Blog do Roberto Leite

August 7, 2009

O Brasil e a saúva II.

desordem

Este post foi escrito e publicado em junho de 2007, e continua muito atual. As coisas e os fatos sim mudaram, mas para pior. Os personagens ficaram desde então mais ousados, o cinismo aumentou, e as maracutaias estão a céu aberto.  Os políticos estão tratando povo como idiotas, o povo está tratando os políticos como se fossem de outro país.

As notícias, as entrevistas, são reais e estão acontecendo no Brasil.

Não é possível que os cidadãos que estão pagando por tudo isto estejam observando tudo como se estivesse acontecendo na China, no Iraque ou mesmo em Israel.

Quando um político diz em alto e bom tom que está se lixando para a opinião pública e sai rindo, é um sinal de que algo está muito errado.

Este tal de Paulo Duque, de 81 anos de idade, com cara de mascate, é o suplente do suplente, não recebeu nem um simples voto, e já anuncia antes de conhecer todos os fatos que irá arquivar todas as denúncias contra seu patrão o Zé Sir Ney.

Bem leiam o artigo abaixo com mais de dois anos de publicação, assim como os artigos no conteúdo que são de outros autores e julguem vocês mesmos se algo está diferente ou pior

etica e decouro

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:o senhor dos pasteis

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.sessão aberta

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal - disse ele - será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:ame-o ou...

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.mamando

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

Se não houver uma reforma política profunda, feita e comandada

pelos eleitores, a tendência é de um quadro pior no futuro

próximo, e de uma revolução violenta e sangrenta para tirar do

poder estes verdadeiros sanguesugas e carrapatos que não

querem largar o conforto de sugar o sangue dos brasileiros sem

serem importunados

cosa nostra

April 6, 2009

Cada macaco no seu galho

Cada macaco no seu galhomacaco-no-galho

O meu pai foi professor universitário, desde antes eu nascer.

Ele deu aulas na UFMG por mais de trinta anos, e neste período foi paraninfo da turma formanda várias vezes.

Ele não tinha muito dinheiro, nunca sobrou nada, mas nós tínhamos uma vida confortável.

Muitas turmas formandas convidam um professor para ser seu paraninfo para que ele contribuísse com dinheiro para festa de formatura, comprando assim o seu ego. Era para que as outras pessoas pensassem que ele professorfosse um professor querido.

O meu pai, sem ter dinheiro para fazer isto, era convidado quase todos os anos pela simples razão de que os alunos realmente gostavam dele. E também pelo seu discurso no dia da formatura, onde ele que escrevia muito bem, sempre fazia bons discursos.

Pela opinião geral, ele era um excelente professor.

Nunca reprovou nenhum aluno, e dizia para as pessoas e outros professores que reprovavam maus alunos:

“O ato de reprovar um aluno, dá ao professor uma nota má. O professor deve ensinar e não reprovar.”

Eu lembro perfeitamente bem quando durante férias de meio do ano, apareciam lá em casa pessoas estranhas, e eu quando perguntava quem eram minha mãe dizia que eram os maus alunos de meu pai que iriam passar as férias estudando lá em casa para poderem passar de ano.

Meu pai era um excelente educador, e seus alunos normalmente se tornavam bons profissionais.

Durante sua carreira, como não poderia deixar de ser, o professor popular se tornou o diretor da escola.

E não deu certo. O meu pai era um mau político, não tinha muito jogo de cintura, e a diretoria para ele foi um mau negócio.

As pressões foram tantas, que ele conseguiu um enfarto, teve que se retirar, e pouco tempo depois se aposentou do magistério.

E porque estou contando estas coisas de meu pai?

Foi porque lendo as colunas de noticiários e os blogs como faço todos os dias, encontrei primeiro no Claudio Humberto http://www.claudiohumberto.com.br/ e depois no blog da Adriana Vandoni, http://www.prosaepolitica.com.br/ ,

duas referencias ao senador Cristovam Buarquecristovamque lembram o meu pai.

Eu tenho seguido a carreira deste senador desde a reitoria da UNB. Ele não soube administrar e não foi um bom reitor.

Depois como governador, também faltou tino administrativo e não foi um bom governador.

Realmente não sei se ele foi um bom professor, porque não pude acompanhar sua carreira docente. Pode ser que tenha sido um bom mestre.

Como ministro da educação, ele também foi mal por falta de jogo de cintura, e por ser pobre no jogo político.

Mas como legislador e senador representante do povo, tiro o meu chapéu para ele.

Vou postar agora os dois artigos que me chamaram a atenção e volto depois para comentar:gozacao-do-obama

Projeto de Cristovam propõe plebiscito para fechar o Congresso Nacional

Orlando Brito

Cristovam não explicou o que substituiria a democracia

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu, em entrevista à rádio 106.9, de Pernambuco, a apresentação de uma proposta para a realização de um plebiscito no qual a população brasileira deveria opinar sobre o fechamento ou não do Congresso Nacional. A idéia do senador surgiu após a enorme quantidade de denúncias e escândalos que tomam conta do noticiário. Segundo Cristovam ele defende manter o Legislativo aberto, mas “pode ser que o povo pense o contrário”. O senador concedeu a entrevista ao programa Frente a Frente do jornalista Magno Martins.

Para ver se deixam melhoraro-bigode1

(Giulio Sanmartini) Sou do tempo que o ensino público ombreava com o particular. O Colégio Pedro Segundo, um dos melhores do país era público. A coisa foi piorando gradativamente até chegar aos níveis atuais, em que pais que querem uma boa formação para seus filhos tem que matriculá-los em escolas particulares. Para que haja uma melhora o educador e senador Cristóvam Buarque encontrou uma solução engenhosa. Será votado, de sua autoria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que obriga vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República a matricular seus filhos em escolas públicas.

inauguracaoPelo projeto, os filhos dos políticos estarão obrigados a cursar o ensino básico na rede pública. O projeto estabelece ainda que a medida deva ser implementada até 1º de janeiro de 2014. O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mostrou-se crítico ao afirmar que a matéria é inconstitucional uma vez que “não se pode obrigar ninguém, seja pedreiro ou presidente da República, a colocar o filho em escola pública ou privada”. Em sua opinião, a matéria “é demagógica e eleitoreira” e serve apenas para gerar polêmica. Demóstenes Torres considera ainda que, uma vez rejeitado, “o projeto só servirá para jogar ainda mais a população contra o Senado”. vossa-casa

Voltei,

Como tenho escrito neste blog, como está na página de entrada, há muito tempo que estou criticando o congresso, com a falta de representatividade, com as decisões em causa própria, ignorando vários projetos de legisladores bem intencionados como o imposto único que já foi aprovado nas comissões de economia e outras mas nunca foi a votação. Com a decisão de abolir as cobranças mínimas e obrigatórias das empresas de telecomunicação, está parado há mais de ano. Este congresso tem que ser mudado e as regras para ser um representante do povo têm que ser mais rígidas. farsa-do-inacio

Se não bastasse isto, crápulas como o Sarnei, Barbalho, Gedel, Cunha Lima, e o maior de todos, Renan Calheiros estão em lugar errado. Deveriam estar presos e estão dentro do congresso, apodrecendo ainda mais o saco de batatas.

Dos 513 deputados da “Câmara de Representantes” apenas 32 agora que morreu o Clodoviu tiveram o voto popular. Os demais é o resultado de legenda ou suplência. Isto não tem legitimidade como representação.

Se conseguíssemos organizar um abaixo assinado de uns 10 milhões de pessoas, e com uns trezentos mil, invadir a explanada, tomar todo o congresso e mudar drasticamente as leis e procedimentos dos legisladores, acabando com as mordomias, seria muito bom, e não seria um golpe, mas uma benção para a democracia. O que existe hoje não tem nem vislumbre de democracia.sem-vergonha

Na segunda reportagem, acho uma grande idéia e não somente os filhos dos políticos deveriam freqüentar as escolas básicas, mas seus descendentes diretos como netos e sobrinhos. Ainda vou mais longe senador Cristovam, os políticos deveriam obrigatoriamente freqüentar a rede pública de saúde, onde as pessoas estão morrendo na fila e o Lula diz que a saúde está como no primeiro mundo.

Agora a opinião cretina do Senador demostenes_torresDemóstenes Torres, indica claramente que ele está mancomunado em deixar as escolas públicas como estão sendo premiado com os votos da ignorância popular.

Senador Demóstenes, se fosse de minha vontade, homem público perderia temporariamente, enquanto fosse pago com o dinheiro do contribuinte qualquer tipo de sigilo e ou privilégio como este ridículo “Fórum Privilegiado”. Deveria sim é estar sujeito a um “fórum parlamentar” onde deveria ser julgado pela justiça comum, mas com mais rapidez para se evitar como no caso do Jader Barbalho onde foi responsável pelo desaparecimento de 6 bilhões da SUDAM, que caducou e foi arquivado.

E Senador Demóstenes, onde é que o senhor anda se escondendo? Sua Infeliz frase, “Jogar ainda mais a população contra o senado” não tem um pingo de amparo na realidade.vergonha

A população não tem nenhuma afinidade com o congresso.

Como pode a população tão sofrida ver um crápula como estecasa-do-sarney Renan Calheiros agindo como dono do senado e ter alguma simpatia com esta casa?

Se houvesse realmente um senador que entrasse com um pedido de cassação contra o mandato dele, ou com uma ação cível para que ele mostrasse a origem da fortuna dele, aí sim a população poderia começar a ter simpatia com esta casa de corruptos.

Demagogia é a sua querendo se enrolar na constituição como se não fosse possível se votar uma PEC e obrigar os políticos a serem os primeiros usuários dos benefícios públicos.

Quando o interesse é do congresso, vota-se uma PEC sem nenhum problema, mas quando é da nação, então é inconstitucional.

Muito mais inconstitucional é a presença do senhor Renan.vitimas


September 18, 2008

Peripécias da família real

Peripécias da família real

Na quarta feira dia 18 de setembro de 2008, o Diário Catarinense publicou uma reportagem sobre o novo escândalo rondando o bom(?) nome do Presidente Lula.

Apesar de um pouco mais afastado da família real, mas ainda fazendo muito parte dela, o genro do presidente, Marcelo Sato casado com a filha do Lula que foi renegada primeiro e depois admitida, Lurian Cordeiro, já teve em foco nos noticiários de suspeitas anteriores.

Obviamente nada foi comprovado porque nada foi apurado.

As primeiras denuncias pairaram sobre a Lurian que junto com a senadora Ideli Salvati (PT SC) formaram uma ONG denominada “Rede 13”. Esta ONG tinha como função principal a divulgação do programa chefe do primeiro governo(?) Lula, o “Fome Zero”.

Pelo que se tem notícia, o governo repassou uma verba inicial de 7,2 milhões para esta ONG, e a iniciativa privada contribuiu com mais uns 20 milhões. Nada desta verba foi devidamente contabilizada. O programa “Fome Zero” morreu de fome. Em meio do escândalo dos aloprados ou pouco antes, o churrasqueiro e quebra galhos do presidente o Chuveiro, digo Lorenzetti foi despachado em uma missão especial de enterrar a ONG “Rede 13” de forma definitiva e sem deixar rastros.

Dizem, obviamente sem comprovação definitiva, que o dinheiro desta ONG foi depositado em uma conta em Miami e ainda está por lá. Dizem também que parte deste dinheiro foi usada no escândalo dos aloprados. Este dinheiro dos aloprados se encontra ainda sem dono comprovado, e retido na Polícia Federal. (1,7 milhões de reais) Até que é pouco na monstruosa conjuntura de falcatruas que se empilharam durante esta governo(?).

A segunda notícia que eu fiquei sabendo, sobre a família da Lurian Cordeiro, foram os gastos com os cartões corporativos dos seguranças designados para sua proteção, onde incluíram materiais de construção e de academias etc.

A terceira notícia do envolvimento desta parte da família Lula, foi o arquivamento do suspeitíssimo caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, onde sete das principais testemunhas pereceram em circunstâncias estranhas e extraordinárias. Este caso foi arquivado como um crime comum pela delegada Elisabete Sato. Ela é tia do marido da Lurian, o Marcelo Sato. Se tiverem curiosidade e tempo para lerem um pouco mais sobre o caso desta ação da delegada, podem ler aqui: http://www.reporterdiario.com.br/blogs/capitalsocial/?p=29

A matéria sobre o novo envolvimento da família Lula, em um novo escândalo pode ser lida parcialmente aqui, ou no site do “Diário Catarinense”:

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104126&blog=24&coldir=1&topo=4023.dw

Tramita em sigilo nos porões da Polícia Federal de Itajaí um inquérito que pode complicar um deputado federal do PT e nada menos que um parente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flagrados em grampos da Operação Influenza, o deputado Décio Lima (PT-SC) e Marcelo Sato, genro do presidente Lula, foram levados a dar explicações à imprensa nesta segunda-feira sobre conversas mantidas com o empresário Francisco Ramos, proprietário da Agrenco do Brasil S.A e um dos 24 presos por fraudes no Porto de Itajaí em 20 de junho. Sobre Ramos recaem suspeitas de patrocinar vantagens — computadores, hospedagens em hotéis e jatos fretados — em troca da interferência da dupla junto a órgãos federais. A ação seria comprovada por trechos como o que Ramos justifica a aquisição de dois note books: “Um pro Décio (Lima) e um pro (Marcelo) Sato”. Questionado sobre a frase, o próprio empresário esclarece.

- O cara (não especifica se está falando de Sato ou de Lima) me põe na frente do presidente, do ministro… Ele vem com essa indireta. Sou obrigado a comprar.

As explicações do deputado Décio Lima você confere aqui.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=104238&blog=24&coldir=1&topo=3951.dwt

Além de agrados tecnológicos, Lima ainda teria voado em jatos fretados por Ramos, como comprovariam fotos registradas por agentes federais no momento em que o parlamentar embarcava na aeronave.

Além disso, o inquérito reproduz uma troca de e-mails entre as secretárias da Agrenco e do gabinete de Lima informando horários de vôos e locais de embarque e desembarque do deputado, em avião fretado, de Navegantes a Brasília. A Agrenco diz como serão os detalhes vôo, com a observação: “Avião fica esperando sr. Décio Lima terminar compromisso”.

Já com o genro de Lula, a conversa é a hospedagem em um hotel. Em 17 de abril de 2008, às 11h18min, Sato pergunta em gravação telefônica a Ramos se pode deixar “um hotel reservado para nós”. Documento da PF aponta que foram reservadas duas vagas em um hotel para o genro de Lula, mas não especifica em que cidade é a hospedagem.

A investigação da PF sustenta que o marido de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente, e o parlamentar petista teriam facilitado o acesso do empresário a órgãos do governo federal entre 10 de dezembro de 2007 e 6 de janeiro deste ano. Além de Lima, o relatório cita Jefferson Reichel, assessor do deputado. Parte das interceptações revela que Ramos, ao fazer contato com Lima, Sato e Reichel, tinha interesse de agilizar processos que envolviam a Agrenco no governo federal. Ramos era o principal acionista da empresa, que almejava produzir biodiesel em Caarapó (MS). Para tanto, segundo o relatório da PF, Ramos contou com a ajuda do trio em contatos com o Ibama, Agência Nacional do Petróleo e Receita Federal.

De acordo com o relatório da polícia, Lima recebeu pedido da Agrenco para que a resolução 41 de 2004 da ANP fosse adaptada a fim de autorizar a produção de biodiesel pela empresa. Depois do contato, a Agrenco teria conseguido a licença para operação da indústria. A PF cita ainda o fato de que a Agrenco doou R$ 170 mil para a campanha do petista nas eleições de 2006. A exportadora de grãos é suspeita de, entre outras irregularidades, simular negócios com produtores de soja, comprando carregamentos que não existiam.

Contrariado pelo vazamento das informações, o delegado da PF em Itajaí, Roberto Mário da Cunha Cordeiro, abriu inquérito para apurar o responsável pela divulgação de trechos com mais de 100 telefonemas e e-mails interceptados com autorização da Justiça. Cordeiro se recusa a dar detalhes da investigação que vai até 4 de outubro.

— A única coisa que posso dizer é que os dois (Sato e Lima) não são suspeitos e não estão sob investigação — resguarda-se Cordeiro.

Construída na Procuradoria Especializada no Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina, a investigação que embasou a Operação Influenza, de fato, não investiga Lima. Por ter foro privilegiado, o parlamentar só poderia ser inquirido após autorização do Supremo Tribunal Federal. Leia trechos da conversas registradas no inquérito da PF e a defesa de Sato aqui.

http://www.clicrbs.com.br/pdf/5084656.pdf

Mais detalhes sobre o caso nas próximas horas.

È muito evidente de que a nova Polícia Federal, que começou ser renovada no governo FHC, está fazendo o seu trabalho investigativo, prendendo muitos suspeitos nesta administração Lula. É também evidente que parte destas prisões se deve ao fato de que nunca se transigiu tanto e de tantas formas como nesta administração Lula. E continua evidente também que a Família Real (Lula), e sua corte mais chegada, protagoniza total ou parcialmente grande parte destes inquéritos que convenientemente nunca passam de sua primeira fase.

Mas o Titanic está fazendo água e com tantos vazamentos, pode até ser considerado insubmergível, mas vai afundar, pelo bem da democracia e pelo bem do Brasil.

Encontrei esta reportagem abaixo no Blog do Reinaldo de Azevedo.

Ela cobre parte do mistério da cobertura de teflon que se instalou sobre a figura Lula.

