Blog do Roberto Leite

October 30, 2009

O resumo da verdade:

Filed under: América Latina, Frases, IMPUNIDADE, PAC, administração, governo, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 11:05 am

lula o sábio

Foi em junho de 2007, que eu comecei este blog, com o enfoque do “Voto Nulo”.

Depois que o Ministro Marco Aurélio Mello mudou a interpretação do voto nulo, em cima de jurisprudência sobre o mesmo assunto que legitimava a anulação do sufrágio caso mais da metade dos votos fossem votos nulos, a minha luta perdeu o sentido.

Então o foco do blog passou a ser falar sobre os absurdos na política brasileira, sem se apegar em nenhum partido ou corrente política. E escrevi vários artigos, sobre vários assuntos. Às vezes quem lê o blog, pensa que eu sou contra o atual governo, que sou contra o Lula, que sou contra o PT.

Não é verdade, eu escrevo contra o que eu considero fora da ética, fora das noções morais, fora das carências do Brasil. Não se pode negar que o governo do PT, é um prato cheio destas matérias e, portanto fica parecendo que estou contra o PT. Desde o mensalão que muita gente começou a ver a verdadeira cara do PT.

Mas até hoje tem gente que acredita que o mensalão não existiu.

Eu não apago nenhum comentário e existem pessoas que ficam indignadas com meus artigos e escrevem dizendo o refrão:

“Deixa o homem trabalhar”.uma obra por dia

Eu fico pensando quanto engano este presidente tão popular conseguiu disseminar por um país tão grande!

Ele conseguiu até incutir nas mentes de algumas pessoas que ele realmente trabalha.

E ele mente mesmo, com a maior cara de pau, como se mentira fosse a virtude e a verdade o vício.

Ele inaugura obras que existem há cinqüenta anos. Manda fazer uma reforminha, às vezes apenas pintura, e vai lá, na maior cara de pau e inaugura como obra de seu governo.

corte no dedoVive embriagado, como recentemente, que caiu com o copo de cristal na mão e sofreu uma feia lesão onde levou cinco pontos cirúrgicos. Isto aconteceu na Dinamarca, em uma suíte presidencial em um Hotel cinco estrelas.

Para a mídia, ventilou uma notícia que a torneira do banheiro estava pingando e ele foi tentar arrumar, e cortou a mão.

Os meus críticos querem que eu acredite no seguinte:

1.  Hotel cinco estrelas tem vazamento na suíte presidencial.

2.  Não existe equipe de manutenção em hotel cinco estrelas.

3.  O Lula sabe consertar torneiras dinamarquesas.

4.  Mesmo que soubesse iria fazer uma coisa destas.

5.  Qualquer torneira dinamarquesa tenha arestas afiadas para desafiar hospedes incautos.

6.  Que o Lula não bebe

Vamos ser coerentes pelo menos nesta história recente, esta desculpa foi terrível e não cola.

Podem me chamar de bobo, mas não sou ainda débil mental.

Bem continuando, será que os meus críticos vão quere que eu fique batendo palmas para a inauguração do acampamento de luxo em Pernambuco, onde até hoje foram feitos 15% da obra de transposição das águas do Rio São Francisco.campanha antecipada

Um acampamento com comida servida em mesas de luxo, com talheres de prata, copos de cristal, camas King Sise, ar acondicionado, para inaugurar o que?

A única coisa que poderia ter sido celebrada neste acampamento, com justiça, seria a atuação do TCU, que paralisou o repasso de verbas para a obra por que está faltando prestar conta de 90% do dinheiro gasto até o momento.

Um bilhão de reais e que o Lula disse ser uma merreca:

“Temos que fazer, em vez de ficar discutindo merreca de

dinheiro” Presidente Lula, que, depois de sete anos no governo,

acha “bilhões” uma merreca

feliz aniversário

Pois bem, outro dia recebi um email de meu amigo o Dr. João contendo um artigo interessante, de autoria de Jorge Luiz Lima.

Procurei mais informação sobre o autor, mas não encontrei.

Este artigo resume tudo que escrevi no blog em quase três anos.

E é um artigo interessante. Vou publicar na íntegra, e vou arrematar com a última coluna do Augusto Nunes, que coincidentemente completa este artigo:

Não Vá ao Teatro

A era social que atravessamos reflete os seguintes fatos:

Os programas assistencialistas, urbanos e rurais, não possuem contrapartidas que encaminhem os beneficiários e seus dependentes ao crescimento cultural e retorno a uma vivencia digna.

A proibição incabível de não permitir que o adolescente menor de 14 anos de idade possa ter uma ocupação de trabalho, remunerada ou não.  Também, a permissão que os maiores de 14 e menores de 16 anos de idade, somente possam ter uma ocupação remunerada se contratados sob os auspícios de regras em demasia e encaminhados por entidades que arrecadam horrores por essa intermediação.

O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, somente é do conhecimento público porque protege o menor criminoso em detrimento de suas vítimas.

A vida em família está deteriorada, nos remetendo ao tempo de Sodoma e Gomorra.diplomas

A faixa de pedestre que tentam imbuir como parâmetro de

país de primeiro mundo arrecada muito e mata mais ainda.

Quando nada resolve uma condição, o nome é alterado

em uma tentativa de empurrar o imbróglio para debaixo do

do tapete, tanto é que, lepra passou a ser chamada de

hanseníase em favelas de comunidades.

Os hospitais e escolas não têm médicos e professores

suficientes para atenderem a demanda, e ainda constroem

mais Postos de Saúde, mais escolas e mais cursos de curta

duração, que não servem para nada: os pacientes são

cobaias dos médicos residentes e dos aprendizes de

enfermagem; os professores fingem que ensinam e os

estudantes fingem que aprendem.

O objetivo dos jovens na faixa dos 20 anos de idade é fazer cursinhos específicos para prestarem, e prestarem, e prestarem concursos públicos, pois é lá que se ganha sem trabalhar.

A UNE – União Nacional dos Estudantes, há anos não se pronuncia sobre os assuntos que nortearam sua fundação, servindo apenas para emitir carteirinhas que dariam o direito ao pagamento da meia-entrada nos cinemas e teatros, estes já aplicando os preços ajustados de tal forma que os 50% já é o preço da inteira.

A OAB - Organização dos Advogados do Brasil, sempre participou de maneira incisiva na defesa de nossa democracia, mas, desde as “Diretas Já”, permanece em hibernação.

O etanol, depois o biodiesel, recentemente era a menina dos olhos desse país, como, aliás, já foi o álcool que nada mais é do que o etanol em linguagem mais atual. Agora é o Pré-sal! Isso nomeando apenas os grandes, pois existem incontáveis atinhos (pequenos atos) e um próximo grande ato logo virá. Podemos chamar essas cortinas de fumaça de jogo de cena, uma peça teatral em que os atos são criados para deixar os babacas sempre dependentes do próximo, tudo com dupla intenção: desviar atenções e criar cacifes eleitoreiros, não permitindo que haja a salutar renovação dos mandatários.nosso petróleo

Os movimentos dos excluídos (paradas gays, marcha dos sem terras, dos sem moradias, dos índios, dos negros, dos inquilinos e dezenas de outras invencionices), são coordenados e financiados a custo zero, quero dizer, à custa do povo, através dos órgãos públicos e seus braços ocultos. O resultado dessas políticas enganosas é a bagaceira que se vêem, sem-terras recebem dinheiro, bolsas de vários nomes, terras que não produzem; negros têm cotas para estudar (porque não os amarelos, os mestiços, ou quem sabe os POBRES…?); ONGs inventam uma bandeira qualquer e arrecadam vultosas quantias sem prestação de contas; o mesmo acontece com os chamados projetos culturais financiados para os maiorais das artes em que os acertos rolam anos nos tribunais e caducam; proprietários de terras adquiridas com o suor do trabalho ou mesmo recebidas de herança são desapropriados de forma incontinente.

O resultado do trabalho de milhões de pessoas é desviado para atos escusos. Nós, trabalhadores e empresários, que também são trabalhadores, é quem somos os escravos do poder central! Nós somos os excluídos!

O excesso de leis com cláusulas propositais que levam a várias interpretações e o emaranhado de impostos desvirtuam seus próprios objetivos, que seriam os de normatizar arrecadações e suas aplicações em prol da sociedade.

Em democracia seria a representação do povo, mas o ser “político” tornou-se uma das profissões mais almejadas, senão a mais ambicionada, por ser excessivamente vantajosa em termos de poder e dinheiro, e acessível a qualquer espécie de individuo, principalmente os imorais, antiéticos, bandidos e analfabetos.mamata final

A política e, principalmente, os governantes desse país, estão possuídos pelo espírito do Rei Sol, acham-se e conseguem ser os donos de todas as vontades. Nada somos! Apenas marionetes nas mãos sujas dos três poderes da república, que fazem o que querem, manipulam e se locupletam a custa da nossa ignorância. Os sábios, grandes e pequenas empresas, a mídia, organizações corporativas e não corporativas (ONGs), todos dependem financeira e politicamente do poder central. O povo brasileiro está inerte, dominado inconscientemente por essa corja.

Quando vamos nos revoltar contra essa situação?

Por que nossos sábios e os que têm a capacidade de influenciar as massas não conseguem mover essas massas? É óbvio que estão estáticos e também usufruindo desse momento. Já tivemos dessas pessoas no governo e nada fizeram para mudar o caminho da nação, agora definido e solidificado pelos tiranos detentores de enormes poderes de persuasão.

Infelizmente estamos condenados a esperar uma nova geração ou alguém que desperte do berço esplêndido e nos tire desse marasmo, ou que os militares implodam o esquema desses dinossauros da sem-vergonhice.

É melhor voltar ao ponto de partida e recomeçar do YOD, do que enveredar por esse caminho depravado.formando o time

Vamos fechar essas cortinas! Cimentá-las! Encerrando do lado de lá todos os que tratam o bem público como seu, e que conspiram contra a moral das relações humanas.

(Jorge Luiz Lima, 28/09/2009)


Coluna do Augusto Nunes

PAC da Conversa Fiada

29 de outubro de 2009

“Agora desgraçou tudo, porque agora os home tão ficando nervoso porque nós tamo inaugurando obra”, desandou o presidente Lula num palanque no Rio, espancando a língua portuguesa com especial selvageria. ”Calma, que nós ainda nem começamo a inaugurár o que nos temo para inaugurá nesse país. Tem muita coisa pra acontecêr e tem muita coisa que nós vamo fazê ainda pra frente.” Sempre à frente de uma comitiva de bom tamanho, não vinha de inauguração nenhuma, não estava a caminho de algum canteiro de obras nem aparecera no Rio para inaugurar alguma. Vinha da Procissão dos Pecadores do São Francisco, estava em território carioca para outro comício e, de lá para cá, só inaugurou pela segunda vez uma quadra usada na Mangueira.

Pelo andar da carruagem, Lula corre o risco de terminar o segundo mandato sem ter deixado pronta uma única obra física efetivamente relevante. A transposição do Rio São Francisco, as grandezas do pré-sal, as hidrelétricas do Rio Madeira, pontes, rodovias ─ tudo vai demorar. Acossado pelo tempo cada vez mais curto, o maior dos governantes culpa o Tribunal de Contas da União, o Ibama, o fiscal da esquina, o cartório, qualquer coisa. Quer inaugurar qualquer irrelevância. Até quadras de segunda mão.comício

Incapaz de criar, o governo não cuida direito nem do que existe, confirmou nesta quarta-feira o levantamento da Confederação Nacional dos Transportes sobre a situação das estradas do país. O estudo abrangeu quase 90 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Desse total, quase 70 % foram  reprovados. A rede federal é a mais devastada. Segundo a CNT, a recuperação da malha rodoviária exige investimentos que somam R$ 32 bilhões. Seis vezes mais do que o governo Lula gastou em 2008. O PAC vai acabar programando outra operação tapa-buraco para 2010. E o chefe já prometeu outro PAC para 2011, com prazo de validade até 2015.

Por enquanto, só avança em bom ritmo o PAC da Conversa Fiada.

Encontrei no blog do Zé:

blog do Zé:

http://zefonseca.com/blogs/ze/

“Um governo grande o suficiente para lhe dar tudo o que você deseja é forte o suficiente para tomar tudo o que você tem.”
- Thomas Jefferson

August 7, 2009

O Brasil e a saúva II.

desordem

Este post foi escrito e publicado em junho de 2007, e continua muito atual. As coisas e os fatos sim mudaram, mas para pior. Os personagens ficaram desde então mais ousados, o cinismo aumentou, e as maracutaias estão a céu aberto.  Os políticos estão tratando povo como idiotas, o povo está tratando os políticos como se fossem de outro país.

As notícias, as entrevistas, são reais e estão acontecendo no Brasil.

Não é possível que os cidadãos que estão pagando por tudo isto estejam observando tudo como se estivesse acontecendo na China, no Iraque ou mesmo em Israel.

Quando um político diz em alto e bom tom que está se lixando para a opinião pública e sai rindo, é um sinal de que algo está muito errado.

Este tal de Paulo Duque, de 81 anos de idade, com cara de mascate, é o suplente do suplente, não recebeu nem um simples voto, e já anuncia antes de conhecer todos os fatos que irá arquivar todas as denúncias contra seu patrão o Zé Sir Ney.

Bem leiam o artigo abaixo com mais de dois anos de publicação, assim como os artigos no conteúdo que são de outros autores e julguem vocês mesmos se algo está diferente ou pior

etica e decouro

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:o senhor dos pasteis

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.sessão aberta

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal - disse ele - será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:ame-o ou...

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.mamando

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

Se não houver uma reforma política profunda, feita e comandada

pelos eleitores, a tendência é de um quadro pior no futuro

próximo, e de uma revolução violenta e sangrenta para tirar do

poder estes verdadeiros sanguesugas e carrapatos que não

querem largar o conforto de sugar o sangue dos brasileiros sem

serem importunados

cosa nostra

July 2, 2009

O grande galinheiro.

Filed under: ABOBRINHAS, IMPUNIDADE, administração, governo, política, Ética — rlaf44 @ 11:01 pm

O grande galinheiro.a faixa

No Brasil, não existe nenhuma ideologia política. Não existe verdadeiramente uma direita, nem uma esquerda, nem algum partido de centro que combine as duas ideologias e retire delas o que tem de melhor, formando com isto uma nova ideologia que seria uma coisa de centro. Existem sim palavras soltas e vazias, dentro das notícias, blogs, e artigos, falando de direita, esquerda, e centro esquerdo, centro direito, centro, etc., mas sem poder dar uma definição realmente o que seja isto. Os partidos políticos têm suas legendas, onde especificam suas posições ideológicas, mas os membros deste partido que deveriam seguir as regras do partido não o fazem, vivendo uma vida à parte, e fazendo a política fisiológica e de interesse próprio.a quadrilha

Depois de observar por anos o comportamento dos políticos brasileiros, formei uma opinião sobre o sistema existente no Brasil.

A arena política brasileira é um grande galinheiro, onde existe poleiro apenas para menos da metade das galinhas, e onde a comida farta também se restringe às galinhas no poleiro. As outras galinhas, que não conseguiram subir ao poleiro, ficam no chão, comem o que sobra, e sua vida é tentar desbancar algum animal de seu poleiro para ocupar o seu lugar. Morando e dormindo debaixo do poleiro, estes indivíduos que estão tentando subir, são constantemente sujeitos às fezes dos outros que defecam o tempo todo em cima deles.

E não adianta ter idéias ou ideais bonitos tentando chegar a algum lugar na parte de cima, tem que haver alguma forma de se fazer amigos no poleiro, e através dos amigos, irem conseguindo subir e sair do chão.  No galinheiro não se usa ou se pratica algum sistema ideológico, mas sobrevive um sistema fisiológico.

A culpa do senaqdoO mais impressionante deste galinheiro, é que os donos das galinhas (os que pagam por tudo isto) (o povo) não podem interferir, não podem mudar nada, porque as galinhas criaram durante anos, um sistema de leis que as protegem e que impede aos donos das galinhas de efetuarem qualquer mudança no galinheiro.

No sistema existente hoje no Brasil, disfarçado em democracia, os donos das galinhas obedecem à vontade das galinhas, e pacificamente vêm os absurdos acontecendo, e seguem sustentando com comida e conforto, estas malditas galinhas que estão dando ordem para eles.

O Galo mor e sua farsa.a camuyflagem

Atualmente, ocupa a posição mais alta no poleiro, um galo velho, que apesar da idade, têm muita experiência em sobreviver aos ataques dos mais novos pretendentes à sua posição.

Este galo é uma grande farsa, sua vida é uma farsa e até o seu nome tem algo de irreal.

Ao nascer foi batizado de José Ribamar de Araujo Costa, e para fins eleitorais, trocou o seu nome em 1865, retirando o Ribamar e adotando o nome de seu pai SARNEY. Não existe em nenhum lugar na internet, alguma referencia a outro nome ou sobrenome SARNEY. Dizem por aí, sem realmente muita convicção, que este nome é uma aglutinação modificada de Sir Ney, um senhor de origem inglesa que mantinha uma fazenda onde o pai do José Ribamar trabalhava e era conhecido nos comércios locais como o José do Sir Ney que evoluiu para SARNEY. Seja como for, seu nome verdadeiro foi preterido para fins políticos, constituindo a primeira farsa em sua carreira política.a minha merda

Ele foi presidente da ARENA, partido do governo militar, e hoje integra os quadros do PMDB, que era a oposição da ARENA, confirmando assim que os partidos políticos brasileiros são apenas nomes e não ideologias.

A necessidade do momento faz e mudança de ideologia, confirmando a teoria do galinheiro.

José Ribamar ocupou depois de vários cargos políticos a cadeira maior da política como presidente da república, entrando suspeitamente pelas portas do fundo, quando o presidente eleito, Tancredo Neves morreu misteriosamente. Deveria ter havido outro sufrágio, mas foi tudo aconchavado e protegido pelo seu ministro da Guerra, assumiu na marra como presidente da republica, sendo desta forma também uma farsa do galo mor.

A sarneylandiaOutra de suas façanhas políticas, foi simbolicamente mudar a sua residência para o Estado do Amapá, onde se candidatou senador da república. Foi eleito suspeitamente, com o maior índice de rejeição na história política do estado.  Como realmente reside no Maranhão, onde tudo por lá é da família Sarney, causou uma discrepância no sistema político de representatividade estadual, pois ele realmente defende os interesses do seu estado natal que é o Maranhão e não o Amapá. Ficando desta forma o Maranhão com quatro senadores, e o Amapá com apenas dois. Mais uma de suas farsas políticas.

Vou mencionar mais uma farsa. Consiste em sua posição na Academia Brasileira de Letras que deveria ser constituída por escritores que fizeram do português brasileiro, uma profissão escrevendo artigos e livros. Obras estas formando tendências literárias, e que serviram para identificar o autor como um formador destas tendências. Um dos mais recentes e falecidos membros desta academia foi o baiano Jorge Amado, que deixou de herança uma obra literária, traduzida em vários idiomas. Outro personagem, que foi a primeira mulher a fazer parte da academia foi a escritora cearense Rachel de Queiróz que em 1977 foi aceita como membro desta academia. Seu primeiro presidente foi o carioca Machado de Assis, que nos legou uma obra literária reconhecida em todo o mundo. abolição do bigode

O motivo da fundação da academia foi “O cultivo da Língua e da Literatura Nacional”, e eu entendo que para se escolher um novo membro este deve deixar em sua obra este parâmetros pétreos instituídos da fundação da ABL.

O José Ribamar é membro desde 1980 ocupando a cadeira nº. 38

O patrono desta cadeira é nenhum menos do que Tobias Barreto que foi um filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro, com obras escritas em português e alemão, e formador de tendências literárias e filosóficas baseadas nos estudos da filosofia alemã.

