Blog do Roberto Leite

March 15, 2009

Peleguismo.

Filed under: CRISE ECONÔMICA, aumentos, bons artigos, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 9:35 pm

Peleguismo.

perleguismo

Eu fico impressionado com a capacidade do Lula em convencer as pessoas de que ele é a salvação do Brasil, e um exemplo para o mundo.

Ele nunca me convenceu.

Eu sempre vi no Lula um retrato do Sindicato Brasileiro, que diferente de outros sindicatos, usa uma taxa compulsória para existir, faz muito pouco para os sindicalizados, e não tem que prestar contas.

Este terreno fértil para proliferação da desonestidade, do peleguismo, e para vantagens em uso próprio foi a escola do Lula.

Ali ele aprendeu a mentir, usar as pessoas certas, e a roubar o dinheiro do sindicato para ajudar em suas ambições pessoais e políticas. Daí para ser presidente e fundador de um partido político foi um pulo pequeno e este partido tem como alicerce os fundamentos sindicais, onde todos os fundos são para uso dos dirigentes que não têm que prestar contas.

Foi esta singeleza de atitude para com o dinheiro público ou da tesouraria dos sindicatos ou partidos políticos, que alimentou as peripécias do mensalão e outros escândalos, que apenas por ser o Lula, o imigrante pau de arara que chegou lá, foram tolerados pela população durante tanto tempo.

A bonança causada por seis anos ininterruptos de crescimento global também ajudaram a tolerar as peripécias do Lula.popularidade

Mas como tudo no mundo, tudo tem um fim e a sorte do Lula tomou uma quinada para pior com esta crise. Como tudo foi festa durante seis anos, festa e mentiras, o Brasil não se preparou para uma eventualidade como agora e a turma do barulho, está sem rumo.

Não existe nenhum plano para tirar o Brasil desta crise.

Para os que não acreditam nos problemas do futuro podem se atualizar no artigo abaixo:

Encontrei isto hoje na coluna da Miriam Leitão:

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Coluna Panorama Econômico

Nau sem rumo

A crise já atingiu o Brasil há meses, mas o governo ainda não formulou qualquer resposta à altura. Se o governo tivesse mantido suas despesas com pessoal e previdência em proporção do PIB, no patamar de 2003, teria R$ 75 bilhões a mais para investir. As decisões tomadas nos últimos anos limitam a resposta governamental, a tendência de subestimar a crise é um complicador a mais.

A conta acima foi feita pelo economista político Alexandre Marinis, da Mosaico. Os gastos com pessoal subiram de 4,2% para 5% do PIB, as despesas previdenciárias, em parte pelos aumentos reais do salário mínimo, subiram de 5,9% para 7,2% do PIB. Como são despesas que não podem ser reduzidas, o governo não tem muita margem agora para fazer política contracíclica. E há mais gastos em andamento.

— Apenas para 2009, o Orçamento da União prevê que o Executivo [sem o Judiciário e Legislativo] contratará mais 30.879 servidores, a um custo anual de R$ 1,8 bilhão. Além disso, prevê a substituição de mais 19.423 terceirizados, a um custo de R$ 678 milhões. Como o governo Lula aumentou o quadro de servidores civis e militares em 298.232 servidores, podemos dizer que as contratações custaram R$ 17,2 bilhões por ano aos contribuintes. Como a maioria das contratações foi efetuada a partir do ano eleitoral de 2006, temos um impacto total nas contas públicas de R$ 51,7 bilhões — diz Alexandre Marinis.

Números estarrecedores, que mostram exatamente o peso que o estado brasileiro assumiu para os próximos anos e décadas e que, neste momento, limita a ação do governo.

Os aumentos salariais são outro peso.

— Só em 2008, conforme dados do Ministério do Planejamento, a reestruturação de cargos e carreiras teve impacto de R$ 30,5 bilhões nos gastos de pessoal — conta Marinis.

Isso impactará, no médio e longo prazos, os gastos da previdência pública, que já tem déficit anual de R$ 43 bilhões em 2009.

— Em síntese, os dados mostram que o governo Lula cometeu um tremendo erro de estratégia fiscal ao contratar um número excessivo de servidores e reajustar seus salários em demasia. Este erro custará caro ao país, já que agora não tem recursos para enfrentar o tsunami mundial que já varre emprego e crescimento no Brasil — conclui Alexandre Marinis.

