Blog do Roberto Leite

October 30, 2009

O resumo da verdade:

Filed under: América Latina, Frases, IMPUNIDADE, PAC, administração, governo, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 11:05 am

lula o sábio

Foi em junho de 2007, que eu comecei este blog, com o enfoque do “Voto Nulo”.

Depois que o Ministro Marco Aurélio Mello mudou a interpretação do voto nulo, em cima de jurisprudência sobre o mesmo assunto que legitimava a anulação do sufrágio caso mais da metade dos votos fossem votos nulos, a minha luta perdeu o sentido.

Então o foco do blog passou a ser falar sobre os absurdos na política brasileira, sem se apegar em nenhum partido ou corrente política. E escrevi vários artigos, sobre vários assuntos. Às vezes quem lê o blog, pensa que eu sou contra o atual governo, que sou contra o Lula, que sou contra o PT.

Não é verdade, eu escrevo contra o que eu considero fora da ética, fora das noções morais, fora das carências do Brasil. Não se pode negar que o governo do PT, é um prato cheio destas matérias e, portanto fica parecendo que estou contra o PT. Desde o mensalão que muita gente começou a ver a verdadeira cara do PT.

Mas até hoje tem gente que acredita que o mensalão não existiu.

Eu não apago nenhum comentário e existem pessoas que ficam indignadas com meus artigos e escrevem dizendo o refrão:

“Deixa o homem trabalhar”.uma obra por dia

Eu fico pensando quanto engano este presidente tão popular conseguiu disseminar por um país tão grande!

Ele conseguiu até incutir nas mentes de algumas pessoas que ele realmente trabalha.

E ele mente mesmo, com a maior cara de pau, como se mentira fosse a virtude e a verdade o vício.

Ele inaugura obras que existem há cinqüenta anos. Manda fazer uma reforminha, às vezes apenas pintura, e vai lá, na maior cara de pau e inaugura como obra de seu governo.

corte no dedoVive embriagado, como recentemente, que caiu com o copo de cristal na mão e sofreu uma feia lesão onde levou cinco pontos cirúrgicos. Isto aconteceu na Dinamarca, em uma suíte presidencial em um Hotel cinco estrelas.

Para a mídia, ventilou uma notícia que a torneira do banheiro estava pingando e ele foi tentar arrumar, e cortou a mão.

Os meus críticos querem que eu acredite no seguinte:

1.  Hotel cinco estrelas tem vazamento na suíte presidencial.

2.  Não existe equipe de manutenção em hotel cinco estrelas.

3.  O Lula sabe consertar torneiras dinamarquesas.

4.  Mesmo que soubesse iria fazer uma coisa destas.

5.  Qualquer torneira dinamarquesa tenha arestas afiadas para desafiar hospedes incautos.

6.  Que o Lula não bebe

Vamos ser coerentes pelo menos nesta história recente, esta desculpa foi terrível e não cola.

Podem me chamar de bobo, mas não sou ainda débil mental.

Bem continuando, será que os meus críticos vão quere que eu fique batendo palmas para a inauguração do acampamento de luxo em Pernambuco, onde até hoje foram feitos 15% da obra de transposição das águas do Rio São Francisco.campanha antecipada

Um acampamento com comida servida em mesas de luxo, com talheres de prata, copos de cristal, camas King Sise, ar acondicionado, para inaugurar o que?

A única coisa que poderia ter sido celebrada neste acampamento, com justiça, seria a atuação do TCU, que paralisou o repasso de verbas para a obra por que está faltando prestar conta de 90% do dinheiro gasto até o momento.

Um bilhão de reais e que o Lula disse ser uma merreca:

“Temos que fazer, em vez de ficar discutindo merreca de

dinheiro” Presidente Lula, que, depois de sete anos no governo,

acha “bilhões” uma merreca

feliz aniversário

Pois bem, outro dia recebi um email de meu amigo o Dr. João contendo um artigo interessante, de autoria de Jorge Luiz Lima.

Procurei mais informação sobre o autor, mas não encontrei.

Este artigo resume tudo que escrevi no blog em quase três anos.

E é um artigo interessante. Vou publicar na íntegra, e vou arrematar com a última coluna do Augusto Nunes, que coincidentemente completa este artigo:

Não Vá ao Teatro

A era social que atravessamos reflete os seguintes fatos:

Os programas assistencialistas, urbanos e rurais, não possuem contrapartidas que encaminhem os beneficiários e seus dependentes ao crescimento cultural e retorno a uma vivencia digna.

A proibição incabível de não permitir que o adolescente menor de 14 anos de idade possa ter uma ocupação de trabalho, remunerada ou não.  Também, a permissão que os maiores de 14 e menores de 16 anos de idade, somente possam ter uma ocupação remunerada se contratados sob os auspícios de regras em demasia e encaminhados por entidades que arrecadam horrores por essa intermediação.

O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, somente é do conhecimento público porque protege o menor criminoso em detrimento de suas vítimas.

A vida em família está deteriorada, nos remetendo ao tempo de Sodoma e Gomorra.diplomas

A faixa de pedestre que tentam imbuir como parâmetro de

país de primeiro mundo arrecada muito e mata mais ainda.

Quando nada resolve uma condição, o nome é alterado

em uma tentativa de empurrar o imbróglio para debaixo do

do tapete, tanto é que, lepra passou a ser chamada de

hanseníase em favelas de comunidades.

Os hospitais e escolas não têm médicos e professores

suficientes para atenderem a demanda, e ainda constroem

mais Postos de Saúde, mais escolas e mais cursos de curta

duração, que não servem para nada: os pacientes são

cobaias dos médicos residentes e dos aprendizes de

enfermagem; os professores fingem que ensinam e os

estudantes fingem que aprendem.

O objetivo dos jovens na faixa dos 20 anos de idade é fazer cursinhos específicos para prestarem, e prestarem, e prestarem concursos públicos, pois é lá que se ganha sem trabalhar.

A UNE – União Nacional dos Estudantes, há anos não se pronuncia sobre os assuntos que nortearam sua fundação, servindo apenas para emitir carteirinhas que dariam o direito ao pagamento da meia-entrada nos cinemas e teatros, estes já aplicando os preços ajustados de tal forma que os 50% já é o preço da inteira.

A OAB - Organização dos Advogados do Brasil, sempre participou de maneira incisiva na defesa de nossa democracia, mas, desde as “Diretas Já”, permanece em hibernação.

O etanol, depois o biodiesel, recentemente era a menina dos olhos desse país, como, aliás, já foi o álcool que nada mais é do que o etanol em linguagem mais atual. Agora é o Pré-sal! Isso nomeando apenas os grandes, pois existem incontáveis atinhos (pequenos atos) e um próximo grande ato logo virá. Podemos chamar essas cortinas de fumaça de jogo de cena, uma peça teatral em que os atos são criados para deixar os babacas sempre dependentes do próximo, tudo com dupla intenção: desviar atenções e criar cacifes eleitoreiros, não permitindo que haja a salutar renovação dos mandatários.nosso petróleo

Os movimentos dos excluídos (paradas gays, marcha dos sem terras, dos sem moradias, dos índios, dos negros, dos inquilinos e dezenas de outras invencionices), são coordenados e financiados a custo zero, quero dizer, à custa do povo, através dos órgãos públicos e seus braços ocultos. O resultado dessas políticas enganosas é a bagaceira que se vêem, sem-terras recebem dinheiro, bolsas de vários nomes, terras que não produzem; negros têm cotas para estudar (porque não os amarelos, os mestiços, ou quem sabe os POBRES…?); ONGs inventam uma bandeira qualquer e arrecadam vultosas quantias sem prestação de contas; o mesmo acontece com os chamados projetos culturais financiados para os maiorais das artes em que os acertos rolam anos nos tribunais e caducam; proprietários de terras adquiridas com o suor do trabalho ou mesmo recebidas de herança são desapropriados de forma incontinente.

O resultado do trabalho de milhões de pessoas é desviado para atos escusos. Nós, trabalhadores e empresários, que também são trabalhadores, é quem somos os escravos do poder central! Nós somos os excluídos!

O excesso de leis com cláusulas propositais que levam a várias interpretações e o emaranhado de impostos desvirtuam seus próprios objetivos, que seriam os de normatizar arrecadações e suas aplicações em prol da sociedade.

Em democracia seria a representação do povo, mas o ser “político” tornou-se uma das profissões mais almejadas, senão a mais ambicionada, por ser excessivamente vantajosa em termos de poder e dinheiro, e acessível a qualquer espécie de individuo, principalmente os imorais, antiéticos, bandidos e analfabetos.mamata final

A política e, principalmente, os governantes desse país, estão possuídos pelo espírito do Rei Sol, acham-se e conseguem ser os donos de todas as vontades. Nada somos! Apenas marionetes nas mãos sujas dos três poderes da república, que fazem o que querem, manipulam e se locupletam a custa da nossa ignorância. Os sábios, grandes e pequenas empresas, a mídia, organizações corporativas e não corporativas (ONGs), todos dependem financeira e politicamente do poder central. O povo brasileiro está inerte, dominado inconscientemente por essa corja.

Quando vamos nos revoltar contra essa situação?

Por que nossos sábios e os que têm a capacidade de influenciar as massas não conseguem mover essas massas? É óbvio que estão estáticos e também usufruindo desse momento. Já tivemos dessas pessoas no governo e nada fizeram para mudar o caminho da nação, agora definido e solidificado pelos tiranos detentores de enormes poderes de persuasão.

Infelizmente estamos condenados a esperar uma nova geração ou alguém que desperte do berço esplêndido e nos tire desse marasmo, ou que os militares implodam o esquema desses dinossauros da sem-vergonhice.

