Blog do Roberto Leite

December 26, 2006

A mobilização da decência.

Filed under: aumentos, comentários, notícias, política — rlaf44 @ 9:55 am

A mobilização da decência.

Roberto Leite de Assis Fonseca

A revista Veja desta semana, assim como todos os principais jornais e periódicos do país, publicaram notícias enaltecendo o valor das mobilizações populares.

São estas mobilizações que dão sentido à palavra democracia.

Sem demonstrações e sem reações, o abismo entre o povo, em sua maioria composto por pessoas decentes e trabalhadoras, e os congressistas, em sua grande parte composto por aproveitadores que legislam em causa própria, fica intransponível.

A revista Veja ainda comenta as palavras do Deputado Fernando Gabeira: “Foi um tapa na cara dessa casta de parlamentares que acreditam poder tudo”.

O Presidente da Câmara, o Aldo Rebelo, recebeu este tapa com muita relutância e somente depois de esgotar todas as possibilidades de botar as mãos neste pequeno aumentinho de 100%. Ou quase 91,7%.

Em suas palavras:

“Não vejo problema em reconhecer erros. O problema é quando você erra e persiste no erro”.

A palavra erro, principalmente neste caso, é subjetiva. O erro do Aldo foi apenas reconhecido depois que não houve mais como nega-lo.

O Aldo que pertence a um partido onde o maior princípio é ou foi a igualdade social, lutou até onde foi possível, para aumentar a desigualdade entre as classes no Brasil. Ele lutou e disse um monte de asneiras como:

“Uma decisão dos líderes não pode ser contrariada� – ou

“O supremo (STJ) não pode voltar uma decisão dos lideres das bancada� ou ainda

“ A isonomia de salários entre classes é uma coisa desejada e inadiável�.

Todas estas declarações atribuídas a ele estão na mídia.

Depois de tanto lutar pelo aumento de seus salários, que teve da parte dele como motivo, garantir a sua reeleição para presidente da câmara agradando os parlamentares, o que é uma tentativa de comprar votos com o dinheiro do povo, (mensalão do judiciário) ele resignou. Êle não está arrenpendido, no momento oportuno, ele vai tentar de novo.

O Aldo persistiu no erro enquanto pode, até o último momento, e depois, vendo o óbvio ululante de que a sociedade não iria permitir este abuso, veio com esta simples frasezinha, clássica e de mais de cinco mil anos, tentando mostrar para o povo que representa, um pouco de humildade.

Aldo, melhor teria sido ficar como o seu colega lá do Senado, Renan o Cínico que vendo a coisa perdida, abandonou o barco e deixou você no timão para dirigir este navio afundando. Deveria ter ficado calado.

Agora, a sociedade não está convencida de sua sinceridade e não estamos desmobilizando, acreditando em suas palavras. Estão para acontecer duas coisas no futuro próximo:

  1. Este aumento não vai acontecer.
  2. Você não vai permanecer na presidência da câmara.

A sociedade está mobilizada, e estamos de olho para que representantes do povo, como você, que apenas representa os próprios interesses, fiquem em cheque e eventualmente se afastem da vida publica.

Podem ler o artigo de Veja aqui:

http://veja.abril.com.br/271206/p_038.html

December 19, 2006

Referendo

Filed under: Justiça, MORDOMIAS, administração, aumentos, economia, política — rlaf44 @ 3:00 pm

Referendo

Como a constituição define que em uma democracia o governo é do povo e como o dinheiro de pagamento do funcionalismo também é do povo, todo aumento do funcionalismo deve ser referendado para acabar com as mamatas.

No referendo popular devem constar também se as mamatas devem continuar como passagens aéreas, verbas de gabinete, salários extras como 13ºe 14ºe 15º, aposentadoria precoce e com benefícios, etc.

E eu penso que se querem isonomia deve haver uma relação direta ao salário mínimo e o subsidio de um parlamentar deve ser um gatilho atrelado ao salário mínimo.

Por exemplo, 20 salários para os deputados e senadores.

30 salários para os juizes do supremo.

35 para o presidente da republica.

E ponto final

Se eles acharem muito pouco, procurem outro trabalho.

E se roubar será preso. Não é como um deputado disse cinicamente, que um bom salário desinsentiva a roubalheira.

O que desinsentiva a roubalheira é um bom caráter e não um bom salário.

Toda decisão para gastar o dinheiro do povo, tem que vir referendada.

Eu pessoalmente penso que até o orçamento tem que passar por um referendo popular de alguma forma prática que pode ser pensada e assim, o povo define seu destino e não um bando de mau caráter como está hoje o congresso (evidentemente existem exceções).

A representatividade direta como deveria ser está tão diluída que neste presente congresso que está aí, a representatividade direta é de apenas 6%.

Desta forma, o povo não está representado, mas sim os interesses políticos de uns poucos aproveitadores e de políticos profissionais.

O referendo para decidir sobre o subsídio e as mordomias, tiraria do congresso os aproveitadores, pois estes não poderiam se locupletar.

Também os subsídios destes representantes populares deveriam levar em conta o seu ganho pessoal total como declarado no IR. Se o parlamentar for aposentado e a aposentadoria que recebe for menor do que o subsídio de parlamentar, este receberia a diferença.

Se sua renda pessoal for maior do que seu subsídio, este receberia apenas um “Jeton�, e não um subsídio, que não poderia ser mais do que o total do subsidio.

Aldo o cínico.

Filed under: Justiça, MORDOMIAS, administração, aumentos, política — rlaf44 @ 2:21 pm

O Cínicos

Ninguém gosta de ser chamado de cínico. E o insulto é ainda maior quando você fica sabendo que em grego isso equivalia a ser chamado de cachorro. O que queremos dizer com a palavra “cínico” é muito diferente, realmente, do que os atenienses queriam dizer quando chamavam os discípulos de Antístenes de “cínicos”. Antístenes, discípulo de Sócrates, abriu uma escola filosófica em um ginásio fora de Atenas, onde pregava a superioridade da virtude e a inutilidade das coisa materiais. Felicidade, em seu ponto de vista, não tem nada a ver com prazer ou riqueza, mas sim com a pureza da alma e a liberdade de não se sujeitar à tirania dos desejos. Antístenes conquistou seu quinhão de pupilos, entre os quais destacou-se Diógenes, mas a maioria dos atenienses achava que todos eles eram presunçosos e hipócritas.

O Ginásio onde Antistenes ensinava era chamado Cinosarges, palavra que tem a ver com o termo grego kynikós, que significa “semelhante a cachorro”(kýon,kynos=cão).

Estava Diógenes jantando seu costumeiro prato de lentilhas, quando Arístipos se aproximou. Arístipos, de Cirene, era também filósofo, adepto do prazer como único bem absoluto na vida. Para poder levar uma vida confortável, vivia sempre bajulando o Rei.

Disse, então, Arístipos a Diógenes: —Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias reduzir tua alimentação a um prato de lentilhas.

Por sua vez, Diógenes retrucou: — E tu, se tivesses aprendido a te satisfazeres sempre com um prato de lentilhas, não precisarias passar tua vida bajulando o Rei.

Aldo Rebelo, não é um filósofo, qual Diogenes ele é cachorro mesmo.

A notícia abaixo saiu hoje em Veja On Line:

Compensação
Aldo Rebelo propõe cortar o 14º e o 15º salários
19 de Dezembro de 2006 | 08:29

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), defendeu nesta segunda-feira que os deputados passem a receber 14º e 15º salários apenas em ano de eleição. Atualmente, senadores e deputados federais recebem os benefícios todos os anos. “Não tem porque o deputado recebê-los [anualmente]“, disse.

A medida é uma das apresentadas por Rebelo para supostamente cortar despesas do Congresso e, ao mesmo tempo, manter o reajuste de 91% sobre os salários dos parlamentares – medida tomada na última semana.

Ele alegou ainda que deverão ser cortadas despesas da Casa advindas de verbas indenizatórias, horas extras de servidores e reformas em geral. Segundo o deputado, o aperto proporcionaria a economia de 157 milhões ao ano – valor necessário para pagar o reajuste aos parlamentares.

Mais uma vez, Rebelo negou qualquer possibilidade de voltar atrás nos aumentos. “Não se trata da defesa da manutenção do teto, mas de se manter a decisão dos líderes [partidários] e das Mesas [do Congresso]“, disse, lembrando que o reajuste foi decidido em reunião com lideranças do Parlamento.

Com raro cinismo, o presidente da câmara insiste na mamata de manter este aumento nojento de 91% do próprio salário e para justificar, diz cinicamente que vai cortar na carne, cancelando o 14º e o 15º salário da classe. Este imbecil poderia é ser preso, pois estes salários já não deveriam existir já que não existem para nenhuma outra classe de trabalhadores se é que se pode chamar de classe esta corja de ladrões (Com raras exceções) e de trabalhadores estes vagabundos (também com raras exceções). Um ladrão entra na sua casa rouba vários objetos, e depois fica bonzinho e devolve a metade, e por isto deve ser considerado seu amigo? Ah bom. Aldo, nós não somos todos bobos, entra na real.

Cortar despesas, não é ser bonzinho não Aldo, é obrigação de funcionário público e no corte das despesas, tem salário de quem não trabalha. Tem de se cortar o ponto destes que nunca comparecem. E mais em sessão de votação, como esta que inocentou o Janene, quem não compareceu tem que ser não apenas cortado como multado. E quem compareceu e não votou idem. O servidor que está ganhando hora extra está lá porque alguém o contratou para trabalhar e justificou este trabalho. Em vez de cortá-lo, é cortar de quem o contratou e não prejudicar quem está trabalhando.

O aperto que você está se referindo Aldo é o trabalho de casa que não está sendo feito, e se não está sendo feito, quem deveria estar sendo descontado é você que não está trabalhando como deveria.

O ultimo parágrafo desta noticia de Veja On Line, mostra o cinismo do Aldo Rebelo.

A decisão dos líderes foi o aumento de 100% de seu próprio salário e não se pode voltar atrás porque é a decisão dos líderes e a decisão dos líderes não se pode voltar atrás.

Esta balela é como a resposta padrão dos vendedores quando se pede um desconto, eles dizem: “- Não posso porque o sistema não permite�? esta é uma resposta padrão, mas quem programa o sistema são eles mesmos, então é somente mudar o sistema. Geralmente um vendedor mais graduado ou o gerente tem uma senha para isto e quando você insiste muito eles vão lá e mudam o sistema.

Aldo, o dinheiro que vocês estão planejando embolsar, não é de vocês, e a decisão também não é de nenhum líder corrupto de partidinho de mentirinha como o seu PcdoB, esta decisão é do povo porque o dinheiro é do povo e para gastar desta forma o dinheiro do povo, tem que ser referendado pelo povo.

E vocês que têm medo do plenário, imagine da reação do povo em um referendo pedindo aumento de salários para vocês vagabundos (com raras exceções) que não têm categoria (Também com raras exceções) e que, além das mordomias não trabalham porque trabalhar três dias por semana e num total de 100 dias por ano não é trabalho de gente honesta.

Existe um abaixo assinado, do Blog do Marcelo:

http://aumentos.blogspot.com/

e nele está a explicação da lista.

Em ultima conta havia mais de 50.000.

Participe

Para imprimir a lista com espaço para 20 assinaturas acesse:

http://www.abaixoassinado.polix.com.br/

E para enviar as páginas cheias o endereço:

O endereço para envio é:
Caixa Postal: 11637

CEP: 05049-970
São Paulo – SP

Outros endereços bons para participar do movimento são:

http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx#

http://congressoemfoco.ig.com.br/

http://www.petitiononline.com/oeleitor/petition.htm

http://luzdeluma.blogspot.com

http://sobreassuntos.blig.ig.com.br

December 17, 2006

Inicio perdido do milênio.

