fazem do PT, um covil de bandidos ou um canil de Pit-Bulls.

Todas estas ações dão à revista Veja mais credibilidade e imparcialidade do que nunca.

Leiam mais esta boa reportagem:

Reportagem de Veja On line:

Brasil

Só o que cresce é o Estado

Desde a Constituição de 1988, os gastos públicos aumentam

e travam a economia. A conta vem na forma de mini-PIBs

Giuliano Guandalini

Os brasileiros conheceram na semana passada o balanço econômico do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 2003 e 2006, o PIB (a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país) avançou lentamente, em um ritmo de 2,6% ao ano, bem abaixo da média mundial. Um primeiro olhar mostra um resultado tíbio, mas sem surpresas. Essa tem sido a toada da economia brasileira há duas décadas, desde que a Constituição de 1988 instituiu, por decreto, uma sociedade do bem-estar de nível europeu financiada pela porção produtiva de um país de nível de renda brasileiro. No entanto, dois fatos fazem do resultado do PIB do primeiro mandato de Lula um número especialmente desalentador na história econômica brasileira. O primeiro diz respeito ao contexto internacional. Ao contrário de governos anteriores, Lula presidiu o país durante quatro anos de rara prosperidade global. O governo petista não deparou com crises a debelar, não enfrentou choques financeiros de proporções sísmicas como a crise asiática, em 1997, nem os atentados terroristas de 11 de setembro, em 2001. Nos últimos quatro anos, houve apenas uma ou outra chacoalhada momentânea, como a turbulência nos mercados ocorrida na semana passada. Mas não se viu nenhum evento internacional que justificasse o marasmo interno. Ele foi exclusivamente made in Brazil. O segundo fato foi que o Estado voltou a inchar nos últimos quatro anos, revertendo várias tentativas, feitas nos anos 90, de desarmar a bomba do gasto público colocada no colo dos brasileiros pela Constituição de 1988.

Entre 2003 e 2006, o governo Lula fortaleceu o assistencialismo, contratou 182.000 funcionários públicos e criou 27 estatais. Quem pagou a conta foi a sociedade, na forma de cargas recordes de impostos. Com muito imposto, falta dinheiro para investimento e poupança. Resultado: mini-PIBs, PIBs envergonhados ou “pibinhos”, como escreveu, com rara felicidade, o jornal O Globo. No mesmo período, a carga tributária subiu de 35% para 39% do PIB. Ao ampliar cada vez mais os gastos assistencialistas e previdenciários, o governo diminuiu os investimentos públicos em infra-estrutura, deixando o país repleto de gargalos – aeroportos caóticos, portos no limite e estradas federais intransitáveis. Resta, portanto, óbvia a relação de causa e efeito entre o aumento dos gastos públicos e o crescimento pífio do PIB. Mas poucos levam essa constatação a sério no cada vez mais pobre debate público no Brasil. Depois da divulgação dos números do PIB, os “culpados de sempre” foram apontados: juros altos e câmbio desfavorável. Poucas e raras palavras foram gastas para comentar as reais causas da letargia econômica, que é o avassalador crescimento do peso do Estado. Para ilustrá-lo, VEJA compilou uma série de indicadores antigos e novos . A constatação é inequívoca: o governo tem aumentado a sua participação na economia, reprimindo os investimentos privados e tolhendo o poder de consumo das famílias.

Em seu mais recente livro, Brasil: Raízes do Atraso – Paternalismo Versus Produtividade (Campus Elsevier; 288 páginas; 59,90 reais), que será lançado nesta semana, o economista Fabio Giambiagi constata, fria e objetivamente, que não surpreende a atual pasmaceira econômica. “É simples, o Brasil não cresceu mais porque não mereceu, pois nos empenhamos em adotar políticas que conduzem à mediocridade”, afirma o economista. Para o autor, hoje já não há mais como negar que, no âmago do atraso, aparece com destaque a Constituição de 1988. O Brasil passava pela redemocratização, e a Constituição abraçou uma pletora de reivindicações, de todas as naturezas. Resume Giambiagi: “No esforço de garantir uma série de direitos pela força da lei, o país descuidou das condições para que a prosperidade econômica pudesse ser alcançada de maneira efetiva por todos. Usando uma velha metáfora, em vez de ‘ensinar a pescar’, o que se buscou, naquele momento, foi ‘dar o peixe para todos’, sem distinção”. O problema é que esses anseios não cabem no orçamento de um país como o Brasil. A ressaca chegou rápido. Primeiro como hiperinflação, no início dos anos 90. Em seguida, na forma de juros elevados, baixo investimento e queda na taxa de crescimento do país. Diz Giambiagi: “Um país é resultado de suas escolhas. Em 1988, nós fizemos as erradas”. A sociedade brasileira sofre até hoje o impacto dessas escolhas. O resultado é que o atual equilíbrio fiscal, ainda frágil, só se mantém por causa do aumento da carga de impostos e da diminuição dos investimentos públicos em infra-estrutura, dois fatores que frearam o potencial de crescimento do país. Obviamente nem todas as mazelas decorrem da nova Carta Magna. Certos privilégios nacionais são tão antigos quanto o país e alguns desequilíbrios foram ainda mais potencializados nos últimos anos. Governos anteriores tentaram desarmar essa bomba, vendendo empresas estatais e reduzindo o funcionalismo público. Com Lula, isso se perdeu. Todo o esforço para estancar o inchaço do Estado foi abandonado.

Como o setor público é menos produtivo, o seu inchaço depois da Constituição de 1988 reduziu a produtividade do país e derrubou o potencial de avanço do PIB. A produtividade é o principal determinante do desenvolvimento duradouro de um país. Se ela avança rapidamente, o PIB cresce a saltos largos. Sempre que algum país tenta correr mais rápido do que sua capacidade produtiva, ele acaba gerando mais inflação. Em resumo, a produtividade é o total produzido por hora, levando-se em conta os trabalhadores e as máquinas e os equipamentos utilizados. Quando uma empresa investe e compra uma máquina mais eficiente, por exemplo, eleva sua produtividade. Outra maneira de ampliar a produtividade é melhorar a qualidade da mão-de-obra, investindo em educação e treinamento. Na década de 1970, quando o Brasil era o país que mais crescia no planeta (em 1973 a taxa chegou a 14%), a produtividade progredia 8% ao ano em média. Hoje o avanço não passa de 1% ao ano. Nessas condições, não há como crescer muito. Só resta ao Banco Central ser cauteloso na queda dos juros – um remédio que, aos olhos de incautos, se confunde com a doença.

Alexandre Marinis, diretor da consultoria Mosaico Economia e Política, analisou o desempenho de 215 países, entre 1971 e 2005, e constatou: quanto maior o tamanho do Estado, menor o crescimento. Tome-se o caso do Brasil. Nas décadas de 70 e 80, o setor público tinha um peso de 10% no PIB, e, nesse período, o crescimento médio da economia foi de 8,4% ao ano. Nas duas décadas seguintes, a fatia do Estado no PIB dobrou e a taxa média de expansão econômica minguou para 2,7%, em média, ao ano. Segundo os dados compilados pelo economista, os países em que o peso do Estado não passa de 10% do PIB registraram um crescimento médio de 4,7% ano. Os países em que o tamanho do governo atinge 20% do PIB, como o Brasil, não conseguem crescer mais do que 3% ao ano.

As estatísticas mostram que, claramente, o divisor de águas nesse processo de elefantíase estatal foi a Constituição de 1988. O governo Lula não é responsável por ela. Mas, em vez de apagar o incêndio, jogou gasolina na fogueira. Colhe agora o “pibinho” que semeou.

NADA MAIS DIF?CIL…..

Filed under: administração, notícias, política — rlaf44 @ 3:19 pm

Gráfico do crescimento do Brasil nos últimos 46 anos, em porcentagem do PIB médio do mandato presidencial.

Na última coluna, foi subtraida a diferença entre o crescimento do Brasil e o crescimento médio do mundo todo, para se ter uma ideia de como o Brasil se comportou nesters ultimos anos, e as probabilidades de crescimento em um futuro próximo.