Além da estratégia errada nos tempos do boom, o governo não tem estratégia agora para enfrentar a crise. Foram tomadas medidas tópicas, o Banco Central acudiu as emergências bancárias que estouraram em outubro, quando secou o crédito externo. O presidente Lula suou de palco em palco, desde o início da crise, em discursos em que apostava no improvável: o Brasil não seria atingido.

Um líder não pode dizer que o país será derrotado. Mas basta comparar com o que os outros presidentes dizem: todos admitem a gravidade da crise, todos avisam que esse é um ano terrível, todos alertam para os perigos, e a partir destas constatações é que passam a convocar o país para a superação da crise. Assim faz presidente Barack Obama o tempo todo. Assim faz o presidente da França, o primeiro ministro do Reino Unido. Mas para ficar num exemplo mais emergente, até o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, de um país conhecido pela absurda capacidade de censurar as informações até na web, disse claramente, ao abrir a reunião anual do Congresso, que este seria “um dos anos mais difíceis da história da China”.

A crise é grave, chegou há meses ao Brasil. Só nos últimos dias, o país soube que a produção industrial de janeiro caiu 17%, que o PIB teve queda de 3,6% no último trimestre de 2008, que o governo arrecadou R$ 10 bilhões a menos do que previa no primeiro bimestre, que o Ministério do Trabalho registrou quase 800 mil empregos perdidos de novembro a janeiro, que a Fiesp contou 235 mil postos de trabalho eliminados de outubro para cá. Ninguém precisa de um novo número para saber que a crise está entre nós. Cabe ao governo ter uma equipe que lide com o problema com seriedade, que se antecipe aos fatos, que saiba em que direção está indo. Não há uma ação que resolva tudo. Portanto, o plano habitacional que está sendo aguardado há meses, se for bem formulado, será uma parte da resposta. Mas não toda ela.

O governo Lula teve duas vantagens. Primeiro, recebeu de herança uma economia que tinha feito avanços importantes, como a estabilização, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central. Segundo, o país passou a ser extraordinariamente favorecido pela onda internacional de crescimento, provocada em grande parte pela bolha de crédito americana. A alta das commodities metálicas, o boom de comércio de alimentos, o aumento do fluxo de comércio, a explosão do fluxo de capitais de toda a natureza.

Estar preparado para aproveitar uma boa onda é tão importante quanto saber que ela é temporária leva a decisões sensatas. Foi o que alguns países fizeram, como o Chile, ao montar um fundo para acumular o excesso de receitas dos bons tempos. O governo Lula tomou algumas decisões certas, como a de manter o superávit primário, acumular as reservas, aumentar os gastos com os muito pobres. Mas ele desperdiçou o bom momento ao interromper o ciclo de reformas que preparariam o país para tempos mais duros e ao aumentar de forma extravagante as despesas que não pode cortar.

O improviso diário do presidente, as apostas do ministro da Fazenda, o ensaio de campanha da ministra da Casa Civil não vão resolver a crise. Podem aprofundá-la.

transformacao

June 29, 2007

R$ 11.545,04 por minuto.

Filed under: MORDOMIAS, administração, aumentos, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 1:33 pm

R$ 11.545,04 por minuto.

Transparência Brasil, - http://www.transparencia.org.br/index.html - Publicou em suas páginas, um grande estudo em detalhes e com todas as fontes, das despesas com o congresso nacional.

O número acima é mesmo estarrecedor, mas é quanto os nossos impostos estão pagando para estes pilantras e moleques trabalharem três dias por semana, roubarem sete dias seguidos tudo o que puderem carregar, e legislar em causa própria o tempo todo.

Os interesses são sempre os mesmos, tirar a maior vantagem possível.

Com raras exceções, os atuais representantes populares, não representam o povo, mas seus próprios interesses.

Os gastos com o congresso brasileiro é o maior do mundo.

Não satisfeitos com estes gastos, os parlamentares tentaram no ano passado, votar um aumento nojento de 100%. O povo gritou e voltaram atrás, mas durante a visita do Papa, com a mídia obscurecida pelas notícias da visita, eles rapidamente votaram um aumento de 28%, dizendo ser a perda com a inflação.

