Blog do Roberto Leite

January 31, 2007

AS FÉRIAS DO GOVERNO.

Filed under: MORDOMIAS, Outros autores, política — rlaf44 @ 10:44 am

As férias do Governo.

Ninguém merece, o trabalho é estressante, as horas longas e lentas, os problemas chegam a pencas. Quando se apresenta uma oportunidade, tem que se aproveitar para descansar. O presidente eleito, LULA, trabalhou toda uma vida para ser o presidente da republica e venceu ganhou a pasta em 2002. Depois, cansado, tirou as merecidas férias de 2003 até 2006 quando voltou e fez a campanha de 2006. Foi muito trabalho e trabalho cansa e estressa. Principalmente um trabalho destes de tentar enrolar todo mundo, de ter que inventar mentiras, de assumir trabalho de outros, de inaugurar obras já inauguradas, explicar o súbito sucesso de seu primogênito, muito trabalho realmente. Deu fruto este trabalho e 58 milhões de eleitores acreditaram no LULA e lhe deram um voto de confiança.

Agora vem o merecido descanso, com muito mais propriedade, pois agora ele conhece o caminho das pedras.

O LULA está agora pronto para descansar de verdade mais quatro anos.

Villas-Bôas Corrêa nos agracia novamente com seu comentário alerta e atual como sempre.

Leiam o artigo do Villas:

Opinião: Governo em férias até o carnaval

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

Vá lá que seja exagerado o enquadramento da abulia que paralisa o governo, desde o primeiro turno ou da campanha da reeleição, na qualificação de férias. Por duas razões: a primeira é que o ritmo da administração lulista sempre foi descompassado como os batimentos de coração à beira do infarto e, a segunda, que a comparação mais exata é com o jeito de ponto facultativo.

Não é a falta de hábito com a escravidão do batente de todos os dias, com dedicação aos problemas de governo em crise crônica, a responsável pelo torpor que enrosca o segundo mandato nos sucessivos adiamentos da malha da hesitação. Mas os erros táticos em série nos espasmos da arrogância e a mistura letal da inexperiência com a presunção de quem se considera o maior presidente da história deste país, o novo Pedro �lvares Cabral a redescobrir o Brasil enterrado em cinco séculos de dirigentes mesquinhos e incapazes.

Não há justificativa para a sucessão de bobagens que já roeu pelas beiradas o bolo da reeleição consagradora com mais de 61% de votos e expõe o presidente Lula e as entranhas palacianas na postura patusca da indecisão, da falta de rumo que azeda a crise inaugural do governo que não começa nem sabe por onde reiniciar a marcha ronceira dos quatro anos iniciais, exibidos na nudez da denúncia de fracassos e dos pífios êxitos setoriais. Claro, o Bolsa Família e seus penduricalhos e apelidos, com a distribuição de alimentos a 11 milhões de famílias carentes foi um saque perfeito de esperteza política que pavimentou o favoritismo de Lula para o desfile do bis.

De lá para cá, o descalabro do governo inerte, freado pelas indefinições do comandante que abandonou o leme e entrou de férias. Só aparentemente encerradas com a volta ao gabinete presidencial. Pois Lula não decidiu nada. E no que parece a exceção solitária do lançamento promocional do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, cometeu o seu pecado mortal.

A reeleição que não engrena, arrasta-se na contra-mão, trombando no bom senso. Para fugir do pavor de decidir, engessou o governo. E, para mal dos pecados, enveredou pelo atalho errado.

Ora, os defensores da amaldiçoada reeleição invocam o sovado argumento da continuidade da administração que deu certo. Portanto, em respeito à mínima coerência, o governante por ela acarinhado deve tocar a traquitana pisando no acelerador e jamais no freio.

O estadista do ABC resolveu inventar moda. Tirou férias, deixou a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como a substituta de fato e apartou dos 35 ministros e secretários a meia dúzia com tarefas subordinadas à presidente em exercício. Os demais, em licença prêmio da fila de espera.

E armou a bagunça que encaroça e se alastra como praga pelo Congresso, pelos partidos, pelo PAC, pelos governos estaduais e prefeituras. Claro: a reforma ministerial, articulada pelo presidente com os partidos e governadores, consolidaria a sua base de apoio político e parlamentar, imediatamente acionada para o debate da proposta do plano administrativo, esboçado nas linhas gerais pelo governo com seu novo formato.

A trombada com o bom senso resultou na barafunda geral. Surpreendidos pelo pacote fechado, os governadores engrossam as reivindicações para a reunião com Lula, convocada para o dia 6 de março. A eleição para presidente da Câmara dos Deputados, que parecia simples, encrencou com três candidatos de propostas escapistas e praticamente iguais.