LULA E O FATOR PAULO LACERDA

Prestem bastante atenção ao que vai a seguir. A prisão de Romero Menezes, o nº 2 da Polícia Federal — não entro, agora, no mérito sobre culpa ou inocência — foi praticamente imposta a Luiz Fernando Corrêa, o atual diretor-geral. É na polícia, e não em outro lugar qualquer, que se atribui ao grupo de Paulo Lacerda, o diretor afastado da Abin (consta que definitivamente), a seqüência de eventos que resultou em tal desfecho. Menezes é aliado de Corrêa, que nunca chegou a ter o comando efetivo da corporação. A prisão de seu imediato o fragiliza ainda mais.

Lacerda já deixou claro que não pretende sair pela porta dos fundos — da Abin ou do governo. E ele tem, se querem saber, algumas medalhas no peito, com muitos serviços prestados ao petismo e, por que não dizer?, ao próprio Lula. Vamos lá:

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão do mensalão? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na questão da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo? Zero! Nenhum!

- Qual foi o contratempo criado pela Polícia Federal na investigação do dossiê dos aloprados? Zero! Nenhum!

Quem era o diretor da Polícia Federal nesses três casos? Lacerda. Em compensação, ele tornou operativa a Polícia Federal de propaganda, aquela apta a cassar e caçar alguns ricos, o que permitiu a Lula anunciar o fim da impunidade dos poderosos. Como todos formos informados, Lula nunca soube de nada, não é mesmo? E Lacerda conferiu verossimilhança policial a essa versão.

A tendência, podem apostar, é a acomodação. O rearranjo terá de ser grande, profundo e subir alguns degraus na hierarquia. Qualquer que seja a direção da PF, uma coisa é certa: Tarso Genro não terá o comando dela. E, pois, Lula sentirá, cedo ou tarde, a necessidade de demiti-lo — ao menos da Justiça — se quiser que o órgão deixe de ser fonte de instabilidade. Mais: Lacerda quer o seu quinhão, nem que seja para exibir aos colegas.

O que isso quer dizer? Se não pode ter seu cargo de volta na PF ou na Abin, quer aliados seus em postos de chefia. Está com a vaidade ferida. E é um homem que sabe demais para permanecer como um canhão solto no convés. E acho que Lula acabará cedendo.

Vivemos o ponto extremo da balcanização dos órgãos de segurança do estado. E o motivo é um só. Nas democracias, polícias e órgãos de Inteligência exercem funções técnicas. Só as tiranias tornam a polícia um braço da política. O petismo resolveu inovar, tendo uma polícia politizada num regime democrático. O resultado é o que se vê.

Lula vai ter de ouvir a pauta de reivindicações de Lacerda. E sabe que vai. Mais do que isso: sabe por quê. E, suspeito, sabe que acabará cedendo.

July 20, 2008

A lei seca do Lula II.

Filed under: Criminalidade, administração, educação, governo — rlaf44 @ 8:28 pm

A lei seca do Lula II.

Outro dia em uma conversa com o meu irmão José, ele manifestou o sua opinião sobre as estatísticas favoráveis depois de estabelecida a Tolerância Zero pelo governo Lula:

“Se houvesse o aparato de fiscalização nas ruas o tempo todo da mesma maneira que estão atuando agora depois da Tolerância Zero, teriam também diminuído os incidentes com os bêbados dirigindo. Os limites antigos com 0,6% de álcool no organismo, não são considerados embriaguês suficiente para o motorista perder o controle e causar acidentes”

Outro comentário inteligente sobre esta nova medida, é que isto é mais uma medida arrecadatória, mais uma maracutaia para alguém ganhar muito dinheiro com a venda de bafômetros que podem ser comprados no site de compras “EBay” por US$100,00 e estão sendo vendidos aos órgãos fiscalizadores pela merreca de R$6.000,00. E o comandante da Polícia Rodoviária Federal ainda disse cinicamente que importação é um negócio lucrativo e não uma medida de caridade.

Recebi também um Email revoltado que vou reproduzir na íntegra por conter muitas verdades e bater com a minha revolta sobre esta lei idiota que foi assinada pelo Lula para tirar um pouco o foco das ultimas maracutaias que foram divulgadas sobre sua administração, da crescente onda inflacionária que também é o fruto da gastança e do descaso infra-estrutural do país. Funciona assim assina-se uma lei destas e a revolta popular faz o povo colocar em segundo plano a perigosa onda inflacionária que não para de crescer.

Leiam este Email cheio de verdades:

Quem é o amigo da vez se você fizer um brinde no motel?

Da série “Curiosidades da Lei Filha da Puta/2008″:

1) O Dep. Hugo Leal, relator dessa obra de mestre, é evangélico e pertence ao PSC-RJ, eleito no palanque de ninguém menos que Anthony Garotinho. Nós sabemos que Garotinho por ser evangélico não bebe, mas o que ele faz sóbriozinho todo mundo sabe pela imprensa. E o que eu tenho a ver com a religião deles? Eles não podem respeitar a minha?

2) Os acidentes caíram 24% e o movimento noturno no Brasil todo caiu 60%, familias não brindam, namorados não brindam, um bombom é crime, restaurantes estão quebrando, garçons e cozinheiros sendo demitidos, pessoas não saem mais de casa.

3) Esse negócio de amigo da vez é coisa de moleque. Você sinceramente tem um amigo barbado, barrigudo, pai de familia que vai dirigir para você depois do happy hour? Você sinceramente vai com essa sua cara de babaca combinar com outros marmanjos de 50 anos de um de vocês não beber? É coisa de babaca não é? Isso é, ou não é pra destruir todos os bares e restaurantes? Só adolescente tem “amiguinho” que não bebe.

4) Tem coisa mais brochante do que não poder brindar num motel? Imagina, você brinda e do lado de fora já tem uma gente fina te esperando. Pensam que é brincadeira? Passem no motel flamingo em Brasília entre 19 e 22 horas, fica uma viatura do lado de fora vigiando um por um.

5) Depois de brochar, tem coisa mais brochante que pedir pra amiguinho dirigir pra você depois do happy hour?

6) Depois de brochar 2 vezes tem coisa mais brochante do que parar para um guarda fedorento que brochou a semana toda em casa e está louco pra te multar em R$ 500000 e ainda te obrigar a soprar naquela bosta chinesa transistorizada que agora tem poder de te prender?

7) Depois de brochar pela terceira vez dê um soco no nariz do filho da puta que defende essa lei porque “diminuiu 24%” dos acidentes. É claro, Einstein, ninguém mais está saindo. Se ninguém sai, ninguém bate o carro.

8) Eu experimentei sair de taxi. Depois de brochar 4 vezes, só isso é mais brochante. Você vai dar um beijinho nela e o taxista ta babando no retrovisor ouvindo Radioatividade sertaneja 2 AM.

9) Com esse transporte público de merda que tem no Brasil resta chamar um taxi. Uma corrida de 3 quarteirões custa R$ 15,00 na bandeirada 2. É, na verdade, mais um imposto brochante que o governo criou.

10) Sinceramente? Se você não se revoltar e não passar este email a TODOS seus amigos, você é um brocha.

É realmente revoltante ver que as polícias brasileiras, mal treinadas e incompetentes como vêm demonstrando ultimamente as notícias dos equívocos cometidos por esta gente, em vez de procurar dar mais segurança ao cidadão comum, estão todas as noites em plantão permanente perto dos lugares mais concorridos da noite, para pegar os incautos que tomaram talvez dois chopes, ou como vêm dizendo as autoridades que se você comer dois Bon bons de licor, você é uma ameaça à segurança pública.

Se houvesse uma forma de educar o cidadão nas escolas de base sobre as responsabilidades no trânsito, eu garanto que os índices de acidentes vão diminuir. Nos Estados Unidos a educação obrigatória no transito começa aos dez anos. E para terminar, os bêbados de plantão já saem de casa dirigindo bêbados às oito horas da manhã, quando não estão de plantão as Blitz do DETRAN.

Vou relatar um fato ocorrido comigo em 1980 no Chile, em pleno regime de força Pinochet:

Estava eu trabalhando com petróleo na cidade de Punta Arenas no sul do Chile, quando foi necessário fazer um inventário de tubos em um armazém a uns 80 quilômetros de distancia. No carro da empresa de petróleo, iniciamos a viagem quando uns 30 quilômetros à frente encontramos uma barreira com vários soldados armados e outras pessoas à paisano.

Um destes homens à paisano, muito bem vestido, se aproximou da janela do motorista e disse:

“- Senhores peço desculpas pelo incomodo, mas sou representante do judiciário local e tenho em minhas mãos um mandato judicial oficial que vou lhes dar uma cópia. Este mandato nos dá o direito de interromper a via pública para identificar os passageiros que passarem por aqui. Vou precisar apenas de seus documentos pessoais, para conferencia rápida e não vamos deter-los por muito tempo.

E assim foi feito, os documentos foram conferidos em uns dez minutos, os soldados armados não se aproximaram, ficaram à distância apenas como uma garantia. E isto foi em uma ditadura.

Quase igual ao Brasil.

Constitucionalmente, o direito de ir e vir é uma garantia, e como no exemplo acima, deveria haver uma ordem judicial para interromper uma via pública, com pessoas educadas e a paisano para lidar com os cidadãos, deixando ao lado os integrantes armados, apenas para as emergências. Deveriam fornecer uma cópia do mandato aos cidadãos incomodados com a interrupção de sua rotina em uma via pública. Isto seria no mínimo uma atividade democrática e respeitosa às pessoas que estão pagando os salários das autoridades.

Mas o que esperar em um país democrático onde o cidadão é obrigado a votar????????????

Realmente, eu creio que depois da euforia inicial, as blits vão arrefecer e tudo vai ficar mais ou menos normal, como sempre acontece no Brasil. Menos a existência da lei que vai ficar pairando indefinidamente sobre as nossas cabeças.

Eu posso visualizar em uma festa dada por um cidadão com alguma ambição política, é motivo de preocupação para outro político da oposição deste pretensioso futuro político. Então este político preocupado move seus contatos políticos e consegue uma blits em uma das ruas principais perto da casa do futuro político e quase todas as pessoas que saem da festa são paradas e multadas. No dia seguinte no noticiário sai a manchete “Orgia e bebedeira em casa de fulano dá multa e cadeia dos participantes”

Qualquer desafeto de qualquer um pode ficar de espreita e produzir coisa semelhante enquanto existir esta lei imbecil.

April 22, 2008

Justiça democrática.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, REFORMAS, governo, política — rlaf44 @ 12:40 pm


Justiça democrática.

Para que um país seja um país democrático de fato, um dos quesitos mais importantes é o funcionamento da justiça.

A justiça de um país democrático tem que ser totalmente neutra, tem que ser célere, e tem que haver conseqüências graves para o desrespeito à lei.

Justamente como no Brasil!!!!!

O prefeito de Santo André/SP, o Celso Daniel, foi assassinado convenientemente por não querer participar do jogo de cartas marcadas na arrecadação de fundos para a campanha presidencial de 2001. Existem muitos fatos ligados à este assassinato, carentes de qualquer investigação. Existem sete testemunhas chaves e até um médico legista que questionou o laudo oficial, mortos de forma no mínimo estranha nos meses que se seguiram o assassinato.

E as doações suspeitas, dadas por empresários de transporte e obras das cidades do ABC paulista, nunca foram devidamente investigadas. Uma Delas, Ribeirão Preto foi feito uma sindicância e resultou no indiciamento do Palocci. O delegado responsável foi sumariamente demitido e transferido para outra delegacia de menor importância. No caso do Celso Daniel, a delegada que encerrou o caso, Dra. Sato, é sogra da Lurian Cordeiro, filha do Lula. Toninho do PT foi misteriosamente morto também com apuração duvidosa.

Existe o caso do dossiê, onde foram apanhados com a mão na massa, (flagrante delito) em um quarto de hotel, os assessores mais próximos de Lula. (Este não sabia de nada) Eles estavam com reais e dólares em um valor de um milhão e setecentos mil, e uma cópia de um dossiê fajuto supostamente para atrapalhar a campanha política de José Serra no governo de São Paulo. O dinheiro foi todo fotografado com os maços de notas envolvidos por faixas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

Ninguém foi responsabilizado por este dinheiro, o presidente chamou os assessores de aloprados, não existiu nem crime de sonegação fiscal, e o delegado que foi encarregado da investigação foi promovido escandalosamente para uma tremenda posição de destaque em Mato Grosso. O delegado que divulgou as fotos do dinheiro foi punido com transferência para um lugar escondido. Não apareceu nenhum dono para o dinheiro. Eu já escrevi sobre isto anteriormente.

O crime da menina paulista Daniela Nardoni, não sai da mídia e revoltou todo o país. A polícia de São Paulo fez uma perícia dirigida não para apurar o autor do crime, mas para condenar de antemão o pai e a madrasta da menina.

Estranhamente todas as diligências feitas até o momento, e todas as testemunhas ouvidas foram para corroborar uma teoria de culpa iniciada no primeiro momento depois do assassinato. Não estou desculpando os possíveis culpados, mas da maneira em que foi feita estas perícias e os indiciamentos, ficou um prato cheio para a defesa, desclassificar toda esta investigação como tendenciosa e montada contra os seus clientes.

Provavelmente, não vai haver culpados neste crime.

Em um país onde existem coisas como prisão especial para quem tem curso superior, a justiça está totalmente invertida. Um pobre coitado que não tenha instrução alguma e por não conhecer as leis comete um crime, vai para o calabouço sem nenhum privilégio. Um promotor que friamente assassinou pessoas na rua, responde tudo em liberdade, continua ganhado seu salário e provavelmente vai ser absolvido. Um advogado que por ciúmes assassina friamente sua namorada, quando preso teve cela especial e responde agora em liberdade e vai provavelmente ser punido com uma pena alternativa. Estas pessoas assim como diversas outras, que têm o conhecimento da lei como profissão deveriam pagar mais rigidamente pelos crimes cometidos. Um cidadão instruído e consciente da existência das leis e as conseqüências dos atos praticados em detrimento da mesma deveriam quando em delito pagar de forma mais exemplar do que um pobre ignorante que desconheça a lei e suas implicâncias.

Os crimes de colarinho branco, sem nenhum tipo de violência, onde o culpado não apresente perigo para a sociedade, e onde seja a primeira ofensa, poderiam sem dúvida ter penas alternativas.

Um país onde as ONGs dos direitos humanos consideram que o preso não seja obrigado a trabalhar para compensar parte de seus gastos, onde presos recebam indiscriminadamente visitas sociais, onde os presídios sejam ordenados em classes sociais, e onde o comando do crime continue regendo a orquestra do crime por controle remoto de dentro de sua cela é um país sem democracia.

Para que haja uma democracia mais justa,(Democracia justa é pleonasmo) as leis do país que foram criadas dentro de um sistema democrático têm que funcionar plenamente, as penas têm que ser cumpridas, e as prisões têm que ser lugares para cumprir penas, onde os presos sejam tratados com dignidade, mas também com seriedade e severidade, e onde se a família tiver dinheiro para sustentar o preso, ele fique sem trabalhar, mas onde o estado tiver que sustentar este preso, ele tem obrigatoriamente o dever de trabalhar. Um preso deste sistema poderia se recusar a trabalhar, mas neste caso cumpriria a pena total sem direito a nenhuma regalia.

Os presídios seriam menores e mais numerosos, com capacidade máxima de 250 presos.

Com um sistema destes, a democracia poderia começar a acontecer no Brasil.

Os representantes políticos que cometessem crimes, e fossem indiciados pelo MPF, perderiam seu salário e teriam um julgamento célere por um júri popular, pois foi o povo que o colocou lá em cima.

Tem quer haver uma revolução branca apenas para forçar mudanças como esta, para que o Brasil tenha chance de participar como membro do Clube da Democracia.

Este artigo abaixo do Jornal do Brasil tem muito em comum com as minhas idéias:

A volta dos que não foram

Ana Maria Tahan

A burla às leis, os códigos retrógrados, a lentidão do Judiciário andam escrevendo uma história brasileira por vias tortas. Ou tortuosas. Aquela máxima do não há mal que sempre dure vai acabar se incorporando aos contos de carochinhas reescritos para um público infantil que hoje se nutre nos teclados do computador quando ainda nem alfabetizado foi.

A introdução acima não é uma tese de colunista que anda de mal com a vida ou desencantada com a política. Resulta de fatos e acontecimentos que alimentam o dia-a-dia e acabam tragados, momentaneamente, por tragédias como o assassinato de Isabella Nardoni, a ameaça da falta de alimentos no mundo, as estripulias do mercado financeiro americano, a eleição do esquerdista Fernando Lugo no Paraguai, as andanças de Lula pelo mundo… O parágrafo inicial foi inspirado por dois fatos recentes. O primeiro, pela indicação do ex-ministro e deputado petista Antonio Palocci para a presidência da comissão especial que irá analisar a proposta de reforma tributária enviada pelo governo Lula ao Congresso. O outro, pelo retorno ao palco do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Dois anos atrás (parece mais, não é?), Antonio Palocci era o todo-poderoso ministro da Fazenda do presidente Lula. Integrava o restrito grupo de assessores que aconselhavam o chefe e, algumas vezes, tinham a opinião acatada. Ganhara status e o reconhecimento depois de comandar a feitura do programa de governo do então candidato do PT ao Planalto além de reordenar o discurso econômico para acalmar mercados e investidores temerosos de uma reviravolta das práticas que lhes garantiram o lucro e a bonança na era FH.