É melhor voltar ao ponto de partida e recomeçar do YOD, do que enveredar por esse caminho depravado.formando o time

Vamos fechar essas cortinas! Cimentá-las! Encerrando do lado de lá todos os que tratam o bem público como seu, e que conspiram contra a moral das relações humanas.

(Jorge Luiz Lima, 28/09/2009)


Coluna do Augusto Nunes

PAC da Conversa Fiada

29 de outubro de 2009

“Agora desgraçou tudo, porque agora os home tão ficando nervoso porque nós tamo inaugurando obra”, desandou o presidente Lula num palanque no Rio, espancando a língua portuguesa com especial selvageria. ”Calma, que nós ainda nem começamo a inaugurár o que nos temo para inaugurá nesse país. Tem muita coisa pra acontecêr e tem muita coisa que nós vamo fazê ainda pra frente.” Sempre à frente de uma comitiva de bom tamanho, não vinha de inauguração nenhuma, não estava a caminho de algum canteiro de obras nem aparecera no Rio para inaugurar alguma. Vinha da Procissão dos Pecadores do São Francisco, estava em território carioca para outro comício e, de lá para cá, só inaugurou pela segunda vez uma quadra usada na Mangueira.

Pelo andar da carruagem, Lula corre o risco de terminar o segundo mandato sem ter deixado pronta uma única obra física efetivamente relevante. A transposição do Rio São Francisco, as grandezas do pré-sal, as hidrelétricas do Rio Madeira, pontes, rodovias ─ tudo vai demorar. Acossado pelo tempo cada vez mais curto, o maior dos governantes culpa o Tribunal de Contas da União, o Ibama, o fiscal da esquina, o cartório, qualquer coisa. Quer inaugurar qualquer irrelevância. Até quadras de segunda mão.comício

Incapaz de criar, o governo não cuida direito nem do que existe, confirmou nesta quarta-feira o levantamento da Confederação Nacional dos Transportes sobre a situação das estradas do país. O estudo abrangeu quase 90 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Desse total, quase 70 % foram  reprovados. A rede federal é a mais devastada. Segundo a CNT, a recuperação da malha rodoviária exige investimentos que somam R$ 32 bilhões. Seis vezes mais do que o governo Lula gastou em 2008. O PAC vai acabar programando outra operação tapa-buraco para 2010. E o chefe já prometeu outro PAC para 2011, com prazo de validade até 2015.

Por enquanto, só avança em bom ritmo o PAC da Conversa Fiada.

Encontrei no blog do Zé:

blog do Zé:

http://zefonseca.com/blogs/ze/

“Um governo grande o suficiente para lhe dar tudo o que você deseja é forte o suficiente para tomar tudo o que você tem.”
- Thomas Jefferson

December 3, 2008

As cartas marcadas.

Filed under: REFORMAS, Reforma eleitoral, política, revolta — rlaf44 @ 2:50 pm

As cartas marcadas

Tenho muito orgulho sim dos reconhecidos acontecimentos que enaltecem os feitos brasileiros, e que contribuem para uma melhoria social da humanidade em geral.

É com grande orgulho que falo da Embraer, com suas pesquisas e construções na área da aeronáutica que é respeitada em todo o mundo como uma força neste ramo tão competitivo.

Tenho orgulho também no ramo da medicina social quando leio em reportagens da mídia estrangeira sobre o sucesso do nosso programa de vacinação em massa, e do sucesso do tratamento e prevenção da AIDES.

No mesmo patamar, sinto vergonha de certos ramos de nossa sociedade, reconhecidos mundo afora como uma das mais elevadas no quesito da corrupção, em par com a Nigéria que eu conheço bem, onde já trabalhei e sei como é a corrupção naquele país.

Em outros ramos da vida social, não tem como comparar o Brasil com a Nigéria. Na área industrial, na área social, na área do meio ambiente, (o nosso também não é um exemplo, mas está anos luz em frente à Nigéria), na área educacional, entre outras, estamos bem mais adiantados do que a Nigéria. Como então poderia estar empatados na área da corrupção? Socialmente falando, quando se vai evoluindo democraticamente, a tendência em geral, é de que a corrupção, fato inerente de falta de evolução, vá também se esvaindo e tende a desaparecer frente ao civismo, educação social, e de eleições democráticas onde a vontade voluntária do povo escolhe os seus representantes.

Aí, pode ser onde se encontre o entravo brasileiro.

A representatividade política, em meu ver, está totalmente desfavorecida em uma paródia democrática, que para ficar realmente democrática necessita de mudanças rápidas e urgentes.

Talvez seja por este motivo, que a corrupção se instalou em nível comparável ao da Nigéria.

Para começar, a obrigatoriedade de votar, com sanções para quem descumprir esta obrigação é realmente uma coisa de país subdesenvolvido e como a Nigéria. (Não sei de fato se o voto na Nigéria é obrigatório. Se não o for, eles vão nos passar em breve no quesito da rendição da corrupção).

A democracia plena, somente pode ser alcançada se o cidadão pode ter a opção de votar. Veja bem a diferença, opção ou obrigação? Uma grande diferença democrática. Vota quem quer e quem queira fazer a diferença.

Uma das coisas, que recentemente vêm enchendo de orgulho alguns ramos da sociedade brasileira, é a evolução da urna eletrônica, onde uma eleição em um país como o Brasil de dimensões continentais pode apurar uma eleição nacional em poucas horas.

Disto eu não tenho orgulho, pois em um país onde a corrupção seja paralela à da Nigéria, e onde o parque industrial seja paralelo ao de países do primeiro mundo, o parque universitário seja bem desenvolvido, a margem para fraude é extremamente elevada. E o nosso sistema empregado para votação, que em uma decisão no mínimo estúpida ou espúria, considerou desnecessária a possibilidade de recontagem em caso de dúvida, decreta nesta forma uma pena de morte para a escolha democrática de seus representantes.

Outro dia, houve eleições gerais na Rússia. O sistema deles, um país também de grandes proporções, apurou o resultado em poucas horas, mas tem uma tremenda diferença sobre o nosso sistema. Lá, de acordo com as notícias internacionais, quando se vota, o eleitor preenche uma cartela, como uma loteria no Brasil, insere a cartela na urna eletrônica. A urna lê a cartela, divulga na tela a vontade explícita pelo eleitor, se este reconhece como correta sua decisão, aperta o botão votar e seu voto é computado, parte da cartela com sua vontade é mantida na urna, e a outra parte com seu nome, é devolvida com o carimbo da urna e comprovante de voto.

Este sistema permite em caso de dúvida uma recontagem manual, é muito mais honesto do que o nosso atual, e a apuração sendo eletrônica, é extremamente rápida como ficou comprovado durante as eleições na Rússia. O voto por lá é mantido secreto, o seu comprovante de voto mais adequado do que o nosso, que é preenchido manualmente pelo mesário, e a possibilidade de fraude fica bem menor do que no nosso sistema onde se houver fraude, não tem como comprovar e fica assim mesmo e a vontade democrática do eleitor é apenas na mídia que divulga as vantagens do sistema.

Existem inúmeras suspeitas de fraude eleitoral em nosso moderno sistema, e continuamos a insistir neste mesmo erro.

Assim, o nível de nossa corrupção vai ficar dentro dos parâmetros nigerianos e vai até piorar, se os representantes do povo apenas representam a corrupção do sistema.

Vejam esta recente reportagem sobre o assunto em Alagoas:

“Garfaram” as eleições em Alagoas?

Por Pedro Oliveira (*)

A cada dia tomamos conhecimento, mas já não nos surpreendemos, com a comprovação de fraudes no processo eleitoral, com violação de urnas, alteração de resultados e outros casos escabrosos.

Agora foi a vez de Caxias do Maranhão onde a Polícia Federal abriu inquérito para apurar suspeita de fraude nas eleições onde relatórios mostram que urnas eletrônicas foram violadas mesmo depois de lacradas e constatou-se que um vereador não teve o próprio voto computado. Dois técnicos da Universidade de São Paulo confirmaram as suspeitas.

Apareceu também a gravíssima denúncia de fraude em 32 cidades no Sul de Minas na última eleição. Urnas violadas, resultados alterados, enfim uma lista completa das vulnerabilidades das urnas que o mundo inteiro repudia, mas a Justiça Eleitoral brasileira insiste em manter, ninguém sabe com que intenção ou propósito.

Tenho abordado o assunto com freqüência ultimamente e procurado colher informações em cada denúncia no país, verificando cuidadosamente o desenrolar desse processo que promete um escândalo de proporções inimagináveis para muito breve.

A propósito conversava por estes dias com uma das maiores autoridades no assunto e este me assegurava: “Garfaram as eleições de Alagoas em 2006 e um dia isto estará comprovado”.

Ai fiquei a meditar e revolver um pouco a história que antecedeu o resultado de nossas eleições no ano de 2006. Acompanhei de perto a disputa entre João Lyra e Teotônio Vilela, em quem votei e apoiei. No final da campanha já não se tinha mais dúvida de sua derrota, fato aceito até mesmo por seus aliados. No sábado, véspera do pleito, fui a Palmeira dos Índios, onde teria que votar logo cedo e regressar a Maceió onde participaria de um programa de televisão sobre as eleições. Conversando com políticos locais saí com a certeza de que Teotônio Vilela “levaria uma surra” na contagem dos votos na região Agreste. As pesquisas mostravam, as opiniões confirmavam  as previsões eram unânimes.

