Blog do Roberto Leite

August 29, 2009

O Lula e Maquiavel!!!!

Filed under: Crime e vergonha, administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 8:52 pm

O Lula e Maquiavel!!!!não me abandone sarney

Outro dia, conversando com amigos sobre a estratégia do governo para a eleição de “Dilma Rousifu”, começou a surgir em nossas mentes, uma possibilidade ainda não veiculada em nenhuma mídia sobre a possibilidade do Lula entregar passivamente o poder, possivelmente para uma oposição, e com seus 84% de popularidade.

E o desgaste sofrido com a permanência do Sir Ney, que claramente foi uma iniciativa do executivo.

E este agora com este desgaste com as mentiras da Dilma.

Isto não condiz, com uma possibilidade de uma eleição majoritária a pouco mais de um ano.

Não faz sentido, a situação de se expor desta forma, e ter a pretensão de eleger sua candidata.

E está mais do que comprovado que a transferência de votos e popularidade é uma tarefa muito difícil e quase impossível de se concretizar.

Para acabar com este preâmbulo, resta apenas dizer que um possível candidato, o José Serra que ainda não se manifestou como tal, anda disparado na frente de qualquer simulação de intenção de votos e que a Dilma, que realmente progrediu um pouco, ainda não mostrou a que veio.

E então, como se equaliza esta questão?você não presta

E foi então que apareceu uma possibilidade que contempla todas estas situações, e coloca em perspectiva, todos estes desmandos e erros do executivo.

Vamos enumerar as possibilidades antes das conclusões.

1. O Lula não quer, e não pode deixar o poder, por razões óbvias:

a. Com uma popularidade de 84%, seria um desperdício, apenas colocar o rabo entre as pernas e ir-se embora.

b. Com tantas maracutaias e pendências abertas, com o súbito enriquecimento de sua família, seria um tremendo risco entregar o governo ao inimigo que poderia abrir inquéritos, e causar muita dor de cabeça.

c. O Lula não vai arriscar tentar um plebiscito ou referendo em favorecimento de um terceiro mandato, pois o risco de ser considerado um golpe é grande como aconteceu em Honduras.

2. Se não está disposto a entregar democraticamente o mandato, como vai conseguir eleger seu candidato, que no momento é candidata e não consegue decolar?

a. A Dilma não decola.

b. A transferência de popularidade é coisa incerta.o remédio

c. O desgaste no congresso é coisa inexplicável.

d. E o desgaste na receita, é inaceitável em começo de campanha.

3. E então qual seria o plano?

a. O Sarney, aliado inconseqüente, teria de ser mantido como presidente do congresso e terceiro na fila presidencial. (Por isto o risco do desgaste)

b. A Dilma será a candidata, e o Lula se afasta da presidência em março e compõe a chapa como vice da Dilma.

c. Deste modo, não existe problema de transferência de votos, pois o próprio Lula é o candidato.

d. Procurando superficialmente pelas possibilidades jurídicas desta possibilidade, (Não sou jurista), não encontro nenhuma razão constitucional ou legal que impeça o presidente de se afastar da presidência e se tronar vice em alguma chapa.

e. O atual vice está mais com um pé na cova do que fora, e no caso de não poder assumir, entra então a necessidade de manter o Sarney, pois o vice do Sarney é o Marconi Perilo que é da oposição, e como presidente assumido poderia causar dificuldades para este plano.

  1. f. A Dilma também não está lá estas coisas de saúde, e se o plano der certo, ela se afastaria deixando o Lula mais quatro anos e com caminho livre para as eleições de 2014, pois não seria considerado presidente, mas sim vice e poderia continuar no poder.

4. Foram estas as considerações a que chegamos para explicar estes atos aparentemente tresloucados da atual administração, mas que se olhados do ângulo certo podem mostrar um tremendo plano muito maquiavélico, que deixa aparente sem sombra de dúvidas as mãzinhas do senhor José Dirceu e do Marco Aurélio Garcia.

Que tal, temos agora começar a lutar para impedir a concretização deste plano que nada mais é do que um golpe disfarçado de democracia nos mesmos moldes de um referendo, mas com mais peculiaridades, aproveitando as brechas da legislação brasileira. o placar

August 7, 2009

O Brasil e a saúva II.

desordem

Este post foi escrito e publicado em junho de 2007, e continua muito atual. As coisas e os fatos sim mudaram, mas para pior. Os personagens ficaram desde então mais ousados, o cinismo aumentou, e as maracutaias estão a céu aberto.  Os políticos estão tratando povo como idiotas, o povo está tratando os políticos como se fossem de outro país.

As notícias, as entrevistas, são reais e estão acontecendo no Brasil.

Não é possível que os cidadãos que estão pagando por tudo isto estejam observando tudo como se estivesse acontecendo na China, no Iraque ou mesmo em Israel.

Quando um político diz em alto e bom tom que está se lixando para a opinião pública e sai rindo, é um sinal de que algo está muito errado.

Este tal de Paulo Duque, de 81 anos de idade, com cara de mascate, é o suplente do suplente, não recebeu nem um simples voto, e já anuncia antes de conhecer todos os fatos que irá arquivar todas as denúncias contra seu patrão o Zé Sir Ney.

Bem leiam o artigo abaixo com mais de dois anos de publicação, assim como os artigos no conteúdo que são de outros autores e julguem vocês mesmos se algo está diferente ou pior

etica e decouro

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:o senhor dos pasteis

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.sessão aberta

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal - disse ele - será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:ame-o ou...

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.mamando

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

Se não houver uma reforma política profunda, feita e comandada

pelos eleitores, a tendência é de um quadro pior no futuro

próximo, e de uma revolução violenta e sangrenta para tirar do

poder estes verdadeiros sanguesugas e carrapatos que não

querem largar o conforto de sugar o sangue dos brasileiros sem

serem importunados

cosa nostra

April 6, 2009

Cada macaco no seu galho

Cada macaco no seu galhomacaco-no-galho

O meu pai foi professor universitário, desde antes eu nascer.

Ele deu aulas na UFMG por mais de trinta anos, e neste período foi paraninfo da turma formanda várias vezes.

Ele não tinha muito dinheiro, nunca sobrou nada, mas nós tínhamos uma vida confortável.

Muitas turmas formandas convidam um professor para ser seu paraninfo para que ele contribuísse com dinheiro para festa de formatura, comprando assim o seu ego. Era para que as outras pessoas pensassem que ele professorfosse um professor querido.

O meu pai, sem ter dinheiro para fazer isto, era convidado quase todos os anos pela simples razão de que os alunos realmente gostavam dele. E também pelo seu discurso no dia da formatura, onde ele que escrevia muito bem, sempre fazia bons discursos.

Pela opinião geral, ele era um excelente professor.

Nunca reprovou nenhum aluno, e dizia para as pessoas e outros professores que reprovavam maus alunos:

“O ato de reprovar um aluno, dá ao professor uma nota má. O professor deve ensinar e não reprovar.”

Eu lembro perfeitamente bem quando durante férias de meio do ano, apareciam lá em casa pessoas estranhas, e eu quando perguntava quem eram minha mãe dizia que eram os maus alunos de meu pai que iriam passar as férias estudando lá em casa para poderem passar de ano.

Meu pai era um excelente educador, e seus alunos normalmente se tornavam bons profissionais.

Durante sua carreira, como não poderia deixar de ser, o professor popular se tornou o diretor da escola.

E não deu certo. O meu pai era um mau político, não tinha muito jogo de cintura, e a diretoria para ele foi um mau negócio.

As pressões foram tantas, que ele conseguiu um enfarto, teve que se retirar, e pouco tempo depois se aposentou do magistério.

E porque estou contando estas coisas de meu pai?

Foi porque lendo as colunas de noticiários e os blogs como faço todos os dias, encontrei primeiro no Claudio Humberto http://www.claudiohumberto.com.br/ e depois no blog da Adriana Vandoni, http://www.prosaepolitica.com.br/ ,

duas referencias ao senador Cristovam Buarquecristovamque lembram o meu pai.

Eu tenho seguido a carreira deste senador desde a reitoria da UNB. Ele não soube administrar e não foi um bom reitor.

Depois como governador, também faltou tino administrativo e não foi um bom governador.

Realmente não sei se ele foi um bom professor, porque não pude acompanhar sua carreira docente. Pode ser que tenha sido um bom mestre.

Como ministro da educação, ele também foi mal por falta de jogo de cintura, e por ser pobre no jogo político.

Mas como legislador e senador representante do povo, tiro o meu chapéu para ele.

Vou postar agora os dois artigos que me chamaram a atenção e volto depois para comentar:gozacao-do-obama

Projeto de Cristovam propõe plebiscito para fechar o Congresso Nacional

Orlando Brito

Cristovam não explicou o que substituiria a democracia

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu, em entrevista à rádio 106.9, de Pernambuco, a apresentação de uma proposta para a realização de um plebiscito no qual a população brasileira deveria opinar sobre o fechamento ou não do Congresso Nacional. A idéia do senador surgiu após a enorme quantidade de denúncias e escândalos que tomam conta do noticiário. Segundo Cristovam ele defende manter o Legislativo aberto, mas “pode ser que o povo pense o contrário”. O senador concedeu a entrevista ao programa Frente a Frente do jornalista Magno Martins.

Para ver se deixam melhoraro-bigode1

(Giulio Sanmartini) Sou do tempo que o ensino público ombreava com o particular. O Colégio Pedro Segundo, um dos melhores do país era público. A coisa foi piorando gradativamente até chegar aos níveis atuais, em que pais que querem uma boa formação para seus filhos tem que matriculá-los em escolas particulares. Para que haja uma melhora o educador e senador Cristóvam Buarque encontrou uma solução engenhosa. Será votado, de sua autoria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que obriga vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República a matricular seus filhos em escolas públicas.

inauguracaoPelo projeto, os filhos dos políticos estarão obrigados a cursar o ensino básico na rede pública. O projeto estabelece ainda que a medida deva ser implementada até 1º de janeiro de 2014. O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mostrou-se crítico ao afirmar que a matéria é inconstitucional uma vez que “não se pode obrigar ninguém, seja pedreiro ou presidente da República, a colocar o filho em escola pública ou privada”. Em sua opinião, a matéria “é demagógica e eleitoreira” e serve apenas para gerar polêmica. Demóstenes Torres considera ainda que, uma vez rejeitado, “o projeto só servirá para jogar ainda mais a população contra o Senado”. vossa-casa

Voltei,

Como tenho escrito neste blog, como está na página de entrada, há muito tempo que estou criticando o congresso, com a falta de representatividade, com as decisões em causa própria, ignorando vários projetos de legisladores bem intencionados como o imposto único que já foi aprovado nas comissões de economia e outras mas nunca foi a votação. Com a decisão de abolir as cobranças mínimas e obrigatórias das empresas de telecomunicação, está parado há mais de ano. Este congresso tem que ser mudado e as regras para ser um representante do povo têm que ser mais rígidas. farsa-do-inacio

Se não bastasse isto, crápulas como o Sarnei, Barbalho, Gedel, Cunha Lima, e o maior de todos, Renan Calheiros estão em lugar errado. Deveriam estar presos e estão dentro do congresso, apodrecendo ainda mais o saco de batatas.

Dos 513 deputados da “Câmara de Representantes” apenas 32 agora que morreu o Clodoviu tiveram o voto popular. Os demais é o resultado de legenda ou suplência. Isto não tem legitimidade como representação.

Se conseguíssemos organizar um abaixo assinado de uns 10 milhões de pessoas, e com uns trezentos mil, invadir a explanada, tomar todo o congresso e mudar drasticamente as leis e procedimentos dos legisladores, acabando com as mordomias, seria muito bom, e não seria um golpe, mas uma benção para a democracia. O que existe hoje não tem nem vislumbre de democracia.sem-vergonha

Na segunda reportagem, acho uma grande idéia e não somente os filhos dos políticos deveriam freqüentar as escolas básicas, mas seus descendentes diretos como netos e sobrinhos. Ainda vou mais longe senador Cristovam, os políticos deveriam obrigatoriamente freqüentar a rede pública de saúde, onde as pessoas estão morrendo na fila e o Lula diz que a saúde está como no primeiro mundo.

Agora a opinião cretina do Senador demostenes_torresDemóstenes Torres, indica claramente que ele está mancomunado em deixar as escolas públicas como estão sendo premiado com os votos da ignorância popular.

Senador Demóstenes, se fosse de minha vontade, homem público perderia temporariamente, enquanto fosse pago com o dinheiro do contribuinte qualquer tipo de sigilo e ou privilégio como este ridículo “Fórum Privilegiado”. Deveria sim é estar sujeito a um “fórum parlamentar” onde deveria ser julgado pela justiça comum, mas com mais rapidez para se evitar como no caso do Jader Barbalho onde foi responsável pelo desaparecimento de 6 bilhões da SUDAM, que caducou e foi arquivado.

E Senador Demóstenes, onde é que o senhor anda se escondendo? Sua Infeliz frase, “Jogar ainda mais a população contra o senado” não tem um pingo de amparo na realidade.vergonha

A população não tem nenhuma afinidade com o congresso.

Como pode a população tão sofrida ver um crápula como estecasa-do-sarney Renan Calheiros agindo como dono do senado e ter alguma simpatia com esta casa?

Se houvesse realmente um senador que entrasse com um pedido de cassação contra o mandato dele, ou com uma ação cível para que ele mostrasse a origem da fortuna dele, aí sim a população poderia começar a ter simpatia com esta casa de corruptos.

Demagogia é a sua querendo se enrolar na constituição como se não fosse possível se votar uma PEC e obrigar os políticos a serem os primeiros usuários dos benefícios públicos.

Quando o interesse é do congresso, vota-se uma PEC sem nenhum problema, mas quando é da nação, então é inconstitucional.

Muito mais inconstitucional é a presença do senhor Renan.vitimas


November 21, 2008

A pilantropia

Filed under: administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 11:25 pm

A pilantropiapilantropia

Apareceu esta nota no Claudio Humberto de hoje.

“A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse que o Palácio do Planalto espera uma “solução do Legislativo” para a medida provisória das Filantrópicas. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, devolveu esta semana a medida ao governo federal sobre o argumento de que ela “não atende a critérios de urgência e relevância para ser editada como MP”. Dilma afirmou que o governo não pretende reeditar a medida e negou que o Executivo quisesse anistiar filantrópicas em situação irregular. Nada satisfeita com a decisão do Senado, a ministra Garibaldi; “a decisão do governo era entregar ao Congresso a solução para o problema. Se não é assim, o senador Garibaldi que nos diga como é”.”

O que vocês acham da atitude desta ministra que tem uma folha corrida bem rica em pilantropias e ações criminais.

O Garibaldi foi mesmo direito e surpreendente.

Antes dele o congresso todo dizia “Amem” para qualquer bobagem que o executivo enviava ao congresso como medida emergencial e de urgência, como deveriam ser as medidas provisórias.pilantropia-2

E não apenas isto, o executivo enviava uma medida com um pouco de simpatia na folha de rosto, e no conteúdo estava também algo desagradável que poderia favorecer o executivo em detrimento do povo que o elegeu.

A Dilma quer que o Garibaldi diga o que o executivo deve fazer!!!

Isto é muito fácil.

Pergunte ao TCU, qual destas agenciam filantrópicas têm seus relatórios financeiros em dia e com os comprovantes atualizados e estas podem seguir em frente com suas filantropias.

As que aparecerem com dúvidas em seus relatórios fim da pilantropia e é somente isto ponto final.

Eta Brasilsabedoria-do-lula

Pontos para o Garibaldi Alves.

Também no Claudio Humberto, saiu esta resposta do executivo:

· Pilantropia: governo deixará MP ‘caducar’

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), antecipou ontem a esta coluna que a “MP da Pilantropia” vai caducar “por perda de objeto” e assegura que não pretende partir para o “confronto” com o presidente do Senado, por sua atitude de devolver a MP. Mas ele acha que o gesto de Garibaldi Alves é inaceitável porque cria um precedente histórico, com graves reflexos para a democracia, no futuro.

A medida provisória deveria ser aprovada simplesmente, salvando no bolo as agencias comandada pelo PT que estão todas irregulares, com grandes suspeitas de fraude.a-cota-do-otario-jpg

Não colou então o executivo está pensando em outra maneira para enviar outra disfarçada dentro de outra como sempre faz. A TV estatal do ?Lula foi aprovada desta forma. E que classe de emergência justifica a aprovação da medida da TV estatal?

boa-nota


September 18, 2008

Peripécias da família real

Peripécias da família real

Na quarta feira dia 18 de setembro de 2008, o Diário Catarinense publicou uma reportagem sobre o novo escândalo rondando o bom(?) nome do Presidente Lula.

Apesar de um pouco mais afastado da família real, mas ainda fazendo muito parte dela, o genro do presidente, Marcelo Sato casado com a filha do Lula que foi renegada primeiro e depois admitida, Lurian Cordeiro, já teve em foco nos noticiários de suspeitas anteriores.

Obviamente nada foi comprovado porque nada foi apurado.

As primeiras denuncias pairaram sobre a Lurian que junto com a senadora Ideli Salvati (PT SC) formaram uma ONG denominada “Rede 13”. Esta ONG tinha como função principal a divulgação do programa chefe do primeiro governo(?) Lula, o “Fome Zero”.