Palocci foi desbancado do pedestal por um simplório caseiro. Francenildo Costa, que cuidava de uma mansão erguida no Lago Sul de Brasília, contou que o então ministro freqüentava a casa mantida com o dinheiro de lobistas originários de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista que Palocci administrara como prefeito e onde se fez politicamente. O então ministro contou várias historinhas à época e movimentou a máquina para desacreditar o autor da denúncia. O extrato bancário de Francenildo foi violado e divulgado. Aliados governistas tentaram vender a versão de que os R$ 20 mil encontrados na conta do caseiro foram pagos pela oposição para atingir o então pai da economia de Lula. No mês passado, a Procuradoria-Geral da República denunciou Palocci, seu ex-assessor de imprensa Marcelo Netto e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso por quebra de sigilo funcional e bancário de Francenildo. Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre a abertura de processo contra a trinca. Paralelamente, Francenildo move ação na Justiça cobrando uma indenização milionária da Caixa, enquanto ganha a vida trabalhando como jardineiro diarista em algumas casas do Lago Sul ou como garçom em festas.

Três anos atrás, Delúbio Soares controlava as finanças do PT. Arrecadava fundos, distribuía dinheiro para as campanhas da sigla, repartia o fundo partidário e as doações compulsórias dos petistas incrustados em cargos públicos país afora. Era o homem da mala da legenda, unha e carne do então ministro com crista de ouro José Dirceu, chefe da Casa Civil, e o resolve-encrencas do presidente petista José Genoino. Flagrado no escândalo do mensalão, perdeu o posto, a filiação, mas não a pose. Transformado em réu por decisão dos ministros do Supremo, acusado de ser um dos cabeças da organização criminosa que trocou apoios no Congresso por dinheiro, reapareceu no fim de semana político de Goiânia. Discursou na churrascada que comemorou, numa chácara, a oficialização da aliança entre o PT e o PMDB para manter na prefeitura da capital de Goiás o peemedebista Íris Rezende, com um petista de vice. Falou para mais ou menos 200 convidados com a empáfia de quem protagonizou as articulações para a montagem da coligação. E, depois, sumiu no mapa do anonimato, até os próximos atos da campanha (especialmente aquele momento em que será preciso passar o saco para recolher fundos, coisa que ele sabe fazer tão bem quanto os mais espertos banqueiros).

Enquanto os processos vão indo, a passos de tartaruga, Palocci e Delúbio seguem, sem perder tempo, a vida. Um vai tratar de como ficarão os tributos (coitado do contribuinte!). E o outro, do futuro político de Goiânia. Se não mais.

[22/04/2008] 02:01

Encontrei no blog da Adriana.

Em que dá o mau exemplo!

Pássaros de Brasília, agindo segundo aprenderam:

April 2, 2008

Sobre o desarmamento..

Filed under: Criminalidade, Desarmamento, governo — rlaf44 @ 5:29 am
Sobre o desarmamento..black-hawk-1.jpg

Hoje pela manhã, apareceu oriundo de várias fontes, um novo conceito sobe a tentativa de desarmamento da população.

Realmente não tive como verificar a veracidade dos fatos recebidos pela minha caixa de correio eletrônico e, parece um pouco fantasioso todo este complô para satisfazer apenas as ganâncias de uma pessoa.

Vou publicar primeiro a mensagem recebida na íntegra, e depois, republicar alguns artigos antigos do blog sobre as minhas idéias do desarmamento.

Veio no Email o seguinte:

REPASSANDO

Lembra da história do desarmamento?

Pouco antes do Referendo de 23 de outubro de 2005,

circulou por toda Internet uma notícia dando conta

de que, a razão pela qual a Rede Globo apoiava

fervorosamente a Campanha de Desarmamento , seria o

fato de que essa empresa teria se associado a

Glock, fabricante austríaca de pistolas

semi-automáticas, para dominar o mercado de

segurança privada em todo o País.

Com o cidadão proibido de ter armas e com a

segurança pública praticamente falida, a Rede Globo

criaria uma gigantesca empresa de segurança

particular e a Glock por sua vez, forneceria as

armas com exclusividade.

Na época, tal idéia parecia absurda! Alguns

afirmaram que

era um simples boato ou invenção dos defensores do

NÃO! Ora, como uma empresa de armas de fogo

estrangeira se instalaria em um País cujo Governo

estava em franca campanha contra o comércio de

armas de fogo?

Pois agora a verdade veio a se confirmar. Acaba de

ser inaugurada a Glock do Brasil S.A. na Av. Cidade

Jardim, 400 em São Paulo/SP. Uma distribuidora

oficial das pistolas Glock em solo brasileiro.

E agora a surpresa; quem teria dado suporte

político para mais essa falcatrua? Ele mesmo, o

mentor do desarmamento brasileiro, o senador

antiarmas Renan Calheiros!

Renan , segundo notícias que somente agora vazaram,

teve a canalhice de, na época em que começaram a

fermentar as primeiras propostas de desarmamento,

ameaçar a diretoria das Forjas Taurus do Rio Grande

do Sul ( maior fabricante de armas leves da América

do Sul), com a seguinte proposta criminosa:

ele exigia três milhões de reais da empresa para,

não apenas engavetar o então projeto do Estatuto do

Desarmamento, como continuaria usando as pistolas

Taurus nas Forças Nacionais de Segurança.

Como a Taurus recusou-se a fazer tal negociata,

Renan Calheiros e sua comparsa Rede Globo levaram a

cabo seus planos, iniciando aquela brutal campanha

contra o comércio de armas de fogo no Brasil. É

verdade que o povo brasileiro não engoliu todas

aquelas mentiras e eles acabaram sendo derrotados

no Referendo com uma carraspana de 64,93% de NÃO!

Hoje está comprovado que tudo era verdade. Aliás, o

próprio presidente da Glock do Brasil, Luiz A.

Horta declarou:

‘… o maior garoto propaganda de nossas armas é o

próprio Presidente Lula, pois todos os agentes de

segurança do Governo e os homens do Serviço

Secreto, tiveram suas pistolas Taurus trocadas por

Glocks novinhas em folha’.

Se, após tomar conhecimento de mais essa vergonha,

você, mesmo não gostando de armas, ficou indignado,

repasse o mais possível essa mensagem. Vamos fazer

com que todos saibam de mais essa sujeira

do ‘ Senador das laranjas’ Renan Calheiros !

Agora se tiverem vontade confiram minhas idéias e de outros autores sobre este assunto

As armas e o cidadão.

Uma dos pilares da democracia foi a possibilidade do cidadão comum de se defender sem o auxilio do governo. Os governos medievais defendiam os cidadãos do reino, mas exploravam estes mesmos cidadãos e abusavam dos seus poderes armados e cometiam todas as classes de arbitrariedades, sem que os cidadãos pudessem se defender, pois as armas eram um privilégio de poucos e o treinamento com estas armas, era o privilégio dos membros da corte.
Com o progresso da indústria de armas e a possibilidade de que uma pessoa comum pudesse adquirir uma arma e treinar com ela e conseguir dominá-la o suficiente para se defender, eliminou as dependências do povo somente no poder do governo para defender-los e as arbitrariedades passaram a ser mais arriscadas, pois os plebeus podiam se defender respaldados por uma arma de defesa pessoal.
No século XVI quando foi fundada a republica americana, um dos artigos da constituição da nova republica era que o cidadão tinha o direito de ter e portar armas.
Isto foi feito, porque no domínio inglês, era proibido o uso de armas de fogo pelos cidadãos comuns e apenas os membros da corte inglesa e seus asseclas podiam fazer uso destas armas. Com estas regras, pensavam em manter para sempre o domínio sobre os moradores das províncias.
Em todo tipo de domínio déspota e ditatorial, a primeira providência que um soberano toma, é desarmar a cidadania. Seja de esquerda ou de direita, um ditador se sente inseguro se a população estiver bem armada.
Isto, historicamente, vem sendo provado desde os tempos medievais. Sem poder se defender, os cidadãos não têm voz ativa e, portanto não tem democracia.
A democracia sempre se baseou no poder dos cidadãos para existir e as armas sempre foram o início e a manutenção da democracia.
Para que haja democracia, tem que haver um equilíbrio de forças entre o governo e a população e isto inclui a presença de armas nas mãos dos cidadãos.
Não apenas armas, mas também a responsabilidade e o treinamento com elas devem ser atrelados ao ato e vontade de possuir uma arma de defesa pessoal.
As experiências de desarmamento popular que tiveram início nos anos noventa, na Inglaterra e na Austrália, mostram que a violência aumentou e muito depois das proibições, e que hoje depois de dez anos de proibição as armas são mais numerosas, o controle sobre elas menor e o crime violento e os assaltos tiveram um aumento exponencial.
O meu pensamento pessoal sobre a posse de armas pelo cidadão, e o dever do governo de interferir é o seguinte:
1. O cidadão deve ter o direito de comprar legalmente qualquer tipo de arma que desejar.
2. Ao comprar uma arma, serão pedidas a este cidadão pelo vendedor, todas as formas de identificação legal e depois de receber um cheque ou qualquer caução, o comprador escolhe uma academia de tiro para receber a sua arma. O vendedor apresentará a lista dosa estabelecimentos registrados.
3. Na academia, antes do comprador receber a sua arma, ele faz um teste psicotécnico, tipo do teste usado na Policia Federal para os portes de armas.
4. Se ele se mostrar equilibrado passando nos testes, ele começa a freqüentar um curso, sobre o que representa ter uma arma e as responsabilidades sobre o uso da mesma.
5. Depois do curso teórico ele passa a freqüentar um curso prático, já com a arma comprada por ele.
6. Neste curso ele aprende não apenas a manejar a arma como aprende a guardá-la, limpá-la e também as responsabilidades sobre o uso e efeitos da arma. Neste curso será mostrado o potencial destrutivo de um projétil partindo de uma arma, e modelos com gel serão usados para simular carne humana atingida por uma bala. Será um tratamento de choque.
7. Se ele for aprovado com a arma comprada por ele, este novo portador poderá portar a sua arma e receberá para isto um documento de porte.
8. Se ele escolheu a arma errada e não se classificou, poderá trocar por outra menor e mais fácil de usar, pagará ou receberá a diferença, ou poderá fazer o curso com uma arma alugada da academia, e depois comprar igual.
9. Depois de aprovado, este novo portador deverá ser reciclado todos os anos ou de dois em dois anos, de acordo com o tipo de arma escolhida por ele.
10. A ingerência do governo em toda esta transação seria:
Regulamentar as academias.
Criar uma legislação especial para os crimes cometidos pelos portadores de armas licenciados.
Regulamentar os tipos de armas a serem vendidos.
Proibir as armas de defesa, modificadas para ataques como silenciosos, ETC.
5. Com uma atitude destas, um governo preserva os direitos dos cidadãos, recupera o controle sobre as armas legais existentes, desestimula os assaltos, e mostra que a democracia está sendo preservada.
6. Esta conversa que o número de armas nas mãos do cidadão, estimula a violência não procede. Veja um exemplo, os quartéis, qualquer quartel. Do exercito, da polícia ou mesmo uma delegacia. Estão todos armados nestes estabelecimentos, todos são seres humanos, sujeitos ao mesmo stress do dia a dia, todos têm problemas pessoais, e as estatísticas de violência com armas nestes ambientes são bem pequenas. Porque será então que o governo tem este medo de que o cidadão possa andar com uma arma de defesa? Isto não tem o menor sentido direto ou lógico a menos que se esteja planejando algum golpe de estado e seja antes necessário desarmar primeiro o cidadão.

Existem organizações que reprovam qualquer tipo de controle e que desejam que o cidadão possa portar qualquer tipo de arma sem o menor controle ou treinamento.
Estes pensadores devem lembrar que da mesma forma que um controle muito rígido prejudica a democracia, uma falta total de controle por parte das autoridades também coloca a democracia em cheque, pois para existir democracia se supões algum tipo de governo e se existe um governo, este tem que ter algum tipo de controle sobre os cidadãos para que não se estabeleça uma barbárie como está acontecendo com as milícias no Rio de Janeiro.

O artigo abaixo, escrito por Ralph J. Hofmann tem um ponto de vista atual e interessante sobre o uso e porte de armas por classes sociais e organizações sindicais.
Isto, está tramitando porque o cidadão está se sentindo indefeso e não confiando nas capacidade do governo de defender-lo.

Esta onda de desarmamento da população começou no governo FHC. Um de seus ministros da justiça, precisamente o DR. José Gregori disse que a população não deveria reagir a um assalto, mas também não sair de casa sem pelo menos dez reais no bolso, para que o bandido ao assaltá-lo não ficasse zangado se não encontrasse nada e resolvesse agredir o assaltado.
Esta atitude me encheu de vergonha de ser brasileiro, e pessoalmente resolvi dar uma olhada de como vivia o Ministro. Parei o meu carro, ostensivamente em frente a sua casa executiva na Península dos Ministros. Não demorou mais do que dois minutos apareceram dois seguranças armados e o da frente veio me perguntar o que desejava e o de trás ficou de arma na mão. Eu disse não desejar nada apenas queria saber quantos seguranças armados protegia o ministro. Eles então disseram para seguir em frente e não parar mais ali. Assim é fácil dar conselhos para não resistir e ficar passivo sendo assaltado.

O governo Lula, continuou esta onda de desarmamento, com o seu desarmador mor,
Márcio Thomás Bastos o hipócrita que abraçou a causa sabendo que estava desvirtuando a democracia, como demonstrou em seu artigo recente publicado neste BLOG.

Agora chega desta discussão e leiam o artigo do Ralph:

Por Ralph J. Hofmann

Vejam que gracinha:

PROJETO DE LEI QUE LIBERA ARMA PARA ADVOGADO ESTÁ EM EXAME NA CÂMARA
A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 07/07, do deputado federal Carlos Lapa (PSDB-PE), que autoriza o porte de arma de fogo para advogados.

Os advogados se consideram espécimes em perigo? Há perigo de extinção dos advogados? Qual é a estatística de advogados mortos sob fogo inimigo? É maior do que a soma de outras pessoas, não-advogadas?
Não que eu seja contra o porte de armas para advogados, mas há um aspecto que perpetua o conceito de “os porcos serem mais iguais do que os outros animais, nestepaiz.
O registro das armas dos advogados seria na OAB. A esta altura será que o CRECI não poderia registrar armas para agentes imobiliários, o CREA para engenheiros e a AMB para médicos?
Será que não caberia a criação de uma entidade que congregasse todos os que em algum momento já tivessem sido assaltados ou escapado por pouco de serem assaltados para manter registro das armas. Poderia ter subcategorias, “Associação do Carro Roubado, Associação de Vítimas e Parentes de Seqüestrados, e por aí afora, todos com direito de registrar armas.
Na verdade eu gostaria de saber se bandidos portadores de arma poderão registrá-las numa “Associação Brasileira dos Fora-da-Lei.
O policial se aproxima de um portador de AK-47 e diz: - Vou ter de ficar com sua arma. O sujeito se identifica com o porte de arma de Fora-da-Lei e ameaça o guarda por interferir em suas atividades profissionais.
A verdade é que em Tombstone no Velho Oeste Wyatt Earp primeiro matou ou expulsou todos os fora-da-lei. Depois passou a exigir que os vaqueiros que entravam na cidade deixassem as armas em custódia no escritório do Xerife até deixar a cidade.
Aqui se faz o contrário. Se desarma a cidade, prende o cidadão que se defende dos criminosos e se deixa os fora-da-lei à vontade para massacrar a população.
Menos os advogados. Estes deverão andar com uma carteirinha da OAB presa na lapela para que os bandidos não se metam com eles. Aliás, não seria de bom alvitre sagrar cavaleiro esses advogados? Cria-se uma nova casta de nobreza. Dom Advogado Fulano de Tal. Como na Idade Média. Os cavaleiros podiam portar espada. Dali para o presidente da República ter um título mais a altura é um passo pequeno.
Imaginem Lula da Silva Rex Imperator , Duquesa Dilma de Roussef .
Fevereiro 16, 2007

Hipocrisia,

A verdade tardia.

Não se pode negar a competência e o preparo do Dr. Marcio Thomas Bastos.

É uma pena, que como ministro da justiça, ele tenha usado esta capacidade não para defender a justiça e garantir a prevalência desta, mas usou a sua capacidade técnica para defender o governo Lula com unhas e dentes até pondo em risco a sua idoneidade.

No caso do caseiro foi por pouco e por incapacidade do MPF que ele não entrou pelo cano.

Uma das primeiras defesas que ele fez no governo como Ministro foi a defesa do desarmamento público, uma das táticas mais usadas pelos governos totalitaristas para evitar revoltas armadas. (Hitler - Mussolini - Stalin - Castro - Milosevic - Idi-Amim - entre muitos outros)

Ele sabia como sabe que a culpa da violência e o crescimento desta não está apenas na posse das armas. As armas, não atiram por si, e são e devem ser consideradas como um instrumento de precisão. Um bisturi cirúrgico é um instrumento de precisão e deve ser usado por pessoas treinadas, assim como as armas.

Em uma ocasião perguntaram ao Ministro Bastos, em plena campanha de desarmamento, quantas armas perigosas como AR15, Lança Rojão, Pistolas 9mm, ele havia recolhido nesta campanha.

Ele respondeu mais ou menos assim: Nós não estamos em campanha para desarmar bandidos que são os que usam estas armas. Isto é trabalho para as polícias. O nosso trabalho nesta campanha é tirar as armas das mãos das pessoas honestas para que elas não se machuquem com elas.

Ministro, para que esta cara de pau do Lula, sobre um assunto que conhece bem. A sua resposta não reflete a realidade. Estaria então, enfocado com a sua resposta, recolher não somente as armas de fogo, mas as facas, foices, machados, martelos, chave de fenda, e tudo mais para que os debiloides cidadãos que lhe ouvem, não se machuquem com estes instrumentos. Deveria trocar tudo por instrumentos de plástico, mas com cuidadosas instruções para que os usuários não usassem de forma imprópria e se intoxicassem.