Dias antes, conversando com o governador Luis Abílio, que deu todo o apoio a Teotônio Vilela e depois foi vergonhosamente traído pelo mesmo, ouvia dele a seguinte colocação: ”Fizemos o possível, fiz o que estava ao meu alcance, mas Téo vai perder as eleições”. Mostrou-me os números das últimas pesquisas e pude comprovar suas previsões. Não haveria segundo turno.

Ao regressar a Maceió dei uma volta nos principais locais de votação e pude comprovar o que estava anunciado: João Lyra ganharia muito possivelmente no primeiro turno.

Abrimos o programa de televisão, eu e o companheiro Flávio Gomes de Barros poucos minutos antes do encerramento da votação. Por volta das 18 horas começaram a chegar os primeiros resultados. Todos no estúdio ficamos perplexos: a cada seção apurada o resultado era favorável a Teotônio Vilela, na capital e o interior acompanhava a mesma tendência. Lembro ter dito na ocasião: - Deu a louca nas urnas e o mundo vai desabar, Não vai ter segundo turno! E assim foi que inexplicavelmente, para surpresa de todos (quase todos) o resultado fatídico contrariando pesquisas, especialistas em votos e cientistas políticos: Teotônio Vilela obtinha 733.405 votos ,ficando com 55,85 do eleitorado válido, enquanto que João Lyra ( o favorito) encarava apenas 400.687, com o índice  de 30,51.

Mas as surpresas saídas das urnas não pararam por ai. O outro fato surpreendente, estranho e suspeito ocorria na eleição para o Senado. Fernando Collor, com apenas 28 dias de campanha, sem horário de televisão, sem mensagem e redutos, derrota o ex-governador Ronaldo Lessa, considerado imbatível até o dia da eleição. Collor obteve 550.725 votos ou 44,04 %, enquanto que Lessa ficou com 501.239 que representou 40,08 %. Derrotado na eleição anterior (2002) para governador por Ronaldo Lessa com uma diferença de 134.000 votos, (553.035 a 419.741), Collor já não é mais nenhum fenômeno político e fica difícil justificar sua inesperada votação.

O fato é que as eleições de 2006 em Alagoas continuam sob suspeição e até agora a Justiça Eleitoral não teve a vontade de ir a fundo nessa questão. E quando assistimos a cada dia novas denúncias de fraudes, vulnerabilidade das urnas, alteração de resultados ficamos a indagar: “garfaram” mesmo as eleições?  Um dia a verdade virá a publico? Só deus sabe, pois as urnas não falam.

(*) Jornalista e presidente do Instituto Cidadão.

August 22, 2008

Pesadelo

Filed under: Humor, administração, anedotas, governo, política, revolta — rlaf44 @ 12:06 pm

Pesadelo

Em uma eventual candidatura para presidente em 2010, onde a chapa vencedora fosse:

Presidente – Dilma Rousseff,

Vice - Gedel Vieira Lima,

Vocês podem imaginar o ministério:

Casa civil – Jader Barbalho

Fazenda – Paulo Maluf

Integração nacional - Anthony Garotinho

Agricultura – João Pedro Estédile

Justiça – Luiz Eduardo Greenhalgh

Meio Ambiente – Blairo Maggi

Transporte – Luiz Antônio Pagot

Minas e energia – Orestes Quércia

Comunicação – Martha Favre (Relaxa e goza)

Interior – Marco Aurélio _Top-Top - Garcia

Exterior – Celso Amorim

Educação – Delúbio Soares

Trabalho – Fabio Luiz da Silva (Lulinha)

Turismo – Ana Júlia Carepa

Pesca - Genival Inácio da Silva – (Vavá Lambari irmão do Lula)

Presidente do Banco Central – Newton Cardoso (Ex-governador de MG)

Esporte – Ricardo Teixeira

Esta escolha foi muito rápida e pode mudar.

Se vocês leitores tiverem algum candidato mais próprio para assumir o cargo, mandem a sugestão que eu mudo sim.

Sei que faltam muitos ministérios, mas não consigo lembrar todos. Candidatos com bons currículos eu sei que não deve faltar.

Pobre Brasil…….

April 12, 2008

A revolução ética.


A revolução ética.

O povo tem que acordar.

Eu não morava no Brasil na época do Fernando Collor. Acompanhei os fatos da época nas revistas que eu conseguia ler nos consulados do Brasil. Acompanhei com surpresa, de que os brasileiros resolveram sair do ostracismo e demandar um pouco de ética nas políticas publicas. Os brasileiros foram às ruas e pintaram as caras e forçaram o congresso a fazer as coisas como era a vontade popular.

É bem verdade de que naquela época existia uma militância de esquerda, comandada pelo PT que era o partido mais popular. Esta militância está hoje com a alma partida, também depois de todos os esforços do passado, a mesma militância viu o seu partido, o PT cometer as mesmas vigarices ou muito pior do que as cometidas pelo governo Collor.

Não estou querendo dizer que os erros do presente possam ser comparados com os erros do passado como justificativa ou vice versa, os erros do passado possam justificar os erros do presente, mas se naquela época as malandragens do Collor indignaram a população, estas pilantragens do governo Lula, estas mentiradas empurradas goela abaixo da população, deveriam ser suficientes para um grito de “BASTA CAMBADA DE LADRÕES”.

Os cinqüenta e oito milhões de votos não deram o Lula o direito de fazer o que quiser. Existe, além da constituição e as leis do código civil e criminal, uma ética moral com o povo que o elegeu como, por exemplo, cumprir as promessas de campanha. Uma delas, e que gerou milhares de votos foi a de diminuir a carga tributária.

Ele além de não fazer nem a tentativa de diminuir, aumentou descaradamente os impostos .

Os mais fanáticos dos eleitores do Lula continuam a querer justificar estas pilantragens, estas mentiras, estes gastos abusivos esta falta de iniciativa, este abandono da infra-estrutura, este descaso com a saúde pública e com a educação básica, usando o fato de ele ter sido eleito democraticamente e estar com uma aprovação acima de 60% da população.

Sadan Hussein foi eleito democraticamente e tinha uma aprovação de 99,5%.

Para não ser totalmente radical, temos no Brasil o Getúlio Vargas. Foi eleito democraticamente e tinha antes de se tornar ditador uma aprovação de mais de 70% da população votante.

Eu não consigo encontrar dentro do meu circulo de relações nem uma só pessoa que tenha respondido ao questionário de uma destas pesquisas de opinião. E não adianta dizer que estas pesquisas são éticas, porque não o são. Por dinheiro eles fazem as pesquisas onde o cliente quiser. Eu me recordo da eleição do segundo mandato do FHC, quando as pesquisas indicavam uma eleição sem segundo turno com a vitória de FHC e quando o Lula em um de seus discursos inflamados chamou a pesquisa de “Pesquisa Chapa Branca” e de “Pesquisa Fajuta”.

O Lula poderia até ter razão na época, mas agora, com o teto de vidro a coisa muda, a pesquisa é uma coisa séria.

Os inconformados eleitores do Lula ficam com vergonha das abobrinhas que o imbecil irradia todos os dias e promove a mídia a chamá-lo de ignorante e apedeuta, e os chargistas com insinuações de burro e imbecil, e dizem para se consolarem de que o imbecil ganhou democraticamente (com o voto obrigatório) do PHD Geraldo.

Mas não foi uma competição de sabedoria nem de preparo, foi uma competição de popularidade.

Eu, constantemente comparo o espetáculo da política brasileira com o BBB da Rede Globo.

Apenas neste ultimo episódio, um imbecil, e uma modelo sem nenhum preparo formal, sem saber conversar, não somente conseguiram uma votação maior do que a do Lula em um tempo de campanha muito menor. No processo e caminho da vitória, deixaram para trás, várias pessoas com muito mais preparo inclusive um médico formado. E no mesmo final a modelo apesar de despreparada tinha muito mais preparo do que o imbecil, e perdeu para ele. Assim é o Brasil.

O governo Lula botou a mão já sabe…..

Agora, eu não me conformo com a apatia destes eleitores do Lula, perante a demonstração de falta de caráter, lisura, atitude, hombridade, deste presidente.

Será que o fato deles terem acreditado que votando no Lula estariam melhorando o Brasil, e insistido no voto mesmo diante dos fatos do mensalão e das mentiras do dossiê, justifique esta insistência em defender um governo sem defesa?

Esta atitude seria como especular na bolsa, e com pouca sorte e ou conhecimento e preparo ver seus investimentos caírem, e insistirem em vender as ações pelo preço que pagaram dizendo que pagaram com bom dinheiro então elas valem.

O maior valor das ações Lula era a ética na política e a administração honesta, com reforma política e tributária.

Estes valores não apareceram e era uma mentira. E agora? Quanto vale estas ações sem as tangentes que lhe deram os valores iniciais?

Voltando à bolsa de valores, uma empresa de tecnologia anuncia que acabou de descobrir um carro que anda sem combustível e que o governo acreditou e vai comprar a idéia.

As suas ações sobem instantaneamente, e a empresa fica bem no pedaço.

Um ano depois se descobre de que era tudo uma farsa e que foi planejado para lesar o investidor.

O que acontece?

O preço das ações despenca, e os agentes reguladores entram com processo para punir a empresa mentirosa.

Provavelmente os investidores lesados, arcam com o prejuízo.

Porque será que os investidores que investiram no Lula,

não arcam com os seus prejuízos e metem este FDP na cadeia?

Seria muito melhor para o Brasil e para a democracia.

E no rastro dele, metessem também na cadeia, os representantes

corruptos que andam dando apoio a este governo de merda.

E também os corruptos que fazem oposição a este governo de merda.

Este artigo abaixo foi o que ocasionou o meu comentário e encontrei em outro blog:

http://pep-home.blogspot.com/

E foi postado por Giulio Sanmartini.

Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008 | Versão Impressa

Estadão

Uma questão de respeito

João Mellão Neto

Há poucas semanas, eu dava conta, aqui, da lassidão moral, do sentimento generalizado de indulgência que, de uns três anos para cá, vêm tomando conta da opinião pública brasileira. Que não venham alegar que a moralidade está fora de moda em todo o mundo, ou que as pessoas, na verdade, nunca se incomodaram para valer com a existência ou não de um mínimo de ética no trato da coisa pública. Há menos de 16 anos, quando fui ministro do então presidente Fernando Collor, vivenciei de perto um desses surtos de demanda ética que, de quando em quando, acometem toda a Nação, forçando a ocorrência de mudanças profundas. Por mais que se argumentasse, com pragmatismo, que os males do governo já haviam sido todos corrigidos, ou que se procurasse demonstrar que um trauma político de tais proporções jamais seria benéfico para a sociedade, nada disso adiantava. Ninguém estava disposto a perdoar Collor. Com o tempo, fui-me conformando com a queda iminente do presidente, o que eu considerava lastimável, uma vez que todas as medidas já haviam sido tomadas para que aquele governo, dali em diante, fosse um dos melhores de toda a História republicana.

Napoleão, num de seus momentos de reflexão, reconhecera, com toda a crueza, que havia vertido muito sangue, e talvez ainda vertesse mais, “não com ódio ou revanchismo, mas, tão-somente, porque a sangria faz parte da medicina política”. Conformei-me, então, com o óbvio: era crucial, naquele momento, para a auto-estima nacional, que a sacralidade do mandato presidencial fosse violada. Aquele povo que, por tantas décadas, fora espezinhado, despojado e vilipendiado em seus mais elementares direitos necessitava agora - como prova maior de sua cidadania - consumar um processo de impeachment.

Hoje em dia, mais e mais estou convicto de que, o que quer que Collor tenha feito, o problema, em 1992, não era ele, mas sim as circunstâncias. O Brasil ansiava por confrontar supremos mandatários. E o Fernando das Alagoas era a bola da vez.

Embora polêmica, essa tese não é de difícil comprovação. Basta comparar o que acontecia naqueles dias com o que ocorre hoje. Desde os escândalos do mensalão até agora, todas as feridas, embora continuem abertas, curiosamente jamais infeccionaram. Nesse ínterim, o próprio presidente Lula ainda foi premiado com a reeleição. Por muito menos o presidente Collor foi impiedosamente apeado do poder. O tempora, o mores…

O que mudou? O que ocorreu para que, em tão pouco tempo, os brios cívicos dos brasileiros se tivessem abrandado tanto? Há duas explicações, que se complementam.

A primeira é a de que Lula descobriu, meio sem querer, que custa muito barato comprar a consciência das camadas mais destituídas da população - R$ 70 por mês é o que o governo transfere para as cerca de 11 milhões de unidades familiares mais pobres do País. É discutível a eficácia de programas de transferência de renda como o Bolsa-Família na promoção econômica dos seus beneficiários. Como as contrapartidas das famílias-alvo não são fiscalizadas, tudo não passa de mero assistencialismo. Trata-se de uma “mãozinha” que o governo dá para atenuar as carências dos mais pobres. Não é tanto dinheiro assim, uma vez que tais dispêndios cabem folgadamente no Orçamento da Nação. O problema maior é que, se esmola curasse pobreza, há muito não haveria mais miseráveis no mundo. Lincoln, há um século e meio, já advertia sobre quão enganoso é acreditar que se ajudam efetivamente os cidadãos “fazendo por eles o que eles podem e devem fazer por si próprios”. As conseqüências diretas dessa política são a eterna dependência, o conformismo e o total aniquilamento do que ainda restava da ética do trabalho.

O problema é que esses R$ 70, que parecem muito pouco para uma família urbana do Sul ou do Sudeste, fazem toda a diferença quando o beneficiário habita as regiões mais pobres do Brasil. Volta e meia nos chegam notícias sobre a “falta de mão-de-obra” em certas comunidades pobres do País. Não se trata de falta de trabalhadores. A falta é de gente que queira trabalhar. Para muitos, os R$ 70 que o governo dá são mais do que suficientes para que os indivíduos deixem de procurar alguma outra forma de auferir renda. Essas pessoas formam uma clientela política extremamente fiel ao governo. Como são muitas, elas também ajudam a diluir e amortecer, na consciência geral, o impacto de eventuais transgressões morais por parte dos governantes. Tudo isso é muito conveniente ao status quo, mas a pergunta que não quer calar continua a ser a seguinte: existe, na História universal, o registro de um único povo que tenha prosperado por meio de esmolas? Não, não existe. E essa, sem dúvida, será a mais maldita das heranças legadas pela gestão Lula.

A outra explicação para a absoluta complacência moral em que vivemos advém do fato de que, em raras ocasiões, a economia internacional passou por uma fase tão próspera. O Brasil foi muito beneficiado com isso. Aos olhos de muitos se atribui tal afluência às virtudes do governo atual. Esse é outro poderoso fator que faz muitos relevarem ou mitigarem as recorrentes notícias de escândalos.

Esses fatores explicam, mas nem de longe justificam o torpor moral atual dos brasileiros. A história é uma só: todos os povos que, por um motivo ou outro, abriram mão de seus valores e convicções ou descuidaram de seus brios cívicos acabaram pagando um alto preço por isso. Quem no mundo haverá de respeitar um povo que, em troca de migalhas, deixou de se respeitar a si próprio? O tempo, como sempre, haverá de dar a resposta. Ai de ti, Brasil!

João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado

E-mail: j.mellao@uol.com.br

Fone-fax: (11) 3845 1794

Lula vai realizar uma reforma geral no Palácio da Alvorada.

Ele e a sua súcia estão de mudança para o Palácio do Buriti.

Deveria ser uma reforma geral na praça dos três poderes

March 31, 2008

A carta!

Filed under: IMPUNIDADE, administração, governo, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 3:09 pm

A carta!cara-do-dossie.jpg

Hoje estava eu lendo a revista Veja, quando deparei com a carta escrita pela ministra Dilma Rousseff tentando explicar o inexplicável, que é o dossiê armado sobre as contas do ex Presidente FHC e sua esposa D. Ruth Cardoso.

Fiquei desapontado.

È uma carta cheia de lero-leros contando o que já foi desmentido pelo TCU, de que os dados foram requisitados pelo TCU, e também disse que todos os gastos do atual governo serão mostrados com exceção daqueles que obviamente possam prejudicar a segurança do presidente e sua família imediata. Citou para isto a constituição disse que isto é normal em todos os governos atuais.

Eu gostaria que a Dilma explicasse também a implicância na segurança da presidência os saques em dinheiro feitos pela Ecônoma Maria Emília Évora em nome da Galega do presidente.

Antes de ser tirado do site “Portal da Transparência” estes saques eram em média, R$ 1.800,00 por dia nos oito meses em que os gastos figuraram no site da presidência.

Gostaria que a Dilma explicasse também como é que as compras na Daslu e os gastos com o seu cabeleireiro e as aplicações de Botox possam influenciar a segurança do Casal e seus filhos.

A Dilma poderia explicar também as compras dos ecônomos dos filhos do Lula com academias de ginástica e materiais de construção para a reforma do apartamento do Lula e a relação da segurança presidencial com estas compras.

O FHC, candidamente explicou os gastos com bebidas e demais coisas que pudessem parecer abusos do poder, e nem por isto sua segurança pessoal ficou comprometida.

Agora o Lula trem a cara de pau de insinuar que este dossiê é coisa da oposição para prejudicar a Dilma.cara-de-pau.jpg

É realmente muita areia para o meu caminhão e para os brasileiros que estão assistindo ao espetáculo.

Agora, eu posso entender o tipo de segurança que a Dilma está se referindo.

A segurança de continuar a dar este espetáculo dantesco, de que está trabalhando quando o que está fazendo é roubando descaradamente o dinheiro do contribuinte.

Se aparecer no congresso e mostrar todos estes abusos, pode ser que o brasileiro crie ânimo e revolte pondo em risco a segurança do governo cara de pau e ladrão do Lula.

Esta segurança pode ser verdadeira. Escondendo-se as maracutaias o Lula pode seguir fazendo das suas com toda a segurança.etica-e-descencia.jpg

Encontrei o seguinte assunto interessante hoje na net:

Do blog “Prosa e Politica” –

http://pep-home.blogspot.com/

Postado por Giulio Sanmartini

“ Lula tem o caradurismo de se adornar como um relés velhaco das realizações do partido que só destila veneno. Tudo de bom do governo Fernando Henrique Cardoso é de sua realização e propriedade.” (G.S)

Por Miriam Leitão

A declaração do presidente Lula sobre o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi surpreendente (Lula disse que o Brasil poderia oferecer ajuda aos EUA sobre como socorrer bancos).

Nos anos 90, o PT foi contra o programa de socorro aos bancos e fez um escândalo como se fosse coisa ilegal. O grande feito da operação do BC, foi manter os ativos dos correntistas e impor a perda aos acionistas. Quem tinha conta no banco preservou o seu dinheiro, mas quem era dono perdeu. Foi assim com o Nacional, que os donos perderam por gestão fraudulenta.

A autoridade monetária deve preservar o dinheiro dos correntistas porque é o supervisor bancário e responde por isso. Quando você coloca dinheiro em um banco, você conta com o fato de que o Banco Central está regulando o setor, então ele precisa atuar nestes casos. No caso do Nacional, o BC fez uma intervenção cobrindo os passivos que não tinham cobertura, e pegou como garantia papéis do FCVS ((Fundo de Compensação de Variações Salariais). Eles estavam desvalorizados, mas eram títulos do Tesouro. Foi uma forma de manter o banco funcionando e depois vender a parte boa para outro, que no caso foi o Unibanco.