Pelo que se tem notícia, o governo repassou uma verba inicial de 7,2 milhões para esta ONG, e a iniciativa privada contribuiu com mais uns 20 milhões. Nada desta verba foi devidamente contabilizada. O programa “Fome Zero” morreu de fome. Em meio do escândalo dos aloprados ou pouco antes, o churrasqueiro e quebra galhos do presidente o Chuveiro, digo Lorenzetti foi despachado em uma missão especial de enterrar a ONG “Rede 13” de forma definitiva e sem deixar rastros.

Dizem, obviamente sem comprovação definitiva, que o dinheiro desta ONG foi depositado em uma conta em Miami e ainda está por lá. Dizem também que parte deste dinheiro foi usada no escândalo dos aloprados. Este dinheiro dos aloprados se encontra ainda sem dono comprovado, e retido na Polícia Federal. (1,7 milhões de reais) Até que é pouco na monstruosa conjuntura de falcatruas que se empilharam durante esta governo(?).

A segunda notícia que eu fiquei sabendo, sobre a família da Lurian Cordeiro, foram os gastos com os cartões corporativos dos seguranças designados para sua proteção, onde incluíram materiais de construção e de academias etc.

A terceira notícia do envolvimento desta parte da família Lula, foi o arquivamento do suspeitíssimo caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, onde sete das principais testemunhas pereceram em circunstâncias estranhas e extraordinárias. Este caso foi arquivado como um crime comum pela delegada Elisabete Sato. Ela é tia do marido da Lurian, o Marcelo Sato. Se tiverem curiosidade e tempo para lerem um pouco mais sobre o caso desta ação da delegada, podem ler aqui: http://www.reporterdiario.com.br/blogs/capitalsocial/?p=29

A matéria sobre o novo envolvimento da família Lula, em um novo escândalo pode ser lida parcialmente aqui, ou no site do “Diário Catarinense”:

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104126&blog=24&coldir=1&topo=4023.dw

Tramita em sigilo nos porões da Polícia Federal de Itajaí um inquérito que pode complicar um deputado federal do PT e nada menos que um parente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flagrados em grampos da Operação Influenza, o deputado Décio Lima (PT-SC) e Marcelo Sato, genro do presidente Lula, foram levados a dar explicações à imprensa nesta segunda-feira sobre conversas mantidas com o empresário Francisco Ramos, proprietário da Agrenco do Brasil S.A e um dos 24 presos por fraudes no Porto de Itajaí em 20 de junho. Sobre Ramos recaem suspeitas de patrocinar vantagens — computadores, hospedagens em hotéis e jatos fretados — em troca da interferência da dupla junto a órgãos federais. A ação seria comprovada por trechos como o que Ramos justifica a aquisição de dois note books: “Um pro Décio (Lima) e um pro (Marcelo) Sato”. Questionado sobre a frase, o próprio empresário esclarece.

- O cara (não especifica se está falando de Sato ou de Lima) me põe na frente do presidente, do ministro… Ele vem com essa indireta. Sou obrigado a comprar.

As explicações do deputado Décio Lima você confere aqui.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104238&blog=24&coldir=1&topo=3951.dwt

Além de agrados tecnológicos, Lima ainda teria voado em jatos fretados por Ramos, como comprovariam fotos registradas por agentes federais no momento em que o parlamentar embarcava na aeronave.

Além disso, o inquérito reproduz uma troca de e-mails entre as secretárias da Agrenco e do gabinete de Lima informando horários de vôos e locais de embarque e desembarque do deputado, em avião fretado, de Navegantes a Brasília. A Agrenco diz como serão os detalhes vôo, com a observação: “Avião fica esperando sr. Décio Lima terminar compromisso”.

Já com o genro de Lula, a conversa é a hospedagem em um hotel. Em 17 de abril de 2008, às 11h18min, Sato pergunta em gravação telefônica a Ramos se pode deixar “um hotel reservado para nós”. Documento da PF aponta que foram reservadas duas vagas em um hotel para o genro de Lula, mas não especifica em que cidade é a hospedagem.

A investigação da PF sustenta que o marido de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, e o parlamentar petista teriam facilitado o acesso do empresário a órgãos do governo federal entre 10 de dezembro de 2007 e 6 de janeiro deste ano. Além de Lima, o relatório cita Jefferson Reichel, assessor do deputado. Parte das interceptações revela que Ramos, ao fazer contato com Lima, Sato e Reichel, tinha interesse de agilizar processos que envolviam a Agrenco no governo federal. Ramos era o principal acionista da empresa, que almejava produzir biodiesel em Caarapó (MS). Para tanto, segundo o relatório da PF, Ramos contou com a ajuda do trio em contatos com o Ibama, Agência Nacional do Petróleo e Receita Federal.

De acordo com o relatório da polícia, Lima recebeu pedido da Agrenco para que a resolução 41 de 2004 da ANP fosse adaptada a fim de autorizar a produção de biodiesel pela empresa. Depois do contato, a Agrenco teria conseguido a licença para operação da indústria. A PF cita ainda o fato de que a Agrenco doou R$ 170 mil para a campanha do petista nas eleições de 2006. A exportadora de grãos é suspeita de, entre outras irregularidades, simular negócios com produtores de soja, comprando carregamentos que não existiam.

Contrariado pelo vazamento das informações, o delegado da PF em Itajaí, Roberto Mário da Cunha Cordeiro, abriu inquérito para apurar o responsável pela divulgação de trechos com mais de 100 telefonemas e e-mails interceptados com autorização da Justiça. Cordeiro se recusa a dar detalhes da investigação que vai até 4 de outubro.

— A única coisa que posso dizer é que os dois (Sato e Lima) não são suspeitos e não estão sob investigação — resguarda-se Cordeiro.

Construída na Procuradoria Especializada no Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina, a investigação que embasou a Operação Influenza, de fato, não investiga Lima. Por ter foro privilegiado, o parlamentar só poderia ser inquirido após autorização do Supremo Tribunal Federal. Leia trechos da conversas registradas no inquérito da PF e a defesa de Sato aqui.

http://www.clicrbs.com.br/pdf/5084656.pdf

Mais detalhes sobre o caso nas próximas horas.

È muito evidente de que a nova Polícia Federal, que começou ser renovada no governo FHC, está fazendo o seu trabalho investigativo, prendendo muitos suspeitos nesta administração Lula. É também evidente que parte destas prisões se deve ao fato de que nunca se transigiu tanto e de tantas formas como nesta administração Lula. E continua evidente também que a Família Real (Lula), e sua corte mais chegada, protagoniza total ou parcialmente grande parte destes inquéritos que convenientemente nunca passam de sua primeira fase.

Mas o Titanic está fazendo água e com tantos vazamentos, pode até ser considerado insubmergível, mas vai afundar, pelo bem da democracia e pelo bem do Brasil.

Encontrei esta reportagem abaixo no Blog do Reinaldo de Azevedo.

Ela cobre parte do mistério da cobertura de teflon que se instalou sobre a figura Lula.

LULA E O FATOR PAULO LACERDA

Prestem bastante atenção ao que vai a seguir. A prisão de Romero Menezes, o nº 2 da Polícia Federal — não entro, agora, no mérito sobre culpa ou inocência — foi praticamente imposta a Luiz Fernando Corrêa, o atual diretor-geral. É na polícia, e não em outro lugar qualquer, que se atribui ao grupo de Paulo Lacerda, o diretor afastado da Abin (consta que definitivamente), a seqüência de eventos que resultou em tal desfecho. Menezes é aliado de Corrêa, que nunca chegou a ter o comando efetivo da corporação. A prisão de seu imediato o fragiliza ainda mais.

Lacerda já deixou claro que não pretende sair pela porta dos fundos — da Abin ou do governo. E ele tem, se querem saber, algumas medalhas no peito, com muitos serviços prestados ao petismo e, por que não dizer?, ao próprio Lula. Vamos lá:

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão do mensalão? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na investigação do dossiê dos aloprados? Zero! Nenhum!

Quem era o diretor da Polícia Federal nesses três casos? Lacerda. Em compensação, ele tornou operativa a Polícia Federal de propaganda, aquela apta a cassar e caçar alguns ricos, o que permitiu a Lula anunciar o fim da impunidade dos poderosos. Como todos formos informados, Lula nunca soube de nada, não é mesmo? E Lacerda conferiu verossimilhança policial a essa versão.

A tendência, podem apostar, é a acomodação. O rearranjo terá de ser grande, profundo e subir alguns degraus na hierarquia. Qualquer que seja a direção da PF, uma coisa é certa: Tarso Genro não terá o comando dela. E, pois, Lula sentirá, cedo ou tarde, a necessidade de demiti-lo — ao menos da Justiça — se quiser que o órgão deixe de ser fonte de instabilidade. Mais: Lacerda quer o seu quinhão, nem que seja para exibir aos colegas.

O que isso quer dizer? Se não pode ter seu cargo de volta na PF ou na Abin, quer aliados seus em postos de chefia. Está com a vaidade ferida. E é um homem que sabe demais para permanecer como um canhão solto no convés. E acho que Lula acabará cedendo.

Vivemos o ponto extremo da balcanização dos órgãos de segurança do estado. E o motivo é um só. Nas democracias, polícias e órgãos de Inteligência exercem funções técnicas. Só as tiranias tornam a polícia um braço da política. O petismo resolveu inovar, tendo uma polícia politizada num regime democrático. O resultado é o que se vê.

Lula vai ter de ouvir a pauta de reivindicações de Lacerda. E sabe que vai. Mais do que isso: sabe por quê. E, suspeito, sabe que acabará cedendo.

June 29, 2008

Legislando o problema.

Filed under: IMPUNIDADE, REFORMAS, governo, legislação, tributação — rlaf44 @ 7:42 pm


Esta semana por motivo de muito trabalho, negligenciei o blog novamente, mas vamos apanhando as notícias e tentando fazer algum sentido sobre o que está acontecendo no Brasil.

Recebi de meu sobrinho o José Melo (http://zefonseca.com/blogs/ze/) um email interessante:

Gostei dessa lei de zero álcool no sangue. Fui ao aniversário de um parente e na minha mesa ninguém bebeu porque estavam todos ao volante. Voltando pra casa fui pensando: bem que podia ter uma dessas pra corruptos, não acham?

Afinal, a corrupção no Brasil é um problema tão sério quanto os bêbados no volante. Roubam-nos e ainda causam a alta dos impostos (porque só criam impostos novos pra suprir sua roubalheira e incompetência). Os corruptos matam pessoas que não sobrevivem aos hospitais caindo aos pedaços, matam milhares de fome, tiram o emprego de gente honesta, ganham licitações encima de empresas honestas, e por aí vai. Corruptos matam igual o bêbado no trânsito, talvez mais. Um bêbado mata as pessoas próximas. Um corrupto mata dezenas, centenas, até milhares dependendo do cargo, e seus malefícios têm seqüela várias gerações adiante, o corrupto mata indiretamente e o povo não percebe.

Portanto, nos mesmos moldes da tolerância zero de álcool no trânsito, proponho a lei de tolerância zero pra corruptos.
1) A corrupção torna-se crime hediondo.
2) Acaba o foro privilegiado para qualquer autoridade
3) A imunidade fica restrita apenas às atividades estritamente legislativas.
4) O sigilo fiscal e bancário deixa de existir automaticamente uma vez que o candidato eleito for diplomado.
5) Candidatos que estiverem sendo processados em varas criminais ficam inelegíveis
6) Qualquer candidato com condenação passada fica inelegível, tem que ter currículo perfeito.
7) O voto torna-se optativo.
8 ) A renúncia não interrompe o processo de cassação.

1) A corrupção torna-se crime hediondo
No caso do roubo ser maior que R$ 50.000,00 (cinqüenta mil Reais) o dinheiro poderia salvar a vida de alguém num hospital público, portanto, assim como na nova lei de trânsito, um roubo desse porte ou maior deverá ser considerado homicídio doloso. Assim, um Lalau ou um Cacciola passaria o resto dos dias preso, na cadeia, e não em casa.

2) Acaba o foro privilegiado para qualquer autoridade
Não tem cabimento um Ministro de Estado ser blindado de processos. Deveria ser o contrário, ele deveria ter muito mais responsabilidade de explicar qualquer denúncia, e não ser blindado. Lula protegeu Henrique Meirelles dando-lhe status de Ministro. É o único Ministro do mundo subordinado a outro Ministro. Onde já se viu isso? Acabaria também o foro privilegiado para qualquer outra autoridade. Pra que foro privilegiado se a pessoa for honesta?

3) A imunidade fica restrita apenas às atividades estritamente legislativas.
O parlamentar, no exercício de suas atribuições de fiscalizar o Executivo e enquanto legisla, não pode sofrer pressão ou chantagem qualquer. Portanto, apenas para essas atividades, ele mantém imunidade.

4) O sigilo fiscal e bancário deixa de existir automaticamente uma vez que o candidato eleito for diplomado.
O “homem público” no Brasil só tem o rosto de público. O resto é um jogo de espelhos e fumaça, não tem nada de público na vida dos principais suspeitos. Aliás, dos eternos suspeitos, sempre sendo processados, sempre na imprensa se defendendo. Vamos resolver o mal pela raiz: ao ser diplomado fica automaticamente quebrado o sigilo fiscal e bancário. Aí o povo decide se o que ele tem é compatível, ou não, com suas atividades passadas.

5) Candidatos que estiverem sendo processados em varas criminais ficam inelegíveis
Processos pequenos, em vara cível, acusações de adversários e pequenas ofensas ficam isentas. Todos os outros crimes tornam o candidato inelegível. Quer ser homem público? Pois ande na linha desde cedo.

6) Qualquer candidato com condenação passada fica inelegível, tem que ter currículo perfeito.
Quer ser homem público? Então ande na linha.

7) O voto torna-se optativo.
O povo vota se quiser. Candidatos medíocres não merecem voto. Se ninguém votar significa que os candidatos não prestam. Ficam todos inelegíveis e convocam-se novas eleições imediatamente ao invés de presentear bandidos com 4 anos de dinheiro público.

8 ) A renúncia não interrompe o processo de cassação.
Se houver denúncia, o processo de cassação deve ocorrer do início ao fim para averiguar todas as acusações, até mesmo pelo interesse do candidato de ser inocentado. Portanto a renúncia ao cargo não interromperia o processo. Havendo constatação política do crime, o candidato é cassado in absentia caso tenha renunciado, e perde seus direitos políticos para sempre.

Já que o Estado mostrou o braço forte pegando bêbados nas estradas, com tolerância zero, vamos pegar então essa praga que mata muito mais que os bêbados e que corrói o Brasil como um câncer espalhando o atraso. Chegou a hora da lei de tolerância zero com corruptos. Vocês vão ver, se fizesse uma lei assim os impostos cairiam, todos viveriam melhor e o Brasil seria uma país mais sério afinal de contas.

É o Zé pegou uma linha interessante de pensamento. Seria muito desejável que isto acontecesse de fato no Brasil. Mas não vai acontecer.

Quando estavam elaborando o “Novo Código de Transito Brasileiro”, no governo FHC, o relator da matéria era o deputado por São Paulo, Ary Kara. Publicaram no jornal uma prévia do código antes de ser sancionado pelo FHC.

Ao lê-lo encontrei muitas coisas indevidas e impraticáveis dentro da nova lei, e entrei em contato com o então deputado.

Depois de muito tentar recebi um telefonema de seu gabinete, e finalmente pude falar com ele. Eu então depois das apresentações disse:

“- Deputado, eu tenho uma licença para dirigir em vários países e conheço as leis de cada um deles. Entre os países estão os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Escócia, México,
Venezuela, Colômbia, e este novo código em formação, não pode funcionar no Brasil, pois depende de legislação complementar, reforma no judiciário, e existem vários artigos totalmente desnecessários com, por exemplo, a exigência de um kit de emergência, totalmente incompleto e sem serventia alguma sem o devido treinamento. Os extintores deveriam ser restritos aos veículos comerciais, e as multas de transito deveriam ser dadas ao motorista infrator e não ao veículo, sendo necessário que o policial parasse o veiculo e identificasse o condutor. As multas de estacionamento proibido poderiam ser dadas sem o motorista presente, mas não poderiam contar pontos na carteira. Deveria haver uma distinção entre multas com o veiculo em movimento e multas com o veículo parado.”

Depois desta explicação, o deputado de forma gentil, me disse o seguinte:

“- Caro Roberto, é muito bom que os cidadãos se interessem pelos acontecimentos do país, mas neste caso quero lhe informar que estudamos a fundo as leis de trânsito de vários países e esta lei em andamento, é a mais moderna e melhor para o Brasil e depois de aprovada teremos o melhor código de transito do mundo”

Sem mais explicações, e muito dono da verdade, ele desligou. Mandei então ao gabinete da presidência da República, uma carta com uma sugestão de vetos ao projeto do código. Eram 30 sugestões, e o presidente FHC vetou 26. Não sei se foi a minha carta ou não, mas coincidiu e os vetos presidenciais tornaram o presente código mais palatável. Ficou entre outras coisas, o famoso “Estojo de Primeiros socorros” que por sua inutilidade foi mais tarde descartado, e as multas com o veiculo em movimento, multando com isto o veiculo e não o motorista, criando nos grandes centros uma indústria da multa, onde pessoas se ofereciam nos jornais para assumir a culpa da infração por uma quantia, e assim acabando com o efeito educação do código.