Para quem ganha quinze salários anuais têm 120 dias de recesso, e quando vem trabalhar se apresenta de terça feira à quinta feira, e podem usufruir de uma verba de gabinete de R$ 15.000,00 até para pagar as pensões alimentícias dos filhos ilegítimos com o fez o Renan, a inflação poderia é colocar mais perspectiva real nos ganhos e não dilapidar. A inflação afeta sim é o assalariado que não pode fazer nada.

Eu escrevi antes, não querendo ser pessimista, mas realista de que o PAC não iria funcionar nunca. Não foi porque sou do contra ou não gosto do governo. Eu não gosto mesmo é do congresso.

O PAC foi baseado em seis principais medidas provisórias, para que pudesse andar e estas medidas foram apresentadas no congresso para aprovação.

Vou descrever um trecho de uma reportagem de hoje do JB on Line: http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/02/20/pais20070220000.html

Só uma das 685 emendas apresentadas às sete medidas provisórias do PAC representará, caso aprovada, gasto adicional de R$ 4,8 bilhões para o governo. De autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aumenta de R$ 5,2 bilhões para R$ 10 bilhões o crédito concedido pela União à Caixa Econômica Federal. O custo adicional dessa proposta é cerca de 15% maior do que o estimado para toda a obra de transposição do Rio São Francisco.

O link acima leva à notícia completa.

Podem acreditar que este aumento absurdo para aprovar estas MPs, tem comissão agregada para enriquecer ainda mais estes pilantras.

Com um salário destes, o maior do mundo real, este congresso da carochinha não cansa de buscar uma maneira de complementar os seus roubos, com propinas das empreiteiras favorecidas nas emendas.

Não tenho a certeza, mas desconfio que deva ser assim:

Deputado fulano de tal liga para uma empreiteira:

“Tenho aqui em minhas mãos, um assunto de seu interesse. Posso emendar para que seja dirigido em sua direção este serviço extra no valor de 50 milhões, mas preciso de uma comissão para isto porque tenho que molhar a mão de muita gente para que isto aconteça”

Se for vantagem, a empreiteira topa, superfatura tudo, a gente paga, e o deputado fica mais rico.

Eu estou apostando que todas as 685 emendas são passivas de alguma vantagem monetária para o autor da mesma.

E voltando à carga com a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” (Abraham Lincoln)

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De vez em quando, a casa cai e alguns mais atrevidos são pegos com a mão na massa.

E quando isto acontece, eles choram, fazem feio, inventam mentiras, a mídia é a culpada, a imprensa maldita, perseguição política, falsificam documento, fazem chantagem, inventam teorias de conspiração e até citam Franz Kafka invertido. Tudo isto para não largar a mamata. Que vergonha.

Eu sinceramente tenho mais respeito pelo Fernandinho Beira Mar que é bandido assumido e quando foi pego lutou e foi ferido, mas não fez este papel ridículo, este espetáculo dantesco que envergonhou toda a nação.

O Senador e ex-governador Roriz, chorando ao pronunciar as suas explicações sem convencer ninguém, e apelando por ajuda de Deus, depois que foi flagrado em um telefonema para lá de suspeito.

Vamos fingir que acreditamos que toda a origem do dinheiro foi exatamente como diz o Senador. Um cheque do Nonô de 1,2 milhões, do Banco do Brasil, para ser descontado em dinheiro vivo e depois emprestado uma parte para o Roriz comprar a participação de uma bezerra. O restante ficou mesmo foi com o Nonô.

Irregularidades:

1. Cheque do BB foi descontado no BRB em dinheiro. Isto é proibido. Quem autenticou as assinaturas?

2. Não houve previsão de saque como manda o Banco Central.

3. Porque dinheiro vivo? Tudo poderia ser feito por transferência bancária, muito mais seguro e transparente.

4. E porque ele disse no telefone que cada um sairia com a sua parte? Isto é suspeitíssimo e até parece coisa de filme de gangster.

5. E mais, apesar de não ter condenações, o Roriz tem inúmeros processos em andamento, e onde tem fumaça tem fogo.

6. A cena dos papeis assinados em branco, são tão bons quanto os recibos apresentados por Renan Calheiros. O Roriz já foi flagrado com propriedades em nome de laranjas mais de uma vez, e seu sigilo bancário e fiscal deve até dar pena. Ele pode até estar passando necessidades de acordo com a documentação a ser encontrada.