Quem fez esta operação, preservando o dinheiro de quem tinha conta no Nacional, também no Econômico e no Bamerindus, hoje, responde a processo. Naquele período, a dificuldade dos bancos foi por causa da transição da inflação mais baixa, de uma forma muito brusca. Isso deixou vários bancos com dificuldade. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, por exemplo, responde a vários processos na Justiça, como se tivesse cometido um crime. O Fed fez a mesma coisa agora, e de uma forma mais tosca: entrou com dinheiro no Bear Stears, que era um banco que não tinha nem agência, e cobriu com títulos do governo.

Nos casos mais polêmicos, que foram os dos bancos Fonte Sindam e Marka, o Banco Central vendeu dólar no teto da banda. Ele tinha obrigação de fazer isso porque na época era adotado o sistema de bandas cambiais. No caso do Marka, o BC vendeu abaixo do teto, mas ainda dentro da banda. A operação de socorro foi feita porque havia o risco de que se o Marka e o Fonte Sindam quebrassem, poderia haver risco sistêmico. Esta é a mesma justificativa que o Fed usa agora para explicar o socorro ao Bear Stearns. Aqui ainda havia um agravante, como era a BM&F que vendia futuros de dólar, a bolsa poderia quebrar junto com os bancos.

Todo mundo olha para isso ainda hoje como se fosse um escândalo, mas é preciso separar a atuação de alguns banqueiros da atuação do Banco Central. Lula agora diz “temos o Proer”. Ele também diz “temos o real”, mas o PT votou contra o Plano Real no Congresso. É o mesmo presidente que diz “temos a Lei de Responsabilidade Fiscal”, que o PT entrou na Justiça contra ela. Quando alguma coisa dá certo, todo mundo quer ser pai.


Leia mais

November 24, 2007

Aprofundando o dialogo!!!!

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, administração, legislação, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 10:52 pm

Aprofundando o dialogo!!!!

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“A eleição de Lula (ou do Chavez) já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política.”

Esta frase, que muito bem pode ser de autoria do Senador Cristovam Buarque, mas não estou seguro, pode muito bem ilustrar também a eleição do Chavez para presidente da Venezuela.

Durante anos, os eleitos presidentes daquele país visinho, eram pessoas de cultura, médicos, advogados, com tradição política, e por muitos anos reinaram neste país com um clima de insegurança social profundo. A polícia federal de repressão por lá, a temida PTJ, prendia quem queria e por qualquer razão, mantinha os inimigos e críticos do governo presos indefinidamente sem julgamento. Era totalmente corrupta, e por pagamento fazia o que queria.

Este clima de insegurança social culminou com a eleição de um golpista consagrado, na esperança de que ele fosse melhor do que o que havia reinado até ali.

A verdade, é que a tímida democracia que havia até o momento, poderia ser ainda melhorada democraticamente, mas com um ditador no poder, com dinheiro e armado até os dentes, o sistema piorou, e muito e o pior ainda está por vir.

O estadismo expulsou a iniciativa privada e o populismo está quebrando o país.

Não sei quanto tempo a Venezuela agüenta, mas vai arrebentar em cima dos mais fracos como sempre acontece.

Ainda usando a frase acima, vamos ver o caso do Brasil:

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Muita gente da mídia, e da política, da tímida oposição, que como oposição vive se vendendo ou pisando na bola, ainda pensa que o mensalão, era o plano do Zé Dirceu, para se perpetuar no poder, comprando os parlamentares, para votarem tudo o que se propusesse como o controle da mídia e a censura prévia, a CPMF, a DRU, a legislação por decreto indefinidamente e a eleição do candidato proposto, propriamente ele o Dirceu.

Eu estou desconfiando, de uma conspiração muito mais profunda.

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O mensalão serviu para desmoralizar o legislativo mais do que nada. A absolvição dos mensaleiros, a dança da Ângela Pizzaola Guadagnin, colocou definitivamente o legislativo como bola da vez. É verdade que o executivo ficou um pouco arranhado, pois as coisas foram um pouco apressadas por um acidente de percurso.

Agora o caso do Renan, coloca em cheque a mais alta casa de representação (?) do país

Depois, foi a vez de o legislativo embarcar nesta de comprado, pensando mais em salários do que necessariamente um julgamento decente e com isto piorar o clima de insatisfação da população.

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Junto com a inércia do governo, de falar muito e fazer pouco, caprichando nos programas assistencialistas, está criando no Brasil, um clima de insatisfação muito parecido com o que existia na Venezuela pré Chavez.

E apesar de que a democracia no Brasil seja mais sólida do que na Venezuela, de que o campo industrial seja muito maior e mais completo, de que os investimentos estrangeiros sejam muito mais sólidos tudo isto não é garantia contra a insatisfação do povo e a descrença no sistema.

E esta descrença, pode levar o povo do Brasil acreditar que possa haver uma forma melhor do que a atual e que apareça algum aventureiro com credenciais de ditador e tomar o lugar da democracia.

Isto seria um atraso social tremendo e devemos ter cautela para que se este é o plano do PT para se perpetuar no poder, tirarmos dele esta idéia e que dentro da lei e da democracia podemos consertar as incoerências do sistema sem os choques de uma ditadura.

Eta Brasil

Leia abaixo o texto do Senador Cristovam Buarque, retirado do Blog do Noblat:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=81680

Por que Chávez?

Talvez nenhum outro líder político latino-americano tenha recebido tanta atenção de jornalistas e de políticos brasileiros quanto o presidente Chávez. As análises e críticas são sempre sobre “o que é” e “como age Chávez”. Ninguém pergunta “por que Chávez?” – o que levou a Venezuela, depois de 50 anos de democracia, a optar, por meio do voto, eleição após eleição, por um governo com características autocratas. A resposta é simples: Chávez é o produto da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

Durante os 50 anos de sua democracia, a Venezuela teve dois partidos se sucediam, sem nada mudar, exceto o nome do Presidente. Uma falsa alternância do poder. Por todo esse tempo, o país exportou petróleo e teve recursos para financiar o luxo e a sofisticação do consumo de uma minoria rica. Muito pouco foi usado para atender às necessidades da população pobre, ou para investir em um projeto estratégico de desenvolvimento. O resultado foi um país dividido por uma apartação social, o total estranhamento entre incluídos e excluídos, que se vêem como se fossem partes separadas de um mesmo país, e não componentes de uma mesma nação.

O Brasil se comporta hoje como a Venezuela de anos atrás. A eleição de Lula já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política. Ele representava o novo, dizia que o Congresso era composto por 300 picaretas; liderava um partido que era símbolo da luta contra a corrupção e da esperança de uma nova política nacional, que transformaria a sociedade em benefício da emancipação das camadas pobres. É verdade que, no poder, Lula não se comportou como Chávez: em vez de dividir o país, fez uma coesão política entre pobres e ricos. Mas não criou as condições para a unidade social, para a formação de uma nação. Em vez de mudar a sociedade, tomou medidas que acomodaram o povo e os partidos. Adotou uma forma de fazer política idêntica à que antes criticava. A coesão política veio do compromisso com a manutenção do status quo em todas as áreas, e da concessão de programas assistenciais para as camadas pobres.

O resultado é que o Brasil de hoje é a Venezuela de antes de Chávez, com o agravante da perda da esperança no governo Lula. A democracia vai aos poucos sendo corroída pela desmoralização dos políticos, pela insensibilidade das elites dirigentes, pelo cinismo da comemoração pelos pequenos avanços, pela aceitação de que a corrupção é natural e generalizada. Somos um caldeirão de frustrações fabricando uma alternativa autocrática.

Apesar de criticar Chávez, o Congresso brasileiro colabora sistematicamente para fabricar o chavismo no Brasil. Com o aumento do salário dos parlamentares, os acordos para salvar colegas condenados pela opinião pública, a mudança de posições que depende de estar no governo ou na oposição, o aumento de impostos repudiado pelos contribuintes, os fracos resultados no enfrentamento dos problemas da população. Nem aqueles que criticam Chávez sentem saudades dos partidos e dos políticos de antes.

Os juízes passam a idéia de estar mais preocupados com o aumento dos seus salários do que em fazer justiça, e permitem a vergonhosa impunidade dos ricos. Colaboram para formar o desejo popular de um líder autoritário. Na Venezuela, mesmo aqueles que se horrorizam com o controle da justiça afirmam que a justiça anterior não merecia sobreviver.

A imprensa, apesar de denunciar constantemente a corrupção, se concentra no debate superficial, generaliza a crítica a todo político, desmoraliza a classe política – e junto com ela, a democracia –, ignora propostas alternativas para um Brasil sem apartação. Critica os erros, mas não denuncia as causas.

É como nas tragédias gregas. Ninguém quer o resultado trágico do autoritarismo. Mas como atores, estamos todos – Congresso, justiça, imprensa – fazendo a nossa parte para que o Brasil seja uma fábrica de autocratas, produtos da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

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October 5, 2007

A coincidência da coincidência.

Filed under: Crime e vergonha, coincidências, revolta, Ética — rlaf44 @ 11:56 pm

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O prefeito Celso Daniel, descobriu um grande esquema de arrecadação de fundos para as campanhas do PT, envolvendo empresários e prestadores de serviços para as prefeituras comandadas pelo PT em São Paulo.

Ficou escandalizado e resolveu denunciar este esquema.

Por coincidência foi vítima de um seqüestro, e foi assassinado antes que pudesse falar algo a respeito.