No código atual está explícito que os fundos arrecadados com as multas deveriam ser usados na sua totalidade em educação e melhorias no sistema de trânsito. Esta idéia é muito boa, mas se eu entendo direito, deveria existir uma conta dentro dos governos, onde seriam depositadas estas quantias, e deveriam ser usadas para o fim dentro das especificações legais e este uso deveria ser fiscalizado pelo TCU. Mas da maneira atual, estas multas fazem parte do caixa dos governos que as usam para o fim que lhes der vontade, até para campanhas políticas.

Da maneira em que foi feito o Código de Trânsito Brasileiro, não visa melhorar a educação do motorista, mas visa apenas como está comprovada a arrecadação extra para os cofres do governo. E não é pouca esta arrecadação. Apenas no DF, onde recentemente celebraram com estardalhaço o emplacamento do milionésimo veículo, não existe nenhuma possibilidade de se dirigir sem pelo menos uma multa anual. A menor multa por excesso de velocidade, apenas alguns quilômetros a mais, em alguns pontos a tolerância é de um (1) quilômetro por hora, é de R$ 85,00. Somente aí se arrecada 85 milhões de reais, se a média for de uma multa por veiculo e eu aposto que a média é maior.

E voltando ao email do Zé, no Brasil se tem a vontade e é prática política de se legislar os problemas.

Violência gerou a legislação sobre as armas.

Mais violência gerou o pedido para legislar a idade penal.

Violência no transito gerou a estúpida lei dos bares nas proximidades das rodovias. De tão estúpida e impensada foi modificada até ficar como era antes da lei, com muito desgaste para o governo.

Agora vem esta imbecilidade da tolerância Zero. Não vai acabar com a violência no transito esta idiotice porque até os imbecis sabem que é uma medida apenas arrecadatória para os governos, pois os alcoólatras que dirigem embriagados e causam acidentes vão continuar a fazê-lo, com ou sem carteira de motorista, as cadeias não vão comportar mais este volume de infração, e as cortes de justiça não vão atender as demandas desta nova lei. Mas, as multas vão funcionar sim.

Eu pessoalmente desconfio que o Fernandinho Beira Mar e o narcotráfico estejam por detrás desta lei, pois os bafômetros não vão encontrar nem maconha nem cocaína nos motoristas e os arrebites nos caminhoneiros, e então as pessoas que freqüentam festas vão começar a usar estas drogas e relutar na cerveja que pode ser detectada.

E este governo e legisladores irresponsáveis, que criaram uma lei visando melhorar os índices de acidentes no trânsito, não criaram nenhuma lei com Tolerância Zero (que por sinal já existe) para obrigar aos governantes a melhorar o estado geral das rodovias e a sinalização, as balanças, a fiscalização, e a segurança em geral das estradas brasileiras que matam muito mais do que dirigir embriagado. Não estou com isto condizendo com a direção embriagada, pelo contrário sou totalmente contra, mas isto se consegue é com a educação, começando nas escolas básicas e não com uma legislação inútil e sem respaldo infra-estrutural das vias, que seria por onde deveria começar a intenção de melhorar os índices de acidentes de trânsito.

A legislação sobre as armas se provou desgastante, até um plebiscito foi feito e, a campanha de recolher armas se mostrou inútil, pois depois de tudo a violência e o crime com as armas pioraram.

No Brasil existem as mais severas leis contra as drogas ilícitas, mas estas seguem aumentando, existem severas leis sobre o contrabando, mas este segue aumentando, existem leis e mais leis sobre a violência e esta segue aumentando.

A inutilidade de tais instrumentos é tal, que poderia ser legislada a felicidade geral da população.

Seria a Tolerância Zero da infelicidade. Em vez da bolsa família, o principal programa do governo Lula poderia ser uma lei:

Tolerância Zero da Pobreza, onde seria proibido ser pobre.

E é por esta razão que considero, apesar de muito boa, utópica a idéia do Zé da Tolerância Zero da Corrupção.

Tenho, no entanto uma sugestão:

“Tolerância Zero já, do fim do estado atual da educação no Brasil”

Seriam imediatamente revistas as normas educacionais no país, ficando estabelecida uma taxa obrigatória de 15% do PIB (atualmente se gasta 2,5% do PIB, e destes 80% são para ensino superior) para a educação básica e secundária, e estabelecendo o fim das universidades gratuitas, tendo o estudante superior de bancar seus estudos que poderiam ser financiados com juros mais baixos, mas com obrigatoriedade de pagamentos.

Com um bom e decente ensino básico poderia ser o começo para uma duradoura paz no trânsito, arrefecimento da violência, e uma base segura de respaldo para as legislações futuras.

Os idiotas e imbecis que pensam estas leis, são infelizmente o fruto desta educação precária brasileira que não visa apenas o pobre, mas a todos. (As escolas privadas e caras também não estão condizentes com uma educação de real qualidade).

Nos anos noventa, creio que em 97, um deputado federal de Minas Gerais (o meu estado) entrou na pauta de votação da Câmara, um projeto de lei para retirar do Hino Nacional Brasileiro, as palavras “LUTA” e “MORTE” para coibir a violência.

Este coitado é mais uma vítima das precárias escolas brasileiras.

E leia este recente artigo da falácia desta lei como uma forma de coibir os acidentes no trânsito.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&textCode=143724&date=currentDate

May 11, 2008

Vagabundagem

Filed under: ABOBRINHAS, administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 4:33 pm

Vagabundagem

Eu nunca trabalhei no Brasil até o começo dos anos 90.

Como nasci em 1944, fica a pergunta:

Como viveu por todos estes anos?

Não tenho nenhuma vergonha de dizer que até 1965, então com 21 anos, eu fui sustentado pelo meu pai, e vivia em casa estudando, praticando esportes, e adquirindo conhecimentos.

Em julho de 1965, fui viver nos Estados Unidos como estudante e aí comecei a trabalhar para me sustentar. Nos primeiros meses, em Atlanta no estado da Geórgia, trabalheis como faxineiro na cozinha do restaurante do Hotel Haytt Regency. Depois, em poucos meses me mudei para Nova Orleans por causa do frio, e por lá não trabalhei, me mudando para o Texas. Em Dallas no Texas trabalhei como garçom nas festas de fim de ano, e logo depois me mudei para Houston. Nesta cidade me situei e foi aí que tive o meu primeiro contato com o sindicato.

Consegui emprego em uma fábrica de plástico como criador de matrizes de extrusão, um trabalho delicado e preciso. Nesta fábrica, ao ser contratado, me encontrei em face de uma decisão.

No departamento de pessoal, hoje mais conhecido como Recursos Humanos, ao ser fichado, uma educada senhora me perguntou se eu queria pertencer ao sindicato. Ela me disse que no Texas, era lei que as pessoas poderiam escolher se queriam contribuir ou não para o fundo sindical e que não era obrigatório. Perguntei então se era alguma vantagem pertencer ao sindicato ao que ela respondeu ser isto era uma decisão pessoal minha. Poderia, se eu quisesse optar pertencer ao quadro sindical, pagar pelo privilegio e depois se não visse vantagem nenhuma, sair do sindicato. Eu depois de ponderar um pouco perguntei a ela se poderia fazer o contrário, deixar para depois esta decisão. Ela disse que sim, mas eu seria o único empregado em toda a empresa a não pertencer ao sindicato, e que sofreria pressões para me filiar. E sofri muitas pressões. O líder sindical me procurou e tentou me convencer a pertencer. Seus argumentos eram fracos demais. Coisa assim:

- O sindicato, sendo forte pode te representar frente ao patrão, e conseguir para você melhores salários.

Ao que eu retrucava:

- Eu sei me comunicar e o patrão vai ver se existe vantagem ou não em me dar um salário melhor. Acredito que se o meu trabalho for melhor do que o de outras pessoas, eu vou conseguir melhores salários e posições, enquanto que se eu estiver pertencendo a alguma classe, vou ter que me contentar com um aumento geral antes de ser beneficiado com um acréscimo de salário.

Ele retrucava:

- Este tipo de pensamento, pode enfraquecer o sindicato e prejudicar todo o grupo. O patrão pode te explorar e exigir de ti mais trabalho do que exige de nós sindicalizados.

E eu dizia:

- Cara, este é um pais livre, se eu não estiver gostando do salário ou me sentir estar sendo abusado, eu posso sair e arranjar outro trabalho. Eu conheci este trabalho sem ajuda do sindicato, e posso conseguir outro da mesma forma.

Ele retrucava:

- Você não entende o espírito sindical. Não é assim que as coisas são feitas por aqui. Se você não pertence ao sindicato, pode haver problemas com você. Não vai haver ninguém para te ajudar. É melhor você pertencer ao sindicato como todos nós e evitar problemas futuros.

Isto me pareceu uma ameaça, e era sem duvida uma ameaça. Sofri todos os tipos de represália, furavam constantemente os pneus do meu carro no estacionamento, roubavam a minha merenda, ou quando não roubavam colocavam imundices dentro dela, urinaram em minhas roupas dentro do meu armário várias vezes, e coisas assim.

Não esmoreci, continuei a trabalhar, fazendo por minha conta o meu trabalho. Eu como novato fazia o turno da noite, de 11 da noite às 7 da manhã. Meu trabalho era fácil, consistia em estar de prontidão e quando algum molde se perdia em uma extrusora, teria que substituir. Como isto era raro de acontecer e para passar o tempo, eu procurava os pedidos de moldes pendentes e de acordo com os desenhos técnicos ia fabricando os moldes em demanda. Trabalhava bem devagar, e com muito capricho. Em pouco tempo, fui chamado para conversar com o meu chefe direto. Ele me disse que apesar de trabalhar só e à noite, estava fazendo um bom trabalho com uma produção superior ao turno diurno que empregava seis pessoas para este trabalho, três pela manhã e três pela tarde. Como os trabalhos finais eram assinados pelo operário encarregado, a minha produção e a qualidade estavam muito maiores do que os outros turnos. Eu então perguntei a ele se isto era ruim.

Ele então me disse:

- Não pelo contrário, para a empresa é muito bom, mas estou preocupado com a sua integridade, pois estou ouvindo rumores de que o sindicato está preparando algo muito ruim para você, e não quero que isto aconteça. Seria melhor você conseguir outro emprego antes que seja tarde. Tenho amigos neste ramo e posso te ajudar.

E para evitar maiores problemas fui trabalhar em uma empresa menor e que não era sindicalizada.

Neste momento de minha vida, entendi o que era o sindicato. Era um clube de vagabundos onde os chefes sindicais desfrutam de vários benefícios, não repassam nada aos sindicalizados e quando alguém como no meu caso decide não contribuir, eles fazem pressões em detrimento aos interesses da empresa que os empregam.

Houver em minha vida outros embates com os sindicatos. Em alguns casos paguei por não ter alternativas, mas depois recuperei tudo com ações judiciais. Mas em geral nunca paguei nenhuma contribuição sindical. Nos Estados Unidos em geral, nas fábricas ou os empreendimentos que não sejam sindicalizados, os produtos são mais bem elaborados, os salários são melhores, e as condições também são melhores. Nos estabelecimentos sindicalizados, todo o quadro de trabalhadores fica inchado com pessoas apadrinhadas que em geral não fazem nada, e diluindo o salário das pessoas que realmente estejam trabalhando. Um trabalho que pode facilmente ser desempenhado por uma pessoa especializada, fica sendo feito por cinco ou seis inúteis sindicalizados. E geralmente o resultado fica pior como no caso de meu primeiro emprego acima descrito. O sistema sindical é um clube de vagabundos. A média é tirada por baixo.

O Brasil recente teve uma oportunidade de ouro de melhorar esta situação com um projeto de lei que tirava a obrigatoriedade da contribuição sindical. O loby sindical não deixou este projeto vigorar e foi derrubado na câmara federal. No senado passou, mas com uma emenda corretíssima de que os fundos dispensados seriam fiscalizados pelo TCU, que é o órgão semi-independente ligado ao legislativo para fiscalizar o correto uso do dinheiro público.

Esta emenda foi vetada pelo presidente Lula, com a desculpa esfarrapada de que em toda a sua vida lutou pela independência sindical e que agora não iria vincular o dinheiro do sindicato ao critério do TCU. Bem o presidente, membro emérito do clube dos vagamundos cedeu às pressões sindicais que foram então comandadas pelo Paulo Pereira da Silva, que depois do veto presidencial (inconstitucional e questionável) promoveram uma festança particular onde a mídia não foi convidada nem permitida participar.

Este mesmo Paulo, apelidado de Paulinho da Força, é um grande vagabundo e o presidente Lula, com seu veto, cedeu aos seus inícios no clube dos vagabundos e inconstitucionalmente e ilegalmente considerou o dinheiro público que obrigatoriamente é retirado do trabalhador em forma de um dia de trabalho anual como privado e do sindicato. E o presidente, em sua competência considerou que este dinheiro é do sindicato para ser usado da forma que quiser sem ter que prestar contas a ninguém, ou prestar contas da forma que lhes convier, e vetou a fiscalização pelo órgão competente.

Coisa de mandatário vagabundo e autoritário como todo líder sindicalista sem nenhuma exceção.

O dinheiro e as mordomias sindicais que não são poucas para os dirigentes, não foram suficientes para o Paulinho da Força que achou que o dinheiro do BNDES, que em sua maioria vem do FAT e que, portanto é do trabalhador, seria também seu de direito e se meteu em uma tremenda maracutaia para botar as mãos também neste dinheiro.

Esta fase da vagabundagem está sendo investigada, e pode ficar ruim para o Vagabundo da Força.

Eu aposto que o outro vagabundo, o da presidência está neste momento se mexendo para fazer o que seja possível para proteger seu igual no clube da vagabundagem.

Estou torcendo para que este não seja outro caso de impunidade que está marcando este governo como o mais corrupto de todos os governos que se tenha notícia na história.

Abaixo, escolhi par finalizar dois artigos que espelham a confusão do desgoverno que está assolando o país.

O primeiro do Villas:

A dose mínima de simplicidade.

Por Villas-Bôas Correa

Na repolhuda equipe que ocupa os espaços nobres do governo do presidente Lula falta o amigo de confiança, com a autoridade da longa convivência além da ousadia para avançar o sinal e falar com a rude franqueza no momento certo, no contraponto do chorrilho de elogios merecidos pelo muito que está dando certo.

Lula é um temperamento que pega no tranco e dispara ao primeiro sinal de que o caminho está livre. A sua biografia acompanha a trajetória que começa no sertão de Garanhuns, na tórrida zona da seca, e muda o rumo com a coragem de dona Lindu ao levar a filharada no pau-de-arara para Paulo. Aqui Lula é alfabetizado no troca-troca de três escolas públicas, tira o seu certificado profissional no Senai, trabalha em várias empresas e alça vôo na fulminante ascensão como líder sindical que funda o PT, coleciona três derrotas como candidato a presidente da República e se elege na quarta tentativa, para o bis da reeleição.

A tisana do êxito excita o exibicionismo do inquieto e impaciente, que abomina as tediosas conversas políticas e as intragáveis reuniões administrativas para tratar assunto em geral já decidido mas que empacam na engrenagem burocrática. Solta-se à vontade, nas viagens a pretexto de lançar projeto de obras, acompanhar o seu andamento ou a suprema ventura da inauguração. Sempre com o palanque armado, assistência a favor garantida e o microfone a postos para o improviso da sua facúndia de excepcional comunicador popular, capaz de dois, três e mais discursos no giro de um dia.

Com tais incentivos, cutucado pela aprovação da sociedade, Lula passou da medida. E, agora, como que perdeu as estribeiras e a noção da conveniência. Emenda, uma atrás da outra, as caneladas nos desafetos e os elogios mais descabidos e absolutamente incompreensíveis a antigos inimigos. E baixou o nível na linguagem chula que chega a pornografia. Dá para entender, apesar do erro tático, a sua implicância com o antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, depois da transição civilizada, com salamaleques e promessas de amizade eterna. Como o “aqui você deixa um amigo”, à porta do Palácio Alvorada, depois do longo jantar íntimo dos casais presidenciais.

Liberto das cautelas, livre como o pássaro que escapa da gaiola, o presidente dirigiu a sua maratona de reconciliação com os desafetos do passado recente com o ímpeto de derrubar todas as cercas de arame farpado. Numa das sessões de descarrego, elogiou em dose dupla os ex-generais-presidentes Emílio Médici e Ernesto Geisel, numa penitência de comover o mais empedernido coração. Do ex-presidente Geisel se salva a intervenção no DOI -Codi de São Paulo, depois de duas mortes sob tortura do jornalista Wladimir Herzog e do operário Fiel Filho.

Do mandato do presidente Médici não há notícia de um gesto, de uma palavra de apoio ao retorno da normalidade democrática. Só agora, andando de costas, o presidente Lula reeditou o brado retumbante do “ninguém segura este país”, lema enigmático da ditadura militar que não esclarece quem pretendia segurar o Brasil.

Se em boca fechada não entra mosca, da goela escancarada podem escapar involuntárias tolices. Das quais, deve-se presumir o arrependimento do deslumbrado presidente no topo da popularidade e com o reconhecimento internacional, carimbado pela Standard & Poor´s, do grau de investimento, que acena com um período de prosperidade com a atração de capitais estrangeiros.

Se o estoque de sentenças está desfalcado pelo excesso de uso, cutucando os escassos neurônios, sempre se encontra o cascalho amontoado no canto. Lembro a curta máxima do saudoso Paulo Francis: Quem não lê, não pensa. Ou, lá fundo, no buraco da memória, o provérbio de áspera advertência: Elogio em boca própria é vitupério. Vitupério é um substantivo feio, que soa como xingamento. E é quase: insulto, injúria, ato vergonhoso, infame ou criminoso.