Mandato

Period

Media p/ano -%-PIB

Media mundial

Diferença Brasil/mundo

JK

56/61

8,1

3,8

4,3

Quadros

1961

8,6

3,1

5,5

Jango

61/64

3,6

4,8

1,2

Castelo

64/67

4,2

5,5

1,3

Costa

67/69

7,8

4,9

2,9

Médici

69/74

11,9

4,4

7,5

Geisel

74/79

6,7

3,5

3,2

Fiqueredo

79/85

3,5

2,8

0,7

Sarney

85/90

4,3

3,8

0,5

Collor

90/92

-1,3

2,3

3,6

Itamar

92/94

5,4

3,1

2,3

FHC 1

94/98

2,6

3,7

1,1

FHC 2

98/02

2,1

3,6

1,5

Lula 1

02/06

2,6

4,8

2,2

Em vermelho estão os números negativos, onde o crescimento do Brasil foi menor do que a média mundial

“Nada é mais difícil e cansativo do que tentar demonstrar o óbvio.”

Nelson Rodrigues

Na tabela acima nota-se que a frase usada na magnífica campanha política do Lula, não espelha a verdade, porque o homem nunca trabalhou e não vai trabalhar agora que conseguiu o seu lugar na sombra. Desde JK, houve seis períodos em que o mundo em geral cresceu em média mais do que o Brasil. Durante os mandatos de Jango e Castelo, eram períodos de turbulência nacional. No período Collor em que o crescimento do Brasil ficou negativo, também era tempos de ajustes com uma constituição nova e as mudanças, congelamentos de poupança e planos que não deram certo. Nos dois governos de FHC, foram governos de adaptação ao regime sem inflação, aumento muito alto dos juros e dos impostos para fazer caixa para substituir a impressão desenfreada de dinheiro, e as turbulências internacionais que refletiam muito nos investimentos voláteis no país.

Agora no governo Lula, onde não houve nem uma crise internacional ou interna, onde não houve planos mirabolantes (pelo menos isto foi bom), o Brasil cresceu muito pouco e a diferença para o resto do mundo somente foi maior no governo Collor.

Existem muitas razões para este dado estatístico:

A constituição Cidadã de 1988 estabeleceu muitos direitos que levaram o Brasil a gastar cada vez mais para atender a estes direitos. Os governos anteriores tentaram desarmar esta armadilha, privatizando as estatais e enxugando a folha de pagamento dos funcionários públicos, terceirizando muitos postos de trabalho. O governo Lula inverteu o processo:

Mandato

Postos de trabalho

Empresas estatais

Sarney

66 a menos

Collor

26 a menos

Itamar

38.000

Demissões

15 a menos

FHC

154.000

Demissões

39 a menos

Lula

184.000

contratados

27 a mais

Como podem observar, a inversão do processo de enxugamento da máquina estatal. Foi tudo invertido no governo Lula, com um tremendo custo para o país e pouquíssimos benefícios, erodindo desta forma qualquer resquício de possibilidade para aproveitar alguma herança bendita do FHC. Da forma em que foi feito, não havia muita possibilidade de se aproveitar nada dos 10 anos anteriores onde houve a preocupação de enxugar o gasto público. O governo Lula inverteu o processo. Em vez de aproveitar o embalo, primeiro parou o carro e depois engatou marcha ré.

E tem ainda mais:

Nas 184.000 contratações, em sua maioria não foi usado um critério técnico mas sim um critério político, aparelhando politicamente a maquina administrativa em detrimento do serviço desempenhado.

A escalada das tarifas e impostos e contribuições.

Os impostos subiram muito nos dois períodos do FHC. Porém, houve uma razão específica para este crescimento nos tributos.

Antes do Plano Real, que acabou com a inflação, o governo, toda vez que necessitava de fundos, emitia dinheiro sem lastro (dava cheque sem fundos) e inflacionava ainda mais o sistema. Com a indexação automática chamada correção monetária, dava-se a impressão de que o governo inflacionava, mas repunha a diferença da inflação. Mas isto era apenas em teoria, porque na prática, os gastos do governo com contratos e pessoal, vinha em tempos diferentes. Precisando efetuar pagamentos o governo imprimia dinheiro e pagava.

A inflação gerada por esta emissão de moeda sem lastro, era compensada apenas dois ou três meses depois, gerando perda de poder aquisitivo do povo e gerando perda para as empresas que serviam ao governo. Estas empresas para sobreviver, superfaturavam tudo e sonegavam impostos gerando um sistema incontrolável.

Com o Plano Real, a emissão de moeda sem lastro acabou e também o dinheiro para administrar o governo. Com isto foi necessário subir as tarifas e impostos.

No governo Lula, os impostos continuaram a subir apenas para sustentar os aumentos de gastos com as estatais criadas e o pessoal contratado.

A escalada tributária no Brasil

Em % do PIB

JK

Jânio

Jango

Castelo

Costa

Médici

Geisel

Fiqueir.

Sarney

Collor

Itamar

FHC 1

FHC2

Lula 1

17

17

17

21

25

25

26

24

24

25

28

29

35

39

E tem mais conseqüências este aumento desenfreado dos gastos públicos:

Para pagar a máquina estatal, os investimentos em infra-estrutura sumiram. A prova disto é a malha rodoviária, os apagões aéreos, os portos nacionais todos sem um investimento razoável para que o crescimento seja sustentável.

Conseguimos uma estatística sobre a construção rodoviária. O governo Lula afirma como fez durante toda a campanha que ele aumentou e muito a malha rodoviária nacional. No gráfico exposto, uma duplicação de uma rodovia conta como quilômetros construídos. Vejamos como andam os investimentos em rodovias:

Quilômetros construídos por ano de governo.

JK

Jânio

Jango

Castelo

Costa

Médici

Geisel

Fiqu

Sarney

Itamar

FHC 1 e 2

Lula 1

1.236

747

668

793

2.737

3.572

1.738

50

974

910

700

136

Excetuando o governo Figueiredo e o do Collor, onde praticamente não houve nenhum investimento nas rodovias, o governo Lula foi o pior de todos. Para fazer justiça e colocar as coisas em perspectiva, os números do governo Médici estão incluídos a Transamazônica, que ainda está muito ruim. No fim do primeiro ano de governo, em um pronunciamento oficial do governo, o Lula disse que a Fernão Dias estava praticamente duplicada e pronta. E até hoje….perguntem a quem trafega por lá.

E os investimentos em outras obras públicas em geral?

Estes dados estão um pouco incompletos então a pequena tabela abaixo mostrará o que foi gasto em % do PIP em obras públicas, nos governo onde foi possível encontrar ods dados completos.

Gastos com obras públicas

Em % do PIB

Sarney

Color/Itamar

FHC 1

FHC 2

Lula

1,1%

1,2%

0.8%

0,9%

0,7%

A fonte destas estatísticas foram o IBGE e a Radiobrás, e também a revista Veja, onde foi utilizado o formato dos gráficos. E onde encontrei a citação de Nelson Rodrigues.

E o Tema da campanha, “deixa o homem trabalhar?, apesar de bem bolado e carismático, não espelha a verdade dos quatro anos do governo Lula, que sim viajou muito, fez uma política externa muito sofrível e duvidosa, e 70% do tempo que deveria estar dentro do Palácio do Planalto passou dentro do BAF LI (Brasilian Air Force 51).

E trabalhar ele não trabalhou.

O seu currículo não mente e mostra que ele não é muito chegado.

O governo está parado depois de dois meses de novo mandato.

E “NUNCANAHISTÓRIADESTEPA?S? houve um ministério do tamanho deste do Lula e com tamanha falta de eficiência.

Roberto Leite de Assis Fonseca

Dia quatro de março de 2007.

Brasília

February 20, 2007

A seriedade gera seriedade.

Filed under: administração, economia, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 9:39 pm

A seriedade é contagiante.

Se o PAC fosse um programa sério, seria levado a sério até pelos membros do congresso.

Mas como o PAC é o fruto da incompetência da administração do triangulo maldito

Mantega – Lula – Dilma

Mostrando claramente que não tem seriedade, mostrando que a verborragia técnica do Mantega, deixa a desejar, mostrando que a CPMF, que gera a metade dos gastos com a saúde e que é inconstitucional e é dinheiro roubado, constitui a base elementar para que o PAC possa dar certo, mostrando que o FGTS, que sobrevive de uma multa adicional de 10% sobre os custos desta arrecadação, é essencial o desvio destes fundos para que o PAC possa dar certo, mostra também que a seriedade da base do PAC está totalmente comprometida.