O Ministro Thomas Bastos sabe melhor do que ninguém que as armas não matam e nem causam aumento da violência por si só. Elas precisam das pessoas que as manejam.

Estas mesmas pessoas, sem nenhuma perspectiva na vida, sem uma boa educação, passando fome ou sobrevivendo com um salário da fome. Com estas características, os desesperados cidadãos olham os seus representantes que praticamente o único trabalho que desenvolvem é legislar em causa própria, ganhando ou gastando a mixaria de R$685.0pria, ganhando ou gastando a micharia de R$685. 00 todos os meses. (mil novecentos e cinqüenta e sete salários) Então estes mesmos cidadãos de segunda categoria cansados de esperar a vida melhorar, pegam em armas e a violência aumenta, e vem o Senhor Ministro, legislar a violência proibindo o cidadão honesto e trabalhador de possuir armas para sua própria defesa.

Naquele instante, querendo mostrar serviço para o governo, comandado pelo Zé Dirceu que nos moldes de CASTRO tinha os planos para desarmar o cidadão para melhor os controlar, o Ministro entra de cabeça no programa dizendo e repetindo as abobrinhas do PT para justificar e mostrar o seu trabalho.

No texto abaixo, muito bem escrito e com toda a razão de uma pessoa treinada dentro dos parâmetros legais o Ministro Bastos fala com propriedade sobre os acontecimentos da recente violência e as conseqüências dela.

No texto abaixo, vamos retirar do contexto um parágrafo e vamos substituir algumas palavras referentes às armas para ver como fica e demonstrar desta forma a hipocrisia do Senhor Bastos:

Original:

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que visse a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Modificado:

Vamos mudar apenas cinco palavras para demonstrar a nossa tese.

Vamos retirar do texto o seguinte: @O simples aumento de pena@e em lugar destas palavras vamos acrescentar e vamos ver se fica coerente:

A simples supressão das armas

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. A simples supressão das armas não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Para esclarecer ainda mais, a palavra grifada PENAL pode ser subtraída.

Entenderam agora o título do artigo

Hipocrisia

Ainda bem que o referendo não funcionou para o PT, mas mesmo assim, o Ministro interfere e uma ADIM posta pelo PDT contra o estatuto do desarmamento está esperando o julgamento por anos, e está cheio de argumentos fortes contra o desarmamento sistemático da população. O Brasil já possui uma legislação contra o uso e porte de armas das mais rígidas do mundo, e eles, as autoridades insistem em desarmar definitivamente todos os cidadãos.

Se as leis vigentes não estão conseguindo controlar os bandidos que para usar armas desafiam qualquer tipo de lei, a tentativa de desarmar os cidadãos honestos vai é levá-los de condição de cidadãos obedientes à uma condição de foras da lei.

A intenção deste comentário foi mostrar os reais interesses do Ministro e do Governo que o contratou.

Estamos em desacordo sobre o assunto ARMAS, mas concordo plenamente com a sua posição referente à impunidade e já escrevi outros artigos sobre o assunto.

Volto a criticar e acusar o EMA como: Catalisador da violência urbana

Duas coisas têm que ser mudadas:

1. A pena para o crime existe e tem que ser cumprida por qualquer um que cometa a infração, nos moldes da Inglaterra onde dois garotos um de 10 anos e um de 11 anos estão no memento cumprindo pena por crime de assassinato.

2. A folha corrida existe para que um magistrado ao julgar um crime, possa entender o caráter do réu, e os crimes cometidos em qualquer idade, têm que constar da folha corrida de uma pessoa. Um criminoso com várias mortes nas costas quando menor comete um pequeno crime já como adulto. Como não tem ficha corrida sobre os seus crimes anteriores, o magistrado pode decidir soltá-lo para que ele responda em liberdade. Ele então vai lá e mata todas as testemunhas que possam testemunhar contra ele.

3. Os seus escrúpulos ou falta destes, falarão mais alto e se o Magistrado tivesse idéia da periculosidade deste indivíduo, poderia mantê-lo preso até o julgamento - Assassino mirim não pode ser considerado réu primário quando adulto -

Agora podem ler o artigo do Ministro Márcio Thomaz Bastos em sua íntegra:

Reformar o processo penal é preciso*

Márcio Thomaz Bastos**

A morte trágica do garoto João Hélio reacendeu a discussão sobre a necessidade de reformas na legislação penal. Inúmeras propostas foram apresentadas como solução instantânea para a complexa questão da criminalidade, como a redução da maioridade penal ou o endurecimento das penas. No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Por isso, em vez de centrar a análise nas propostas que surgem no calor dos acontecimentos, seria importante retomar projetos que já foram amplamente debatidos e cuja concreta utilidade é reconhecida, como as propostas para aceleração do processo penal. É evidente que não adianta ampliar o tempo máximo de prisão ou o prazo para a progressão de regime se o julgamento pela prática de um delito demora oito ou nove anos para chegar a seu termo.

Esse estado de letargia é contraproducente porque, em muitos casos, garante a impunidade pela prescrição. Essa morosidade é prejudicial à própria organização social, pois cria uma sensação de incerteza para todos os envolvidos em uma prática criminosa (vitimas, réus, comunidade) que dificulta a vida em comum. A certeza e a eficiência na aplicação da pena são mais relevantes do que sua duração.

A reforma do processo penal é, portanto, uma necessidade. A supressão de gargalos e a redução do tempo de tramitação dos processos são fundamentais para criar um ambiente de segurança e certeza da aplicação das leis penais em um tempo razoável.

Por outro lado, é importante que essas mudanças sejam feitas sempre com respeito aos parâmetros constitucionais que regem o direito penal, para evitar a arbitrariedade e o cerceamento do direito de defesa. Nesse sentido, já existem propostas amplamente debatidas e amadurecidas em tramitação no Congresso que, uma vez aprovadas, representarão um processo penal mais dinâmico e ágil. Trata-se de cinco projetos de lei (PL) que foram reconhecidos como importantes para o aprimoramento da política criminal nacional pelos três Poderes da República.

O PL 4.207/01 tem o objetivo de acelerar a tramitação do processo penal por meio de uma série de medidas simples, como a unificação das audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa - que hoje são realizadas em momentos distintos - e a citação por hora certa - que evita que o processo seja prolongado pela dificuldade de encontrar o réu.

O PL 4.203/01 regulamenta o processo no Tribunal do Júri. Os processos de julgamento de crimes dolosos contra a vida são complexos e levam muito tempo até sua conclusão devido à existência de recursos específicos que postergam a solução final, como é o caso do protesto por novo júri, recurso admitido apenas para condenações iguais ou maiores que 20 anos. Para enfrentar tais questões, o projeto propõe a racionalização de procedimentos, como a unificação de audiências para ouvir testemunhas, a previsão de que os atos do processo só serão adiados por motivos excepcionais e a supressão do protesto por novo júri, por ser injustificável um recurso que tenha como único fundamento o tamanho da pena aplicada.

Já o PL 4.205/01 regulamenta de maneira mais clara a produção e a validade das provas para evitar anulações de processos. O quarto projeto (PL 4.208/01) estabelece novas medidas cautelares para assegurar o andamento do processo penal. Hoje, quando o réu atrapalha a tramitação da ação ou quando há evidências de que ele não vai cumprir a pena, o juiz pode determinar sua prisão preventiva. Com a aprovação da proposta, o juiz poderá aplicar outras medidas para garantir a ordem processual, como prisão domiciliar, retenção de documentos ou suspensão do exercício de cargo público.

Por fim, o governo federal, a partir da decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da lei que regulava a progressão de regime prisional nos crimes hediondos, apresentou ao Congresso um projeto para tratar do tema (PL 6.793/06) (clique aqui). De acordo com ele, o sentenciado por crime hediondo só terá direito à progressão após cumprir um terço da pena, e não um sexto como prevê a legislação ordinária.

A aprovação desse conjunto de propostas é uma resposta racional para uma sociedade que clama por mais segurança. A maturidade com que cada uma delas foi discutida e apresentada e sua concreta eficácia para a redução dos delitos fazem desses projetos medidas fundamentais para o combate efetivo à criminalidade.

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo de hoje (15/2/2007)

March 6, 2008

A lei seca do Lula.

Filed under: Criminalidade, administração, governo, política, Ética — rlaf44 @ 1:31 pm

A lei seca do Lula.lula-bebendo-pinga.jpgsede-zero.jpg

O que mais tem no Brasil são as leis. Tem lei contra e a favor de tudo. O código civil brasileiro está cheio de leis que se forem cumpridas deixariam o Brasil totalmente paralisado.passaporte.jpg

Nos meados dos anos 90, um deputado federal de Minas Gerais lançou um projeto de lei, que sugeria uma mudança nas palavras do Hino Nacional Brasileiro, trocando ou omitindo as palavras “LUTA e MORTE” para coibir a violência. E Nós os contribuintes pagamos o salário de um imbecil destes.

O decreto presidencial proibindo vender bebida em restaurantes à beira da estrada tem o mesmo formato e cor do projeto de lei mudando o hino nacional. Asneira impensada.

Também o que se pode esperar do apedeuta!

O que falta no Brasil são duas coisas importantes:

1. Uma revisão séria do código civil, para retirar dele as leis obsoletas, que geram confusão e interpretações errôneas que geralmente condenam os pobres e livram os ricos. bebendo-vinho-com-o-dedinho.jpgExplico: o pobre com sua falta de recurso se encontra vítima do MP que geralmente está mais preparado do que um defensor público abarrotado de serviço. Os ricos, com seus bem pagos advogados encontram no CCB alguma lei retrograda que coloca em dúvida a culpabilidade de seus clientes e com isto os livra das penalidades. Uma limpeza bem feita no CCB poderia encontrar estas leis contraditórias e aboli-las.bebendo-em-casa.jpg

2. Punição severa para os crimes que realmente tiverem impacto na sociedade. Nos Estados Unidos quando eu morei por lá, existia uma infração legal denominada “DWI” que é uma abreviatura de “Dirigindo bêbado” hoje mudaram um pouco os nomes e esta DWI mudou para DUI que por causas da presença das drogas propiciou esta mudança de nomenclatura que significa “Dirigindo Sob a Influência”. Influência de qualquer coisa, drogas, bebidas, remédios seja o que for. É um crime sério e é tratado como tal. O infrator, na primeira infração, se não houverem vitimas, paga uma tremenda multa, perde geralmente o direito de dirigir por seis meses. Segunda infração seis meses de cadeia obrigatório mais multa e um ano de suspensão do privilégio de dirigir. Terceira infração 3 anos de cana e perdalula-papai-noel.jpg permanente da carteira de motorista. E, a multa não é como aqui, que o policial sem preparo multa e prende. Lá o policial pode prender e citar para que o motorista autuado compareça a uma audiência onde um juiz togado vai julgar a culpa do acusado e terá como testemunha o policial que o prendeu. Para se estabelecer este sistema no Brasil teria que se lula-depois-da-pinga.jpgfazer uma modificação no sistema e criar a personalidade do juiz de transito que julgaria todas as infrações inclusive as autuações por excesso de velocidade. E para isto, os motoristas teriam que ser parados para serem multados acabando com a atual indústria da multa.se-beber-nao-dirija.jpg

Agora, vem o Lula, por decreto, querendo acabar com o pessoal dirigindo bêbado. O que ele acabou injustamente foi com o comércio de restaurantes na beira da estrada onde geralmente pode-se ficar bebendo e sair dirigindo, mas não é a regra. É a exceção. E os viciados e alcoólatras que causam os acidentes mais graves, vem intoxicado de casa, como nas fotos do Lula espalhadas pela internet, que não bebeu na rodovia, mas em sua casa ou nossa casa pois nos estamos pagando para ele se embebedar. Devia estar para lá de Bagdá quando pensou nesta asneira, se foi ele que pensou que pode ter sido outro bêbado ao seu lado.na-granja.jpg

Depois de feita a Ca……da ele viu a popularidade se esvaindo e começou a mexer no decreto, que tem por sina acabar de vez. Energia gasta para nada. Os buracos e o estado geral da malha viária matam muito mais do que a bebida nos restaurantes à beira da estrada.bebendo-em-casagif.png

Eta Brasil

October 10, 2007

Segura Pian segura Renão.

Filed under: Crime e vergonha, Criminalidade, IMPUNIDADE, Justiça, política, Ética — rlaf44 @ 1:07 pm

Segura Pian segura Renão.

O PMDB, foi um partido de força política e é considerado o alicerce formador da abertura política brasileira e o principal causador do fim da ditadura militar que norteou o Brasil por vinte anos.ulysses1.jpg

Este mesmo partido se separou de seus critérios éticos e sérios para se tornar um partido de aluguel, onde orbitam figuras párias da sociedade e políticos condenados ou acusados e suspeitos de crimes como Jader Barbalho, o agatunado Gedel Vieira Lima, o José Ribamar Sir Ney, o cabeludo sem representatividade ou voto popular Wellington Salgado, finalmente envolvido em um processo de roubo e desvio de dinheiro público em um valor de mais de sete milhões, e o general da banda Renan Calheiros.

Este partido que já teve em seus quadros pessoas como Ulisses Guimarães não é mais o mesmo. vergonha-do-ulysses.jpg

Remanescentes das pessoas éticas, este partido tem algumas pessoas tradicionais, como o Franciscano Pedro Simon.

A alusão sobre o franciscano da parte do cabeludo Salgado passou despercebido da mídia, mas era uma alusão dirigida diretamente a ele, que é devoto de São Francisco. Os Franciscanos fazem voto de pobreza e humildade, e o Pedro Simon não é diferente, e depois de quarenta anos de política continua na mesma situação financeira de toda uma vida.

Pois este senhor, de farta experiência política, juntamente com o Jarbas Vasconcelos de quem não sei muito a respeito, mas aparenta uma seriedade

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digna, foram afastados da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e por onde passarão os processos em andamento contra o Renan Calhorda.o-bode-do-renan.jpg

Não houve explicações por parte do PMDB sobre o motivo da substituição apenas disseram que foi uma decisão partidária.

O presidente do partido o deputado Michel Temer, em entrevista à CBN disse ser contra a substituição e que havia questionado o Líder do PMDB no Senado, Senador Waldir Ralph sobre o assunto, mas não foi muito enfático na resposta deste. Ele admitiu que esta substituição claramente colocasse o partido em uma situação pior na visão popular.

O cínico do Renan, disse que não teve nada com esta decisão, sendo que os decentes senadores foram substituídos justamente pelos indecentes Wellington Salgado e Almeida Lima, escudeiros de Renan e totalmente defensores do arquivamento dos processos contra ele. Que sorte tem este Renan.

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Parece até o João Alves que ganhou 64 vezes seguida na loteria e disse que Deus o ajudou.

Justamente os senadores que pediam a manutenção da ética foram substituídos pelos escudeiros do Renan.

E a situação claramente se agravou.

Ficou claro de que a defesa enfática do Renan pelo cabeludo Salgado era fruto de uma chantagem sobre o agora descoberto caso de roubo que paira contra ele de sete milhões, e que o Renan claramente sabia e ameaçava divulgar se ele não o defendesse. Salgado obviamente não é torpe e as alegações idiotas sobre a inocência do Renan, somente poderiam existir se algo pesado , mais pesado do que o ridículo papel que exercia, estivesse pairando sobre a sua cabeça.

E o Almeida Lima? Eu suspeito de que o Renan saiba sobre os motivos que o Almeida Lima teve para mudar o seu depoimento no caso do José Dirceu onde fez um tremendo espalhafato sobre uma notícia bombástica que iria revelar no plenário e apareceu com uma pequena nota retirada da coluna do Claudio Humberto, fazendo para isto um tremendo papel ridículo onde deixou o plenário sob vaias.

Sendo estes os motivos e pode haver outros, estes dois escudeiros do Renan estão claramente com o rabo preso e nas mãos do Renan.

E quem segura o rabo do Renan?

E tem que haver alguém segurando, pois o Renan vem de longa data fazendo mutretas na política e pode até ser o Fernando Collor, de quem foi escudeiro fiel até o fim, mas não teve jeito, o Collor caiu e o Renan ficou.

E o Senador Collor se licenciou para não ter que votar no processo do Renan.

Muito suspeito, mas o Renan vai cair.

E vai cair com estrondo, e vai ser bom para o Brasil

lula-mudou.jpg choque-de-gestao.jpg

September 20, 2007

Mais razões para o meu sonho.

Mais razões para o meu sonho.

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A seriedade no Brasil está mesmo em baixa.

O presidente viaja para passear como de praxe, e o Brasil vai se preparando para as cobranças políticas para que o povo pague pelos favores dentro de nossa casa de representação onde não temos nenhuma alternativa senão ficar observando e lendo nos jornais e veículos informativos sobre os nossos políticos e sobre as suas cínicas decisões e soluções para “melhorar o Brasil”

Depois da absolvição do crápula Calheiros, onde ficou com esta decisão que mentir para o público não é quebrar a ética profissional no congresso, os outros crimes que o acusam devem cair no esquecimento.

Os Senadores deveriam ter cassado o mandato do Canalha apenas por mentir e o MP deveria se encarregar do resto do problema, pois sem proteção parlamentar os outros crimes comuns poderiam ser investigados e julgados pelo MP.

Mas não, salvaram o crápula para ganhos pessoais, como as matérias publicadas abaixo nos informam.

E é por esta razão que o meu sonho de revolução ética fica vivo e com esperança que possa acontecer.

Para melhorar e limpar o congresso somente entrando na marra e tirando a podridão lá de dentro.

E o PAC?

Além de empacado, está gerando problemas operacionais de corrupção, dentro dos moldes do congresso, onde a falta de ética parece ser a tentativa de retirar de lá os políticos corruptos e corruptores.