Filed under: Outros autores, notícias, política — rlaf44 @ 11:49 pm

Grande artigo este do Carlos Chagas, deprimente realidade mas não tem nenhum exagero em sua visão da atualidade brasileira.

Este milênio está com cara que quer mostrar para o mundo a que viemos.

Infelizmente para os brasileiros honestos, honrados e trabalhadores, pagam os justos pelos pecadores.

Leiam o apanhado pelo Carlos Chagas:

Democracia é isso?

BRAS�LIA - Não poderia ser pior esse apagar das luzes do ano, com ênfase para o final da legislatura. Em matéria de Congresso, houve de tudo para renegar o regime democrático. Mensalões aos montes, ou seja, compra de parlamentares com dinheiro vivo, para que mudassem de partido, apoiassem o governo e vendessem seus votos.

Apurado o escândalo envolvendo mais de sessenta deputados e dois senadores, só três perderam o mandato: Roberto Jefferson, que denunciou a lambança, mesmo tendo se valido dela; José Dirceu, que da Casa Civil chefiava a quadrilha; e Pedro Correia, do PP, escolhido a esmo como exemplo.

Dirigentes do PT tiveram que deixar seus cargos, mas continuam muito bem, obrigado, alguns até reeleitos para o Congresso.

Escândalos em cima de escândalos

Depois veio o escândalo dos sanguessugas, com montes de deputados e três senadores envolvidos na apresentação de emendas para o superfaturamento de ambulâncias distribuídas aos municípios. Nova apuração, mas nenhuma cassação. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Em seguida a trapalhada do dossiê elaborado pela campanha de Aloísio Mercadante para prejudicar a candidatura de José Serra, em São Paulo. Um milhão e setecentos mil reais, mais algumas centenas de dólares, apreendidos e fotografados em poder de grandes e pequenos funcionários da direção do PT, com prisões eventuais de alguns, mas, no fim de tudo, sem que o Congresso, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário descobrissem a origem do dinheiro. Um relatório incompleto e pífio da CPI respectiva.

Para completar o período legislativo, surge agora o escandaloso aumento de 91% concedido por suas excelências para eles mesmo. Nem é preciso repetir números, capazes de indignar o mais leniente dos cidadãos.

Democracia tivemos, porém, do outro lado da Praça dos Três Poderes? Nem pensar. No Executivo, a frustração pelo descumprimento das principais promessas de campanha feitas pelo presidente Lula em 2002. Foi adiado o espetáculo de crescimento, mantiveram-se e até se ampliaram as benesses e os privilégios das elites, com os bancos lucrando mais do que em toda a história da República.

Especuladores isentos de impostos e a atividade especulativa superando de muito a atividade produtiva. Impostos em ascensão, é claro, sem esquecer a trapalhada feita pelo outrora mago das finanças nacionais, Antônio Palocci, flagrado em prática criminosa de abrir o sigilo bancário de um simples caseiro. Por sinal reeleito deputado federal pelo PT de São Paulo. Lembrando, também, o vídeo anterior, onde o subchefe do Gabinete Civil para Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, recebia propina de um bicheiro.

A balela dos 10 milhões de empregos

No meio de tudo, o presidente Lula repetindo que não sabia de nada, botando a culpa na imprensa, especializada em divulgar notícias ruins em vez das boas. Entre essas, como carro-chefe, o bolsa-família, programa necessário mas assistencialista e estimulador da ociosidade. Quanto aos dez milhões de novos empregos, balela pura. Mesmo aqueles apregoados pelo governo não evitaram, de um lado, as demissões correspondentes, e, de outro, as cifras cruéis da existência de 50 milhões de brasileiros sem emprego, vivendo abaixo da linha da pobreza.

Enquanto isso o governo, capitaneado pelo seu partido, confundiu-se com o próprio estado, ocupando espaços em todos os setores da administração federal, sem o devido preparo nem as cautelas exigidas para o trato da causa pública.

Falta o Judiciário? Claro que não. O nepotismo nos tribunais viu-se abafado mas continua vivo, enquanto muitos ministros do Supremo Tribunal Federal encontraram meios de elevar vencimentos de 24 para 28 mil reais, por conta de jetons auferidos em ocupações eventuais. Sem referir o principal, a morosidade na decisão de processos que se arrastam anos a fio, subordinados a recursos e filigranas legais de toda ordem. Só no final do ano acabou aprovada no Congresso a súmula vinculante, cujos efeitos veremos apenas no próximo ano.

Em suma, não é essa a democracia de que necessitamos nem a que queremos. Reeleito, o presidente da República acaba de ser diplomado e promete que daqui para a frente tudo será diferente. Não dá mais para falar em herança maldita e continuar comparando o seu governo com o anterior, importando menos saber qual o pior. A partir de janeiro haverá que cotejar o Lula com o Lula.

O crescimento econômico decepcionante, a crise na agricultura, o desânimo da maioria do empresariado, a frustração da classe média, a miséria das massas e o descalabro parlamentar não parecem um bom começo, em especial em meio a crises pontuais que transformam os aeroportos em galinheiros, as rodovias em queijos suíços e as cidades em imensas piscinas de água suja. Se democracia é isso…

December 16, 2006

Perfidia.

Filed under: MORDOMIAS, Outros autores, administração, política — rlaf44 @ 8:44 pm

Usei o título do artigo abaixo de Sanmartini.

Não existe mais maneira de engolir tanta pilantragem por parte de brasileiros que foram eleitos pelo voto popular para legislar em benefício dos cidadãos que os elegeram. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo do PCdoB, partido tradicionalmente ligado à igualdade social, justifica de forma cínica e ridícula o aumento salarial mais sem vergonha que se tem notícia dentro de um parlamento. Até o João Alves dos anões do orçamento fica mais sincero quando justificou ter ganhado na loteria 462 vezes em menos de dois anos “Sempre em toda a minha vida joguei um pouco na loteria. Recentemente Deus me ajudou�.

Aldo disse que estão fazendo economia e não vão gastar com o aumento mais do que o atual orçamento.

A economia vai partir de vários pontos como por exemplo, não vão construir o anexo 5 da Câmara. Grande economia, o dinheiro alocado para uma obra pública, agora vai ser dividido entre eles. Aldo, e o vergonhoso auxilio de R$15.000,00 para gastos de gabinete? E as passagens para o Rio? E o auxilio moradia, quando o congresso gasta milhões com os apartamentos vazios? Isto tudo vai continuar? Tudo somado vai fazer os Ministros do Supremo se sentirem prejudicados, pois os parlamentares vão ganhar mais do dobro.

Aldo Rebelo, você, ainda que com sua maneira mansa e educada me enche de nojo, quando vejo sua cara rindo, rindo-se do nós brasileiros otários que pagamos impostos para sustentar esta corja, tenho vontade de vomitar. E não estou só,

Leiam o excelente artigo de Sanmartini:

Por Giulio Sanmartini

Completei dois anos de idade no navio que me trouxe da Itália para o Brasil. Em 1948, minha mãe levou-me para assistir a parada de 7 de setembro e me deu uma badeirinha de papel, a partir daquele dia esta passou a ser minha bandeira, símbolo de um País que não era o meu, mas que eu estava escolhendo por amor e com o passar do tempo esse sentimento só fez aumentar.
Durante os 50 anos que vivi em diversas cidades de diversos estados do Brasil, muita coisa aconteceu.
Cronologicamente: o atentado de Rua Tonelero, o suicídio de Getúlio Vargas, o golpe de estado que “manu militari� tirou Carlos Luz da presidência da República, pouco depois pelo mesmo método impediu Café Filho de assumir, dois levantes militares contra Juscelino Kubitschek: Jacareacanga e Aragarças; a renúncia de Jânio Quadros, o posse conturbada de João Goulart e sua deposição em 1° de abril (1964), a decretação do AI 5, o impedimento de assumir a presidência imposto a Pedro Aleixo, o retorno à democracia, a eleição sem posse de Tancredo Neves, o desastrado governo José Sarney e depois de mais de duas décadas a eleição direta de Fernando Collor de Mello, que num breve tempo transformou-se na figura máxima da corrupção.
No dia 26 de maio de 1992, morava na pequena cidade de Belmonte (Sul da Bahia), quando recebo a única revista Veja que chegava ao local, a capa já dizia tudo: “Pedro Collor conta tudo�. O irmão do presidente falso caçador de marajás, desnudava a máquina de corrupção montada pelo governo dentro do gabinete presidencial. Na barbearia local li em voz alta para os politiqueiros locais a matéria. Quando terminei o silêncio que se fez podia ser cortado com uma faca, Carioca, o barbeiro, o quebrou:
- Por muito menos Getúlio Vargas de um tiro no peito.
Voltei para casa acabrunhado, cabisbaixo, com um nó na garganta. O País que escolhera por amor como minha pátria chegara ao fundo do poço (pensava eu). Brasileiros eram meus filhos e minhas netas, isto é o futuro, o que seria deles?
Passaram-se quase 15 anos e pude perceber que me enganara, que Collor nem chegara na beirada do poço quando começaram a despontar como uma doença contagiosa os escândalos no Governo do PT, partido que se arvorava em ser o dono da ética e da honestidade.
Jamais o Brasil vira tanta falta de vergonha, mas nessa quinta feira 14/12, os representantes do poder legislativo conseguiram suplantar tudo de ruim, falso e vergonhoso até então visto.
Senadores e deputados aprovaram um aumento de quase 100% em seus já altíssimos salários.
São pérfidos com seus eleitores, são pérfidos com 40 milhões de pessoas que vivem da esmola governamental, trocada vergonhosa e demagogicamente por votos; são pérfidos com milhões de brasileiros honestos que trabalham oito horas por dia cinco dias da semana e 11 meses do ano e que para ganharem o que percebe um congressista por mês terão que labutar por seis anos.
Como se não bastasse o presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-Al) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), tem o caradurismo de deixar-se fotografar rindo depois do vergonhoso, asqueroso, vil, repugnante e abominável aumento.
Até quando a paciência dos brasileiros será esbofeteada?

A classe média está bancando e acabando.

Filed under: economia, política — rlaf44 @ 4:56 pm

O Artigo de Veja desta semana, nos mostra uma perspectiva muito boa da classe media e seu futuro.

Brasil
Congelaram a classe média

Mola propulsora do avanço das nações,
ela está imobilizada no Brasil por um
Estado ineficiente e pelo crescimento
medíocre da economia


Giuliano Guandalini e Julia Duailibi

Na próxima semana, o Brasil viverá o seu 26º Natal em cenário de pasmaceira econômica. As feridas causadas por esse longo calvário são visíveis

sobre o lombo de um segmento em particular da sociedade: a classe média. Ao fim de 2006, ela se encontra curvada sob uma brutal carga tributária, sufocada por gastos com serviços como educação e saúde (que deveriam ser financiados pelos seus impostos) e tolhida em sua capacidade de poupar e adquirir patrimônio. Mas há um segundo aspecto na crise da classe média – e ele não interessa apenas aos brasileiros que já pertencem a ela. Ao contrário do que vem acontecendo em países que estão chamando a atenção do mundo, quase não se observa expansão na classe média do Brasil. Seu tamanho em relação à população total ficou praticamente inalterado nos últimos 25 anos. Essa é uma notícia ruim para o país e uma sombra sobre o seu futuro. Ela revela que os pobres estão até se mantendo de pé graças às políticas assistencialistas como o Bolsa Família, mas não estão subindo na escala social. A notícia também evidencia que a própria classe média não está beliscando patamares mesmo que inferiores do mundo dos ricos. Em resumo, a classe média brasileira está ensanduichada. Obviamente, estar no meio faz parte de sua própria definição. O que perturba é o congelamento, a imobilidade numérica e de pujança desse grupo social no Brasil. Quem está dentro não sai, quem está fora não entra.