Convenhamos que não é caso para tanto. E que se resolve com juízo, modéstia e bom senso.

E este outro do Mauro Chaves:

Disparates

Por Mauro Chaves, é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor.

Um presidente de multinacional, de forma gratuita e inexplicável, afirma que, “se o Piauí deixar de existir, ninguém vai ficar chateado”; um coordenador do colegiado de uma faculdade de medicina da Bahia, para justificar o fracasso de sua escola na avaliação do Ministério da Educação, afirma que os estudantes baianos têm “déficit de inteligência” e que os baianos só são bons no berimbau porque o instrumento só tem uma corda - se tivesse mais, os neurônios baianos não dariam conta; um ator medíocre, já em fase de plena decadência, propõe, simplesmente, uma campanha para demolir o Cristo Redentor (foto), porque “o Cristo atrapalha o visual” do Rio.

O que significa esse festival acachapante de disparates, esse amontoado descomunal de besteiras que a mídia não se peja de reproduzir, como se fôssemos uma sociedade de parvos ignaros, débeis mentais, capazes de ouvir quietos, sem reação, qualquer baboseira?

É claro que o desejo compulsivo de aparecer diante dos holofotes e das câmeras de televisão, nestes tempos rasteiros de Big Brother, só explica parcialmente esse surto de imbecilidade galopante. É verdade que “nunca antes neste país” existiu tamanho frenesi de exibição pública. Talvez seja porque “de tanto ver triunfar as nulidades”, como dizia o gênio Ruy (por sinal, baiano), “todo mundo resolveu fazer uma tentativa” (como completava a frase escrita no banheiro do antigo Jogral). O negócio é “aparecer na mídia”, seja de que jeito for - e às vezes o espaço midiático está na razão direta do tamanho da besteira proferida. Há mais, porém. O problema é que, no Brasil, a vergonha acabou. E quando a vergonha acaba, tudo é permitido dizer.

Quando a vergonha acaba vêm à tona as justificativas mais estapafúrdias, que parecem pretender reduzir a nitrato de pó de traque a inteligência do povo. Por exemplo, quando o reitor do saca-rolha de R$ 849 tentou justificar o gasto de R$ 450 mil (desviados da pesquisa científica) na decoração de seu apartamento funcional, disse que para mobiliar um apartamento “é preciso seguir uma linha estética” (o que justificava, também, a compra - com dinheiro público - de lixeiras de R$ 1 mil). Quando o governador cearense tentou justificar seu dispendioso aerossogra, “esclareceu” que ao se fretar um jato se paga por quilômetro percorrido, e não pelo número de passageiros - argumento, aliás, totalmente endossado pelo presidente da República, em sua solidariedade contumaz a autores de “erros administrativos”, gestores de “recursos não-contabilizados” e montadores de “bancos de dados”. Em nenhum momento se explicou por que o governador e seus secretários deixaram de usar vôos comerciais (muitíssimo mais em conta) para passear pelo mundo atraindo “investimentos para o Ceará”.

E o que dizer do “ministro do futuro” (o já famoso titular da Sealopra), que defendeu a transposição das águas do Rio Amazonas para o semi-árido nordestino? Esse aí só falta agora propor a cavação de um enorme buraco em algum lugar do Brasil para que, atravessando a Terra, cheguemos de elevador até o Japão - embora comecemos a viagem em pé e a terminemos de cabeça para baixo. É que, quando acaba a vergonha, também acabam os limites da imaginação - assim como os da espantosa criatividade em jogar fora o dinheiro público.

Quando não se tem mais compromisso com a verdade dos fatos, o reino do “como se fosse” é ilimitado. Nele se constroem as verdades de acordo com cada conveniência pessoal. Nos homens públicos, muitas vezes, essa conveniência pessoal é camuflada por fajutos “princípios”. Candidaturas são lançadas a pretexto de “chamamentos” que não existem, a lealdade é desprezada em nome de suposto “direito” partidário, o medo de ficar sem emprego político se transforma em “ideal doutrinário”, o pavor de perder “espaço na mídia” vira “missão de soldado do partido” e outras atitudes que só impressionam os debilóides, tais como o de se ser bicão de inaugurações alheias.

Na verdade, cada vez mais as pessoas públicas parecem menos empenhadas em “convencer” quem quer que seja do que for. Antes os parlamentares aproveitavam as vésperas dos recessos ou dos feriados para, na calada da noite, sem ninguém perceber, fazer seus indecentes reajustes de ganhos. Hoje perpetram seus avanços no dinheiro público em plena luz do dia. Os magistrados, que só “falavam nos autos” e enrubesciam ao tratar de seus assuntos corporativos, hoje (com as honrosas exceções de praxe) falam a torto e a direito e em qualquer lugar, tanto anunciando a sentença que vão proferir quanto o reajuste de ganho que vão reivindicar.

Quando tudo isso começou? Não éramos assim. Em algum momento o tecido da vergonha nacional começou a esgarçar. Tínhamos vergonha quando éramos chamados pela professora para mostrar o dever de casa e não o tínhamos feito; quando convidávamos a namorada para jantar e faltava dinheiro para pagar a conta; quando esquecíamos de levar presente numa festa de aniversário; quando cometíamos alguma indelicadeza com alguém - sem querer ou querendo. Hoje as pessoas erram e nem se tocam em corrigir, fazem serviço com defeito e não estão nem aí, esbarram com outras na rua, dão mochiladas no metrô, cotoveladas, pisões de pé, trancos, avançam nas faixas de pedestres, dão “fechadas”, atropelam - e nem se dignam a dar uma olhadinha para a vítima, muito menos pedir-lhe desculpas. E quando os famosos “abrem a alma” diante das câmeras para confessar que “erraram”, nem assim demonstram sentir qualquer vergonha - mais parecem possuídos de um estranho sentimento de vítima heróica.

Sim, realmente, no Brasil a vergonha acabou. E quando a vergonha acaba…

April 7, 2008

Menos fiscalização.

Filed under: ABOBRINHAS, administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 3:35 am

Menos fiscalização.

Esta é a meta do governo Lula.

Seria muito bom se esta meta fosse para diminuir a burocracia, e o governo se meter menos na vida dos cidadãos honestos que pagam os custos desta praga desnecessária que é o tamanho do governo se metendo em tudo e na vida de todos.

Mas com o demonstrado pelo veto presidencial na fiscalização pelo TCU no dinheiro repassado aos sindicatos, indica que a desburocratização que ele prima é apenas nas contas em que existe interesse pessoal como nos sindicatos.

Em suas palavras

“[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”.

O nosso imbecil presidente perdeu uma grande chance de fazer a coisa certa.

Quando se tentou desvincular de obrigatoriedade o pagamento por parte do trabalhador da contribuição sindical, poderia ter sido um grande avanço em direção a uma democracia de fato, democracia que atualmente não existe no Brasil.

E seria a única possibilidade de autonomia sindical.

Como pode falar o idiota do presidente de autonomia vinculada a uma obrigatoriedade constitucional.

É a mesma autonomia que ele deseja com os cartões corporativos.

“O dinheiro vem do povo e eu fui eleito pelo povo para gastar com o que eu quiser!!!”

“Eu fui eleito pela maioria do povo, e agora posso fazer o que quiser com o dinheiro que eles pagam.”

Esta é a mensagem gritante que este molusco está divulgando.

Ele foi eleito com 58 milhões de votos em um universo de 120 milhões de eleitores, o que deixa de fora 62 milhões de eleitores.

Se ele quer gastar sem dar satisfação o dinheiro dos contribuintes, que seja o dinheiro dos que votaram nele e deixe os outros 62 milhões de brasileiros isentos de qualquer tributação.

Eu por exemplo estou entregando para ele gastar 80% do que eu produzo. Poderia me deixar de fora. A família agradeceria.

Ele com sua política de destilar ódio e separação dos brasileiros formando uma casta de pessoas e segregando outras (A Zelite) os paulistas e paranaenses, ele está acendendo um pavio em um paiol de munições.

A pressão sindical contra a medida criando o fim da obrigatoriedade foi tremenda, pois perderiam muito dinheiro que entra sem nenhum trabalho por parte do sindicato, mas por força da lei o que torna a maioria dos sindicatos um cabide de vantagens para os dirigentes e nenhuma contrapartida para o trabalhador que está pagando.

Agora, por lei e por definição, dinheiro pago por obrigação é imposto e imposto tem que ser fiscalizado pelo TCU, que é o órgão criado para este fim.

Então, o veto do presidente foi imoral e ilegal, e deve ser contestado na justiça.

Se a contribuição sindical fosse voluntária, seria como em uma agremiação onde os fundos que entram são pertinentes apenas para os associados desta agremiação como um clube, um condomínio e onde a fiscalização ficaria apenas por conta dos associados.

Agora cobram um imposto (imposto = imposição, obrigatoriedade) e imposto tem que ser fiscalizado pelo órgão criado para este fim e isto deveria ser a posição do presidente se este fosse ético, preparado, inteligente, e disposto a dar pelo Brasil e pela democracia, um passo à frente.

Leia um artigo sobre este assunto na Folha de São Paulo:

DEM vai ao STF contra veto de Lula à fiscalização de centrais sindicais pelo TCU

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da Folha Online

O presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), disse hoje que o seu partido vai ao STF (Supremo Tribunal Federal) nos próximos dias para questionar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao artigo do projeto de lei que regulamenta a atividade das centrais sindicais. O artigo vetado previa que o TCU (Tribunal de Contas da União) iria fiscalizar a utilização do imposto sindical repassado para as centrais sindicais.

Em nota, Maia diz que o veto de Lula contraria o que foi negociado no Congresso durante a aprovação do projeto de lei. “O Congresso estabeleceu a fiscalização do TCU”, afirma Maia. “O Congresso agiu de forma correta. Como se trata de contribuição obrigatória, imposta por lei, a cobrança de um dia de salário do trabalhador se transforma em um tributo. E todo tributo tem de ter a aplicação fiscalizada. Além do mais, até sindicalistas concordam em um ponto: o veto do presidente Lula beneficia a banda podre dos sindicatos.”

O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marisco, criticou o veto do presidente Lula ao artigo da lei que possibilitava ao TCU fiscalizar as contas de sindicatos, confederações e federações.

Segundo o “Jornal Nacional”, Marisco chamou a decisão de retrocesso. “São milhares de sindicatos, milhares de documentos de despesa. Se isso fosse sistematizado pelos sindicatos, naturalmente ficaria muito mais fácil fiscalizar”, afirmou o procurador do TCU.

O veto também foi criticado por especialistas. Para o professor Pedro Serrano, da PUC-SP, “deve ser papel do TCU fiscalizar a aplicação de qualquer verba pública, em especial em entidades que são privadas, mas têm caráter comunitário”.

Segundo Serrano, o ponto central está na obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical. “Qualquer contribuição compulsória do dinheiro das pessoas ao governo é dinheiro público. Seria diferente se fosse pagamento voluntário”, afirma.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vetou o artigo do projeto de lei que determinava ao TCU (Tribunal de Contas da União) o poder de fiscalizar as centrais sindicais por acreditar que os trabalhadores podem desempenhar essa função –por meio das categorias e entidades sindicais. Segundo ele, sua decisão foi tomada porque, assim, os trabalhadores ficarão resguardados.

“Não tem porque não acreditar que o trabalhador não é capaz de fazer a fiscalização. Por isso que eu vetei. É um mérito da persistência de vocês”, disse o presidente, no encontro que reuniu líderes de diversas centrais sindicais, no Palácio do Planalto.

Em março, a Câmara aprovou o projeto de lei que regulamenta as centrais sindicais. O texto previa que o TCU passaria a fiscalizar o uso do dinheiro arrecadado com o imposto sindical.

“Se nós não tomássemos o cuidado de vetar a fiscalização, eu já fico sabendo em cima de quem e em que momento iria a fiscalização”, afirmou o presidente, na cerimônia, referindo-se indiretamente às ameaças a que estariam submetidos os trabalhadores.

Em seguida, Lula afirmou: “Imagina se a cada vez que chegar uma eleição, uma campanha eleitoral no sindicato, alguém toma a decisão de fiscalizar, quanto nós estaremos tirando do trabalhador o direito de propor em assembléia mecanismo de fiscalização”.

Anteontem, ao anunciar o veto, o presidente contou ter sido influenciado por sua história como sindicalista. “[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”, disse.

April 5, 2008

O clamor da inconfidência!!!!

Filed under: IMPOSTO ÚNICO, economia, governo, legislação, política — rlaf44 @ 10:32 am

O clamor da inconfidência!!!!


No início do Século XVIII, era conhecido que as colônias dos impérios europeus eram muito ricas. A extração e mineração de ouro e prata despertou a cobiça dos mandatários dos reinados europeus e vários meios de controle para poder taxar as riquezas garimpadas foram implantados. Havia como hoje o peleguismo habitual e os representantes dos reis e monarcas da época sempre se davam bem afanado um pouco para si do que era recolhido. Quando era pouco, não fazia falta porque sem fazer nada a corte recebia enormes riquezas que não dava na cara o desvio. Mas a ganância era tal que o surrupiado ia sempre aumentando, e começava a fazer falta. Aí o soberano era aconselhado a aumentar os impostos para cobrir o que estava faltando. (Soa familiar? Pois é).

Houve a guerra dos emboabas, entre os paulistas e os portugueses justamente para se libertarem dos pagamentos de impostos, que cresciam todos os dias.

E mais conhecida, foi a inconfidência mineira.

O rei português D. João V, foi aconselhado a regularizar uma forma de recolher consistentemente os impostos sobre o ouro garimpado no Brasil.

Minas era a província onde se garimpava mais ouro.

Foram criadas então as casa de intendência onde era obrigatória a pesagem e a fundição do ouro garimpado. Depois de pesado de fundido em barras, o intendente assinava um certificado de propriedade para o dono do ouro e ficava com 20% do garimpado em nome do Rei. Como de costume, o intendente roubava um pouco para ele, e o transportador roubava mais um pouco, o capitão do navio mais um pouco, e assim por diante e a parte do Rei já chegava defasada.

Com as reclamações por parte da corte português, os governantes começaram a se preocupar com suas posições de mordomia e bolaram um meio de estabilizar a coleta de impostos tivesse ou não sido garimpado o ouro.

A mudança criada pelo Marquês de Pombal, a mudança seria a seguinte: o quinto seria uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colônia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro. Cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais no tempo do Brasil Colônia foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira. Correspondia a uma pesada taxa cobrada da população e que, durante o governo do secretário de Estado (espécie de primeiro-ministro) Sebastião José de Carvalho e Melo (ou Marquês de Pombal), foi fixada em 100 arrobas anuais (1 arroba = 32 arráteis = ~ 15 quilos), ou seja, 1500kg aproximadamente. Como -não raramente- o quinto não era pago integralmente e os valores não pagos eram acumulativos, era preciso intensificar a cobrança, confiscando-se bens e objetos d’ouro. Essa prática de cobranças de valores atrasados era chamada de derrama.

A derrama começou a ser realizada em 1751. A partir de então, foi acionada algumas poucas vezes. Depois de se realizar um censo em que se indicavam os bens e rendas dos moradores, funcionários do governo português, violentamente recolhiam uma proporção das rendas pessoais.

Resumidamente, a derrama foi uma espécie de cobrança forçada dos impostos atrasados.

Então mais ou menos em 1788, chegou para governar a província de minas o Barão De Barbacena, com o encargo de organizar e estabilizar o recolhimento dos impostos que por causa dos desvios estavam minguando.

Depois o imposto do quinto foi substituído por outro chamado capitação. Consistia em o senhor pagar todos os anos ao Rei 230$ por cabeça de escravo que minerasse por sua conta; os escravos sujeitos a esse imposto chamavam-se capitados. Mais tarde foi esse imposto substituído por outro — o de uma contribuição anual marcada pelo Rei (25 arrobas de ouro). Anos depois voltou de novo o imposto da capitação. Finalmente de 1751 até a Independência do Brasil (1822), voltou a vigorar de novo, como era no princípio, o imposto do quinto. De sorte que o imposto do ouro, na época colonial de nosso Estado, percorreu a seguinte escala: quinto — capitação — contribuição anual — capitação — quinto.

Os impostos atrasados pela lei do Rei poderiam ser cobrados com o confisco de bens e se denominou Derrama.

Mais ou menos o que se chama hoje de “Divida Ativa da União”

A Inconfidência Mineira e outras revoltas ocorreram pela relutância de pagar impostos abusivos.

Seria um pouco complicado, porém possível se calcular a taxa total dos impostos que por demasiados resultaram em revolta da população.

Na realidade, a atual taxa tributária brasileira é extorsiva.

Calculado em função do PIB e dos impostos diretos, a taxa brasileira está encostada em 40% do PIB.

Em 2005 houve uma nova maneira de se calcular o PIB, levando-se em conta o valor do trabalho exercido por pessoas não remuneradas, como donas de casa e outros. Desta forma o PIB cresceu artificialmente 2% a partir daí. Com este novo calculo a taxa em percentual do PIB decresceu proporcionalmente também os 2%. Pela maneira antiga de se medir o PIB, a nossa taxa tributária direta está em 42% do PIB.

Portem, existe uma medida em que o Brasil é o campeão mundial disparado. È a taxa tributária chamada taxa plena, e que é o potencial total de arrecadação pelos governos Federal, Estadual e Municipal, sem nenhuma sonegação.