Roriz deixa de ser palhaço, você foi pego e agora deve ter a hombridade de assumir. Seja homem.

E Renan, que palhaçada, ele já foi desmentido várias vezes e as mentiras continuam acumulando.

A falta de decoro parlamentar, não está nem na ajudinha ganha pela empreiteira que ele pegou sim senhor, Não está na relação extraconjugal, não está nos recibos e guias falsificadas, não está nos bois mais caros e gordos do Brasil, não está nos bois emprestados que chegaram a Murici em três grandes carretas de dois pisos, não está em chantagear os colegas para que arquivem o caso. A falta de decoro está na mentira para o Brasil e para os cidadãos de Alagoas que o elegeram.

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Roriz e Renan pisaram na jaca, e devem deixar a mamata para outros.

Fora Roriz e fora Renan, menos merda no congresso. E coincidentemente, são do mesmo partido.

Eu somente não estou sugerindo a desclassificação do PMDB como um partido político, porque este partido abriga também um Pedro Simon. (deve haver mais gente séria lá dentro, mas eu não conheço todos).

Outro dia no Programa do Jô, a Jornalista Lúcia Hipólito, mencionou uma coisa interessante:

“Os políticos fazem sempre amizades com Doleiros, Banqueiros, Bicheiros, Marqueteiros, churrasqueiros, e nunca se houve dizer que o Médico amigo, o advogado amigo, o dentista amigo”

Eu digo sempre que as aves da mesma espécie se congregam.

Fizeram uma tentativa de reforma política, apenas para dar uma tênue esperança à sociedade mas como houve maiores interesses, nada foi feito e continua na mesma roubalheira, e a gente pagando mais de onze mil reais por minuto para que eles sigam roubando.

Eu tenho um sonho:

Posicionar dois milhões de pessoas na explanada dos ministérios e na praça dos três poderes, invadirem o congresso, e retirar de lá todo e qualquer parlamentar que tenha ou teve algum processo contra ele. Os outros ficam para votar uma reforma política verdadeira, onde os salários e os gastos com o congresso sejam decididos por referendo popular. Os horários todos cumpridos, com ponto e tudo, e ao menor suspeita de irregularidade, o parlamentar fica afastado sem remuneração, até que se apure a suspeita. Se confirmada perde o mandato e se não confirmada ele assume novamente com os seus salários atrasados.

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May 10, 2007

A representatividade contratada.

Filed under: aumentos, política, Ética — rlaf44 @ 9:15 pm

A representatividade contratada.

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Em um sistema democrático real, todo o povo é representado por um número menor de pessoas eleitas por estes outros cidadãos, que a eles confia a manutenção do sistema legal e constitucional legislativo. Salvo engano, quase todas as constituições que regem estes sistemas provêm uma legislação dos salários dos representantes por referendo popular, pois são os eleitores que os colocaram lá em cima que também decidem quanto é que eles vão ganhar de remuneração pelo serviço desempenhado.

Aqui no Brasil está tudo misturado, e o sistema democrático totalmente desvirtuado, em favor de uma classe política que não representa os desejos do povo e que se empenha em legislar em causa própria promovendo distorções incríveis no sistema legislativo e de quebra envolvendo o poder executivo e judiciário.

Na atual legislatura, apenas 31 deputados federais foram eleitos pela vontade popular, e 482 são os políticos praticamente contratados pelos partidos ou negociados pelo poder executivo para ocupar o posto. Este pequeno número de eleitos diretos pelo povo não tem a menor chance de fazer alguma coisa, pois a decisões ficam em responsabilidade das comissões que sempre são dominadas pela classe contratada ou pelos partidos ou pelo o poder executivo. Sem passar pelo crivo das comissões parlamentares, as idéias e vontades dos parlamentares que realmente possam ser representantes populares, ficam nos inflamados discursos da tribuna e nunca passam deste ponto.