Eta Brasil……

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E do Blog Prosa e política (http://pep-home.blogspot.com/) retirei uma matéria interessante hoje que quero publicar:

Por Giulio Samartini

Nessa segunda feira passada o banco Northern Rock, quinta instituição financeira da Grã-Bretanha entrou no ponto de aguda crise, com os correntistas fazendo filas para salvar o seu como pudessem, o que levou as bolsas européias a uma forte queda, especialmente as de Londres, Milão, Zurique, Paris e Amsterdan.
Os presidentes e primeiros ministros desses paises de pouca importância e subdesenvolvidos , pedira socorro ao grande e poderoso Luiz Inácio Lula da Silva, que em sua imaginação mentecapta, deve ter acordado invocado e por telefone dado um esporro em Bush. Este assustadíssimo mandou que a Fed (Federal Reserve dos Estados Unidos, algo como o Banco Central) fez uma redução dos juros em 0,5% assim as bolsas voltara, depois de uma alta, à situação de normalidade.
O Grande Lula nem precisou fazer a impossível “travessia” do oceano, para mandar Bush tomar um providência. Êta presidente porretão esse do Brasil, salvou a economia dos paises mais ricos do mundo.
Diz
Carlos Chagas: “Como justificar Lula anunciando que irá aconselhar o presidente Bush a cuidar sozinho da crise econômica gerada pelas especulações imobiliárias nos Estados Unidos?
Se insistir nessa inconveniência, poderá ouvir que, além de não ser a sua praia, qualquer crise econômica verificada acima do Rio Grande afeta o mundo inteiro. Fosse o presidente Bush um homem de cultura e ainda poderia corrigir o presidente brasileiro, esclarecendo que o Oceano Atlântico separa os Estados Unidos da Europa, não os Estados Unidos do Brasil, como Lula afirmou, esquecendo de que integramos o mesmo continente.”
O destempero do presidente brasileiro passará em branco, haja vista que, por sorte, Bush e Lula se equivalem, isto é qualquer um dos dois trocado por um balde de merda perde quem dá o balde.

Tribuna da Imprensa online

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TCU pega o PAC da irregularidade

Tribunal de Contas da União aponta 29 obras que custam R$ 2,99 bilhões com indícios de problemas

BRASÍLIA - Principal instrumento do governo federal para tentar promover o crescimento econômico do País, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve nada menos do que 29 de suas obras incluídas ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no relatório de obras públicas com indícios de irregularidades graves paralisantes. Ao todo, essas obras do PAC envolvem recursos de cerca de R$ 2,99 bilhões.

A inclusão na lista faz com que as obras tenham seus recursos orçamentários bloqueados e seu andamento paralisado por decisão do Congresso até que as irregularidades apontadas pelo Tribunal sejam sanadas. O Congresso não é obrigado a seguir as indicações feitas pelo TCU, mas historicamente tem aplicado integralmente as recomendações recebidas sobre obras com problemas.

O relatório do ministro Benjamin Zymler foi aprovado ontem pelo plenário do TCU e detectou um total de 77 obras com irregularidades graves paralisantes e outras 102 com irregularidades graves, mas em menor grau, que não exigem paralisação e bloqueio dos bens.

Apenas 52 obras da União foram consideradas regulares em um universo de 231 fiscalizações feitas, num valor equivalente a cerca de R$ 5 bilhões. Na sua maioria, os problemas encontrados pelo Tribunal de Contas tratam de irregularidades nas execuções dos convênios, superfaturamento de preços, alterações indevidas de projetos e problemas no processo licitatório, entre outros.

O ministro Benjamim Zymler constata que o alto percentual de irregularidades descobertas vêm se mantendo desde a década passada, em torno de 30% a 40% das fiscalizações feitas. Este ano, o percentual chegou a 33,3%. “Esse número é absurdo. Esse número choca. Nós já perdemos a sensibilidade com esse número”, afirmou Zymler, durante a leitura de seu relatório.

“Não há como tapar o sol com a peneira. Uma parte dessas irregularidades deve ser debitada à corrupção”, acrescentou mais tarde. No caso do PAC, estão incluídas obras como a construção do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

Segundo o relatório, foram encontradas irregularidades graves na execução do convênio. Obras do PAC para infra-estrutura, especialmente em rodovias, também aparecem na lista das obras com maior gravidade de problemas, como nas rodovias BR 101, no trecho de Pernambuco, na BR-476, no Paraná, na BR 163, na divisa entre Mato Grosso do Sul com o Mato Grosso.

Todas essas obras são de responsabilidade do Dnit. O Departamento é justamente o órgão do governo federal que aparece com maior incidência no número de irregularidades, com 38 obras entre as 77 que o TCU recomenda que sejam paralisadas e tenham recursos bloqueados.

Estado de São Paulo

Quarta-feira, 19 setembro de 2007

NACIONAL

Aliados aproveitam para cobrar cargos

Coalizão tenta usar votação da CPMF para garantir indicados às vagas remanescentes, como a cobiçada presidência da BR Distribuidora

João Domingos, BRASÍLIA

Partidos que formam a coalizão de governo vão transformar a votação da emenda constitucional que prorroga a CPMF na última trincheira importante para cobrar os cargos prometidos pelo governo e ainda não preenchidos. “Pelo que tenho ouvido, o governo vai sangrar muito”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

A lista do passivo do governo é grande. Vai de cargos em estatais muito importantes, a exemplo da presidência da BR Distribuidora, ou das diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobrás, a cargos federais em cidades do interior. O certo é que, importante ou não, este é o grande momento para que os partidos arranquem do governo o pagamento de todas as promessas. A lista entregue ao ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, é ampla.

Um dos cargos reivindicados tanto pelo PMDB quanto pelo PT chama a atenção, pois tem ocupante. O PMDB de Minas Gerais exige para a Diretoria Internacional da Petrobrás a nomeação de João Augusto Fernandes, funcionário de carreira da estatal. O PT bate o pé pela manutenção de Nestor Cerveró, apadrinhado do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Na véspera da votação do processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), na semana passada, surpreendentemente, Cerveró passou a ser defendido tanto pelo presidente do Senado quanto pelo senador José Sarney (PMDB-AP). Um parlamentar do PMDB de Minas suspeita que seu nome entrou na negociação que absolveu Renan.

Para a Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, o PP indicou Paulo Roberto Costa. Há 20 dias, o partido conseguiu emplacar em duas diretorias do Ministério das Cidades os nomes de Leodegar Ticoski e Luiz Carlos Bueno. O partido já tem o ministro, Márcio Fortes.

O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), disse que seu partido não pretende “pôr a faca no pescoço” do governo por causa da CPMF. “Somos da base. Nossa opção é ser governo. Não precisamos que paguem nenhum passivo”, disse ele. Jovair está numa situação boa em relação a outras siglas. Embora seu partido reivindique também uma diretoria da Petrobrás, os pedidos do PTB já foram quase todos atendidos. Há 15 dias o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Armando dos Santos Júnior para a presidência da Superintendência de Seguros Privados, indicado por Jovair.

“Claro que ainda há muito a ser resolvido e o passivo do governo com os partidos é grande. Mas vamos votar a CPMF. Se o governo não nomear os indicados agora, vamos continuar lutando por isso”, afirmou o líder do PR, Luciano Castro. O partido quer as diretorias do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT) de Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, a diretoria de Operações de Furnas, diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cargo no setor de energia para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara. Mares Guia já disse ao PR que Alcântara só será nomeado após a volta de Silas Rondeau ao Ministério de Minas e Energia.

Há briga por cargos pequenos também. O deputado Marco Aurélio Ubiali disse que há meses tenta nomear um aliado para um posto federal em Franca, mas o PT não deixa. Briga semelhante ocorre na Bahia. O deputado Colbert Martins (PMDB-BA), vice-líder do governo, tentou nomear o superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Bahia. Encontrou resistência no deputado Walter Pinheiro (PT-BA), também vice-líder do governo. Foi se queixar ao ministro Mares Guia.

Ao contrário dos parceiros da coalizão, o PV não quer cargos. “Queremos redução na alíquota da CPMF”, disse o líder do partido, Marcelo Ortiz (SP). Ele disse que o PV não tem o ministro da Cultura, Gilberto Gil, na cota do partido. “Não fomos nós que o indicamos.”

Situação semelhante vive o PDT. O secretário-geral do partido, Manoel Dias, disse que, quando Lula convidou a legenda para fazer parte do governo, foi dito que a participação se limitaria a cargos que poderiam ajudar o PDT a levantar suas bandeiras. “Até agora, só o Ministério do Trabalho nos bastou”, disse Dias sobre o titular da pasta, Carlos Lupi

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June 21, 2007

Renan o democrata.

Filed under: Criminalidade, Justiça, Outros Assuntos, administração, política, Ética — rlaf44 @ 8:55 pm

Renan o democrata.

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A democracia é definida quando os cidadãos de um país têm maturidade suficiente para escolher os representantes que encontrarem mais capazes de administrar a coisa pública que conseguida à custa do dinheiro dos impostos, que estes mesmos cidadãos contribuem para que sejam feitas as melhorias para transformar a vida de todos em uma vida mais confortável. Estes representantes são os que fazem as leis que pode organizar a vida do país. Estes mesmos representantes devem zelar dentro de suas atribuições que a carta magna ou constituição seja respeitada.

Então dentro deste conceito de democracia, o conjunto de todos os representantes do povo, o Congresso, é a expressão máxima da existência de uma democracia. Dentro do congresso o povo está expressando a sua vontade.

Sem um congresso atuante, não poderia haver democracia, e sem democracia não poderia haver justiça, e sem justiça não poderia haver um país e sem pais, não poderia haver os impostos que contribuem para um bem estar geral.

Dentro desta premissa, o povo deve sempre zelar pela existência de um congresso, que os represente.

Bem no atual Brasil, o congresso anda tão desmoralizado com suas maracutaias, tão desacreditado em suas funções, que o povo, que colocou lá seus representantes, perdeu totalmente a confiança nas instituições democráticas, e em uma enquete realizada recentemente, a grande maioria, aproximadamente 80% disse que deveriam acabar com o Congresso.

Até para roubar o dinheiro público tem que haver moderação. Até para mentir tem que haver um basta, se não o povo perde o interesse e decreta a morte do congresso, que neste caso mataria ou feriria de morte a democracia.

O atual caso que veio à tona, não por eficiência total da polícia federal, que teve sim uma participação importante, mas mais por causa do descaso e cinismo dos representantes que de tanto abusar e saírem ilesos pensaram que era uma festa e se deram mal.

Há alguns anos atrás, outro presidente do congresso, deve que pedir demissão para não ser cassado, onde as mutretas foram apresentadas com provas irrefutáveis de desvio descarado de dinheiro público. Entre as maracutaias encontradas existia ate um ranário de sua esposa que consumiu milhões de Reais e o que existia era apenas uma placa indicando o local. O Caso do Jader Barbalho, já era um indicativo de que algo andava muito podre. Este político chegou até a ser preso e algemado, mas foi solto, se candidatou novamente e agora com um mandato novinho representa o povo do estado do Pará. Seus inquéritos não deram em nada e alguns já até prescreveram. E este senhor tem de acordo com a sua declaração de bens um patrimônio de, pasmem os seus eleitores, um bilhão de reais. Eu não tenho provas, mas também não sou muito idiota, e tenho a minha convicção. Ele não ganhou este patrimônio trabalhando honestamente. Ele roubou este dinheiro.

Este dinheiro que ele roubou, está fazendo muita falta para milhares de seus eleitores, que confiaram nele e ele usou e usa esta confiança para o uso próprio e de sua família.

Desde os começo dos anos noventa houve outros casos de corrupção que foram descobertos, mas ninguém foi punido. Os anões, o mensalão, o Severino Cavalcante, somente para mencionar alguns, onde ninguém foi punido exemplarmente.

E finalmente vem o mais recente e a meu ver o pior de todos.

O Caso da quadrilha do Renan Calheiros.

Este hipócrita e ladrão ficou milionário na política, era de família humilde e morava em rua de terra.

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Hoje tem uma fortuna incalculável, e quando foi ministro da justiça, e era chefe da polícia federal, agiu como J.Edgar Hoover do FBI americano, que dominou o órgão por 48 anos e construiu dossiês de muita gente importante e com a chantagem do conhecimento sobre fatos delicados da vida das pessoas era praticamente intocável. O Renan não somente roubou, mas induziu os outros a participarem, e tem provas contra todo mundo. Agora, ele está chantageando os antigos e atuais companheiros de crime, para forçarem o arquivamento de seu processo.

Ele como Hoover, se julga acima da lei e do direito, e a desfaçatez com que encara a mídia e seus colegas dizendo:

“Eu não vou renunciar, pois sou um homem batalhador”, mostra que está muito seguro de sua impunidade.

Quando recebeu os documentos para elaborar o relatório para o arquivamento, o Epitácio Cafeteira, já tinha em mãos o relatório que foi confeccionado pelos pilantras de carreira encabeçados pelo José Ribamar, o Sir Ney.

O senil Epitácio nem sabia do conteúdo do relatório, mas era para arquivar o processo contra o Renan, pois o relatório provava que o Renan era muito rico. Ele nem tocou no assunto da empreiteira que eras o foco da questão.

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O ex sem terra e ex-coveiro Sibá, que foi batizado como Sebastião e provavelmente não gostou e ficou sofisticado com Sibá, disse simplesmente em uma das reuniões que estava aberta a sessão para o arquivamento do processo contra Ilustríssimo Presidente do Congresso. Imagine, falar mal logo do Presidente! Direto para o arquivo e não se fala maia nisto. Sibá, que não teve sequer um voto, não representa ninguém, se tornou de fato uma celebridade.

E para coroar a sua atuação, quando o Cafeteira depois de dizer que pediria demissão, pois não mudaria o seu relatório de forma nenhuma, (como poderia mudar se não o escreveu e foi incumbido apenas de ler-lo senão…)

O Sibá encontrou outro sem voto, o cabeludo de MG, Wellington Salgado que também não representa ninguém e que quis ter o seu momento de glória arquivando o caso contra o seu amado Presidente. Acontece que o congresso está sangrando e o cabeludo ficou com medo de ser linchado e pulou fora. A sua braveza durou pouco mais de três horas.

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E a polícia federal, que não é mais controlada pelo Renan, e que deveria apenas verificar se havia rasuras nos documentos, não aceitou fazer papel ridículo e em uma pequena investigação constatou inúmeras falcatruas nos documentos apresentados pelo Renan.

Agora, o Renan tem dois problemas, além da falta de ética, uso e falsificação de documentos.

Ele ainda teve o descaramento de enviar a todos os seus colegas um envelope com cópia dos documentos de seus ganhos pessoais, e nesta relação incluiu a verba indenizatória de R$15.000,00 mensal para engrossar as possibilidades de bancar a sua aventura extraconjugal. E mais errou nas contas apressadas e a verba cresceu em suas contas. O cinismo é tanto que a verba para despesas do gabinete, e que não é dele, foi admitida como pagamento à Mônica, sua amante. A comissão de ética tem a obrigação de verificar o uso e abuso desta verba indenizatória e a declaração simples com a admissão que usou esta verba para fins pessoais seria em si o suficiente para o Renan perder o mandato.

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A desculpa que isto é prática comum, não serve mais para este cenário dantesco que está se tornando o Congresso Nacional.

Está mais é para justificar a dissolução deste Congresso.

Renan, você está Fu………e bem pago. Cai fora.

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Eta Brasil

June 18, 2007

Cheyenne Social Club.

Filed under: Criminalidade, IMPUNIDADE, Justiça, MORDOMIAS, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 4:48 am

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Em 1970, apresentaram um filme em Hollywood, que se chamou “Cheyenne Social Club”. Estrelavam Henry Fonda, e Jimmy Stewart e se tratava de uma comédia, onde um velho cowboy texano ganhou uma herança inesperada, e junto com um sócio, fundou um bordel, e o filme rodou por aí com aventuras dentro deste bordel, com fofocas e tentativas de golpe, ETC.

http://movies.yahoo.com/movie/1800046666/info

Eu não estou seguro se este filme passou por aqui ou como se chamou depois da tradução em português.

Estou falando deste filme, porque os acontecimentos atuais deste nosso congresso estão me lembrando as farras e comédias cínicas (digo cínica não no sentido filosófico da escola de Diógenes, mas no sentido do dicionário Aurélio, como Impudico ou obsceno)ocorridas dentro do desenrolar do filme.

A falta de vergonha é totalmente absurda:

Como pode ser possível que a nossa população se mantenha impassível, recebendo da mídia responsável tanta notícia ruim do comportamento destes nossos políticos, que se concentraram em seu clubinho social particular, para fingir que estão trabalhando, e ficam coorporativamente se protegendo. Está muito mais cômica a atitude do congresso do que a história do filme de comédia.

No caso do Senador Renan Calheiros, o foco da questão de ética foi completamente distorcido e desviado. A questão da ética profissional de não favorecer empreiteiras com suas emendas parlamentares, foi desviada para a possibilidade monetária de o Senador poder arcar com as responsabilidades de sustentar sua filha ilegítima.

O que deveria ser investigado pela comissão de ética seria a eventualidade da empreiteira estar pagando as despesas do Senador, tendo ele dinheiro ou não para tais despesas.

O foco agora, se passou para provar que o Senador Renan tem ou não tem condições financeiras para sustentar a sua aventura extraconjugal. Sustentar como? Vendendo o seu gado. E que gado e que confusão. Nem ele sabe como vendeu este gado, e diz que foi o seu veterinário, que é o secretário de saúde do município onde seu filho é o prefeito, que cuidou deste assunto. Ah bem!

