Blog do Roberto Leite

August 29, 2009

O Lula e Maquiavel!!!!

Filed under: Crime e vergonha, administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 8:52 pm

O Lula e Maquiavel!!!!não me abandone sarney

Outro dia, conversando com amigos sobre a estratégia do governo para a eleição de “Dilma Rousifu”, começou a surgir em nossas mentes, uma possibilidade ainda não veiculada em nenhuma mídia sobre a possibilidade do Lula entregar passivamente o poder, possivelmente para uma oposição, e com seus 84% de popularidade.

E o desgaste sofrido com a permanência do Sir Ney, que claramente foi uma iniciativa do executivo.

E este agora com este desgaste com as mentiras da Dilma.

Isto não condiz, com uma possibilidade de uma eleição majoritária a pouco mais de um ano.

Não faz sentido, a situação de se expor desta forma, e ter a pretensão de eleger sua candidata.

E está mais do que comprovado que a transferência de votos e popularidade é uma tarefa muito difícil e quase impossível de se concretizar.

Para acabar com este preâmbulo, resta apenas dizer que um possível candidato, o José Serra que ainda não se manifestou como tal, anda disparado na frente de qualquer simulação de intenção de votos e que a Dilma, que realmente progrediu um pouco, ainda não mostrou a que veio.

E então, como se equaliza esta questão?você não presta

E foi então que apareceu uma possibilidade que contempla todas estas situações, e coloca em perspectiva, todos estes desmandos e erros do executivo.

Vamos enumerar as possibilidades antes das conclusões.

1. O Lula não quer, e não pode deixar o poder, por razões óbvias:

a. Com uma popularidade de 84%, seria um desperdício, apenas colocar o rabo entre as pernas e ir-se embora.

b. Com tantas maracutaias e pendências abertas, com o súbito enriquecimento de sua família, seria um tremendo risco entregar o governo ao inimigo que poderia abrir inquéritos, e causar muita dor de cabeça.

c. O Lula não vai arriscar tentar um plebiscito ou referendo em favorecimento de um terceiro mandato, pois o risco de ser considerado um golpe é grande como aconteceu em Honduras.

2. Se não está disposto a entregar democraticamente o mandato, como vai conseguir eleger seu candidato, que no momento é candidata e não consegue decolar?

a. A Dilma não decola.

b. A transferência de popularidade é coisa incerta.o remédio

c. O desgaste no congresso é coisa inexplicável.

d. E o desgaste na receita, é inaceitável em começo de campanha.

3. E então qual seria o plano?

a. O Sarney, aliado inconseqüente, teria de ser mantido como presidente do congresso e terceiro na fila presidencial. (Por isto o risco do desgaste)

b. A Dilma será a candidata, e o Lula se afasta da presidência em março e compõe a chapa como vice da Dilma.

c. Deste modo, não existe problema de transferência de votos, pois o próprio Lula é o candidato.

d. Procurando superficialmente pelas possibilidades jurídicas desta possibilidade, (Não sou jurista), não encontro nenhuma razão constitucional ou legal que impeça o presidente de se afastar da presidência e se tronar vice em alguma chapa.

e. O atual vice está mais com um pé na cova do que fora, e no caso de não poder assumir, entra então a necessidade de manter o Sarney, pois o vice do Sarney é o Marconi Perilo que é da oposição, e como presidente assumido poderia causar dificuldades para este plano.

  1. f. A Dilma também não está lá estas coisas de saúde, e se o plano der certo, ela se afastaria deixando o Lula mais quatro anos e com caminho livre para as eleições de 2014, pois não seria considerado presidente, mas sim vice e poderia continuar no poder.

4. Foram estas as considerações a que chegamos para explicar estes atos aparentemente tresloucados da atual administração, mas que se olhados do ângulo certo podem mostrar um tremendo plano muito maquiavélico, que deixa aparente sem sombra de dúvidas as mãzinhas do senhor José Dirceu e do Marco Aurélio Garcia.

Que tal, temos agora começar a lutar para impedir a concretização deste plano que nada mais é do que um golpe disfarçado de democracia nos mesmos moldes de um referendo, mas com mais peculiaridades, aproveitando as brechas da legislação brasileira. o placar

August 7, 2009

O Brasil e a saúva II.

desordem

Este post foi escrito e publicado em junho de 2007, e continua muito atual. As coisas e os fatos sim mudaram, mas para pior. Os personagens ficaram desde então mais ousados, o cinismo aumentou, e as maracutaias estão a céu aberto.  Os políticos estão tratando povo como idiotas, o povo está tratando os políticos como se fossem de outro país.

As notícias, as entrevistas, são reais e estão acontecendo no Brasil.

Não é possível que os cidadãos que estão pagando por tudo isto estejam observando tudo como se estivesse acontecendo na China, no Iraque ou mesmo em Israel.

Quando um político diz em alto e bom tom que está se lixando para a opinião pública e sai rindo, é um sinal de que algo está muito errado.

Este tal de Paulo Duque, de 81 anos de idade, com cara de mascate, é o suplente do suplente, não recebeu nem um simples voto, e já anuncia antes de conhecer todos os fatos que irá arquivar todas as denúncias contra seu patrão o Zé Sir Ney.

Bem leiam o artigo abaixo com mais de dois anos de publicação, assim como os artigos no conteúdo que são de outros autores e julguem vocês mesmos se algo está diferente ou pior

etica e decouro

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:o senhor dos pasteis

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.sessão aberta

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal - disse ele - será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:ame-o ou...

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.mamando

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

Se não houver uma reforma política profunda, feita e comandada

pelos eleitores, a tendência é de um quadro pior no futuro

próximo, e de uma revolução violenta e sangrenta para tirar do

poder estes verdadeiros sanguesugas e carrapatos que não

querem largar o conforto de sugar o sangue dos brasileiros sem

serem importunados

cosa nostra

April 6, 2009

Cada macaco no seu galho

Cada macaco no seu galhomacaco-no-galho

O meu pai foi professor universitário, desde antes eu nascer.

Ele deu aulas na UFMG por mais de trinta anos, e neste período foi paraninfo da turma formanda várias vezes.

Ele não tinha muito dinheiro, nunca sobrou nada, mas nós tínhamos uma vida confortável.

Muitas turmas formandas convidam um professor para ser seu paraninfo para que ele contribuísse com dinheiro para festa de formatura, comprando assim o seu ego. Era para que as outras pessoas pensassem que ele professorfosse um professor querido.

O meu pai, sem ter dinheiro para fazer isto, era convidado quase todos os anos pela simples razão de que os alunos realmente gostavam dele. E também pelo seu discurso no dia da formatura, onde ele que escrevia muito bem, sempre fazia bons discursos.

Pela opinião geral, ele era um excelente professor.

Nunca reprovou nenhum aluno, e dizia para as pessoas e outros professores que reprovavam maus alunos:

“O ato de reprovar um aluno, dá ao professor uma nota má. O professor deve ensinar e não reprovar.”

Eu lembro perfeitamente bem quando durante férias de meio do ano, apareciam lá em casa pessoas estranhas, e eu quando perguntava quem eram minha mãe dizia que eram os maus alunos de meu pai que iriam passar as férias estudando lá em casa para poderem passar de ano.

Meu pai era um excelente educador, e seus alunos normalmente se tornavam bons profissionais.

Durante sua carreira, como não poderia deixar de ser, o professor popular se tornou o diretor da escola.

E não deu certo. O meu pai era um mau político, não tinha muito jogo de cintura, e a diretoria para ele foi um mau negócio.

As pressões foram tantas, que ele conseguiu um enfarto, teve que se retirar, e pouco tempo depois se aposentou do magistério.

E porque estou contando estas coisas de meu pai?

Foi porque lendo as colunas de noticiários e os blogs como faço todos os dias, encontrei primeiro no Claudio Humberto http://www.claudiohumberto.com.br/ e depois no blog da Adriana Vandoni, http://www.prosaepolitica.com.br/ ,

duas referencias ao senador Cristovam Buarquecristovamque lembram o meu pai.

Eu tenho seguido a carreira deste senador desde a reitoria da UNB. Ele não soube administrar e não foi um bom reitor.

Depois como governador, também faltou tino administrativo e não foi um bom governador.

Realmente não sei se ele foi um bom professor, porque não pude acompanhar sua carreira docente. Pode ser que tenha sido um bom mestre.

Como ministro da educação, ele também foi mal por falta de jogo de cintura, e por ser pobre no jogo político.

Mas como legislador e senador representante do povo, tiro o meu chapéu para ele.

Vou postar agora os dois artigos que me chamaram a atenção e volto depois para comentar:gozacao-do-obama

Projeto de Cristovam propõe plebiscito para fechar o Congresso Nacional

Orlando Brito

Cristovam não explicou o que substituiria a democracia

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu, em entrevista à rádio 106.9, de Pernambuco, a apresentação de uma proposta para a realização de um plebiscito no qual a população brasileira deveria opinar sobre o fechamento ou não do Congresso Nacional. A idéia do senador surgiu após a enorme quantidade de denúncias e escândalos que tomam conta do noticiário. Segundo Cristovam ele defende manter o Legislativo aberto, mas “pode ser que o povo pense o contrário”. O senador concedeu a entrevista ao programa Frente a Frente do jornalista Magno Martins.