E neste ambiente no mínimo esdrúxulo, se consagram as maiores mutretas e mamatas jamais vistas em qualquer sistema. Estes parlamentares contratados e profissionais, que em sua grande maioria não sobreviveria em um mundo normal de trabalho honesto, no limiar do ultimo dia do ultimo mandato de 2006, votaram secretamente um aumento de salário de 97% para eles mesmos. Foi tão descarado este movimento que a população caiu matando com inúmeros Abaixo-assinados pedindo a revogação deste abuso que eles voltaram atrás. Ficaram receosos da indignação popular. Mas não parou por aí, o atual presidente da Câmara o petista Arlindo Chinaglia, prometeu em sua campanha para presidente que sim iria ter o aumento. Para cumprir a sua promessa, esperou o momento propício, que apareceu com a visita do Papa ao Brasil. Com a euforia popular dos Católicos Brasileiros dando vazão à sua fé e esquecendo momentaneamente de vigiar os patifes, eles rapidamente submeteram à votação um aumento salarial menor do que o ultimo, mas de todas as formas abusivo da maneira em que foi feito e votaram positivamente este aumento para eles mesmos.

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Um verdadeiro aceno de autoridade à patifaria parlamentar instituída.

Os empregados tomam as rédeas das mãos dos patrões e dividem entre si o dinheiro da empresa.

Somente pode dar falência.

Leiam abaixo a notícia que propiciou este comentário:

O aumento dos salários.________________________________________

Câmara aprova aumento para parlamentares, presidente e ministros

Publicada em 09/05/2007 às 22h21m

O Globo, Reuters

BRAS?LIA - A Câmara aprovou, em votação simbólica na sessão extraordinária desta quarta-feira, o aumento dos subsídios parlamentares de R$ 12.847,20 para R$ 16.512,09, um reajuste de 29,81% relativo à inflação com base no IPCA dos últimos quatro anos. As três emendas apresentadas ao projeto de decreto legislativo foram retiradas de ofício, depois de um acordo entre os líderes partidários.

O deputado Carlos William (PTC-MG) subiu à tribuna para defender uma das emendas e afirmar que se tratava de medida que tinha como intenção demonstrar que há deputados que agem de forma demogógica. Disse que sua emenda fora batizada de “pega demagogos”.

- Estou com medo de chegar em Belo Horizonte. Rejeitamos o feriado para Frei Galvão, teve aqui aquele problema ( Referindo-se ao bate-boca entre os deputados Clodovil e Cida Diogo ) e agora aprovamos aumento de salário para deputados - ironizou Carlos William.

O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), fez questão afirmar no microfone que o partido não tinha o direito de pedir verificação de quórum, para garantir que a votação fosse nominal, mas que era contrário à matéria.

Também em votação simbólica, sem polêmica ou manifestações contrárias nos microfones do plenário, a Câmara aprovou o reajuste de 29,81% que aumentará os subsídios do presidente da República para R$ 11.420,21 e do vice-presidente e ministros de Estado para R$ 10.748,43.

O artigo que previa que o valor fixado seria reajustado nas mesma data e índices dos concedidos aos servidores foi suprimido dos dois projetos. Não houve comemoração em plenário.

“ A Câmara dos Deputados não tem do que se envergonhar ?

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A medida foi decidida no primeiro dia de visita do Papa ao país, num momento em que todas as atenções da imprensa estão voltadas para o Sumo Pontífice. A expectativa de alguns deputados é que a repercussão negativa em virtude do reajuste seja diluída pela visita de Bento XVI.

- A Câmara dos Deputados não tem do que se envergonhar - dizia Chinaglia no início da sessão.

A maioria dos deputados que foi à tribuna defender o reajuste fez questão de dizer que o fazia sem constrangimentos. Quando a aprovação foi confirmada, ao final de um dia de muito tumulto, o plenário silenciou, contido, sem comemoração. O clima era muito pesado.

- Hoje foi um dos piores dias do Congresso Nacional. A bruxa está solta. Precisamos chamar todos de volta à racionalidade - lamentou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), inconformado com o aumento.

A tentativa do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) de encaminhar contra o reajuste do subsídio dos parlamentares e cobrar transparência da Câmara em relação a gasto do dinheiro público, levou a um grande bate boca com o presidente Arlindo Chinaglia(PT-SP). Gabeira disse que era preciso ter coragem de apresentar um plano de corte de gastos, antes de falar em aumento de salários. E cobrou de Chinaglia explicação sobre quanto foi gasto esse final de semana com o custeio de uma viagem de dezenas de parlamentares ao Uruguai , para a instalação do Parlamento do Mercosul.