Existe uma relação direta entre o progresso de um país e a força de sua classe média. Isso está sendo demonstrado não só por exemplos atuais como o da China e o da �ndia, mas também por histórias como a da Inglaterra na Revolução Industrial ou a dos Estados Unidos dos séculos XIX e XX. Motor econômico das sociedades livres tanto pelo empreendedorismo quanto pelo consumo, a classe média é também a grande produtora de idéias e cultura, e a garantidora da estabilidade política. Triste o país incapaz de cultivá-la.

Definir a classe média é uma tarefa escorregadia. Em 1883, Sigmund Freud, criador da psicanálise e um integrante respeitável da classe média vienense, observou à sua noiva, que comentava um encontro com um grupo de operários: “Seria possível mostrar que eles são bem diferentes de nós em seus julgamentos, em suas crenças e esperanças, e na maneira como trabalham. Há uma psicologia do ‘povo’ que é bem diferente da nossa”. Atitudes e valores sempre fizeram parte das tentativas teóricas de traçar um perfil da classe média. Critérios como a ocupação e a escolaridade também são usados por pesquisadores, assim como dados econômicos tais quais renda e padrão de consumo. Os resultados podem variar bastante conforme a metodologia.

Baseada em critérios de classificação do Banco Mundial e das consultorias McKinsey e Economist Intelligence Unit, VEJA estimou a evolução, no Brasil e em outros quatro países emergentes, da proporção da classe média em relação ao total da população entre 1996 e 2006. Considerou-se como classe média o universo de famílias com rendimento entre 15.000 dólares e 75.000 dólares anuais – referência semelhante ao parâmetro usado pelo Banco Mundial. No Brasil, esses valores se situam aproximadamente entre 3.000 e 15.000 reais ao mês, levando-se em conta o poder de compra local. Cálculos semelhantes foram feitos para os demais países. O resultado impressiona. A proporção da classe média no Brasil está estagnada. Ela cresceu um quase nada. Saiu de 20% para 21% da população brasileira. No mesmo período, pulou na Rússia de 9% para 34% da população (uma elevação de 278%); no México, de 19% para 43% (126%). Em apenas uma década as classes médias russa e mexicana tornaram-se mais representativas em suas respectivas sociedades do que a brasileira. Também avançaram a passos largos as classes médias da China e da Ã?ndia. Em 1996, elas representavam, respectivamente, 1% e 4% de suas populações. Em 2006, pularam para 12% e 13%. Juntos, os dois gigantes asiáticos criaram 230 milhões de consumidores de classe média, um contingente maior do que a população brasileira. Em dois anos, a China deverá ter um quinto de sua população no “estrato médio” (o Partido Comunista chinês convenientemente evita usar a palavra classe, termo de sangrentas conotações na China). A Ã?ndia deverá chegar ao mesmo porcentual chinês de classe média em 2009.

Por que a classe média brasileira parou de crescer? É difícil apontar apenas uma causa em um país onde o Estado obriga o cidadão de classe média a trabalhar quase cinco meses do ano apenas para pagar os impostos e onde a burocracia reprime o impulso empreendedor da população. Os números compilados por VEJA mostram uma relação simbiótica entre o crescimento da classe média e o do PIB dos países. Quem puxa quem? O PIB cresce porque a classe média avança ou a classe média avança porque o PIB cresce? O paradoxo não se resolve facilmente. No decorrer das duas últimas décadas, o Brasil teve um aumento médio no crescimento do PIB de apenas 2,3% ao ano. Descontando-se o crescimento vegetativo da população, o avanço da riqueza per capita foi de insignificante 1% ao ano. Curiosamente, a classe média passou de 20% a 21% da população – um aumento relativo de 5%. Entre 1930 e 1980, quando a economia brasileira causava inveja ao mundo, a riqueza per capita expandiu-se em média 4% ao ano. Foi justamente no auge desse período, na industrialização e urbanização do fim dos anos 50, que a classe média brasileira ganhou músculos. Os números não são suficientes para resolver o paradoxo de quem é vagão e quem é locomotiva. São claros o bastante, porém, para mostrar que o fenômeno de criação de riqueza nacional anda de braços dados com a multiplicação da classe média.

De 1980 para cá, apenas em dois breves períodos houve um aumento significativo da classe média brasileira: em 1986, com o Plano Cruzado, e dez anos depois, como efeito do Real. Em ambos os momentos, a queda da inflação propiciou um aumento dos salários reais. Mas nas duas ocasiões os avanços foram transitórios – apenas soluços estatísticos. O país foi abalado por crises financeiras e os ganhos logo foram revertidos. Autor de um estudo recente sobre o assunto, o economista Sérgio Vale, da consultoria MB Associados, diz que até mesmo a educação, mecanismo clássico pelo qual a classe média garante que seu padrão de vida seja reproduzido de geração a geração, dá sinais de emperramento. “O simples fato de ter educação superior já não é mais garantia de bons salários”, diz Vale. Seu estudo demonstra que, entre 2001 e 2006, a maior expansão na contratação de pessoas com nível universitário se deu na faixa de até três salários mínimos. Enquanto isso, na faixa acima de dez salários mínimos, típica da classe média, houve destruição de vagas.

O pai de todos os economistas, o escocês Adam Smith (1723-1790), conseguiu intuir o efeito que o crescimento da renda causava sobre o moral de uma nação. “É no momento de progresso, quando a sociedade está avançando na aquisição de riqueza, mais do que no período em que ela já adquiriu o seu conjunto completo de riquezas, que a condição da maioria das pessoas parece ser a mais feliz e confortável. O ânimo se abate na estagnação e se torna infeliz no declínio.” A economia moderna confirmou e complexizou o raciocínio de Smith. Como observa Benjamin Friedman, professor de economia da Universidade Harvard, o sentimento de bem-estar econômico é sempre medido em relação ao próximo – e a si mesmo em tempos passados.

Ganhos de renda podem causar uma euforia momentânea, que logo se apaga. Apenas quando o crescimento e a mudança são persistentes, o sentimento de bem-estar se sustenta. Em casos de estagnação, surge o medo da queda. A classe média brasileira não é a única que precisa lutar cotidianamente com esse espectro. Mas entre nós essa luta está mais renhida.

A sensação de estagnação da classe média brasileira, à parte ser real, dói mais quando comparada aos bons tempos vividos em décadas passadas. Os brasileiros de classe média conquistaram privilégios incomuns e os mantiveram e ampliaram até o fim dos anos 80. Além disso, as circunstâncias demográficas e sociais do país abrem às famílias de classe média acesso a luxos que poucos habitantes ricos dos países avançados possuem – o mais óbvio deles é a abundante e barata mão-de-obra para trabalhos domésticos. Mas, como isso sempre foi assim, segundo mostrou o professor Friedman, pouca gente se dá conta de quanto esse privilégio é raro. A Previdência Social é outra conquista que, por ser antiga, não contribui mais para aumentar a auto-estima da classe média. “No Brasil, uma mulher pode se aposentar aos 52 anos e tem uma expectativa de vida escandinava”, diz o economista Fábio Giambiagi. Nas últimas décadas, a abertura econômica do país trouxe outras vantagens. Bebe-se mais vinho hoje do que há dez anos, mais gente anda de carro, existem mais e não menos shopping centers.

Apesar disso – ou talvez por causa desses avanços –, os brasileiros que se situam entre os ricos e os pobres na escala social vivem em constante estado de alerta. As conquistas estão aí, mas até quando? E a que preço? O preço de atingir e manter o status quo de classe média no Brasil de hoje tornou-se quase impagável. O grande culpado é o Estado, entidade gulosa tocada por burocratas cujo instinto básico é se perpetuar. “O Estado brasileiro insiste em não caber dentro do PIB”, diz com a agudeza costumeira o economista Delfim Netto. Haja imposto. Em 1994, a arrecadação de impostos representava 28% e hoje caminha para 40% do PIB brasileiro. Quem pagou boa parte desse aumento foi a classe média. Prova disso é que a carga tributária média do país foi de 38% do PIB em 2005, mas para a classe média esse fardo ficou ainda maior: 43% de seus rendimentos são tragados pelos impostos. De acordo com cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a classe média contribui com 70% dos impostos sobre a propriedade (como IPVA e IPTU) e paga 60% do total arrecadado com o imposto de renda da pessoa física. Ironicamente, esse aumento da carga tributária foi necessário porque o governo passou a gastar cada vez mais com seus programas de esmola social. Enquanto em países como a China e a Ã?ndia a redução da pobreza decorre do crescimento econômico e da melhora na educação, no Brasil o combate à miséria ocorreu via gastos públicos cada vez mais generosos. Ingredientes poderosos dessa política foram o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo, que dobrou seu poder de compra nos últimos dez anos.

Como governos não geram riqueza, esse dinheiro saiu do bolso de alguém. Quem pagou a conta? O contribuinte, ora bolas! Ele ainda paga uma segunda vez. Além de arcar com seus tributos, o integrante da classe média despende uma gorda fatia de sua renda com serviços como educação, saúde e segurança, que, em tese, deveriam ser prestados pelo governo: de 1980 para cá, o comprometimento da renda com esses gastos saltou de 12% para 31%. A má qualidade das escolas públicas e dos hospitais do Estado empurrou as famílias de classe média para o colégio particular e para o plano de saúde privado.

Outro fator no aperto da classe média é o surgimento de necessidades de consumo. Como lembra o economista Marcio Pochmann, da Unicamp, “a maneira como a classe média consome é essencial na construção de sua auto-imagem”. É inimaginável hoje em dia uma família de classe média que não tenha celular, computador e internet – de preferência com a tecnologia mais avançada. Via de regra, telefones celulares são trocados a cada vinte meses, por exemplo. Mas isso não significa que, de maneira geral, a classe média esteja consumindo mais (quando se levam em conta itens como vestuário, alimentação, higiene ou lazer). “Após o Plano Real, entre 1995 e 1998, a classe média subiu um degrau na pirâmide de consumo. Desde então, não se moveu mais, diferentemente da classe pobre”, diz Margareth Utimura, diretora do instituto de pesquisa LatinPanel. Mais impostos, mais gastos com serviços, mais imperativos de consumo fizeram com que a poupança da classe média desabasse. Segundo o IBGE, em 1987 as famílias do segmento conseguiam guardar 11% de seus rendimentos e assim investir na ampliação do patrimônio próprio. Em 2003, esse porcentual recuou a míseros 4%.

Em paralelo a tudo isso, observa-se certa orfandade política da classe média. Não que, ao longo da história do país, ela tenha contado com partidos inteiramente associados aos seus interesses. Na década de 50, a UDN esteve próxima de desempenhar esse papel. A classe média daquele período encontrou um ídolo em Carlos Lacerda, o maior nome do partido. Mas o udenismo abrangia outros setores da sociedade – no Nordeste, por exemplo, estava ligado às oligarquias agrárias. No quadro político atual, o discurso sobre a classe média ocupa um lugar periférico. O que permanece no centro do palco é o combate à miséria – como ficou claro nas últimas eleições presidenciais. A campanha de Lula adotou uma tática dupla: investiu na polaridade entre “elite” e “povo” e, de tempos em tempos, fez um aceno preventivo à classe média. Na propaganda eleitoral da TV, houve programas com propostas para favorecer esse grupo, no campo da ampliação do crédito ou da desoneração tributária. Em um evento no começo do mês passado, já reeleito, o presidente disse: “Criou-se o sofisma de que alguém quer dividir o Brasil entre ricos e pobres. Não, eu não quero dividir, eu já nasci com ele dividido. O que eu quero é repartir o pão produzido de forma mais justa, que uma parte da população vá para a classe média e a classe média suba mais um degrau”. Só o fim da estagnação poderá abrir caminho para essa transformação. Só a renúncia da burocracia estatal em sugar a última gota de riqueza gerada pela sociedade ligará os motores do investimento produtivo – sem o qual a estagnação não pode ser vencida.