A Taxa plena brasileira está a 79,8% dos PIB.

Bem perto dos 80% de toda a riqueza produzida pelo país.

Um funcionário público bem remunerado, que paga sem descontos os seus 27,5% de IR, e paga também todos os outros impostos embutidos nos custos de tudo que compra para sobreviver, vestir, locomover, enfim viver decentemente está pagando 80% para o governo.

É mole?

Os países escandinavos, Suécia, Noruega, Dinamarca e outros, cobram muitos impostos, e como praticamente não têm sonegação, a taxa real cobrada e a taxa ampla, se vão igualando.

Na Suécia se cobra total de impostos 58% do PIB.

O cidadão sueco, por este preço, tem boas e decentes escolas.

Bom atendimento médico e boa segurança para ir e vir sem medo de ser assaltado e roubado.

Os 42% que o Sueco conservou para ele depois dos impostos são para ele comer e sobra para fazer o que bem entender

Com os 20% que sobra ao cidadão brasileiro, ele tem que pagar as escolas de seus filhos, o plano de saúde particular, contratar alarmes e seguranças para sua casa, repara o carro que caiu em buracos nas péssimas vias de acesso e aí tem que, comer, vestir, e viver um pouco.

Uma reforma tributária tem que ser urgente, mas parece que a sanha arrecadatória do governo é de tal modo cega que a reforma mandada ao congresso pelo executivo, depois de analisada por vários economistas, chegou-se à conclusão de que a burocracia poderia diminuir mas, a arrecadação iria aumentar se fosse aprovada.

Tem que haver no Brasil uma forma moderna e menos burocrática de se coletar impostos. Uma forma justa em que todos possam contribuir proporcionalmente com sua carga tributária e que não pese em uns mais do que em outros. Uma forma justa em que não seja preciso se calcular a sonegação.

Existe um projeto a ser pensado com carinho.

É o projeto do economista Marcos Cintra da FGV.

http://www.marcoscintra.org/novo/

Este projeto já foi examinado e aprovado por comissão especial em 2001, e está engavetado esperando ser colocado em pauta para votação.

Ou por mudar drasticamente o Brasil para melhor está engavetado esperando o ostracismo.

Se for aprovado este projeto acabará de vez com a burocracia, e também com as boquinhas sedentas do dinheiro público que estão lá dentro dos três poderes, principalmente no legislativo.

Ora que esperança!!!! A raposa votar em que as galinhas sejam protegidas (ooops atualmente não se pode falar de galinhas).

Aparentemente este projeto terá de ser aprovado por um plebiscito e temos que fazer campanha.

Teremos que chamar o povo para outra inconfidência

O que não podemos deixar acontecer, é isto:

March 20, 2008

A legislação emocional

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, REFORMAS, legislação, Ética — rlaf44 @ 4:58 pm

cocavara.jpgA legislação emocional


As leis devem ser justas, e isto quer dizer que devem comportar da melhor maneira a maioria dos cidadãos que vivem debaixo dela.

Não existe nenhuma lei, por melhor que seja que contente a todos, mas os descontentamentos devem ser os menores e os menos nocivos à maioria.

Para tanto, as leis que direcionam uma sociedade, devem ser frias e destituídas de qualquer emoção. As emoções são em geral passageiras e as leis têm que acomodar um tempo maior, bem maior do que qualquer emoção. As leis que são pensadas e feitas debaixo de um clima de emoção são em geral leis que ficam distorcidas rapidamente e levam para uma interpretação errônea que podem causar mais danos do que a não existência de dita lei.mais-cpi.jpg

Existem em nossa sociedade, pensadores que acreditam que se pode legislar todo e qualquer problema. Cria-se a lei e acaba-se o problema.

Assim o Brasil tem uma das mais rígidas leis de controle de drogas e as drogas estão aí, o tráfico aumentando, e os problemas relacionados a estas infrações se multiplicando exponencialmente.

O Brasil tem uma das mais rígidas leis de controle de armas, e ainda estão tentando criar mais leis sobre este tema, e as armas de guerra nas mãos dos bandidos estão se proliferando assustadoramente.mentindo-de-novo.jpg

O Brasil tem leis muito rígidas sobre os direitos da criança onde inclui o direito de aprender e freqüentar escolas, e a evasão escolar, está aumentando todos os dias.

Falando sobre isto, o ECA, o famoso Estatuto da Criança e do Adolescente, foi criado em um clima emocional, e está totalmente destorcido, levando uma parte da sociedade infantil para a criminalidade e a impunidade. Quando acontece um crime bárbaro envolvendo um menor de idade, vem a sociedade em um clima muito emocional querendo diminuir a idade penal para punir um menor que foi já um produto de outra LEI EMOCIONAL.usando-o-titulo.jpg

A atual constituição brasileira, denominada “Constituição Cidadã” é uma lei muito emocional. O nome já é emocional. Ela tentou compensar por decreto injustiças cometida durante o governo ditatorial, e com isto criou monstrengos legislativos que estão impedindo que se construa um país justo, baseado em leis cegas e imparciais come deveria ser.

Conheça no link abaixo a constituição atual e seus autores.

http://pt.wikisource.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_de_1988_da_Rep%C3%BAblica_Federativa_do_Brasil

Eu não quero dizer que ela está toda emocional e , ou errada, mas as partes nela contida que foram feitas debaixo de uma clima emocional estão impedindo que se use as partes boas e imparciais que também consta desta lei magna brasileira.

Para o Brasil poder fazer parte de um mundo globalizado e real, teremos que sim fazer sem nenhuma emoção uma lei magna nova destinada a dirigir um grande país que é o Brasil, mas uma lei completamente cega e destituída de qualquer tipo de emoção.carro-nacional.jpg

DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS BRANCOS
Ives Gandra da Silva Martins

Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afro-descendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afro-descendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afro-descendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este “privilégio”, porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo

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February 25, 2008

Cada coisa em seu lugar????

Filed under: Frases, Justiça, MORDOMIAS, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 3:57 am

Cada coisa em seu lugar????

Estou bem longe de ser considerado puritano. Longe disto, eu falo palavras de baixo calão, esbravejo, conto anedotas cabeludas, e não me oponho a nada neste mundo desde que seja mais ou menos dentro dos limites que a sociedade convencionou.

Não acredito que os limites convencionais da sociedade sejam lá muito bem definidos, e sei que existe e dentro do sistema cultural de uma nação tão grande e diversa como o Brasil, várias interpretações de um mesmo conceito.

Tudo bem, a rigidez conceitual entre as pessoas leva ao preconceito o que também não é nada bom.

Recentemente, veio à tona umas impropriedades da ministra da Integração Racial A D. Matilde Ribeiro. O seu erro maior aconteceu a mais de um ano, quando se revelou preconceituosa contra as pessoas brancas. Ela disse que: “quando uma pessoa negra ou de origem negra sentisse raiva contra uma pessoa branca, esta pessoa de origem negra tinha razão, pois sua raça tinha sido maltratada pelos brancos durante anos”. Esta declaração em um governo sério deveria ser bastante para que ela fosse exonerada do cargo de representante do Governo.

Como seria possível que logo a Ministra da Integração Racial fosse fornecer a receita para um preconceito racial, e sendo ela da raça negra, este preconceito transpareceu em seu discurso contra a raça branca. Mas ela não foi exonerada por este motivo, e sim quando no portal da transparência que é do governo apareceram os seus gastos com o famoso cartão corporativo, e ela realmente exagerou nos gastos com suas mordomias. Se o governo fosse mais sério e tivesse removido a ministra por justa causa na demonstração racista, teria poupado o desgaste dos cartões.

Mas este não é o assunto deste post.

Buscando algo sobre o Clóvis Bornay, na internet, encontrei em outros blogs, uma referencia sobre o lustre que o deputado federal Clodovil Hernandes mandou fazer para ornamentar o seu gabinete na câmara dos deputados. De acordo com as notícias encontradas, se isto for realmente verdade, (pode ser montagem, pois a internet está cheia disto), e sendo a seu gabinete de trabalho no congresso um lugar reservadamente público, esta demonstração do seu gosto pessoal está fugindo de suas atribuições assim como a demonstração racista da ministra. Como representante popular o deputado Clodovil, deve ser manter exercendo o seu mandato dentro das regras de conduta exigidas pelo código de ética e digo se existir realmente este lustre dependurado em seu gabinete, o conselho de ética da Câmara dos Deputados deveria investigar e punir com a perda de mandato esta demonstração de desrespeito com a sua obrigação dentro do congresso.

Se o gasto com o lustre foi pago como diz o artigo com a verba indenizatória este custo deverá ser imediatamente ressarcido aos cofres do erário.

Como eu disse no início deste artigo, as preferências sexuais do Clodovil, é problema dele e não me afeta em nada, como não me afeta sua religião, seus gostos de comida, desde que mantidas debaixo de sua responsabilidade pessoal.

O que me afeta, é ajudar a manter com o dinheiro dos impostos que eu pago, uma irreverência e um gasto totalmente desnecessário como este da matéria apresentada.

Em sua casa e com o dinheiro dele, ele pode fazer o que quiser.

Dentro do congresso não.

Um dos blogs em que encontrei a matéria foi:

http://forum.hardmob.com.br/showthread.php?t=326996

Vejam a matéria abaixo:

[Clodovil] Lustre Traquinas

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Desenhado pelo próprio Clodovil, o lustre foi montado pela estilista mato-grossense Chiquita Folharal. Chiquita Folharal foi a responsável pelos ornamentos do caixão de Clóvis Bornay.

O lustre custou 300 mil reais e consumiu quase toda a verba de gabinete do Deputado mais alegre do Brasil. “Ele é tudo de bom! O problema, meu Amor”, reclama Clô, “é que ninguém consegue se concentrar no trabalho

“Uma ‘coisa’ dessa pendurada no meio do gabinete, balançando pra lá e pra cá”, prende a atenção de todos.

Subindo as sobrancelhas, Excelentíssimo deputado acrescenta: “Se bem que eu não vim aqui para trabalhar mesmo, hahahaha”, finaliza.

só pode ser sacanajem, como o povo de SP elege um fdp desse…

February 5, 2008

Para o bem do Brasil!!!?

Filed under: administração, governo, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 4:34 pm

Para o bem do Brasil!!!?

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Estamos muito bem servidos de ministros e de representantes.

Ultimamente, em recentes revelações tivemos:

Ministro Carlos Lupi, que é presidente do PDT, desafiou a comissão de ética pública que determinou ser conflito de interesses, as duas responsabilidades. Ele teria de se demitir de um dos dois.

Ele disse que não abre mão da presidência do partido e o Ministério está nas mãos do Lula. Se o Lula pedir ele sai.

Até o momento o Lula não pediu e contrariando a decisão do conselho de ética ele está se lixando.

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Outro Ministro, o agatunado Gedel Vieira Lima, disse que pode ser contra a ética, mas se for convidado ele vai comparecer aos camarotes do carnaval, vai se divertir e beber a vontade.

E a Ministra Sinistra Relaxa e Goza Suplicy em recente visita à Madri, disse que a violência no Brasil é coisa de propaganda enganosa. Desrespeitando o país hospedeiro, ela disse que pelo menos no Brasil não tem terrorismo.motel-corporativo.jpg

Quando os traficantes incendeiam ônibus cheios de passageiros e que morrem queimados, é terrorismo sim senhor. Quando em arrastões nas praias turísticas os bandidos matam para roubar, é terrorismo sim, pelo menos os efeitos e resultados são os mesmos, o turista chega para visitar e morre.

E ela também disse que a epidemia de febre amarela não existe, e que não passa de uma epidemia de fofoca.

Porque não explica isto para os parentes dos 13 que já morreram quase todos este ano?

E a Ministra da integração racial!!!! A D. Matilde

Esta apenas em seis anos apareceu duas vezes.

A primeira quando disse que os negros tinham razão em odiar as pessoas brancas que os haviam oprimido durante séculos.

E a segunda quando foi flagrada usando os cartões corporativos de forma um tanto pessoal digamos assim.matilde.jpg

O pecado não é a ministra Matilde gastar R$ 171 mil dos cofres públicos em férias, aluguel de carros, almoços e comprinhas em free shop. O problemaço é que descobriram e foi parar na imprensa.

O nosso verborrágico presidente disse que as acusações sobre o crescimento de desmatamento e queimada na região Amazonas, era apenas uma coceirinha, mas que deveria ser investigado. Suas palavras sobre o assunto em verdade foram:o-bom-cego.jpg

“detectaram um tumorzinho e já saíram dizendo que era câncer”

E a sua esposa a Galega Italiana Marisa Letícia que sem prestar um único serviçorecebendo-a-medalha.jpg relevante à Aeronáutica recebeu a Medalha de Honra ao Mérito, Santos Dumont.


E o ministro dos Esportes, Orlando Silva que disse outro dia quer vai devolver os R$30.000,00 que usou indevidamente com os cartões corporativos porque se confundiu e trocou os cartões na hora de pagar uma tapioca de R$8,00.

E o guarda costas da Lurian Cordeiro (filha ilegítima do Lula) que vive em Santalurian.jpg Catarina, o cidadão João Roberto Fernandes Júnior que em serviço à segurança da Lurian e seus filhos, gastou com os cartões do governo R$55.000,00 nos últimos nove meses. Uma média de R$6.000,00 por mês.

Disse que vai apresentar as contas tudo direitinho. Ah Bom!!!!

Ele comprou com estes cartões até materiais de construção.

Já a Secretaria de Imprensa do Planalto informou que não irá se manifestar sobre “temas relacionados à segurança do presidente ou seus familiares”.

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A zona eleitoral.

Filed under: Frases, MORDOMIAS, REFORMAS, anedotas, governo, legislação, política — rlaf44 @ 12:40 pm

A zona eleitoral.

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Recebi hoje um Email de minha irmã Sônia que vive em Belo Horizonte, e que está muito bom para colocar em perspectiva a classe de políticos que se passam por representantes dos outros ingênuos brasileiros que supostamente votaram neles.

Uma coisa incrível e que em geral não passa na cabeça dos eleitores, é o dinheiro gasto nas campanhas eleitorais.

Em uma campanha para Senador no Distrito Federal custa no mínimo R$ 10 milhões de reais.

Parta apenas recuperar este dinheiro nos oito anos de mandato, este cidadão que gastou este dinheiro teria que ganhar no mínimo

R$ 105.000,00 por mês de salário apenas para pagar o principal gasto em campanha. Se computado os juros deste dinheiro nos oito anos, teria que ganhar 150 mil no mínimo apenas para ficar no “ Zero a Zero”.

Constatado isto que descrevi acima, qualquer cidadão que se candidate e apresente estes gastos de campanha, está simplesmente dizendo:

“Vote em mim que eu vou roubar muito porque o salário é pequeno”

Gente tem que haver uma reforma na maneira em que estes gastos são computados e tem que ter um limite.

O cinismo é a maneira de viver da política brasileira.

Temos que fazer na marra uma reforma eleitoral, invadir aquela esplanada com 2 milhões de cidadãos, e mostrar ao Brasil que ainda temos gente que está preocupada com o futuro da nação.

Os atuais políticos, da classe do Gedel Vieira Lima estão apenas preocupados com o futuro de seu bolso. E este mesmo senhor, está no momento gerenciando um orçamento de 6,2 bilhões de reais, dos quais os primeiros 72 milhões gastos com a transposição do Rio São Francisco estão sendo contestados pelo TCU.

Eta Brasil……..

O poster abaixo foi retirado do site

http://www.entrelacos.blogger.com.br/

Blog interessante e uma boa leitura

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E agora o Email da Sônia:

Haverá um dia em que

a felicidade voltará para todos…

Será o dia em que:

GENUINO será algo verdadeiro;

ROSINHA apenas flor;

GAROTINHO um moleque safado;

GENRO apenas o marido da filha;

SERRA um acidente geográfico;


SEVERINO apenas o porteiro do prédio;

FREUD voltará a ser só o criador da Psicanálise;

LORENZETTI será só uma ‘marca de chuveiro’;

GREENGALGH voltará a ser um almirante que

participou de nossa história;

Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira, Berzoini, Gedimar, Valdebran, Bargas, Expedito Veloso, Gushiken, Renan, etc,

serão simples presidiários.

E LULA APENAS UM FRUTO DO MAR!!!

E agora, quando olho meu título de eleitor

entendo o verdadeiro significado de


ZONA ELEITORAL

E tem também esta sugestiva foto, que também recebi da Sônia que poderá ser uma montagem, mas indica a vontade do eleitor honesto no Brasil e que foi vítima de um estelionato eleitoral.

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Depois que publiquei esta foto, recebi esta explicação de sua origem:

 

É uma montagem … e posso te dizer que na foto original, a pessoa fotografada é “Christoph Blocher” o ex conselheiro federal da Suíça, que não fui reeleito dois meses atrás. A foto foi tirada no antigo escritório dele, no palácio federal em Berna (Suíça).

 A pintura é de “Ferdindand Hodler”.

January 1, 2008

Contradições.

Filed under: ARTIGOS, administração, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 7:00 pm


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Não sendo eu instruído na carreira legislativa ou legal, fico sempre imaginando o significado amplo da palavra democracia sem na verdade encontrar uma coerência final no o que realmente significa este sistema de governo.

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As pessoas e jornalistas que dentro de suas colunas, citam este sistema, dizem ou escrevem uma visão geral, com poucos detalhes e apenas superficial mais para ilustrar o tema em que se baseia a notícia.