Ao patrocinar politicamente o reajuste dos seus pares, Arlindo Chinaglia faz um discurso “para dentro”. A interlocutores, ele reconheceu a impopularidade da deliberação, mas preferiu administrar o ônus a não defender os interesses dos colegas.

O apoio a ele, no entanto, não foi unânime. Até companheiros de partido condenaram a decisão, discutida previamente pela Mesa Diretora.

- Com tantos temas relevantes, temos a capacidade de, num único dia, decidir assuntos que produzirão manchetes negativas para imagem desta Casa, que vão reduzir ainda mais a nossa credibilidade - disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), antes do início da votação.

A votação do requerimento de urgência, à tarde, foi marcada por muita confusão . O segundo vice-presidente da Casa, Inocêncio Oliveira (PR-PE), tentou votar simbolicamente o requerimento, mas a oposição não aceitou alegando que não assinou o documento. Sem acordo, o requerimento acabou sendo aprovado nominalmente, por 356 votos a 85.

Os dois projetos seguem agora para apreciação do plenário do Senado.

Fundo de Participação dos Municípios passa em primeiro turno

Também nesta quarta, os deputados aprovaram, em primero turno, a PEC sobre o aumento de um ponto percentual do repasse ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O texto foi acordado em reunião do líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e aval do ministro da Fazenda Guido Mantega. Pela nova proposta assinada pela ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o aumento do repasse acontecerá a partir de setembro, com desembolso de três decênios - R$450 milhões - em dezembro.

December 26, 2006

A mobilização da decência.

Filed under: aumentos, comentários, notícias, política — rlaf44 @ 9:55 am

A mobilização da decência.

Roberto Leite de Assis Fonseca

A revista Veja desta semana, assim como todos os principais jornais e periódicos do país, publicaram notícias enaltecendo o valor das mobilizações populares.

São estas mobilizações que dão sentido à palavra democracia.

Sem demonstrações e sem reações, o abismo entre o povo, em sua maioria composto por pessoas decentes e trabalhadoras, e os congressistas, em sua grande parte composto por aproveitadores que legislam em causa própria, fica intransponível.

A revista Veja ainda comenta as palavras do Deputado Fernando Gabeira: “Foi um tapa na cara dessa casta de parlamentares que acreditam poder tudo”.

O Presidente da Câmara, o Aldo Rebelo, recebeu este tapa com muita relutância e somente depois de esgotar todas as possibilidades de botar as mãos neste pequeno aumentinho de 100%. Ou quase 91,7%.

Em suas palavras:

“Não vejo problema em reconhecer erros. O problema é quando você erra e persiste no erro”.

A palavra erro, principalmente neste caso, é subjetiva. O erro do Aldo foi apenas reconhecido depois que não houve mais como nega-lo.

O Aldo que pertence a um partido onde o maior princípio é ou foi a igualdade social, lutou até onde foi possível, para aumentar a desigualdade entre as classes no Brasil. Ele lutou e disse um monte de asneiras como:

“Uma decisão dos líderes não pode ser contrariada? – ou

“O supremo (STJ) não pode voltar uma decisão dos lideres das bancada? ou ainda

“ A isonomia de salários entre classes é uma coisa desejada e inadiável?.

Todas estas declarações atribuídas a ele estão na mídia.

Depois de tanto lutar pelo aumento de seus salários, que teve da parte dele como motivo, garantir a sua reeleição para presidente da câmara agradando os parlamentares, o que é uma tentativa de comprar votos com o dinheiro do povo, (mensalão do judiciário) ele resignou. Êle não está arrenpendido, no momento oportuno, ele vai tentar de novo.

O Aldo persistiu no erro enquanto pode, até o último momento, e depois, vendo o óbvio ululante de que a sociedade não iria permitir este abuso, veio com esta simples frasezinha, clássica e de mais de cinco mil anos, tentando mostrar para o povo que representa, um pouco de humildade.

Aldo, melhor teria sido ficar como o seu colega lá do Senado, Renan o Cínico que vendo a coisa perdida, abandonou o barco e deixou você no timão para dirigir este navio afundando. Deveria ter ficado calado.