Mais detalhes no link:

http://veja.abril.com.br/201206/p_060.html

 

Renan o cínico.

Filed under: Justiça, MORDOMIAS, notícias, política — rlaf44 @ 4:26 pm

Não é cínico como Diógenes da Grécia, a que me refiro, mas cínico como pulha, pilantra, mentiroso, etc.

O cinismo é mesmo impressionante.

Ao ser questionado pela mídia sobre a necessidade do desgaste causado pelo aumento salarial sem precedentes nem razão pelos parlamentares, o presidente do Congresso Renan Calheiros, veio com esta pérola:

“Sim, vai haver um pouco de desgaste, mas esta equiparação era necessária para acabar de vez com o assunto salarial dentro do congresso. Agora, ninguém pode trazer mais este assunto para pauta nem usar como medida eleitoreira na mesa do plenário, pois o nosso salário é apenas igual ao dos magistrados e quando eles tiverem aumento, automaticamente teremos também a se acabou o assunto.�

Que bonito senhor presidente do congresso, como cidadão quero ponderar sobre a vergonhosa imensidão desta resposta e o que ela esconde:

1. A equiparação é uma maneira de se locupletar sem trabalhar nem merecer, pois se apenas fosse uma necessidade de gatilho para se evitar discrepâncias, este gatilho poderia ser percentual e não igual, por exemplo “ o salário dos parlamentares de ser igual à 65% do salário dos magistrados�

2. Esta porcentagem estaria mais simpática e respeitosa ao povo e eleitor porque se sabe, pois é voz corrente que:

· Parlamentar trabalha muito menos do que Juiz do Supremo

· Não existe hegemonia no quadro parlamentar como no dos Juizes, alguns têm bom currículo e outros são praticamente ignorantes, portanto uma equiparação por cima é muito injusta.

· Os juizes não têm as mordomias dos parlamentares como verba de gabinete, auxilio moradia, passagens aéreas, ETC.

· As decisões judiciais do supremo carregam muito mais responsabilidade do que um voto qualquer no congresso. Na Câmara, por exemplo, a responsabilidade é diluída 513 vezes.

3. Agora vem o mais nojento, O aumento dos salários dos servidores públicos, é decisão da Câmara, portanto, se os juizes do Supremo pedirem um aumento, de digamos não como o que foi votado no dia 14/12/2002, por Vossas Excelências de 100%, mas um aumento módico de 50%. Seria imediatamente aprovado porque aprovando vocês estariam dando a vocês mesmo o mesmo aumento. Que maravilha e vocês pensam que a gente não sabe disto?

4. Outro ponto, que felizmente um deputado decente está pondo em questão, é o fato de apenas 5% dos parlamentares decidirem por 95% do restante do plenário da Câmara e do Senado. Eu penso que o Deputado Fernando Gabeira tem um ponto válido e esta desculpa de que se votado um a um no plenário, o resultado seria o mesmo, então porque não foi feito desta forma?

Como presidente do senado, o Senador Renan Calheiros não passa de um pulha pilantra mentiroso e desonesto, com uma resposta desta magnitude para justificar este aumento desleal, ao se apagarem as luzes do ano e às vésperas do recesso, para ver se até o início dos trabalhos, será esquecido e revalidado por omissão do povo.

Senador, nós não estamos dispostos a esquecer esta ultima artimanha para mamar nas tetas da viúva. Estamos de Olho e vamos lutar.

Leiam este artigo no JB-On Line

“Esta casa faz o que o povo quer”

Tales Varia

A frase acima entrou para a história na boca do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Foi uma resposta do então presidente da Câmara aos repórteres que queriam arrancar-lhe previsões sobre a votação do processo de impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello. De fato, como queria o povo, a Câmara votou contra Collor. E, desde então, a máxima de Ibsen tem sido repetida por todo canto.

Se ela for verdade, o Congresso logo voltará atrás na decisão de aumentar os salários dos parlamentares em 91%. Mas tudo indica que a máxima de Ibsen será desmoralizada.

Nem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nem o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pareciam ontem dispostos a recuar da decisão, para a qual tiveram o apoio dos líderes do governo e da oposição. Muito pelo contrário. Em conversas reservadas, reservadíssimas, Aldo e Renan festejavam o resultado mais imediato da fixação dos salários dos parlamentares em R$ 24.500: consideram-se praticamente reeleitos para o comando das duas Casas do Congresso.

O recado que deram foi o seguinte: um Severino Cavalcanti - o ex-presidente da Câmara que prometeu aumentos monstruosos e acabou tendo que renunciar ao mandato de deputado - não conseguia sustentar um reajuste dessa ordem porque tinha sua imagem desgastada na opinião pública e não contava com o apoio incondicional do governo que eles têm.

Para dar esse aumento, os comandantes da duas Casas têm que ser fortes politicamente. E eles são. Portanto, devem ser reeleitos. Esse é o recado.

Se voltarem atrás, os dois temem ganhar pontos na opinião pública mas perderem de vez a disputa contra seus adversários pelo comando do Congresso.

Quem fala demais……

Filed under: comentários, educação, notícias, política — rlaf44 @ 2:03 pm

O artigo de Sanmartini está bem claro e mostra a personalidade do Presidente apedeuta. O adagio popular a que se refere, era conhecido por mim como”Bom dia a cavalo”, mas de qualquer forma espelha o conteudo da matéria.

Suas brincadeirinhas incluem o “probleminha dos aeroportos para resolver� quando ele disse a Chaves quando deixou a Venezuela. Além de menosprezar o problema, que foi responsável até por perda de órgãos para transplante como se tivéssemos a nossa disposição montes destes órgãos, ele chegou e não resolveu nada. Por quê? Estava de brincadeira gente. Será que não tem ninguém neste país que entende uma boa brincadeira?

E a respeito do Mercosul, que ele limitou entre a Patagônia e a Terra do Fogo? Ah também foi uma brincadeira, pois todos no Brasil estão cansados de saber que eu sei onde é o Mercosul. Talvez estejam cansados de saber que ele não sabe de nada, como a sua pobre mãe que nasceu analfabeta. Ela coitada não era como a mãe da Zelite que nasce falando dois ou três idiomas e que tem PHD ao vir ao mundo.

Giulio Sanmartini pode ser desconhecido por leitores do Blog, que podem questionar de onde ele tira sua autoridade para criticar o Apedeuta.

Estou, portanto incluindo um resumo de seu currículo:

Giulio é natural de Belluno, Itália (1944). Emigrou para o Brasil em 1946 onde viveu até 1996, quando retornou a Belluno. Foi pesquisador (trabalhou com Antônio Houaiss e com o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão); historiador, membro dos institutos Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e também do Rio Grande do Norte. Últimos livros publicados: Cidade do Rio de Janeiro, curiosidades na história de sua fundação (1998) e Casa de Bragança – Casa de Habsburgo, origem da Família Imperial Brasileira (1998). Ambos fazem parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Jornalista, atualmente colabora com o Observatório da Imprensa, Sanatório da Imprensa e Visão Judaica. É editor de Argumento & Prosa.

E-mail: sanmartinix@tin.it

Bom dia a cachorro.

Por Giulio Sanmartini

Quem fala muito dá bom dia a cachorro�. Este não é um ditado que pode ser aplicado a todos que falam, podemos ouvir um douto falando horas ininterruptas sem captarmos uma estultícia ou ficar com os ouvidos cansados. O anexim cabe como uma luva aos néscios e parvos.
Mas o pior é quando quem diz parvoíces apresentando-se como inepto e atoleimado é o presidente da República Federativa do Brasil.
Nesses quatro anos que se passaram a fora as mentiras, as promessas mirabolantes e as grossuras (que ele confunde com espontaneidade) dignas de rufiões de bas-fond, Luiz Inácio Lula da Silva especializou-se em dizer besteiras de todos os tipos e para todos os gostos, diz o que não deve no pior lugar e momento. Agora mesmo ofendeu gratuitamente deus antigos e velhos companheiros, que deram tudo para colocá-lo onde está, quando para ouvir sua voz declarou solenemente: “se você conhecer uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque tem problemasâ€?. Alertado que a coisa pegara mal, pusilanimemente saiu-se com outra pior: ‘Lamentavelmente, parece que tem gente no Brasil que não gosta mais de humor. Então nem uma boa brincadeira é considerada uma brincadeira.’ Quer dizer a culpa é dos velhos que ouviram, ele só estava de “brincadeirinhaâ€?.
Nessa quarta feira passada, na reunião do conselho político do governo (os 10 partidos que o apóiam), apresentou uma expectativa desanimadora: tudo vai seguir como antes, isto e, nada vai seguir , pois não há um programa real e inteligente, tudo continua a ser resolvido com as incontinências verbais mirabolantes do presidente, que começaram com os 10 milhões de empregos, passaram pelo “espetáculo de crescimento e estão numa forma lastimável paradas no impossível crescimento do Produto Interno Bruto em 5% para o ano de 2007. Tudo são petas, tudo promessas que não podem ser cumpridas, tudo demagogia barata.
Ele é tão fraco que seus ministros mais fortes o são simplesmente por serem menos medíocres como José Dirceu, Antonio Palocci e a supervalorizada Dilma Rouseff.
No Primeiro mandato o problema era a “herança maldita� legada por Fernando Henrique Cardoso. Nesse segundo, pelo andar da carruagem, a “herança maldita� é a que ele está deixando para ele mesmo.

December 15, 2006

O desafio Latino Americano

O deputado Hauly nos escreve um bom artigo sobre a realidade de nosso ambiente, ou seja, a América Latina.

O Brasil deveria estar dentre os países a puxar o carro do desenvolvimento latino americano, e, no entanto estamos em penúltimo lugar em crescimento, à frente apenas do Haiti.

A atual administração não tem nenhuma explicação para tal procedimento, mas se recusa a admitir que não sabem o que fazer para governar e crescer.

Se conseguimos manter um crescimento de 2,5% de média, não é por nada que a administração fez ,é porque o mundo todo cresceu em um ritmo muito maior de 5%, e necessitando para crescer das matérias primas que produzimos e dos itens que fabricamos, está puxando o Brasil, nos está arrastando para acompanhar o crescimento. Se houver alguma crise, (tomara que não haja) internacional pimba aí é que a vaca vai pro brejo levando o Brasil e a gente junto.

O desemprego entre as classes mais pobres caiu um pouco, mas aumentou bastante na classe média que é a classe que mais paga imposto e que mais emprega. A mortalidade infantil aumentou, a saúde está mais precária nos últimos quatro anos e a prova disto é que uma doença erradicada totalmente e sem nenhum caso detectado em 2001, começou a aparecer novamente e até existe um surto de sarampo na Bahia. A agricultura, o agro negócio, a pecuária, tudo está rodando sozinho. A nossa soja, principal exportação agrícola, tem uma sobretaxa de mais de 100%, pela falta de apoio e infra-estrutura. Poderíamos ser muito mais competitivos e lucrar muito mais se houvesse o mínimo de atenção ao agro-negócio.

Nos EEUU, e nos paises mais bem estruturados, todas as estradas pagas tipo pedágio, têm vias alternativas, um pouco piores do que as vias pagas, mas é uma alternativa para quem não quiser ou não puder pagar o pedágio. No Brasil não é assim, as estradas privatizadas são o único caminho disponível, e o usuário é obrigado a pagar para ir e vir, o que fere a constituição neste artigo.