Outro dia herdei de um primo recentemente falecido, alguns livros interessantes, e entre eles, um que se destaca é o “Dicionário de Política” editado pela UNB, e tendo como autores: Norberto Bobbio, Nicola Matteucci, e Gianfranco Pasquino.

Este exemplar é a 8ª edição de um livro originalmente italiano e magistralmente traduzido, editado pela gráfica da Universidade de Brasília.

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Procurei então neste livro a definição de Democracia.

É um tema extenso e complicado, sendo que este tema foi durante séculos discutido entre os povos, sem que se chegasse à uma conclusão inteiramente óbvia sobre a melhor maneira de governo popular.

Sendo a sociedade como um todo muito mais dinâmica do que as leis, algumas idéias que poderiam ter dado certo entre uma sociedade, ficaram datadas com o passar dos tempos, e foram então distorcidas e modificadas por ação do próprio povo. Estas modificações em curso, feitas geralmente por pessoas visando algum interesse próprio, levam à modificações do sistema do povo para um sistema menos participativo que nos casos extremos termina com uma ditadura déspota, onde os direitos cidadãos não são respeitados.

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Pelo que eu pude vislumbrar dentro dos ensinamentos deste tema, a democracia atual se baseia em dois itens:

1. Voto popular – o mandatário é escolhido por votação popular voluntária.

2. Independência entre os poderes – Os três principais poderes democráticos, Legislativo, Executivo e Judiciário, têm que ser totalmente independentes entre si.

As democracias existentes atuais, que governam as repúblicas, têm algumas características próprias de cada uma delas, e das 165 atuais, apenas 11 mantêm um regime democrático à mais de 30 anos.

A mais duradoura de todas é a republica dos Estados Unidos da América, que instituiu a sua constituição em 1789, e que nela especificou o seu tipo de governo e que é respeitado até hoje.

Existem atualmente algumas distorções sociais no sistema americano, que são constantemente discutidos em sua suprema corte, mas em síntese o sistema prevalece.

Desde que em uma democracia o poder emana do povo, e sendo que nos países modernos o desejo do povo é manifestado pelos representantes deste povo, a promiscuidade entre o executivo e o legislativo prejudica esta relação.

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O judiciário, que seria o responsável para julgar procedentes as modificações necessárias para a adaptação do sistema democrático ao dinamismo social, deve ser o mais afastado possível do sistema executivo para se evitar decisões parciais ou privilegiadas.

As principais distorções do sistema atual brasileiro são as seguintes:

· Obrigatoriedade de voto –

o A prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos. A medida foi parte de uma reforma política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que dividiam a pólis. Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos de se absterem nas votações da assembléia, sob risco de perderem seus direitos.

o No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos, e opcional para cidadãos de 16, 17 ou acima de 70 anos. Críticos dessa lei argumentam que ela facilita a criação de currais eleitorais, onde eleitores de baixo nível educacional e social são facilmente corrompidos por políticos de maior poder financeiro, que usam técnicas de marketing (quando não dinheiro vivo ou favores diretos) para cooptá-los. Ainda de acordo com os críticos, o voto obrigatório é uma distorção: o voto é um direito, e a população não pode ser coagida a exercê-lo.

· A compra de votos –

o Sempre vai existir um pequeno percentual de votos comprados. A justiça está de olho e alguns parlamentares que foram pilhados comprando votos perderam os seus mandatos. Agora depois da reeleição para presidente da republica, os programas sociais do governo, estão descaradamente sendo usados para comprar votos. Pelas ultimas estatísticas do IBGE, são 47 milhões de pessoas diretamente inscritos nos programas sociais do governo, principalmente o “Bolsa Família”. Com a obrigatoriedade do voto e com um benefício como esta esmola dada sem nenhuma contrapartida, fica evidente que a máquina federal está aparelhando uma grande parte da população para mascarar a democracia, e cinicamente comprando votos. Se considerarmos que pelo menos a metade desta população vivendo à custa do governo, e ouvindo nos programas de campanha eleitoral que um novo governador ou presidente vai acabar com a mamata. Votam com o governo para garantir a manutenção da mamata.

o Sendo as máquinas de votar muito sofisticadas hoje em dia, seria bem fácil cruzar os votos dados com os participantes dos programas sociais do governo, e anular estes votos, para que depois das eleições não exista a possibilidade de um impedimento por votos comprados.

o O TSE deveria ficar atento a esta possibilidade para que a tênue democracia existente atualmente, não fique travestida de legalidade sendo que na verdade, a maioria dos votos foi comprada com dinheiro dos impostos.

· A impunidade –

o Durante a campanha para presidente, ficou constada uma situação de caixa dois pela campanha do Lula para presidente. Comparado com as cifras faraônicas das campanhas, o valor em pauta era apenas de R$20.000,00.

o Diante desta possibilidade, de impugnação da chapa do Lula, o simpático TSE decidiu que como era apenas uma questão de vinte e poucos mil reais, isto não representaria uma vantagem real para o Partido dos Trabalhadores, e arquivou o processo.

o E aqui fica a pergunta para o Ministro Marco Aurélio Mello (O autor da decisão): e a quebra da lei? Se for pequena pode ficar impune? E onde na constituição existe alguma clausula sobre isto? E onde no código penal existe a estipulação de que se o delito for por questão quantitativa monetária inferior aos milhões gastos em campanhas políticas pode ficar impune? E onde em algum lugar exista uma decisão de que se o valor do roubo for pequeno, que o perpetrador do delito pode ficar com a vantagem da pilhagem?

· O governo por decreto –

o Existe uma possibilidade dentro da nossa constituição que está definitivamente sendo usada pelo poder executivo para mascarar a democracia e fazer dela um sistema esdrúxulo e espúrio, sem realmente uma das características de separações entre os poderes. São as medidas provisórias editadas sem critério ou sem limites, fazendo do executivo um legislador das próprias decisões.

o Este aparato está sendo usado indiscriminadamente pelo governo, às vezes em claro detrimento da constituição, sem as necessárias causas e motivos emergenciais, para parar a pauta do congresso, em certas decisões que não favorecem ou fazem parte dos planos do executivo. E quando aparecem votações interessantes aos interesses do executivo, elas são cinicamente retiradas e a pauta fica então liberada para a votação que favorece os interesses do executivo.

o Esta promiscuidade entre poderes, tira do povo a possibilidade de interferência em assuntos de interesse popular direto, e deveria sem perde de tempo ser modificada, limitando imediatamente o número de medidas provisórias que o executivo poderia emitir. Um bom número seria apenas seis por ano ou uma a cada dois meses, apenas para os assuntos de real emergência. Este excesso de medidas provisórias criou um governo por decreto e a representatividade democrática fica definitivamente abalada.

Bem por hoje, são estas divagações sobre os regimes democráticos existentes e entre eles o do Brasil que está rapidamente se modificando para ficar parecido com a democracia de Hugo Chaves, Fidel Castro, Adolf Hitler, Benito Mussolini, Sadan Hussein, entre outros déspotas onde de acordo com eles estes mandatários foram eleitos com os votos populares, e então este era um sistema democrático.

Nem sempre a pura manifestação do povo pelo voto se traduz em uma democracia.

Um bom 2008 para todos os participantes deste local de desabafo, e um agradecimento pelas visitas e pelos comentários enviados.

Um grande abraço

Roberto Leite

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November 24, 2007

Aprofundando o dialogo!!!!

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, administração, legislação, política, revolta, Ética — rlaf44 @ 10:52 pm

Aprofundando o dialogo!!!!

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“A eleição de Lula (ou do Chavez) já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política.”

Esta frase, que muito bem pode ser de autoria do Senador Cristovam Buarque, mas não estou seguro, pode muito bem ilustrar também a eleição do Chavez para presidente da Venezuela.

Durante anos, os eleitos presidentes daquele país visinho, eram pessoas de cultura, médicos, advogados, com tradição política, e por muitos anos reinaram neste país com um clima de insegurança social profundo. A polícia federal de repressão por lá, a temida PTJ, prendia quem queria e por qualquer razão, mantinha os inimigos e críticos do governo presos indefinidamente sem julgamento. Era totalmente corrupta, e por pagamento fazia o que queria.

Este clima de insegurança social culminou com a eleição de um golpista consagrado, na esperança de que ele fosse melhor do que o que havia reinado até ali.

A verdade, é que a tímida democracia que havia até o momento, poderia ser ainda melhorada democraticamente, mas com um ditador no poder, com dinheiro e armado até os dentes, o sistema piorou, e muito e o pior ainda está por vir.

O estadismo expulsou a iniciativa privada e o populismo está quebrando o país.

Não sei quanto tempo a Venezuela agüenta, mas vai arrebentar em cima dos mais fracos como sempre acontece.

Ainda usando a frase acima, vamos ver o caso do Brasil:

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Muita gente da mídia, e da política, da tímida oposição, que como oposição vive se vendendo ou pisando na bola, ainda pensa que o mensalão, era o plano do Zé Dirceu, para se perpetuar no poder, comprando os parlamentares, para votarem tudo o que se propusesse como o controle da mídia e a censura prévia, a CPMF, a DRU, a legislação por decreto indefinidamente e a eleição do candidato proposto, propriamente ele o Dirceu.

Eu estou desconfiando, de uma conspiração muito mais profunda.

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O mensalão serviu para desmoralizar o legislativo mais do que nada. A absolvição dos mensaleiros, a dança da Ângela Pizzaola Guadagnin, colocou definitivamente o legislativo como bola da vez. É verdade que o executivo ficou um pouco arranhado, pois as coisas foram um pouco apressadas por um acidente de percurso.

Agora o caso do Renan, coloca em cheque a mais alta casa de representação (?) do país

Depois, foi a vez de o legislativo embarcar nesta de comprado, pensando mais em salários do que necessariamente um julgamento decente e com isto piorar o clima de insatisfação da população.

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Junto com a inércia do governo, de falar muito e fazer pouco, caprichando nos programas assistencialistas, está criando no Brasil, um clima de insatisfação muito parecido com o que existia na Venezuela pré Chavez.

E apesar de que a democracia no Brasil seja mais sólida do que na Venezuela, de que o campo industrial seja muito maior e mais completo, de que os investimentos estrangeiros sejam muito mais sólidos tudo isto não é garantia contra a insatisfação do povo e a descrença no sistema.

E esta descrença, pode levar o povo do Brasil acreditar que possa haver uma forma melhor do que a atual e que apareça algum aventureiro com credenciais de ditador e tomar o lugar da democracia.

Isto seria um atraso social tremendo e devemos ter cautela para que se este é o plano do PT para se perpetuar no poder, tirarmos dele esta idéia e que dentro da lei e da democracia podemos consertar as incoerências do sistema sem os choques de uma ditadura.

Eta Brasil

Leia abaixo o texto do Senador Cristovam Buarque, retirado do Blog do Noblat:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=81680

Por que Chávez?

Talvez nenhum outro líder político latino-americano tenha recebido tanta atenção de jornalistas e de políticos brasileiros quanto o presidente Chávez. As análises e críticas são sempre sobre “o que é” e “como age Chávez”. Ninguém pergunta “por que Chávez?” – o que levou a Venezuela, depois de 50 anos de democracia, a optar, por meio do voto, eleição após eleição, por um governo com características autocratas. A resposta é simples: Chávez é o produto da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

Durante os 50 anos de sua democracia, a Venezuela teve dois partidos se sucediam, sem nada mudar, exceto o nome do Presidente. Uma falsa alternância do poder. Por todo esse tempo, o país exportou petróleo e teve recursos para financiar o luxo e a sofisticação do consumo de uma minoria rica. Muito pouco foi usado para atender às necessidades da população pobre, ou para investir em um projeto estratégico de desenvolvimento. O resultado foi um país dividido por uma apartação social, o total estranhamento entre incluídos e excluídos, que se vêem como se fossem partes separadas de um mesmo país, e não componentes de uma mesma nação.

O Brasil se comporta hoje como a Venezuela de anos atrás. A eleição de Lula já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política. Ele representava o novo, dizia que o Congresso era composto por 300 picaretas; liderava um partido que era símbolo da luta contra a corrupção e da esperança de uma nova política nacional, que transformaria a sociedade em benefício da emancipação das camadas pobres. É verdade que, no poder, Lula não se comportou como Chávez: em vez de dividir o país, fez uma coesão política entre pobres e ricos. Mas não criou as condições para a unidade social, para a formação de uma nação. Em vez de mudar a sociedade, tomou medidas que acomodaram o povo e os partidos. Adotou uma forma de fazer política idêntica à que antes criticava. A coesão política veio do compromisso com a manutenção do status quo em todas as áreas, e da concessão de programas assistenciais para as camadas pobres.

O resultado é que o Brasil de hoje é a Venezuela de antes de Chávez, com o agravante da perda da esperança no governo Lula. A democracia vai aos poucos sendo corroída pela desmoralização dos políticos, pela insensibilidade das elites dirigentes, pelo cinismo da comemoração pelos pequenos avanços, pela aceitação de que a corrupção é natural e generalizada. Somos um caldeirão de frustrações fabricando uma alternativa autocrática.

Apesar de criticar Chávez, o Congresso brasileiro colabora sistematicamente para fabricar o chavismo no Brasil. Com o aumento do salário dos parlamentares, os acordos para salvar colegas condenados pela opinião pública, a mudança de posições que depende de estar no governo ou na oposição, o aumento de impostos repudiado pelos contribuintes, os fracos resultados no enfrentamento dos problemas da população. Nem aqueles que criticam Chávez sentem saudades dos partidos e dos políticos de antes.

Os juízes passam a idéia de estar mais preocupados com o aumento dos seus salários do que em fazer justiça, e permitem a vergonhosa impunidade dos ricos. Colaboram para formar o desejo popular de um líder autoritário. Na Venezuela, mesmo aqueles que se horrorizam com o controle da justiça afirmam que a justiça anterior não merecia sobreviver.

A imprensa, apesar de denunciar constantemente a corrupção, se concentra no debate superficial, generaliza a crítica a todo político, desmoraliza a classe política – e junto com ela, a democracia –, ignora propostas alternativas para um Brasil sem apartação. Critica os erros, mas não denuncia as causas.

É como nas tragédias gregas. Ninguém quer o resultado trágico do autoritarismo. Mas como atores, estamos todos – Congresso, justiça, imprensa – fazendo a nossa parte para que o Brasil seja uma fábrica de autocratas, produtos da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.

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October 10, 2007

O pedágio.

Filed under: administração, economia, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 10:16 am

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pedágio
[Do lat. vulg. *pedaticu, pelo it. pedaggio.]
Substantivo masculino.
Bras.
1.
Tributo cobrado pelo direito de passagem por uma via de transporte terrestre, como uma estrada, uma ponte, um túnel, etc. [Sin.: (ant.): peagem.]
2.
P. ext. Local onde se paga esse tributo; passagem. [Sin. ger. (lus.): portagem.]

democracia
[Do gr. demokratía.]
Substantivo feminino.

1.
Governo do povo; soberania popular; democratismo. [Cf. vulgocracia.]
2.
Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, i. e., dos poderes de decisão e de execução; democratismo. [Cf. (nesta acepç.) ditadura (1).]
3.
País cujo regime é democrático.
4.As classes populares; povo, proletariado.

Democracia autoritária. 1. Ciênc. Pol. Sistema de governo surgido após a 1a Guerra Mundial, em geral anticomunista, firmado na supremacia do poder executivo em relação aos demais poderes.
Democracia popular. 1. Ciênc. Pol. Designação comum aos regimes políticos monopartidários dominantes nos países da área socialista. [Cf., nesta acepç., república popular.]

república
[Do lat. republica < lat. res publica, 'coisa pública'.]
Substantivo feminino.

1.
Organização política de um Estado com vista a servir à coisa pública, ao interesse comum.
2.Sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo por tempo determinado.
3.O país assim governado:
a república romana.

4.Grupo de estudantes que residem na mesma casa.
5.Essa casa.
6.Fam. Associação, agremiação, onde impera a desordem. [Dim. irreg.: republiqueta. Cf. republica, do v. republicar.]

República Nova. 1. O período republicano brasileiro compreendido entre a vitória da revolução de 1930 e a implantação do Estado Novo, em 1937.
República popular. 1. Ciênc. Pol. Designação dada aos Estados constituídos por uma Frente Popular formada por todas as correntes democráticas do país, com a hegemonia do proletariado e de seu Partido Comunista. [Cf. democracia popular.]
República Velha. 1. O período republicano brasileiro compreendido entre a proclamação da República, em 1889, e a revolução de 1930.

direito
[Do lat. cláss. directu.]
9.Aquilo que é justo, reto e conforme à lei.
10.Faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato.
11.Prerrogativa, que alguém possui, de exigir de outrem a prática ou abstenção de certos atos, ou o respeito a situações que lhe aproveitam; jus.
12.Faculdade concedida pela lei; poder legítimo:

As definições acima são retiradas do Dicionário Aurélio.

O propósito que estou publicando estas definições, é para tentar ilustrar o quanto tudo feito no Brasil atual está totalmente em desacordo com as definições em que pensamos estar vivendo, e que são as bases para o regime do povo, ou seja, democrático.

Em nossas leis, copiadas ou imitadas de outras democracias, o direito do cidadão livre de “Ir e Vir” é sacramentado. Isto quer dizer que se eu quiser ir a algum lugar público, e me comportar dentro das normas sociais, tenho este direito garantido pelas normas democráticas em que supostamente vivemos e desfrutamos.