A obra literária de José Ribamar é muito pobre em qualidade isto é e as tendências nela inseridas são confusas, os estilos variados e não existe nenhuma consistência que indique qualquer tendência. O que aparenta é que esta obra foi escrita por vários autores e adotada como uma obra do José Ribamar. a biografia

Obras do autor

Incluem-se entre as principais obras do autor José Ribamar:

* A pesca do curral (ensaio), 1953

* A canção inicial (poesia), 1954

* Norte das águas (contos), 1969

* Maribondos de fogo (poesia), 1978

* O parlamento necessário, 1982 (discursos, 2 volumes)

* Falas de bem-querer, 1983 (discursos)

* Dez contos escolhidos, 1985

a mascara* Brejal dos Guajas e outras histórias, 1985

* A palavra do presidente, 1985-1990 (discursos, 6 volumes)

* Sexta-feira, Folha, 1994 (crônica)

* O dono do mar (romance), 1995

* Amapá, a Terra onde o Brasil começa, 1998 (história)

* A onda liberal na hora da verdade, 1999 (crônica)

* Saraminda (romance), 2000

* Saudades mortas (poesia), 2002

* Canto de página, 2002 (crônica)

* Crônicas do Brasil contemporâneo, 2004, 2 volumesAgente de empregos

* Tempo de pacotilha, 2004

* 20 anos de democracia, 2005 (discursos, 2 volumes)

* 20 anos do Plano Cruzado, 2006 (discursos)

* Semana sim, outra também, 2006 (crônica)

* A duquesa vale uma missa (romance), 2007

Eu, pessoalmente li várias delas, estou muito longe de me considerar um crítico literário, mas tenho certo gosto por obras finas e bem escritas e de estilos consagrados e consistentes, e a presença do José Ribamar na ABL, empobrece a cultura nacional em minha humilde opinião.

Fora estes mencionados desvios da ética profissional, atualmente existem inúmeros casos no galinheiro dos representantes, onde a honestidade, hombridade e ética do seu galo Mor está em dúvida com a contratação da vários parentes, l contratação do administrador do senado a quinze anos e que foi exonerado e está sendo investigado, e elevação dos salários transformando funcionários comuns em diretores. Somente aí o estrago foi tremendo, pois o Senado tinha aproximadamente 500 diretores sem a menor necessidade. Isto custando para os donos das galinhas uma fortuna.

Alguns dos atos a serem investigados:atos secretos

1) Maria do Carmo Macieira, sobrinha de Sarney, foi nomeada por ato secreto no gabinete da senadora Roseana Sarney;

2) Vera Portela Macieira Borges, sobrinha de Sarney, foi nomeada por ato secreto no gabinete do senador Delcídio Amaral, em Campo Grande;

3) João Fernando Sarney, neto de Sarney, foi nomeado e exonerado por ato secreto do gabinete do senador Epitácio Cafeteira;

4) Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, mãe de João Fernando Sarney, neto de Sarney, foi nomeada logo após a exoneração do seu filho;

5) Nathalie Rondeau, filha do ex-ministro Silas Rondeau e afilhado político do Sarney, foi nomeada para trabalhar no Conselho Editorial do Senado; Sarney preside o Conselho;

atos secretos 26) Amaury de Jesus Machado (“secreta”), funcionário da senadora Roseana Sarney na casa dela em Brasília, é lotado no gabinete da senadora Roseana Sarney;

7) José Sarney emprestou seu imóvel funcional ao ex- senador e seu aliado Bello Parga;

8) Elga Mara Teixeira Lopes, especialista em campanha eleitoral, foi nomeada e exonerada através de ato secreto entre o 1º e o 2º turno da campanha de Roseana Sarney para o governo do Maranhão, em 2006; Um ato secreto cancelou a exoneração para preservar o salário de Elga;

9) Valéria Freire dos Santos, viúva de um ex-motorista do Sarney, mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para os senadores. Ocupa cargo comissionado no Senado Federal;

10) Fausto Rabelo Cosendey, gerente administrativo da empresa do neto do Sarney (SARCRIS, no Maranhão) José Adriano Sarney, é lotado no gabinete do deputado Sarney Filho;Atos secretos 3

11) Isabella Murad, sobrinha de Jorge Murad (marido de Roseana e genro de Sarney), foi nomeada por ato secreto para o gabinete de Epitácio Cafeteira. Ela mora na Espanha;

12) Virgínia Murad de Araújo, prima de Jorge Murad (marido de Roseana e genro de Sarney), foi nomeada no gabinete da liderança do governo no congresso pela Roseana Sarney;

13) Ivan Celso, irmão de Sarney, teve cargo de confiança no Senado;

14) Fernando Nelmásio Silva Belfort, diretor executivo do museu e também mausoléu de Sarney, foi lotado na Liderança do Congresso Nacional;

atos quase secretos15) Shirley Duarte de Araújo, cunhada de Sarney, foi lotada durante seis anos no gabinete da senadora Roseana Sarney;

16) José Sarney encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos cargos de direção da Casa;

17) José Sarney recebia auxílio moradia no valor de R$ 3.800 mesmo tendo casa em Brasília;

18) José Sarney ordenou que quatro servidores da área de segurança do Senado Federal fossem deslocados para reforçarem a segurança de sua residência no Maranhão.

E este Galo Mor está sendo protegido por outro galo ainda maior, que é o Lula que disse em alto e bom tom que o José Ribamar tem que ser reverenciado como uma pessoa diferenciada e que não poderemos investigá-lo sem danos maiores para a imagem do Brasil.a fedentina

Ora Lula, vá se lascar com mais esta abobrinha, está claro que o Zé Ribamar tem grande parte do PMDB debaixo da unha e sem o PMDB adeus Dilma Rousifu para 2010. Então, não devemos criar  atrito entre o PMDB e o atual governo, com o risco de não emplacar o seu candidato.

O povo é que se f……, o Zé Ribamar não pode ficar nervoso, pois pode acabar com a candidatura da Dilma.

Para justificar mais uma de suas asneiras este apedeuta que provavelmente não conhece nada escrito pelo Ribamar, anda espalhando por aí irresponsavelmente que as investigações no senado estão sendo uma armação da oposição para emplacar como presidente das galinhas, um senador da oposição o goiano Marconi Perilo que é o vice-presidente da casa.

Senhor apedeuta, este vice não apareceu aí agora, mas foi eleito como eleito foi você.

Assalto2Quem o elegeu, foram as mesmas galinhas que estão aprovando tudo que a administração envia ao congresso. Caçar o Ribamar por falta de ética deve ser um dever do galinheiro e assumir uma galinha da oposição é uma pratica legal até para um apedeuta como o Lula. a realidade

April 20, 2009

O legado.

O legado.diogenes

Hoje recebi um email comentando umas das ultimas propostas do Clodovil Hernandes.

Este deputado muito polêmico e com suas excentricidades, era uma pessoa de bem, culta e responsável, que se preocupava em realmente representar o eleitor. A sua proposta de reduzir o número de parlamentares, veio provavelmente depois que ele constatou pessoalmente que a maioria dos representantes representa apenas a si próprio.

Vou reproduzir o email na íntegra e depois quero comentar sobre esta idéia:

HERANÇA DO DEPUTADO CLODOVIL HERNANDES (Importante)clodovil-hernandes


Clodovil é uma figura inegavelmente polêmica. Mas tinha idéias e coragem, além das suas contradições, tão humanas. Inteligente, com um senso crítico aguçado, ele dizia o que os outros apenas pensavam…
Em Julho de 2008 o deputado Clodovil Hernandes apresentou à Mesa da Câmara proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250. O projeto teve o apoio de 279 parlamentares (eram necessários 172 votos para que fosse apresentado).  Não passou, por interesses óbvios.

De novo é o gato tomando conta do peixe.
Pelo projeto, nenhuma Unidade da Federação poderá ter menos de 4 deputados nem mais de 35. Hoje, a menor representação tem 8 e a maior, 70. Se a PEC passar, haverá corte de 263 deputados e redução de gastos, só em despesas com os parlamentares, de R$ 26,3 milhões por mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Vamos divulgar e apoiar? A idéia é ótima!!!!
Fui pesquisar o custo de cada parlamentar brasileiro, e de acordo com a ONG Transparência Brasil o custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões por ano! E o custo de cada senador é de R$ 33,1 milhões por ano.

Se a emenda Clodovil passasse, reduzindo pela metade o número de parlamentares, e supondo que isso pudesse ser feito tanto na Câmara quanto no Senado, teríamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 BILHÃO DE REAIS!!!

Isso dá mais ou menos R$ 17,00 por habitante.
Já que o gasto público com saúde é de R$ 0,64  por habitante, veja o que a economia com os parlamentares pode proporcionar! !! (No Brasil, segundo o sindicato dos hospitais de Pernambuco (Sindhospe), “para um gasto total de U$ 600 per capita/ano (em saúde), apenas US$ 300 vêm do setor público. Destes, apenas U$ 150 são investimento federal, ou seja, U$ 0,40 por cidadão brasileiro”.)
Daria para multiplicar a verba hospitalar atual por habitante por mais de 26 vezes!!!!
Além disso, teremos menos chance de corrupção, menos políticos para controlar.
Divulguem, se concordarem.
Quem sabe a maior obra do Clodovil não será póstuma?!!piratas


Este email foi repassado por alguém, e não sei realmente o nome do autor da pesquisa e da idéia contida nele.

Se por acaso alguém souber mande para cá que respondo com os devidos créditos.

Eu pessoalmente achei a idéia muito boa e deveria ser divulgada para que germinasse uma semente de decência na política (?) brasileira.

Outro dia o Senador Cristovam Buarque, saiu com uma idéia de um plebiscito para dissolver o congresso.

Eu até escrevi um artigo aprovando isto.

Ele foi realmente bombardeado por este discurso, com alguns autores e bloguistas acusando de ser um golpe para dissolver o congresso e implantar um regime de forças e antidemocrático como em Cuba.

Bem pelo conteúdo do texto do Cristovam, poderia ir para qualquer lado.

Eu penso que ele quis dizer acabar com este congresso que aí está, substituindo por outro com um pouco mais de representatividade.

Isto eu certamente aprovo. Abolição da representatividade nunca.

Mas de outro lado, constato que a representatividade já foi abolida no Brasil e em seu lugar se encontra uma democracia maquiada, uma democracia travesti, uma democracia
Projac, uma democracia de interesses particulares, e uma representatividade zero.

Se fosse abolida esta farsa, totalmente, ficaria melhor do que este fingimento que aí está.

Pelo menos se saberia quem é quem, e não haveria uma esperança falsa, um engodo, esperando que o povo decida a sorte do país, que este povo sofrido vá fazer papel de bobo e votar, para que o seu voto se transforme em alguém que ele nunca ouviu falar.

Um clássico exemplo disto está na eleição para senador, do Helio Costa, conhecido repórter da Globo que foi eleito com considerável quantidade de votos para representar os interesses do estados de Minas Gerais.

Bem este popular político, decidiu ser ministro quando foi solicitado, e em seu lugar, ficou um carioca cabeludo, mal educado, com cara de sujo e pilantra, que duvido seja conhecido por algum eleitor do Helio Costa.helio-costa

Como aconteceu isto?

Simples, o pai do cabeludo, um empresário do ramo educacional, proprietário de várias escolas, não repassou o INSS recolhido dos professores para a previdência, e está sendo processado por este crime no valor, eu creio, de R$ 7.000.000,00.

Bem deste dinheiro sonegado, este senhor doou para a campanha do Helio Costa a quantia de R$ 1, 700.000,00  com a condição de ser o primeiro suplente do senador se eleito.

Os eleitores não sabiam nada disto e votaram no Hélio que foi diplomado como senador. Os eleitores ficaram contentes porque o seu voto foi vencedor. Ganharam sim mas não levaram, porque quem está respondendo pela representação do estado de Minas Gerais é este cabeludo, Wellington Salgadowellington-salgado que não recebeu nenhum voto.

Como este, tem o caso do Roriz, e do Luiz Estevam e muitos outros onde o cargo é um produto negociado e comprado.

Bem se um sistema como este for abolido, o Brasil ficaria mais transparente e melhor.

Agora se houver uma reforma, ficaria muito melhor.

Mas a reforma, em uma forma “DEMOCRÁTICA” deveria ser votada por estes mesmos crápulas que estão se benficinado da mamata. E vocês acham que eles votariam um projeto para acabar com a mamata?

Só acredita nisto quem for totalmente imbecil e idiota.chega

Então somente existe um meio real.

“O POVO NÃO VOTA NENHUM PLEBISCITO, O POVO TOMA O CONGRESSO NA MARRA, E COM A REFORMA NAS MÃOS, MODIFICA TODA A ESTRUTURA ATUAL E IMPLANTA A SUA VONTADE.”

Este é o meu sonho.


E isto não é golpe algum. O golpe já está sendo aplicado no povo pelo atual sistema. São 513 deputados eleitos (?), e destes apenas 32 pelo voto popular. Os demais são Suplentes ou Legendários, que foram levados de roldão por um parlamentar bem votado. Representação democrática?

Para não ficar somente na reclamação, tenho feito sugestões para as mudanças, como esta do Clodovil.

Em minhas sugestões, estão algumas como:

O candidato é responsabilidade do partido que deve fornecer antes de aceitar a candidatura um curso sobre administração pública e ética com um número mínimo de horas, teste de aproveitamento, e reciclagem agendada.

O partido deve ter consciência dos antecedentes do candidato e se houver qualquer deslize, ou qualquer denuncia oferecida pelo MP, não pode haver candidatura até a pendência ser apurada e arquivada.

Se houver um caso onde o candidato seja eleito e depois de eleito se descubra algum processo pendente contra o candidato eleito, todo o partido fica sem poder participar de eleições por período determinado pela justiça eleitoral.

Um deputado federal eleito pelo povo deve ganhar uma boa quantia, tendo como referendo o salário mínimo em vigor.

Seu salário deve ser tal que ele possa pagar de seu salário as suas despesas de viagem, de moradia, de gabinete e deslocamento local. O governo fornecerá à ele seu local de trabalho padrão, descente, e confortável, um secretário de confiança e os móveis padrão do governo. Também o parlamentar terá garantido sua vaga no estacionamento do prédio em que trabalhar.

O parlamentar deve trabalhar os cinco dias corridos, e deve comparecer a todas as reuniões no plenário, com comprovação das onde por motivo de força maior não estiver presente. Se trabalhar mais, não tem hora extra.

Os dias não justificados ou as reuniões não justificadas serão descontadas de seu salário.

Para sua comunicação, o parlamentar terá direito a um telefone celular padrão, e duas linhas locais de telefone fixo.

As assessorias para qualquer trabalho técnico do parlamentar serão contratadas pelo congresso, de universidades públicas ou privadas, e depois de terminado seu uso, a sua atuação deverá ser comprovada por relatório feito pelo gabinete do parlamentar.

E para desempenhar seu trabalho, o parlamentar deve ganhar em meu ver nos dias de hoje aproximadamente 200 salários mínimos que seriam próximos a R$ 100.000,00 por mês, e deveriam trabalhar como todos os outros cidadãos os doze meses com um de descanso e um décimo terceiro salário

Este parlamentar poderia custar aos cofres, um milhão e trezentos mil em salários, mais uns 500.000 em despesas com seu gabinete e pronto.

Para efeito de impostos, ele não seria descontado na fonte, mas teria que declarar e comprovar no fim do ano fiscal todas as suas despesas, e depois deveria recolher como um cidadão normal o devido imposto a ser pago.

O senado seria algo semelhante, e a mordomia seria abolida.

Se não estiver satisfeito com este arranjo, busque outro emprego que pague melhor.

Os aumentos salariais ficariam por conta do tamanho do salário mínimo.

E mais, os representantes eleitos pelo povo, ou contratados pelo governo temporariamente, como ministros, por exemplo, teriam temporariamente abolidos o seu direito a qualquer sigilo, seja fiscal, telefônico ou bancário.

E ainda mais, os parlamentares e seus familiares deveriam ser obrigados a usar os serviços públicos de saude de educação e de segurança.

Isto tudo, nas devidas proporções deveria ser a regra nos estados e municípios.

Qualquer coisa nesta disposição deixaria melhor e mais transparente tanto o congresso como toda a administração pública. E os salários de toda a administração pública deveriam ser desta forma, com a abolição total das mordomias ou salários escondidos. O servidor ganha bem e paga suas despesas e apresenta conta ao fisco e pronto. Como uma empresa privada.

Será que seria possível?

Somente na marra e já passou da hora.hora-de-mudar1

Vamos lá gente se houver candidatos eu encabeço sem problemas.

E tem muitas idéias boas guardadas por falta de interesse dos parlamentares, que seriam boas para a nação, mas poderiam contrariar interesses particulares deles como o caso do imposto único que está parado há sete anos depois de ser aprovado em todas as comissões.

March 11, 2009

Resposta à Johnny

Filed under: ABOBRINHAS, IMPUNIDADE, Justiça, comentários, economia, educação, governo, política — rlaf44 @ 11:57 am

Resposta à Johnnyinterrogacaoppg

Em um post antigo, (http://rleite.wordpress.com/2007/04/06/sera-falta-de-informacao/)

Publicado no dia 6 de abril de 2007, recebi o comentário abaixo:

caro amigo só queria te perguntar uma coisa
o que prefere presidentes que falam abobrinhas e faz do nosso pais um pais digno lá fora e aqui dentro , um presidente que mudou a cara do brasil , um presidente que melhorou a exportação e que deu uma guinada no nosso país ou um que n fale abobrinhas e que somente afunde o nosso brasil como foi o presidente anterior fhc ?

( despreze as letras minúsculas )

um fraterno abraço
obs: n sou de nenhum partido e tenho apenas 18 anos
obridago !!!!

Respondo:farca-do-inacio

Caro Johnny,

Em primeiro lugar quero agradecer sua visita, e o seu tempo gasto com seu comentário.

E agora quero responder ao seu comentário:

Quando você nasceu, a inflação no Brasil inflacaoalcançou um nível nunca visto de mais de 200% ao ano, causado principalmente pelo fracassado “Plano Collor”, comandado pela Drª. Zélia Cardoso. Depois o Itamar Franco, na época Vice-presidente do Collor, assumiu a presidência e chamou o Chanceler FHC para ser o ministro da Fazenda e comandar um plano para acabar com a inflação.

Foi uma grande responsabilidade, sem a menor possibilidade de erro, pois o Brasil não agüentaria outro plano mirabolante que não poderia funcionar.

grafico_inflacaoO FHC formou uma equipe de economistas sérios principalmente da PUC/RJ, comandados pelo economista Pedro Malan.

Foi criado então o plano real que passou a tratar a economia com uma diferença básica, passando por um sistema intermediário chamado URV.

No regime inflacionário, as contas do Brasil, eram pagas com dinheiro impresso sem nenhum lastro, o que instantaneamente promovia a inflação. inflacao-e-moeda

Os contratos com o governo eram todos superfaturados, pois para sobreviver, as empresas, que seriam pagas com dinheiro sem lastro, colocavam em seus contratos o preço da inflação. Os assalariados, não recebiam esta diferença no salário e apenas uma vez ao ano eram reajustados e seu poder aquisitivo diminuía sempre. Era um regime muito injusto onde as empresas cresciam e os funcionários decresciam. Isto estava acontecendo desde o início dos anos 70.

Com a formação do novo plano, acabou o dinheiro sem lastro, e neste caso faltou dinheiro para o governo pagar as suas contas. Foi então necessário elevar drasticamente os impostos pagos pelo povo para se ter dinheiro para cumprir as obrigações assumidas.