O sistema de privatização rodoviária no Brasil é totalmente errado, nos outros paises, as estradas existentes continuam a existir e as empresas que exploram as rodovias, constroem suas próprias rodovias e pagam as concessões ao governo. Com o dinheiro das concessões mais os impostos incidentes sobre a lucratividade das empresas, o governo mantém as estradas secundárias e alternativas. Assim tão simples e não acontece? Por quê? Resposta:

“A falta de capacidade administrativa do governo�

Não precisa inventar nada, é só copiar o que está dando certo. E nem assim.

Leia o artigo do Deputado Hauly:

O desafio latino-americano


Luiz Carlos Hauly (*)


O mais recente relatório da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) sobre as condições sociais da América Latina, divulgado dia 4 de dezembro, em Santiago, Chile, traz uma notícia alentadora e uma dura constatação.
Comecemos pela boa notícia: o continente latino-americano, constatou a Cepal, apresentou no triênio 2002-2005 os melhores indicadores de redução da pobreza e da miséria dos últimos 25 anos. Se esse ritmo for mantido, devemos atingir os objetivos da Meta do Milênio, que estabelecem a redução da miséria e da pobreza em 50% até 2015, antes do prazo fixado pelas Nações Unidas.
No período analisado, a pobreza e a indigência foram reduzidas 4% em relação a 2002, igualando-se, após picos sucessivos de crescimento seguido da queda paulatina desses indicadores, ao patamar histórico de 1980.
A triste constatação é que o número de pobres e indigentes continua altíssimo, situando a América Latina entre as regiões mais desfavorecidas do globo.
Segundo a Cepal, os pobres equivalem a 39,8% da população latino-americana e os indigentes, a 15,4%. Em números absolutos, 209 milhões de latino-americanos vivem na pobreza e 81 milhões na miséria. A Cepal prevê que a tendência de queda será mantida este ano, que fechará com quatro milhões de pobres e dois milhões de miseráveis a menos. Ufa!
De acordo com o organismo da ONU para a América Latina, esse desempenho se deve a uma combinação de fatores que, em maior ou menor medida, se manifestaram na maioria dos países do continente. Esses fatores foram a diminuição do desemprego e a melhora da distribuição de renda proporcionada por taxas de crescimento numa expansão que a região não registrava desde 1997, quando a crise russa abalou seriamente a região, que já vinha apresentando indicadores pífios desde o início dos anos 80. Assim, Chile, Peru, México e Equador apresentaram queda considerável no número de pobres e Brasil, Bolívia, Costa Rica e El Salvador, no de miseráveis.
O Equador, em termos nominais, merece ser destacado, pois o número de pobres e miseráveis recuou de 63,5% e 31,3%, em 1999, para 45,2% e 17,1%, respectivamente. Argentina e Uruguai, no entanto – outrora situados entre as economias mais fortes da região -, estão no outro extremo, pois os indicadores de pobreza e miséria aumentaram significativamente se comparados a 1999. Planos econômicos frustrados e o protecionismo exagerado do Estado estão na raiz desse recuo.
O relatório da Cepal é alentador, mas ressalva que o combate à pobreza e a miséria na América Latina é “uma tarefa de grande magnitude�. O crescimento da economia a taxas satisfatórias – esse número depende de cada país, mas no conjunto não deve ser inferior a 4% ao ano – é a única forma de o continente atingir a meta do Milênio, primeira de uma série de etapas do esforço coletivo para a erradicação desse mal endêmico. Alcançar e manter esse nível de crescimento é um enorme desafio, que deve ser enfrentado tanto pelos governos quanto pelos agentes econômicos. Medidas demagógicas, exaustivamente utilizadas no passado e que proporcionam rápida popularidade ao governante mas corroem em médio e longo prazos a saúde econômica de uma nação, devem ser definitivamente abandonadas.

(*) Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) - é membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e presidente do Fórum Interparlamentar das Américas.

December 14, 2006

E a justiça?

Onde há fumaça……

Sábado dia 15 de julho de 2000

STF determina libertação

do ex-banqueiro Cacciola

Brasília - O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, determinou ontem a libertação do ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, acusado de fraudes contra o sistema financeiro na crise de desvalorização do real em janeiro de 1999. O ministro acolheu um habeas-corpus com pedido de liminar dos advogados de Cacciola que havia sido protocolado no STF na última terça-feira.

Cacciola, ex-dono do Banco Marka, foi preso numa operação comandada pela Polícia Federal no dia 7 de junho em um spa onde descansava em Gramado (RS) e, em seguida, transferido para o Rio de Janeiro. A prisão foi determinada pelo juiz da 6ª Vara Federal Criminal do Rio, Abel Gomes, com base no argumento de que o ex-banqueiro poderia fugir ou coagir testemunhas no processo da Justiça Federal em que é acusado de irregularidades na operação de socorro financeiro do Banco Central aos bancos Marka e FonteCindam em 1999.

Pagando o mico

A ação do BC, que teria contado com a participação do ex-presidente do BC, Francisco Lopes, provocou, supostamente, um prejuízo de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos.

Cacciola foi detido no mesmo dia em que o economista Luiz Augusto Bragança, também acusado de participar da operação de fraude, foi preso. Cacciola e Bragança, libertado há cerca de duas semanas, foram denunciados com mais 11 réus, entre eles Francisco Lopes, pelo Ministério Público por supostos crimes contra o sistema financeiro. Segundo o juiz da 6ª Vara, a PF grampeou telefones de Cacciola e achou indícios de outros crimes.

Na liminar ao STF, os advogados de Cacciola alegavam que houve constrangimento brutal contra o cliente. “Não entra na cabeça de ninguém que de repente seja necessária a prisão, antes de qualquer esboço de defesa no processo, de uma pessoa que, passados mais de 18 meses dos fatos pretensamente delituosos que lhe são imputados, não forneceu qualquer motivo para ser segregado.”

(more…)

December 13, 2006

Diga-me com quem andas…..

Filed under: Justiça, Outros autores, comentários, notícias, política — rlaf44 @ 12:13 pm

Diga-me com quem andas……

Um dos mais novos amigos do Lula, que apareceu durante a campanha, é o Jader Barbalho.

Jader é uma pessoa de sucesso.

Sua vida política e empresarial é permeada de exemplos de dinamismo e audácia.

Vejamos um resumo de sua biografia, fornecido pela “wikipedia�

Jáder Fontenelle Barbalho (Belém do Pará, 27 de outubro de 1944) é um político e empresário brasileiro. Filho de Laércio Wilson Barbalho, deputado estadual cassado em 1964, iniciou sua carreira política em 1967 pelo extinto MDB (atual PMDB).

Cursou Direito na Universidade Federal do Pará e nesse período engajou-se em diversos movimentos estudantis. Formou-se em 1971, elegendo-se no mesmo ano Deputado Estadual. Elegeu-se para a Câmara dos Deputados em 1974, sendo reeleito na legislatura seguinte. Elegeu-se governador do Pará de 1982 a 1987, e tornou-se Ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário do Presidente José Sarney. Em 1988 foi nomeado para o Ministério da Previdência Social até 1990, quando se elegeu novamente governador do Pará.

Em 1994 renunciou ao governo do Pará para candidatar-se ao Senado, deixando o cargo para o comunicador Carlos Santos, estão Vice-governador, elegeu-se Senador da República nesse ano. Em 1998 licenciou-se para concorrer novamente ao governo do seu estado, mas foi derrotado por Almir Gabriel, do PSDB, que disputava a reeleição.

Em 2000 foi eleito presidente do Senado Federal, em seção transmitida em TV aberta, pela RBA (retransmissora da BAND no Pará), empresa a qual é dono. Em 2001, se envolveu em bate-bocas públicos com o também senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Na mesma época, várias denúncias feitas pela imprensa vieram à tona, acusando o paraense de enriquecimento ilícito e corrupção. Para não perder o mandato, deixou a presidência do Senado e renunciou ao cargo.

Seu pai e primeiro-suplente, Laércio Wilson Barbalho, recusou-se a assumir a vaga. Após um período de indefinição, ela foi ocupada por Fernando de Castro Ribeiro, seu assessor e segundo-suplente.

Logo depois, já sem mandato, Jáder chegou a ser preso por uma operação da Polícia Federal, acusado de desvio de dinheiro público. Em 2002 foi eleito deputado federal mais votado do seu estado. Graças ao foro privilegiado, responde a vários processos por corrupção (relacionados principalmente a sua atuação na SUDAM e no BANPAR�) no Supremo Tribunal Federal.

Reelegeu-se Deputado Federal em 2006,sendo o mais votado de seu estado com 311.526 votos, 9,99% dos votos válidos. Na legislatura 2003-2007, firmou-se como forte articulador do PMDB governista. Durante as eleições 2006, chegou a integrar o conselho político da candidatura Lula. Teve papel decisivo na eleição da senadora Ana Júlia, do PT, ao governo do Pará, consolidando sua parceria como o petismo.

Em uma reportagem da revista Veja, sua fortuna pessoal foi avaliada em 4 bilhões de reais. Realmente um grande empresásrio

O Repórter e colunista Ronaldo Brasiliense, paraense como o Jader, nos dá em sua reportagem umas idéias sobre o mais novo amigo do Lula.

Jader na Sudam!

Ronaldo Brasiliense *

Agora que o PMDB anunciou que está com o governo Lula e não abre, apesar de o senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, antecipar sua posição de oposicionista, chegou a hora de fazer a distribuição das benesses do poder.

Daqui e até que o presidente Lula nomeie seu novo ministério e dome seu instável PT para não correr o risco de ver na presidência da Câmara dos Deputados um outro Severino, veremos o espetáculo da fome por cargos e saberemos até onde vai o apetite dos “profissionais� do PMDB.

Terão espaço no governo de Lula estrelas reluzentes e influentes durante o reinado do “príncipe dos sociólogos� Fernando Henrique Cardoso, como os deputados Gedel Vieira Lima (BA), Eliseu Padilha (RS) e Jader Barbalho (PA), além do ex-ministro da Justiça de FHC Nelson Jobim, que ensaia vôos com pinta de favorito rumo à presidência nacional do PMDB.

Os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), que comandam abertamente a ala governista do PMDB desde o início do governo Lula, ampliarão seus espaços.

Resta saber se Lula e o comando petista aceitarão abrir para os peemedebistas os ministérios, fundações, autarquias e estatais, com “porteira fechada�, como se diz no jargão do fisiologismo, permitindo a indicação de todos os cargos de direção, inclusive nos estados.

O segundo governo de Lula, então, nos dará a oportunidade de ver novamente em ação, na cena nacional, indicando uns carguinhos federais, figurinhas carimbadas como os derrotados Orestes Quércia (SP) e Newton Cardoso (MG).

Com tanta sede de ir ao pote, pode faltar cargo à disposição do PMDB. Sem falar que boa parte do PT, insuflada pelo ex-superministro José Dirceu, não abre mãos dos espaços já ocupados.

O presidente Lula vai tentar impor ordem na casa para tentar frear o programa “fome zero� dos novos aliados do PMDB tucano, digamos assim. Lula sabe que deve sua reeleição a programas como Bolsa Família e Pronaf, de apoio à agricultura familiar, e Luz no Campo, iluminando as casas dos caboclos no interior deste país afora e enchendo de votos as urnas eleitorais, principalmente nas regiões mais carentes do Brasil: o Norte e o Nordeste. E dificilmente abrirá mão de manter estes programas sob seu controle direto.

No último dia 29, 314 deputados federais – com nenhum voto contrário – aprovaram substitutivo do Senado Federal e recriaram a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), extinta por corrupta em 2001. A volta triunfal da Sudam só aguarda a sanção presidencial.

A Sudam foi palco de um dos maiores escândalos da República no governo FHC: a Polícia Federal e o Ministério Público apuraram, em mais de 250 inquéritos, que as fraudes com os incentivos fiscais do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam) podem ter saqueado os cofres da nação em mais de R$ 1,2 bilhão.