A segunda perna do triangulo o Lula anda dizendo por aí que tem que cuidar do seu gado e viajar muito pelo Brasil para ter a certeza que a vaca não vai pro brejo. A seriedade destas declarações mostra a falta de seriedade sobre o PAC. O seu famoso gado, que ele não especificou claramente quem é este gado deixa uma dúvida quem é o gado referido. Poderia ser os 58 milhões bestas e vacuns que votaram nele? Aí o desrespeito pelo cidadão seria total e a seriedade do PAC seria nula.

E a terceira perna do triangulo, a Dilma, que quando vai explicar qualquer coisa sobre o PAC, fica possuída de uma gagueira infernal e repete as coisas como se estas besteiras se repetidas constantemente viram verdades, mostram que nem ela tem confiança suficiente na solução do PAC.

Então com a seriedade do PAC natimorta, o congresso que é possuído pelos espertalhões vai sim tirar vantagem da imbecilidade do governo para ver o que pode pegar na onda do PAC. E na primeira semana de vida as MPs propostas para que o PAC possa funcionar tiveram quase 700 emendas, algumas delas totalmente descaracterizando a origem da MP.

Também ninguém, é de ferro, se o governo tem a cara de pau de apresentar estas besteiras, vamos pegar tudo de direito e seguir a vida.

Este é o Brasil atual,

desfigurado pela incompetência da administração, e estuprado em nome da democracia

pelo Congresso corrupto e corporativo

Leiam o artigo de Daniel Pereira e Tina Vieira:

Congresso - Interesses empresariais e eleitorais mobilizam parlamentares para desfigurar e encarecer o Programa de Aceleração do Crescimento

Pressões ameaçam o PAC

Daniel Pereira e Tina Vieira

Em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que convencer deputados e senadores a desagradarem financiadores de campanha e bases eleitorais, se quiser evitar que o Programa de Aceleração do Crescimento saia desfigurado, e mais caro, do Congresso.

Só uma das 685 emendas apresentadas às sete medidas provisórias do PAC representará caso aprovada, gasto adicional de R$ 4,8 bilhões para o governo. De autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aumenta de R$ 5,2 bilhões para R$ 10 bilhões o crédito concedido pela União à Caixa Econômica Federal. O custo adicional dessa proposta é cerca de 15% maior do que o estimado para toda a obra de transposição do Rio São Francisco.

Outras faturas também ameaçam a execução do plano destinado a garantir taxa de crescimento econômico de 5% ao ano, entre 2007 e 2010. São demandas patrocinadas por lobbies poderosos.

Os governadores, por exemplo, encontraram em deputados e senadores um exército disposto a arrancar de Lula pelo menos a redução do valor das parcelas mensais da dívida que pagam à União.

- Essa medida, de forma alguma, representaria um relaxamento da disciplina fiscal - diz o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB), ex-governador da Paraíba.

Há uma dezena de emendas sobre o tema. Sugerem mudança no indexador de correção das dívidas dos Estados com a União e do conceito de receita corrente líquida, usado como base de cálculo das parcelas que têm de ser desembolsadas.

Além da quantidade de emendas, a forma de apresentação delas também revela a força dos lobbies. Textos idênticos são propostos por mais de um parlamentar.

Chama a atenção ainda a força das bancadas setoriais. Destaque para a ruralista, que sugeriu mudanças em todas as medidas provisórias. Entre os pedidos, juros mais baixos e isenção de tributos para extensa lista de produtos - de ração animal a leite em pó.

- O PAC negligenciou a atividade agropecuária - declara o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO).

Além dos grupos organizados, o governo terá de conter ofensivas no varejo. Os ataques vêm em duas frentes. Numa delas, juntam-se pedidos de verbas para hidrovias, de incentivos fiscais para transporte urbano, de readmissão de empresas no Refis, entre outros. O carro-chefe da outra frente é a tentativa de afagar os currais eleitorais. O deputado Albano Franco (PSDB-SE) propôs que 50% dos R$ 5,2 bilhões injetados pela União na Caixa vão para o Nordeste.

- Em razão das enormes carências da região nas áreas de saneamento básico e habitação popular - argumenta.

Em tempos de crise no setor aéreo, deputados aproveitaram para pedir mais dinheiro para aeroportos. Cada qual para o seu rincão. São citados nas emendas os aeroportos de Imperatriz (MA), João Pessoa (PB) e Viracopos (Campinas-SP).

February 12, 2007

Preocupação Ambiental?????

Filed under: Outros autores, economia, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 9:54 pm

A preocupação ambiental.

Para o Brasil crescer, aí vem o PAC.

Mentira, para a arrecadação da CPMF ficar garantida, aí vem o PAC.

Programa de Apropriação da Cpmf = PAC

Tenho escrito sobre isto, que é a única explicação para o PAC.

A primeira providencia para um sério programa para o desenvolvimento sustentável seria a preocupação com o Meio Ambiente, sem o qual qualquer tipo de desenvolvimento será no mínimo temporário e volátil.

Bem ao tipo dos pacotes anteriores de Cruzado, Collor, etc.

O Brasil já possui o maior rebanho bovino no mundo, e existem terras para pasto suficientes para dobrar o tamanho do rebanho atual e com a tecnologia do confinamento, poderemos quadruplicar o tamanho do rebanho, sem cortar uma única árvore.

Um plano sério para o desenvolvimento sustentável deveria começar com um artigo:

“Não será permitido cortar nem mais uma única árvore para fazer pasto?

  1. Inciso – Estão revogadas todas as licenças para se desmatar para fazer pasto.
  2. Inciso – Quem insistir e for pego desmatando para criação de pasto estará cometendo um crime de ordem ambiental e inafiançável, e com pena mínima de cinco anos de encarceramento federal.

O Brasil já é o maior produtor de soja do mundo, com uma tecnologia de ponta e as terras agora existentes para plantio, podem dobrar a capacidade de produção. As tecnologias desenvolvidas pela EMBRAPA, podem melhorar o desempenho da produção ainda mais nos próximos anos.

Um Plano de desenvolvimento sustentável sério e coerente deveria em seu segundo artigo dizer o seguinte:

“Não será permitido nem mais um corte de árvore em todo o território nacional para o plantio de qualquer tipo de grão?

  1. Inciso – Estão nesta data revogadas todas as licenças de desmatamento para fazer áreas de plantio.
  2. Inciso - Quem insistir e for pego desmatando para qualquer tipo de plantio estará cometendo um crime de ordem ambiental e inafiançável, e com pena mínima de cinco anos de encarceramento federal.

Deveria haver uma exceção para os pastos pequenos e artesanais, para até dez cabeças e para o plantio de sobrevivência até cinco hectares.

Com uma provisão como esta no início de um plano de desenvolvimento, o Brasil mostraria seriedade e coerência com a preocupação ambiental, o que nos colocaria em sincronização com a preocupação internacional sobre o desmatamento desregrado da AMAZONAS, diminuiria consideravelmente a poluição proveniente do Brasil, nos traria créditos de carbono, e mudaria o diálogo demagogo dos governos das republicas de bananas. Para a comunidade séria internacional, seriamos também um país sério.

E não adianta espernear que estaríamos fazendo o jogo deles, pois não é verdade, estaríamos investindo em nosso futuro.

Da forma como está sendo desenvolvido, o PAC é uma grande fraude, mais um plano demagogo e sem possibilidade de dar certo, pois um presidente deslumbrado e incompetente anda dizendo em seus discursos de efeito que desta vez vai viajar e muito pelo Brasil para garantir o seu PAC, senão a vaca vai para o brejo. Ele, viajando pelo mundo meteu a nossa política internacional em maus lençóis e agora redescobrindo o Brasil, vai viajar para garantir o seu plano de desenvolvimento, cuidando do seu gado segundo ele. Este gado devem ser os asnos e vacuns que o elegeram para viajar e falar estas abobrinhas de efeito.

Não tem nem como o desenvolvimento sustentável do Brasil depender das viagens mirabolantes de nosso maior dignitário.

Pode dar certo e deu durante a campanha quando ele inaugurou várias obras já inauguradas, inaugurou canteiros de obras abandonados, e isto certamente gerou votos com os gastos pagos pela classe média.

Agora querer mostrar que vai viajar para garantir o PAC????

Conte esta para outro e aproveite para ler o bom artigo da economista Mirian Leitão, de como o Brasil está perdendo o bonde do progresso.

O artigo é bom, técnico e conciso e deveria ser leitura obrigatória para o trio de incompetentes

Lula-Mantega-Dilma.