Os impostos que estavam na casa dos 25% do PIB, em pouco tempo estavam em 36% do PIB, o que era e continua sendo muito alto.

Ainda com esta elevação, foi necessário privatizar muita coisa que no momento desta mudança era apenas cabide de emprego e sempre deficitário.

E foi criado, já no Governo FHC, o projeto de privatização onde foram privatizados com muita polêmica, a Vale, as teles, e muitas outras pequenas empresas do governo que não serviam para nada útil.privastizacoes

A elevação dos impostos, e as privatizações, foram severamente criticadas pelo PT e os políticos do PT inclusive o Lula constantemente iam ao plenário pedir o impedimento do FHC.

Os bancos brasileiros, que somente operavam com a inflação ficaram desorientados com o novo regime e começaram a falir, e então foi criado pela equipe econômica o PROER, que quando o banco falia, pagava os pequenos depositantes até 10.000 reais e o governo assumia os ativos do banco e processava os donos. Esta prática foi severamente criticada pelo Lula, e os políticos do PT.

Este programa foi extinto em 2001, com um saldo positivo de seis bilhões de reais.

Com este programa, os bancos sérios brasileiros ficaram mais fortes, nenhum depositante tomou calote, e os bancos pilantras foram eliminados e os donos processados.

A justiça brasileira que precisa de uma reforma urgente, ainda não resolveu os casos e estes processos vão ser encerrados por tempo.

Com as vendas das estatais, a inflação sob controle, os impostos teriam que ser gradativamente diminuídos, para alcançarem um patamar de 20% do PIB ao ano possibilitando com isto um crescimento contínuo e sustentável.

Somente não aconteceu durante o governo FHC, por causa de três crises internacionais muito severas, a da Ásia, a crise da Rússia que declarou concordata e a pior para o Brasil foi a crise da Argentina que é o maior parceiro do Brasil.

Com estas crises, não foi possível diminuir os juros que em seguia diminuiriam os impostos.

Em 2002, com a aproximação das eleições e com a possibilidade de se eleger o Lula que em sua campanha, falava em re-estatizar tudo, declarar moratória, acabar com o “Superávit Primário” (dinheiro para garantir o pagamento dos juros) houve um temor por parte dos empresários e bancários que retraiu o dinheiro e causou uma inflação artificial de 12% ao ano, e que estava neste patamar quando o Lula assumiu o comando da nação.

Não foi feito nada de drástico nos seis primeiros meses e o Lula contratou o Meireles, que era do partido do FHC e um grande economista formado em engenharia mecânica e civil, para comandar o plano Real. Com isto, houve tranqüilidade por parte dos empresários e a inflação foi novamente para baixo ficando nos patamares atuais.

Durante o governo Lula, foram criadas mais 37 estatais, e contratados 300.000 funcionários públicos, foram criados os planos de distribuição de renda sem nenhum propósito para finalizar, (esmola) e desta forma o custo de governar alcançou níveis nunca vistos no Brasil. Os impostos que deveriam ir abaixando gradativamente foram subindo, e no momento estão a mais de 42% do PIB, em uma nova forma de medir inventada pelo IBGE, aparelhado para isto pelo governo.

Pela medida antiga que vigorava no governo FHC a porcentagem tarifária seria atualmente 44% do Pib, uma das mais altas do mundo, sem nenhuma contra partida.

A saúde está igual ou pior do que quando o Lula assumiu, a educação está visivelmente pior e a segurança pública não se pode nem falar, pois está muito pior do que no governo FHC.

Se houvesse um governo sério após o FHC, que tivesse aproveitado a bonança do crescimento global sem nenhuma crise, baixado os juros, e as tarifas e impostos, o Brasil teria crescido muito mais, e talvez nesta enorme crise que não é nenhuma marolinha com, diz o Lula, estivéssemos em uma posição para assumir o comando econômico do mundo. O que está segurando os bancos brasileiros, incrível ou não foi o PROER tão criticado pelo Lula durante o governo FHC.

O Lula há pouco tempo em uma de seus acessos de ignorância chegou a oferecer para o Bush o PROER para resolver a crise bancária americana (E que não resolveria, pois não foi desenhado para isto, mas o Lula que nunca entendeu não poderia saber).

Durante a campanha eleitoral o Lula prometeu o “Fome Zero” que morreu, a reforma tributária, pois não se poderia sobreviver com impostos tão altos, e aumentou mais ainda, disse que a reforma previdenciária era falta de vontade política e sua solução foi mandar para fila os velhinhos para provar que estariam vivos, prometeu  o programa primeiro emprego que morreu, aproveitou o programa assistencial de Dna. Ruth Cardoso que era o “Bolsa Escola” com tempo determinado e contrapartida programada, e mudou para “Bolsa Família” sem tempo determinado e sem contrapartida, em outra palavras uma esmola permanente que tira qualquer incentivo para melhorar o desempenho familiar.crusadinha

E querido Johnny, eu me sinto envergonhado por este desperdício, por esta alta taxa de impostos, e mais ainda pelas ignorâncias destiladas pelo Lula. Sinto muito mais vergonha da falta de ética do governo, tornando descaradamente multimilionário o seu filho Fábio Luiz, a sua filha ilegítima Luriam, os gastos desenfreados da primeira dama com cartões corporativos, e sinto vergonha de ao ler os jornais estrangeiros ver o seu presidente ser alvo de piadas e de constrangimentos constantes como dormir na reunião da ONU, de aproveitar os aplausos dirigidos ao presidente da ONU Cofie Anan e dizer que foram para ele. E outras coisas assim, que emanam de seu governo como o asilo político a criminosos ficando diplomaticamente inferior a paises antes nossos aliados.

Por sua idade declarada você apenas viveu desde os 11 para 12 anos, início de sua idade cognitiva na era Lula que está permeada de mentiras.

Em sua tenra idade, investigue estas posições apresentadas acima e poderá ver, sem nenhum fanatismo que o Brasil perdeu durante o governo do Lula uma ótima oportunidade de ficar infinitamente melhor do que está.

Para apenas não falar mal quero dizer que o maior mérito do governo Lula está em manter a política econômica que foi implantada a duros custos e durante duras crises no governo FHC e que também foi duramente criticada por ele durante este mesmo tempo. Eu sinto vergonha deste cinismo por parte do dirigente da nação.

Você pelo que parece vai votar na próxima eleição e deveria aproveitar para entender um pouco antes de exercer a escolha que poderá afundar ainda mais o Brasil.

Tenha um bom dia e muito sucesso em sua vida.pibinho

Roberto Leite

June 29, 2008

Legislando o problema.

Filed under: IMPUNIDADE, REFORMAS, governo, legislação, tributação — rlaf44 @ 7:42 pm


Esta semana por motivo de muito trabalho, negligenciei o blog novamente, mas vamos apanhando as notícias e tentando fazer algum sentido sobre o que está acontecendo no Brasil.

Recebi de meu sobrinho o José Melo (http://zefonseca.com/blogs/ze/) um email interessante:

Gostei dessa lei de zero álcool no sangue. Fui ao aniversário de um parente e na minha mesa ninguém bebeu porque estavam todos ao volante. Voltando pra casa fui pensando: bem que podia ter uma dessas pra corruptos, não acham?

Afinal, a corrupção no Brasil é um problema tão sério quanto os bêbados no volante. Roubam-nos e ainda causam a alta dos impostos (porque só criam impostos novos pra suprir sua roubalheira e incompetência). Os corruptos matam pessoas que não sobrevivem aos hospitais caindo aos pedaços, matam milhares de fome, tiram o emprego de gente honesta, ganham licitações encima de empresas honestas, e por aí vai. Corruptos matam igual o bêbado no trânsito, talvez mais. Um bêbado mata as pessoas próximas. Um corrupto mata dezenas, centenas, até milhares dependendo do cargo, e seus malefícios têm seqüela várias gerações adiante, o corrupto mata indiretamente e o povo não percebe.

Portanto, nos mesmos moldes da tolerância zero de álcool no trânsito, proponho a lei de tolerância zero pra corruptos.
1) A corrupção torna-se crime hediondo.
2) Acaba o foro privilegiado para qualquer autoridade
3) A imunidade fica restrita apenas às atividades estritamente legislativas.
4) O sigilo fiscal e bancário deixa de existir automaticamente uma vez que o candidato eleito for diplomado.
5) Candidatos que estiverem sendo processados em varas criminais ficam inelegíveis
6) Qualquer candidato com condenação passada fica inelegível, tem que ter currículo perfeito.
7) O voto torna-se optativo.
8 ) A renúncia não interrompe o processo de cassação.

1) A corrupção torna-se crime hediondo
No caso do roubo ser maior que R$ 50.000,00 (cinqüenta mil Reais) o dinheiro poderia salvar a vida de alguém num hospital público, portanto, assim como na nova lei de trânsito, um roubo desse porte ou maior deverá ser considerado homicídio doloso. Assim, um Lalau ou um Cacciola passaria o resto dos dias preso, na cadeia, e não em casa.

2) Acaba o foro privilegiado para qualquer autoridade
Não tem cabimento um Ministro de Estado ser blindado de processos. Deveria ser o contrário, ele deveria ter muito mais responsabilidade de explicar qualquer denúncia, e não ser blindado. Lula protegeu Henrique Meirelles dando-lhe status de Ministro. É o único Ministro do mundo subordinado a outro Ministro. Onde já se viu isso? Acabaria também o foro privilegiado para qualquer outra autoridade. Pra que foro privilegiado se a pessoa for honesta?

3) A imunidade fica restrita apenas às atividades estritamente legislativas.
O parlamentar, no exercício de suas atribuições de fiscalizar o Executivo e enquanto legisla, não pode sofrer pressão ou chantagem qualquer. Portanto, apenas para essas atividades, ele mantém imunidade.

4) O sigilo fiscal e bancário deixa de existir automaticamente uma vez que o candidato eleito for diplomado.
O “homem público” no Brasil só tem o rosto de público. O resto é um jogo de espelhos e fumaça, não tem nada de público na vida dos principais suspeitos. Aliás, dos eternos suspeitos, sempre sendo processados, sempre na imprensa se defendendo. Vamos resolver o mal pela raiz: ao ser diplomado fica automaticamente quebrado o sigilo fiscal e bancário. Aí o povo decide se o que ele tem é compatível, ou não, com suas atividades passadas.

5) Candidatos que estiverem sendo processados em varas criminais ficam inelegíveis
Processos pequenos, em vara cível, acusações de adversários e pequenas ofensas ficam isentas. Todos os outros crimes tornam o candidato inelegível. Quer ser homem público? Pois ande na linha desde cedo.

6) Qualquer candidato com condenação passada fica inelegível, tem que ter currículo perfeito.
Quer ser homem público? Então ande na linha.

7) O voto torna-se optativo.
O povo vota se quiser. Candidatos medíocres não merecem voto. Se ninguém votar significa que os candidatos não prestam. Ficam todos inelegíveis e convocam-se novas eleições imediatamente ao invés de presentear bandidos com 4 anos de dinheiro público.

8 ) A renúncia não interrompe o processo de cassação.
Se houver denúncia, o processo de cassação deve ocorrer do início ao fim para averiguar todas as acusações, até mesmo pelo interesse do candidato de ser inocentado. Portanto a renúncia ao cargo não interromperia o processo. Havendo constatação política do crime, o candidato é cassado in absentia caso tenha renunciado, e perde seus direitos políticos para sempre.

Já que o Estado mostrou o braço forte pegando bêbados nas estradas, com tolerância zero, vamos pegar então essa praga que mata muito mais que os bêbados e que corrói o Brasil como um câncer espalhando o atraso. Chegou a hora da lei de tolerância zero com corruptos. Vocês vão ver, se fizesse uma lei assim os impostos cairiam, todos viveriam melhor e o Brasil seria uma país mais sério afinal de contas.

É o Zé pegou uma linha interessante de pensamento. Seria muito desejável que isto acontecesse de fato no Brasil. Mas não vai acontecer.

Quando estavam elaborando o “Novo Código de Transito Brasileiro”, no governo FHC, o relator da matéria era o deputado por São Paulo, Ary Kara. Publicaram no jornal uma prévia do código antes de ser sancionado pelo FHC.

Ao lê-lo encontrei muitas coisas indevidas e impraticáveis dentro da nova lei, e entrei em contato com o então deputado.

Depois de muito tentar recebi um telefonema de seu gabinete, e finalmente pude falar com ele. Eu então depois das apresentações disse:

“- Deputado, eu tenho uma licença para dirigir em vários países e conheço as leis de cada um deles. Entre os países estão os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Escócia, México,
Venezuela, Colômbia, e este novo código em formação, não pode funcionar no Brasil, pois depende de legislação complementar, reforma no judiciário, e existem vários artigos totalmente desnecessários com, por exemplo, a exigência de um kit de emergência, totalmente incompleto e sem serventia alguma sem o devido treinamento. Os extintores deveriam ser restritos aos veículos comerciais, e as multas de transito deveriam ser dadas ao motorista infrator e não ao veículo, sendo necessário que o policial parasse o veiculo e identificasse o condutor. As multas de estacionamento proibido poderiam ser dadas sem o motorista presente, mas não poderiam contar pontos na carteira. Deveria haver uma distinção entre multas com o veiculo em movimento e multas com o veículo parado.”

Depois desta explicação, o deputado de forma gentil, me disse o seguinte:

“- Caro Roberto, é muito bom que os cidadãos se interessem pelos acontecimentos do país, mas neste caso quero lhe informar que estudamos a fundo as leis de trânsito de vários países e esta lei em andamento, é a mais moderna e melhor para o Brasil e depois de aprovada teremos o melhor código de transito do mundo”

Sem mais explicações, e muito dono da verdade, ele desligou. Mandei então ao gabinete da presidência da República, uma carta com uma sugestão de vetos ao projeto do código. Eram 30 sugestões, e o presidente FHC vetou 26. Não sei se foi a minha carta ou não, mas coincidiu e os vetos presidenciais tornaram o presente código mais palatável. Ficou entre outras coisas, o famoso “Estojo de Primeiros socorros” que por sua inutilidade foi mais tarde descartado, e as multas com o veiculo em movimento, multando com isto o veiculo e não o motorista, criando nos grandes centros uma indústria da multa, onde pessoas se ofereciam nos jornais para assumir a culpa da infração por uma quantia, e assim acabando com o efeito educação do código.

No código atual está explícito que os fundos arrecadados com as multas deveriam ser usados na sua totalidade em educação e melhorias no sistema de trânsito. Esta idéia é muito boa, mas se eu entendo direito, deveria existir uma conta dentro dos governos, onde seriam depositadas estas quantias, e deveriam ser usadas para o fim dentro das especificações legais e este uso deveria ser fiscalizado pelo TCU. Mas da maneira atual, estas multas fazem parte do caixa dos governos que as usam para o fim que lhes der vontade, até para campanhas políticas.

Da maneira em que foi feito o Código de Trânsito Brasileiro, não visa melhorar a educação do motorista, mas visa apenas como está comprovada a arrecadação extra para os cofres do governo. E não é pouca esta arrecadação. Apenas no DF, onde recentemente celebraram com estardalhaço o emplacamento do milionésimo veículo, não existe nenhuma possibilidade de se dirigir sem pelo menos uma multa anual. A menor multa por excesso de velocidade, apenas alguns quilômetros a mais, em alguns pontos a tolerância é de um (1) quilômetro por hora, é de R$ 85,00. Somente aí se arrecada 85 milhões de reais, se a média for de uma multa por veiculo e eu aposto que a média é maior.

E voltando ao email do Zé, no Brasil se tem a vontade e é prática política de se legislar os problemas.

Violência gerou a legislação sobre as armas.

Mais violência gerou o pedido para legislar a idade penal.

Violência no transito gerou a estúpida lei dos bares nas proximidades das rodovias. De tão estúpida e impensada foi modificada até ficar como era antes da lei, com muito desgaste para o governo.

Agora vem esta imbecilidade da tolerância Zero. Não vai acabar com a violência no transito esta idiotice porque até os imbecis sabem que é uma medida apenas arrecadatória para os governos, pois os alcoólatras que dirigem embriagados e causam acidentes vão continuar a fazê-lo, com ou sem carteira de motorista, as cadeias não vão comportar mais este volume de infração, e as cortes de justiça não vão atender as demandas desta nova lei. Mas, as multas vão funcionar sim.

Eu pessoalmente desconfio que o Fernandinho Beira Mar e o narcotráfico estejam por detrás desta lei, pois os bafômetros não vão encontrar nem maconha nem cocaína nos motoristas e os arrebites nos caminhoneiros, e então as pessoas que freqüentam festas vão começar a usar estas drogas e relutar na cerveja que pode ser detectada.

E este governo e legisladores irresponsáveis, que criaram uma lei visando melhorar os índices de acidentes no trânsito, não criaram nenhuma lei com Tolerância Zero (que por sinal já existe) para obrigar aos governantes a melhorar o estado geral das rodovias e a sinalização, as balanças, a fiscalização, e a segurança em geral das estradas brasileiras que matam muito mais do que dirigir embriagado. Não estou com isto condizendo com a direção embriagada, pelo contrário sou totalmente contra, mas isto se consegue é com a educação, começando nas escolas básicas e não com uma legislação inútil e sem respaldo infra-estrutural das vias, que seria por onde deveria começar a intenção de melhorar os índices de acidentes de trânsito.

A legislação sobre as armas se provou desgastante, até um plebiscito foi feito e, a campanha de recolher armas se mostrou inútil, pois depois de tudo a violência e o crime com as armas pioraram.

No Brasil existem as mais severas leis contra as drogas ilícitas, mas estas seguem aumentando, existem severas leis sobre o contrabando, mas este segue aumentando, existem leis e mais leis sobre a violência e esta segue aumentando.

A inutilidade de tais instrumentos é tal, que poderia ser legislada a felicidade geral da população.

Seria a Tolerância Zero da infelicidade. Em vez da bolsa família, o principal programa do governo Lula poderia ser uma lei:

Tolerância Zero da Pobreza, onde seria proibido ser pobre.

E é por esta razão que considero, apesar de muito boa, utópica a idéia do Zé da Tolerância Zero da Corrupção.

Tenho, no entanto uma sugestão:

“Tolerância Zero já, do fim do estado atual da educação no Brasil”

Seriam imediatamente revistas as normas educacionais no país, ficando estabelecida uma taxa obrigatória de 15% do PIB (atualmente se gasta 2,5% do PIB, e destes 80% são para ensino superior) para a educação básica e secundária, e estabelecendo o fim das universidades gratuitas, tendo o estudante superior de bancar seus estudos que poderiam ser financiados com juros mais baixos, mas com obrigatoriedade de pagamentos.

Com um bom e decente ensino básico poderia ser o começo para uma duradoura paz no trânsito, arrefecimento da violência, e uma base segura de respaldo para as legislações futuras.

Os idiotas e imbecis que pensam estas leis, são infelizmente o fruto desta educação precária brasileira que não visa apenas o pobre, mas a todos. (As escolas privadas e caras também não estão condizentes com uma educação de real qualidade).

Nos anos noventa, creio que em 97, um deputado federal de Minas Gerais (o meu estado) entrou na pauta de votação da Câmara, um projeto de lei para retirar do Hino Nacional Brasileiro, as palavras “LUTA” e “MORTE” para coibir a violência.

Este coitado é mais uma vítima das precárias escolas brasileiras.

E leia este recente artigo da falácia desta lei como uma forma de coibir os acidentes no trânsito.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=143724&date=currentDate

June 24, 2008

Pt ético Nº 2…..

Filed under: Crime e vergonha, IMPUNIDADE, política, Ética — rlaf44 @ 12:45 am

Pt ético Nº 2…..