Deixo aqui, então, uma humilde sugestão ao presidente da República, que não aceitou ser fotografado ao lado de Jader Barbalho em audiência no Palácio do Planalto. Barbalho até agora não conseguiu emplacar seu nome no primeiro escalão, sequer na presidência do PMDB e está sendo escorraçado por boa parte da bancada de seu partido, que não o quer como líder.

Diante deste quadro, Lula bem que poderia dar uma forcinha ao parlamentar papa-chibé. É só nomear Jader Barbalho para o comando da Sudam. Com isso, além de cortar os intermediários, o presidente garantirá à frente da Sudam um especialista na autarquia.

Na dúvida, consulte o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 2ª Vara Federal do Tocantins, que mandou prender Jader Barbalho, apontando-o como “chefe da quadrilha� que saqueou os cofres da Sudam. Certamente, Rocha Santos terá argumentos para oferecer.

* Ronaldo Brasiliense, jornalista paraense, foi chefe da sucursal da Veja na Amazônia, repórter especial do Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e IstoÉ e colunista do Correio Braziliense. Ganhou o Prêmio Esso em 1998 e 2003. E-mail: ronaldo@congressoemfoco.com.br.

December 12, 2006

A culpa é da Zelite

Filed under: notícias, política — rlaf44 @ 9:26 pm

Será culpa da Zelite

E falar de incompetência já está ficando pedante?

Eu penso que pedante e triste, é a comprovação a todos os momentos da incompetência do governo.

Em 2003 houve uma contingenciação de verbas dentro do próprio orçamento da Aeronáutica. A verba para a encomenda e compra do avião presidencial, foi desviada da compra dos equipamentos de controle, que deveria ser encomendado e pago aos fornecedores franceses e italianos fabricantes do equipamento.

E depois nunca mais foi alocada para cobrir o desfalque. Simplesmente caiu no esquecimento e ficou parada como parte do superávit primário.

Existem quase dois bilhões das taxas de embarque dos quais este ano foram usados sete milhões. Os demais estão retidos para superávit primário.

E depois do apagão aéreo, a culpa é dos controladores, dos pilotos americanos, dos aloprados, “da Zelite� menos da má administração. Qual administração?

E como sempre no governo (qual governo?), o principal dignitário, vai passear, avião sai na hora e ele finge que está tudo numa boa. Até disse ao se despedir de Simon Bolívar que estava de partida para resolver um “probleminha lá em casa� na segunda-feira.

Probleminha para ele, mas para milhares de eleitores, presos no aeroporto era um problemão. E também uma tremenda falta de consideração para com os compatriotas que pagam as contas das mordomias do Presidente e seus familiares.

Estou exagerando?

Leia méis uma reportagem:

Relatório do TCU diz que caos aéreo decorre de equívoco do governo

Portal Terra

BRASÃ?LIA - O ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, responsável pelo relatório que aponta as causas para o caos no sistema aéreo brasileiro, disse na tarde desta terça-feira que os problemas no setor são decorrentes “de uma série de equívocos na administração federal, que incluem Aeronáutica, ministério da Defesa e Casa Civil”. O relatório foi aprovado por unanimidade na tarde desta terça.

O ministro mostra em seu relatório que os alertas enviados pelo Conselho nacional de aviação civil (Conac) foram ignorados pelos órgãos de governo e que houve cortes de recursos essenciais para a segurança de vôo. - Essa crise não foi obra do acaso, mas de falta de gestão. O chamado apagão aéreo não passa de uma série de equívocos cometidos pela administração federal.Houve falta de recursos e de formação de pessoal.

O ministro relata ainda que a Casa Civil promoveu contingenciamentos lineares no Orçamento sem considerar as prioridades do controle do espaço aéreo brasileiro.

- Em reunião de julho de 2005 dos membros do Conac foi estabelecido pelo representante da Casa Civil que a política de contenção de recursos do governo federal não tinha nenhuma distinção e que essa era uma posição definitiva, demonstrando que o governo federal promoveu o corte de recursos para a área - relatou o ministro.

[17:00] 12/12/2006

É porque fica difícil!

Filed under: comentários, notícias, política — rlaf44 @ 11:30 am

É porque fica difícil!

De explicar

O cinismo é impressionante.

Os seus colegas de trabalho na Villares estão mais ou menos no mesmo ritmo de vida. Alguns, os mais controlados têm casa própria, seus filhos estudam ou estudaram em escolas públicas, dirigem carros populares antigos, isto quando dirigem.

E o Lula?

Pela declaração conservadora dos bens acumulados ele é um milionário.

Seus filhos estudaram no exterior.

O mais velho com 31 anos é um multimilionário de sucesso.

Coincidentemente, o seu talento capitalista se manifestou somente depois que o paisão virou o Presidente da Republica

A Lurian, filha negada (por bom carater) e depois reconhecida (obrigação) tem conta farta em Miami.

E agora, como explicar para os seus colegas lá de Caetés-PE, que não vai ter jeito mesmo, eles estão pobres é para ficar.

Não culpe a sua idade, assuma a falta de caráter.

Não gosto de defender a própria causa, mas eu e a maioria de minha família temos caráter suficiente para aprender desde muito tenra idade os valores individuais e assumir o que deve ser assumido, mantendo estes valores até hoje.

Eu sou mais velho do que o Lula e não mudei nada desde os 14 anos. E a premissa do Lula, de que tem que se mudar com a idade, é pura balela.

A experiência o conhecimento e até os gostos podem mudar, mas o caráter não.

A minha idade, não me dá o salvo conduto para ser amigo íntimo de Jader Barbalho.

O meu caráter não deixa.

Não é a idade que afasta o Lula da esquerda, é o dinheiro da direita que o atrai.

Somente uma diferença, a direita honesta e verdadeira constrói o seu dinheiro trabalhando de forma reta, ficando rica, mas dando empregos decentes, pagando impostos, etc.

A esquerda política fica rica roubando, e depois de rica e velha quer virar direita.

Lula, você tem sucesso, é rico, independente, mas por mais que declare, não vai conseguir comprar ética nem caráter.

E não se esqueça de que:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.�

(Abraham Lincoln)

Lula diz que idade o afasta da esquerda

SÃO PAULO - O presidente Luiz Lula surpreendeu ontem ao dizer que caminha para o centro e que está menos à esquerda do que as pessoas acreditam, ao participar da comemoração do aniversário de 30 anos da revista “IstoÉ”, em São Paulo. “Se você conhece uma pessoa muito idosa que seja de esquerda é porque ela está com problemas. E se você conhece uma pessoa muito nova que é de direita, ela também está com problemas”, disse o presidente.

Lula defendeu que com o passar do tempo as pessoas deixam de adotar posicionamentos radicais em relação à política. “Quando a gente tem 60 anos, é a idade do ponto de equilíbrio, porque a gente não é nem um nem outro”, disse Lula. “A gente se transforma no caminho do meio, aquele caminho que precisa ser seguido pela sociedade.”

As afirmações de Lula foram feitas após ele defender sua proposta de retomada de crescimento econômico do País a 5% ao ano. Depois de dizer que o País ficou 26 anos sem investir o necessário em infra-estrutura, sem gerar a quantidade de empregos necessária nem promover a distribuição de renda desejada, ele afirmou que é preciso responsabilidade para isso. “Não é um homem nem um governo nem um partido o responsável por isso. É preciso que assumamos coletivamente a responsabilidade pelo que aconteceu nos 26 anos e que assumamos a responsabilidade do que acontecerá nos próximos 26 anos”, disse.

Foi nesse momento que o presidente perguntou em seu discurso para cerca de 900 pessoas presentes, se o deputado Delfim Netto estava presente. E brincou: “É que agora sou amigo do Delfim Netto. Passei 20 e poucos anos criticando o Delfim e agora ele é meu amigo e eu sou amigo dele”, brincou, arrancando aplausos e risos da platéia.

Após a brincadeira, ele explicou a ironia dizendo que achava natural da espécie humana a convergência. “Quem é mais de direita vai ficando mais ao centro e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos à esquerda.” Para o presidente, “as coisas vão confluindo de acordo com a quantioda de cabelos brancos e de responsabilidade que você tem” “Não tem outro jeito.”

Na comemoração, o presidente recebeu o principal prêmio dado pela revista, que também homenageou o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a governadora eleita do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB).

Em seu discurso, Lula deu um aviso aos que duvidam que o Brasil possa atingir a meta de crescimento alardeada para seu segundo mandato. “Estou querendo que o País cresça sem que a inflação volte e sem que haja irresponsabilidade fiscal. Aí está o desafio que teremos e estamos mobilizando o País para que isso aconteça.”

Reza brava.

Filed under: administração, notícias, política — rlaf44 @ 10:09 am

Reza Brava.

O que eu gostaria de saber é se o PT aprendeu com o avestruz a enfiar a cabeça na areia para esperar o perigo ou o problema passar, ou se o Avestruz aprendeu com o PT que isto funciona.

Na reportagem da Folha abaixo, se pode ver claramente que o desgoverno do PT está permeando por entre os dedos e por mais que se queira fingir que há controle da situação, este controle está entregue à pura fé e ao bom comportamento do povo.

Os problemas sim vão ficar no passado, mas a credibilidade do PT também vai junto.

E a reza não deve ser do povo para que tudo volte ao normal.

A reza que se precisa fazer e fazer rápida e com muita fé é para que o PT saia do governo o mais rápido possível para sobrar alguma coisa para alguém com bom senso administrar.

Se ficar aí apenas gastando, não vai sobrar nada.

O PT ganhou a sorte grande, mas não investiu nada, apenas gastou.

11/12/2006 - 21h49

Ministro diz que crise aérea “está ficando no passado”

FELIPE NEVES
da Folha Online

O ministro da Defesa, Waldir Pires, disse nesta segunda-feira que o governo já tomou as medidas necessárias para superar a crise no tráfego aéreo brasileiro.

Ele demonstrou bom humor quando questionado se estava atrasado por causa de dificuldades de embarque. Aos risos ele respondeu: “Isso está começando a ficar no passado.”

Em Brasília, no entanto, Waldir Pires teria dito ao ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes que os passageiros precisarão de fé para voar no fim de ano. “Ele me disse que é necessário muita fé e rezar um pouco para tudo dar certo”, disse Nardes após audiência com o ministro.

Na terça-feira, Nardes apresentará no TCU um relatório sobre o setor aéreo. O documento será encaminhado ao Congresso Nacional.

Pires também afirmou que o governo “imagina” que a crise estará totalmente solucionada até o Natal. “Nós estamos na luta completa para que tudo se tranqüilize, se normalize, para que os cidadãos e cidadãs tenha liberdade de vôo.”

Na visão do ministro, os problemas enfrentados são “graves” para a população brasileira, mas “nada de excepcional”. “São problemas de alguma natureza que imaginamos que seja resolvida rapidamente.”

Pires está em São Paulo participando de um evento de uma revista de circulação nacional que vai conceder um prêmio ao presidente Lula.

Adianta explicar isto?

Muito bom  e feliz artigo deste talentoso jornalista.

A historia recente nos mostra o óbvio ululante, de que o estado é péssimo administrador dos bens públicos e os demagogos que sobem ao poder estão se locupletando as custas de clichês populistas de que o estado tem que fazer a melhor distribuição de renda e que a revolução social passa por controle estatal das riquezas do país.

Ledo engano, todas as vezes que isto foi tentado, as riquezas ficaram mais concentradas nas mãos dos políticos demagogos, e as riquezas do estado foram dilapidadas por falta de investimentos em infra-estrutura. O caso em foco é a Venezuela no momento.

A revista Forbes listou Fidel Castro como o 18º mais rico cidadão do mundo.