Enviado por Míriam Leitão -

10.2.2007
| 15h13m

Clima: o Brasil está perdendo tempo e dinheiro

O Brasil está perdendo oportunidades no mercado de crédito de carbono. Está perdendo todas as chances do novo mundo que se abre com o aumento da preocupação com o aquecimento global.

A China, que é o segundo maior poluidor do mundo, que usa o carvão como matéria-prima, está na ofensiva captando recursos para o mercado de crédito de carbono, está construindo agora esse Fundo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

Para vocês terem uma idéia de como o Brasil está “bobeando” nisso, a própria idéia do MDL foi uma proposta conjunta do Brasil e dos Estados Unidos, e que nasceu de uma idéia original do Brasil. É o MDL que criou o comércio de carbono: ou seja, quem polui pode comprar a redução do carbono investindo num projeto limpo, numa nova tecnologia, num projeto de reconstrução de matas nativas. Por ser um dos “inventores” da idéia, tinha que estar correndo na frente. Mais do que isso, sendo o que é - o país com mais biodiversidade, sede de 62% da maior floresta tropical do mundo, pioneiro em biocombustíveis - tinha que estar trabalhando para grudar em sua imagem à idéia de combate as mudanças climáticas, de proteção e conservação.

E o que faz o Brasil? Recusa metas de desmatamento da Amazônia, diz que preservou mais que os outros, por isso não pode ter qualquer tipo de limitação, diz que sua energia é hidrelétrica e renovável, recusa qualquer clausula ambiental em acordos internacionais. Enfim, passa o tempo todo na defensiva.

Tinha que ir para a ofensiva por estratégia de marketing. Aceitar, sim, metas, oferecidas voluntariamente para acabar com o absurdo do desmatamento feito como é feito hoje; tinha que ser ativo e atuante no mercado de carbono; tinha que perceber que, aceite ou não cláusula ambiental, a questão está posta: o consumidor começará a recusar produtos fabricados de forma lesiva ao meio ambiente.

O berço, de fato, é esplêndido; o país, de fato, é gigante, mas o problema é passar o tempo todo deitado no berço esplêndido sem tirar proveito dele e vendo-o ser destruído diariamente.

February 3, 2007

O bom pastor.

Filed under: administração, economia, notícias, política — rlaf44 @ 11:22 pm

O bom pastor.

Lula não se conforma em ser apenas um, sujeito carismático que veio de família pobre, nunca quis pegar no batente, não gosta de ler nem estudar, gosta de uma birita, joga pelada quando pode, viaja mais do que deve, e chegou a uma posição inédita no país e primeiro mandatário, dizendo que finalmente a “zelite? perderam a hegemonia e a esperança venceu o medo. Elegendo gente do povo para fazer um governo para o povo.

Se ficasse apenas nisto, daria para engolir com um pouco de Coca Cola.

Mas não fica aí não, o Lula insatisfeito de ser apenas com foi descrito acima, tem um tremendo ego, maior do que ele e constantemente se compara a figuras históricas e bíblicas. Ele já foi traído como Tiradentes, já redescobriu o Brasil como Pedro ?lvares Cabral, já foi sacrificado e crucificado como Jesus Cristo, e agora em seu ultimo discurso, virou o Bom Pastor, figura esta referente também a Cristo, pastoreando a humanidade e levando-a para a segurança de seu pai.

Somente que ele não é apenas um Pastor, é também um agricultor e um mago da geografia.

Como agricultor de talento, ele cultiva abobrinhas que distribui sem pejo algum para todos os Brasileiros ou estrangeiros que entendam português.

No ultimo discurso, proferido ao lançamento da pedra fundamental do complexo petroquímico de Paulínia, Lula fez referencia aos Brasileiros como GADO .

Deve estar se referindo aos bestas e vacuns que votaram nele neste ultimo pleito. Só pode, porque este deve ser o gado que pode se perder se ele não for lá e cuidar dele.

Mas não deve ser tarefa difícil, pois ele como mago da geografia, encolheu o tamanho do Brasil, que de oito milhões de quilômetros quadrados, passou a oito mil, ou seja, oitocentos hectares.

Haja abobrinha para distribuir.

Leia a reportagem do ESTADÂO.

O grifo em vermelho na matéria é nosso.

Lula: recursos do PAC chegam a R$ 1 tri com empresários


O presidente traçou esta estimativa que poderá ser alcançada ao final de 4 anos

Jander Ramon

PAUL?NIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva traçou nesta sexta-feira uma estimativa otimista para a economia nos próximos quatro anos, dizendo que, pelo menos em tese, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão atingir a escala de R$ 1 trilhão, em quatro anos, caso os empresários sejam induzidos a aplicar recursos no País acompanhando os investimentos públicos.

“Estamos numa situação econômica na qual podemos anunciar à população brasileira o PAC, com praticamente R$ 504 bilhões de investimentos em quatro anos. Se for verdade a teoria de que, para cada R$ 1 que o governo e empresa pública colocarem, a iniciativa privada coloca R$ 1, significa que, na teoria, poderemos chegar a R$ 1 trilhão de investimentos nos próximos anos”, afirmou, ao participar do lançamento da pedra fundamental para a construção da Petroquímica Paulínia (PPSA), no município de Paulínia, cerca de 120 quilômetros de São Paulo .

Lula prometeu acompanhar pessoalmente e cotidianamente a execução de todos os projetos inseridos no PAC, viajando pelo País “mais do que em qualquer outro momento”.“Aprendi nos quatro primeiros anos de governo que se o presidente da República não tomar conta do rebanho, ele (o presidente) pode ver o gado se perder nesse imenso território de 8 milhões de metros quadrados”, justificou.

Atrasos

Na avaliação do presidente, vários projetos são interrompidos ou atrasados por “nuances jurídicas” e problemas ambientais, devido ao envolvimento dos mais diversos órgãos governamentais. Por isso, reiterou que todos os projetos listados no PAC terão prioridade para conclusão, com retirada de qualquer tipo de entrave.

“Tudo isso está colocado no PAC por termos o compromisso do governo para que esse País saia de um patamar de crescimento de 2%, 2,5% ou 3%, e entre definitivamente num crescimento de mais de 5%, porque essa é a vocação do Brasil”, prometeu, ao acrescentar que crescimento não pode ser feito com base em “números fictícios”.

Paulínia

Ao defender o PAC, Lula enfatizou que a unidade a ser construída em Paulínia, uma associação entre Petrobras e Braskem e que terá investimentos da ordem de US$ 300 milhões para a produção de polipropileno, deve ser considerada prioritária, bem como todos os demais investimentos na cadeia petroquímica, por ser um setor de base e com demanda crescente no País.

A petroquímica deve registrar faturamento médio anual de US$ 300 milhões, dos quais US$ 41 milhões referentes a exportações. A unidade, que vai produzir até 350 mil toneladas de polipropileno por ano, entra em operação em março do ano que vem e deve destinar entre 20% e 25% de sua produção para o mercado internacional.

“Tudo indica que, de três em três anos, ou, no máximo, de quatro em quatro anos, o Brasil precisará de uma nova fábrica como essa, com produção anual de 300 mil toneladas de polipropileno”, estimou. “Queremos mostrar ao mundo que é possível crescer sem inflação, exportar mais sem asfixiar o mercado interno, ampliar o consumo sem inflação e expandir a renda dos mais pobres do País”, complementou.

Localização

De acordo com o presidente do conselho da petroquímica, uma joint venture entre Braskem e Petroquisa, Luiz de Mendonça, a localização da planta, junto à Refinaria de Paulínia (Replan), vai beneficiar o atendimento do mercado da região Sudeste, responsável por 60% do consumo de polipropileno (PP) na América Latina. “A Petroquímica Paulínia representa ainda um novo modelo de joint venture, com a participação dos sócios na cadeia do negócio. Isso confere vantagens competitivas ao projeto”, acrescentou Mendonça.

A Petrobras fornecerá o propeno utilizado na produção da resina termoplástica a partir da Replan e da Revap, em São José dos Campos. Segundo o diretor-superintendente da PPSA, Guilherme Guaragna, cerca de 75% da matéria-prima será proveniente da refinaria de Paulínia. A Braskem, por sua vez, que detém participação de 50% na joint venture, utilizará sua estrutura de vendas para colocar o produto da nova petroquímica.

com Stella Fontes

January 28, 2007

Para o Brasil poder crescer

Filed under: economia, notícias, política, tributação — rlaf44 @ 10:06 am

O Crescimento sustentável

Esta reportagem de hoje da revista Veja On Line, mostra o que está patente há bastante tempo. Durante a campanha de 2006, eu denunciei e apresentei isto para a campanha do Geraldo, e não sei por que não usaram. Coisa deles, mas seria um forte argumento contra o monte de mentiras programadas pelos marqueteiros do governo.