Sete pessoas que estiveram próximas ao seqüestro e às investigações, como um dos peritos médico e testemunhas dos momentos antes do seqüestro e o principal acusado do crime, morreram convenientemente imediatamente ao início das investigações.

Tudo mera coincidência.

De acordo com os estatísticos e matemáticos, a chance desta coincidência é uma em um bilhão de acontecer novamente.

No momento em que o médico legista que levantou dúvidas sobre o laudo oficial da morte do prefeito, ele morreu aparentemente de causas naturais.

Coincidência outra vez.

Na noite da morte do médico, quatro homens naturais de cuba, foram presos ao tentar deixar o Brasil com passaportes falsos. Passaram a noite na Polícia Federal do Aeroporto de Guarulhos, e foram liberados na manhã seguinte sem nenhum problema.

Coincidência?

Havia gravações da Polícia Federal, que investigava o esquema de doações políticas no ABC e outras cidades paulistas.

Um dos portadores de uma destas gravações era o Juiz Rocha Matos, 2038-13rochamattos.jpgque pouco depois foi preso e continua preso até hoje e as gravações foram destruídas por ordem da justiça.

Coincidência novamente?

E recentemente no Blog do Giulio Adriana, (http://pep-home.blogspot.com/) uma nota do jornalista Ralph J. Hofmann despertou mais possibilidades destas coincidências.

Antes de publicar a nota do Hofmann, eu quero esclarecer que eu não sou destas pessoas que conseguem enxergar conspirações em qualquer lugar ou qualquer fato ou acontecimento sinistro.

Sempre procuro uma explicação simples de fatos relacionados com os acontecimentos e busco na lógica, qualquer possibilidade de esclarecimento outro que não uma conspiração. Mas por mais que tentem levar a morte do prefeito Celso Daniel para este lado, as coincidências barram o meu caminho da lógica e vejo uma grande tentativa de esconder a verdade.

Leiam a nota do Hofmann que propiciou este post:

Você sabia?

Neste momento de investigação de ONGs, lembrem de que:

A doutora Elizabete Sato elisabete-sato.jpg, delegada que foi escalada para investigar o processo sobre o assassinato do Prefeito de Santo André, Celso Daniel, é tia de Marcelo Sato, marido da Lurian, que, apenas por coincidência, é filha do presidente Luiz Inácio MoLusco da Silva.

Ou melhor, a coincidência é que Marcelo Sato, lula-e-familia-sato.JPGo genro do presidente da República, é sobrinho da Delegada Elisabete Sato, Titular do 78º DP, que demorou séculos para concluir que o caso Celso Daniel foi um “crime comum”, sem motivação política.

Também apenas por coincidência, Marcelo Sato é dono de uma empresa de assessoria que presta serviços ao - Banco de Santa Catarina – BESC (federalizado), no qual é dirigente (enfermeiro…)Jorge Lorenzetti (churrasqueiro oficial do presidente Lula e um dos petistas que o presidente chamou de “aloprado” no escândalo do dossiê contra os tucanos). Acho que em nenhum país do Mundo um enfermeiro ocupou o cargo de Diretor Administrativo em um banco…

E ainda, não por coincidência, o ex-marido de Ideli Salvatti, lider do PT no Senado, é o Presidente do BESC, Eurides Mescolotto…que em Florianópolis nunca conseguiu se eleger prá nada.

A Internet está repleta de artigos sobre este caso, onde quem tiver qualquer dúvida pode pesquisar e ajuntar tudo para observar a realidade das possibilidades de um fato real acontecer como um crime normal ou não.

Eta Brasil……

Existem pessoas que se limitam a dizer que foi a polícia do tucano Alckmin que investigou a morte do prefeito e que se houve alguma coisa espúria foi a pedido dos tucanos.

Acontece que a maior parte das investigações foi feita pelo Ministério da Justiça, e pela Polícia Federal, acompanhada de perto pelo advogado petista do MST Greenhaug, que desclassificou depoimentos, interferiu com a investigação, mudou delegado e conseguiu que tudo acabasse nas mãos desta delegada suspeita que depois de muito tempo acabou por arquivar o crime como crime comum de seqüestro seguido de morte.

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September 5, 2007

A necessidade de sonhar.

Filed under: SONHO, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 8:46 pm

A necessidade de sonhar.

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Hoje foi um dia de bom senso e a comissão de ética do Senado Federal, votou com mais votos do que se esperava para que o mandato do presidente do Congresso fosse cassado.

Foi um voto de confirmação da relatoria mista onde três senadores relataram separadamente baseados em fatos esmiuçados pela perícia da Polícia Federal, que demonstravam claramente as, mas intenções do Renan Calheiros em confundir as investigações, com fatos e documentos levianos que deixavam muito a desejar para provar a sua inocência.

Os fatos da quebra da ética começaram pela suspeita de que uma empreiteira estaria pagando as contas do Senador em troca de favores nas obras realizadas pela mesma empreiteira.

Em lugar de tentar demonstrar sua inocência perante estas acusações, o Senador Renan, tentou provar que não precisaria de favores de nenhuma empreiteira, pois tinha dinheiro de sobra para bancar as suas despesas pessoais.

Esta prova, embora necessária no decorrer do processo, seria secundária pois o simples fato de ser rico bastante não teria uma função de vacina contra receber mais propina.

Vejamos o caso do ex-presidente Collor. Ele já era bastante rico quando assumiu o poder e, no entanto continuou a fazer coisas que poderia facilmente comprar, como aceitar o presente de um pequeno carro (Elba), reforma de sua casa, entre outras pequenas coisa e que deu no que deu.

O Renan, primeiro de tudo teria de mostrar claramente que não teria vínculo algum com o representante da empreiteira, e depois quando solicitado pelas autoridades para comprovar a sua capacidade de arcar com as despesas da acusação, ele teria que demonstrar a sua capacidade para tal.

Não foi nada disto o que aconteceu. Ele desconversou sobre a sua intimidade com o representante da empresa e passou imediatamente a dizer e tentar comprovar as sua posses.

Sobre o lobista disse apenas que era seu amigo e que fazia o favor de bancar o menino de recados entregando para sua ex-amante o dinheiro para sustentar a sua filha.

E a tentativa de mostrar de onde vinha o dinheiro ficou pior do que a emenda e de uma suspeita nasceram várias outras, onde os peritos da Polícia federal encontraram várias discrepâncias que mostravam claramente as mentiras do Renan.

Pois foi baseado nas descobertas da Polícia Federal que os relatores sérios, Renato Casagrande e Marisa Serrano pediram que o Senador Renan perdesse o mandato por quebra de ética parlamentar. A quebra da ética foi a sua mentira nada mais. Mentira esta provada com documentos periciados pela Polícia Federal. Não houve nenhuma evidência de preconceito ou perseguição política na decisão. Foi totalmente técnica e honesta.

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O outro relator, o Senador Almeida Lima, apesar de ter o acesso aos mesmos documentos periciados pela Polícia Federal, não encontrou nada de errado nos fatos encontrados pelos peritos nos documentos apresentados, de que as contas não batiam, os ganhos demonstrados pelo Renan não eram suficientes para os gastos com a pensão da filha, e as notas documentais apresentadas, apesar de verdadeiras, não conseguiam demonstrar que o Renan tinha realmente posses monetárias condizentes com suas despesas apresentadas.

Ele simplesmente disse que os documentos apresentavam sem sombra de dúvida as provas da inocência do Renan.

O Almeida Lima, experiente legislador pelo estado de Sergipe, é um representante do povo de Sergipe no congresso, e esta demonstração de imbecilidade e prepotência ignorando os fatos e tentando passar o rolo compressor por cima da lei e da ordem geral, defendendo o voto secreto, onde os representantes do povo buscam refúgio do mesmo povo que o elegeu, deve ser punida também com a perda do mandato por falta de representatividade em suas ações e por envergonhar o povo de Sergipe que o elegeu.

Agora o cabeludo sem voto, Wellington Salgado, este foi demais.wellington-salgado.jpg

Seu mandato furado foi comprado por 1,7 milhões de reais, pagos por seu pai à campanha do Senador Hélio Costa, que se afastou para ocupar outro cargo público, e que colocou como primeiro suplente o cabeludo, pala contribuição de seu pai.

Este senhor não tem nenhum compromisso com o povo e descaradamente se levanta e diz que quem quebrou o decoro por mentir foram os relatores que pediram a cassação do mandato do Renan.

Em que fato se baseou para fazer uma acusação destas?

E quais foram as mentiras que disseram os relatores?

E os fatos investigados ela Polícia Federal, sobre os documentos apresentados pelo próprio Renan e pedidos pelo Senado a investigação?

Também são mentiras?

Este senhor cabeludo, deveria ter seu mandato cassado por inconveniência e falta de ética profissional. Sua atuação neste processo serve apenas para tumultuar.

E este é parte do meu sonho, uma reforma política completa onde o parlamentar tem que ser votado e para se candidatar tem que ter ficha limpinha e que a comissão de ética tenha poderes para cassar sumariamente o mandato com a comprovação inequívoca da quebra da ética.

Este arranjo esdrúxulo, onde depois de passar pela Comissão de Ética, vai para a comissão de Constituição e Justiça, e depois se for constatado que o processo está dentro da legalidade, vai para votação secreta no plenário do Senado, faz das investigações da Comissão de Ética, uma comissão patética e imbecil.

Se o Renan for absolvido no plenário depois de todas as mentiras e das suspeitas envolvendo sua conduta, quem perde é o Senado e quem ganha é a impunidade, quem perde é o Brasil, e quem ganha é a falta de confiança do eleitorado, quem perde é a democracia e quem ganha é uma revolução por cansaço da população.