Mirian Leitão escreveu com a picardia que lhe é peculiar sobre o gado do Senador:

“A melhor notícia econômica foi política: o senador Renan Calheiros lançou um novo produto no mercado de carnes. Todo mundo já conhecia o Boi Gordo. Mas das fazendas do senador sai o Boi Obeso: aquele que consegue um super preço no mercado. Mas como o administrador disse que tem menos bois do que o senador garante ter em suas terras, pode ser que seja uma nova espécie de boi voador.
O senador Romeu Tuma que há 21 anos caçava boi no pasto, no Cruzado, agora perdeu o jeito.
Está lá na turma do “vamos arquivar que a carne é fraca.
Um dos líderes da turma é o Cafeteira, aquele que em vez de carne prefere um caranguejo na praia.”

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Eu pessoalmente penso que a emenda ficou pior do que o soneto. Preocupado como demonstrar que teria condições financeiras, o Renan, conseguiu um monte de papeis forjados ou falsos, com a firme intenção de apenas apresentar um pretexto para que o caso seja arquivado. Agora as desconfianças são duas, uma a do favorecimento da empreiteira e a outra de falsificação de documentos e mentira dentro do congresso.

Em recentes casos de perda de mandato no congresso, o ACM junto com o Roberto Arruda, foram pegos em mentiras e perderam o mandato, o Severino Cavalcante, em um simples caso de mensalinho, perdeu o mandato.

Seguindo as ações do Renan, bastaria o Severino provar que não precisava do dinheirinho do Buani, para ficar tudo resolvido. E não precisava mesmo, mas o Severino era o chefe do baixo clero, e não tinha tanta bala na agulha como o Renan.

O Renan tem a quadrilha, e seus cúmplices. Eu penso que está por aí assim:

“ O Renan foi pego gente e se a gente não livrar a cara dele, estamos todos fritos pois ele pode falar e pegam todo mundo”

Foi mais ou menos isto que o Zé Dirceu disse sobre o Silvinho e o Delúbio. “Se levarem (a depor) estes dois estaremos fritos”

E a coisa está então assim:

(Cúmplice nº1) Romeu Tuma corregedor da casa não encontra nenhuma prova de irregularidades. Ele muda o foco da questão e diz que o Senador não precisava de ajuda da empreiteira para manter seus compromissos financeiros.

(cúmplice nº 2) Vem o Sibá Machado, com a incumbência de valorizar esta tese e concordar com o corregedor, o que faz sem nenhuma demonstração de pejo. Em uma declaração sobre a convocação da principal envolvida e o pivô da crise, ele simplesmente saiu com a pérola: Convocar a Mônica para depor para que? Fazer fofoca? Somente por esta declaração deveria perder o mandato por demonstração de preconceito contra a classe feminina.

(cúmplice nº 3) Depois vem o Epitácio Cafeteira e como relator do conselho de ética, produz um relatório, baseado no fato de que o Renan comprovou que é rico o suficiente para sustentar a sua amante e filha com esta e pronto, está arquivado o caso. E mais, ele diz que não muda o relatório, nem que a vaca tussa. Podem provar o que quiserem, o meu relatório está pronto e vai ser este.

Isto no mínimo é crime de formação de quadrilha.

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Agora adiaram o julgamento para que a PF faça a perícia da documentação apresentada. Mas de acordo com a PF, não será uma perícia contável, como averiguação se as empresas que adquiriram o gado do Senador eram legítimas ou não. A perícia, vai apenas verificar se as notas e documentação apresentadas podem ter sido adulteradas.

A gente isto é demais, os blocos de notas podem ter sido feitos sobre encomenda, na gráfica do congresso, que a perícia não vai encontrar nada errado nelas. Basta não ter rasuras e pronto estão legitimadas.

Em nota do Claudio Humberto de hoje, parece que já estão considerando trazer a vizinha da Mônica para depor.

Que bobagem, que a comissão de ética faça uma acareação pública entre a Mônica e o Gontijo, e se ficar aparente, de que o Senador mentiu ferro nele. Fora pilantra.

Se o Gontijo disser de público, durante a acareação, corroborado pelo depoimento da Mônica, que o Senador lhe deu o dinheiro para os pagamentos, aí sim. O Senador deverá provar que teria condições para tal.

Está fora de ordem os acontecimentos relevantes.

E mais, os Senadores da República, não apenas têm que ser honestos como têm que parecer honestos, e a jornalista Adriana Vandoni, em sua reportagem sobre as peripécias do Blairo Maggi, iniciou o seu artigo assim:

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: - “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: - “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

E não é este o presente caso?

A atitude da comissão de ética do Senado e a de seus principais protagonistas (é claro que existem exceções, que não pertencem ao clube mencionado no artigo nem à quadrilha formada para perdoar o Renan), está toda podre.

Está mais parecendo coisa de bordel, e neste caso não é uma comédia, mas uma tragédia, onde a vítima é o Brasil.

Acorda Brasil.

Vamos aproveitar esta deixa onde os pilantras estão com as calças baixas para fazer algo produtivo, como uma demonstração de que não estamos mais agüentando esta situação.

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Leiam o artigo completo da Adriana:

Por Adriana Vandoni

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: - “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: - “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

Dois mil anos depois a frase de César ainda vale para qualquer situação em que esteja implicada retidão de comportamento e decência de atitudes. Daí vem o clichê que pode parecer piegas, mas não é, de que uma atitude pode ser legal, mas é imoral. Não é piegas, principalmente nos dias de hoje em que o Brasil vive um verdadeiro caos moral, afinal, comportar-se de forma ética é seguir além das regras, é seguir princípios e agir dignamente. A transparência cobrada dos agentes públicos está exatamente no que César cobrava de sua mulher: não basta ser, deve parecer. O gestor deve estar acima de qualquer suspeita e para permanecer assim, deveria partir dele a iniciativa de esclarecer atos que possam comprometer sua honra. É, a honra tem valor!, para uns. E para os que a prezam, esse valor é imensurável.

Esta semana o BNDES aprovou um financiamento de R$ 360 milhões para a construção de um parque gerador de energia elétrica, localizado no rio Juruena, entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio, ambos no Estado de Mato Grosso, conforme encontra-se no seu site. As 5 PCHs - Pequenas Centrais Elétricas, que receberão o reforço financeiro do BNDES são: PCH Cidezal - R$ 63 milhões; PCH Parecis - R$ 62 milhões; PCH Rondon - R$ 51 milhões; PCH Sapezal - R$ 64 milhões; PCH Telegráfica - R$ 120 milhões.

As cinco fazem parte do Consórcio Juruena, que foi composto em dezembro de 2002 pela Linear Participações e Incorporações, pela MCA Engenharia e Barragem e pela Maggi Energia S/A. Esta última, notoriamente, de propriedade do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Segundo consta, o grupo empresarial do governador ainda é partícipe do Consórcio.

As cinco PCHs já possuem, de acordo com o BNDES, “Licença de Instalação. As obras associadas aos programas ambientais relacionados nas licenças contemplam, dentre outros, os programas de monitoramento e controle ambiental, conservação da fauna e flora, preservação do patrimônio arqueológico, comunicação social e gestão ambiental”. Autorizações dadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do estado de MT, do qual um dos empresários interessados é o próprio governador.

Todo o processo pode ser legal, embora sejam conhecidas as dificuldades que outros empresários estão enfrentando para obter essas mesmas licenças ambientais. Os trâmites desse processo que envolve os interesses de Blairo Maggi pode ter corrido normalmente, mas o silêncio como ele tramitou deixará sempre a dúvida de que ocorreu o uso do cargo público em benefício privado.

A questão é que não pode pairar a suspeita de que o empresário Blairo Maggi tomou de assalto o estado de Mato Grosso e o usa para beneficiar seus interesses privados. De que, como governador age seguindo seus interesses empresariais e que como empresário, se vale de ser governador.

Nossa história mostra dezenas, centenas, talvez milhares de casos onde atitudes canalhas foram realizadas por governantes em benefício próprio e em detrimento do povo. Blairo deve, em defesa da sua honra, mostrar que não fez uso pessoal do cargo que hoje ocupa.

Se no Direito cabe à acusação o ônus da prova, na vida pública, pairando suspeitas e desentendidos, recomenda a moral de César que essa imposição se inverta.

A esperança existe.

Filed under: Criminalidade, Justiça, legislação, política, Ética — rlaf44 @ 4:39 am

A esperança existe.

Hoje li dois artigos que acenderam uma tênue esperança da possibilidade de uma onda de moralidade começar a se formar em nosso pobre país.

O primeiro, da tribuna da Imprensa on Line, fala da corajosa decisão da Juíza Mônica Jacqueline Sifuentes que determinou a extinção da verba indenizatória para os parlamentares, que não era nada mais do que o descarado disfarce de um aumento salarial.

O segundo artigo foi do jornalista Pedro Oliveira, do Jornal do Brasil on Line, que fala com muita propriedade de dois discursos. Um de FHC e o outro do Renan o culpado e cínico.

Leiam estes artigos:

Juíza suspende verba indenizatória de parlamentares

BRASÍLIA - A Justiça Federal no Distrito Federal determinou a suspensão do pagamento da verba indenizatória que os deputados e os senadores recebem por mês para pagar os gastos nos estados. A Câmara e o Senado foram notificados e recorrerão da decisão, em caráter liminar, da juíza Mônica Jacqueline Sifuentes, da 3ª Vara.

Os parlamentares podem usar até R$ 15 mil por mês para pagar despesas nos estados com gasolina, aluguel de escritório, alimentação, passagens, entre outros gastos. Jacqueline considerou que os congressistas recebem por esse tipo de gasto.

“O ressarcimento de despesas com aluguel já está previsto na concessão do auxílio-moradia. Para a manutenção de escritórios, existe a previsão da verba de gabinete. Para a locomoção, o parlamentar conta com o auxílio de cotas de transporte aéreo, semestralmente reajustadas. Sem mencionar aquelas verbas, relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, como a verba para gastos de telefonia e correspondência, ou confecção de trabalhos gráficos”, argumenta a juíza.

Jacqueline considera que a verba violaria a Constituição, que proíbe o acréscimo de adicional à remuneração do detentor de mandato eletivo e “também, e essencialmente, o princípio da moralidade administrativa”. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou no plenário que a Casa toma as medidas para contestar a resolução tomada em ação popular movida pelo ex-deputado João Cunha (PDT-SP), que exerceu quatro mandatos na Casa, de 1975 a 1991.

Registros na administração da Câmara mostram que Cunha tentou aumentar o valor da aposentadoria antes de ir à Justiça. Em 22 de março, ele protocolou um requerimento na Casa pedindo que o vencimento fosse proporcional ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 24 mil, e não ao do parlamentar, atuais R$ 12.847,00, mas que subirá para R$ 16.512,00 retroativos a 1º de abril.

Cunha aposentou-se, proporcionalmente, e recebe 65,6% da remuneração do parlamentar. O ex-deputado do PDT de São Paulo argumentou que a lei fundamental prevê isonomia salarial entre os poderes. No dia 10 de maio, a Câmara negou o pedido de Cunha.

Entre fevereiro e março, apenas nos dois primeiros meses do atual mandato, a Câmara gastou R$ 11,2 milhões a título de verba indenizatória dos deputados. Só com combustíveis, os deputados apresentaram notas fiscais no total de R$ 2,5 milhões, o que daria para comprar 1 milhão de litros de gasolina.

A verba indenizatória foi criada em 2001 pelo estão presidente da Câmara e atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como forma de compensar as pressões por reajuste salarial dos deputados. A Câmara divulga uma suscinta totalização dos gastos por deputado com a verba indenizatória na página oficial da Casa na internet (www.camara.gov.br), mas o Senado esconde o uso dos recursos.

Neste ano, durante as discussões de aumento salarial dos parlamentares, o presidente da Comissão de Finanças, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), propôs e aprovou um projeto no qual parte dessa verba seria gasta pelos congressistas sem a apresentação de recibos ou notas fiscais para comprovar os gastos. A proposta não teve apoio do presidente da Câmara e não foi a ser submetida à votação pelo plenário da Casa.

Segundo artigo:

O roto e o esfarrapado

Por Pedro Oliveira - Jornalista e presidente do Instituto Cidadão

Dois artigos na imprensa nacional me chamaram a atenção esta semana principalmente pela ousadia de seus autores que seriam as últimas pessoas com autoridade para abordar os temas em questão. Muitos consideraram um acinte, alguns um despropósito fico eu com aqueles que estarrecidos os reconhecem como verdadeiros “caras de paus”.

O primeiro tem o titulo “Corrupção, voto e orçamento” e tem como autor, pasmem: Fernando Henrique Cardoso que aborda os recentes episódios envolvendo o presidente do Senado Renan Calheiros e a safra de corrupção que assola o Brasil. No artigo ele comenta: “O sentimento de impunidade é tanto que a repressão, mesmo arbitrária, traz a esperança de que afinal se coíbam os abusos. Assim como as fotos das pontes inacabadas são metáfora do desperdício e da corrupção, as algemas colocadas indiscriminadamente passam a simbolizar a moralidade”. É como se o passado recente tivesse sido apagado e o seu governo fosse exemplo de moralidade. Esquece o “articulista” coisas que o Brasil viu e condena em seu governo. A corrupção desenfreada em muitos setores da administração, a negociação espúria para aprovação da emenda da reeleição, onde alguns parlamentares chegaram a ganhar R$ 200 mil para votar a favor do projeto, o desvio de R$ 1,4 bilhão em projetos da Sudene, o levantamento do Tribunal de Contas da União onde foi indicada a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades e nada foi apurado ou alguém punido. E vai além FHC em seu faroleiro texto: “É preciso agir. A responsabilidade maior é do Executivo que deveria comandar uma ação enérgica de reforma política. Na falta desse comando, as lideranças políticas e as da sociedade, em vez de se amesquinharem no dia-a-dia de compromissos de tapar o sol com a peneira, poderiam pressionar em duas direções, ambas coibidoras dos abusos e da corrupção”. E ele o que fez em seu governo senão jogar o lixo da podre política para debaixo do tapete e manter sob o manto protetor da impunidade os casos mais escabrosos de corrupção?

A dose se completa com um segundo artigo com frases dignas de um autêntico paladino da moralidade e da ordem pública. Começa assim: “Indignação, ceticismo, acusações. Tudo isto é muito pouco – e tem resultado nulo – diante do desvio de dinheiro público, corrupção e manipulação indevida do Orçamento. É hora de trocar os discursos inflamados por uma agenda positiva de combate à relação promíscua entre o poder público e empresas privadas (sic), que vem abrindo um rombo de bilhões de reais, a cada ano nos cofres nacionais” (sic, sic, sic). Em qual das alternativas você indicaria o autor desta frase: Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Arthur Virgilio? Errou amigo leitor. O autor do artigo em questão é simplesmente Renan Calheiros. Ele mesmo, atingido por gravíssimas acusações de relação promiscua entre o público e o privado e que não convenceu a nação de sua inocência na participação em manipulações marginais do erário. Transformou o plenário do senado em “teatro bufão” de quinta categoria confessando um dramalhão familiar, sem convencer a ninguém (a exceção dos seus iguais) a sua submissão ao dinheiro sujo de empreiteiras corruptas.

Ainda no artigo Renan nos dá lições de moralidade: “Para fechar os ralos por onde escoa o dinheiro do contribuinte, uma das medidas urgentes é a atualização da Lei de Licitações e Contratos. O resultado será maior transparência e mais economia nos gastos públicos. Apertar o cerco a quem infringe a lei é, obviamente fundamental. Mas também não basta a independência do Ministério Público, e a agilidade da Policia Federal. O que o brasileiro cobra, e com absoluta razão, é o fim da impunidade”.

Renan e FHC se assemelham até no quesito traição conjugal. Ambos têm filhos fora do casamento com jornalistas. Tudo igual.

O que se precisa mesmo senhores Renan Calheiros e Fernando Henrique é, mudar a cara do Brasil, botar políticos corruptos na cadeia, fazer uma assepsia no Congresso Nacional mesmo que com isto grande número de cadeiras fiquem vazias. Expurgar ministros, desembargadores, deputados, prefeitos e vereadores corruptos da vida pública brasileira. Vasculhar e confiscar o patrimônio de quem enriqueceu ilicitamente. É necessário e urgente que a sociedade e as instituições, os estudantes e o povo ganhem as ruas, invadam o Congresso e os palácios, tirando se preciso à força, a escória que saqueia os cofres públicos, e torna o Brasil um modelo internacional de corrupção.

June 1, 2007

Lama por todas as partes.

Filed under: Criminalidade, política, Ética — rlaf44 @ 5:04 pm

Lama por todas as partes.

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O brasileiro está pagando muito caro para ter à sua disposição, os maiores corruptos do mundo e não somente corruptos, mas cínicos de plantão.

Depois que o governo Lula assumiu e os outros políticos viram que de governo ou governar ou trabalhar ele não entendia quase nada, tudo virou festa e nunca na história desta País se roubou tanto e tão descaradamente.

È também verdade que a PF está prendendo muito, neste governo, mas para prender é preciso que se flagre o delito, que neste governo aumentou em proporção exponencial. Tem mais contravenção e crimes e conseqüentemente tem mais prisões.

De acordo com um artigo do Giulio Sanmartini, como se suspeita que o superfaturamento seja na ordem de 40 bilhões, está tocando a cada um de nós R$ 550,00 por ano para sustentar estes pilantras.

Eta Brasil.

Leia agora um artigo do Laurence:

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista.