A Reportagem de Veja:

Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Brasil
Alta do PIB acima de 4% traria apagão
28 de Janeiro de 2007 | 06:57

O governo espera que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) eleve a expansão do PIB para a casa dos 5% ao ano. Se isso ocorrer, contudo, o país corre o risco de sofrer um novo apagão. De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, essa possibilidade é prevista em um relatório oficial do governo.

O documento foi elaborado pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda enquanto o PAC ainda era planejado. Confidencial, o texto afirma, segundo o Estado, que um crescimento econômico superior a 4% de 2007 até 2010 só será possível com o funcionamento de todas as usinas hidrelétricas em construção.

Os autores do relatório acreditam que a alta elevada do PIB só será sustentável com as hidrelétricas prontas no prazo e com o funcionamento total das térmicas, com abastecimento ininterrupto de gás natural. Se isso não ocorrer, o sistema de fornecimento de energia do país ficaria abaixo do nível de segurança de fornecimento.

Risco elevado - Conforme o Estado, o relatório diz que o crescimento elevado não garante um apagão, mas deixa o país perigosamente exposto à escassez de energia - o sistema operaria no limite, e qualquer problema com as usinas causaria um novo racionamento elétrico no país, como ocorreu no início desta década.

“A economia brasileira não suportaria uma taxa de crescimento superior a 3,5% entre 2008 e 2010 mantendo os riscos de suprimento em patamares aceitáveis. É necessário que as autoridades competentes atentem para o aumento do risco sistêmico?, diz o documento, elaborado com base em um estudo da UFRJ e outro da consultoria PSR. “O risco é elevado.”

Outro dado que surgiu na semana passada foi o aumento do desemprego em 2006.

Isto também foi uma coisa óbvia que iria acontecer, porque apesar das mentiras do governo, não existe mágica. Para absorver os novos entrantes no mercado de trabalho, que atualmente estão na casa de aproximadamente 3,5 milhões ao ano, o Brasil tem que apresentar um crescimento acima de 4,5 ao ano, coisa que aconteceu apenas no ano de 2004 dos quatro anos do governo passado. Pode ter havido um aumento de cinco milhões de empregos durante o governo Lula, mas isto não absorveu nem os novos participantes do mercado e não resolveu o problema dos que estavam desempregados quando ele entrou e disse que iria criar 10 milhões de empregos. Eu naquele tempo já dizia que esta promessa era vaga por que não contava com o tempo desta proeza.

Seriam 10 milhões de empregos ao ano, ao mês o ao longo do governo?

Se fosse ao longo dos quatro anos, 2,5 ao ano, sairiam deficitário.

De acordo com as estatísticas do governo, o emprego formal cresceu na média de 1,25% ao ano durante os quatro anos de governo, o que aumentou em muito o desemprego formal no Brasil.

Aquela história que ele possibilitou também além dos cinco milhões de empregos formais, dois milhões de empregos informais, é pura balela, pois empregos informais todos sabem que existe, mas não se pode criar uma estatística correta e precisa do número destes empregos, justamente por serem informais.

Com isto vemos que o problema no Brasil é muito mais complicado do que simplesmente pegar e fazer como gosta de apregoar o nosso mandatário.

Dentro do discurso dele, tudo se resolve com vontade política.

O que realmente se precisa fazer é o que fazem as donas de casa conscientes, os empresários de sucesso, e é muito simples.

Simples não é sinônimo de fácil, mas pode e tem que ser feito.

Parar de gastar dinheiro e encolher o tamanho do governo.

Este seria o primeiro passo para melhorar a economia do país.

Não somente teria resultados imediatos como daria um bom exemplo para a turma do oba-oba de que a farra acabou e doravante a austeridade deveria prevalecer.

Resumo:

  1. O Brasil não cresce porque o governo gasta muito e gasta mal.
  2. Para crescer o Brasil precisa de Infra-estrutura forte e constante.
  3. A energia é a base da infra-estrutura.
  4. Para se conseguir independência energética o Brasil tem que construir usinas e criar condições para energias alternativas.
  5. Não tendo dinheiro suficiente para fazer estas coisas todas, o governo tem que convencer a indústria privada a investir no Brasil e dar condições para isto.
  6. Com investimento em longo prazo, as empresas privadas teriam que sentir que existe condição dentro do governo para garantir seus investimentos.
  7. As agencias reguladoras teriam que ser despolitizadas, e regulamentar seus respectivos ramos sem interferência do governo, apenas confirmando que os contratos estavam sendo cumpridos.
  8. O governo teria que dar um exemplo de austeridade, reduzindo drasticamente a carga tributária e reduzindo também os seus gastos supérfluos.
  9. O governo teria que investir pesado na educação de base, e deixar que a educação universitária seja toda paga, em escolas públicas ou privadas. A universidade grátis é um grande desperdício de dinheiro público e um exercício em ineficiência.
  10. O governo teria que despolitizar e eliminar quase todas as formas arrecadatórias atreladas aos empregos formais para que os empresários possam empregar as pessoas sem os pesados vínculos que vêm com os compromissos formais.

Com foco nestes 10 pontos, não precisaria das 50 medidas do PAC para iniciar um crescimento sustentável. As 50 medidas do PAC, não realmente existem, mas estão contando com a boa vontade do congresso e dos cidadãos para que possam acontecer.

Manoel, diz a um amigo em um restaurante:

-Joaquim eu quero te convidar para o meu casamento.

-Manoel eu nem sabia que você estava noivo. Vai se casar com quem?

-Joaquim eu vou me casar com aquela moça bonita que está lá naquela nessa do canto.

-Manoel não me diga você a conhece?

-Não Joaquim, mas vou conhecer?

-Se não a conhece como sabe que ela vai querer casar com você?

-Ainda não sei, mas vou perguntar.

-Manoel e se ela não quiser se casar com você?

-Então tenho que encontrar uma que queira não é?

Esta anedota acima é o caso do PAC, se não houver pura boa vontade não tem PAC e então o governo tem que inventar outro pacote. Enquanto isto segue a gastança, segue a impunidade, segue o Dirceu e sua quadrilha. Leia esta reportagem do Claudio Humberto do dia 28/01/2007

Enviar para um amigo

A agenda secreta de Lula

O presidente Lula almoçou três vezes com o ex-ministro José Dirceu na casa do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) no Guarujá (SP), durante as férias no forte da Aeronáutica, no início do ano. Ele foi identificado na portaria do condomínio, onde entrou dirigindo o próprio carro. A vizinha de Bastos, d. Vilma, viúva do ex-ministro Sérgio Motta, confirmou a visita. Em 2006, a última vez que o ex-ministro esteve com Lula foi no mês de abril.

Aí vem o Dirceu de novo minha gente!!!!!!!!

January 27, 2007

Eleição na Câmara

Filed under: notícias, política — rlaf44 @ 10:48 pm

Uma necessidade social

A próxima eleição para presidente da Câmara pode marcar definitivamente a presença da sociedade se envolvendo com o congresso, e ajudando a mostrar que o sistema democrático ainda é o melhor apesar de todos os erros e peculiaridades.

A presença de um candidato como Gustavo Fruet, que aparentemente não está com o rabo preso em nenhum varal, pode ainda ser a oportunidade para a sociedade mostrar que quem manda no congresso ainda é o povo.

Para isto temos que ajudar a mostrar o desdém pelo cinismo banguela do Chináglia e do entreguismo dissimulado do Aldo, elegendo ou fazendo campanha pelo Gustavo Fruet.

Não é outro Severino, que foi um castigo ao governo pela sua arrogância e um castigo para o Brasil pela sua omissão.

A eleição do Fruet mostrará ao mundo que o Brasil ainda que fragilizado pelo governo assistencialista do Lula ainda pode mostrar que a sociedade ainda respira, e que pode sim ajudar a decidir o destino da nação.

Eu penso que com seu currículo, o Gustavo Fruet pode mostrar uma imparcialidade nas decisões da Câmara que poderá ser muito favorável ao respeito da sociedade pelo poder judiciário que anda em baixa total.

No link abaixo, leia uma excelente reportagem da revista Veja sobre o assunto da confiança da sociedade no Congresso Brasileiro. Vamos tentar mudar.

http://veja.abril.com.br/310107/p_048.html

January 25, 2007

Comentários PAC.