Leiam mais este bom artigo:

Com sinais de putrefação, poderá ter a morte moral diante de um país indignado.

Por Pedro Oliveira - Jornalista e presidente do Instituto Cidadão

(São Paulo) O Conselho de Ética do Senado Federal deu nesta quarta feira última a resposta que o Brasil esperava e desejava: os crimes praticados pelo senador Renan Calheiros foram comprovadamente reconhecidos e diante das provas insofismáveis e a comprovação da quebra de decoro parlamentar, a maioria de seus membros optou pelo encaminhamento do pedido da cassação de seu mandato.

Os senadores Renato Casagrande e Marisa Serrano apresentaram um consubstanciado relatório através do qual evidenciam todas as mazelas, as tramas e os crimes de Renan. Tudo provado, tudo comprovado. Pela Polícia Federal, pelos laudos técnicos que atestam as ações forjadas e pelas evidências encontradas em cada passo dado pelos que investigaram o sujo e indecoroso caso.

Na reunião aconteceram momentos de civilidade e a preservação da dignidade do Parlamento, além do histórico relatório. A palavra ponderada e o voto pela cassação proferido pelo senador Eduardo Suplicy, os votos indignados de Demóstenes Torres e Heráclito Fortes, a confirmação da ação criminosa no voto de Romeu Tuma, o voto do exemplo da dignidade de Jefferson Peres, além de Augusto Botelho, Marconi Perillo, João Pedro, César Borges (contrariando o que anunciava a imprensa) Renato Casagrande e Marisa Serrano.

Na contramão da história e da moral o ridículo voto em separado do senador sem voto Wellington Salgado, o patético Almeida Lima que envergonhou o Estado de Sergipe, o senil Epitácio Cafeteira e o inócuo Gilvam Borges. Não puderam como desejavam, esconder o voto da vergonha e se mostraram ao Brasil como coniventes com o crime a podridão.

Fica faltando a apuração das outras denúncias

O senador José Nery deu o tom e a disposição do PSOL: “este foi o primeiro round. Ainda vem por ai a Schincariol,as emissoras de rádios dos seus laranjas e as últimas denúncias de Veja, sobre o envolvimento com a corrupção”. Não sei se o senado suportará esse sangramento moral por muito tempo, pois governo e oposição, mesmo os mais próximos de Renan, já dão sinais de esgotamento com o mar de lama.

Um país vigilante não admitirá barganhas

Declarações inoportunas e levianas do senador Tião Viana, 1º vice presidente do Senado, deixaram esta semana o país em alerta. Como se estivesse falando de uma simples disputa eleitoral,ele dizia: “ Renan tem condições de derrotar no plenário da Casa o relatório que pede a sua cassação.Já Almeida Lima ( ele mesmo) chegando às raias do absurdo moral ao afirmar: “Com a sua possível absolvição em plenário Renan sairá fortalecido e vai continuar presidente.Rachado o Senado sempre esteve, entre governo e oposição”. Como o voto é secreto alguns senadores da base do governo apostam na afrontosa absolvição de Renan Calheiros, inclusive já se fala em barganhas, “negócios” e aliciamento a peso de ouro de alguns parlamentares da oposição.

Para o senador Renato Casagrande o resultado no Conselho de Ética “foi arrasador, superando até o que se previa. Ele pode até ter apoio na votação em plenário, mas o conteúdo dos relatórios, as perícias técnicas e as provas da Policia Federal estarão lá. E os senadores não vão poder se desconectar da opinião pública”.

Com certeza o Senado é quem vai decidir o seu destino diante da sociedade brasileira. A lama que cerca seus gabinetes e o seu plenário pode afogar a todos e ai não sobrará ninguém.Está nas mãos e nas consciências dos senadores e senadoras a decisão de começar a faxina ética que todos esperam ou mergulhar de vez no chafurdamento da corrupção.Assinando o seu sepultamento moral, diante de uma Nação indignada.

Outra vez o bloguista:

Acabei de lembrar algo sobre o Almeida Lima.

Vocês se lembram quando ele disse em pleno mensalão que tinha provas irrefutáveis contra o José Dirceu e que iria apresentá-las ao senado?

Foi um petardo, e refletiu até na Bovespa.

E o que ele apresentou foi uma pequena notícia da coluna do Claudio Humberto.

Um verdadeiro palhaço este representante do povo de Sergipe.

Ele já foi do PDT, do PSDB, e agora está no PMDB. Trem da alegria de Sergipe.

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August 13, 2007

Filed under: ABOBRINHAS, SONHO, administração, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 10:49 pm

Novas razões para o meu sonho.

Para se renovar o Brasil, sinceramente vai ser preciso um golpe.discurso-afinado.jpg

Se levarmos em conta que o congresso nacional, não tem legitimidade como representante do povo, e se conseguimos gente suficiente para desmontar todo o congresso, votando imediatamente uma nova constituição com novos rumos para o Brasil, isto não poderia ser considerado um golpe de estado, pois estaríamos apenas livrando o Brasil dos predadores de carreira e instalando em seu lugar, possíveis pessoas bem intencionadas com a evolução do país.

Os presentes pseudo- representantes estão preocupados apenas com a evolução de seu capital.

Com o Lula seria diferente, em um regime democrático, ele tem sim representatividade, e retirá-lo por meio de um golpe seria sim um golpe de estado e estaria errado.

Ele, no entanto como presidente teria que se render à iniciativa de mais de 2 milhões de brasileiros, que cansados de serem violentados e estuprados pelos seus representantes, decidiram fazer algo a este respeito, e ele como presidente deveria aprovar este movimento popular.

Nos inícios dos anos 70, nos Estados Unidos, bastou uma mentira pega em flagrante para o Presidente Nixon, perder o mandato.

Para o Lula perder o mandato por esta razão está difícil, pois toda a mídia e os chargistas já o taxaram de mentiroso e cínico e ele continua lá sem chance do Brasil se livrar dele invocando a falta de ética.

O Lula mente mesmo e a mentira tem perna curta e ele já foi pego mais de uma vez falando suas mentiras descaradas.

O meu sonho em ter um congresso que realmente represente o eleitor, é que se existisse no Brasil esta representatividade, este congresso já teria feito um movimento para convocar o Presidente para explicar estas mentiras e se comprovadamente fossem assim, um movimento para que se iniciasse um impedimento por falta de ética.

Mas este congresso, em que o presidente do senado federal, mente descaradamente coletando em suas mentiras provas e mais provas contra si mesmo dizendo está provando a sua inocência, não vai nunca interpelar o Presidente da República sobre algo que possa ser uma mentira.

Temos que lutar e pensar no conselho do Rui Barbosa:

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”

(Rui Barbosa)

Enquanto isto segue as provas das mentiras do Lula:

Leiam o bom texto abaixo, de Antônio Sepulveda.

Opinião: Pega na mentira

Antonio Sepulveda, escritor

São incontáveis as charges e piadas que ridicularizam Lula da Silva na mídia, em geral, e na internet, em particular. A última “frase do dia” do mundo virtual é sugestiva: “A mentira tem pernas curtas, língua presa, barba branca, um dedo a menos e duas oreia”. À parte o sempre condenável mau gosto da menção a deficiências físicas, podemos inferir que a diminuta parcela pensante da opinião pública, patrioticamente atenta ao cenário nacional, já percebeu que o presidente da República mente com o descaro e a impudência de um fauno.

Não vamos pensar, entretanto, que nosso supremo mandatário seja o único Pinóquio da política nacional. Os exemplos são abundantes e perenes. O presidente do Senado, senhor Renan Calheiros, por exemplo, é o mentiroso em cartaz; e suas mentiras chocam pela desfaçatez. Se os fatos inequívocos estão contra ele, que se danem os fatos. Mas deixemos, por enquanto, o senador se enrolar ainda mais em suas explicações autopredatórias; até porque, mesmo que se prove e comprove a culpa do escorregadio Renan, ele nada tem a temer do Supremo Tribunal Federal.

Ora, desde a promulgação da Constituição de 1988, a mais alta corte do Brasil jamais condenou um político corrupto que tivesse cumprido pena e servido à justiça, conforme costuma acontecer nos países civilizados. Abstinência? Coincidência? Jurisprudência? Conivência? Inconsciência? Seja lá o que for, temos o direito de desconfiar de algum tipo de sujeira. Não é possível que toda essa corja que passou pelo crivo do STF e saiu impune ou ilesa, ao longo desses nove anos, seja, na verdade, uma plêiade de candorosos baluartes da moral e dos bons costumes. Melhor deixar pra lá… Falemos disso outro dia. Nossa implicância de hoje é com as recentes fabulações do senhor Lula da Silva com respeito à crise da aviação.

Nosso alambicado presidente, quando ainda em campanha para abocanhar o poder, assinou um artigo intitulado Morte anunciada do transporte aéreo, publicado na Gazeta Mercantil de 7 de janeiro de 2002; o texto antecipava o colapso do transporte aéreo e exigia providências do governo de então. Hoje, pálidos de espanto como o poeta, testemunhamos o mesmo Lula da Silva a afirmar que seu governo não tinha conhecimento da gravidade dos problemas no setor aéreo brasileiro.

Será que, em 2002, Lula da Silva não leu o texto que assumiu? Ninguém leu para ele? Alguém acredita que foi algo como “assina aqui e depois eu explico do que se trata”? É difícil de aceitar esta versão. Queremos crer que o supremo mandatário costuma tomar conhecimento do que se encontra escrito no papel onde ele capricha na assinatura. Talvez tenha esquecido. Um cérebro indisciplinado, desafeito ao raciocínio e à associação de premissas, até mesmo por carência de vocabulário, torna-se imediatista e tem o alcance extremamente limitado ao que está diante do nariz. Pode ser. A hipótese mais provável, contudo, em nossa modesta opinião, é a de uma mentira pura e simples; obtusa, afobada, quase infantil.