Evidentemente que ele negou dizendo que o dinheiro do país se encontra em nome dele, portanto não é dele. Ah bom. Ele é o dono do país – Democraticamente.

O Lula, em dezembro de 2002, abraçando Fidel Castro disse:

 “estou orgulhoso de abraçar Fidel que implantou o tipo de democracia que almejo para o Brasil�.

O maior feito do PT em quatro anos foi implantar um programa assistencialista sem contrapartida que escraviza o eleitor, acaba com o auto-estímulo, e perpetuar as maracutaias do tipo “talento do Lulinha�.

O segundo maior feito do PT nestes quatro anos foi manter a política econômica do Malan, o que continuou a credibilidade do Brasil, porém negar e tentar roubar os méritos do Plano Real, dizendo em sua campanha que pegou a economia em frangalhos.

O maior economista do PT, o Senador Mercadante sempre negou o sucesso dos programas de metas e controle do Plano Real.

O colunista Laurence Bittencourt Leite, conseguiu resumir tudo isto e muito mais de forma filosófica e literária com perfeição .

Leiam seu artigo:

Adianta explicar isto?

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

Umas das frases lapidares de Freud para explicar a civilização é a de que a civilização teve inicio quando o humano em vez de lançar uma flecha, lançou um palavrão. Foi uma das primeiras formas de contenção, segundo o pai da psicanálise. Freud claro era um gentleman. Mas eu diria mais seguindo essa linda de racicíonio: que a civilização começou mesmo quando o ser humano passou de caçador nômade para agricultor. Foi um gesto e um ato econômico (aliás, toda contenção como ensinou Freud é um gesto econômico) e não político. Explicarei isso mais à frente. E como isso é correto. A política é luta permanente pelo poder. Levou a quê? Basta pensar nos exemplos. Alguns querem por a culpa nas guerras capitalistas. Humm.

Bom, mas basta seguir também o meu racicíonio e ver que ao se tornar agricultor, o homem passou a plantar, criar animais (domesticados), colher, comer, trocar. O comércio é fruto disso, e gera a troca e cria laços sociais. É fácil perceber isso. A civilização é um ato, portanto, de economia para Freud e não político. Mas adianta explicar isso? Querem outro exemplo: basta ver as cidades do interior aqui mesmo do nosso Estado: Política e religião. Olha o atraso. E a prosperidade só vem com o comércio, ou seja, com a economia. Adianta explicar isso? E mesmo nos municípios que tem uma carga de royalties (economia de novo), que seria para investir em infra-estrutura, o que vemos são cidades onde falta o mínimo. Mas para ser totalmente verdadeiro, isso se aplica mesmo ao resto do país. E, no entanto… Vão para onde esses recursos? Para onde? Tudo isso é fácil de enxergar. Mas os nossos “analistasâ€? continuam incentivando a política. Eles precisam de lideres. O incrível é que alguns desses não cansam de dizer que o nosso Estado é pobre em recursos, etc, etc, mas não se perguntam o por quê? Ai eles fecham os olhos ou não tem coragem de responder. E a resposta é única: porque nos falta justamente a iniciativa privada. Vide São Paulo. Onde há mais iniciativa privada, maior é a arrecadação. Aqui entre nós, Jesus. Mas vamos depender de Lula, do Estado e do município. Adianta explicar isso, é essa a pergunta? Outra pergunta que devemos fazer sempre é: quem ganha com a política? Essa é a pergunta capital. Talvez pudéssemos dizer: os mesmos. Os de sempre. Os grupos. E haja exclusão. Eles nem se dão conta disso. O nazismo fez isso. O fascismo também. Os comunistas idem. Quem inclui?
Outros, Jesus, adoram dizer que política é para “pobreâ€?. A demagogia é a norma. A ignorância também. Claro, para pobre, mas desde que tenham os ricos para pagar a conta. Jesus. Quanta charlatanice. E desde que claro, principalmente, as elites políticas, incluindo as socialistas continuem ricas. Os pobres, devem permanecer pobres, para manter ricos a elite política. É uma questão dialética, se quiserem. Marx talvez entendesse. Mas adianta insistir nisso? Eles percebem a contradição? Não. Não querem. Estão todos doidos para se beneficiar disso. Alguns já se beneficiam. E tome atraso. Por que claro, pode-se ficar rico pelo Estado, humm, haja “mãozinhaâ€?, mas não pela iniciativa privada, pelo capitalismo. Porque se um pobre desses for para frente por esforço próprio, a política, como disse uma vez Delfin Neto, morre. A frase dele era: se o Brasil progride, Brasília morre. Pelo visto, agora com Lula…E tome política.
Seguindo em frente podemos dizer que depois da fase agrícola inicial, foi preciso que o ser humano para conseguir contabilizar seus ganhos inventasse a escrita. Isso é fato. Estou resumindo, óbvio, mas é um pouco de historia da comunicação. Saímos do não verbal, para o verbal, escrita, alfabeto, etc. Sem a escrita como reter ganhos, perdas, pagamentos? A escrita foi outro avanço pautado em fatores econômicos. Adianta? Qualquer livro sobre a historia da comunicação humana permite verificar tais conquistas. A própria democracia é o avanço político do capitalismo. Pode não ser o melhor, mas é o único que deu certo. Agora basta pensar: qual o avanço econômico do socialismo? Do fascismo? Do nazismo? Foram regimes exclusivamente políticos. No auge do nazismo era norma usar como defesa do Führer (o guia) dizer que Hitler tinha erguido a Alemanha. Humm. Pensem no PT de Lula. Medindo as proporções às vezes o sentimento (megalômano) parece ser o mesmo. E no entanto, o país nunca esteve tão ruim. E no entanto os nazistas…Mas era moda (até Bernard Shaw caiu nessa) entre intelectuais europeus até inícios dos anos sessenta, dizer que o que motivava as guerras eram fatores econômicos. Humm. Hitler, Mussolini, Mao, Stalin, todos usaram o capitalismo para fazer suas atrocidades e criar o estado policial. Hoje, claro, intelectuais civilizados não embarcam mais nessa. Mas adianta? E vejam bem, o capitalismo debaixo de todas as pressões se renova, se adapta, basta ver as empresas que se preocupam com menos poluentes etc, etc, para dizer o mínimo. O contribuinte é levado em consideração, senão a empresa fale. Já o setor público. Jesus. Basta pensar aqui no nosso país, ou aqui no nosso Estado: falta de saneamento básico, poluição dos rios, descaso na educação, na saúde, estrada. E o dinheiro para onde vai? Sai governo e entra governo, e não há respeito ou renovação. Mas vamos defender a política. Apesar de tudo, feliz natal.

Texto Completo

December 11, 2006

A revolução dos tolos.

Filed under: Outros autores, política — rlaf44 @ 6:53 pm

Este é um artigo forte, um artigo de convicção pessoal, permeado de algumas citações filosóficas modernas e de rápidos fatos históricos, para mostrar o ponto em foco.

O escritor foi feliz em mostrar em um artigo curto uma radiografia perfeita da moderna esquerda latino-americana, que se baseia nas filosofias comprovadamente fracassadas de ideologias passadas, para se locupletar à custa de uma população miserável e necessitada.

No Brasil acabamos de eleger um presidente que foi eleito porque criou um sistema de esmolas que mantêm uma grande parte da população carente em constante dependência do governo, e outra parte com esperança de entrar para o programa, votam “democraticamente� no candidato que criou o programa de esmolas. O nosso eleito presidente é o resultado de uma

“Eleição dos tolos”


Leiam o artigo de Ubiratan Iorio:

A revolução dos tolos

Ubiratan Iorio,

Economista

O que é, o que é? É uma figura patética, mas perigosa. Banha-se em uma piscina de petrodólares, mas tem o aspecto de quem não é chegado a uma boa ducha. Tem cara de bobo, mas é esperto e anda armado… Refiro-me ao grotesco e paleolítico coronel Hugo Chávez - o “Chapolim de Miraflores” - que, mercê de uma farsa democrática, quer perpetuar-se no poder até - vejam! - o ano de 2030… E que, a cada reeleição - que vence, sabe-se lá como - apresta-se a mudar sua bíblia, a Constituição “bolivariana” de seu país, para moldá-la à sua ganância de poder.

Os escravos de Nabucodonosor da Babilônia ralavam 20 horas por dia porque não havia outro jeito, por causa das chibatadas e, em casos extremos, da morte, mas, se tivessem chance, colocariam veneno na lauta refeição do tirano. Hoje, os socialistas, comunistas e “teólogos” de falsas libertações criaram outra forma de servidão, desta vez consentida e, até, agradecida. Na América Latina, só são considerados intelectuais os artistas, cineastas, escritores, sociólogos, invasores de propriedades alheias e catadores de lixo que têm a aquiescência e complacência das esquerdas. Como disse Nelson Rodrigues, “não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer”.

Até o século 19, os tolos eram apenas tolos, nada mais do que tolos e que se comportavam como tolos. Mas, com Marx e a ascensão das ideologias, descobriram que eram em maior número e revestiram-se de súbita sabedoria, passando a “pensar” pelos preparados e inteligentes, com o apoio da mídia socialista, que infesta os cadernos ditos “culturais” dos jornais. Em outros tempos, os melhores pensavam pelos idiotas. Hoje em dia, são os idiotas que pensam pelos melhores, porque ou estes se submetem aos primeiros ou são por eles engolidos.

Ser professor em uma universidade estatal, ou cineasta, escritor, sociólogo, artista ou socialista do Leblon, eis, com poucas exceções, os modos mais fáceis e diretos de ser intelectual sem ler, sem pensar e sem precisar esforçar-se para ligar duas simples idéias. Basta simular defender uma estranha liberdade, aplicável a eles, mas não aos demais, esganar-se de berrar contra todos os regimes de força de direita mas levar em sua algibeira a sua ditadurazinha particular e, naturalmente, socialista…

A Revolução dos Tolos acusa Pinochet, Médici e qualquer outro direitista (especialmente Bush) de carniceiros e ditadores, enquanto entoa hosanas a Lênin, Mao, Guevara, Fidel, Saddam, Morales, Chávez e outros monstros autores de crimes bem mais brutais, como se fossem deuses libertadores. Voltemos a Nelson Rodrigues: “A URSS, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento. Tão parecidos Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin”.

Na América Latina o marxismo adquiriu uma forma difusa, volátil, caleidoscópica e etérea. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, nem - seria exigir demais - pensar, pois basta respirar e assumir ares de “socialmente engajado”. Vêem-se em cada beco “amantes espirituais” de Hugo Chávez e outros idiotas perigosos, formados por jornalistas, sociólogos, intelectuais, ex-frades, poetas, cineastas, taxistas e bombeiros hidráulicos. Só falta pôr na parede retratos do pelintra, em uma pederastia fantasiada, idealizada, utópica, pornofotográfica…

Sua raiva contra a pobreza e a má distribuição de renda é altamente profissional. Essa gente vive da fome dos que morrem de fome, mas em plena abundância. “Bolivariana”, é claro…

Oração

Filed under: comentários, política — rlaf44 @ 5:41 pm

Esta oração de autoria de Hugo Hamann, pegou tudo.

A nossa fraca memória não deixa acumular os absurdos de nossa vergonhosa vida política.

Eu havia esquecido até que a turma do Lula roubou os aplausos do Kofi Annan, como se fossem para o Lula que não teve aplauso algum. Eu não sei por que não foi perguntado sobre isto no debate. Tenho curiosidade de saber qual seria a resposta do nosso herói presidente.