Para ver se deixam melhoraro-bigode1

(Giulio Sanmartini) Sou do tempo que o ensino público ombreava com o particular. O Colégio Pedro Segundo, um dos melhores do país era público. A coisa foi piorando gradativamente até chegar aos níveis atuais, em que pais que querem uma boa formação para seus filhos tem que matriculá-los em escolas particulares. Para que haja uma melhora o educador e senador Cristóvam Buarque encontrou uma solução engenhosa. Será votado, de sua autoria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que obriga vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República a matricular seus filhos em escolas públicas.

inauguracaoPelo projeto, os filhos dos políticos estarão obrigados a cursar o ensino básico na rede pública. O projeto estabelece ainda que a medida deva ser implementada até 1º de janeiro de 2014. O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mostrou-se crítico ao afirmar que a matéria é inconstitucional uma vez que “não se pode obrigar ninguém, seja pedreiro ou presidente da República, a colocar o filho em escola pública ou privada”. Em sua opinião, a matéria “é demagógica e eleitoreira” e serve apenas para gerar polêmica. Demóstenes Torres considera ainda que, uma vez rejeitado, “o projeto só servirá para jogar ainda mais a população contra o Senado”. vossa-casa

Voltei,

Como tenho escrito neste blog, como está na página de entrada, há muito tempo que estou criticando o congresso, com a falta de representatividade, com as decisões em causa própria, ignorando vários projetos de legisladores bem intencionados como o imposto único que já foi aprovado nas comissões de economia e outras mas nunca foi a votação. Com a decisão de abolir as cobranças mínimas e obrigatórias das empresas de telecomunicação, está parado há mais de ano. Este congresso tem que ser mudado e as regras para ser um representante do povo têm que ser mais rígidas. farsa-do-inacio

Se não bastasse isto, crápulas como o Sarnei, Barbalho, Gedel, Cunha Lima, e o maior de todos, Renan Calheiros estão em lugar errado. Deveriam estar presos e estão dentro do congresso, apodrecendo ainda mais o saco de batatas.

Dos 513 deputados da “Câmara de Representantes” apenas 32 agora que morreu o Clodoviu tiveram o voto popular. Os demais é o resultado de legenda ou suplência. Isto não tem legitimidade como representação.

Se conseguíssemos organizar um abaixo assinado de uns 10 milhões de pessoas, e com uns trezentos mil, invadir a explanada, tomar todo o congresso e mudar drasticamente as leis e procedimentos dos legisladores, acabando com as mordomias, seria muito bom, e não seria um golpe, mas uma benção para a democracia. O que existe hoje não tem nem vislumbre de democracia.sem-vergonha

Na segunda reportagem, acho uma grande idéia e não somente os filhos dos políticos deveriam freqüentar as escolas básicas, mas seus descendentes diretos como netos e sobrinhos. Ainda vou mais longe senador Cristovam, os políticos deveriam obrigatoriamente freqüentar a rede pública de saúde, onde as pessoas estão morrendo na fila e o Lula diz que a saúde está como no primeiro mundo.

Agora a opinião cretina do Senador demostenes_torresDemóstenes Torres, indica claramente que ele está mancomunado em deixar as escolas públicas como estão sendo premiado com os votos da ignorância popular.

Senador Demóstenes, se fosse de minha vontade, homem público perderia temporariamente, enquanto fosse pago com o dinheiro do contribuinte qualquer tipo de sigilo e ou privilégio como este ridículo “Fórum Privilegiado”. Deveria sim é estar sujeito a um “fórum parlamentar” onde deveria ser julgado pela justiça comum, mas com mais rapidez para se evitar como no caso do Jader Barbalho onde foi responsável pelo desaparecimento de 6 bilhões da SUDAM, que caducou e foi arquivado.

E Senador Demóstenes, onde é que o senhor anda se escondendo? Sua Infeliz frase, “Jogar ainda mais a população contra o senado” não tem um pingo de amparo na realidade.vergonha

A população não tem nenhuma afinidade com o congresso.

Como pode a população tão sofrida ver um crápula como estecasa-do-sarney Renan Calheiros agindo como dono do senado e ter alguma simpatia com esta casa?

Se houvesse realmente um senador que entrasse com um pedido de cassação contra o mandato dele, ou com uma ação cível para que ele mostrasse a origem da fortuna dele, aí sim a população poderia começar a ter simpatia com esta casa de corruptos.

Demagogia é a sua querendo se enrolar na constituição como se não fosse possível se votar uma PEC e obrigar os políticos a serem os primeiros usuários dos benefícios públicos.

Quando o interesse é do congresso, vota-se uma PEC sem nenhum problema, mas quando é da nação, então é inconstitucional.

Muito mais inconstitucional é a presença do senhor Renan.vitimas


March 13, 2009

Problema de Educação

Filed under: Crime e vergonha, educação, exemplos, governo, Ética — rlaf44 @ 9:38 pm

Problema de Educação


Ou falta dela?


Outro dia, assisti a um programa de televisão sobre o desagradável hábito do macho brasileiro de urinar em qualquer lugar, bastando para isto ter vontade.

No programa a repórter entrevistou várias pessoas depois de um show, mulheres principalmente, que disseram como é desagradável ir a algum show em lugar público e passarem o tempo todo desviando de urina que escorre pelo chão, desviando a vista de homens urinando em qualquer lugar. Uma coisa bem desagradável.urinando-nas-ruas2

Este hábito deve ser coibido em casa, com exemplos e ensinado nas escolas, para que visitantes e turistas possam se sentir mais à vontade quando em turismo pelo nosso Brasil.

Um dos exemplos a ser seguido deve vir das autoridades, dos mandatários, e muito principalmente de um presidente que dizem ter uma aprovação de 90% dos eleitores.

Se este popular presidente der um bom exemplo, muita gente será compelida a seguir, e se pelo contrário der um mau exemplo, também poderá ser um incentivo a ser seguido.

E o nosso apedeuta, como não tem nenhuma educação formal, não se esmerou em aprender comportamentos civilizados, os exemplos que emanam dele são os piores possíveis como este terrível ato de urinar em público.

lulax-mijando-no-jardins-da-granja-do-torto1

November 13, 2008

-Mais obras, mais mentiras?

Filed under: CRISE ECONÔMICA, Crime e vergonha, Justiça, economia, governo, política, Ética — rlaf44 @ 9:16 pm

-Mais obras, mais mentiras?

Estão se aproximando dos seis anos de governo do PT. Eu digo governo, porque foi para isto é que ele foi eleito com o voto de 60 milhões de brasileiros. aranha-do-planalto

Para governar.

O que seria governar?passeando-mais

Seria em primeiro lugar, dar continuidade aos programas de governo que ele herdou do governo anterior, e que estariam dando certo e beneficiando os cidadãos do país. Em segundo lugar seria cumprir as promessas de campanha, em que ele frisou e repetiu inúmeras vezes seriam sua prioridade com o a redução da carga tributária segundo ele a mais nociva e perniciosa já imposta ao povo brasileiro. Segundo ele também a primeira coisa que faria quando começasse a governar seria mandar ao congresso uma reforma tributária para reduzir esta perniciosa carga aos brasileiros.

Depois, outras inúmeras vezes na campanha, ele frisou de forma contundente que a reforma da previdência era coisa de vontade política, e que a previdência seria em seu governo uma instituição limpa e eficiente, pois para isto somente seria necessário a vontade política e que dinheiro sobrava na previdência e que era mantida na penúria por motivos espúrios.

Houve outras coisas que prometeu, como reforma política, ETC, mas estas duas foram incansavelmente repetidas.cuidando-dos-bandidos

Em terceiro, o mandatário em um regime presidencialista sério, deveria tentar diminuir os gastos federais para que sobrasse dinheiro para as obras de infra-estrutura do país, obras estas que permitiriam ao país uma curva ascendente de progresso continuado, mesmo depois de sua administração terminada.

E quarto, em uma administração séria deveria haver transparência nos gastos do governo, deveria ser evitado o favoritismo e o nepotismo, e qualquer suspeita deveria ser imediatamente investigada e se o suspeito estivesse ocupando um cargo político de confiança deveria ser temporariamente e imediatamente afastado para que as acusações fossem propriamente apuradas.

E o que foi que o Lula fez?

Nada, e nada.fome-zero-de-fato

O Lula herdou de seu antecessor uma estabilidade monetária nunca vista na história do Brasil. Havia sim uma pequena onda inflacionária, devido às incertezas dos investidores em suas ações futuras sobre a economia. Estas incertezas eram justificadas pelos pensamentos retrógrados de uma facção petista, que insistia em reestatizar tudo o que fora privatizado, recontratar todos demitidos por justa causa com as privatizações e outras coisas como moratória da dívida, fim do superávit primário, etc.

Quando o Lula contratou um técnico do governo anterior para gerir as finanças do país, e manter o sistema financeiro herdado, os medos se amainaram e a tendência inflacionária acabou.

Demagogicamente como de praxe, ele apregoa sabendo ser mentira, que ele herdou uma economia em estado calamitoso e que foi o seu governo que colocou ordem na casa.