Filed under: Outros autores, administração, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 8:10 am

Comentários PAC - III

Esta a visão de Carlos Chagas, conseguindo ver através da neblina que é o PAC, um ângulo diferente onde o governo do povo esqueceu do povo.

Como publiquei a coluna inteira, tem uma parte que fala das eleições na câmara.

A minha modesta opinião é que democraticamente a única opção para presidente da câmara é realmente o Gustavo Fruet.

Não por ser ele um grande político ou uma sumidade qualquer, pois eu não sei muito sobre ele, mas ele representa uma mudança de direção na Câmara e a única esperança de resgate da ética necessária para o congresso poder trabalhar. Os outros dois candidatos são as cartas marcadas dentro do baralho.

Quando vejo o sorriso cínico do Chináglia, com seu canino faltando, eu vislumbro a dança da pizza da Ângela Pizzaiola.

No Aldo Rebelo, com sua cara de bom mocinho e seus modos maneiros e educados, eu vejo também o cinismo da tentativa de dobrar os salários, e quando viu que não dava mesmo, saiu com a famosa pérola de que reconhecer o erro é uma virtude. Pode até ser, mas neste caso, ele já sabia que esteve errado antes de começar e assim mesmo tentou.

Outro aspecto negativo da eleição do Aldo, é que ele é uma extensão do executivo, um apêndice do Lula, e isto na posição de presidente da Câmara, é uma relação promíscua, onde a separação dos poderes deve ser a norma.

O governo edita medidas provisórias em ritmo alarmante. Ou melhor, governa por medidas provisórias. Estas medidas, algumas muito necessárias, diga-se de passagem, em sua maioria poderiam ser projetos de leis oriundas no próprio congresso. Tendo um sócio dentro da câmara, fica mais fácil legislar e governar por medidas provisórias, pois estas avaliações são menos criteriosas do que os projetos oriundos na casa que têm que seguir rumos como comissões ETC.

Leia o artigo do Carlos Chagas:

Ainda esperando

BRAS?LIA - Parece mais do que louvável ordenar e sistematizar a utilização de R$ 502 bilhões em investimentos, como apresenta o Programa de Aceleração do Crescimento. Realizar faz parte de outro capítulo, há que aguardar.

O problema do pacote de segunda-feira é outro: diretamente, não tomou conhecimento do cidadão comum, aquele sobre o qual recai a perversa carga tributária e não dispõe de qualquer tipo de desoneração, como as empresas. Ao contrário, o PAC arrochou vencimentos do funcionalismo e do assalariado, que de agora em diante só poderão ser reajustados pelos índices da inflação mais 1,5%.

Uma vez perguntaram ao presidente Juscelino Kubitschek por que ele não cuidava do cidadão comum, preocupado apenas em realizar grandes obras. Ele retrucou com simplicidade: para quem estou fazendo tudo isso? Para os fenícios?
Lula pode dizer que os investimentos criarão empregos e irão melhorar a infra-estrutura, ou seja, beneficiarão o povo. Pode estar certo, mas se as empresas receberam benesses, o cidadão comum ficou de mãos abanando.

O governo Lula se diz “dos trabalhadores”. E os trabalhadores buscam melhorar de vida. Entenderam muito pouco do PAC, talvez apenas a reação das lideranças sindicais contra a utilização de 10% do FGTS em investimentos não relacionados com a construção de moradias e saneamento básico. Também, não precisam preocupar-se. Que operário ou camponês terá condições de entrar na Bovespa para aplicar o fundo, comprando ações de empresas empenhadas em obras de infra-estrutura? O cidadão comum continua esperando…

Correndo por fora

Dos 66 deputados federais eleitos pelo PSDB, é provável que Gustavo Fruet conte com o voto de pelo menos 60. Dos 65 do PFL, quem sabe 50 venham a votar nele? Partindo da base de 110 deputados, a ela agregando integrantes de outros partidos, mesmo alguns do PMDB, do PP, do PR, do PDT, do PTB e do Psol, só para ficar nestes, é possível que o parlamentar paranaense encoste nos 200 votos.

Sua luta será contra Aldo Rebelo. Imaginando-se que Arlindo Chinaglia não consiga os 257 votos, a metade mais um dos 513 deputados, a indagação é a respeito de quem o candidato do PT enfrentará no segundo turno. Pode ser Gustavo Fruet, e aí a situação complicará para o governo. Uma derrota na Câmara, logo depois da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento, equivalerá a uma ducha de água fria.

Os debates vão começar. Sexta-feira, no auditório da “Folha de S. Paulo”, segunda-feira através da TV-Câmara. Para o povão, assim como para a maioria dos leitores do matutino paulista, interessará muito pouco o entrevero entre os três candidatos. O público alvo são os 510 deputados colados nas telinhas ou tomando o café da manhã com a “Folha” nas mãos.
Renunciando, como devem renunciar, a patrocinar o aumento de 91% nos vencimentos parlamentares, e preocupados com os efeitos na opinião pública de promessas sobre o projeto de anistia a José Dirceu, Chinaglia, Aldo e Fruet debaterão mais preocupados em não perder do que em conquistar votos. Porque a maioria da Câmara, se quer reajustes gordos, rejeita a benesse capaz de levar o ex-chefe da Casa Civil a disputar as eleições de 2008 ou 2010.

Nada está acertado. Para preocupação do Palácio do Planalto.

Platéia desinteressada

O presidente Lula estará, depois de amanhã, em Davos, na Suíça, discursando mais uma vez para os representantes dos países ricos. No primeiro ano do primeiro mandato, tentou vender o Plano de Combate à Fome e foi ouvido com desinteresse. Melhor dizendo, a platéia estava interessada em ver de perto o operário que tinha se tornado presidente da República, dando de ombros para sua proposta, que afinal nem no Brasil vingou.

Agora, no primeiro ano do segundo mandato, Lula terá outro plano a apresentar. Não deixará de falar no PAC, quando nada para demonstrar que nosso País continua a seguir as diretrizes neoliberais determinadas pelos poderosos. Mas se insistir em detalhar as medidas propostas para retomar o crescimento econômico, enfrentará o mesmo fastio de quatro anos atrás.

Com todo o respeito, os presidentes e primeiros-ministros dos países ricos olharão para o nosso presidente como se olha a girafa no Jardim Zoológico. Querem mesmo é tratar da multiplicação de sua riqueza. Pergunta-se: Lula deveria mesmo ter programado essa viagem a Davos?

January 24, 2007

Opiniões sobre o PAC.

Filed under: Outros autores, comentários, notícias, política — rlaf44 @ 11:40 pm

Helio Gaspari, que além de jornalista é escritor e historiador, também tem uma opinião sobre o PAC.

Leiam esta coluna sobre o assunto:

HELIO GASPARI

O pacote vale uma nota de R$ 3

24/01/2007 01:37

As promessas de crescimento econômico feitas por Nosso Guia são como as notas de três reais. Ninguém pode dizer que são falsas, pois nunca se viu uma verdadeira. O espetáculo da segunda-feira indicou que terminaram as férias do companheiro e seu pacote não traduziu uma estratégia econômica, expressou apenas uma excitação marqueteira. Ouça-se esse blablablá:

“Individualmente importantes e complementares dentro de suas respectivas áreas, os projetos sociais e de infra-estrutura selecionados estão estreitamente associados entre si. Na verdade, eles formam ambos um único conjunto voltado para a dupla tarefa de inserir de modo competitivo o país na economia mundial. (à) A seleção desses projetos obedece a uma finalidade operacional específica: submetê-los, a partir de agora, a um esquema especial de gerenciamento.”

Parece a parolagem do comissariado. Na verdade, é parte do lero-lero tucano no lançamento do pacote “Brasil em Ação”, há dez anos. Seis rodovias do pacote desta semana atravessaram invictas quatro anos de tucanos e outros quatro de petistas.

A principal novidade produzida por Nosso Guia foi uma tentativa de avanço sobre o patrimônio dos trabalhadores. Lula pediu ao Congresso que autorize o uso do dinheiro do FGTS para financiar obras públicas passando o risco de crédito dessas transações da Caixa Econômica para um comitê de comissários. Querem jogar entre R$ 5 bilhões e R$ 17 bilhões da caixa do FGTS num fundo de infra-estrutura. Se o negócio der errado, caberá ao Tesouro cobrir o buraco. Tesouro de quem? De Lula? De Guido Mantega? Não, o Tesouro dos impostos dos contribuintes. Nosso Guia poderia dar um exemplo de confiança na iniciativa entregando o seu cheque mensal de R$ 4.509,68 do Bolsa-Ditadura aos sábios que gerenciarão o fundo.