Lula da Silva vai mais longe. Asseverou que, nas cinco eleições em que concorreu à Presidência, o tema “crise aérea” jamais foi mencionado. Mentira; basta rever o debate da TV Bandeirantes na eleição passada. Dizia antes Lula da Silva: “Temos problemas em alguns aeroportos, mas não existe crise”. Algumas semanas depois, lá vem ele de novo: “Quero um prazo, com dia e hora, para comunicar ao país que os aviões voltaram a voar normalmente”. Uma enxurrada de balelas e de sofismas.

A coisa vai assumindo gravidade maior, quando se divulga um alerta ao Planalto, datado de 2003, do então ministro da Defesa, José Viegas, sobre o risco de decadência do sistema aéreo brasileiro. O presidente não lê os despachos de seus ministros que lhe são endereçados? “É claro que sim”, responde em uníssono a súcia de malandros da Nomenclatura. “Então”, replicamos nós, “se é assim, a credibilidade não é uma virtude presidencial, e Lula da Silva tem, na carne e na alma, a compulsão da mentira”.


August 2, 2007

O sonho de um imposto justo.

Filed under: SONHO, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 8:14 pm


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O sonho de um imposto justo.

Outro dia pela manhã, escutando a Radio CBN a caminho do trabalho, escutei uma entrevista do Sardemberg no programa do Heródoto Barbeiro. A questão era sobre o estado geral da economia do Brasil. O Heródoto perguntou ao Sardemberg se a economia estava bem. Ele disse que aparentemente sim, pois os indicadores do governo indicavam uma arrecadação recorde de tributos e taxas. 13% a mais do que o mesmo período do ano passado E isto era dinheiro que entrava e era bom para o Brasil. Depois ele disse que apesar da arrecadação subir 13%, o governo adiantava que não havia subido nenhum imposto, e que a carga tributária seguia igual a janeiro de 35,5% do PIB. Aí o Sardemberg disse que era estranho que se a economia ficava com um crescimento de 4% e os juros também não subiam e estavam até caindo, e a arrecadação subia para uma faixa acima do dobro dos juros, algo parecia mal nas explicações do governo. E mais disse o Sardenberg, este dinheiro era para o governo gastar com pessoal e com juros e tributos sem sobrar muito para aplicar em investimentos e isto era mal para o Brasil que precisa urgentemente de investimentos nas áreas da energia e infra-estrutura.

Depois desta explicação, veio à mente o quanto se pagava em impostos e taxas no Brasil.

Eu tenho uma pequena empresa de serviços, que paga sobre o faturamento, mais de 10% de impostos, mais todos os encargos com a folha de pagamento, mais o imposto de renda sobre o lucro presumido, e mais os impostos sobre as mercadorias que eu tenho que comprar para executar o meu trabalho. Todos os meus funcionários pagam impostos sobre todos os seus gastos. Se fosse feito uma conta bem afinada sobre o que se paga de impostos no Brasil, todos estão trabalhando para o governo como escravos, pois não recebemos de volta quase nada do que pagamos. As escolas públicas estão de mal a pior, a segurança está apenas para quem pode pagar por seguranças particulares e a saúde também esta para quem paga por um plano de saúde. E estas são ou deviam ser as prioridades do governo. Segurança, Saúde e Educação. E a distribuição do pagamento de impostos não é geral. É simplesmente destorcida. A classe pobre não paga quase nada, apenas o que vem embutido nas compras familiares.

Mesmo assim, muitas destas compras são feitas de fornecedores piratas e não pagam impostos. A informalidade é tão grande que não existe possibilidade de controle. A classe mais rica, também tem inúmeras maneiras de burlar a arrecadação e acabam pagando menos do que devem pagar. A classe média assalariada, não tem como se defender e paga a maioria dos impostos recolhidos.

Aí, isto não tem jeito. Veja por exemplo a CPMF, que é um tributo ilegal, e deveria ser temporário, mas o governo e a classe política alegam que não tem jeito do Brasil funcionar sem este roubo. Deveria ser para a saúde quando foi criado e agora é usado para fortalecer o caixa geral do governo que alega não poder abrir mão deste dinheiro então o jeito é ficar para sempre. Puro cinismo. Com quase 100.000 contratações nos últimos 4,5 anos e subindo sempre sem parar, com 28 estatais criadas para não fazer nada, com 38 ministérios que quase nada fazem ou justificam, os gastos não param de subir, e sem investimentos na área de energia ou infra-estrutura, o governo não consegue criar formas de ganhar mais dinheiro ou atrair investidores para tirar do governo a necessidade de gastar com estes parâmetros. Vejam por exemplo a criação deste inútil ministério com 600 novos funcionários muito bem pagos dos investimentos do futuro com o Mangabeira Unger.

São gastos como estes que estão comendo todo o dinheiro arrecadado.

E se alguém está pensando que se ode mudar isto pacificamente, dentro da democracia, está gastando o pensamento em um exercício em futilidade, pois o governo e os atuais políticos não vão largar este osso pacificamente.

Tem que haver uma revolta popular, um levante das forças legítimas e legais do país como a OAB e as forças militares, com o apoio geral da população e tomar o congresso e fazer novas normas de atuação política no Brasil.

Isto não seria um golpe, pois dentro do congresso, existe menos de 25% de representatividade e se estes políticos não estão representando a população, a população tem o direito de mudar isto.

O mandato presidencial que foi confirmado com 58 milhões de votos fica intocado, portanto esta revolta não pode ser considerada um golpe de governo.

E tem que ser uma mudança geral, feita por juristas e especialistas no processo, mudando regras injustas na constituição e regras tributárias e regras políticas e judiciais. As regras de etiqueta políticas devem ser mudadas e a classe política eleita com mandato provisório, perde temporariamente o direito a qualquer sigilo, os salários serão calculados a partir do salário mínimo e para ter qualquer alteração será necessário um referendo popular. Os contratados de confiança como ministros e seus auxiliares diretos não podem ter nenhum incidente em sua folha corrida, nem processos em andamento, como Maluf ou Palocci.

Deverá existir um fórum parlamentar onde depois que o MP investigar algum político e apresentar as acusações, este deverá ser julgado dentro de 30 dias, com todos os direitos de defesa, mas sem nenhum processo dilatório para retardar o processo. E nos crimes políticos como roubos e desvios de verba publica as contas do acusado ficarão suspensas e se condenado tudo serás retirado com juros e multas. O julgamento de culpa será feito pelo júri popular em qualquer processo político, e o fórum será a capital do órgão político. Federal Brasília, estadual a capital do estado e a municipal deverá ser também na capital do estado para se evitar a possibilidade de um júri parcial.

A imunidade parlamentar será referente apenas à palavra ou atos parlamentares diretos.

E deverá ser implementado uma reforma tributária profunda e justa nos moldes do imposto único defendido pelo ex deputado e vice presidente da FGV, Professor Marcos Cintra (http://www.marcoscintra.org/novo/).

A única diferença da proposta inicial do Professor Cintra é que deverá ser imediata e total. O Dr. Marcos Cintra pensa que deva ser progressiva: primeiro a federal depois a estadual e depois a municipal.

Se for feita na atual conjuntura, poderia ser assim, mas não existe chance de passar, estes atuais políticos ficariam enrolando e não sairia nunca. Agora como parte de uma revolta popular, tem que ser total e imediata, com resultados apreciados dentro de 30 dias.

As tarifas, como as tarifas de embarque, multas, registro de automóveis, ficariam como estão, mas os fundos não passariam para o fundo do governo, ficando no órgão competente para usar-las.

O imposto único é um CPMF, com uma alíquota maior, 2 ou 3 % de todas as movimentações financeiras, ficando a carga tributária distribuída razoavelmente justa, quem movimenta mais paga mais, e não tem nenhum desconto supra motivado. A sonegação praticamente desaparece e a burocracia atrelada à arrecadação dos impostos também some do mapa. Não existiria mais imposto de renda, ISS, ICM, ICMS, IPM, IOF, notas fiscais, ETC.

Para se abrir uma empresa, o futuro dono, vai ao banco com o contrato social e abre uma conta empresarial. O Banco se encarrega de constatar o endereço, coisa que já é feita pelo banco, e de emitir um certificado para a empresa de funcionamento. O contrato social devidamente registrado na junta comercial será o único documento da empresa.

Do movimento financeiro da empresa, sairão os impostos devidos e o banco se encarregará de distribuir de acordo com o rateio legalmente decidido percentualmente. Tantos por cento para o Governo federal, tanto para os estados e tanto para os municípios. Esta distribuição será mais justa.

Os impostos controladores, de invasões predadoras, serão analisados e ficarão sujeito a julgamento pelo órgão competente como o CADE e se comprovadas as más intenções, poderá ser tributado extra para se comparar com mercadorias semelhantes.

Seria uma revolução tributária única no mundo e a mais justa do sistema capitalista. A economia do governo com a desburocratização e a deflação causada pela ausência dos impostos em cascata, promoveriam um enorme progresso no país que compensaria qualquer perda de receita proveniente do novo sistema.

E não devemos esquecer o conselho do Rui:

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”

(Rui Barbosa)

Vamos povo brasileiro, vamos sair deste ostracismo e vamos nos organizar, vamos contatar a OAB, os órgãos independentes, as associações cívicas. As forças armadas e os políticos sérios, vamos congregar 2 milhões de pessoas e colocar o Brasil de novo nos trilhos.

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