Durante o governo anterior, a economia se manteve todo o tempo em cheque devido a crises internacionais e nacionais. A crise da Ásia em 1997, a da Rússia com moratória em 1998, em 2001 houve uma crise nacional do Apagão, que foi causada por motivos técnicos e climáticos e a crise do nosso maior parceiro no continente que foi a crise da Argentina em 2001/02.contornando

Durante o atual seis anos de governo, o crescimento global foi o maior da história moderna, e não houve nenhuma crise econômica que pusesse em cheque o sistema econômico até o momento. A atual crise que tem proporções muito superiores às crises do governo anterior vai colocar e governo Lula em sua primeira prova real de controle econômico.

O gráfico abaixo ilustra um pouco até 2005, a tendência de crescimento do PIB mundial e que continuou até a presente crise econômica. Este crescimento contínuo levou junto o Brasil do Lula.

Durante estes anos de bonança, o governo deveria ter aproveitado e investido pesado em infra-estrutura para poder nos momentos de crise, ter um pouco de paz sobre as necessidades imediatas.

O governo Lula não fez nada disto, apenas acumulou uma reserva econômica, que apesar do bom tamanho, não dará para sustentar o Brasil em uma crise que promete ser demorada para se acalmar. Sem nenhuma infra-estrutura melhorada, o Brasil não vai se desenvolver, e a reserva acumulada não poderá aprimorar a infra-estrutura agora que toda a economia global vai diminuir ou se acomodar.

E a reserva acumulada é do tamanho da dívida externa. O serviço da dívida do Brasil atual consome a metade da arrecadação anual.

E a maior prova da falta de trabalho deste governo, é a ausência total de qualquer obra de infra-estrutura de qualquer porte, que foi iniciada e terminada neste governo. A única exceção foi a inauguração sem realmente ter terminado, da plataforma P51 da Petrobrás com três anos de atraso. O governo vem incessantemente inaugurando canteiros de obras, início de obras, sem ter terminada nada. Inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado como a duplicação da rodovia entre Brasília e Goiânia, e outras pequenas obras. Em energia, comprou várias pequenas e emergenciais usinas termo-elétricas, Perdeu as refinarias da Petrobrás na Bolívia, investiu dinheiro do BNDES (o que é constitucionalmente proibido) no Peru, na Venezuela e em outros países. Não criou ou terminou nem uma hidroelétrica de porte projetada para a rede de estabilidade energética nacional.

Os programas sociais, de ajuda, foram modificados com cunho eleitoral e se transformaram em programas assistencialista perenes e sem data para terminarem. O programa Luz para Todos, foi parcialmente implementado com ajuda de alta corrupção pelas empreiteiras. O programa fome Zero, foi inaugurado em uma cidade pobre da Paraíba, que em recente análise estava pior do que antes do programa. E por aí vai o trabalho de seis anos de total letargia e inutilidade.honestidade

E a política de ética, transparência, e de responsabilidade fiscal apregoada constantemente nas campanhas políticas, foi para o espaço. O filho mais velho do atual casamento, o Flávio Luis, se mostrou um gênio da informática e se tronou o mais novo milionário do Brasil. O Compadre Roberto que lhe emprestou uma casa para morar a fundo perdido, ganhou vários favores do governo como a venda da Varig para a Gol, com misterioso perdão das dívidas fiscais. A comissão e os honorários admitidos foram a princípio 300 mil, depois de outras provas descobertas cresceram para 1,5 milhões, depois de outras provas foram apresentadas continuaram a crescer para 2,7 milhões e até hoje não se confirmou qual foi a repartida final de dinheiro dessa transação.

Então ética e transparência foram esquecidas depois da eleição e neste tocar da carruagem, a soma dos feitos em seis anos de governo foi muito pequena em verdade. Quase nada foi realmente executado pelo executivo.

Gráfico de crescimento do PIB mundial até 2005

grafico

Este artigo recente de Veja on Line, mostra mais uma das faces deste desgoverno do PT.

Veja on line

União

Imposto sobe 7 vezes mais que salário

12 de novembro de 2008

Os impostos líquidos sobre produção e importação subiram 7,7% entre os anos de 2000 e 2006, enquanto que a renda do trabalhador teve uma expansão de apenas 1% no mesmo período, revelam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os números fazem parte do estudo Distribuição Funcional de Renda no Brasil: Situação Recente, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e no Sistema Nacional de Contas, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento aponta ainda que, no período avaliado, o governo gastou no pagamento de juros da dívida pública mais de oito vezes o que destinou ao setor da educação. Ao total, os juros consumiram 1,268 trilhão de reais dos cofres públicos, ao tempo que somente 149,9 bilhões de reais foram reservados à educação, de acordo com o Ipea. No setor da saúde, o montante também foi bem menor do que o usado para o pagamento de juros: 310,9 bilhões de reais, ou quatro vezes menos.

Segundo o IPEA, os gastos da União com saúde, educação e investimento entre 2000 e 2007, somados, equivalem a 43,8% das despesas com juros no período. E na avaliação do próprio órgão, o gasto com juros é “considerado improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, termina fundamentalmente favorecendo a maior apropriação da renda nacional pelos detentores de renda da propriedade”.

Quanto aos rendimentos dos brasileiros, o estudo do IPEA concluiu que os trabalhadores mistos (que têm meios próprios de geração de renda) foram os mais prejudicados entre os anos de 2000 e 2006. De acordo com a pesquisa, eles viram sua remuneração diminuir em 21,1% no período. Já a renda dos proprietários (obtida na forma de lucros, juros, aluguéis e renda da terra), cresceu 2,4%, mais do que o dobro dos salários dos trabalhadores (1%). No total, a renda nacional evoluiu 19,3% no período, segundo o instituto.

October 17, 2008

A força da lei

Filed under: ARTIGOS, Crime e vergonha, governo, política, Ética — rlaf44 @ 1:27 pm

A força da lei

Eu não entendo porque em uma campanha política, acirrada coma a de São Paulo, não aparecem todos os fatos ligados à infração da lei de responsabilidade fiscal pela candidata Martha Favre, quando prefeita da capital paulista.

O desdém à lei foi muito fragrante e propiciou a emissão de uma medida provisória Nº 237 pelo executivo para se evitar e descartar a possibilidade de uma condenação de Marta.

Existe uma sentença de 2005 pelo supremo que arquiva o processo contra Martha, mas também admite que houve transgressões da lei pela então prefeita.

Bem aqui se pode notar que a medida provisória, com força de lei, Praticamente obrigou ao Ministro do Supremo Eros Grau, relator do processo contra Martha, a arquivar o processo.

Se fosse considerado processo antes da medida provisória, Martha correria sim o serio risco de ir para a cadeia.

O blog do marido dela, apenas fala que ela foi absolvida de qualquer crime pelo supremo.

Isto não é verdade, e pode-se notar isto na sentença. Ela foi absolvida do crime constante do processo porque depois de feito o processo pelo MP, apareceu a modificação na lei, com a medida provisória, que levou o relator do supremo a arquivar o processo.

Mas mesmo assim consta da sentença que existiam outros crimes na administração de Martha, mas que não constavam deste processo.

As despesas assumidas por Martha pouco antes de sair do governo, foram amenizadas pelo conteúdo da medida provisória.

Parte final da sentença:

. Em suma, embora se tenham verificado algumas irregularidades de cunho formal, a Corte de Contas constatou a necessidade da execução das despesas realizadas e dos procedimentos adotados para a contínua atuação da Administração em satisfação ao interesse público.

9. Nos termos do art. 359-C, do Código Penal, dispositivo que tutela a observância da LRF, constitui crime:

´Art. 359-C. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do último ano de mandato ou legislatura, cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou, caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte, que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa.

Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.´

10. No caso em tela, as irregularidades apontadas no julgamento das contas do exercício de 2004 não foram suficientes para configurar o descumprimento do art. 42 da LRF, o que afasta o crime previsto no art.359-C acima transcrito. Inclusive, a Assessoria Jurídica de Controle Externo asseverou estar caracterizada conduta ativa do Executivo para o atendimento da LRF (fls. 70, do apenso 01).

Determino o arquivamento do feito.

Junte-se a petição protocolada sob o n. STF-182.694/2007.

Publique-se.

Brasília, 11 de fevereiro de 2008.

Ministro Eros Grau

- Relator -

Medida Provisória nº 237, de 27 de janeiro de 2005

DOU de 28.1.2005, Edição Extra

Autoriza a União a prestar auxílio financeiro aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, com o objetivo de fomentar as exportações do País, e dá outras providências.

Alterada pela Medida Provisória no 240, de 1 de março de 2005.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1o Fica a União autorizada a entregar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, no exercício de 2005, o montante de R$ 900.000.000,00 (novecentos milhões de reais), com o objetivo de fomentar as exportações do País, de acordo com os critérios, prazos e condições previstos nesta Medida Provisória.

Art. 2o A parcela pertencente a cada Estado, incluídas as parcelas de seus Municípios, e ao Distrito Federal será proporcional aos coeficientes individuais de participação discriminados no Anexo desta Medida Provisória.

Parágrafo único. O montante citado no art. 1o será entregue aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na razão de um doze avos no último dia útil de cada mês, observado o disposto no art. 6o.