Escrevi sobre este assunto em 09 de setembro de 2007. Hoje dia 24 de junho de 2008, encontrei na coluna do Claudio Humberto mais referencias desta cooperativa, onde o presidente atual do PT também presidiu.

Está claramente fazendo água e o resultado deste calote deve refletir nos atuais dirigentes petistas para variar.

O meu artigo pode ser lido em;

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=260

E abaixo a o artigo copiado da coluna do Claudio Humberto:

Cooperados da Bancoop querem CPI

na Assembléia Legislativa paulista

Cerca de trezentos cooperados da Cooperativa Nacional dos Bancários (Bancoop), investigada pela Polícia Civil e Ministério Público em São Paulo por formação de quadrilha, estelionato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, enfrentaram garoa e vento gelado para pedir apoio da Assembléia Legislativa paulista para solucionar os graves problemas que enfrentam, entre eles cobrança de imóveis já escriturados, obras paradas e imóveis não entregues. Querem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito inicialmente em São Paulo e, depois, no Congresso, em Brasília. O presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, que não foi à primeira reunião na Comissão de Defesa do Consumidor, dia 23, não apareceu, alegando “compromissos

April 22, 2008

Justiça democrática.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, REFORMAS, governo, política — rlaf44 @ 12:40 pm


Justiça democrática.

Para que um país seja um país democrático de fato, um dos quesitos mais importantes é o funcionamento da justiça.

A justiça de um país democrático tem que ser totalmente neutra, tem que ser célere, e tem que haver conseqüências graves para o desrespeito à lei.

Justamente como no Brasil!!!!!

O prefeito de Santo André/SP, o Celso Daniel, foi assassinado convenientemente por não querer participar do jogo de cartas marcadas na arrecadação de fundos para a campanha presidencial de 2001. Existem muitos fatos ligados à este assassinato, carentes de qualquer investigação. Existem sete testemunhas chaves e até um médico legista que questionou o laudo oficial, mortos de forma no mínimo estranha nos meses que se seguiram o assassinato.

E as doações suspeitas, dadas por empresários de transporte e obras das cidades do ABC paulista, nunca foram devidamente investigadas. Uma Delas, Ribeirão Preto foi feito uma sindicância e resultou no indiciamento do Palocci. O delegado responsável foi sumariamente demitido e transferido para outra delegacia de menor importância. No caso do Celso Daniel, a delegada que encerrou o caso, Dra. Sato, é sogra da Lurian Cordeiro, filha do Lula. Toninho do PT foi misteriosamente morto também com apuração duvidosa.

Existe o caso do dossiê, onde foram apanhados com a mão na massa, (flagrante delito) em um quarto de hotel, os assessores mais próximos de Lula. (Este não sabia de nada) Eles estavam com reais e dólares em um valor de um milhão e setecentos mil, e uma cópia de um dossiê fajuto supostamente para atrapalhar a campanha política de José Serra no governo de São Paulo. O dinheiro foi todo fotografado com os maços de notas envolvidos por faixas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

Ninguém foi responsabilizado por este dinheiro, o presidente chamou os assessores de aloprados, não existiu nem crime de sonegação fiscal, e o delegado que foi encarregado da investigação foi promovido escandalosamente para uma tremenda posição de destaque em Mato Grosso. O delegado que divulgou as fotos do dinheiro foi punido com transferência para um lugar escondido. Não apareceu nenhum dono para o dinheiro. Eu já escrevi sobre isto anteriormente.

O crime da menina paulista Daniela Nardoni, não sai da mídia e revoltou todo o país. A polícia de São Paulo fez uma perícia dirigida não para apurar o autor do crime, mas para condenar de antemão o pai e a madrasta da menina.

Estranhamente todas as diligências feitas até o momento, e todas as testemunhas ouvidas foram para corroborar uma teoria de culpa iniciada no primeiro momento depois do assassinato. Não estou desculpando os possíveis culpados, mas da maneira em que foi feita estas perícias e os indiciamentos, ficou um prato cheio para a defesa, desclassificar toda esta investigação como tendenciosa e montada contra os seus clientes.

Provavelmente, não vai haver culpados neste crime.

Em um país onde existem coisas como prisão especial para quem tem curso superior, a justiça está totalmente invertida. Um pobre coitado que não tenha instrução alguma e por não conhecer as leis comete um crime, vai para o calabouço sem nenhum privilégio. Um promotor que friamente assassinou pessoas na rua, responde tudo em liberdade, continua ganhado seu salário e provavelmente vai ser absolvido. Um advogado que por ciúmes assassina friamente sua namorada, quando preso teve cela especial e responde agora em liberdade e vai provavelmente ser punido com uma pena alternativa. Estas pessoas assim como diversas outras, que têm o conhecimento da lei como profissão deveriam pagar mais rigidamente pelos crimes cometidos. Um cidadão instruído e consciente da existência das leis e as conseqüências dos atos praticados em detrimento da mesma deveriam quando em delito pagar de forma mais exemplar do que um pobre ignorante que desconheça a lei e suas implicâncias.

Os crimes de colarinho branco, sem nenhum tipo de violência, onde o culpado não apresente perigo para a sociedade, e onde seja a primeira ofensa, poderiam sem dúvida ter penas alternativas.

Um país onde as ONGs dos direitos humanos consideram que o preso não seja obrigado a trabalhar para compensar parte de seus gastos, onde presos recebam indiscriminadamente visitas sociais, onde os presídios sejam ordenados em classes sociais, e onde o comando do crime continue regendo a orquestra do crime por controle remoto de dentro de sua cela é um país sem democracia.

Para que haja uma democracia mais justa,(Democracia justa é pleonasmo) as leis do país que foram criadas dentro de um sistema democrático têm que funcionar plenamente, as penas têm que ser cumpridas, e as prisões têm que ser lugares para cumprir penas, onde os presos sejam tratados com dignidade, mas também com seriedade e severidade, e onde se a família tiver dinheiro para sustentar o preso, ele fique sem trabalhar, mas onde o estado tiver que sustentar este preso, ele tem obrigatoriamente o dever de trabalhar. Um preso deste sistema poderia se recusar a trabalhar, mas neste caso cumpriria a pena total sem direito a nenhuma regalia.

Os presídios seriam menores e mais numerosos, com capacidade máxima de 250 presos.

Com um sistema destes, a democracia poderia começar a acontecer no Brasil.

Os representantes políticos que cometessem crimes, e fossem indiciados pelo MPF, perderiam seu salário e teriam um julgamento célere por um júri popular, pois foi o povo que o colocou lá em cima.

Tem quer haver uma revolução branca apenas para forçar mudanças como esta, para que o Brasil tenha chance de participar como membro do Clube da Democracia.

Este artigo abaixo do Jornal do Brasil tem muito em comum com as minhas idéias:

A volta dos que não foram

Ana Maria Tahan

A burla às leis, os códigos retrógrados, a lentidão do Judiciário andam escrevendo uma história brasileira por vias tortas. Ou tortuosas. Aquela máxima do não há mal que sempre dure vai acabar se incorporando aos contos de carochinhas reescritos para um público infantil que hoje se nutre nos teclados do computador quando ainda nem alfabetizado foi.

A introdução acima não é uma tese de colunista que anda de mal com a vida ou desencantada com a política. Resulta de fatos e acontecimentos que alimentam o dia-a-dia e acabam tragados, momentaneamente, por tragédias como o assassinato de Isabella Nardoni, a ameaça da falta de alimentos no mundo, as estripulias do mercado financeiro americano, a eleição do esquerdista Fernando Lugo no Paraguai, as andanças de Lula pelo mundo… O parágrafo inicial foi inspirado por dois fatos recentes. O primeiro, pela indicação do ex-ministro e deputado petista Antonio Palocci para a presidência da comissão especial que irá analisar a proposta de reforma tributária enviada pelo governo Lula ao Congresso. O outro, pelo retorno ao palco do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Dois anos atrás (parece mais, não é?), Antonio Palocci era o todo-poderoso ministro da Fazenda do presidente Lula. Integrava o restrito grupo de assessores que aconselhavam o chefe e, algumas vezes, tinham a opinião acatada. Ganhara status e o reconhecimento depois de comandar a feitura do programa de governo do então candidato do PT ao Planalto além de reordenar o discurso econômico para acalmar mercados e investidores temerosos de uma reviravolta das práticas que lhes garantiram o lucro e a bonança na era FH.

Palocci foi desbancado do pedestal por um simplório caseiro. Francenildo Costa, que cuidava de uma mansão erguida no Lago Sul de Brasília, contou que o então ministro freqüentava a casa mantida com o dinheiro de lobistas originários de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista que Palocci administrara como prefeito e onde se fez politicamente. O então ministro contou várias historinhas à época e movimentou a máquina para desacreditar o autor da denúncia. O extrato bancário de Francenildo foi violado e divulgado. Aliados governistas tentaram vender a versão de que os R$ 20 mil encontrados na conta do caseiro foram pagos pela oposição para atingir o então pai da economia de Lula. No mês passado, a Procuradoria-Geral da República denunciou Palocci, seu ex-assessor de imprensa Marcelo Netto e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso por quebra de sigilo funcional e bancário de Francenildo. Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre a abertura de processo contra a trinca. Paralelamente, Francenildo move ação na Justiça cobrando uma indenização milionária da Caixa, enquanto ganha a vida trabalhando como jardineiro diarista em algumas casas do Lago Sul ou como garçom em festas.

Três anos atrás, Delúbio Soares controlava as finanças do PT. Arrecadava fundos, distribuía dinheiro para as campanhas da sigla, repartia o fundo partidário e as doações compulsórias dos petistas incrustados em cargos públicos país afora. Era o homem da mala da legenda, unha e carne do então ministro com crista de ouro José Dirceu, chefe da Casa Civil, e o resolve-encrencas do presidente petista José Genoino. Flagrado no escândalo do mensalão, perdeu o posto, a filiação, mas não a pose. Transformado em réu por decisão dos ministros do Supremo, acusado de ser um dos cabeças da organização criminosa que trocou apoios no Congresso por dinheiro, reapareceu no fim de semana político de Goiânia. Discursou na churrascada que comemorou, numa chácara, a oficialização da aliança entre o PT e o PMDB para manter na prefeitura da capital de Goiás o peemedebista Íris Rezende, com um petista de vice. Falou para mais ou menos 200 convidados com a empáfia de quem protagonizou as articulações para a montagem da coligação. E, depois, sumiu no mapa do anonimato, até os próximos atos da campanha (especialmente aquele momento em que será preciso passar o saco para recolher fundos, coisa que ele sabe fazer tão bem quanto os mais espertos banqueiros).

Enquanto os processos vão indo, a passos de tartaruga, Palocci e Delúbio seguem, sem perder tempo, a vida. Um vai tratar de como ficarão os tributos (coitado do contribuinte!). E o outro, do futuro político de Goiânia. Se não mais.

[22/04/2008] 02:01

Encontrei no blog da Adriana.

Em que dá o mau exemplo!

Pássaros de Brasília, agindo segundo aprenderam:

April 12, 2008

A revolução ética.


A revolução ética.

O povo tem que acordar.

Eu não morava no Brasil na época do Fernando Collor. Acompanhei os fatos da época nas revistas que eu conseguia ler nos consulados do Brasil. Acompanhei com surpresa, de que os brasileiros resolveram sair do ostracismo e demandar um pouco de ética nas políticas publicas. Os brasileiros foram às ruas e pintaram as caras e forçaram o congresso a fazer as coisas como era a vontade popular.

É bem verdade de que naquela época existia uma militância de esquerda, comandada pelo PT que era o partido mais popular. Esta militância está hoje com a alma partida, também depois de todos os esforços do passado, a mesma militância viu o seu partido, o PT cometer as mesmas vigarices ou muito pior do que as cometidas pelo governo Collor.

Não estou querendo dizer que os erros do presente possam ser comparados com os erros do passado como justificativa ou vice versa, os erros do passado possam justificar os erros do presente, mas se naquela época as malandragens do Collor indignaram a população, estas pilantragens do governo Lula, estas mentiradas empurradas goela abaixo da população, deveriam ser suficientes para um grito de “BASTA CAMBADA DE LADRÕES”.

Os cinqüenta e oito milhões de votos não deram o Lula o direito de fazer o que quiser. Existe, além da constituição e as leis do código civil e criminal, uma ética moral com o povo que o elegeu como, por exemplo, cumprir as promessas de campanha. Uma delas, e que gerou milhares de votos foi a de diminuir a carga tributária.

Ele além de não fazer nem a tentativa de diminuir, aumentou descaradamente os impostos .

Os mais fanáticos dos eleitores do Lula continuam a querer justificar estas pilantragens, estas mentiras, estes gastos abusivos esta falta de iniciativa, este abandono da infra-estrutura, este descaso com a saúde pública e com a educação básica, usando o fato de ele ter sido eleito democraticamente e estar com uma aprovação acima de 60% da população.

Sadan Hussein foi eleito democraticamente e tinha uma aprovação de 99,5%.

Para não ser totalmente radical, temos no Brasil o Getúlio Vargas. Foi eleito democraticamente e tinha antes de se tornar ditador uma aprovação de mais de 70% da população votante.

Eu não consigo encontrar dentro do meu circulo de relações nem uma só pessoa que tenha respondido ao questionário de uma destas pesquisas de opinião. E não adianta dizer que estas pesquisas são éticas, porque não o são. Por dinheiro eles fazem as pesquisas onde o cliente quiser. Eu me recordo da eleição do segundo mandato do FHC, quando as pesquisas indicavam uma eleição sem segundo turno com a vitória de FHC e quando o Lula em um de seus discursos inflamados chamou a pesquisa de “Pesquisa Chapa Branca” e de “Pesquisa Fajuta”.

O Lula poderia até ter razão na época, mas agora, com o teto de vidro a coisa muda, a pesquisa é uma coisa séria.

Os inconformados eleitores do Lula ficam com vergonha das abobrinhas que o imbecil irradia todos os dias e promove a mídia a chamá-lo de ignorante e apedeuta, e os chargistas com insinuações de burro e imbecil, e dizem para se consolarem de que o imbecil ganhou democraticamente (com o voto obrigatório) do PHD Geraldo.

Mas não foi uma competição de sabedoria nem de preparo, foi uma competição de popularidade.

Eu, constantemente comparo o espetáculo da política brasileira com o BBB da Rede Globo.

Apenas neste ultimo episódio, um imbecil, e uma modelo sem nenhum preparo formal, sem saber conversar, não somente conseguiram uma votação maior do que a do Lula em um tempo de campanha muito menor. No processo e caminho da vitória, deixaram para trás, várias pessoas com muito mais preparo inclusive um médico formado. E no mesmo final a modelo apesar de despreparada tinha muito mais preparo do que o imbecil, e perdeu para ele. Assim é o Brasil.

O governo Lula botou a mão já sabe…..

Agora, eu não me conformo com a apatia destes eleitores do Lula, perante a demonstração de falta de caráter, lisura, atitude, hombridade, deste presidente.

Será que o fato deles terem acreditado que votando no Lula estariam melhorando o Brasil, e insistido no voto mesmo diante dos fatos do mensalão e das mentiras do dossiê, justifique esta insistência em defender um governo sem defesa?

Esta atitude seria como especular na bolsa, e com pouca sorte e ou conhecimento e preparo ver seus investimentos caírem, e insistirem em vender as ações pelo preço que pagaram dizendo que pagaram com bom dinheiro então elas valem.

O maior valor das ações Lula era a ética na política e a administração honesta, com reforma política e tributária.

Estes valores não apareceram e era uma mentira. E agora? Quanto vale estas ações sem as tangentes que lhe deram os valores iniciais?

Voltando à bolsa de valores, uma empresa de tecnologia anuncia que acabou de descobrir um carro que anda sem combustível e que o governo acreditou e vai comprar a idéia.

As suas ações sobem instantaneamente, e a empresa fica bem no pedaço.

Um ano depois se descobre de que era tudo uma farsa e que foi planejado para lesar o investidor.

O que acontece?

O preço das ações despenca, e os agentes reguladores entram com processo para punir a empresa mentirosa.

Provavelmente os investidores lesados, arcam com o prejuízo.

Porque será que os investidores que investiram no Lula,

não arcam com os seus prejuízos e metem este FDP na cadeia?

Seria muito melhor para o Brasil e para a democracia.

E no rastro dele, metessem também na cadeia, os representantes

corruptos que andam dando apoio a este governo de merda.

E também os corruptos que fazem oposição a este governo de merda.

Este artigo abaixo foi o que ocasionou o meu comentário e encontrei em outro blog:

http://pep-home.blogspot.com/

E foi postado por Giulio Sanmartini.

Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008 | Versão Impressa

Estadão

Uma questão de respeito

João Mellão Neto

Há poucas semanas, eu dava conta, aqui, da lassidão moral, do sentimento generalizado de indulgência que, de uns três anos para cá, vêm tomando conta da opinião pública brasileira. Que não venham alegar que a moralidade está fora de moda em todo o mundo, ou que as pessoas, na verdade, nunca se incomodaram para valer com a existência ou não de um mínimo de ética no trato da coisa pública. Há menos de 16 anos, quando fui ministro do então presidente Fernando Collor, vivenciei de perto um desses surtos de demanda ética que, de quando em quando, acometem toda a Nação, forçando a ocorrência de mudanças profundas. Por mais que se argumentasse, com pragmatismo, que os males do governo já haviam sido todos corrigidos, ou que se procurasse demonstrar que um trauma político de tais proporções jamais seria benéfico para a sociedade, nada disso adiantava. Ninguém estava disposto a perdoar Collor. Com o tempo, fui-me conformando com a queda iminente do presidente, o que eu considerava lastimável, uma vez que todas as medidas já haviam sido tomadas para que aquele governo, dali em diante, fosse um dos melhores de toda a História republicana.

Napoleão, num de seus momentos de reflexão, reconhecera, com toda a crueza, que havia vertido muito sangue, e talvez ainda vertesse mais, “não com ódio ou revanchismo, mas, tão-somente, porque a sangria faz parte da medicina política”. Conformei-me, então, com o óbvio: era crucial, naquele momento, para a auto-estima nacional, que a sacralidade do mandato presidencial fosse violada. Aquele povo que, por tantas décadas, fora espezinhado, despojado e vilipendiado em seus mais elementares direitos necessitava agora - como prova maior de sua cidadania - consumar um processo de impeachment.

Hoje em dia, mais e mais estou convicto de que, o que quer que Collor tenha feito, o problema, em 1992, não era ele, mas sim as circunstâncias. O Brasil ansiava por confrontar supremos mandatários. E o Fernando das Alagoas era a bola da vez.

Embora polêmica, essa tese não é de difícil comprovação. Basta comparar o que acontecia naqueles dias com o que ocorre hoje. Desde os escândalos do mensalão até agora, todas as feridas, embora continuem abertas, curiosamente jamais infeccionaram. Nesse ínterim, o próprio presidente Lula ainda foi premiado com a reeleição. Por muito menos o presidente Collor foi impiedosamente apeado do poder. O tempora, o mores…

O que mudou? O que ocorreu para que, em tão pouco tempo, os brios cívicos dos brasileiros se tivessem abrandado tanto? Há duas explicações, que se complementam.