Provavelmente diria:

“Foi mesmo? Desta eu não sabia deve ter sido coisa de aloprados�

Leia a criação do Hugo:

ORAÇÃO DE NATAL 2006

Dezembro 2006

Hugo Hamann

Senhor, tende piedade de nós:


Pelo projeto político do deputado Clodovil
Pelo “espetáculo do crescimento� que até hoje ninguém viu
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil

Senhor, tende piedade de nós

Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza
Pelo perigo constante quando Lula improvisa
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Marcos Valério e o Banco Rural
Pela casa de praia do Sérgio Cabral
Pelo dia em que Lula usará o plural

Senhor, tende piedade de nós

Pelo nosso Delúbio e Vandomiro Diniz
Pelo “nunca antes nesse país�
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis

Senhor, tende piedade de nós

Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha
Pelo Gabeira que jurou que não fuma mais maconha

Senhor, tende piedade de nós

Pela importante missão do astronauta brasileiro
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro
Pelo Freud que “não explica� a origem do dinheiro

Senhor, tende piedade de nós

Pelo casal Garotinho e sua cria
Pelos pijamas de seda do “nosso guia�
Pela desculpa de que “o presidente não sabia�

Senhor, tende piedade de nós

Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar

Senhor, tende piedade de nós

Pela “queima do arquivo� Celso Daniel
Pela compra do dossiê no quarto de hotel
Pelos “hermanos compañeros� Evo, Chaves e Fidel

Senhor, tende piedade de nós

Pelas opiniões sensatas do prefeito César Maia
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia
Pela primeira dama catando conchinha na praia

Senhor, tende piedade de nós

Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam
Pelos aplausos “roubados� do Kofi Annan
Pelo lindo amor do “sapo barbudo� por sua “rã�

Senhor, tende piedade de nós

Pela Heloisa Helena nua em pêlo
Pela Jandira Feghali e seu cabelo
Pelo charme irresistível do Aldo Rebelo

Senhor, tende piedade de nós

Pela greve de fome que engordou o Garotinho
Pela Denise Frossard de colar e terninho
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho

Senhor, tende piedade de nós

Pela volta triunfal do “caçador de marajás�
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais

Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna farra dos nossos banqueiros
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro
Pelo Jader Barbalho que virou “conselheiro�

Senhor, tende piedade de nós

Pela máfia dos “vampiros� e “sanguessugas�
Pelas malas de dinheiro do Suassuna
Pelo Lula na praia com sua sunga

Senhor, tende piedade de nós

Pelos “meninos aloprados� envolvidos na lambança
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança
Pelo compadre Okamotto que empresta sem cobrança

Senhor, tende piedade de nós

Pela família Maluf e suas contas secretas
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta

Senhor, tende piedade de nós

Pela invejável cultura da Adriana Galisteu
Pelo “picolé de xuxu� que esquentou e derreteu
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu

Senhor, tende piedade de nós

Pela eterna desculpa da “herança maldita�
Pela fama do “chefe� abusar da birita
Pelo novo penteado da companheira Benedita

Senhor, tende piedade de nós

Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana
Pelo “compañero� Evo Morales que nos deu uma banana
Pela mulher do presidente que virou italiana

Senhor, tende piedade de nós

Pelo MST e pela volta da Sudene
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM
Pelo político brasileiro que coloca a mão na “m�

Senhor, tende piedade de nós

Pelo Ali Babá e sua quadrilha
Pelo Gushiken e sua cartilha
Pelo Zé Sarney e sua filha

Senhor, tende piedade de nós

Pelas balas perdidas na Linha Amarela
Pela conta bancária do bispo Crivella
Pela cafetina de Brasília e sua clientela

Senhor, tende piedade de nós

Pelo crescimento do PIB igual do Haití
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely
Pela décima plástica da Marta Suplicy

Senhor, tende piedade de nós

Por fim
Para que possamos festejar juntos os próximos natais

Senhor, dái-nos a paz

Dezembro 2006

Hugo Hamann

Mas um dia a coisa muda!

Filed under: comentários, política — rlaf44 @ 12:08 pm

As verdades e o pessimismo.

O brilhante repórter e colunista Carlos Chagas, está pessimista.

Sua coluna “Não sobrou nada� reflete um punhado de conclusões relativas e baseadas em fatos recentes e verdadeiros.

Mas tem que haver uma maneira de mudar isto. Não podemos esquecer que apesar de 58.000.000 de votos, o Lula e o PT não tiveram todos os votos e que pelo menos 30.000.000 de cidadãos, de todos os níveis sociais votaram contra o atual estado de coisas, o que não é pouco.

Se as pessoas de bom senso continuarem a mostrar que esta proposta não está funcionando, e que para o Brasil melhorar é preciso ter comando, um dia destes a coisa muda.

E não se esqueça de que:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.� (Abraham Lincoln)

Leia a coluna de Carlos Chagas.

Não sobra nada

BRAS�LIA - Impossível negar: o poder público, no País, dissolve-se como sorvete ao sol. Faltam comando, liderança, vontade política e planejamento para enfrentar não apenas crises e inusitados, sempre se repetindo, mas também para superar os entraves rotineiros no curso da sociedade. Nos três planos da administração, federal, estadual e municipal, registra-se apenas a perplexidade. O Brasil se encontra desestruturado, ou seja, inexiste uma só estrutura capaz de se dizer preparada para o exercício eficaz do poder. Esse é o pior drama, ante-sala da desagregação.

Poder Executivo não sabe de nada

A população fica entregue à própria sorte nos aeroportos, quando o tráfego aéreo entra em pane. Paulistas e fluminenses, entre outros, não têm a quem recorrer quando suas cidades viram lagos, por falta de escoamento das águas. No extremo oposto, se a seca assola regiões diversas, o remédio é rezar para São José ou São Pedro, porque o desvio de correntes fluviais não passa do papel. Diante do lamentável estado dos hospitais públicos, com pacientes estendidos no chão dos corredores, quem se apresenta com alguma solução?

Existirá uma única estrutura nacional em condições de, ocupando o poder, responder às agruras permanentes e até rotineiras que se sucedem? Nem pensar. Senão, vejamos. Haverá um único partido político capaz de anunciar-se preparado para, no governo, atender as necessidades básicas do cidadão, sempre às voltas com pesadelos? Nos tempos recentes o PMDB parecia dispor de condições, mas deu no que deu. Depois, voltaram-se as esperanças para o PT, que ocupou espaços através de Delúbios, Dirceus, Valérios, sanguessugas e mensaleiros.

Poderia o Congresso fazer as vezes dos partidos? Basta lembrar o que tem sido a legislatura agora terminando, frustrada na tentativa de elaborar leis capazes de suprir grandes e até pequenas deficiências.

Do Poder Executivo não há que falar. Nunca soube de nada, nem jamais se antecipou para prevenir inusitados e crises. Como continua enganado se pensa repousar no assistencialismo restrito a fórmula mágica do sucesso.

Centrais sindicais viraram clubes

O Poder Judiciário? No passado, quando da queda da ditadura do Estado Novo, vingou por pouco tempo o lema de “todo o poder ao Judiciário”, mas não foi adiante. Com todo o respeito, seus integrantes parecem mais preocupados em reajustar vencimentos.

O empresariado também fica de fora, pensando uns em aumentar lucros através da especulação e outros precisando safar-se da sombra da falência e do inferno fiscal que os atormenta. Os sindicatos seriam a estrutura salvadora para repor a nação em seus trilhos? Negativo, também, transformadas as grandes centrais em clubes recreativos, sem força de mobilização na classe trabalhadora, exceção de uma ou outra categoria privilegiada.

A Igreja? Entre anacronismos e documentos indecifráveis, aumenta a distância entre o clero e os fiéis, expressa pela falta de vocações e pela vinculação extremada a conceitos retrógrados vindos do Vaticano. Dos evangélicos, nada a esperar, empenhados na coleta de recursos e na promessa de que na outra vida tudo se resolverá.

Os militares já tiveram sua oportunidade, hoje não deixariam os quartéis sob nenhuma hipótese. Falta-lhes vontade, como também o imprescindível apelo popular. Felizmente.

Seria a imprensa a instituição nacional capaz de oferecer alguma saída para o impasse? Outra vez, negativo. O lixo televisivo que nos invade mescla-se às lamentáveis formas de buscar leitores através da divulgação do supérfluo e do popularesco, também com as exceções de sempre. Sem falar na desmedida concorrência que desune a mídia e faz com que as dificuldades de uns se tornem a alegria de outros.
Sobra o que, então, como estrutura nacional capaz de assumir a tarefa de remontar o Brasil? Nada.

Enfim o Fim.

Filed under: administração, comentários — rlaf44 @ 11:32 am

Um bom artigo escrito por Giulio Sanmartini que faz um comentário válido e honesto das ditaduras.

Eu sou como ele, totalmente contra qualquer regime totalitário seja ele de esquerda ou direita, mas verdade e fatos não se pode negar e nem camuflar. O muito “morrivel� Castro como ele diz, vai deixar também um país quebrado financeiramente e socialmente, com um legado de alfabetização básica que ele herdou de Batista quando assumiu, mas também com um legado de desobediência legal e desrespeito à autoridade constituída. Na época de Batista, apesar de haver uma diferença social bem grande, entre ricos e pobres, Cuba era dos paises economicamente melhores das Américas e com um índice de alfabetização básica também no topo dos paises americanos.

Teremos de aguardar um pouco mais para saber como vai ficar.

Por Giulio Sanmartini

Pois é, a Enquête Macabra (P&P 9/12) foi vencida, ou perdida dependendo do ponto de vista, por Augusto Pinochet . Vale para ele a samba de Zé Kety (1957): “Morreu Malvadeza Durão/Valente mais muito considerado�. O general que foi ditador do Chile entre os anos 1973/90, sem dúvida era uma Malvadeza Durão, que deixou no seu rastro mais de mil desaparecidos. Se foi valente não sei, mas muito considerado com certeza não foi.
Antes de seguir, quero dizer aos leitores que sou por princípio de formação contra qualquer tipo de governo que cerceie a liberdade, não importando a posição política.
Um dia um criatura de esquerda imbecil teve o despautério de dizer-me que Tito da Iugoslávia tinha sido de fato um ditador, mas um bom ditador. Ditador bom não existe, portanto a tal moça fez um coquetel de imbecilidade desmesurado com desonestidade intelectual.

Há um detalhe interessante. Os principais ditadores do Séculos XX/XXI, caracterizaram-se pela longevidade. Adolfo Hitler e Mussolini, não contam o primeiro suicidou-se aos 56 anos e o outro foi morto aos 62.
Morreram além de Pinochet com 91 anos, Tito da Iugoslávia 88, Mão Tse-Tung da China e Francisco Franco da Espanha com 83, Oliveira Salazar de Portugal com 81 e Stalin com 75. Pol Pot do Camboja foi-se com 63, mas com essa pouca idade, tal qual Hitler, deixou milhões de mortos.
Outra coisa interessante é que os ditadores marxista legaram aos substitutos paises falidos econômica e socialmente enquanto os de direita foram substituídos por democracias bem consolidadas e estabilidade econômica, como Portugal e Espanha na Europa e Chile na América do Sul.
Bem, ficou faltando Fidel Castro, este ao que tudo indica é “imorrível�

O bom exemplo

Filed under: educação — rlaf44 @ 8:50 am

O bom exemplo.

 

É incrível, mas ainda pode ter jeito.

Apesar do mau exemplo dado ao jovem brasileiro pela falta de instrução do nosso dignitário maior, que teve sucesso na vida sem estudo e que apesar de ter ampla oportunidade de se educar formalmente, optou por não fazer-lo, e que se recusa a ler, dizendo que não precisa, uma pesquisa encomendada pela BBC mostra a preocupação entre jovens de todo o mundo pela educação incluindo o Brasil. A pesquisa mostra outros dados interessantes sobre a personalidade de nossos jovens.

Confira aqui:

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061203_genxpesquisariorc.shtml

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