Art. 3o Do montante dos recursos que cabe a cada Estado, a União entregará diretamente ao próprio Estado setenta e cinco por cento, e aos seus Municípios, vinte e cinco por cento.

Parágrafo único. O rateio das parcelas dos Municípios obedecerá aos coeficientes individuais de participação na distribuição da parcela do ICMS de seus respectivos Estados, a serem aplicados no exercício de 2005.

Art. 4o Para a entrega dos recursos à unidade federada, a ser realizada por uma das formas previstas no art. 5o, serão obrigatoriamente considerados, pela ordem e até o montante total da entrega apurado no respectivo período, os valores das seguintes dívidas:

I - contraídas junto ao Tesouro Nacional pela unidade federada, vencidas e não pagas, computadas primeiro as da administração direta e depois as da administração indireta;

II - contraídas pela unidade federada com garantia da União, inclusive dívida externa, vencidas e não pagas, computadas inicialmente as da administração direta e posteriormente as da administração indireta; e

III - contraídas pela unidade federada junto aos demais entes da administração federal, direta e indireta, vencidas e não pagas, computadas inicialmente as da administração direta e posteriormente as da administração indireta.

Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso III deste artigo, ato do Poder Executivo Federal poderá autorizar:

I - a inclusão, como mais uma opção para efeito da entrega dos recursos, e na ordem que determinar, do valor correspondente a título da respectiva unidade federada na carteira da União, inclusive entes de sua administração indireta, primeiro relativamente aos valores vencidos e não pagos e, depois, aos vincendos no mês seguinte àquele em que serão entregues os recursos; e

II - a suspensão temporária da dedução de dívida compreendida pelo inciso III do caput, quando não estiverem disponíveis, no prazo devido, as necessárias informações.

Art. 5o Os recursos a serem entregues mensalmente à unidade federada, equivalentes ao montante das dívidas apurado na forma do art. 4o, serão satisfeitos pela União pelas seguintes formas:

I - entrega de obrigações do Tesouro Nacional, de série especial, inalienáveis, com vencimento não inferior a dez anos, remunerados por taxa igual ao custo médio das dívidas da respectiva unidade federada junto ao Tesouro Nacional, com poder liberatório para pagamento das referidas dívidas; ou

II - correspondente compensação.

Parágrafo único. Os recursos a serem entregues mensalmente à unidade federada equivalentes à diferença positiva entre o valor total que lhe cabe e o valor da dívida apurada nos termos do art. 4o, e liquidada na forma do inciso II deste artigo, serão satisfeitos por meio de crédito, em moeda corrente, à conta bancária do beneficiário.

Art. 6o Para efeito de aplicação desta Medida Provisória, o Ministério da Fazenda definirá, em até sessenta dias a contar de sua publicação, as regras da prestação de informação pelos Estados e pelo Distrito Federal sobre a efetiva manutenção e aproveitamento de créditos pelos exportadores a que se refere o art. 155, § 2o, inciso X, alínea “a”, da Constituição.

Parágrafo único. O ente federado que não enviar as informações referidas no caput ficará sujeito à suspensão do recebimento do auxílio de que trata esta Medida Provisória.

Art. 7o A regularização do envio das informações de que trata o art. 6o permitirá o recebimento dos recursos no mês imediatamente posterior, observado o disposto no parágrafo único do art. 2o.

Art. 8o (Revogado pela Medida Provisória no 240, de 1 de março de 2005).

Art. 9o O art. 8o da Medida Provisória no 2.185-35, de 24 de agosto de 2001, fica acrescido de § 2o, passando o seu parágrafo único a vigorar como § 1o, com a seguinte redação:

“§ 1o Excluem-se das vedações a que se refere o inciso II:

I - a contratação de operações de crédito instituídas por programas federais, destinadas à modernização e ao aparelhamento da máquina administrativa dos Municípios;

II - os empréstimos ou financiamentos junto a organismos financeiros multilaterais e a instituições de fomento e cooperação ligadas a governos estrangeiros, que tenham avaliação positiva da agência financiadora, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e à Caixa Econômica Federal, desde que contratados dentro do prazo de seis anos contados de 30 de junho de 1999 e destinados exclusivamente à complementação de programas em andamento; e

III - as operações de crédito destinadas à implantação de projeto de melhoria em sistemas de iluminação pública, no âmbito do Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente - Reluz.

§ 2o Os efeitos da exclusão a que se refere o inciso III do § 1o retroagem a 29 de junho de 2000.” (NR)

Art. 10. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de janeiro de 2005; 184o da Independência e 117o da República.

Agora leiam este artigo que encontrei no blog do Noblat, de autoria da Lúcia Hippolito:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=marta_suplicy_a_irresponsabilidade_fiscal&cod_Post=30593&a=111

Marta Suplicy e a irresponsabilidade fiscal

Comentário da cientista política Lucia Hippolito na CBN:

” Antes tarde do que muito tarde. Finalmente, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um pedido ao Ministério Público de São Paulo para que abra inquérito contra a ex-prefeita Marta Suplicy por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O assunto ainda tem que ir ao plenário, mas é sintomático que a ex-prefeita só tenha obtido o apoio dos quatro senadores petistas que são membros da CAE. O restante votou contra ela.

A ex-prefeita pode ser condenada até a dois anos de prisão e, principalmente, poderá ter que dar adeus ao sonho de ser candidata do PT ao governo de São Paulo.

No início do ano passado, Marta contratou uma operação de crédito para ampliar um programa em andamento na Prefeitura de São Paulo, mas sem autorização prévia da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, como manda a lei. A CAE é responsável pela análise e aprovação dos pedidos de créditos feitos pelas Prefeituras.

O Ministério da Fazenda fez tudo para ajudar a ex-prefeita, chegando inclusive a editar a Medida Provisória nº 237, para tentar ajeitar a irregularidade.

Mas a Câmara de Vereadores de São Paulo e a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado não concordaram.

É verdade que a atitude de Marta Suplicy não contribuiu para melhorar as coisas. Convidada várias vezes a comparecer à CAE para se explicar, Marta preferiu desconsiderar o chamado dos senadores e enviar uma correspondência, que foi considerada insuficiente.

O relatório aprovado na CAE pede ao Ministério Público que processe a ex-prefeita por improbidade administrativa, crime de responsabilidade e descumprimento do Código Penal.

Em sua defesa, Marta Suplicy argumentou que as Prefeituras do Rio de Janeiro, Salvador, Campinas, Araçatuba e Valinhos fizeram a mesma coisa.

Com todo o respeito por essas valorosas cidades, alguém acha mesmo que se Marta Suplicy não estivesse correndo o risco de ir para a cadeia, o governo Lula ia se lembrar de fazer uma Medida Provisória para salvar o prefeito de Araçatuba e de Valinhos?!”

September 18, 2008

Peripécias da família real

Peripécias da família real

Na quarta feira dia 18 de setembro de 2008, o Diário Catarinense publicou uma reportagem sobre o novo escândalo rondando o bom(?) nome do Presidente Lula.

Apesar de um pouco mais afastado da família real, mas ainda fazendo muito parte dela, o genro do presidente, Marcelo Sato casado com a filha do Lula que foi renegada primeiro e depois admitida, Lurian Cordeiro, já teve em foco nos noticiários de suspeitas anteriores.

Obviamente nada foi comprovado porque nada foi apurado.

As primeiras denuncias pairaram sobre a Lurian que junto com a senadora Ideli Salvati (PT SC) formaram uma ONG denominada “Rede 13”. Esta ONG tinha como função principal a divulgação do programa chefe do primeiro governo(?) Lula, o “Fome Zero”.

Pelo que se tem notícia, o governo repassou uma verba inicial de 7,2 milhões para esta ONG, e a iniciativa privada contribuiu com mais uns 20 milhões. Nada desta verba foi devidamente contabilizada. O programa “Fome Zero” morreu de fome. Em meio do escândalo dos aloprados ou pouco antes, o churrasqueiro e quebra galhos do presidente o Chuveiro, digo Lorenzetti foi despachado em uma missão especial de enterrar a ONG “Rede 13” de forma definitiva e sem deixar rastros.

Dizem, obviamente sem comprovação definitiva, que o dinheiro desta ONG foi depositado em uma conta em Miami e ainda está por lá. Dizem também que parte deste dinheiro foi usada no escândalo dos aloprados. Este dinheiro dos aloprados se encontra ainda sem dono comprovado, e retido na Polícia Federal. (1,7 milhões de reais) Até que é pouco na monstruosa conjuntura de falcatruas que se empilharam durante esta governo(?).

A segunda notícia que eu fiquei sabendo, sobre a família da Lurian Cordeiro, foram os gastos com os cartões corporativos dos seguranças designados para sua proteção, onde incluíram materiais de construção e de academias etc.