A primeira é a de que Lula descobriu, meio sem querer, que custa muito barato comprar a consciência das camadas mais destituídas da população - R$ 70 por mês é o que o governo transfere para as cerca de 11 milhões de unidades familiares mais pobres do País. É discutível a eficácia de programas de transferência de renda como o Bolsa-Família na promoção econômica dos seus beneficiários. Como as contrapartidas das famílias-alvo não são fiscalizadas, tudo não passa de mero assistencialismo. Trata-se de uma “mãozinha” que o governo dá para atenuar as carências dos mais pobres. Não é tanto dinheiro assim, uma vez que tais dispêndios cabem folgadamente no Orçamento da Nação. O problema maior é que, se esmola curasse pobreza, há muito não haveria mais miseráveis no mundo. Lincoln, há um século e meio, já advertia sobre quão enganoso é acreditar que se ajudam efetivamente os cidadãos “fazendo por eles o que eles podem e devem fazer por si próprios”. As conseqüências diretas dessa política são a eterna dependência, o conformismo e o total aniquilamento do que ainda restava da ética do trabalho.

O problema é que esses R$ 70, que parecem muito pouco para uma família urbana do Sul ou do Sudeste, fazem toda a diferença quando o beneficiário habita as regiões mais pobres do Brasil. Volta e meia nos chegam notícias sobre a “falta de mão-de-obra” em certas comunidades pobres do País. Não se trata de falta de trabalhadores. A falta é de gente que queira trabalhar. Para muitos, os R$ 70 que o governo dá são mais do que suficientes para que os indivíduos deixem de procurar alguma outra forma de auferir renda. Essas pessoas formam uma clientela política extremamente fiel ao governo. Como são muitas, elas também ajudam a diluir e amortecer, na consciência geral, o impacto de eventuais transgressões morais por parte dos governantes. Tudo isso é muito conveniente ao status quo, mas a pergunta que não quer calar continua a ser a seguinte: existe, na História universal, o registro de um único povo que tenha prosperado por meio de esmolas? Não, não existe. E essa, sem dúvida, será a mais maldita das heranças legadas pela gestão Lula.

A outra explicação para a absoluta complacência moral em que vivemos advém do fato de que, em raras ocasiões, a economia internacional passou por uma fase tão próspera. O Brasil foi muito beneficiado com isso. Aos olhos de muitos se atribui tal afluência às virtudes do governo atual. Esse é outro poderoso fator que faz muitos relevarem ou mitigarem as recorrentes notícias de escândalos.

Esses fatores explicam, mas nem de longe justificam o torpor moral atual dos brasileiros. A história é uma só: todos os povos que, por um motivo ou outro, abriram mão de seus valores e convicções ou descuidaram de seus brios cívicos acabaram pagando um alto preço por isso. Quem no mundo haverá de respeitar um povo que, em troca de migalhas, deixou de se respeitar a si próprio? O tempo, como sempre, haverá de dar a resposta. Ai de ti, Brasil!

João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado

E-mail: j.mellao@uol.com.br

Fone-fax: (11) 3845 1794

Lula vai realizar uma reforma geral no Palácio da Alvorada.

Ele e a sua súcia estão de mudança para o Palácio do Buriti.

Deveria ser uma reforma geral na praça dos três poderes

March 31, 2008

A carta!

Filed under: IMPUNIDADE, administração, governo, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 3:09 pm

A carta!cara-do-dossie.jpg

Hoje estava eu lendo a revista Veja, quando deparei com a carta escrita pela ministra Dilma Rousseff tentando explicar o inexplicável, que é o dossiê armado sobre as contas do ex Presidente FHC e sua esposa D. Ruth Cardoso.

Fiquei desapontado.

È uma carta cheia de lero-leros contando o que já foi desmentido pelo TCU, de que os dados foram requisitados pelo TCU, e também disse que todos os gastos do atual governo serão mostrados com exceção daqueles que obviamente possam prejudicar a segurança do presidente e sua família imediata. Citou para isto a constituição disse que isto é normal em todos os governos atuais.

Eu gostaria que a Dilma explicasse também a implicância na segurança da presidência os saques em dinheiro feitos pela Ecônoma Maria Emília Évora em nome da Galega do presidente.

Antes de ser tirado do site “Portal da Transparência” estes saques eram em média, R$ 1.800,00 por dia nos oito meses em que os gastos figuraram no site da presidência.

Gostaria que a Dilma explicasse também como é que as compras na Daslu e os gastos com o seu cabeleireiro e as aplicações de Botox possam influenciar a segurança do Casal e seus filhos.

A Dilma poderia explicar também as compras dos ecônomos dos filhos do Lula com academias de ginástica e materiais de construção para a reforma do apartamento do Lula e a relação da segurança presidencial com estas compras.

O FHC, candidamente explicou os gastos com bebidas e demais coisas que pudessem parecer abusos do poder, e nem por isto sua segurança pessoal ficou comprometida.

Agora o Lula trem a cara de pau de insinuar que este dossiê é coisa da oposição para prejudicar a Dilma.cara-de-pau.jpg

É realmente muita areia para o meu caminhão e para os brasileiros que estão assistindo ao espetáculo.

Agora, eu posso entender o tipo de segurança que a Dilma está se referindo.

A segurança de continuar a dar este espetáculo dantesco, de que está trabalhando quando o que está fazendo é roubando descaradamente o dinheiro do contribuinte.

Se aparecer no congresso e mostrar todos estes abusos, pode ser que o brasileiro crie ânimo e revolte pondo em risco a segurança do governo cara de pau e ladrão do Lula.

Esta segurança pode ser verdadeira. Escondendo-se as maracutaias o Lula pode seguir fazendo das suas com toda a segurança.etica-e-descencia.jpg

Encontrei o seguinte assunto interessante hoje na net:

Do blog “Prosa e Politica” –

http://pep-home.blogspot.com/

Postado por Giulio Sanmartini

“ Lula tem o caradurismo de se adornar como um relés velhaco das realizações do partido que só destila veneno. Tudo de bom do governo Fernando Henrique Cardoso é de sua realização e propriedade.” (G.S)

Por Miriam Leitão

A declaração do presidente Lula sobre o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi surpreendente (Lula disse que o Brasil poderia oferecer ajuda aos EUA sobre como socorrer bancos).

Nos anos 90, o PT foi contra o programa de socorro aos bancos e fez um escândalo como se fosse coisa ilegal. O grande feito da operação do BC, foi manter os ativos dos correntistas e impor a perda aos acionistas. Quem tinha conta no banco preservou o seu dinheiro, mas quem era dono perdeu. Foi assim com o Nacional, que os donos perderam por gestão fraudulenta.

A autoridade monetária deve preservar o dinheiro dos correntistas porque é o supervisor bancário e responde por isso. Quando você coloca dinheiro em um banco, você conta com o fato de que o Banco Central está regulando o setor, então ele precisa atuar nestes casos. No caso do Nacional, o BC fez uma intervenção cobrindo os passivos que não tinham cobertura, e pegou como garantia papéis do FCVS ((Fundo de Compensação de Variações Salariais). Eles estavam desvalorizados, mas eram títulos do Tesouro. Foi uma forma de manter o banco funcionando e depois vender a parte boa para outro, que no caso foi o Unibanco.

Quem fez esta operação, preservando o dinheiro de quem tinha conta no Nacional, também no Econômico e no Bamerindus, hoje, responde a processo. Naquele período, a dificuldade dos bancos foi por causa da transição da inflação mais baixa, de uma forma muito brusca. Isso deixou vários bancos com dificuldade. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, por exemplo, responde a vários processos na Justiça, como se tivesse cometido um crime. O Fed fez a mesma coisa agora, e de uma forma mais tosca: entrou com dinheiro no Bear Stears, que era um banco que não tinha nem agência, e cobriu com títulos do governo.

Nos casos mais polêmicos, que foram os dos bancos Fonte Sindam e Marka, o Banco Central vendeu dólar no teto da banda. Ele tinha obrigação de fazer isso porque na época era adotado o sistema de bandas cambiais. No caso do Marka, o BC vendeu abaixo do teto, mas ainda dentro da banda. A operação de socorro foi feita porque havia o risco de que se o Marka e o Fonte Sindam quebrassem, poderia haver risco sistêmico. Esta é a mesma justificativa que o Fed usa agora para explicar o socorro ao Bear Stearns. Aqui ainda havia um agravante, como era a BM&F que vendia futuros de dólar, a bolsa poderia quebrar junto com os bancos.

Todo mundo olha para isso ainda hoje como se fosse um escândalo, mas é preciso separar a atuação de alguns banqueiros da atuação do Banco Central. Lula agora diz “temos o Proer”. Ele também diz “temos o real”, mas o PT votou contra o Plano Real no Congresso. É o mesmo presidente que diz “temos a Lei de Responsabilidade Fiscal”, que o PT entrou na Justiça contra ela. Quando alguma coisa dá certo, todo mundo quer ser pai.


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March 20, 2008

A legislação emocional

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, REFORMAS, legislação, Ética — rlaf44 @ 4:58 pm

cocavara.jpgA legislação emocional


As leis devem ser justas, e isto quer dizer que devem comportar da melhor maneira a maioria dos cidadãos que vivem debaixo dela.

Não existe nenhuma lei, por melhor que seja que contente a todos, mas os descontentamentos devem ser os menores e os menos nocivos à maioria.

Para tanto, as leis que direcionam uma sociedade, devem ser frias e destituídas de qualquer emoção. As emoções são em geral passageiras e as leis têm que acomodar um tempo maior, bem maior do que qualquer emoção. As leis que são pensadas e feitas debaixo de um clima de emoção são em geral leis que ficam distorcidas rapidamente e levam para uma interpretação errônea que podem causar mais danos do que a não existência de dita lei.mais-cpi.jpg

Existem em nossa sociedade, pensadores que acreditam que se pode legislar todo e qualquer problema. Cria-se a lei e acaba-se o problema.

Assim o Brasil tem uma das mais rígidas leis de controle de drogas e as drogas estão aí, o tráfico aumentando, e os problemas relacionados a estas infrações se multiplicando exponencialmente.

O Brasil tem uma das mais rígidas leis de controle de armas, e ainda estão tentando criar mais leis sobre este tema, e as armas de guerra nas mãos dos bandidos estão se proliferando assustadoramente.mentindo-de-novo.jpg

O Brasil tem leis muito rígidas sobre os direitos da criança onde inclui o direito de aprender e freqüentar escolas, e a evasão escolar, está aumentando todos os dias.

Falando sobre isto, o ECA, o famoso Estatuto da Criança e do Adolescente, foi criado em um clima emocional, e está totalmente destorcido, levando uma parte da sociedade infantil para a criminalidade e a impunidade. Quando acontece um crime bárbaro envolvendo um menor de idade, vem a sociedade em um clima muito emocional querendo diminuir a idade penal para punir um menor que foi já um produto de outra LEI EMOCIONAL.usando-o-titulo.jpg

A atual constituição brasileira, denominada “Constituição Cidadã” é uma lei muito emocional. O nome já é emocional. Ela tentou compensar por decreto injustiças cometida durante o governo ditatorial, e com isto criou monstrengos legislativos que estão impedindo que se construa um país justo, baseado em leis cegas e imparciais come deveria ser.

Conheça no link abaixo a constituição atual e seus autores.

http://pt.wikisource.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1988_da_Rep%C3%BAblica_Federativa_do_Brasil

Eu não quero dizer que ela está toda emocional e , ou errada, mas as partes nela contida que foram feitas debaixo de uma clima emocional estão impedindo que se use as partes boas e imparciais que também consta desta lei magna brasileira.

Para o Brasil poder fazer parte de um mundo globalizado e real, teremos que sim fazer sem nenhuma emoção uma lei magna nova destinada a dirigir um grande país que é o Brasil, mas uma lei completamente cega e destituída de qualquer tipo de emoção.carro-nacional.jpg

DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS BRANCOS
Ives Gandra da Silva Martins

Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afro-descendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afro-descendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afro-descendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este “privilégio”, porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo

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January 7, 2008

Reforma ou morte.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, REFORMAS, administração, economia, política, Ética — rlaf44 @ 12:36 pm

Reforma ou morte.

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Há vários anos se comenta e se fala em uma reforma política no Brasil.

A constituinte de 1998 foi um documento permeado de emoções, feito às pressas e com sede de vingança.

As pessoas responsáveis por este documento tentaram fazer por decreto um remédio para as injustiças sociais, que deveriam ser sanadas por um crescimento sustentável da economia.

Criaram por tentar fazer justiça uma previdência para quem nunca contribuiu, abrindo com isto um rombo no sistema que naturalmente se fragiliza automaticamente à medida que a população envelhece e a contribuição diminui.

Deveriam ter feito, era uma maneira para que os contribuintes rurais fossem mantidos com um pouco de contribuição das pessoas que os empregaram e nunca recolheram nada para a previdência. Mas o loby dos produtores impediu que se fizesse a coisa justa e certa e agora estamos neste barco junto com todos eles os produtores. Às vezes, querem tratar um assunto como se existissem dois Brasis, um para eles e outro para os outros. Mas isto é um terrível engano e as injustiças cometidas para favorecerem alguns acabam finalmente recaindo sobre as costas de todos incluindo os que já se beneficiaram.olho-no-dinheiro.jpg

Os constituintes criaram as compensações pelas injustiças cometidas pelos militares e as perseguições políticas.

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Isto deveria ter sido feito de outra forma com bons empregos e com empregos remunerados para a família dos injustiçados, mas da forma com foi feito causou mais distorções e injustiças do que as causadas pelos exílios e as perseguições. O Lula, por exemplo, e seu irmão frei Chico que não é nem frei e nem Chico ficaram presos porque infringiram uma lei, que poderia ser exagerada, mas era a lei, e para ser mudada deveria ser votada e não desrespeitada, e compensaram estes dois com uma pensão vitalícia de R$ 3.700,00 por nossa conta. O Lula ficou preso por 30 dias, com privilégios de sair quando queria ou pedia como foi liberado para o enterro de sua mãe.super-51.jpglula-de-ferias.jpg

Frei Chico foi menos ainda, ficou detido por baderneiro por um período de 20 dias, e recebe uma pensão vitalícia.

O jornalista Carlos Heitor Cony, perdeu o emprego de jornalista quando a ditadura acabou com o jornal em que trabalhava. Como compensação pela possibilidade de ter sido um tremendo jornalista, com carreira brilhante e não pode ter seguido seu destino por culpa do então governo, foi compensado com uma indenização milionária e uma pensão não menos milionária.

Ele realmente tem valor profissional, mas estas compensações não são condizentes com os parâmetros do país e apesar de talentoso, eu realmente duvido que se tivesse seguido a carreira jornalística no pequeno jornal que foi encerrado, teria em sua poupança a metade das compensações pagas à ele pela viúva.

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Estes erros da constituinte são vícios que necessitam ser sanados o quanto antes, e estes vícios causam uma distorção social tremenda e os antigos perseguidos políticos hoje fazem parte da classe privilegiada do Brasil.

E nós pagamos as contas.

Este post começou com a idéia de uma reforma política.

Então vamos a ela sem mais delongas.

· Reforma política no executivo:

v O voto deverá ser voluntário sempre.

v Não poderiam votar pessoas que recebessem ou fizessem parte de programas assistencialistas do governo.

v O mandato presidencial deverá ser de oito anos consecutivos.

v De dois em dois anos deveria haver um plebiscito em dezembro para avaliação do desempenho presidencial.

v O governo não poderia fazer campanha para este plebiscito. E a oposição não poderia fazer campanha contra o mandato. Nada mais seria decidido neste plebiscito.

v Poderia fazer sim propaganda dos feitos de seu mandato, mas se fosse pego com mentiras e números exagerados, seria imediatamente desclassificado para continuar a governar.

v O governo teria que dar prioridades às promessas de campanha, e se estas se mostrassem impossível de se concretizar, (demagogia durante a campanha) ele perderia o mandato nos primeiros dois anos.

v No caso de desclassificação, seria marcada uma nova eleição para outubro e o país neste período seria governado por uma junta formada pelo legislativo, que teria de levar adiante o governo que foi interrompido. (menos nos casos de ações claramente em detrimento do país). Para interromper estas ações a junta teria auxilio do supremo, que julgaria pertinente ou não uma mudança do rumo estabelecido.

v Será identificado na lei da reforma política as atitudes éticas e econômicas para a desclassificação do mandato do presidente, como viagens supérfluas, nepotismo, contas secretas, despesas exageradas, destruição de patrimônio público, ETC.

v Todo e qualquer cidadão que se candidatar e for eleito para cargos públicos, assim como o primeiro e segundo escalão do governo deverão abrir mão de seus sigilos bancários telefônicos, e fiscais, durante o período do mandato e até um ano após deixar o cargo.

· Reforma política no legislativo:

v Se o mandato é do partido como reza a constituição e foi recentemente aprovado pelo supremo, o presidente do partido deveria ser o único que apareceria nos programas de propaganda do partido. O candidato ou candidatos pelo cargo ficariam à disposição do partido para ocuparem o cargo assim que os partidos ganhassem as eleições. Poderia haver eleições internas para as preferências aos cargos a serem ocupados.

v O partido teria que fornecer um curso de administração política e publica para os candidatos, com reciclagem periódica, e um número mínimo de horas atendidas. Este curso deverá ser comprovado com provas finais tipo exame da OAB, e somente poderiam ser candidatos os que obtivessem uma nota mínima nestes cursos. Os exames finais seriam preparados por organização autônoma. Os futuros candidatos desta forma passariam a ser políticos profissionais e não aventureiros como acontece atualmente com grande parte da representatividade política.

v Os suplentes seriam automaticamente os segundos colocados nas eleições internas.

v Os representantes dos estados serão em número condizente com a população do estado. Maiores populações mais representantes dentro do congresso.

v No caso do Senado, um representante por estado e mais um por 10 milhões de habitantes deste estado. No caso atual seria assim:

Ø São Paulo teria um mais quatro – Total cinco representantes

Ø Minas teria um mais dois Total três representantes

Ø Rio de Janeiro, Bahia, Rio grande do Sul e Paraná teriam um mais um – Total dois representantes.

Ø Os demais estados teriam apenas um representante no senado federal, e este seria o de melhor desempenho nas eleições internas do partido e o suplente deste senador seria o segundo lugar nas eleições internas.

Ø O senado federal seria então ocupado por 37 senadores, e seria mais representativo do que na atualidade

v Na câmara federal ficariam assim, dez representantes em cada dez milhões de habitantes em cada estado. Menos de dez milhões, 10 representantes.

Ø São Paulo teria cinqüenta deputados,

Ø Minas Gerais teria trinta deputados

Ø Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, vinte deputados e os demais estados com dez deputados cada um. A câmara federal seria então constituída por 370 deputados com uma representatividade mais distribuída e justa.

Na parte jurídica, os representantes eleitos deveriam ser contemplados com um fórum político, onde este parlamentar que fosse acusado pelo MP de algum desvio de conduta, perderia durante o julgamento o recebimento de seu salário, e seria este julgado por um júri popular em 30 dias.

A razão do júri popular seria a de que ele foi eleito pelo povo e deveria ser julgado pelo povo.

Teria pleno direito de defesa, mas seria um julgamento rápido sem as delongas legais que acontecem atualmente. Se fosse absolvido das acusações, receberia de volta os seus salários suspensos e não poderia mais ser julgado por este mesmo crime. Se houver novas acusações, do mesmo desvio, será um novo julgamento.

Se a acusação for de desvio de verba pública ou recebimento de propina, as contas bancárias do acusado ficarão inacessíveis até o resultado do julgamento. Se for julgado culpado, seu patrimônio pessoal será seqüestrado para cobrir os danos ao erário.

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Na parte eleitoral, os dados do cidadão que irá requisitar o título de eleitor deverão constar o nº da declaração do IR, para ficar comprovado que não está recebendo ajuda assistencialista do governo. Se mentir para conseguir votar assim mesmo, ficará sujeito às penas legais.

Esta questão é muito importante, pois a ajuda assistencial passa assim a não constatar compra de voto.