A primeira discrepância sobre este assunto é a obrigação de votar.

Se eu como cidadão e vivendo debaixo de um regime livre e democrático, votar deveria ser um privilégio do cidadão e não uma obrigação deste cidadão.

Mas este assunto está por demais debatido e continua a ser polêmico.

O assunto que me trás hoje a falar em direitos e obrigações, foram as privatizações das rodovias federais.

Em meu ponto de vista, está tudo errado.

Nos países desenvolvidos, onde se cobra para trafegar em rodovias particulares, existem outros meios de ligação entre pontos para que o cidadão faça sua escolha:

1. Entra na rodovia particular, por sua própria vontade, e ciente de que ao trafegar nesta via, estará pagando pelos direitos de usufruir de uma rota melhor e mais rápida, do que o caminho grátis.

2. Escolhe uma via pública, feita e mantida com o dinheiro dos seus impostos, não paga mais nada, mas poderá ser um caminho mais longo e menos direto, com semáforos e outros obstáculos.

Recordo-me um episódio de uma época em que morei em Houston Texas USA.

Se fez necessário, construir uma rodovia rápida e direta, ligando o centro de Houston ao aeroporto internacional que ficava mais ou menos 40km de distância.

Foi proposta uma via direta, onde o terreno foi totalmente desapropriado pelo governo municipal, que colocou então em licitação para alguma empresa particular que se interessasse para explorar a rodovia.

Não apareceu nenhum interesse.

Como a demanda continuava, foram calculados os custos e se chegou à conclusão de que se os impostos municipais fossem elevados durante dois anos em 2%, o município poderia arcar com os custos de fazer a rodovia.

Houve um referendo popular onde os cidadãos voluntariamente compareceram e votaram este acréscimo nos impostos municipais.

O governo municipal então fez a rodovia, e cobrou este imposto por dois anos.

Ao fim deste período, o imposto voltou a ser cobrado sem os 2%.

Como o município, iria ficar encarregado pela manutenção desta rodovia, foi feito outro referendo para saber se os cidadãos estariam interessados a pagar um pedágio dirigido à manutenção desta via.

Ficou então aprovado por referendo popular de que para se trafegar na via rápida e direta do centro de Houston ao aeroporto, teria que ser cobrado um pedágio para a manutenção desta via.

Se você quiser ir ao aeroporto de Houston, pela via antiga e mais lenta, não custa nada.

Esta situação ilustrada e verdadeira, vivida por mim durante o tempo em que estive em Houston, é a maneira livre e democrática de se trafegar por uma via de acesso onde o tráfego será cobrado do usuário.

E agora no Brasil recente:

O governo Lula, que durante as campanhas políticas criticou as privatizações dos governos anteriores, sem nenhum critério, diga-se de passagem, resolveu engolir as suas palavras e privatizar várias rodovias federais para que as empresas explorem o tráfego nestas rodovias.

Até aí tudo de bom. Eu pessoalmente já trafeguei nestas rodovias privatizadas como a ligação entre Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, e constatei que estas vias são realmente bem mantidas e seguras do que as estradas antigas com manutenção pelo governo federal.

O que a meu ver está errado, é a obrigação de pagar para ir e vir, pois não existe opção grátis. Não existe uma forma de que eu possa viajar de carro de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro sem ter que pagar pedágio.

Isto fere o direito de ir e vir, contemplado na constituição e nas leis brasileiras.

Se estivermos em um regime democrático, tem que existir uma opção.

As vias rápidas e melhores nos outros países são opcionais.

Os impostos cobrados constroem e mantêm as estradas secundárias, que podem ser usadas pelas pessoas que não quiserem pagar pedágio.

Ontem, depois de muita polêmica foi privatizada a via Fernão Dias que liga as cidades de Belo Horizonte a São Paulo. Esta é uma via longa, de mais de quatrocentos quilômetros, com muitas pontes e viadutos, sobre rios e ferrovias.

Entre várias cidades no percurso, não existe nenhuma opção onde se poderia viajar grátis. O governo gastou o dinheiro de nossos impostos, duplicou toda a rodovia, inclusive construindo com o nosso dinheiro as praças de pedágio, e agora vendeu tudo para ser explorado por uma empresa espanhola que vai assumir tudo o que está pronto e pago, e é claro vai pagar ao governo federal por este direito, e o governo federal vai pegar este dinheiro e fazer com ele o que bem entender.

Seria decente e reto, o governo com este dinheiro arrecadado com a venda da concessão da Fernão Dias, fazer umas vias alternativas para as pessoas que não quiserem ou não puderem pagar o pedágio possam exercer o seu direito de ir e vir.

Teriam que ser construídas várias pontes e passagens de nível, passar por dentro de cidades com semáforos, mas deveria existir esta opção.

A meu ver, as estradas particulares deveriam ser construídas pelas empresas que as exploram, deixando as existentes como opção para os cidadãos que já pagaram por elas uma vez possam exercer seu direito de cidadania.

A função do governo seria entregar o terreno, onde seriam construídas estas estradas, totalmente desobstruídos e com os direitos livres para construção.

As licenças ambientais, os pagamentos indenizatórios, e os outros estudos necessários seriam a parte do governo. A empresa com tudo garantido faria um contrato de longo prazo e investiria na construção desta via.

Desta forma se justificaria a cobrança do pedágio, pois houve de fato um investimento e um trabalho por parte da empresa particular.

Da maneira que foi feito, seria você comprar um lote, pagar para construir a sua casa, pagar todos os impostos, taxas e direitos, e de repente o governo vender a sua rua para ser explorada por uma empresa privada que irá cobrar de você pelo direito de ir e sair de sua casa, sem nenhuma outra opção, a não ser se mudar para outro lugar sem nenhuma garantia de que não vai acontecer de novo.

Assim, as definições que postei acima, e que servem para nortear a nossa vida social, estão sendo usadas apenas pelo valor gramatical e vernacular, sendo que na prática está tudo sendo feito em detrimento do povo. O mesmo povo que seria quem deveria decidir como as coisas deveriam ser feitas, não apita nada, apenas paga e faz.

E no caso da venda das rodovias brasileiras, existe uma situação ainda mais perniciosa e que se mistura diretamente com as possibilidades de um crescimento econômico sustentável.

Todo o transporte brasileiro, ou quase todo se baseia na malha rodoviária nacional.

É um transporte caro e precário, pelo estado das rodovias que destroem os caminhões, facilitam os assaltos, e se perde muito material transportado.

Com a cobrança de pedágio, que é cobrado pelo número de eixos do caminhão, e sem nenhuma outra opção, este transporte tende a encarecer muito, deixando o custo Brasil muito elevado, impedindo com isto um crescimento real e decente da economia. Tudo o que se compra e se vende passará pelas praças de pedágio, acrescentando este custo ao preço da mercadoria.

Um exemplo disto é a soja brasileira comparada à soja americana.

O nosso custo de produção, pela eficiência nossa, pelo nosso solo e por mão de obra mais barata, sai setenta e cinco dólares mais barata do que a produção americana por tonelada.

Pelo custo do transporte, pelo tempo de embarque, pelos custos portuários, esta vantagem que tivemos na produção, se transforma em desvantagem de vinte e quatro dólares por tonelada.

Isto mostra que a nossa soja, competindo com a soja americana, está no final, e é onde conta, vinte e quatro dólares mais cara.

Se tiver de pagar pedágio para chegar ao porto de embarque, vai ficar mais cara ainda, inibindo desta forma uma evolução nesta cultura que é a base de nossa economia de exportação.

Os valores apresentados acima foram retirados de reportagens de julho de 2007.

Eta Brasil ……o-diabo-gosta.jpg



October 1, 2007

Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.

Filed under: IMPUNIDADE, Justiça, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 6:07 pm

Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.

laranjas-do-renan.jpg

A gente fica vendo as notícias, escutando a CBN no caminho do trabalho, e quando o assunto é Renan Calheiros, todo mundo sabe que ele quebrou a ética, ele mentiu, ele recebeu propina de empreiteira, e que mandou recados mentirosos aos colegas, mandou recibos frios para a Policia Federal, fez e quebrou promessas com os aliados, com o próprio partido, que o seu irmão e ele estão envolvidos com o superfaturamento da compra de uma fábrica de refrigerantes pela Schincariol, que em troca foi beneficiada por um acordo com o Renan de facilitar os atrasos fiscais da empresa.

Os comentaristas políticos deram como certa a queda do Renan.

É consenso entre todos eles que a permanência de Renan está ajudando a acabar com a reputação do congresso, e que a cassação do Renan seria pelo menos um tênue vislumbre de seriedade por parte dos parlamentares.

Mas o Renan segura firme.

E porque é isto?

Que força terá o Renan?

Bem recebi outro dia um Email de meu sobrinho o José Melo http://traveler.com.br/blogs/ze/

A respeito de um artigo interessante e bem escrito, porem sem autoria.

Gostaria de dar os créditos, mas como quero partilhar com vocês este artigo, vai sem os créditos e se alguém souber o autor mande para que eu publique.

alguem-tem-que-assumir.jpg o-leao-da-metro.jpgrobolula.jpg

QUEM MATOU TAÍS?

Lá para os idos de 1990, Renan Calheiros era um fiel escudeiro de Fernando
Collor. Lembro que ele chamava atenção pelo cabelo sempre despenteado.. Era
uma figura estranha, vivendo na sombra do poder. Foi eleito senador pelo
estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Quando do impeachment, fazia
parte da “tropa de choque” que defendia Collor.
Collor se foi, mas Renan ficou. E aprendeu como poucos a navegar no mundo da
política. Foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso,
ocasião em que presidiu a XI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países
Ibero-Americanos, e pouco depois a reunião dos ministros do Interior do
Mercosul, Bolívia e Chile. Foi também presidente do Conselho Nacional de

Transito (Contran); do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente

diploma-e-folha-corrida.jpg

(Conanda); do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do
Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Em 2002, foi um dos
mentores do Estatuto do Desarmamento. Chegou a Presidente do Senado Federal
em 2005 e foi reeleito em 2007. O cabelo despenteado desapareceu, a roupa
melhorou, o patrimônio aumentou. E ele acabou traçando aquela tetéia que era
repórter da Rede Globo. O resto já sabemos. O escudeiro transforma-se na
figura central da política brasileira durante o primeiro semestre de 2007.
Surgem denúncias em cima de denúncias. Mas o cara não cai. Resiste
bravamente, de tal forma que começamos a desconfiar que ele tem mais do que
inocência.
Ele sabe das coisas. Ou melhor, ele sabe de coisas. Sabe tanto que pode
ameaçar:
- Se cair, levo um monte junto.
Esse é o risco que corre quem tem escudeiro. O escudeiro conhece as manias
do príncipe, as fraquezas do príncipe, as sacanagens do príncipe. E seu
conhecimento pode destruir o príncipe. Para livrar-se dele o príncipe tem
que mandar matar. Ou aceitar a chantagem.
O que assistimos nos últimos meses talvez seja um dos maiores escândalos de
chantagem pública “destepaíz”. Nunca antes um senador teve em suas mãos
tanto poder, tanto conhecimento para causar medo.
Veja só: provoca o afastamento de Fernando Collor, que se licencia de seu
mandato reconquistado depois de cumprir a pena pelo impeachment. Collor não
pode votar contra seu ex-escudeiro. Provoca a saída do país do Presidente
Lula, que faz teatro do outro lado do mundo. Destrói a carreira de Aloísio
Mercadante, que mais uma vez tenta explicar o inexplicável, justificar o
injustificável. Expõe a cara-de-pau de um Romero Jucá, de um Epitáfio
Cafeteira. Deixa explícito que a mídia pode muito, mas não pode tudo. Mancha
definitivamente a imagem do Senado. É poder demais para um senador só, o que
nos leva a perguntar: o que é que Renan sabe?
Eu posso imaginar. Sabe de outros senadores e deputados que usam dos mesmos
expedientes que ele usou para benefício próprio. Sabe tudinho do mensalão.
Sabe das negociatas para compra de votos, para mudança de legenda, para
proteção de empresas devedoras frente ao fisco. Sabe das doações de bancos e
grandes empresas. Sabe de concessões de rádio e televisão. Sabe quem come
quem. Sabe dos propinodutos variados (aliás, quando é que uma CPI vai
dedicar-se a esmiuçar os contratos da área de informática no governo?). Deve
saber dos acordos envolvendo as Farcs. Chavez. Fidel Castro. Sabe de muitos
outros filhos fora do casamento. Talvez Renan saiba quem matou Celso Daniel
e o Toninho do PT. Deve saber sobre os bastidores das privatizações. Conhece
alguns - ou muitos - podres envolvendo as grandes estatais. Sabe do Kia, do
Boris e do Corinthians…
Renan tem o poder supremo: informação. Ele manda em quem quiser. Ele dita
regras, exige apoio e faz tremer. Renan pode tudo. E sabe que pode. Daí
aquela segurança, aquela arrogância, aquele sorrisinho, aquele
“abisolutamente”, aquela certeza, aqueles abraços e apertos de mão
inexplicáveis. Renan é o cara.
Quer saber? Eu acho que Renan sabe até quem matou a Taís.
E nós, que pensamos que sabemos das coisas e na verdade sabemos de nada?
Vamos seguir a vida, bovinamente resignados e obedecendo ao supremo
mandamento do novo Brasil:
- Cale a boca. E compre.
Será que o Renan sabe até quando?

Meu comentário:

Será que o Renan, durante todo este tempo ficou fazendo o seu dever de casa, e criou uma rede de informação onde prendeu o rabo de todo mundo?

Se esta for a sua força, tanto melhor para o Brasil, se ele vier a ser cassado por outras mutretas que estão em andamento e depois com raiva chutar o pau da barraca e denunciar os podres de todo mundo colocando desta forma a nossa democracia a salvo, e restaurando a credibilidade das instituições.

Vamos torcer e escrever cartas e emails a todos os congressistas para a cassação sumária do Renan, e esperar que ele seja homem suficiente para concretizar as ameaças.

Vamos cassar o Renan.

Se ele tiver peito mesmo saberemos muitas verdades.

E se for um covarde, será um pilantra a menos.

Somente temos tudo a ganhar e nada a perder.

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September 25, 2007

O preço da verdade.

Filed under: REFORMAS, administração, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 7:40 pm

O preço da verdade.

A jornalista Salete Lemos,Salete.jpguma excelente jornalista, diga-se de passagem, foi despedida no mês de julho da TV cultura, por falar a verdade.

A verdade sobre os bancos.

http://podevideo.blogspot.com/2007/09/comentrio-de-salete-lemos.html

http://www.youtube.com/watch?v=vsfg3iUR5sA

Sobre principalmente o Bradesco e a Caixa e as perdas do cidadão para o plano Bresser.

Falta realmente seriedade e vontade no povo para fazer uma limpeza geral e mudar as regras deste jogo sujo e indecente no qual quem perde sempre é o cidadão que paga os impostos.

Os bancos, por meio de uma legislação especial e privilegiada, pagam em média menos do que o simples que é um imposto feito para incentivar o progresso das pequenas empresas.

Somente pra se entender como os bancos ganham dinheiro fácil, a legislação atual permite o uso das tarifas que os bancos quiserem cobrar.

Isto, como dizem os legisladores, é para incentivar a concorrência.

Somente que não funciona assim. Os bancos formaram um cartel, ( A FEBRABAN) e as tarifas cobradas por eles são sempre as mesmas. Para se evitar uma investigação, eles mudam os valores de umas tarifas. Em um banco, a tarifa de emissão de cheques é maior do que em outro banco. Mas em compensação a dos outro banco é menor para compensar cheque de baixo valor.

Mas a média é a mesma sempre e não tem como evitar pagar o que eles querem.

Com os juros é a mesma coisa, um banco cobra mais no cheque especial e menos no cartão e o outro inverte para parecer diferente. A média é sempre a mesma

Em 1995, a tarifa bancaria pagavam 80% da mão de obra dos serviços bancários. Em 2006, ou seja, em 10 anos, a folha de pagamento bancário é apenas 20% do ganho com as tarifas. Isto é parte por um enxugamento sistemático da folha de pagamentos devido ao uso de caixas eletrônicos e somado ao preço das tarifas.

E o pior é que está tudo no Brasil intimamente ligado a bancos, em uma promiscuidade total entre Poder Monetário, Poder Executivo, Poder Legislativo, e até o Poder Judiciário.

Todos estes poderes estão em uma orgia infinda comandados pelo principal poder e principal corruptor, o Poder Monetário, que é comandado por sua vez pelo cartel dos bancos particulares e estatais oficiais.

A FEBRABAN.

Uma vergonha que precisa ser atendida com urgência.

A economia brasileira está se debatendo para crescer 5% ao ano, e os principais bancos do país, vêm ano após ano com um crescimento de 30% ao ano.

Existe algo de inconsistente e destoante nesta conta e que provavelmente é a legislação favorável que estas instituições estão comprando com os seus lobbies no Congresso, no palácio do Planalto e no palácio da Justiça.

E finalizando, não podemos deixar que os jornalistas corajosos como a Salete Lemos e outros sejam perseguidos e prejudicados por falar a verdade.

Que vergonha.

Eta Brasil…….

Outra coisa que cresce em dissonância com o crescimento nacional é a arrecadação de tributos que em um ano cresceu 13%.

E o PIB? 4,5%

September 20, 2007

Mais razões para o meu sonho.

Mais razões para o meu sonho.