Agora, a sociedade não está convencida de sua sinceridade e não estamos desmobilizando, acreditando em suas palavras. Estão para acontecer duas coisas no futuro próximo:

  1. Este aumento não vai acontecer.
  2. Você não vai permanecer na presidência da câmara.

A sociedade está mobilizada, e estamos de olho para que representantes do povo, como você, que apenas representa os próprios interesses, fiquem em cheque e eventualmente se afastem da vida publica.

Podem ler o artigo de Veja aqui:

http://veja.abril.com.br/271206/p_038.html

December 19, 2006

Referendo

Filed under: Justiça, MORDOMIAS, administração, aumentos, economia, política — rlaf44 @ 3:00 pm

Referendo

Como a constituição define que em uma democracia o governo é do povo e como o dinheiro de pagamento do funcionalismo também é do povo, todo aumento do funcionalismo deve ser referendado para acabar com as mamatas.

No referendo popular devem constar também se as mamatas devem continuar como passagens aéreas, verbas de gabinete, salários extras como 13ºe 14ºe 15º, aposentadoria precoce e com benefícios, etc.

E eu penso que se querem isonomia deve haver uma relação direta ao salário mínimo e o subsidio de um parlamentar deve ser um gatilho atrelado ao salário mínimo.

Por exemplo, 20 salários para os deputados e senadores.

30 salários para os juizes do supremo.

35 para o presidente da republica.

E ponto final

Se eles acharem muito pouco, procurem outro trabalho.

E se roubar será preso. Não é como um deputado disse cinicamente, que um bom salário desinsentiva a roubalheira.

O que desinsentiva a roubalheira é um bom caráter e não um bom salário.

Toda decisão para gastar o dinheiro do povo, tem que vir referendada.

Eu pessoalmente penso que até o orçamento tem que passar por um referendo popular de alguma forma prática que pode ser pensada e assim, o povo define seu destino e não um bando de mau caráter como está hoje o congresso (evidentemente existem exceções).

A representatividade direta como deveria ser está tão diluída que neste presente congresso que está aí, a representatividade direta é de apenas 6%.

Desta forma, o povo não está representado, mas sim os interesses políticos de uns poucos aproveitadores e de políticos profissionais.

O referendo para decidir sobre o subsídio e as mordomias, tiraria do congresso os aproveitadores, pois estes não poderiam se locupletar.

Também os subsídios destes representantes populares deveriam levar em conta o seu ganho pessoal total como declarado no IR. Se o parlamentar for aposentado e a aposentadoria que recebe for menor do que o subsídio de parlamentar, este receberia a diferença.

Se sua renda pessoal for maior do que seu subsídio, este receberia apenas um “Jeton?, e não um subsídio, que não poderia ser mais do que o total do subsidio.

Aldo o cínico.

Filed under: Justiça, MORDOMIAS, administração, aumentos, política — rlaf44 @ 2:21 pm

O Cínicos

Ninguém gosta de ser chamado de cínico. E o insulto é ainda maior quando você fica sabendo que em grego isso equivalia a ser chamado de cachorro. O que queremos dizer com a palavra “cínico” é muito diferente, realmente, do que os atenienses queriam dizer quando chamavam os discípulos de Antístenes de “cínicos”. Antístenes, discípulo de Sócrates, abriu uma escola filosófica em um ginásio fora de Atenas, onde pregava a superioridade da virtude e a inutilidade das coisa materiais. Felicidade, em seu ponto de vista, não tem nada a ver com prazer ou riqueza, mas sim com a pureza da alma e a liberdade de não se sujeitar à tirania dos desejos. Antístenes conquistou seu quinhão de pupilos, entre os quais destacou-se Diógenes, mas a maioria dos atenienses achava que todos eles eram presunçosos e hipócritas.

O Ginásio onde Antistenes ensinava era chamado Cinosarges, palavra que tem a ver com o termo grego kynikós, que significa “semelhante a cachorro”(kýon,kynos=cão).

Estava Diógenes jantando seu costumeiro prato de lentilhas, quando Arístipos se aproximou. Arístipos, de Cirene, era também filósofo, adepto do prazer como único bem absoluto na vida. Para poder levar uma vida confortável, vivia sempre bajulando o Rei.

Disse, então, Arístipos a Diógenes: —Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias reduzir tua alimentação a um prato de lentilhas.