No atual sistema os 47 milhões de pessoas contempladas pelo programa Bolsa Família, constituem uma força eleitoral tremenda e que causam uma distorção enorme na representatividade popular.

Não sei se as minhas idéias sobre a reforma terão uma aceitação pelos atuais políticos, mas eu penso que o Brasil ficaria mais respeitado no mundo inteiro e que subiríamos no índice de país menos corrupto.

As reformas políticas seguidas de uma reforma fiscal, como a idéia do Imposto Único (http://www.marcoscintra.org/novo/) poderiam colocar o Brasil na vanguarda dos países sérios e com crescimento garantido.

December 9, 2007

Uma ficção dantesca!

Filed under: ARTIGOS, IMPUNIDADE, Justiça, educação, política, Ética — rlaf44 @ 5:20 pm

Uma ficção dantesca!

Outro dia recebi por Email, uma carta entrevista, no formato Power Point da Microsoft, em que um reporter sem nome entrevista o criminoso Marcola.

Era uma entrevista impressionante, com recheios de realidade e fantasia erudita, coisa que eu duvido muito que seja da capacidade mental do Marcola.

Especialmente o final em Latim.

Surpreso pela possibilidade de ser real esta entrevista, eu pesquisei na internet, e descobri que era uma obra de ficção do colunista e cineasta Arnaldo Jabor, mostrando no formato Orson Wells (A Guerra dos Mundos), o desmando e a realidade da sociedade brasileira, quando joga para debaixo do tapete os problemas imediatos e colhe em futuros bem próximos os frutos desta opção.

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A educação, por exemplo, está totalmente desprestigiada. Seja ela qual forem pública ou privada, nossos alunos estão cada vez menos conscientes da realidade.

Para ser coerente com a atual realidade o governo deveria aplicar no mínimo 20% do PIB para a educação. (Coréia do Sul, Chile, Argentina, Índia, Rússia, e China, investem pelo menos 10% do PIB em educação) (A Coréia vem investindo 23% do PIB por mais de 25 anos)

Destes 20%, deveria ir para a educação Elementar, Básica e Secundária a maioria destes recursos.

A educação superior gratuita e totalmente financiada pelo governo deveria ser abolida a favor de uma educação paga, com as escolas produzindo recurso, pois seus laboratórios têm esta capacidade.

As escolas de medicinas podem ter seus próprios hospitais pagos ou em convênios mais baratos, mas deveriam ser auto-suficientes.

As escolas de engenharia poderiam ter seus laboratórios de pesquisas fazendo pesquisas para a indústria privada.

E por aí vai. As escolas primárias, não podem gerar recursos e devem ser custeadas com os impostos pagos pelo cidadão.

No Brasil as universidades públicas consomem 80% da parca verba da educação, que não passa de 5% do PIB.

Em contrapartida a Bolsa Família consome mais de 10% do PIB. E não ensina a pescar, é pura assistência permanente tipo esmola. E sem contrapartida. O único requisito é praticamente estar desempregado.

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Quando foi criada no governo FHC tinha a finalidade de manter na escola os menores de idade.

Para freqüentar escolas, primeiro é preciso ter escolas, professores, merenda.

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Não tendo escolas decentes, como vamos obrigar os alunos a freqüentarem?

Esta inversão de coisas no Brasil de deve exclusivamente ao fato de que os alunos das escolas primárias e secundárias, não podem votar e os universitários votam. Portanto os políticos em sua conhecida demagogia dão preferência para as leis que podem ajudar os alunos universitários.

Eles se esqueceram de que a base da universidade é simplesmente o ensino elementar e secundário. E sem uma base boa, a descriminação é maior, a ignorância maior e o despreparo para uma realidade atual é muito grande.

Os testes de conhecimento internacionais e nacionais mostram como andamos em comparação com o resto do mundo.

Quando não se dedica muito esforço para a educação, a sociedade fica segregada e despreparada.

Reflete em tudo na vida. O lixo nas ruas, os pequenos furtos, as pichações, que são pequenos delitos, que são admitidos por falta de educação, que se migram para delitos mais graves, que se migram para o crime organizado como na ficção do Jabor.

Vou reproduzir a ficção do Jabor e depois dois comentários a respeito desta ficção:

http://portal.an.uol.com.br/2006/mai/23/0opi.jsp

Artigos

Estamos todos no inferno Entrevista ao Jornal O GLOBO por “Marcola”marcola.jpg

Arnaldo Jabor jornalista e cineasta

a.j.producao em uol.com.br

- Você é do PCC?

- Mais que isso, sou um sinal de novos tempos. Era pobre e invisível… Vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

- Mas…a solução seria…

- Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir?; se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do País, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (fazer até conference calls entre presídios…) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria uma mudança psicossocial profunda na estrutura

política do País. Ou seja: é impossível. Não há solução.

- Você não tem medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar…mas eu posso mandar matar vocês lá fora… Somos homens-bomba. Na favela tem 100 mil homens-bomba… Estamos no centro do “Insolúvel”, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.

Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o “presunto” diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em “luta de classes”, em “seja marginal seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Há há… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?

Sou inteligente. Leio, li 3 mil livros e leio Dante…mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto deste País. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feita “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

- O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem 40 milhões de dólares como o Beira-mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado?

Somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas… há,há… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes.

Temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Lutamos em terreno próprio. Vocês em terra estranha. Não tememos a morte. Vocês morrem de medo.

Somos bem armados. Vocês vão de “três oitão”. Estamos no ataque. Vocês na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade.

Vocês nos transformam em superstars do crime. Fazemos vocês de palhaços. Somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados.

Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora; somos globais. Não nos esquecemos de vocês; são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

- Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas.

Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O País está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a Guerra”. Não há perspectiva de êxito… Somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete antitanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha” daquelas bombas sujas mesmo… Já pensou? Ipanema radioativa?

- Mas…não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Mas vou ser franco…na boa…na moral… Estamos todos no centro do “Insolúvel”. Só que nós vivemos dele e vocês…não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela.

Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: Lasciate ogni speranza voi che entrate! Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

…………………………………………….

PURA FICÇÃO

Ainda sobre a entrevista do pseudo-Marcola

Por Olívio Tavares de Araújo em 18/7/2006

Sinal dos tempos e da sina brasileira. Antigamente usávamos o adjetivo pseudo para textos clássicos aos quais durante algum tempo se atribuiu uma autoria que depois se verificou ser falsa: o pseudo-Plutarco, o pseudo-Plotino. No Brasil temos agora o pseudo-Marcola. Também eu fui vítima dessa confusão internética que – nunca descobriremos como, com que objetivos nem por quem – atribuiu ao bandido Marcola uma apocalíptica entrevista em O Globo. Agora sabemos que no original foi obra de ficção de Arnaldo Jabor – como tal, brilhante, irretocável. Inclusive nas improváveis mas afinal convincentes provocações estéticas. O pseudo-Marcola é quase um poeta: “Meus comandados … são fungos de um grande erro sujo”. “Chapeaux bas, messieurs!” – como disse Schumann diante de Chopin.

Entretanto, enquanto acreditei que a entrevista fosse verdadeira (felizmente, não mais que algumas horas), o que mais senti foi tristeza e medo. Tanta inteligência, tal precisão na anamnese e diagnóstico, domínio tão absoluto da palavra, conhecimento de causa, do ser humano e da história, porém num desesperado, convicto de que não existe solução e de que o inferno neste país é inevitável: seria esse, enfim, o nosso destino de líder revolucionário? Mas para os verdadeiros líderes revolucionários a esperança não constitui pré-requisito? Ademais um líder, lembremos, confessadamente criminoso e cruel, capaz de qualquer ato em função de seus propósitos, que reconhece mandar liquidar e colocar no ‘microondas’ as peças ineficientes de sua máquina de droga e morte? Um hitlerzinho porém com o sinal trocado – porque fundado em verdades?

Tiro errado

Tive tristeza e medo. Medo de classe? Um pouco, sem dúvida. Nunca passei fome. Financiado por meu pai, pude aprender inglês, francês, espanhol, italiano. Acabo de ser curador de uma exposição das obras caríssimas de Volpi num museu cuja presidente é banqueira, ouço com gáudio Mozart, Beethoven, Brahms, Schubert, Corelli, e estou relendo Anna Akhmatova e Konstantinos Kaváfis, este na impecável tradução de José Paulo Paes. Tudo isso certamente não me credenciaria a ser querido num futuro Estado pseudo-marcolês. Sou um intelectual brasileiro, essa categoria que o pseudo-Marcola tão percucientemente ironiza: “Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em ‘seja marginal, seja herói’? Pois é: chegamos, somos nós!” (Em tempo: enquanto grito de guerra, “seja marginal, seja herói” nunca me pareceu senão a imbecilidade que é, e que só transitou incólume porque durante a ditadura militar talvez não fosse mesmo de boa tática investir contra ele).

Ah, sim, ia-me esquecendo: sou também – ou pelo menos me considero – de esquerda. Quem sabe, então, não deveria ficar mais tranqüilo – já que a esquerda, supõe-se, seria a aliada histórica natural do pseudo-Marcola?

Ah, não, infelizmente essa ingenuidade já não tenho. Nada, nem no discurso do pseudo-entrevistado nem na lição do passado, me permite supor que, por ser de esquerda, eu seria poupado. Ser ou não de esquerda não iria servir a ninguém para nada. Na implantação do estado pseudo-marcolês não haveria tempo para questões de justiça, aliança, lealdade, princípios, ideologia – essas inúteis sutilezas de classe dominante. Assim como, garanto-lhes, não houve tempo para que Hitler e sua tchurma examinassem prévia e criteriosamente a lista dos mortos no expurgo de Roehm. Foi como deu, e pronto. Nessas, o crítico musical Willi Schmidt levou um tiro enquanto tocava seu violoncelo, antes que o executor percebesse que o nome na lista não era exatamente aquele. Havia uma diferença de um L e um D a mais ou a menos, uma coisa qualquer, assim. Uma pequena distração. E o Willi errado se foi.

O holocausto dos intelectuais humanistas

Voltando um pouco atrás. Resta outra hipótese. Quem sabe não valeria a pena o holocausto de minha classe, dos intelectuais humanistas e iludidos como eu – animais pré-históricos, diante dessa “terceira coisa crescendo aí fora, cultivada na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias”, com toda propriedade (e de novo alguma poesia) descrita pelo pseudo-Marcola? Quem sabe não valeria a pena imolar tanto esquerdas como direitas, às tontas e às cegas, com a solene indiferença de um deus bárbaro, em prol do novo Estado pseudo-marcolês?

Mas será que temos motivos para crer que ele seria melhor e mais justo? Revoluções muito mais bem nascidas deram no que deram. Os 50.000 guilhotinados da Convenção deram em Napoleão, que deu nos 3,5 milhões de mortos do 18 de Brumário ao Grand Empire, que deu no Congresso de Viena, na reorganização reacionária da Europa, na restauração dos Bourbon na França, e na maravilhosa frase de Talleyrand sobre eles – que, essa sim, valeu a pena: “Não aprenderam nada, não esqueceram nada”. Lênin, coitado, deu em Stalin, que entre as repressões no campo, os expurgos e o Gulag parece que ultrapassou a marca dos 39 milhões de assassinados. Por enquanto o verdadeiro Marcola e o PCC não chegaram sequer às centenas. Mas se Marx tiver razão quanto à história se repetir como tragédia, antes de repetir-se como farsa…

Há alguns dias, neste mesmo Observatório da Imprensa a psicanalista Anna Verônica Mautner, uma criatura adorável, afirmou da pseudo-entrevista [ver remissão abaixo]: “Amei”. Declarou-a “maravilhosa”, e diante de sua apocrifia lamentou: “Queríamos todos que fosse verdade”. Todos quem, cara-pálida? Eu não, querida Anna Verônica. Não amei coisa nenhuma – e que maravilha que tudo era mentira! Estou agradecendo a Deus porque o pseudo-Marcola não existe. E a Arnaldo Jabor por toda a penosa mas excitante experiência.

“ENTREVISTA´´ DE MARCOLA

Onde começa e onde termina o virtual

Por Anna Veronica Mautner em 27/6/2006

Um belo dia, há duas semanas se muito, começou a aparecer entre meus e-mails, vindo de conhecidos e também de conhecidos de conhecidos, um texto de três páginas que continha – segundo o título – uma entrevista realizada por um repórter da Globo, anônimo, com o prisioneiro Marcola.

Confesso que fui tomada por um mecanismo que na psicanálise é chamado “mecanismo de negação”. Isto é, apaguei o fato de ter estranhado que uma entrevista tão importante não tivesse o nome do jornalista que a tivesse realizado. Preferi não acreditar nesta minha observação que mais tarde, como veremos, teria tudo a ver.

Li e reli a entrevista. Amei. Entre surpreendida e estonteada, andei dias com o papel na mão. Como eu sou analfabeta em máquinas e não sei usar o “encaminhar”, só sei usar o “responder” e o “imprimir” – a corrente parou na minha mão. Outros, mais hábeis que eu, continuaram espalhando a entrevista pelo mundo afora. Conversei até não mais poder a respeito do significado de tão maravilhosa entrevista, de tantas respostas pertinentes e argutas.

Quando já parecia estar passando o efeito, eis que me chega na forma de comunicado: a entrevista chegando às mãos de determinado jornalista, parou. Este esclareceu a uma de minhas amigas da corrente que o tal texto era da lavra de Arnaldo Jabor. Este meu amigo, Jabor, tinha inventado uma entrevista fictícia para sua coluna semanal. As perguntas e as respostas eram da lavra dele.

Criação de diálogos

O que de fato me deixou perplexa, me aturdiu, foi que todo um grupo de brasileiros, urbanos, alfabetizados, nível superior, gente do mundo, gente nada ingênua, tenha aceito que a produção intelectual de Jabor poderia ter sido gerada por Marcola que vive, sempre viveu, em um outro universo onde vigoram outros parâmetros e conceitos. Se fosse de verdade, com certeza teria o nome do entrevistador e ainda teria tido seguimento da imprensa.

Dias depois, encontro pessoalmente com Jabor, que tinha ouvido falar de uma certa entrevista do Marcola que estaria circulando, mas ainda não tinha chegado até ele. Ele confessou que não imaginou que se tratasse de sua própria obra de ficção. E assim se fechou a corrente.

Uma dramaturga disse que poderia ter desconfiado, pois a entrevista era obra de alguém afeito à criação de diálogos. Muita gente, pelo visto, estranhou. Contudo, queríamos todos que fosse verdade.

Por quê? Ainda não tenho resposta.

November 24, 2007

Aprofundando o dialogo!!!!

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, administração, legislação, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 10:52 pm

Aprofundando o dialogo!!!!

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“A eleição de Lula (ou do Chavez) já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política.”

Esta frase, que muito bem pode ser de autoria do Senador Cristovam Buarque, mas não estou seguro, pode muito bem ilustrar também a eleição do Chavez para presidente da Venezuela.

Durante anos, os eleitos presidentes daquele país visinho, eram pessoas de cultura, médicos, advogados, com tradição política, e por muitos anos reinaram neste país com um clima de insegurança social profundo. A polícia federal de repressão por lá, a temida PTJ, prendia quem queria e por qualquer razão, mantinha os inimigos e críticos do governo presos indefinidamente sem julgamento. Era totalmente corrupta, e por pagamento fazia o que queria.

Este clima de insegurança social culminou com a eleição de um golpista consagrado, na esperança de que ele fosse melhor do que o que havia reinado até ali.

A verdade, é que a tímida democracia que havia até o momento, poderia ser ainda melhorada democraticamente, mas com um ditador no poder, com dinheiro e armado até os dentes, o sistema piorou, e muito e o pior ainda está por vir.

O estadismo expulsou a iniciativa privada e o populismo está quebrando o país.

Não sei quanto tempo a Venezuela agüenta, mas vai arrebentar em cima dos mais fracos como sempre acontece.

Ainda usando a frase acima, vamos ver o caso do Brasil:

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Muita gente da mídia, e da política, da tímida oposição, que como oposição vive se vendendo ou pisando na bola, ainda pensa que o mensalão, era o plano do Zé Dirceu, para se perpetuar no poder, comprando os parlamentares, para votarem tudo o que se propusesse como o controle da mídia e a censura prévia, a CPMF, a DRU, a legislação por decreto indefinidamente e a eleição do candidato proposto, propriamente ele o Dirceu.

Eu estou desconfiando, de uma conspiração muito mais profunda.

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O mensalão serviu para desmoralizar o legislativo mais do que nada. A absolvição dos mensaleiros, a dança da Ângela Pizzaola Guadagnin, colocou definitivamente o legislativo como bola da vez. É verdade que o executivo ficou um pouco arranhado, pois as coisas foram um pouco apressadas por um acidente de percurso.

Agora o caso do Renan, coloca em cheque a mais alta casa de representação (?) do país

Depois, foi a vez de o legislativo embarcar nesta de comprado, pensando mais em salários do que necessariamente um julgamento decente e com isto piorar o clima de insatisfação da população.

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Junto com a inércia do governo, de falar muito e fazer pouco, caprichando nos programas assistencialistas, está criando no Brasil, um clima de insatisfação muito parecido com o que existia na Venezuela pré Chavez.

E apesar de que a democracia no Brasil seja mais sólida do que na Venezuela, de que o campo industrial seja muito maior e mais completo, de que os investimentos estrangeiros sejam muito mais sólidos tudo isto não é garantia contra a insatisfação do povo e a descrença no sistema.

E esta descrença, pode levar o povo do Brasil acreditar que possa haver uma forma melhor do que a atual e que apareça algum aventureiro com credenciais de ditador e tomar o lugar da democracia.

Isto seria um atraso social tremendo e devemos ter cautela para que se este é o plano do PT para se perpetuar no poder, tirarmos dele esta idéia e que dentro da lei e da democracia podemos consertar as incoerências do sistema sem os choques de uma ditadura.

Eta Brasil

Leia abaixo o texto do Senador Cristovam Buarque, retirado do Blog do Noblat:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=81680

Por que Chávez?

Talvez nenhum outro líder político latino-americano tenha recebido tanta atenção de jornalistas e de políticos brasileiros quanto o presidente Chávez. As análises e críticas são sempre sobre “o que é” e “como age Chávez”. Ninguém pergunta “por que Chávez?” – o que levou a Venezuela, depois de 50 anos de democracia, a optar, por meio do voto, eleição após eleição, por um governo com características autocratas. A resposta é simples: Chávez é o produto da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

Durante os 50 anos de sua democracia, a Venezuela teve dois partidos se sucediam, sem nada mudar, exceto o nome do Presidente. Uma falsa alternância do poder. Por todo esse tempo, o país exportou petróleo e teve recursos para financiar o luxo e a sofisticação do consumo de uma minoria rica. Muito pouco foi usado para atender às necessidades da população pobre, ou para investir em um projeto estratégico de desenvolvimento. O resultado foi um país dividido por uma apartação social, o total estranhamento entre incluídos e excluídos, que se vêem como se fossem partes separadas de um mesmo país, e não componentes de uma mesma nação.

O Brasil se comporta hoje como a Venezuela de anos atrás. A eleição de Lula já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política. Ele representava o novo, dizia que o Congresso era composto por 300 picaretas; liderava um partido que era símbolo da luta contra a corrupção e da esperança de uma nova política nacional, que transformaria a sociedade em benefício da emancipação das camadas pobres. É verdade que, no poder, Lula não se comportou como Chávez: em vez de dividir o país, fez uma coesão política entre pobres e ricos. Mas não criou as condições para a unidade social, para a formação de uma nação. Em vez de mudar a sociedade, tomou medidas que acomodaram o povo e os partidos. Adotou uma forma de fazer política idêntica à que antes criticava. A coesão política veio do compromisso com a manutenção do status quo em todas as áreas, e da concessão de programas assistenciais para as camadas pobres.