É obvio que Renan Calheiros está encalacrado até o pescoço. E ouso dizer, com todas as culpas possíveis e imagináveis. Jesus! Isso é a historia desse país. A entrevista que a jornalista Mônica Veloso deu ao jornal Folha de São Paulo de hoje, 01/06/2007, fica mais que evidente toda a situação de tráfico de influencias e falcatruas que o presidente do Senado construiu para si e se meteu. Pode resultar em alguma mais grave? Só deus sabe. Ou talvez Sarney.

Mais o incrível nessa historia toda, nesse mar de lama envolvendo Zuleido (o novo Marcos Valério) e sua empresa Gautama, e agora com Renan, Mônica, e a empresa Mendes Júnior, tinha que acontecer sob o PT. O pior de tudo isso, está sendo acompanhar o corporativismo do Congresso para encobrir e defender Renan. Fica claro, que a defesa também é em causa própria. Há medo de que essa coisa toda chegue a outros senadores.

O mundo político brasileiro é uma podridão só. Há exceções? Certamente. Jefferson Peres continua sendo uma delas. Mas são poucos, muito poucos. E Lula continua na sua linha de defender e ao mesmo tempo lavar as mãos. Lula é um cretino desonesto. Num país como o nosso tem vida longa. Aliás, Lula elogia Chaves ou mais uma vez lava as mãos na declarada e exibida censura à liberdade de expressão patrocinada pelo ditador venezuelano, que não admite criticas e nem discordâncias ao seu pensamento, acusando quem faz critica de ser uma “oligarquia? conservadora.

Lula não toma partido porque teme Hugo Chaves e teme represálias. Lula é covarde. Bom, mas infelizmente parece que a oposição está tão encalacrada quanto Renan nesse caso atual. Resta torcer para que a imprensa continue sendo o grande porta-voz da sociedade e traga novas informações.

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A lama avançando sobre o congresso

May 21, 2007

Um dia a casa cai!…

Filed under: Criminalidade, IMPUNIDADE, MORDOMIAS, Ética — rlaf44 @ 8:50 am

Um dia a casa cai!…

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O deputado distrital Pedro Passos, tem um passado sombrio, e misterioso sobre a sua fortuna.

Ele e seus irmãos já foram autuados pelo MP e investigados pela PC de Brasília, o DEMA, sobre grilagem de terras, e até hoje não se sabe exatamente o resultado e no que deram os inquéritos sobre este problema de grilagem.

Também o ex-deputado Vigberto Tartuce, o Vigão, esteve metido em várias investigações e uma delas dobre um grande desvio de fundos do FAT, para criar uma escola para trabalhadores, foi tudo investigado e não deu em nada. Até hoje no site do TCU, existe um pedido de informações sobre esta investigação para ver se consegue provas suficientes para obrigar os envolvidos a devolverem o dinheiro desaparecido com o tal projeto de escola.

O ex-senador da republica, Luiz Estevão, também tem um passado misterioso e sombrio sobre a sua fortuna. Com o caso do Juiz Lalau, perdeu o cargo de senador, que foi preenchido pelo primeiro suplente Almir Amaral (também de passado misterioso e sombrio) que havia colaborado com sete milhões para a sua campanha. O Luiz Estevão virou cartola e é o dono do Brasiliense, um time de futebol que ainda novo se sobressaiu nos campeonatos locais e nacionais. Apesar de muitos indícios de fraudes durante seu mandato de Senador e durante seu mandato de Deputado Distrital, ele continua solto e vira e mexe está nas manchetes de jornais sobre algo obscuro.

A impunidade destes e outros políticos é uma coisa que acontece freqüentemente neste nosso país, e nos dá um indício de que o crime realmente compensa.

Às vezes dá zebra, como escreveu Adriana Vandoni em seu blog - http://pep-home.blogspot.com/

Com muita propriedade e com algumas charges que vou revelar Adriana mostra que ainda podemos ter alguma esperança de que estes políticos corruptos e de fortunas misteriosas, dêem um tiro no pé

Que os coloque em seu lugar apropriado.

Eu fico aguardando, tomando Chá de cadeira como diz o Juca Kfouri enquanto esperamos que o Ricardo Teixeira deixasse a presidência da CBF. ( E vá direto para a cadeia)

O Eurico Miranda foi condenado, já era tempo para isto acontecer e eu fico aguardando o Jader Barbalho pisar na bola.

Leiam os artigos retirados do site da Adriana:

Este é sobre o Roberto Jefferson :

A Operação Navalha revela, antes de mais nada, a falência absoluta da moral no trato da coisa pública, por administradores de todos os níveis e escalões. É triste, muito triste, constatar que obras e grandes projetos só saem do papel depois que o acerto prévio do butim foi repartido entre os cúmplices do assalto aos cofres da nação.

A frase acima é de ninguém menos que Roberto Jefferson em seu blog. Dá pra acreditar? Pois é, mas ele deve acreditar nisso. Tenho a impressão que algum distúrbio psíquico faz com que ele acredite no próprio cinismo. Essa não é uma síndrome apenas de Jefferson e infelizmente tem contagiado cada vez mais pessoas.

E este é sobre o Ex governador José Reinaldo Tavares:

Janio De Freitas em seu artigo de hoje na Folha, lembra da comemoração de vinte anos da concorrência pública fraudulenta que incriminou o então Ministro dos Transportes no governo Sarney, José Reinaldo Tavares. Vinte anos se passou, o ex-ministro e ex-governador nunca foi punido. Hoje ele está na cadeia, novamente por desvio de dinheiro público. Talvez seja solto nesta semana e talvez daqui a vinte anos ele ainda esteja impunemente na ativa.

Feliz aniversário

Por Janio de Freitas

Ainda que pareça, não é coincidência. É o final feliz, embora não para todos, construído pelo longo percurso que levou José Reinaldo Tavares a ministro, a parlamentar, a governador e, nesta semana, à cadeia. Na ocasião mesma em que faz exatos 20 anos, completados no dia 13, o maior dos escândalos provocados pela corrupção em licitações públicas: o da concorrência de US$ 2,5 bilhões, que a Folha comprovava ser fraudulenta, para construção da ferrovia Norte-Sul (ou Maranhão-Brasília) sob a responsabilidade de José Reinaldo Tavares, ministro dos Transportes no governo Sarney.

Concorrências e obras públicas sempre foram cenários de fraudes e alta corrupção, com duas barragens protetoras. Uma, a dificuldade de comprovação, na hipótese (nunca mais do que hipótese) de que um político se dispusesse à denúncia; outra, as variadas ligações das grandes empreiteiras com os meios de comunicação. Ao valor inicial fabuloso, porém, o projeto da Norte-Sul acrescentou a novidade de um esquema complexo para sua implantação.

Uma subsidiária obscura da então estatal Vale do Rio Doce, chamada Valec, foi reativada e deslocada para a órbita do Ministério dos Transportes, com o encargo de fazer as operações relativas à Norte-Sul. A longa extensão da ferrovia foi dividida em 18 setores de construção, cada um deles a ser atribuído a uma empreiteira. A licitação equivalia, portanto, a 18 concorrências. Ou à complicada acomodação dos interesses de 18 grandes empreiteiras, na divisão de lotes com tarefas e valores diferentes, e ainda, no outro lado, os interesses dos que criaram o projeto, geriam a concorrência e conduziriam a obra.

Ainda assim, no dia 7 de maio pude telefonar da redação carioca da Folha para a sede paulista, com um assunto importante. Já diretor de redação, Otavio Frias Filho estava no exterior, falei com Octavio Frias de Oliveira: na semana seguinte haveria uma concorrência de US$ 2,5 bilhões (ele estava a par) e nós já sabíamos os futuros ganhadores, mas o problema era a comprovação do conhecimento antecipado, que desnudaria a concorrência como farsa e demonstraria a fraude e a corrupção. “Já sabemos?” -era mais um desejo irônico de confirmação do que espanto. Sabemos, e a idéia seria publicar disfarçadamente o resultado em alguma parte do próprio jornal.

Não ouvi mais do que uma breve resposta com o sentido indireto de assentimento. Nenhuma advertência, nenhum sinal de apreensão. Não creio que alguém, em qualquer tempo do jornalismo brasileiro até então, pudesse imaginar uma atitude assim, tão objetivamente livre, tão puramente jornalística, de um empresário de imprensa diante de um assunto sempre imaculado por força dos seus muitos perigos. De minha parte, todos os minutos daqueles dias foram de tensão pura, mas com a certeza de que já encontrara naquele telefonema o momento culminante, para mim, de todo o episódio jornalístico da concorrência.

Com o aspecto de comunicado referente a sorteio ou algo assim, e sob o título “Lotes”, montei um anúncio, posto entre os classificados, combinando letras que identificassem cada empreiteira e, ao lado de cada uma, o número do setor que lhe caberia como “vencedora” na disputa das propostas técnicas e de preço. Presença já secular nos jornais, os classificados enfim tornavam-se parte do jornalismo: à noite do dia 12 a Valec divulgava o resultado da concorrência e, na manhã seguinte, a Folha reproduzia o anúncio publicado cinco dias antes. A relação oficial dos “vencedores” da disputa era exatamente igual ao antecipado pelo anúncio.

O escândalo foi imediato. No governo sucederam-se reuniões. José Reinaldo Tavares comunicou um processo contra mim na Lei de Segurança Nacional. Dissuadido por Saulo Ramos, consultor-geral da República, transferiu a Romeu Tuma, diretor da Polícia Federal, a instauração de inquérito policial para me incriminar pela afirmação, no texto do dia 13, da ocorrência de fraude e corrupção, que não estariam provadas. Poucos dias depois, em sua reportagem de capa, “Veja” explicava serem necessários uns 10 milhões de anúncios, considerando-se o alto número de concorrentes e de setores em disputa, para acertar o resultado com a precisão exibida.

O procurador da República designado para me interrogar com a PF, e participar da investigação, mostrou-se mais hostil e determinado a me incriminar do que o delegado incumbido do inquérito. Mas, no relatório final, chegou à conclusão da existência de motivos para processo criminal, sim, mas contra os responsáveis e operadores da concorrência, os do lado governamental como os das empreiteiras. Meses de manobras, para esfriar o assunto até o esquecimento, encerraram-se pelo arquivamento do inquérito e da recomendação do procurador.

A anulação da concorrência não impediu José Reinaldo Tavares de seguir sua carreira e sua vocação autêntica, até ser preso, agora, sob acusação de relações corruptas com uma empreiteira, quando governador do Maranhão (até cinco meses atrás). As grades da carceragem da Polícia Federal em Brasília o impediram de também estar na inauguração, feita anteontem por Lula, de um trecho da Norte-Sul. Mas, para celebrar ao menos os fatos que gerou, e que me permitiram provar a corrupção em concorrências de obras públicas, mandei-lhe na cadeia um cartão de cumprimentos. Acompanhado de um bolo com as velinhas de 20 anos.

Este político continuou a fazer mutretas e depois de vinte anos foi pego de novo com mais propriedade e provas difíceis de se esconder.

Eu continuo a esperar……..

Pelos demais.

Eta Brasil…….

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March 18, 2007

O juramento petista

Filed under: Criminalidade, administração, censura, política, Ética — rlaf44 @ 3:22 pm

O juramento petista.

(antes da eleição)

1. Nosso partido cumpre o que promete,

2. Só os tolos podem crer que

3. Não lutaremos contra a corrupção.

4. Por que se há algo certo para nós, é que

5. A honestidade e a transparência são fundamentais

6. Para alcançar nossos ideais.

7. Mostraremos que é grande estupidez crer que

8. As máfias continuarão no governo, como sempre.

9. Asseguramos sem dúvida que

10. A justiça social será o alvo de nossa ação.

11. Apesar disto, há idiotas que imaginam que

12. Se possa governar com as manchas da velha política.

13. Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

14. Se termine com os marajás e as negociatas.

15. Não permitiremos de nenhum modo que

16. nossas crianças morram de fome.

17. Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

18. Os recursos econômicos do país se esgotem.

19. Exerceremos o poder até que

20. Compreendam que

21. Somos a nova política.

Para saber as verdades ocultas na mente petista, basta ler as 21 frases abaixo na ordem inversa.

Comece a ler a frase 21 e termine na frase 1.

O primeiro mandato, foi permeado com corrupção, mentiras e roubos descarados, com dólares na cueca, com mensalão, com crescimento pífio com enriquecimento ilícito (do Lulinha), fazendo o juramento inverso ficar cheio de verdades.

O segundo mandato, que realmente ainda nem começou (por incompetência do Apedeuta), já está mostrando a cara da desonestidade, com parlamentares sendo comprados com franquias do DNIT.

A verdade é que o PT não muda, o PT esconde a incompetência com a desonestidade.

O PT tenta comprar a mídia ou censurá-la. O PT está tentando comprar o congresso de novo.

Até quando vamos ver tudo isto e não fazer nada?

February 12, 2007

A maioridade penal.

Filed under: Criminalidade, IMPUNIDADE, Justiça, Violência Urbana — rlaf44 @ 9:58 am

Reduzir a maioridade penal é, sim, uma solução

Cláudio Humberto.

A gangue que matou o garotinho João Hélio, 6, no Rio de Janeiro, arrastando-o e destroçando seu corpo por sete quilômetros, não por acaso, tem um menor entre seus integrantes. O Estatuto da Criança e do Adolescente, que introduziu avanços significativos na legislação penal brasileira, consolidou essa aberração: no Brasil, agora, todas as gangues de traficantes, ladrões ou assassinos têm sempre menores participando de suas ações, porque a eles caberá sempre o “heróico” papel de assumir a total responsabilidade pelos crimes, para tentar livrar a cara dos demais bandidos, ganhando status na organização criminosa a que pertencem. O preço vale a pena: apenas três anos em um “centro de recuperação”, no máximo. Dali, o “dimenor” assassino ou traficante sairá - que absurdo! - de “ficha limpa”. A lei até prevê punição severa, por exemplo, para o jornalista que recordar, daqui a três anos, que o matador “adolescente” do garotinho João Hélio participou desse crime brutal que hoje revolta e emociona os brasileiros. A lei garante “ficha limpa” e impunidade do bandido, mas - é preciso reconhecer que têm razão os mais setores conservadores - tripudia sobre a dor e a perda das famílias das vítimas. É claro que há questões urgentes a serem enfrentadas - de ordem social, antropológica ou até filosófica, como prefere o “Fantástico” , da Globo - mas os presidentes Lula, Renan Calheiros (Senado) e Ellen Gracie (Supremo Tribuinal Federal) precisam deixar de ofender os brasileiros com a ladainha fácil que repetiram nos últimos dias, afirmando que “reduzir a maioridade penal não é solução”. Eles estão redondamente enganados. É, sim, uma das soluções. Reduzir a maioridade penal é recomendável, necessário e urgente, assim como o agravamento das penalidades desses facínoras, homens feitos de 15 ou 17 anos, que roubam, seqüestram, agridem e matam, até com requintes de crueldade, com a certeza de que nada ou muito pouco sofrerão. Eles precisam temer os rigores da Lei ou continuarão a matar impunemente. Porque, por enquanto, a Lei existente os protege e deixa a sociedade à mercê de seus crimes.

Maioridade penal

Esta nota da coluna do Cláudio Humberto de hoje, mostra o desespero que a sociedade está passando e que espera da mudança da idade penal uma panacéia para a cura da violência urbana. E qual a idade penal deve ser votada?

16 anos?

E quando um menor, de digamos 15 anos cometer uma atrocidade qualquer, mudamos a idade para 12 anos?

O que se tem que fazer é mudar o EMA para que os criminosos sejam punidos, e que a lei seja cumprida.

A parte da ficha limpa do menor criminoso tem que ser mudada sim, porque os antecedentes têm que constar de um julgamento posterior para que a justiça seja feita. Sem antecedentes criminais, um assassino pode ter vantagens na hora da decisão de uma sentença menor, liberdade condicional, etc.

Um menor de idade com possibilidades de recuperação, se for trancado em um reformatório para cumprir uma sentença longa, pode sim ser reformado se houver um critério de separação por crimes e por comportamento do recluso.

February 11, 2007

O Creme com pinça.

Filed under: Criminalidade, IMPUNIDADE — rlaf44 @ 10:44 pm

O Creme com pinça.

O título acima, é um infame trocadilho de meu tempo de menino, onde se contava uma pequena história onde um crime havia sido cometido com uma pinça. O crime havia sido um roubo de um creme facial muito caro de uma loja famosa e o criminoso usou uma pinça para não deixar impressões digitais e desta forma não foi pego ficando com o produto do roubo.

Aí se pergunta qual a moral da história, e a resposta é esta “o creme com pinça?, ou seja, O Crime compensa.

Lendo as manchetes de hoje, encontrei uma referencia ao crime do menino João que foi um terrível crime de morte contra um menino inocente de seis anos de idade, arrastado por um carro durante a fuga de um assalto.

Os colunistas fazem menção ao crime de várias formas e a revolta da população contra os criminosos e volta novamente à idéia de modificar a lei para incluir uma responsabilidade penal aos menores de idade.

Eu não creio que redução de idade penal irá resolver o problema da proliferação do crime.

Qual a idade desta responsabilidade 16 anos? Até que um menor de 16 anos cometa um crime horrível para a sociedade novamente pedir uma mudança na lei. 14 anos então será a nova lei?

Não é por aí que anda o problema.

O problema é a impunidade. Se houver rigidez no cumprimento da lei, se o criminoso tiver a certeza que irá cumprir uma pena longa, aí talvez pense melhor antes de cometer o crime.

Até o presidente Lula, campeão recordista em produzir abobrinhas e frases de efeito, falou sobre o assunto com propriedade e corretamente para variar, ele disse mais ou menos assim, pois não recordo o contexto completo “temos que tomar cuidado para não criminalizar a adolescência?.