O caráter compulsório desse avanço ofende a própria lógica do governo. No ano passado os trabalhadores puderam investir até metade de seu saldo no FGTS em ações da Petrobras. Foram 310 mil os cidadãos que correram esse risco. Tiveram um rendimento de 680% contra 43% da remuneração do Fundo de Garantia. Se o novo Fundo é uma boa idéia, a aplicação pode ser voluntária, desde já, e não daqui a pelo menos dois anos. Se não há tanta certeza assim, as chaves das arcas do FGTS devem continuar onde sempre estiveram, na Caixa Econômica. Essas cautelas são necessárias porque todos os grandes ataques à bolsa da Viúva foram praticados em nome do progresso. Basta puxar pela memória e pensar o que foram os investimentos em Angra 1 e Angra 2 ou na Ferrovia Norte-Sul. Felizmente, ficaram de fora do projeto de Lula as obras de Angra 3 e o gasoduto TransPinel, de Hugo Chávez.

Pena que a ekipekonômica tenha ficado curta de neurônios na hora de trabalhar o estímulo ao financiamento de casas para o andar de baixo. Isso porque ela se revelou espertíssima ao desonerar computadores para o andar de cima. Sempre que se retira um imposto cobrado sobre essas máquinas deve-se comemorar, mas não se pode esquecer que o novo teto de R$ 4 mil (US$ 1.900) para a isenção de PIS e Cofins é dinheiro suficiente para comprar os modelos mais caros e potentes do mercado nacional. No mercado americano, esse ervanário compra um daqueles Macintosh de 20 polegadas de dar água na boca.

ELIO GASPARI é jornalista

January 23, 2007

Comentarios PAC

Filed under: Outros autores, notícias, política — rlaf44 @ 9:00 pm

Esta semana estou apenas apreciando o resultado do anuncio do PAC.

Não sou economista e posso estar pensando besteira então observo e vou publicar opiniões de quem entende do assunto.

O primeiro artigo que me chamou atenção foi este da Adriana Vandoni, mas vão ser muitos outros que vou publicar contra ou a favor:

Bom Paca

Por Adriana Vandoni

Certa vez ouvi uma história numa cidadezinha do interior que contava assim: uma esposa muito preocupada com a saúde do marido que bebia muita cerveja e por isso estava no hospital, tomou uma decisão. Foi até a Igreja e diante de Deus prometeu que se o marido ficasse bom ele nunca mais iria beber Brahma. Ela jurou, diante de todos os Santos, destravar o marido e fez uma promessa para ele cumprir. Curado, o marido soube da promessa, e como ainda estava debilitado a ponto de não conseguir catracar a esposa, teve que cumprir a promessa: passou a beber só Antártica.
Mais ou menos assim que entendi o tal PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo presidente Lula.

O programa prevê, como forma para estimular a produção, renúncia fiscal de Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre o Imposto de Renda. Ambos fazem parte da composição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), isto quer dizer que haverá perda de receita para os estado e municípios e conseqüente redução da capacidade de investimento destes.
A intenção foi boa, mas pra quem? Ao desonerar apenas determinados setores: indústria de base e eletrônica, o governo aprofunda as desigualdades regionais. Os outros setores da economia continuarão com uma carga tributária de quase 40%.
Do investimento de R$ 503,9 bilhões, a maior parte sairá das estatais e, sobretudo da iniciativa privada. Do orçamento da União mesmo, sairá só R$ 67,8 bilhões ou 13,46% do total, recurso diretamente sob controle dos gestores públicos, ou seja, pra atender companheiro. Uma das maiores críticas dos empresários do setor produtivo está na falta de garantias aos investimentos que são moderados pelas Agências Reguladoras. “Uma despolitização das Agências Reguladoras seria crucial?, segundo um analista. Seria querer demais! Onde e como ficariam os “cumpanheiros?? Mas sobre esse assunto nada foi dito. Nada foi dito também sobre o tamanho e a má qualidade dos gastos públicos. Entre os gastos desnecessários estão as viagens. Ô povinho que gosta de viajar como esse do PT, tá pra nascer… só mesmo o apagão aéreo pra frear essa turma.
Levando em consideração o fato de que as estatais já vinham fazendo investimentos; que a iniciativa privada tem mais garantias e maior retorno em investimentos financeiros, estimulados pelas altas taxas de juros; que o incentivo à produção será debitado da conta dos estados e municípios que já estão com a corda no pescoço … no lugar de destravar o Brasil o PAC vai fazer com que o país continue emPACado.
O que faltou? Talvez se a mulher do interior tivesse feito uma promessa pra ela própria cumprir, tipo deixar de fazer chapinha no cabelo por um ano, e tivesse procurado a ajuda da AAA (associação dos alcoólicos anônimos), seu marido ficaria curado.
Lula fez o mesmo. Prometeu pro outro cumprir. Se tivesse garantido redução da carga tributária e queda da taxa de juros, poderíamos acreditar que o Brasil seria destravado.
Ah, achei lindinho e até comovente o PAC apresentar como medida para crescimento econômico a criação de 700 vagas de estacionamento no aeroporto de Confins.
Essa eu concordo e admito! Nunca na história do Brasil houve uma visão tão estratégica de crescimento de longo prazo. Acho que o Brasil nunca mais será o mesmo depois dessas 700 vagas.

January 21, 2007

O Bloguista.

Filed under: América Latina, Outros autores, comentários, notícias — rlaf44 @ 11:36 pm

O Bloguista.

Bloguismo é uma enfermidade atual. Uma boa enfermidade é o meu diagnóstico.

O bloguista adquire o hábito de colocar em seus favoritos, os endereços dos principais Blogs que ele gosta de ler, e todos os dias percorre o itinerário destes Blogs.

Um destes Blogs, que eu leio diariamente e às vezes encontro matérias para o meu artigo ou comentário, é o “Prosa e Política?, (http://argumentoeprosa.blogspot.com/) editado pelo jornalista Giulio Sanmartini.

Em um de seus comentários, ele mencionou o artigo de João Luiz Mauad

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

Estou reproduzindo este artigo:

Atenção: isto não é ficção
por João Luiz Mauad em 19 de janeiro de 2007

Resumo: Algumas notícias publicadas na mídia escrita e eletrônica brasileira podem parecer ficção digna de um George Orwell. Mas, infelizmente, são bem reais.

Algumas das notícias abaixo, pinçadas na mídia escrita e eletrônica durante uma semana, poderiam parecer, a algum desavisado, fatos ficcionais, saídos diretamente dos livros de George Orwell ou mesmo Franz Kafka. No entanto, são mais do que reais, para infelicidade nossa.

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Rent-Seeking ou distribuição de renda?

Da Folha de S.Paulo de 14/01/2007:

O Banco do Brasil concedeu aos usineiros de cana-de-açúcar no país o perdão de dívidas superior a R$ 1 bilhão. O benefício foi garantido em repactuações de débitos fechadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo entre 2004 e 2006, referentes a empréstimos e financiamentos contraídos ou renegociados na década de 1990.
De 2003 para cá, o banco selou acordo com pelo menos 20 produtores, a maior parte do Nordeste. Apenas em quatro casos, a redução no valor alcança cerca de R$ 400 milhões.
?

Comentário meu: É nisso que dá, sempre que os governos metem a colher onde não deviam…

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Simon Bolívar Liberal?

O trecho é de um interessante artigo de Demétrio Magnoli, dia 09/01/07, no Globo (o grifo é meu):
Simón Bolívar, o Libertador (1783-1830), morreu em Santa Marta, na Colômbia, e seus restos mortais foram transferidos para Caracas, 12 anos depois. Embora reverenciado como herói por toda a América Hispânica, a sua figura ocupa um lugar especial na Venezuela. É esse lugar que explica a apropriação de seu nome e de seu legado por Hugo Chávez.
Homem de seu tempo, ávido leitor de Montesquieu e Adam Smith, Bolívar inspirava-se na Revolução Americana e defendia a razão, a liberdade, a ordem e o livre mercado. Visionário, lutou até o fim pela unidade da América Hispânica, tomando como modelo a grande República da América do Norte .

Comentário: O chavismo reescreve a história. A Oceania orwelliana é logo ali.