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A seriedade no Brasil está mesmo em baixa.

O presidente viaja para passear como de praxe, e o Brasil vai se preparando para as cobranças políticas para que o povo pague pelos favores dentro de nossa casa de representação onde não temos nenhuma alternativa senão ficar observando e lendo nos jornais e veículos informativos sobre os nossos políticos e sobre as suas cínicas decisões e soluções para “melhorar o Brasil”

Depois da absolvição do crápula Calheiros, onde ficou com esta decisão que mentir para o público não é quebrar a ética profissional no congresso, os outros crimes que o acusam devem cair no esquecimento.

Os Senadores deveriam ter cassado o mandato do Canalha apenas por mentir e o MP deveria se encarregar do resto do problema, pois sem proteção parlamentar os outros crimes comuns poderiam ser investigados e julgados pelo MP.

Mas não, salvaram o crápula para ganhos pessoais, como as matérias publicadas abaixo nos informam.

E é por esta razão que o meu sonho de revolução ética fica vivo e com esperança que possa acontecer.

Para melhorar e limpar o congresso somente entrando na marra e tirando a podridão lá de dentro.

E o PAC?

Além de empacado, está gerando problemas operacionais de corrupção, dentro dos moldes do congresso, onde a falta de ética parece ser a tentativa de retirar de lá os políticos corruptos e corruptores.

Eta Brasil……

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E do Blog Prosa e política (http://pep-home.blogspot.com/) retirei uma matéria interessante hoje que quero publicar:

Por Giulio Samartini

Nessa segunda feira passada o banco Northern Rock, quinta instituição financeira da Grã-Bretanha entrou no ponto de aguda crise, com os correntistas fazendo filas para salvar o seu como pudessem, o que levou as bolsas européias a uma forte queda, especialmente as de Londres, Milão, Zurique, Paris e Amsterdan.
Os presidentes e primeiros ministros desses paises de pouca importância e subdesenvolvidos , pedira socorro ao grande e poderoso Luiz Inácio Lula da Silva, que em sua imaginação mentecapta, deve ter acordado invocado e por telefone dado um esporro em Bush. Este assustadíssimo mandou que a Fed (Federal Reserve dos Estados Unidos, algo como o Banco Central) fez uma redução dos juros em 0,5% assim as bolsas voltara, depois de uma alta, à situação de normalidade.
O Grande Lula nem precisou fazer a impossível “travessia” do oceano, para mandar Bush tomar um providência. Êta presidente porretão esse do Brasil, salvou a economia dos paises mais ricos do mundo.
Diz
Carlos Chagas: “Como justificar Lula anunciando que irá aconselhar o presidente Bush a cuidar sozinho da crise econômica gerada pelas especulações imobiliárias nos Estados Unidos?
Se insistir nessa inconveniência, poderá ouvir que, além de não ser a sua praia, qualquer crise econômica verificada acima do Rio Grande afeta o mundo inteiro. Fosse o presidente Bush um homem de cultura e ainda poderia corrigir o presidente brasileiro, esclarecendo que o Oceano Atlântico separa os Estados Unidos da Europa, não os Estados Unidos do Brasil, como Lula afirmou, esquecendo de que integramos o mesmo continente.”
O destempero do presidente brasileiro passará em branco, haja vista que, por sorte, Bush e Lula se equivalem, isto é qualquer um dos dois trocado por um balde de merda perde quem dá o balde.

Tribuna da Imprensa online

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TCU pega o PAC da irregularidade

Tribunal de Contas da União aponta 29 obras que custam R$ 2,99 bilhões com indícios de problemas

BRASÍLIA - Principal instrumento do governo federal para tentar promover o crescimento econômico do País, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve nada menos do que 29 de suas obras incluídas ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no relatório de obras públicas com indícios de irregularidades graves paralisantes. Ao todo, essas obras do PAC envolvem recursos de cerca de R$ 2,99 bilhões.

A inclusão na lista faz com que as obras tenham seus recursos orçamentários bloqueados e seu andamento paralisado por decisão do Congresso até que as irregularidades apontadas pelo Tribunal sejam sanadas. O Congresso não é obrigado a seguir as indicações feitas pelo TCU, mas historicamente tem aplicado integralmente as recomendações recebidas sobre obras com problemas.

O relatório do ministro Benjamin Zymler foi aprovado ontem pelo plenário do TCU e detectou um total de 77 obras com irregularidades graves paralisantes e outras 102 com irregularidades graves, mas em menor grau, que não exigem paralisação e bloqueio dos bens.

Apenas 52 obras da União foram consideradas regulares em um universo de 231 fiscalizações feitas, num valor equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. Na sua maioria, os problemas encontrados pelo Tribunal de Contas tratam de irregularidades nas execuções dos convênios, superfaturamento de preços, alterações indevidas de projetos e problemas no processo licitatório, entre outros.

O ministro Benjamim Zymler constata que o alto percentual de irregularidades descobertas vêm se mantendo desde a década passada, em torno de 30% a 40% das fiscalizações feitas. Este ano, o percentual chegou a 33,3%. “Esse número é absurdo. Esse número choca. Nós já perdemos a sensibilidade com esse número”, afirmou Zymler, durante a leitura de seu relatório.

“Não há como tapar o sol com a peneira. Uma parte dessas irregularidades deve ser debitada à corrupção”, acrescentou mais tarde. No caso do PAC, estão incluídas obras como a construção do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

Segundo o relatório, foram encontradas irregularidades graves na execução do convênio. Obras do PAC para infra-estrutura, especialmente em rodovias, também aparecem na lista das obras com maior gravidade de problemas, como nas rodovias BR 101, no trecho de Pernambuco, na BR-476, no Paraná, na BR 163, na divisa entre Mato Grosso do Sul com o Mato Grosso.

Todas essas obras são de responsabilidade do Dnit. O Departamento é justamente o órgão do governo federal que aparece com maior incidência no número de irregularidades, com 38 obras entre as 77 que o TCU recomenda que sejam paralisadas e tenham recursos bloqueados.

Estado de São Paulo

Quarta-feira, 19 setembro de 2007

NACIONAL

Aliados aproveitam para cobrar cargos

Coalizão tenta usar votação da CPMF para garantir indicados às vagas remanescentes, como a cobiçada presidência da BR Distribuidora

João Domingos, BRASÍLIA

Partidos que formam a coalizão de governo vão transformar a votação da emenda constitucional que prorroga a CPMF na última trincheira importante para cobrar os cargos prometidos pelo governo e ainda não preenchidos. “Pelo que tenho ouvido, o governo vai sangrar muito”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A lista do passivo do governo é grande. Vai de cargos em estatais muito importantes, a exemplo da presidência da BR Distribuidora, ou das diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobrás, a cargos federais em cidades do interior. O certo é que, importante ou não, este é o grande momento para que os partidos arranquem do governo o pagamento de todas as promessas. A lista entregue ao ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, é ampla.

Um dos cargos reivindicados tanto pelo PMDB quanto pelo PT chama a atenção, pois tem ocupante. O PMDB de Minas Gerais exige para a Diretoria Internacional da Petrobrás a nomeação de João Augusto Fernandes, funcionário de carreira da estatal. O PT bate o pé pela manutenção de Nestor Cerveró, apadrinhado do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Na véspera da votação do processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na semana passada, surpreendentemente, Cerveró passou a ser defendido tanto pelo presidente do Senado quanto pelo senador José Sarney (PMDB-AP). Um parlamentar do PMDB de Minas suspeita que seu nome entrou na negociação que absolveu Renan.

Para a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, o PP indicou Paulo Roberto Costa. Há 20 dias, o partido conseguiu emplacar em duas diretorias do Ministério das Cidades os nomes de Leodegar Ticoski e Luiz Carlos Bueno. O partido já tem o ministro, Márcio Fortes.

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disse que seu partido não pretende “pôr a faca no pescoço” do governo por causa da CPMF. “Somos da base. Nossa opção é ser governo. Não precisamos que paguem nenhum passivo”, disse ele. Jovair está numa situação boa em relação a outras siglas. Embora seu partido reivindique também uma diretoria da Petrobrás, os pedidos do PTB já foram quase todos atendidos. Há 15 dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Armando dos Santos Júnior para a presidência da Superintendência de Seguros Privados, indicado por Jovair.

“Claro que ainda há muito a ser resolvido e o passivo do governo com os partidos é grande. Mas vamos votar a CPMF. Se o governo não nomear os indicados agora, vamos continuar lutando por isso”, afirmou o líder do PR, Luciano Castro. O partido quer as diretorias do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) de Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, a diretoria de Operações de Furnas, diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cargo no setor de energia para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara. Mares Guia já disse ao PR que Alcântara só será nomeado após a volta de Silas Rondeau ao Ministério de Minas e Energia.

Há briga por cargos pequenos também. O deputado Marco Aurélio Ubiali disse que há meses tenta nomear um aliado para um posto federal em Franca, mas o PT não deixa. Briga semelhante ocorre na Bahia. O deputado Colbert Martins (PMDB-BA), vice-líder do governo, tentou nomear o superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Bahia. Encontrou resistência no deputado Walter Pinheiro (PT-BA), também vice-líder do governo. Foi se queixar ao ministro Mares Guia.

Ao contrário dos parceiros da coalizão, o PV não quer cargos. “Queremos redução na alíquota da CPMF”, disse o líder do partido, Marcelo Ortiz (SP). Ele disse que o PV não tem o ministro da Cultura, Gilberto Gil, na cota do partido. “Não fomos nós que o indicamos.”

Situação semelhante vive o PDT. O secretário-geral do partido, Manoel Dias, disse que, quando Lula convidou a legenda para fazer parte do governo, foi dito que a participação se limitaria a cargos que poderiam ajudar o PDT a levantar suas bandeiras. “Até agora, só o Ministério do Trabalho nos bastou”, disse Dias sobre o titular da pasta, Carlos Lupi

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June 29, 2007

R$ 11.545,04 por minuto.

Filed under: MORDOMIAS, administração, aumentos, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 1:33 pm

R$ 11.545,04 por minuto.

Transparência Brasil, - http://www.transparencia.org.br/index.html - Publicou em suas páginas, um grande estudo em detalhes e com todas as fontes, das despesas com o congresso nacional.

O número acima é mesmo estarrecedor, mas é quanto os nossos impostos estão pagando para estes pilantras e moleques trabalharem três dias por semana, roubarem sete dias seguidos tudo o que puderem carregar, e legislar em causa própria o tempo todo.

Os interesses são sempre os mesmos, tirar a maior vantagem possível.

Com raras exceções, os atuais representantes populares, não representam o povo, mas seus próprios interesses.

Os gastos com o congresso brasileiro é o maior do mundo.

Não satisfeitos com estes gastos, os parlamentares tentaram no ano passado, votar um aumento nojento de 100%. O povo gritou e voltaram atrás, mas durante a visita do Papa, com a mídia obscurecida pelas notícias da visita, eles rapidamente votaram um aumento de 28%, dizendo ser a perda com a inflação.

Para quem ganha quinze salários anuais têm 120 dias de recesso, e quando vem trabalhar se apresenta de terça feira à quinta feira, e podem usufruir de uma verba de gabinete de R$ 15.000,00 até para pagar as pensões alimentícias dos filhos ilegítimos com o fez o Renan, a inflação poderia é colocar mais perspectiva real nos ganhos e não dilapidar. A inflação afeta sim é o assalariado que não pode fazer nada.

Eu escrevi antes, não querendo ser pessimista, mas realista de que o PAC não iria funcionar nunca. Não foi porque sou do contra ou não gosto do governo. Eu não gosto mesmo é do congresso.

O PAC foi baseado em seis principais medidas provisórias, para que pudesse andar e estas medidas foram apresentadas no congresso para aprovação.

Vou descrever um trecho de uma reportagem de hoje do JB on Line: http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/02/20/pais20070220000.html

Só uma das 685 emendas apresentadas às sete medidas provisórias do PAC representará, caso aprovada, gasto adicional de R$ 4,8 bilhões para o governo. De autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aumenta de R$ 5,2 bilhões para R$ 10 bilhões o crédito concedido pela União à Caixa Econômica Federal. O custo adicional dessa proposta é cerca de 15% maior do que o estimado para toda a obra de transposição do Rio São Francisco.

O link acima leva à notícia completa.

Podem acreditar que este aumento absurdo para aprovar estas MPs, tem comissão agregada para enriquecer ainda mais estes pilantras.

Com um salário destes, o maior do mundo real, este congresso da carochinha não cansa de buscar uma maneira de complementar os seus roubos, com propinas das empreiteiras favorecidas nas emendas.

Não tenho a certeza, mas desconfio que deva ser assim:

Deputado fulano de tal liga para uma empreiteira:

“Tenho aqui em minhas mãos, um assunto de seu interesse. Posso emendar para que seja dirigido em sua direção este serviço extra no valor de 50 milhões, mas preciso de uma comissão para isto porque tenho que molhar a mão de muita gente para que isto aconteça”

Se for vantagem, a empreiteira topa, superfatura tudo, a gente paga, e o deputado fica mais rico.

Eu estou apostando que todas as 685 emendas são passivas de alguma vantagem monetária para o autor da mesma.

E voltando à carga com a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” (Abraham Lincoln)

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De vez em quando, a casa cai e alguns mais atrevidos são pegos com a mão na massa.

E quando isto acontece, eles choram, fazem feio, inventam mentiras, a mídia é a culpada, a imprensa maldita, perseguição política, falsificam documento, fazem chantagem, inventam teorias de conspiração e até citam Franz Kafka invertido. Tudo isto para não largar a mamata. Que vergonha.

Eu sinceramente tenho mais respeito pelo Fernandinho Beira Mar que é bandido assumido e quando foi pego lutou e foi ferido, mas não fez este papel ridículo, este espetáculo dantesco que envergonhou toda a nação.

O Senador e ex-governador Roriz, chorando ao pronunciar as suas explicações sem convencer ninguém, e apelando por ajuda de Deus, depois que foi flagrado em um telefonema para lá de suspeito.

Vamos fingir que acreditamos que toda a origem do dinheiro foi exatamente como diz o Senador. Um cheque do Nonô de 1,2 milhões, do Banco do Brasil, para ser descontado em dinheiro vivo e depois emprestado uma parte para o Roriz comprar a participação de uma bezerra. O restante ficou mesmo foi com o Nonô.

Irregularidades:

1. Cheque do BB foi descontado no BRB em dinheiro. Isto é proibido. Quem autenticou as assinaturas?

2. Não houve previsão de saque como manda o Banco Central.

3. Porque dinheiro vivo? Tudo poderia ser feito por transferência bancária, muito mais seguro e transparente.

4. E porque ele disse no telefone que cada um sairia com a sua parte? Isto é suspeitíssimo e até parece coisa de filme de gangster.

5. E mais, apesar de não ter condenações, o Roriz tem inúmeros processos em andamento, e onde tem fumaça tem fogo.

6. A cena dos papeis assinados em branco, são tão bons quanto os recibos apresentados por Renan Calheiros. O Roriz já foi flagrado com propriedades em nome de laranjas mais de uma vez, e seu sigilo bancário e fiscal deve até dar pena. Ele pode até estar passando necessidades de acordo com a documentação a ser encontrada.

Roriz deixa de ser palhaço, você foi pego e agora deve ter a hombridade de assumir. Seja homem.

E Renan, que palhaçada, ele já foi desmentido várias vezes e as mentiras continuam acumulando.

A falta de decoro parlamentar, não está nem na ajudinha ganha pela empreiteira que ele pegou sim senhor, Não está na relação extraconjugal, não está nos recibos e guias falsificadas, não está nos bois mais caros e gordos do Brasil, não está nos bois emprestados que chegaram a Murici em três grandes carretas de dois pisos, não está em chantagear os colegas para que arquivem o caso. A falta de decoro está na mentira para o Brasil e para os cidadãos de Alagoas que o elegeram.

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Roriz e Renan pisaram na jaca, e devem deixar a mamata para outros.

Fora Roriz e fora Renan, menos merda no congresso. E coincidentemente, são do mesmo partido.

Eu somente não estou sugerindo a desclassificação do PMDB como um partido político, porque este partido abriga também um Pedro Simon. (deve haver mais gente séria lá dentro, mas eu não conheço todos).

Outro dia no Programa do Jô, a Jornalista Lúcia Hipólito, mencionou uma coisa interessante:

“Os políticos fazem sempre amizades com Doleiros, Banqueiros, Bicheiros, Marqueteiros, churrasqueiros, e nunca se houve dizer que o Médico amigo, o advogado amigo, o dentista amigo”

Eu digo sempre que as aves da mesma espécie se congregam.

Fizeram uma tentativa de reforma política, apenas para dar uma tênue esperança à sociedade mas como houve maiores interesses, nada foi feito e continua na mesma roubalheira, e a gente pagando mais de onze mil reais por minuto para que eles sigam roubando.

Eu tenho um sonho:

Posicionar dois milhões de pessoas na explanada dos ministérios e na praça dos três poderes, invadirem o congresso, e retirar de lá todo e qualquer parlamentar que tenha ou teve algum processo contra ele. Os outros ficam para votar uma reforma política verdadeira, onde os salários e os gastos com o congresso sejam decididos por referendo popular. Os horários todos cumpridos, com ponto e tudo, e ao menor suspeita de irregularidade, o parlamentar fica afastado sem remuneração, até que se apure a suspeita. Se confirmada perde o mandato e se não confirmada ele assume novamente com os seus salários atrasados.

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