A terceira notícia do envolvimento desta parte da família Lula, foi o arquivamento do suspeitíssimo caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, onde sete das principais testemunhas pereceram em circunstâncias estranhas e extraordinárias. Este caso foi arquivado como um crime comum pela delegada Elisabete Sato. Ela é tia do marido da Lurian, o Marcelo Sato. Se tiverem curiosidade e tempo para lerem um pouco mais sobre o caso desta ação da delegada, podem ler aqui: http://www.reporterdiario.com.br/blogs/capitalsocial/?p=29

A matéria sobre o novo envolvimento da família Lula, em um novo escândalo pode ser lida parcialmente aqui, ou no site do “Diário Catarinense”:

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104126&blog=24&coldir=1&topo=4023.dw

Tramita em sigilo nos porões da Polícia Federal de Itajaí um inquérito que pode complicar um deputado federal do PT e nada menos que um parente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flagrados em grampos da Operação Influenza, o deputado Décio Lima (PT-SC) e Marcelo Sato, genro do presidente Lula, foram levados a dar explicações à imprensa nesta segunda-feira sobre conversas mantidas com o empresário Francisco Ramos, proprietário da Agrenco do Brasil S.A e um dos 24 presos por fraudes no Porto de Itajaí em 20 de junho. Sobre Ramos recaem suspeitas de patrocinar vantagens — computadores, hospedagens em hotéis e jatos fretados — em troca da interferência da dupla junto a órgãos federais. A ação seria comprovada por trechos como o que Ramos justifica a aquisição de dois note books: “Um pro Décio (Lima) e um pro (Marcelo) Sato”. Questionado sobre a frase, o próprio empresário esclarece.

- O cara (não especifica se está falando de Sato ou de Lima) me põe na frente do presidente, do ministro… Ele vem com essa indireta. Sou obrigado a comprar.

As explicações do deputado Décio Lima você confere aqui.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104238&blog=24&coldir=1&topo=3951.dwt

Além de agrados tecnológicos, Lima ainda teria voado em jatos fretados por Ramos, como comprovariam fotos registradas por agentes federais no momento em que o parlamentar embarcava na aeronave.

Além disso, o inquérito reproduz uma troca de e-mails entre as secretárias da Agrenco e do gabinete de Lima informando horários de vôos e locais de embarque e desembarque do deputado, em avião fretado, de Navegantes a Brasília. A Agrenco diz como serão os detalhes vôo, com a observação: “Avião fica esperando sr. Décio Lima terminar compromisso”.

Já com o genro de Lula, a conversa é a hospedagem em um hotel. Em 17 de abril de 2008, às 11h18min, Sato pergunta em gravação telefônica a Ramos se pode deixar “um hotel reservado para nós”. Documento da PF aponta que foram reservadas duas vagas em um hotel para o genro de Lula, mas não especifica em que cidade é a hospedagem.

A investigação da PF sustenta que o marido de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, e o parlamentar petista teriam facilitado o acesso do empresário a órgãos do governo federal entre 10 de dezembro de 2007 e 6 de janeiro deste ano. Além de Lima, o relatório cita Jefferson Reichel, assessor do deputado. Parte das interceptações revela que Ramos, ao fazer contato com Lima, Sato e Reichel, tinha interesse de agilizar processos que envolviam a Agrenco no governo federal. Ramos era o principal acionista da empresa, que almejava produzir biodiesel em Caarapó (MS). Para tanto, segundo o relatório da PF, Ramos contou com a ajuda do trio em contatos com o Ibama, Agência Nacional do Petróleo e Receita Federal.

De acordo com o relatório da polícia, Lima recebeu pedido da Agrenco para que a resolução 41 de 2004 da ANP fosse adaptada a fim de autorizar a produção de biodiesel pela empresa. Depois do contato, a Agrenco teria conseguido a licença para operação da indústria. A PF cita ainda o fato de que a Agrenco doou R$ 170 mil para a campanha do petista nas eleições de 2006. A exportadora de grãos é suspeita de, entre outras irregularidades, simular negócios com produtores de soja, comprando carregamentos que não existiam.

Contrariado pelo vazamento das informações, o delegado da PF em Itajaí, Roberto Mário da Cunha Cordeiro, abriu inquérito para apurar o responsável pela divulgação de trechos com mais de 100 telefonemas e e-mails interceptados com autorização da Justiça. Cordeiro se recusa a dar detalhes da investigação que vai até 4 de outubro.

— A única coisa que posso dizer é que os dois (Sato e Lima) não são suspeitos e não estão sob investigação — resguarda-se Cordeiro.

Construída na Procuradoria Especializada no Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina, a investigação que embasou a Operação Influenza, de fato, não investiga Lima. Por ter foro privilegiado, o parlamentar só poderia ser inquirido após autorização do Supremo Tribunal Federal. Leia trechos da conversas registradas no inquérito da PF e a defesa de Sato aqui.

http://www.clicrbs.com.br/pdf/5084656.pdf

Mais detalhes sobre o caso nas próximas horas.

È muito evidente de que a nova Polícia Federal, que começou ser renovada no governo FHC, está fazendo o seu trabalho investigativo, prendendo muitos suspeitos nesta administração Lula. É também evidente que parte destas prisões se deve ao fato de que nunca se transigiu tanto e de tantas formas como nesta administração Lula. E continua evidente também que a Família Real (Lula), e sua corte mais chegada, protagoniza total ou parcialmente grande parte destes inquéritos que convenientemente nunca passam de sua primeira fase.

Mas o Titanic está fazendo água e com tantos vazamentos, pode até ser considerado insubmergível, mas vai afundar, pelo bem da democracia e pelo bem do Brasil.

Encontrei esta reportagem abaixo no Blog do Reinaldo de Azevedo.

Ela cobre parte do mistério da cobertura de teflon que se instalou sobre a figura Lula.

LULA E O FATOR PAULO LACERDA

Prestem bastante atenção ao que vai a seguir. A prisão de Romero Menezes, o nº 2 da Polícia Federal — não entro, agora, no mérito sobre culpa ou inocência — foi praticamente imposta a Luiz Fernando Corrêa, o atual diretor-geral. É na polícia, e não em outro lugar qualquer, que se atribui ao grupo de Paulo Lacerda, o diretor afastado da Abin (consta que definitivamente), a seqüência de eventos que resultou em tal desfecho. Menezes é aliado de Corrêa, que nunca chegou a ter o comando efetivo da corporação. A prisão de seu imediato o fragiliza ainda mais.

Lacerda já deixou claro que não pretende sair pela porta dos fundos — da Abin ou do governo. E ele tem, se querem saber, algumas medalhas no peito, com muitos serviços prestados ao petismo e, por que não dizer?, ao próprio Lula. Vamos lá:

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão do mensalão? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na investigação do dossiê dos aloprados? Zero! Nenhum!

Quem era o diretor da Polícia Federal nesses três casos? Lacerda. Em compensação, ele tornou operativa a Polícia Federal de propaganda, aquela apta a cassar e caçar alguns ricos, o que permitiu a Lula anunciar o fim da impunidade dos poderosos. Como todos formos informados, Lula nunca soube de nada, não é mesmo? E Lacerda conferiu verossimilhança policial a essa versão.

A tendência, podem apostar, é a acomodação. O rearranjo terá de ser grande, profundo e subir alguns degraus na hierarquia. Qualquer que seja a direção da PF, uma coisa é certa: Tarso Genro não terá o comando dela. E, pois, Lula sentirá, cedo ou tarde, a necessidade de demiti-lo — ao menos da Justiça — se quiser que o órgão deixe de ser fonte de instabilidade. Mais: Lacerda quer o seu quinhão, nem que seja para exibir aos colegas.

O que isso quer dizer? Se não pode ter seu cargo de volta na PF ou na Abin, quer aliados seus em postos de chefia. Está com a vaidade ferida. E é um homem que sabe demais para permanecer como um canhão solto no convés. E acho que Lula acabará cedendo.

Vivemos o ponto extremo da balcanização dos órgãos de segurança do estado. E o motivo é um só. Nas democracias, polícias e órgãos de Inteligência exercem funções técnicas. Só as tiranias tornam a polícia um braço da política. O petismo resolveu inovar, tendo uma polícia politizada num regime democrático. O resultado é o que se vê.

Lula vai ter de ouvir a pauta de reivindicações de Lacerda. E sabe que vai. Mais do que isso: sabe por quê. E, suspeito, sabe que acabará cedendo.

September 13, 2008

O povo sempre tem o presidente que……

Filed under: ABOBRINHAS, Crime e vergonha, administração, governo, política — rlaf44 @ 4:27 pm

O povo sempre tem o presidente que……

Passando os olhos pelas notícias na rede, depois de ver o treino da fórmula 1, encontrei estas duas referencias na coluna do Cláudio Humberto:

País de lorotas

Se JK fez Brasília em três anos, não custa perguntar: qual universidade, estrada, usina, hospital, qualquer coisa, construída na era Lula?

JK era outro

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) não agüenta a insistência de Lula de comparar-se a Juscelino Kubitschek: “A história não registra que JK tenha sido obrigado a demitir os principais auxiliares”.

Com referencia à primeira delas, podem procurar que não tem.

O Lula inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado, como a estrada de Brasília/Goiânia, duplicação da Fernão Dias ( esta realmente não sei se inaugurou) e coisas assim. Mas obra iniciada e terminada nos dois governos Lula, isto não tem.

A especialidade dele é inaugurar canteiros de obra.