O resultado é que o Brasil de hoje é a Venezuela de antes de Chávez, com o agravante da perda da esperança no governo Lula. A democracia vai aos poucos sendo corroída pela desmoralização dos políticos, pela insensibilidade das elites dirigentes, pelo cinismo da comemoração pelos pequenos avanços, pela aceitação de que a corrupção é natural e generalizada. Somos um caldeirão de frustrações fabricando uma alternativa autocrática.

Apesar de criticar Chávez, o Congresso brasileiro colabora sistematicamente para fabricar o chavismo no Brasil. Com o aumento do salário dos parlamentares, os acordos para salvar colegas condenados pela opinião pública, a mudança de posições que depende de estar no governo ou na oposição, o aumento de impostos repudiado pelos contribuintes, os fracos resultados no enfrentamento dos problemas da população. Nem aqueles que criticam Chávez sentem saudades dos partidos e dos políticos de antes.

Os juízes passam a idéia de estar mais preocupados com o aumento dos seus salários do que em fazer justiça, e permitem a vergonhosa impunidade dos ricos. Colaboram para formar o desejo popular de um líder autoritário. Na Venezuela, mesmo aqueles que se horrorizam com o controle da justiça afirmam que a justiça anterior não merecia sobreviver.

A imprensa, apesar de denunciar constantemente a corrupção, se concentra no debate superficial, generaliza a crítica a todo político, desmoraliza a classe política – e junto com ela, a democracia –, ignora propostas alternativas para um Brasil sem apartação. Critica os erros, mas não denuncia as causas.

É como nas tragédias gregas. Ninguém quer o resultado trágico do autoritarismo. Mas como atores, estamos todos – Congresso, justiça, imprensa – fazendo a nossa parte para que o Brasil seja uma fábrica de autocratas, produtos da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

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October 10, 2007

Segura Pian segura Renão.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, Justiça, política, Ética — rlaf44 @ 1:07 pm

Segura Pian segura Renão.

O PMDB, foi um partido de força política e é considerado o alicerce formador da abertura política brasileira e o principal causador do fim da ditadura militar que norteou o Brasil por vinte anos.ulysses1.jpg

Este mesmo partido se separou de seus critérios éticos e sérios para se tornar um partido de aluguel, onde orbitam figuras párias da sociedade e políticos condenados ou acusados e suspeitos de crimes como Jader Barbalho, o agatunado Gedel Vieira Lima, o José Ribamar Sir Ney, o cabeludo sem representatividade ou voto popular Wellington Salgado, finalmente envolvido em um processo de roubo e desvio de dinheiro público em um valor de mais de sete milhões, e o general da banda Renan Calheiros.

Este partido que já teve em seus quadros pessoas como Ulisses Guimarães não é mais o mesmo. vergonha-do-ulysses.jpg

Remanescentes das pessoas éticas, este partido tem algumas pessoas tradicionais, como o Franciscano Pedro Simon.

A alusão sobre o franciscano da parte do cabeludo Salgado passou despercebido da mídia, mas era uma alusão dirigida diretamente a ele, que é devoto de São Francisco. Os Franciscanos fazem voto de pobreza e humildade, e o Pedro Simon não é diferente, e depois de quarenta anos de política continua na mesma situação financeira de toda uma vida.

Pois este senhor, de farta experiência política, juntamente com o Jarbas Vasconcelos de quem não sei muito a respeito, mas aparenta uma seriedade

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digna, foram afastados da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e por onde passarão os processos em andamento contra o Renan Calhorda.o-bode-do-renan.jpg

Não houve explicações por parte do PMDB sobre o motivo da substituição apenas disseram que foi uma decisão partidária.

O presidente do partido o deputado Michel Temer, em entrevista à CBN disse ser contra a substituição e que havia questionado o Líder do PMDB no Senado, Senador Waldir Ralph sobre o assunto, mas não foi muito enfático na resposta deste. Ele admitiu que esta substituição claramente colocasse o partido em uma situação pior na visão popular.

O cínico do Renan, disse que não teve nada com esta decisão, sendo que os decentes senadores foram substituídos justamente pelos indecentes Wellington Salgado e Almeida Lima, escudeiros de Renan e totalmente defensores do arquivamento dos processos contra ele. Que sorte tem este Renan.

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Parece até o João Alves que ganhou 64 vezes seguida na loteria e disse que Deus o ajudou.

Justamente os senadores que pediam a manutenção da ética foram substituídos pelos escudeiros do Renan.

E a situação claramente se agravou.

Ficou claro de que a defesa enfática do Renan pelo cabeludo Salgado era fruto de uma chantagem sobre o agora descoberto caso de roubo que paira contra ele de sete milhões, e que o Renan claramente sabia e ameaçava divulgar se ele não o defendesse. Salgado obviamente não é torpe e as alegações idiotas sobre a inocência do Renan, somente poderiam existir se algo pesado , mais pesado do que o ridículo papel que exercia, estivesse pairando sobre a sua cabeça.

E o Almeida Lima? Eu suspeito de que o Renan saiba sobre os motivos que o Almeida Lima teve para mudar o seu depoimento no caso do José Dirceu onde fez um tremendo espalhafato sobre uma notícia bombástica que iria revelar no plenário e apareceu com uma pequena nota retirada da coluna do Claudio Humberto, fazendo para isto um tremendo papel ridículo onde deixou o plenário sob vaias.

Sendo estes os motivos e pode haver outros, estes dois escudeiros do Renan estão claramente com o rabo preso e nas mãos do Renan.

E quem segura o rabo do Renan?

E tem que haver alguém segurando, pois o Renan vem de longa data fazendo mutretas na política e pode até ser o Fernando Collor, de quem foi escudeiro fiel até o fim, mas não teve jeito, o Collor caiu e o Renan ficou.

E o Senador Collor se licenciou para não ter que votar no processo do Renan.

Muito suspeito, mas o Renan vai cair.

E vai cair com estrondo, e vai ser bom para o Brasil

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October 1, 2007

Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 6:07 pm

Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.

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A gente fica vendo as notícias, escutando a CBN no caminho do trabalho, e quando o assunto é Renan Calheiros, todo mundo sabe que ele quebrou a ética, ele mentiu, ele recebeu propina de empreiteira, e que mandou recados mentirosos aos colegas, mandou recibos frios para a Policia Federal, fez e quebrou promessas com os aliados, com o próprio partido, que o seu irmão e ele estão envolvidos com o superfaturamento da compra de uma fábrica de refrigerantes pela Schincariol, que em troca foi beneficiada por um acordo com o Renan de facilitar os atrasos fiscais da empresa.

Os comentaristas políticos deram como certa a queda do Renan.

É consenso entre todos eles que a permanência de Renan está ajudando a acabar com a reputação do congresso, e que a cassação do Renan seria pelo menos um tênue vislumbre de seriedade por parte dos parlamentares.

Mas o Renan segura firme.

E porque é isto?

Que força terá o Renan?

Bem recebi outro dia um Email de meu sobrinho o José Melo http://traveler.com.br/blogs/ze/

A respeito de um artigo interessante e bem escrito, porem sem autoria.

Gostaria de dar os créditos, mas como quero partilhar com vocês este artigo, vai sem os créditos e se alguém souber o autor mande para que eu publique.

alguem-tem-que-assumir.jpg o-leao-da-metro.jpgrobolula.jpg

QUEM MATOU TAÍS?

Lá para os idos de 1990, Renan Calheiros era um fiel escudeiro de Fernando
Collor. Lembro que ele chamava atenção pelo cabelo sempre despenteado.. Era
uma figura estranha, vivendo na sombra do poder. Foi eleito senador pelo
estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Quando do impeachment, fazia
parte da “tropa de choque” que defendia Collor.
Collor se foi, mas Renan ficou. E aprendeu como poucos a navegar no mundo da
política. Foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso,
ocasião em que presidiu a XI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países
Ibero-Americanos, e pouco depois a reunião dos ministros do Interior do
Mercosul, Bolívia e Chile. Foi também presidente do Conselho Nacional de

Transito (Contran); do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente

diploma-e-folha-corrida.jpg

(Conanda); do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do
Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Em 2002, foi um dos
mentores do Estatuto do Desarmamento. Chegou a Presidente do Senado Federal
em 2005 e foi reeleito em 2007. O cabelo despenteado desapareceu, a roupa
melhorou, o patrimônio aumentou. E ele acabou traçando aquela tetéia que era
repórter da Rede Globo. O resto já sabemos. O escudeiro transforma-se na
figura central da política brasileira durante o primeiro semestre de 2007.
Surgem denúncias em cima de denúncias. Mas o cara não cai. Resiste
bravamente, de tal forma que começamos a desconfiar que ele tem mais do que
inocência.
Ele sabe das coisas. Ou melhor, ele sabe de coisas. Sabe tanto que pode
ameaçar:
- Se cair, levo um monte junto.
Esse é o risco que corre quem tem escudeiro. O escudeiro conhece as manias
do príncipe, as fraquezas do príncipe, as sacanagens do príncipe. E seu
conhecimento pode destruir o príncipe. Para livrar-se dele o príncipe tem
que mandar matar. Ou aceitar a chantagem.
O que assistimos nos últimos meses talvez seja um dos maiores escândalos de
chantagem pública “destepaíz”. Nunca antes um senador teve em suas mãos
tanto poder, tanto conhecimento para causar medo.
Veja só: provoca o afastamento de Fernando Collor, que se licencia de seu
mandato reconquistado depois de cumprir a pena pelo impeachment. Collor não
pode votar contra seu ex-escudeiro. Provoca a saída do país do Presidente
Lula, que faz teatro do outro lado do mundo. Destrói a carreira de Aloísio
Mercadante, que mais uma vez tenta explicar o inexplicável, justificar o
injustificável. Expõe a cara-de-pau de um Romero Jucá, de um Epitáfio
Cafeteira. Deixa explícito que a mídia pode muito, mas não pode tudo. Mancha
definitivamente a imagem do Senado. É poder demais para um senador só, o que
nos leva a perguntar: o que é que Renan sabe?
Eu posso imaginar. Sabe de outros senadores e deputados que usam dos mesmos
expedientes que ele usou para benefício próprio. Sabe tudinho do mensalão.
Sabe das negociatas para compra de votos, para mudança de legenda, para
proteção de empresas devedoras frente ao fisco. Sabe das doações de bancos e
grandes empresas. Sabe de concessões de rádio e televisão. Sabe quem come
quem. Sabe dos propinodutos variados (aliás, quando é que uma CPI vai
dedicar-se a esmiuçar os contratos da área de informática no governo?). Deve
saber dos acordos envolvendo as Farcs. Chavez. Fidel Castro. Sabe de muitos
outros filhos fora do casamento. Talvez Renan saiba quem matou Celso Daniel
e o Toninho do PT. Deve saber sobre os bastidores das privatizações. Conhece
alguns - ou muitos - podres envolvendo as grandes estatais. Sabe do Kia, do
Boris e do Corinthians…
Renan tem o poder supremo: informação. Ele manda em quem quiser. Ele dita
regras, exige apoio e faz tremer. Renan pode tudo. E sabe que pode. Daí
aquela segurança, aquela arrogância, aquele sorrisinho, aquele
“abisolutamente”, aquela certeza, aqueles abraços e apertos de mão
inexplicáveis. Renan é o cara.
Quer saber? Eu acho que Renan sabe até quem matou a Taís.
E nós, que pensamos que sabemos das coisas e na verdade sabemos de nada?
Vamos seguir a vida, bovinamente resignados e obedecendo ao supremo
mandamento do novo Brasil:
- Cale a boca. E compre.
Será que o Renan sabe até quando?

Meu comentário:

Será que o Renan, durante todo este tempo ficou fazendo o seu dever de casa, e criou uma rede de informação onde prendeu o rabo de todo mundo?

Se esta for a sua força, tanto melhor para o Brasil, se ele vier a ser cassado por outras mutretas que estão em andamento e depois com raiva chutar o pau da barraca e denunciar os podres de todo mundo colocando desta forma a nossa democracia a salvo, e restaurando a credibilidade das instituições.

Vamos torcer e escrever cartas e emails a todos os congressistas para a cassação sumária do Renan, e esperar que ele seja homem suficiente para concretizar as ameaças.

Vamos cassar o Renan.

Se ele tiver peito mesmo saberemos muitas verdades.

E se for um covarde, será um pilantra a menos.

Somente temos tudo a ganhar e nada a perder.

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September 20, 2007

Mais razões para o meu sonho.

Mais razões para o meu sonho.

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A seriedade no Brasil está mesmo em baixa.

O presidente viaja para passear como de praxe, e o Brasil vai se preparando para as cobranças políticas para que o povo pague pelos favores dentro de nossa casa de representação onde não temos nenhuma alternativa senão ficar observando e lendo nos jornais e veículos informativos sobre os nossos políticos e sobre as suas cínicas decisões e soluções para “melhorar o Brasil”

Depois da absolvição do crápula Calheiros, onde ficou com esta decisão que mentir para o público não é quebrar a ética profissional no congresso, os outros crimes que o acusam devem cair no esquecimento.

Os Senadores deveriam ter cassado o mandato do Canalha apenas por mentir e o MP deveria se encarregar do resto do problema, pois sem proteção parlamentar os outros crimes comuns poderiam ser investigados e julgados pelo MP.

Mas não, salvaram o crápula para ganhos pessoais, como as matérias publicadas abaixo nos informam.

E é por esta razão que o meu sonho de revolução ética fica vivo e com esperança que possa acontecer.

Para melhorar e limpar o congresso somente entrando na marra e tirando a podridão lá de dentro.

E o PAC?

Além de empacado, está gerando problemas operacionais de corrupção, dentro dos moldes do congresso, onde a falta de ética parece ser a tentativa de retirar de lá os políticos corruptos e corruptores.

Eta Brasil……

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E do Blog Prosa e política (http://pep-home.blogspot.com/) retirei uma matéria interessante hoje que quero publicar:

Por Giulio Samartini

Nessa segunda feira passada o banco Northern Rock, quinta instituição financeira da Grã-Bretanha entrou no ponto de aguda crise, com os correntistas fazendo filas para salvar o seu como pudessem, o que levou as bolsas européias a uma forte queda, especialmente as de Londres, Milão, Zurique, Paris e Amsterdan.
Os presidentes e primeiros ministros desses paises de pouca importância e subdesenvolvidos , pedira socorro ao grande e poderoso Luiz Inácio Lula da Silva, que em sua imaginação mentecapta, deve ter acordado invocado e por telefone dado um esporro em Bush. Este assustadíssimo mandou que a Fed (Federal Reserve dos Estados Unidos, algo como o Banco Central) fez uma redução dos juros em 0,5% assim as bolsas voltara, depois de uma alta, à situação de normalidade.
O Grande Lula nem precisou fazer a impossível “travessia” do oceano, para mandar Bush tomar um providência. Êta presidente porretão esse do Brasil, salvou a economia dos paises mais ricos do mundo.
Diz
Carlos Chagas: “Como justificar Lula anunciando que irá aconselhar o presidente Bush a cuidar sozinho da crise econômica gerada pelas especulações imobiliárias nos Estados Unidos?
Se insistir nessa inconveniência, poderá ouvir que, além de não ser a sua praia, qualquer crise econômica verificada acima do Rio Grande afeta o mundo inteiro. Fosse o presidente Bush um homem de cultura e ainda poderia corrigir o presidente brasileiro, esclarecendo que o Oceano Atlântico separa os Estados Unidos da Europa, não os Estados Unidos do Brasil, como Lula afirmou, esquecendo de que integramos o mesmo continente.”
O destempero do presidente brasileiro passará em branco, haja vista que, por sorte, Bush e Lula se equivalem, isto é qualquer um dos dois trocado por um balde de merda perde quem dá o balde.

Tribuna da Imprensa online

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TCU pega o PAC da irregularidade

Tribunal de Contas da União aponta 29 obras que custam R$ 2,99 bilhões com indícios de problemas

BRASÍLIA - Principal instrumento do governo federal para tentar promover o crescimento econômico do País, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve nada menos do que 29 de suas obras incluídas ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no relatório de obras públicas com indícios de irregularidades graves paralisantes. Ao todo, essas obras do PAC envolvem recursos de cerca de R$ 2,99 bilhões.

A inclusão na lista faz com que as obras tenham seus recursos orçamentários bloqueados e seu andamento paralisado por decisão do Congresso até que as irregularidades apontadas pelo Tribunal sejam sanadas. O Congresso não é obrigado a seguir as indicações feitas pelo TCU, mas historicamente tem aplicado integralmente as recomendações recebidas sobre obras com problemas.

O relatório do ministro Benjamin Zymler foi aprovado ontem pelo plenário do TCU e detectou um total de 77 obras com irregularidades graves paralisantes e outras 102 com irregularidades graves, mas em menor grau, que não exigem paralisação e bloqueio dos bens.

Apenas 52 obras da União foram consideradas regulares em um universo de 231 fiscalizações feitas, num valor equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. Na sua maioria, os problemas encontrados pelo Tribunal de Contas tratam de irregularidades nas execuções dos convênios, superfaturamento de preços, alterações indevidas de projetos e problemas no processo licitatório, entre outros.

O ministro Benjamim Zymler constata que o alto percentual de irregularidades descobertas vêm se mantendo desde a década passada, em torno de 30% a 40% das fiscalizações feitas. Este ano, o percentual chegou a 33,3%. “Esse número é absurdo. Esse número choca. Nós já perdemos a sensibilidade com esse número”, afirmou Zymler, durante a leitura de seu relatório.

“Não há como tapar o sol com a peneira. Uma parte dessas irregularidades deve ser debitada à corrupção”, acrescentou mais tarde. No caso do PAC, estão incluídas obras como a construção do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

Segundo o relatório, foram encontradas irregularidades graves na execução do convênio. Obras do PAC para infra-estrutura, especialmente em rodovias, também aparecem na lista das obras com maior gravidade de problemas, como nas rodovias BR 101, no trecho de Pernambuco, na BR-476, no Paraná, na BR 163, na divisa entre Mato Grosso do Sul com o Mato Grosso.

Todas essas obras são de responsabilidade do Dnit. O Departamento é justamente o órgão do governo federal que aparece com maior incidência no número de irregularidades, com 38 obras entre as 77 que o TCU recomenda que sejam paralisadas e tenham recursos bloqueados.

Estado de São Paulo

Quarta-feira, 19 setembro de 2007

NACIONAL

Aliados aproveitam para cobrar cargos

Coalizão tenta usar votação da CPMF para garantir indicados às vagas remanescentes, como a cobiçada presidência da BR Distribuidora

João Domingos, BRASÍLIA

Partidos que formam a coalizão de governo vão transformar a votação da emenda constitucional que prorroga a CPMF na última trincheira importante para cobrar os cargos prometidos pelo governo e ainda não preenchidos. “Pelo que tenho ouvido, o governo vai sangrar muito”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A lista do passivo do governo é grande. Vai de cargos em estatais muito importantes, a exemplo da presidência da BR Distribuidora, ou das diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobrás, a cargos federais em cidades do interior. O certo é que, importante ou não, este é o grande momento para que os partidos arranquem do governo o pagamento de todas as promessas. A lista entregue ao ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, é ampla.

Um dos cargos reivindicados tanto pelo PMDB quanto pelo PT chama a atenção, pois tem ocupante. O PMDB de Minas Gerais exige para a Diretoria Internacional da Petrobrás a nomeação de João Augusto Fernandes, funcionário de carreira da estatal. O PT bate o pé pela manutenção de Nestor Cerveró, apadrinhado do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Na véspera da votação do processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na semana passada, surpreendentemente, Cerveró passou a ser defendido tanto pelo presidente do Senado quanto pelo senador José Sarney (PMDB-AP). Um parlamentar do PMDB de Minas suspeita que seu nome entrou na negociação que absolveu Renan.