Em 2003, houve um terrível crime em São Paulo, onde um grupo de meliantes seqüestrou, estuprou e matou um casal de jovens. Um dos meliantes e que assumiu a culpa era um menor de idade.

A população reagiu, a mídia comentou, e se falou novamente em mudar a idade penal.

O tempo passou e nada e agora novamente acontece em outra cidade.

Naquele tempo, eu preocupei em encontrar o que havia de errado no sistema social brasileiro e encontrei uma explicação plausível.

Escrevi dois artigos intitulados “O Barão de Berzelius? e o “Barão de Berzelius II?

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=26

O que eu encontrei em uma pesquisa por três cidades grandes, feita pela Internet pose ser comprovada por órgãos oficiais, e de alguma forma implementada no Brasil.

Vou agora citar uma ocorrência perto de minha casa para ilustrar mais uma vez o que está ocorrendo na sociedade com o respeito à autoridade.

Eu moro na cidade de Sobradinho DF.

Um dia em 2005, estava eu na delegacia do Paranoá, para registrar uma ocorrência de perda do celular, quando entrou a PM com dois suspeitos de um crime.

Todos os agentes estavam ocupados, e tendo a PM entregado o criminoso, os policiais ficaram por perto aguardando o protocolo de entrega dos prisioneiros.

Curioso, eu perguntei ao policial que parecia estar no comando, o que haviam feito estes criminosos que pareciam muito jovens.

Ele que era um sargento e tinha aproximadamente uns quarenta e cinco anos me disse:

Estes dois meninos arrombaram a casa de um outro jovem de 25 anos, pai de família com dois filhos e trabalhador mecânico.

Eu perguntei:

- Aonde foi isto?

-Foi aqui perto, na invasão do Itapoá. (esta invasão agora é cidade)

-E eles fizeram o que mais?

-Roubaram um botijão de gás.

- E foi só isto?

- Não, eles quebraram a porta do barraco, e roubaram o botijão. Quando estavam saindo, o dono apareceu e disse a eles que não fizessem aquilo, pois não tinha dinheiro para comprar outro e a família tinha que comer. Eles então disseram:

- Se isto é mesmo seu então pega. E largaram o botijão no chão.

-Quando o dono se agachou para pegar o botijão, um deles sacou um revolver e disse:

-E de troco leva também estas balinhas, dizendo e dando seis tiros à queima roupa no pobre trabalhador que morreu no local.

Eu perguntei:

- E quando foi isto?

- Isto ocorreu ontem à tarde, e como eram conhecidos nas redondezas, hoje fomos lá e os prendemos.

- E quantos anos têm?

- Um deles o que atirou tem 15 anos e o outro 14 anos.

- Puxa vida, tão jovens e dentro desta violência.

- È, mas não são primários, já foram presos várias vezes por roubos e assaltos.

- Mas como não estão presos?

- São menores, e menores ficam presos apenas o suficiente para o crime esfriar e depois são soltos.

- Que absurdo!

- O absurdo não é só isto, além de tirar estupidamente a vida de um pai de família, trabalhador honesto que nunca se havia metido em confusão, quando eu os prendi, vieram me encarando dentro do carro. Eu então perguntei a eles porque estavam me encarando e eles me disseram o mais velho precisamente:

- Estou guardando a sua cara feia seu velho nojento porque em poucos meses vou estar na rua e vou atrás de você e sua família.

- que coisa, ele te disse assim? E o que foi que você fez?

- Não fiz nada, mas vontade de matar o pirralho eu tive. Agora, vou fazer um relatório e pedir uma transferência para ficar longe da área destes pivetes quando forem soltos, para evitar algum confronto, pois eles têm menos a perder do que eu.

Depois deste relato, vi quanto o meu artigo sobre o Estatuto do Menor de do Adolescente, está vigente, e quanto este estatuto está exagerado e deve ser repensado.

Não se deve tentar mudar lei nenhuma, mas como existem no código penalidades para todos os crimes, elas têm que ser cumpridas na integra, se os culpados forem menores de idade, cumprem parte da pena em um reformatório para menores enquanto forem menores e o resto da pena em uma penitenciária para adultos.

O desrespeito para as autoridades é total devido à certeza da impunidade.

Os criminosos que mataram o pequeno João, estavam presos em regime semi-aberto, fugiram e depois cometeram este crime horroroso que chocou todo o Brasil.

O que tem que mudar é a certeza da impunidade e não a idade penal.

January 30, 2007

Corrupção

Filed under: Criminalidade, Outros autores, política — rlaf44 @ 10:25 pm

Impunidade.

A impunidade dentro da democracia é o pior de todos os males.

A impunidade de larápios políticos, empreiteiros banqueiros que tentam burlar a lei em seu próprio benefício, e que às vezes são apanhados com as calças baixas, e que por morosidade ou meandros da justiça, ficam impunes, levam ao mau exemplo de que o crime compensa.

Os políticos são os piores exemplos, pois deveriam dar o exemplo. Quando são apanhados deveriam sim ser tratados diferenciadamente do que o cidadão comum, mas a diferença deveria ser na pena e na rapidez da punição.

Um político que foi pego em uma ação ilegal deveria ser imediatamente afastado do posto e imediatamente investigado e julgado, para que servisse de exemplo para os outros.

Uma imunidade deveria ser apenas sobre suas palavras, que em um discurso poderiam ser interpretadas como ofensa, mas sendo parlamentar não poderia ser processado por dizer algo. E Só.

O jornalista Ipojuca Pontes, tem uma visão interessante da impunidade recente, e em seu estilo marcante, nos proporciona um pouco desta visão.

Leiam seu artigo:

Elogio à corrupção – 2
por Ipojuca Pontes em 29 de janeiro de 2007

Resumo: A despeito dos escândalos do dossiêgate, sanguessugas e mensalão, figuras proeminentes nesses e em outros esquemas igualmente obscuros continuam firmes como o Pão de Açúcar.

Voltando ao tema do poder da corrupção no Brasil da Era Lula, cada vez mais robusto, continuo a desfilar relação de pessoas da vida política acusadas de envolvimento com a dita cuja. A despeito dos escândalos do dossiêgate, sanguessugas e mensalão, elas continuam firmes como o Pão de Açúcar.

Caso 5 – José Dirceu. Ex-chefe da Casa Civil do governo Lula e homem forte do PT, ajudou a promover dentro do partido as figuras de José Genoino, Delúbio Soares, Silvinho Pereira e Marcelo Sereno, sendo considerado um dos responsáveis pela chegada do operário-relâmpago ao Planalto. Guerrilheiro sem guerrilha, mas amigo de Raúl Castro (substituto de Fidel no comando de Cuba, a ilha-cárcere), Dirceu, com seus métodos bolchevistas, foi tido no relatório final do mensalão, assinado pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, como o “chefe do organograma delituoso? da “sofisticada organização criminosa? – no conceito já clássico do Procurador-geral sobre a ex-cúpula do PT.

Lembramos que dias antes de deixar a chefia da Casa Civil, em 2005, Zé Dirceu garantiu num jantar em Madrid, Espanha, que o governo petista ficaria no poder no mínimo dezesseis anos, na certa pensando em sentar ele próprio na cadeira de Lula depois do segundo mandato.

Hoje: semana passada, ao saber da adesão do PSDB à candidatura de Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara, o cassado Dirceu, num jantar em Lisboa, esfregou as mãos: “É a vitória do meu candidato!?

De fato, com Chinaglia presidente da Câmara a anistia de Dirceu fica praticamente assegurada. Daí à presidente da República é só um passo – claro, se Lula não quiser amarrar o bode pela terceira vez.

Caso 6 – Antonio Palocci. De formação trotskista, ligado ao Comitê de Solidariedade aos Movimentos de Libertação Nacional da Colômbia (leia-se Farcs), Palocci transformou-se de repente no “gênio? das finanças nacionais ao adotar, como ministro da Fazenda, o que os esquerdistas chamam de modelo econômico “neoliberal?.

Na gestão da prefeitura da Ribeirão Preto, o trotskista foi acusado de receber, segundo o assessor e algoz Rogério Buratti, a propina mensal de R$ 50 mil, arrancada da Leão & Leão, a empresa prestadora de serviços conivente com esquema de superfaturamento em contrato de coleta de lixo com a Prefeitura de Ribeirão.

A boa estrela de Palocci apagou-se quando o caseiro Francenildo Costa, ao confirmar a presença do ministro em embalos, churrascos e negócios insondáveis numa mansão do Lago Sul, teve o seu sigilo bancário quebrado por solicitação ministerial, um ato que estarreceu a Nação e levou Palocci a renunciar o cargo.

Hoje: eleito deputado federal depois de campanha milionária, Palocci já se instalou em apartamento de Brasília e adotou um estratégico estilo “low profile?. Mas é viável que assuma cargo ministerial no provável 3ª mandato do “companheiro? Lula.

Caso 7 – Ricardo “Peroba? Berzoini. Conhecido, quando ministro da Previdência Social, como o “cruel carrasco dos velhinhos do INSS?. Eleito presidente do PT para moralizar o partido depois do escândalo do mensalão, ele foi posto em quarentena por Lula, logo após a eclosão de outro escândalo estrondoso, o dossiêgate, que levou Alckmin ao 2º turno.

Segundo um membro da executiva do PT, Berzoini comandava paralelamente uma força-tarefa dentro da organização com autonomia para levantar denúncias e informações contra adversários políticos. O dossiêgate - que mobilizou o trabalho dos palacianos Freud Godoy (demitido a “pedido?), Jorge Lorenzetti (churrasqueiro preferido da Granja do Torto), Osvaldo Bargas, Valdebran Padilha e Gedimar Passos – reporta-se à compra (por R$ 1,7 milhão) de documentos que incriminavam Zé Serra, então candidato ao governo de São Paulo. Apesar de saber que a grana vinha do “Caixa dois?, a Polícia Federal se confessou incapaz de explicar sua origem, enquanto Zé Serra, que desfila as mesmas idéias do PT, disse que a coisa não passou de “baixaria?.

Hoje: esgotada a repercussão do escândalo, Berzoini retornou à presidência do PT, leal à proposta de anistia para Dirceu, além de solidário com a absolvição dos envolvidos com a compra do dossiê e o escândalo das sanguessugas.

Como dizia Fidel: “Andas bien, Berzoini!?

Caso 8 – Benedita da Silva. Ministra da Assistência Social do Governo Lula, “Benê?, como é chamada entre os pares, foi denunciada pelo Ministério Público Federal por “improbidade administrativa? ao viajar para Buenos Aires às custas dos cofres públicos a fim de participar de Café da Manhã Anual da Oração, evento promovido por igrejas evangélicas.

Lula não teve outra saída a não ser pedir o cargo de Benedita para nomear Patrus Ananias (que nome!) na pasta assistencialista. Antes, enquanto governadora “interina? do Rio, Benedita convivia com Waldomiro Diniz, nomeado na cota do PT para o cargo de presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro, Loterj – uma “boquinha? a mais do PT para a cavação de fundos destinados às campanhas eleitorais do partido.

Hoje: nomeada por Sérgio Cabral (que se diz leitor de Lênin) para dirigir a Secretária de Assistência Social do Estado, “Benê? tomou logo a providência de nomear como auxiliar Carlos Manoel Costa Lima, receptador da grana do valerioduto para pagar contas eleitorais da ex-ministra de Lula. Entre amigos, ela já revelou que vai ser a candidata do PT à prefeitura do Rio.

Enfim, para definir melhor o consciente coletivo da corrupção nacional: distinta senhora da Zona Sul do Rio me telefonou e disse: - “Ipojuca, vê se entende: se eu arranjo todo ano uma grana legal do governo e compro apartamento na Lagoa, aumento o meu negócio e dou conforto a meus filhos e netos e pago bem aos meus empregados, eu simplesmente devo ser respeitada pois estou promovendo a distribuição de renda?.

Fica combinado assim: a ilustre senhora dá conforto a filhos e netos e a patuléia ignara, faminta e suja, paga a conta.

Voltaremos ao assunto.

January 25, 2007

Magia & Encanto.

Filed under: Criminalidade, comentários, legislação — rlaf44 @ 12:33 pm

Magia e encanto.

Conversa com o meu sobrinho, o Zé Melo (blog do Zé Melo) em outubro de 2006.

http://traveler.com.br/blogs/ze/

“Tio, você sabe qual é o orçamento da NASA??

“Não, não sei.?

“É a metade do PIB brasileiro?

“Zé porque este assunto??

“Estou invocado com a apuração da ultima eleição.?

“Porque Zé??

“Olha aqui, você sabe que eu trabalho com computadores desde os dez anos não é? Pois bem, estas máquinas são mesmo fantásticas. Mas elas às vezes erram, e é este o assunto sobre a NASA, eles vivem errando devido à falhas no sistema. E com um orçamento destes, seria de se esperar que não errassem nunca, mas erram.?

“É Zé às vezes, eles realmente erram.?

“Pois é tio, como é possível que em menos de um dia, o Brasil consegue apurar uma das maiores eleições do mundo, onde estão envolvidos mais de cem milhões de eleitores, sem que houvesse o qualquer erro? No meu entender tem algo estranho aí.?

“Não sei Zé, eu estava orgulhoso do feito brasileiro até que você coloca o ventilador na minha farofa. Acho que você tem razão, parando para pensar sobre isto um pouco, as falhas começam a aparecer?

“Tio olha aí o Paraná, esta pequena diferença que houve, pela lei eleitoral tem que haver recontagem. Como vai haver recontagem se não tem nada de “Back up? para conferir?? “Se conferir de forma eletrônica sempre será o mesmo resultado.?.

“É mesmo Zé, pode ter havido uma tremenda maracutaia nesta eleição, tudo disfarçado em tecnologia.?

Depois desta conversa comecei a pensar sobre este assunto.

Em setembro de 2006, quando o TSE estava posicionando as urnas, assisti a um programa Fantástico da Rede Globo, um repórter acompanhando umas urnas, com o pessoal do TSE, acompanhados por soldados do EB, e que demoraram até uma semana para chegar ao local remoto na Amazônia e posicionar as urnas. Como não havia rede de energia, levavam baterias e no-break.

Para apuração teria que ser uma operação reversa, pois se não havia energia no local, não poderia haver transmissão por satélite para enviar as informações sobre as apurações. Pois em menos de 12 horas, estava tudo apurado incluindo estas urnas.

Nem a NASA.

E a falta de meios físicos de conferência do resultado, é o mesmo que a pena de morte.

Elegeu está eleito – Morreu está morto.

Também pensando nisto, lembrei que a CEF, criou e instalou seu novo sistema de loterias dispensando para isto uma contratação milionária.

Se eles fizeram isto, poderiam ter feita a urna eletrônica, como as máquinas de loterias.

O Eleitor pega um volante oficial com os nomes dos candidatos, e com um quadrinho em frente ao nome.

O eleitor rabisca este quadro em frente ao nome ou foto de seu candidato, (da mesma forma que ele faz um jogo da mega sena) e coloca na urna.

Aí a urna lê a decisão, mostra na tela a foto do candidato e se estiver certo, o eleitor confirma e esta cédula vai para o cofre da urna.

Em caso de eleições suspeitas ou muito justa, se aplica uma contagem manual.

O fato é que desta forma fica mais transparente e não existe transparência demais, quanto mais houver, melhor fica para o cidadão e para o Brasil em geral.

Agora, na revista Veja desta semana surgiu uma grande dúvida em Alagoas, conforme a reportagem no link abaixo.

Roberto Leite de Assis Fonseca

O artigo da revista Veja:

http://veja.abril.com.br/240107/p_048.html

December 14, 2006

E a justiça?

Filed under: Criminalidade, Justiça, Violência Urbana, administração, política — rlaf44 @ 11:06 am

Onde há fumaça……

Sábado dia 15 de julho de 2000

STF determina libertação

do ex-banqueiro Cacciola

Brasília - O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, determinou ontem a libertação do ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, acusado de fraudes contra o sistema financeiro na crise de desvalorização do real em janeiro de 1999. O ministro acolheu um habeas-corpus com pedido de liminar dos advogados de Cacciola que havia sido protocolado no STF na última terça-feira.

Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi preso numa operação comandada pela Polícia Federal no dia 7 de junho em um spa onde descansava em Gramado (RS) e, em seguida, transferido para o Rio de Janeiro. A prisão foi determinada pelo juiz da 6ª Vara Federal Criminal do Rio, Abel Gomes, com base no argumento de que o ex-banqueiro poderia fugir ou coagir testemunhas no processo da Justiça Federal em que é acusado de irregularidades na operação de socorro financeiro do Banco Central aos bancos Marka e FonteCindam em 1999.

Pagando o mico

A ação do BC, que teria contado com a participação do ex-presidente do BC, Francisco Lopes, provocou, supostamente, um prejuízo de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos.

Cacciola foi detido no mesmo dia em que o economista Luiz Augusto Bragança, também acusado de participar da operação de fraude, foi preso. Cacciola e Bragança, libertado há cerca de duas semanas, foram denunciados com mais 11 réus, entre eles Francisco Lopes, pelo Ministério Público por supostos crimes contra o sistema financeiro. Segundo o juiz da 6ª Vara, a PF grampeou telefones de Cacciola e achou indícios de outros crimes.

Na liminar ao STF, os advogados de Cacciola alegavam que houve constrangimento brutal contra o cliente. “Não entra na cabeça de ninguém que de repente seja necessária a prisão, antes de qualquer esboço de defesa no processo, de uma pessoa que, passados mais de 18 meses dos fatos pretensamente delituosos que lhe são imputados, não forneceu qualquer motivo para ser segregado.”

(more…)

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