Na segunda referencia, com autoria dada pelo CH ao deputado baiano José Carlos Aleluia, é bem verdade o que foi dito apenas que não somente o JK, mas nenhum outro governante brasileiro teve que trocar seus principais colaboradores por ilegalidades cometidas.

E quero fazer uma observação, que apesar de não ser apenas minha, não encontra hospedagem na mídia nacional.

Vocês se lembram da luta do governo para manter a CPMF? Luta esta até irregular, usando os ministérios, principalmente o da Fazenda e o da Saúde, para mentirem descaradamente até fazendo ameaças pela não continuação da CPMF.

Pois uma das causas desta boa onda da economia é a ausência deste imposto nojento que punia principalmente os pobres. O governo nunca irá admitir isto, mas vários economistas podem confirmar esta situação.

Esta crise mundial que aos poucos nos vai atingindo já estaria a pleno vapor se existisse a CPMF.

E segue o mistério!!!!

Como pode ser possível esta aprovação recorde do Lula?

64% - Data Folha -

Será possível que somente eu esteja errado?

Será que o bom trabalho reconhecido seja: roubar, dar cobertura a criminosos, não fazer absolutamente nada, promover o imbecil do filho a empresário de sucesso com o dinheiro do erário, deixar a esposa detonar o

jardim tombado do Burle Max no palácio da alvorada com uma estrela do PT, passear pelo mundo com sua galega à custa do povo, falar abobrinhas e mentiras, se comparar idiotamente a líderes do passado, doar as coisas do povo brasileiro à Bolívia (Refinarias da Petrobrás), construir estradas e pontes na Venezuela, com o dinheiro do BNDES, que é dos trabalhadores (75% do BNDES é do FAT), perdoar dívidas nos países africanos, vender para a Argentina energia mais barata do que custa gerar, e dizer todos os tipos de grosserias aos seus auxiliares e ministros, e mais outras barbaridades?

Este é o Lula que eu vejo, e que nos moldes de uma nação decente, já estaria fora há muito tempo.

Eta Brasil…..

August 19, 2008

A popularidade do desgoverno

A popularidade do desgoverno

Eu não sei como o desgoverno Lula pode ser tão popular.

Outro dia em uma estatística do IBGE, o número de eleitores para esta próxima eleição está bem perto dos 130.000.000. Deste total apenas 3% tem curso superior (3.900.000).

Em outra pesquisa sobre o ensino básico no Brasil – WWW.todospelaeducacao.com.br –, estamos, entre os 56 países pesquisados, em ultimo lugar geral, e em todas as matérias.

Em política internacional, depois da euforia inicial, perdemos em tudo que investimos. Culminando agora na rodada de Doha onde além das gafes internacionais do Ministro Celso Amorim, ficamos mal com os países latino americanos, ficamos mal com os países do G8, e ficamos mal também com a China. Na América Latina, estamos bancando e financiando tudo sozinhos e os parceiros apenas entram para tirar vantagens em tudo e o Brasil entra com as perdas. Na sociedade para construir uma refinaria em Pernambuco, a sócia Venezuela apenas entrou com a presença e duas visitas e cobranças pelo Hugo Chavez de sua aprovação no congresso brasileiro para fazer parte do MERCOSUL. Dinheiro nada. O BNDES já emprestou a fundo perdido para a Venezuela, mais de 12 bilhões de dólares. Este dinheiro não é do Lula, é dinheiro do FAT e, portanto dos trabalhadores brasileiros que podem tomar um grande calote.

A tentativa de uma cadeira permanente no comitê deliberativo da ONU, onde para isto perdoamos dívidas enormes aos países africanos, o Lula visitando países africanos sem nenhum motivo aparente, nem político nem comercial, apenas para tentar angariar os votos destes países para a posição na ONU. E no final não ficamos com nada apenas perdas.

Agora nos esportes, entramos nas olimpíadas de Pequim, com o maior contingente das ultimas presenças e vamos nos retirar com o pior resultado dos últimos tempos.

O comitê olímpico, presidido a mais de vinte anos pelo Carlos Arthur Nuzman, é uma mina de corrupção como durante os jogos pan-americanos, onde 12 das vinte empreiteiras que faziam parte dos trabalhos de implantação do parque para os jogos pertenciam a parentes e amigos pessoais do senhor Nuzman. Esta notícia rolou e parou e ninguém fez nada a respeito. Cadê o TCU ou a Policia Federal com os grampos?

A Polícia Federal, nuca prendeu tantos corruptos como agora, mas isto não é apenas por causa do trabalho da polícia como também nunca na história deste país se transgrediu tanto, se roubou tanto, com tanto cinismo e descaramento. Apesar dos caros e incessantes trabalhos da Polícia Federal, não tem nenhum contraventor, ladrão, político, preso por seus atos ilegais. Dentro da cúpula do desgoverno, dentro dos ambientes mais íntimos das vísceras desgovernamentais, se encontram os cabeças e executores de vários dos mais flagrantes delitos sem que nenhuma destas pessoas esteja ao menos preocupada com qualquer tipo de punição. O Apedeuta chamou seus mais próximos colaboradores de “ALOPRADOS”, e pronto já foi castigo suficiente. Os 1,7 milhões de reais que foram flagrados nas mãos dos aloprados, estão até hoje esperando o dono aparecer.

Estamos em uma crise inflacionária, nem tanto por causa do desgoverno, mas também por questões internacionais diversas, (que por sinal foram também responsáveis pelo crescimento durante o desgoverno) mas o desgoverno não entrega os pontos e diz que estamos muito bem.

Agora, em um rampante totalitário, o desgoverno quer criar uma nova estatal, paralela à Petrobrás, para explorar o pré-sal, reserva esta descoberta pela Petrobrás com recursos dos acionistas. Isto segundo notícias é para não ter que dividir os lucros com os acionistas que pagaram os contratos de risco para a exploração e descoberta das reservas do pré-sal. Deve ser coisa da cabeça doentia do rei do tártaro, o Marco Aurélio “top top” Garcia.

Grande roubo este, bem comparado ao do EVO MORALES com as refinarias da Petrobrás.

Coisa ruim e ditatorial, este governo aprende rápido.

Resultados bons com as idéias mirabolantes, o apedeuta não apregoa porque não os tem.

Veja esta reportagem abaixo, exemplo dos feitos do governo.

Quem está aprovando este governo não sabe disto e se sabe não lhe interessa, pois deve estar se locupletando com as peripécias do desgoverno.

5. Berço do Fome Zero, Guaribas segue na miséria
O Valor Econômico (para assinantes) teve a oportuna idéia de visitar a pequena Guaribas, no Piauí, cinco anos e meio depois de ter sido escolhida como vitrine do então recém-lançado Fome Zero. A lógica do programa de fazer um trabalho emergencial (alimentar a população) para que depois a cidade se desenvolvesse pelas próprias pernas fracassou. Passada a empolgação inicial, Guaribas não avançou nada. A agricultura e o comércio são insignificantes e quase a totalidade das famílias continua dependendo do Bolsa-Família, num ciclo que dificilmente vai se encerrar a curto prazo. Um retrato bem brasileiro.

Bem que outro dia recebi por Email o resultado de uma estatística, que não apregoaram a fonte e não sei se verdadeira, mas está pelo menos engraçada e pela aprovação recorde do desgoverno Lula, pode muito bem ser verdadeira:

Da totalidade dos eleitores, apenas 20% têm o hábito de ler o jornal. Os demais 80% usam o jornal apenas para limpar o rabo.

June 24, 2008

Pt ético Nº 2…..

Filed under: Crime e vergonha, IMPUNIDADE, política, Ética — rlaf44 @ 12:45 am

Pt ético Nº 2…..

Escrevi sobre este assunto em 09 de setembro de 2007. Hoje dia 24 de junho de 2008, encontrei na coluna do Claudio Humberto mais referencias desta cooperativa, onde o presidente atual do PT também presidiu.

Está claramente fazendo água e o resultado deste calote deve refletir nos atuais dirigentes petistas para variar.

O meu artigo pode ser lido em;

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=260

E abaixo a o artigo copiado da coluna do Claudio Humberto:

Cooperados da Bancoop querem CPI

na Assembléia Legislativa paulista

Cerca de trezentos cooperados da Cooperativa Nacional dos Bancários (Bancoop), investigada pela Polícia Civil e Ministério Público em São Paulo por formação de quadrilha, estelionato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, enfrentaram garoa e vento gelado para pedir apoio da Assembléia Legislativa paulista para solucionar os graves problemas que enfrentam, entre eles cobrança de imóveis já escriturados, obras paradas e imóveis não entregues. Querem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito inicialmente em São Paulo e, depois, no Congresso, em Brasília. O presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, que não foi à primeira reunião na Comissão de Defesa do Consumidor, dia 23, não apareceu, alegando “compromissos

April 22, 2008

Justiça democrática.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, REFORMAS, governo, política — rlaf44 @ 12:40 pm


Justiça democrática.

Para que um país seja um país democrático de fato, um dos quesitos mais importantes é o funcionamento da justiça.

A justiça de um país democrático tem que ser totalmente neutra, tem que ser célere, e tem que haver conseqüências graves para o desrespeito à lei.

Justamente como no Brasil!!!!!