Para a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, o PP indicou Paulo Roberto Costa. Há 20 dias, o partido conseguiu emplacar em duas diretorias do Ministério das Cidades os nomes de Leodegar Ticoski e Luiz Carlos Bueno. O partido já tem o ministro, Márcio Fortes.

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disse que seu partido não pretende “pôr a faca no pescoço” do governo por causa da CPMF. “Somos da base. Nossa opção é ser governo. Não precisamos que paguem nenhum passivo”, disse ele. Jovair está numa situação boa em relação a outras siglas. Embora seu partido reivindique também uma diretoria da Petrobrás, os pedidos do PTB já foram quase todos atendidos. Há 15 dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Armando dos Santos Júnior para a presidência da Superintendência de Seguros Privados, indicado por Jovair.

“Claro que ainda há muito a ser resolvido e o passivo do governo com os partidos é grande. Mas vamos votar a CPMF. Se o governo não nomear os indicados agora, vamos continuar lutando por isso”, afirmou o líder do PR, Luciano Castro. O partido quer as diretorias do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) de Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, a diretoria de Operações de Furnas, diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cargo no setor de energia para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara. Mares Guia já disse ao PR que Alcântara só será nomeado após a volta de Silas Rondeau ao Ministério de Minas e Energia.

Há briga por cargos pequenos também. O deputado Marco Aurélio Ubiali disse que há meses tenta nomear um aliado para um posto federal em Franca, mas o PT não deixa. Briga semelhante ocorre na Bahia. O deputado Colbert Martins (PMDB-BA), vice-líder do governo, tentou nomear o superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Bahia. Encontrou resistência no deputado Walter Pinheiro (PT-BA), também vice-líder do governo. Foi se queixar ao ministro Mares Guia.

Ao contrário dos parceiros da coalizão, o PV não quer cargos. “Queremos redução na alíquota da CPMF”, disse o líder do partido, Marcelo Ortiz (SP). Ele disse que o PV não tem o ministro da Cultura, Gilberto Gil, na cota do partido. “Não fomos nós que o indicamos.”

Situação semelhante vive o PDT. O secretário-geral do partido, Manoel Dias, disse que, quando Lula convidou a legenda para fazer parte do governo, foi dito que a participação se limitaria a cargos que poderiam ajudar o PDT a levantar suas bandeiras. “Até agora, só o Ministério do Trabalho nos bastou”, disse Dias sobre o titular da pasta, Carlos Lupi

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September 12, 2007

O congresso está fedendo.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, anedotas, comentários, política, Ética — rlaf44 @ 11:30 pm

O congresso está fedendo.

Para esta matéria de hoje, e para desopilar um pouco a mente vou citar dois autores cujas lembranças podem servir à atual história que se está desenrolando no Brasil.

A primeira é uma estrofe de Patativa do Assaré.

Mais sobre Patativa: http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/patati.htm

patativa.jpg

Tudo muito simples e muito lindo:

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.

Não é também a dura crueldade

Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.
O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.
É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau.

A segunda menção como não poderia deixar de ser, é antiga, mas atual do

Rui Barbosa.

“Eu peço a luz e os nobres senadores querem as trevas ; eu peço a justiça e os nobres senadores querem a dúvida; eu peço a verificação da verdade e os nobres senadores querem a confusão.”

Rui Barbosa

E o meu comentário sobre os acontecimentos de hoje é:dia-para-nao-esquecer.jpg

A reputação e a honra do senado estavam doentes, há muito tempo.

Desde quando senadores que compram o mandato, como este vergonhoso cabeludo, Wellington Salgado existem.wellington-salgado.jpg

A origem de seu primeiro nome é anglo-saxon e significa algo como cidade do poço e juntando o seu sobrenome traduzido para o bom português ficaria assim:

A cidade do poço salgado. Seria uma cidade fantasma. Não serviria para nadacidade-fantasma.gif

Assim como o seu nome a sua representatividade, não serve para coisa alguma neste mundo a não ser para distribuir infelicidade e amarguras.

Foi empossado como relator para arquivar o processo do Renan, e não agüentou o tranco e com apenas seis horas de mandato renunciou ao cargo.

Em sua infeliz declaração de hoje, disse que a democracia e a vontade do povo provaram sem sombra de dúvidas a inocência do Renan.

Ora seu imbecil de meia tigela, o povo não foi representado hoje no Senado Federal.sessao-secreta.jpg

O povo foi ridicularizado por pessoas como você que sem ter um único voto, se considera sem nenhum pejo um legítimo representante da democracia.

A sua imbecilidade não deixa você ver que em um sistema onde, os votos são comprados como a sua suplência por 1,7 milhões de Reais, não é uma democracia e sim uma plutocracia.

Um sistema dominado pelo poder do dinheiro.

O povo certamente não fez uma vaquinha para comprar a sua suplência.

O seu pai pagou.

Ou o seu pai ganhou honestamente ou roubou descaradamente, mas de qualquer forma, apesar de fazer parte do povo, o seu pai não é o povo. Ele é apenas um voto.

Se você tiver a coragem de se candidatar como o fez o Tilden José Santiago que foi candidato e perdeu para o Helio Costa por uns poucos 500.000 votos, veria que a vontade do povo para com você seria muito pouca, mais ou menos uns cinco votos, e sendo assim para tentar se tornar um representante da plutocracia o seu papai teve de comprar a sua suplência por R$ 1.700.000,00 e com isto roubar descaradamente o lugar que de direito pertenceria ao Santiago pela vontade do povo.

Isto seria democracia.

Eu não conheço o Professor Tilden, não sei sobre a sua posição política, sei que foi candidato pelo PT mas mesmo assim sou capaz de apostar que votaria pela cassação do Canalha Calheiros, como o fez o Senador Suplicy do PT e o Senador Paulo Paim também do PT e o Brasil provavelmente não ficaria condenado a ouvir as suas abobrinhas e asneiras em defesa do cinismo e da roubalheira. Porque penso assim? Porque qualquer pessoa com um pouco de decência e realmente representando o povo faria isto e o professor Tilden por sua biografia tem mais do que um pouco de decência. O voto do Tilden espelharia a vontade do povo quanto ao seu voto espelhou a vontade do Renan e da corja a qual você pertence.

E como eu disse no começo de meu comentário de hoje, o Senado e a sua reputação estavam doentes há muito tempo e precisavam de um remédio do tipo que foi dado pela comissão de ética.a-pipa.jpg

Esta mesmo onde você também falou e disse um monte de asneiras, mas foi voto vencido. Onde você ridiculamente sugeriu que os relatores é que deveriam ser cassados por mentiras. As mentiras a que você se referiu e não provou foram os documentos apresentados pelos peritos da PF, onde o Renan Canalha apresentou sua defesa. Todos cheios de furos e incoerências e que gerou a opinião dos senadores relatores decentes. O outro relator o Senador Almeida Lima, legítimo representante do estado do Sergipe, mas também do seu timinho de m… Foi o único relator que não viu nada de errado nas ações do Renan. Este sim poderia ser considerado cúmplice e ser cassado e com isto sair ganhando todo o estado do Sergipe.

E sabem quem é este Senador?

Não se lembram dele?almeida-lima.jpg

Foi durante o mensalão, ele anunciou com todo o estardalhaço que lhe é peculiar, uma prova bomba contra o José Dirceu e que iria apresentá-la na segunda feira no congresso. Foi uma atenção tremenda e ele todo pomposo apresentou uma pequena notícia da coluna do Claudio Humberto. Foi vaiado dentro do plenário e saiu cabisbaixo. Depois disto andou sumido e reapareceu agora.

De duas uma ou é doido e falou besteira para aparecer, ou foi ameaçado e ou comprado para mudar a história da notícia bomba.

De qualquer maneira se comportou como deveria comportar como um membro do clube dos canalhas.

E como eu ia dizendo, a primeira dose do remédio certo que foi dado ao congresso para tirá-lo da UTI, pelo Conselho de Ética, foi trocado hoje no plenário do Senado por um frasco de cicuta e matou de vez a reputação do Senado e do Congresso Nacional.

Hoje nas notícias vespertinas a reputação do congresso estava morta e fedendo a céu aberto.

E vai ficar fedendo por muito tempo, pois não vai aparecer ninguém para enterrar dignamente este defunto.

Uma lástima.

Quem perde é o Brasil.fudendo-o-senado.jpg

Hoje em meio de muitas notícias ruins sobre a podridão que assola a nação

“POANA” também teve algo de bom.

Uma das coisas boas que aconteceram foi a porrada que o Gabeira desferiu no Tião Viana que queria impedir os parlamentares de entrar no plenário.

Ele se desculpou e até beijou o Tião Viana, mas a porrada ficou.

Uma das outras coisa engraçadas de hoje foi um email que o meu amigo o Dr. João Madeira me enviou sobre “As injustiças da língua portuguesa (Brasileira)”

Quero compartilhar com vocês:

Injustiças da Língua Portuguesa (Brasil)

A Sociedade Feminina Brasileira se queixa do tratamento machista existente na
gramática portuguesa (com razão). Veja só alguns exemplos:

Cão : o melhor amigo do homem
Cadela = puta

Vagabundo ……………. Homem que não trabalha
Vagabunda = Puta

Touro ……homem forte
Vaca = puta

Pistoleiro : homem que mata pessoas
Pistoleira = puta

Aventureiro ……………homem que se arrisca, viajante, desbravador
Aventureira = puta

Garoto de rua ………….menino pobre, que vive na rua
Garota de rua = puta

Homem da vida………….pessoa letrada pela sabedoria adquirida ao
longo da vida
Mulher da vida = puta

O galinha ……………..o “bonzão”, que traça todas
A galinha = puta

Tiozinho : irmão mais novo do pai
Tiazinha = puta (???)

Feiticeiro : conhecedor de alquimias
Feiticeira = puta (essa eu não sabia!!!)

Roberto Jefferson , Zé Dirceu, Maluf, ACM, Jader Barbalho,
Eurico Miranda, Renan Calheiros = Políticos
A mãe deles = Putas

E, para finalizar . . .

Puto …………………… Nervoso, irritado, bravo
Puta = Puta.

Depois de ler este e-mail . . .

Homem : Vai sorrir
Mulher : Vai ficar puta . . .

September 9, 2007

O PT Ético.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, política, Ética — rlaf44 @ 9:16 pm

O PT Ético.

Retirado da coluna do Claudio Humberto:

DNA federal

A CPMF é filha da t(*), tucana, a política econômica é tucana, estrelada por Henrique Meirelles, ex-PSDB. Bolsa-Família é coisa tucana, sanguessuga também.

Criações genuinamente petistas: aloprados, mensaleiros e Lulinha.

Então Roberto Leite escreve sobre a ética petista:etica_corrupcao.jpg

O Lula esbravejou muito sobre a ética do PT.

Falou tanto que ficou meio PaTético.

Ficou parecendo aquele ditado popular sobre a mentira

lula-nao-ta-nem-ai.jpg,

“Se você repetir o tempo todo passa a parecer verdade”.

Principalmente depois que a antiga cúpula petista responsável pela primeira eleição do Lula foi apontada como réu em vários delitos cometidos depois da posse do Lula.

O maior responsável pela eleição do Lula e a pessoa de maior poder no governo do Lula foi apontado pelo MPF como o chefe da quadrilha de bandidos e rapineiros do dinheiro público.

E então o Lula vai ao congresso do PT e diz que os membros têm que apoiar os companheiros e que isto não é vergonha nenhuma.

Em outras palavras ele diz que todos no partido devem ser considerados cúmplices dos pilantras pegos com a mão na massa.

E por isto, o PT deve ser considerado o mais ético dos partidos.

Não, não é por isto que o partido deve ser considerado um partido ético.

O PT deve ser um partido ético porque contem em seu estatuto, previsões e normas profissionais que os membros devem seguir.

Por isto o Lula tem razão. Mas quando os companheiros rompem as barreiras estatuais e cometem todas as praticas condenadas pelo estatuto do partido e os dirigentes do partido dizem aos outros afiliados que devem ficar do lado dos infratores e devem apoiar estes infratores, eles rasgaram o estatuto e conseqüentemente jogaram pela janela os manuais que poderiam apoiar a afirmação do Lula sobre a ética do PT

Ele disse também, para amenizar talvez o bairrismo petista que poderia haver partidos iguais em ética ao PT, mas com mais ética não havia.

Ele estava se referindo apenas ao estatuto geral do partido e não às atitudes vigentes por certos membros da quadrilha.

E neste congresso ficou implícito de que o mensalão não existiu.

Foi coisa da mídia.

Ah bom….

E foi durante este congresso que ficou decidido que o partido PT deveria adotar um código de ética.

Existem no estatuto do PT, normas éticas que foram introduzidas desde a fundação, mas que foram totalmente ignoradas em favor da pilantragem.

Se os pilantras passaram por cima do estatuto, de que adiantará um código de ética?

Este código somente poderá direcionar as pessoas de boa índole e basicamente honestas, mas os pilantras de carteirinha continuarão a passar por cima do estatuto e do código de ética.

Leiam mais sobre ética profissional no link:

http://www.ufrgs.br/bioetica/eticprof.htm

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E o patético partido ético está aprontando mais uma.

O bolo já foi misturado de acordo com a receita, os ingredientes de praxe foram cuidadosamente dosados, e agora está no forno e deve estar pronto em outubro quando o MP/SP terminar com as investigações

Leiam o artigo abaixo da jornalista Karla Correia:

Aplicação de risco duvidoso

Karla Correia

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os três maiores fundos de pensão estatais - Petros, da Petrobras, Previ, do Banco do Brasil e Funcef, da Caixa Econômica - e integrantes do PT decidiram investir, nos últimos quatro anos, em uma cooperativa que, de uma das mais importantes construtoras de imóveis residenciais do Estado de São Paulo, transformou-se, nesse mesmo período, numa empresa com déficit financeiro estimado em R$ 100 milhões investigada por suspeita de desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Não bastasse a queda vertiginosa nos negócios de 2003 para cá e os indícios de práticas ilegais, a cooperativa em que Lula, fundos de pensão de estatais e membros do PT aplicam seu dinheiro ainda ameaça tungar o patrimônio de três mil pessoas.

Trata-se da Bancoop, cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, fundada em 1997 pelo hoje presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e comandada desde sempre pelo alto escalão do partido. Em maio de 2005, Lula adquiriu cotas da Bancoop para comprar um luxuoso apartamento dúplex de três quartos em um condomínio - o Mar Cantábrico - de dois edifícios que está em construção na Praia das Astúrias, localizada no balneário do Guarujá (SP), uma das regiões mais valorizadas do litoral paulista no mercado imobiliário. A cota está no nome da primeira-dama, Marisa Letícia, mas consta do patrimônio declarado pelo presidente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado, como candidato à reeleição. Na época, Lula tinha pago um total de R$ 47.695,38 em prestações.

O preço final do imóvel não é revelado pela Bancoop, mas as imobiliárias locais avaliam um apartamento de semelhante perfil em algo em torno de R$ 350 mil a R$ 400 mil. A promessa da cooperativa é entregar seus imóveis a um preço 40% abaixo do praticado pelo mercado - o que por si já chama atenção como um bom negócio - e seria teoricamente impossível ao presidente encontrar um parceiro mais confiável para a empreitada, uma vez que a direção da cooperativa sempre esteve sob a responsabilidade de companheiros de legenda e de trajetória político-sindical.

Contudo, a aparência de companhia sólida escondia um verdadeiro ralo de dinheiro. Com 47 empreendimentos, 15 mil cooperados, a Bancoop começou a parar o andamento de obras por falta de recursos. E passou a exigir de seus associados o pagamento de parcelas adicionais para completar o caixa das empreitadas. Tal prática, na avaliação do Ministério Público de São Paulo, faz com que os imóveis construídos pela cooperativa acabem tendo preço equivalente aos de incorporadoras comuns, que não contam com os benefícios de isenção fiscal de uma cooperativa.

- A Bancoop é, na verdade, apenas a fachada de uma grande empreiteira que se utiliza do status de cooperativa para conseguir isenção fiscal, mas pratica preços de mercado, visa o lucro e comete várias irregularidades que sugerem a prática de desvio de recursos, ou até mesmo lavagem de dinheiro - acusa o promotor José Carlos Blat.

O promotor conduz o inquérito criminal que investiga a cooperativa por suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de recursos. Os indícios de crime fizeram com que o Ministério Público quebrasse o sigilo bancário da companhia. Os primeiros relatórios devem ser apresentados em outubro.

Segundo Blat, o maior indício de desvio de recursos está na situação financeira da cooperativa, que considera ser incompatível com seu sucesso em arrecadar recursos e atrair cooperados. Em meados de 2004, a Bancoop recebeu uma injeção de R$ 43 milhões arrecadados com a venda de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fdic) no mercado financeiro. O fundo de pensão da Petrobras (Petros), aparece como maior investidor, tendo aplicado R$ 10,6 milhões nos papéis da Bancoop. Em seguida vem a Funcef (Caixa Econômica, com R$ 11 milhões, e a Previ (Banco do Brasil), com R$ 5 milhões. Todos dirigidos por membros do Sindicato dos Bancários ou filiados ao PT. Para piorar, segundo o promotor, a operação não foi avalizada pelos cooperados.

- Esse dinheiro simplesmente evaporou - afirma uma advogada dos cooperados. - Não se viu efeito desse aporte nas obras, os cooperados, mesmo aqueles que já tinham completado as parcelas de seus apartamentos e já estavam até morando nos imóveis, continuaram tendo de pagar saldos residuais de até R$ 8 milhões.

Em agosto, a agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixou a classificação dos papéis da Bancoop por conta da incerteza da capacidade do fundo honrar o próximo pagamento das cotas seniores, no valor de R$ 1,72 milhão.

[ 09/09/2007 ] 02:01

June 19, 2007

A verdade pode tardar mas….

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, administração, política, Ética — rlaf44 @ 10:14 pm

A verdade pode tardar mas….

Recebi hoje de minha amiga Ana Maria, um manifesto de revolta, escrito por um jornalista de Alagoas.

Esta carta aberta reflete bem os sentimentos do povo brasileiro, cansado de ser violentado por políticos inescrupulosos, e de ser comandado por um presidente que pensa ser o presidente da Suíça.

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Este jornalista parece que acompanhou bem a carreira do Renan Calheiros, e o Renan parece não conhecer a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.”

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Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

“Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz”.

As vacas de Renan dão cria 24 h por dia.

Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!

Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana.

Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual em1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino que é vencer a qualquer preço.

E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia, derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso, sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe um dia, com a alavanca da

política, não seria Renan Calheiros, o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua espessa ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de vencedor.

Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria,em tudo.

Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em fausto e opulência.; Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei.

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível. Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia:

Suje-segordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço.

O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política brasileira a tem? Quem neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais; atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu; pai velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o; golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?

No velho dizer dos canalhas, todos fazem isto, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para blindá-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a sua carreira.

Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe.

É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan. Que Corregedor! Que Senado!

Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE.

Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,

2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,

3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$100 mil,

4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!!

Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale R$ 3.000.000.

Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja? Que herança moral você deixa para seus descendentes.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?

Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: Não tenho uma tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho. É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso.

Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Mendonça Neto – JORNAL EXTRA

http://www.extralagoas.com.br/noticia.kmf?noticia=6173007&canal=335

Pode desistir Renan, você já era, e está frito.

Deveria era ir direto para a cadeia.

conselho-dietetico.jpg

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