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Mais um “culpado? pelo aquecimento global

Essa é do Portal Terra, de 15/01/07, via Blog do Avólio (http://www.c-avolio.com/):“Sol é a causa de aquecimento global, diz cientista

O aquecimento global do planeta deve-se em maior medida à atividade do Sol, e não ao “efeito estufa” causado pelos homens, afirmou hoje o diretor do Observatório Astronômico de São Petersburgo, Khabibullo Abdusamatov.

“O aquecimento global é resultado da elevada e prolongada atividade solar que aconteceu na maior parte do século passado, e não se deve ao efeito estufa”, disse o cientista à agência russa Novosti. Contrariando a opinião da maioria das organizações de defesa do meio-ambiente, o cientista russo afirmou que a atividade industrial não influencia de forma determinante no clima do planeta, que ao longo dos séculos passou por períodos de aquecimento e esfriamento.

“A população não está em condições de influenciar no aquecimento global da Terra, que, após um período de aquecimento, sempre experimenta outro de esfriamento”, disse Abdusamatov. Segundo o cientista, o alto nível de energia solar que chegou à Terra durante o século passado começou a cair nos anos 90 e, em conseqüência, o gradual aquecimento das águas dos oceanos foi detido.?

Comentário meu: Não bastassem as flatulências bovinas a importunar-lhes a ideologia, será que um dia os “verdes? vão acabar tendo que virar suas baterias contra o … SOL? Maldade…

***

Um país surrealista

Essa é do Jornal de Londrina, de 17/01/07, via blog “Selva Brasilis? (http://selvabrasilis.blogspot.com/):

Dezesseis homens foram presos ontem após expulsarem as famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que haviam invadido a Fazenda 3 Jota, localizada entre Tamarana e Guaravera, e pertencente ao deputado federal licenciado José Janene (PP-PR). Segundo relatos dos sem-terra, os homens entraram na fazenda às 5h40 e expulsaram 32 famílias que estavam no local. Assustados, os sem-terra não resistiram ao despejo e fugiram rapidamente.
À tarde, as famílias voltaram ao local para tentar recuperar pertences, alimentos e objetos – o que só foi possível depois de uma longa negociação com a PM, que cercou a área com 16 policiais fortemente armados, 6 viaturas e cães. A reintegração de posse da Fazenda de 70 alqueires foi concedida pela Justiça em 15 setembro de 2006, mas não foi cumprida pelo governo do Estado
.”

Comentário meu: Direito de propriedade? Do que você está falando, irmão? O negócio aqui é “justiça social?. Ah! E um conselho de amigo: se um bandido invadir a sua casa, na calada da noite, nem pense em expulsá-lo de lá, pois quem pode acabar preso é você.

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Bolivarianismo moreno

A notícia é da Folha de São Paulo, de 18/01/07. Achei no Blog do Professor Roberto Romano (http://eticaciencia.blogspot.com/). O comentário final, brilhante, também é do professor:

Chavistas criam no Brasil partido “bolivariano”
Se há uma onda chavista na América Latina, a marola alcançou a costa carioca. Em dezembro, foi fundado no Rio o Partido da Revolução Bolivariana Nacional, com 109 assinaturas de 11 Estados. Seus integrantes dizem se inspirar em Simón Bolívar (1783-1830), herói da independência de colônias espanholas na América, e no presidente da Venezuela Hugo Chávez, que diz promover uma revolução “bolivariana” e socialista.
Os militantes do PRBN vão propor a Chávez, que está no Rio para a cúpula do Mercosul, uma “Internacional Bolivariana”, que una organizações de ideários semelhantes. Nacionalista e defensor da economia de mercado com presença forte do Estado, o PRBN “surge no momento de rever a maneira de fazer política”, diz seu presidente, Paulo Memória, pequeno empresário que já foi do PMDB e do PT do B. O PRBN apóia o governo federal. Seu modelo, porém, não é Lula, mas Chávez. “O PT já é um condomínio bastante amplo”, diz Memória
. “

Comentário de RR: não riam, por favor. Há muito método nessas tolices…

***

Tudo farinha do mesmo saco

Essa é de O GLOBO, de 18/01/07:

Com dinheiro público

O Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) recebeu doação de R$ 500 mil de uma empresa controlada pelo governo de São Paulo, comandado pelo PSDB/PFL desde 1995. A doação foi da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), para o projeto de digitalização do acervo do ex-presidente e de sua mulher, Ruth Cardoso.”

Comentário meu: É por essas e outras que o PT anda fazendo o que quer e a oposição não tem moral para dizer nada. Aliás, esse é um dos motivos por que devemos lutar, não só contra um partido ou uma ideologia, mas principalmente contra os poderes espúrios do ESTADO. Ele é o verdadeiro inimigo!

O SUPONE.

Filed under: MORDOMIAS, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 11:13 pm

Aventuras na Asponelândia.

O título do presente artigo está errado. O aspone ou Assessor de Porra Nenhuma, apenas são os que trabalham para os titulares. Trabalhar também está errado, pois o nome indica que eles apenas recebem para não fazer nada. O titular da pasta que também não faz nada, poderia ser o REPONE, ou seja, um Representante de Porra Nenhuma, pois com restritas exceções, os ocupantes do cargo de representantes, apenas representam seus próprios interesses. E quando eles precisam se afastar, para ocupar algum outro cargo, mais vantajoso, ou melhor remunerado, seus lugares deveriam ser preenchidos pelos segundos mais votados, pois em uma democracia, esta é claramente a vontade do povo.

No entanto estes cargos de representantes são preenchidos, por pessoas que o partido indica, sem nenhuma representatividade. Se os “eleitos?, já não fazem nada, quem diria os suplentes, que realmente não têm nenhum compromisso com o eleitor.

Estes deveriam ser os SUPONES, ou seja os Suplentes de Porra Nenhuma.

O título do artigo deveria ser “Aventuras na Suponelandia?.

Leiam o artigo do Estadão de hoje, 21 de janeiro de 2007.

O repouso dos deputados por um mês

A pior legislatura de todos os tempos termina com mais uma manifestação de cinismo e desprezo explícitos pelo suado e minguado dinheiro do contribuinte. A posse dos quatro suplentes no Senado, reunindo mais de 700 pessoas, fez mais sucesso que a de Lula, pois lotou o plenário, enquanto o cerimonial da Presidência da República não conseguiu preencher todos os lugares na solenidade protagonizada pelo chefe. Sem receber um mísero voto na eleição que os habilitou às suplências, esses senhores substituirão governadores que cumpriram a metade dos mandatos de 8 anos.

Ao contrário destes, todos os 23 suplentes que assumiram os postos de deputados na Câmara chegaram aos postos pelo voto, mas nem por isso o desperdício do dinheiro público é menos acintoso. Cada um desses senhores vai custar ao Erário a bagatela de R$ 85 mil mensais no mandato de apenas um mês em salário, verba de gabinete, pagamento de gastos em seus Estados de origem, auxílio-moradia e correios e telégrafos. Os gastos com passagens aéreas não são padronizados: quem mora perto de Brasília recebe até R$ 4,1 mil e os mais distantes, R$ 15,7 mil. Todos, contudo, têm um destino comum neste mês: ninguém trabalhará um único dia, pois parlamentares e funcionários do Legislativo estão em pleno gozo de suas férias de fim de ano. “A Câmara está de recesso. O plenário não abre, as comissões não funcionam?, informou o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna de Paiva, que justificou o gasto com os colegas com base na exigência constitucional de que a Câmara fique sempre com seu quadro completo. Ah, sim!

Para que o preceito da Constituição seja cumprido, os donos dos mandatos de um mês receberão um bom dinheirinho para não trabalhar. Um deles, Osório Adriano (PFL-DF), reconheceu explicitamente essa condição. Substituto de José Roberto Arruda (PFL), que deixou o mandato a um mês do fim para assumir o governo do Distrito Federal, e sem ter conseguido se eleger para o quadro definitivo no ano passado, ficando novamente na suplência, ele voltará ao plenário na próxima legislatura para ocupar o posto que ficará vago pois o eleito Alberto Fraga (PFL) assumirá uma secretaria do novo governo. Questionado sobre o que fará para merecer seu quinhão, ele respondeu: “Vou descansar.?

Êta Brasil – É nois na fita

Novos vocábulos –

Titular = REPONE

Suplente = SUPONE

Contratado por qualquer um dos dois = ASPONE

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