O prefeito de Santo André/SP, o Celso Daniel, foi assassinado convenientemente por não querer participar do jogo de cartas marcadas na arrecadação de fundos para a campanha presidencial de 2001. Existem muitos fatos ligados à este assassinato, carentes de qualquer investigação. Existem sete testemunhas chaves e até um médico legista que questionou o laudo oficial, mortos de forma no mínimo estranha nos meses que se seguiram o assassinato.

E as doações suspeitas, dadas por empresários de transporte e obras das cidades do ABC paulista, nunca foram devidamente investigadas. Uma Delas, Ribeirão Preto foi feito uma sindicância e resultou no indiciamento do Palocci. O delegado responsável foi sumariamente demitido e transferido para outra delegacia de menor importância. No caso do Celso Daniel, a delegada que encerrou o caso, Dra. Sato, é sogra da Lurian Cordeiro, filha do Lula. Toninho do PT foi misteriosamente morto também com apuração duvidosa.

Existe o caso do dossiê, onde foram apanhados com a mão na massa, (flagrante delito) em um quarto de hotel, os assessores mais próximos de Lula. (Este não sabia de nada) Eles estavam com reais e dólares em um valor de um milhão e setecentos mil, e uma cópia de um dossiê fajuto supostamente para atrapalhar a campanha política de José Serra no governo de São Paulo. O dinheiro foi todo fotografado com os maços de notas envolvidos por faixas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

Ninguém foi responsabilizado por este dinheiro, o presidente chamou os assessores de aloprados, não existiu nem crime de sonegação fiscal, e o delegado que foi encarregado da investigação foi promovido escandalosamente para uma tremenda posição de destaque em Mato Grosso. O delegado que divulgou as fotos do dinheiro foi punido com transferência para um lugar escondido. Não apareceu nenhum dono para o dinheiro. Eu já escrevi sobre isto anteriormente.

O crime da menina paulista Daniela Nardoni, não sai da mídia e revoltou todo o país. A polícia de São Paulo fez uma perícia dirigida não para apurar o autor do crime, mas para condenar de antemão o pai e a madrasta da menina.

Estranhamente todas as diligências feitas até o momento, e todas as testemunhas ouvidas foram para corroborar uma teoria de culpa iniciada no primeiro momento depois do assassinato. Não estou desculpando os possíveis culpados, mas da maneira em que foi feita estas perícias e os indiciamentos, ficou um prato cheio para a defesa, desclassificar toda esta investigação como tendenciosa e montada contra os seus clientes.

Provavelmente, não vai haver culpados neste crime.

Em um país onde existem coisas como prisão especial para quem tem curso superior, a justiça está totalmente invertida. Um pobre coitado que não tenha instrução alguma e por não conhecer as leis comete um crime, vai para o calabouço sem nenhum privilégio. Um promotor que friamente assassinou pessoas na rua, responde tudo em liberdade, continua ganhado seu salário e provavelmente vai ser absolvido. Um advogado que por ciúmes assassina friamente sua namorada, quando preso teve cela especial e responde agora em liberdade e vai provavelmente ser punido com uma pena alternativa. Estas pessoas assim como diversas outras, que têm o conhecimento da lei como profissão deveriam pagar mais rigidamente pelos crimes cometidos. Um cidadão instruído e consciente da existência das leis e as conseqüências dos atos praticados em detrimento da mesma deveriam quando em delito pagar de forma mais exemplar do que um pobre ignorante que desconheça a lei e suas implicâncias.

Os crimes de colarinho branco, sem nenhum tipo de violência, onde o culpado não apresente perigo para a sociedade, e onde seja a primeira ofensa, poderiam sem dúvida ter penas alternativas.

Um país onde as ONGs dos direitos humanos consideram que o preso não seja obrigado a trabalhar para compensar parte de seus gastos, onde presos recebam indiscriminadamente visitas sociais, onde os presídios sejam ordenados em classes sociais, e onde o comando do crime continue regendo a orquestra do crime por controle remoto de dentro de sua cela é um país sem democracia.

Para que haja uma democracia mais justa,(Democracia justa é pleonasmo) as leis do país que foram criadas dentro de um sistema democrático têm que funcionar plenamente, as penas têm que ser cumpridas, e as prisões têm que ser lugares para cumprir penas, onde os presos sejam tratados com dignidade, mas também com seriedade e severidade, e onde se a família tiver dinheiro para sustentar o preso, ele fique sem trabalhar, mas onde o estado tiver que sustentar este preso, ele tem obrigatoriamente o dever de trabalhar. Um preso deste sistema poderia se recusar a trabalhar, mas neste caso cumpriria a pena total sem direito a nenhuma regalia.

Os presídios seriam menores e mais numerosos, com capacidade máxima de 250 presos.

Com um sistema destes, a democracia poderia começar a acontecer no Brasil.

Os representantes políticos que cometessem crimes, e fossem indiciados pelo MPF, perderiam seu salário e teriam um julgamento célere por um júri popular, pois foi o povo que o colocou lá em cima.

Tem quer haver uma revolução branca apenas para forçar mudanças como esta, para que o Brasil tenha chance de participar como membro do Clube da Democracia.

Este artigo abaixo do Jornal do Brasil tem muito em comum com as minhas idéias:

A volta dos que não foram

Ana Maria Tahan

A burla às leis, os códigos retrógrados, a lentidão do Judiciário andam escrevendo uma história brasileira por vias tortas. Ou tortuosas. Aquela máxima do não há mal que sempre dure vai acabar se incorporando aos contos de carochinhas reescritos para um público infantil que hoje se nutre nos teclados do computador quando ainda nem alfabetizado foi.

A introdução acima não é uma tese de colunista que anda de mal com a vida ou desencantada com a política. Resulta de fatos e acontecimentos que alimentam o dia-a-dia e acabam tragados, momentaneamente, por tragédias como o assassinato de Isabella Nardoni, a ameaça da falta de alimentos no mundo, as estripulias do mercado financeiro americano, a eleição do esquerdista Fernando Lugo no Paraguai, as andanças de Lula pelo mundo… O parágrafo inicial foi inspirado por dois fatos recentes. O primeiro, pela indicação do ex-ministro e deputado petista Antonio Palocci para a presidência da comissão especial que irá analisar a proposta de reforma tributária enviada pelo governo Lula ao Congresso. O outro, pelo retorno ao palco do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Dois anos atrás (parece mais, não é?), Antonio Palocci era o todo-poderoso ministro da Fazenda do presidente Lula. Integrava o restrito grupo de assessores que aconselhavam o chefe e, algumas vezes, tinham a opinião acatada. Ganhara status e o reconhecimento depois de comandar a feitura do programa de governo do então candidato do PT ao Planalto além de reordenar o discurso econômico para acalmar mercados e investidores temerosos de uma reviravolta das práticas que lhes garantiram o lucro e a bonança na era FH.

Palocci foi desbancado do pedestal por um simplório caseiro. Francenildo Costa, que cuidava de uma mansão erguida no Lago Sul de Brasília, contou que o então ministro freqüentava a casa mantida com o dinheiro de lobistas originários de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista que Palocci administrara como prefeito e onde se fez politicamente. O então ministro contou várias historinhas à época e movimentou a máquina para desacreditar o autor da denúncia. O extrato bancário de Francenildo foi violado e divulgado. Aliados governistas tentaram vender a versão de que os R$ 20 mil encontrados na conta do caseiro foram pagos pela oposição para atingir o então pai da economia de Lula. No mês passado, a Procuradoria-Geral da República denunciou Palocci, seu ex-assessor de imprensa Marcelo Netto e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso por quebra de sigilo funcional e bancário de Francenildo. Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre a abertura de processo contra a trinca. Paralelamente, Francenildo move ação na Justiça cobrando uma indenização milionária da Caixa, enquanto ganha a vida trabalhando como jardineiro diarista em algumas casas do Lago Sul ou como garçom em festas.

Três anos atrás, Delúbio Soares controlava as finanças do PT. Arrecadava fundos, distribuía dinheiro para as campanhas da sigla, repartia o fundo partidário e as doações compulsórias dos petistas incrustados em cargos públicos país afora. Era o homem da mala da legenda, unha e carne do então ministro com crista de ouro José Dirceu, chefe da Casa Civil, e o resolve-encrencas do presidente petista José Genoino. Flagrado no escândalo do mensalão, perdeu o posto, a filiação, mas não a pose. Transformado em réu por decisão dos ministros do Supremo, acusado de ser um dos cabeças da organização criminosa que trocou apoios no Congresso por dinheiro, reapareceu no fim de semana político de Goiânia. Discursou na churrascada que comemorou, numa chácara, a oficialização da aliança entre o PT e o PMDB para manter na prefeitura da capital de Goiás o peemedebista Íris Rezende, com um petista de vice. Falou para mais ou menos 200 convidados com a empáfia de quem protagonizou as articulações para a montagem da coligação. E, depois, sumiu no mapa do anonimato, até os próximos atos da campanha (especialmente aquele momento em que será preciso passar o saco para recolher fundos, coisa que ele sabe fazer tão bem quanto os mais espertos banqueiros).

Enquanto os processos vão indo, a passos de tartaruga, Palocci e Delúbio seguem, sem perder tempo, a vida. Um vai tratar de como ficarão os tributos (coitado do contribuinte!). E o outro, do futuro político de Goiânia. Se não mais.