Por sua vez, Diógenes retrucou: — E tu, se tivesses aprendido a te satisfazeres sempre com um prato de lentilhas, não precisarias passar tua vida bajulando o Rei.

Aldo Rebelo, não é um filósofo, qual Diogenes ele é cachorro mesmo.

A notícia abaixo saiu hoje em Veja On Line:

Compensação
Aldo Rebelo propõe cortar o 14º e o 15º salários
19 de Dezembro de 2006 | 08:29

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), defendeu nesta segunda-feira que os deputados passem a receber 14º e 15º salários apenas em ano de eleição. Atualmente, senadores e deputados federais recebem os benefícios todos os anos. “Não tem porque o deputado recebê-los [anualmente]“, disse.

A medida é uma das apresentadas por Rebelo para supostamente cortar despesas do Congresso e, ao mesmo tempo, manter o reajuste de 91% sobre os salários dos parlamentares – medida tomada na última semana.

Ele alegou ainda que deverão ser cortadas despesas da Casa advindas de verbas indenizatórias, horas extras de servidores e reformas em geral. Segundo o deputado, o aperto proporcionaria a economia de 157 milhões ao ano – valor necessário para pagar o reajuste aos parlamentares.

Mais uma vez, Rebelo negou qualquer possibilidade de voltar atrás nos aumentos. “Não se trata da defesa da manutenção do teto, mas de se manter a decisão dos líderes [partidários] e das Mesas [do Congresso]“, disse, lembrando que o reajuste foi decidido em reunião com lideranças do Parlamento.

Com raro cinismo, o presidente da câmara insiste na mamata de manter este aumento nojento de 91% do próprio salário e para justificar, diz cinicamente que vai cortar na carne, cancelando o 14º e o 15º salário da classe. Este imbecil poderia é ser preso, pois estes salários já não deveriam existir já que não existem para nenhuma outra classe de trabalhadores se é que se pode chamar de classe esta corja de ladrões (Com raras exceções) e de trabalhadores estes vagabundos (também com raras exceções). Um ladrão entra na sua casa rouba vários objetos, e depois fica bonzinho e devolve a metade, e por isto deve ser considerado seu amigo? Ah bom. Aldo, nós não somos todos bobos, entra na real.

Cortar despesas, não é ser bonzinho não Aldo, é obrigação de funcionário público e no corte das despesas, tem salário de quem não trabalha. Tem de se cortar o ponto destes que nunca comparecem. E mais em sessão de votação, como esta que inocentou o Janene, quem não compareceu tem que ser não apenas cortado como multado. E quem compareceu e não votou idem. O servidor que está ganhando hora extra está lá porque alguém o contratou para trabalhar e justificou este trabalho. Em vez de cortá-lo, é cortar de quem o contratou e não prejudicar quem está trabalhando.

O aperto que você está se referindo Aldo é o trabalho de casa que não está sendo feito, e se não está sendo feito, quem deveria estar sendo descontado é você que não está trabalhando como deveria.

O ultimo parágrafo desta noticia de Veja On Line, mostra o cinismo do Aldo Rebelo.

A decisão dos líderes foi o aumento de 100% de seu próprio salário e não se pode voltar atrás porque é a decisão dos líderes e a decisão dos líderes não se pode voltar atrás.

Esta balela é como a resposta padrão dos vendedores quando se pede um desconto, eles dizem: “- Não posso porque o sistema não permite�? esta é uma resposta padrão, mas quem programa o sistema são eles mesmos, então é somente mudar o sistema. Geralmente um vendedor mais graduado ou o gerente tem uma senha para isto e quando você insiste muito eles vão lá e mudam o sistema.

Aldo, o dinheiro que vocês estão planejando embolsar, não é de vocês, e a decisão também não é de nenhum líder corrupto de partidinho de mentirinha como o seu PcdoB, esta decisão é do povo porque o dinheiro é do povo e para gastar desta forma o dinheiro do povo, tem que ser referendado pelo povo.

E vocês que têm medo do plenário, imagine da reação do povo em um referendo pedindo aumento de salários para vocês vagabundos (com raras exceções) que não têm categoria (Também com raras exceções) e que, além das mordomias não trabalham porque trabalhar três dias por semana e num total de 100 dias por ano não é trabalho de gente honesta.

Existe um abaixo assinado, do Blog do Marcelo:

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e nele está a explicação da lista.

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