[22/04/2008] 02:01

Encontrei no blog da Adriana.

Em que dá o mau exemplo!

Pássaros de Brasília, agindo segundo aprenderam:

October 10, 2007

Segura Pian segura Renão.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, Justiça, política, Ética — rlaf44 @ 1:07 pm

Segura Pian segura Renão.

O PMDB, foi um partido de força política e é considerado o alicerce formador da abertura política brasileira e o principal causador do fim da ditadura militar que norteou o Brasil por vinte anos.ulysses1.jpg

Este mesmo partido se separou de seus critérios éticos e sérios para se tornar um partido de aluguel, onde orbitam figuras párias da sociedade e políticos condenados ou acusados e suspeitos de crimes como Jader Barbalho, o agatunado Gedel Vieira Lima, o José Ribamar Sir Ney, o cabeludo sem representatividade ou voto popular Wellington Salgado, finalmente envolvido em um processo de roubo e desvio de dinheiro público em um valor de mais de sete milhões, e o general da banda Renan Calheiros.

Este partido que já teve em seus quadros pessoas como Ulisses Guimarães não é mais o mesmo. vergonha-do-ulysses.jpg

Remanescentes das pessoas éticas, este partido tem algumas pessoas tradicionais, como o Franciscano Pedro Simon.

A alusão sobre o franciscano da parte do cabeludo Salgado passou despercebido da mídia, mas era uma alusão dirigida diretamente a ele, que é devoto de São Francisco. Os Franciscanos fazem voto de pobreza e humildade, e o Pedro Simon não é diferente, e depois de quarenta anos de política continua na mesma situação financeira de toda uma vida.

Pois este senhor, de farta experiência política, juntamente com o Jarbas Vasconcelos de quem não sei muito a respeito, mas aparenta uma seriedade

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digna, foram afastados da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e por onde passarão os processos em andamento contra o Renan Calhorda.o-bode-do-renan.jpg

Não houve explicações por parte do PMDB sobre o motivo da substituição apenas disseram que foi uma decisão partidária.

O presidente do partido o deputado Michel Temer, em entrevista à CBN disse ser contra a substituição e que havia questionado o Líder do PMDB no Senado, Senador Waldir Ralph sobre o assunto, mas não foi muito enfático na resposta deste. Ele admitiu que esta substituição claramente colocasse o partido em uma situação pior na visão popular.

O cínico do Renan, disse que não teve nada com esta decisão, sendo que os decentes senadores foram substituídos justamente pelos indecentes Wellington Salgado e Almeida Lima, escudeiros de Renan e totalmente defensores do arquivamento dos processos contra ele. Que sorte tem este Renan.

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Parece até o João Alves que ganhou 64 vezes seguida na loteria e disse que Deus o ajudou.

Justamente os senadores que pediam a manutenção da ética foram substituídos pelos escudeiros do Renan.

E a situação claramente se agravou.

Ficou claro de que a defesa enfática do Renan pelo cabeludo Salgado era fruto de uma chantagem sobre o agora descoberto caso de roubo que paira contra ele de sete milhões, e que o Renan claramente sabia e ameaçava divulgar se ele não o defendesse. Salgado obviamente não é torpe e as alegações idiotas sobre a inocência do Renan, somente poderiam existir se algo pesado , mais pesado do que o ridículo papel que exercia, estivesse pairando sobre a sua cabeça.

E o Almeida Lima? Eu suspeito de que o Renan saiba sobre os motivos que o Almeida Lima teve para mudar o seu depoimento no caso do José Dirceu onde fez um tremendo espalhafato sobre uma notícia bombástica que iria revelar no plenário e apareceu com uma pequena nota retirada da coluna do Claudio Humberto, fazendo para isto um tremendo papel ridículo onde deixou o plenário sob vaias.

Sendo estes os motivos e pode haver outros, estes dois escudeiros do Renan estão claramente com o rabo preso e nas mãos do Renan.

E quem segura o rabo do Renan?

E tem que haver alguém segurando, pois o Renan vem de longa data fazendo mutretas na política e pode até ser o Fernando Collor, de quem foi escudeiro fiel até o fim, mas não teve jeito, o Collor caiu e o Renan ficou.

E o Senador Collor se licenciou para não ter que votar no processo do Renan.

Muito suspeito, mas o Renan vai cair.

E vai cair com estrondo, e vai ser bom para o Brasil

lula-mudou.jpg choque-de-gestao.jpg

October 5, 2007

A coincidência da coincidência.

Filed under: Crime e vergonha, coincidências, revolta, Ética — rlaf44 @ 11:56 pm

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celso-daniel.jpg

O prefeito Celso Daniel, descobriu um grande esquema de arrecadação de fundos para as campanhas do PT, envolvendo empresários e prestadores de serviços para as prefeituras comandadas pelo PT em São Paulo.

Ficou escandalizado e resolveu denunciar este esquema.

Por coincidência foi vítima de um seqüestro, e foi assassinado antes que pudesse falar algo a respeito.

Sete pessoas que estiveram próximas ao seqüestro e às investigações, como um dos peritos médico e testemunhas dos momentos antes do seqüestro e o principal acusado do crime, morreram convenientemente imediatamente ao início das investigações.

Tudo mera coincidência.

De acordo com os estatísticos e matemáticos, a chance desta coincidência é uma em um bilhão de acontecer novamente.

No momento em que o médico legista que levantou dúvidas sobre o laudo oficial da morte do prefeito, ele morreu aparentemente de causas naturais.

Coincidência outra vez.

Na noite da morte do médico, quatro homens naturais de cuba, foram presos ao tentar deixar o Brasil com passaportes falsos. Passaram a noite na Polícia Federal do Aeroporto de Guarulhos, e foram liberados na manhã seguinte sem nenhum problema.

Coincidência?

Havia gravações da Polícia Federal, que investigava o esquema de doações políticas no ABC e outras cidades paulistas.

Um dos portadores de uma destas gravações era o Juiz Rocha Matos, 2038-13rochamattos.jpgque pouco depois foi preso e continua preso até hoje e as gravações foram destruídas por ordem da justiça.

Coincidência novamente?

E recentemente no Blog do Giulio Adriana, (http://pep-home.blogspot.com/) uma nota do jornalista Ralph J. Hofmann despertou mais possibilidades destas coincidências.

Antes de publicar a nota do Hofmann, eu quero esclarecer que eu não sou destas pessoas que conseguem enxergar conspirações em qualquer lugar ou qualquer fato ou acontecimento sinistro.

Sempre procuro uma explicação simples de fatos relacionados com os acontecimentos e busco na lógica, qualquer possibilidade de esclarecimento outro que não uma conspiração. Mas por mais que tentem levar a morte do prefeito Celso Daniel para este lado, as coincidências barram o meu caminho da lógica e vejo uma grande tentativa de esconder a verdade.

Leiam a nota do Hofmann que propiciou este post:

Você sabia?

Neste momento de investigação de ONGs, lembrem de que:

A doutora Elizabete Sato elisabete-sato.jpg, delegada que foi escalada para investigar o processo sobre o assassinato do Prefeito de Santo André, Celso Daniel, é tia de Marcelo Sato, marido da Lurian, que, apenas por coincidência, é filha do presidente Luiz Inácio MoLusco da Silva.

Ou melhor, a coincidência é que Marcelo Sato, lula-e-familia-sato.JPGo genro do presidente da República, é sobrinho da Delegada Elisabete Sato, Titular do 78º DP, que demorou séculos para concluir que o caso Celso Daniel foi um “crime comum”, sem motivação política.

Também apenas por coincidência, Marcelo Sato é dono de uma empresa de assessoria que presta serviços ao - Banco de Santa Catarina – BESC (federalizado), no qual é dirigente (enfermeiro…)Jorge Lorenzetti (churrasqueiro oficial do presidente Lula e um dos petistas que o presidente chamou de “aloprado” no escândalo do dossiê contra os tucanos). Acho que em nenhum país do Mundo um enfermeiro ocupou o cargo de Diretor Administrativo em um banco…

E ainda, não por coincidência, o ex-marido de Ideli Salvatti, lider do PT no Senado, é o Presidente do BESC, Eurides Mescolotto…que em Florianópolis nunca conseguiu se eleger prá nada.

A Internet está repleta de artigos sobre este caso, onde quem tiver qualquer dúvida pode pesquisar e ajuntar tudo para observar a realidade das possibilidades de um fato real acontecer como um crime normal ou não.

Eta Brasil……

Existem pessoas que se limitam a dizer que foi a polícia do tucano Alckmin que investigou a morte do prefeito e que se houve alguma coisa espúria foi a pedido dos tucanos.

Acontece que a maior parte das investigações foi feita pelo Ministério da Justiça, e pela Polícia Federal, acompanhada de perto pelo advogado petista do MST Greenhaug, que desclassificou depoimentos, interferiu com a investigação, mudou delegado e conseguiu que tudo acabasse nas mãos desta delegada suspeita que depois de muito tempo acabou por arquivar o crime como crime comum de seqüestro seguido de morte.

lula-e-o-executivo.jpg renan-e-sua-boiada.jpg



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