O presidente reeleito não tem pressa. O governo recomeça depois do carnaval. Ou da Semana Santa. Com certeza, ainda este an

PACOTES

Filed under: Outros autores, administração, economia, política — rlaf44 @ 9:36 am

PACOTES.

Exelente artigo.

Petrônio Gonçalves foi muito feliz em suas palavras que refletem uma grande verdade atual.

Repetindo uma de suas comparações, No primeiro mandato o Lula criou esperança prometendo “o espetáculo do crescimento� que foi, no entanto pífio e constrangedor para o Brasil que na América Latina perdeu apenas para o Haiti.

Agora, no segundo mandato, sem ministério e sem programa de governo, vemos de acordo com Petrônio “o crescimento do espetáculo�.

Grande frase, pois espelha com fidelidade o que anda acontecendo. O PAC foi um espetáculo para espectadores aflitos por algum caminho alguma luz no fim do túnel, alguma esperança. Mas não é assim, a luz no fim do túnel se tornou em uma locomotiva com os faróis ligados, esmagando as esperanças e trazendo como passageiros, o Zé Dirceu, o João Paulo Cunha, o Delfin Neto, os mensaleiros e os sanguessugas, sendo que o ultimo carro, é o cortejo fúnebre com o caixão do Celso Daniel, que faz aniversário de cinco anos e está embalsamada em nosso passado recente como uma múmia esperando justiça.

O atual governo, apesar de não ser muito diferente dos anteriores, criou esperanças que depois nos roubou cinicamente e o espetáculo que está apresentando, é um espetáculo dantesco. As cenas que estamos vislumbrando amenizam as descritas por Dante em sua Divina Comedia.

Parabéns Petrônio.

Leiam o seu artigo:

Um pacote para um governo empacotado…

Petrônio Gonçalves (*)

Mirabolante. Segue o governo trapezista em busca de palmas, palco e um bom espetáculo. Do crescimento espetacular de 2% ao ano, caímos para as fanfarronices do PAC, um pacote para acelerar o crescimento do espetáculo, parodiando o capítulo anterior encenado pelas PPPs. Enquanto tudo não vai, o presidente Lula fica olhando da sombra do Palácio as disputas engalfinhadas pelas sobras do poder: a presidência da Câmara! Cada fato que leva o foco das atenções para longe da administração federal, Lula brinda com uma longa e saborosa gargalhada, enquanto se ajeita no sofá para mudar o canal com o controle remoto na mão.

Limitado pelas suas debilidades, o governo Lula ficou ancorado em suas próprias limitações, sem acrescentar nada de novo ao nosso servil processo político e administrativo. Dos juros definidos pela banqueirada internacional ao Superávit Primário, tudo primou pelo servilismo, para a especulação financeira, para a manutenção do status quo, para o óbvio, o fácil.

As baratas e preguiçosas políticas sociais, feitas e mantidas para o assistencialismo eleitoral, vêm apenas aferir a continuidade de um modelo administrativo que só faz empobrecer a nação, levando o país ao lugar comum, engolido pelos juros das dívidas interna e externa. Mordaça maior que esta, só mesmo o despreparo de um governo que não sabe para onde vai, que caminho seguir. E tudo fica assim, como sempre esteve, como sempre está. O Brasil do Lula é o mesmo do Fernando Henrique e o mesmo de antes do Fernando Henrique. A única diferença é que antes havia a esperança de mudança, e até isso eles nos confiscaram…

Com o segundo mandato escorrendo pelas mãos, o Brasil prostrado, aguarda, endividado, o retorno de grã mestre Silva e suas poucas definições. Os ministros, enquanto especulam aqui e ali, bem ao estilo Lula de governar, desfrutam das frutas saborosas adoçadas e endossadas pelo poder dos que querem o muito do pouco. No pacote das nossas grandes frustrações, ficamos sem saber a quem cobrar, recorrer ou simplesmente reportar as mazelas que a cada dia nos enterra.
Tudo, até agora, é feito de forma isolada, espaçada, sem ter contudo um plano de metas e medidas, que deveria ser implementado de forma orquestrada, seguindo as definições de um governo que veria na linha do horizonte um fim, e não um meio. O PAC anunciado com todo alarde não vem neste bojo de realização, vem apenas como justificativa para a inação de um governo que confessou, pouco depois de ser reeleito, que não sabia que caminho seguir. As fundamentações e justificativas do Pacote são pueris, como o castelo de areia petista erguido em nossos corações, em mais de vinte anos de pregações, ilações e teorias.
Com um modelo político empacotado, enlatado e pré-definido, o presidente Lula, o trapezista, vai animando o espetáculo; ora montado em uma PPP, ora em uma bolsa esmola, e outras se equilibrando em cima de uma bem estica e armada PAC qualquer.

petroniosouzagoncalves.blogspot.com

January 30, 2007

Corrupção

Filed under: Criminalidade, Outros autores, política — rlaf44 @ 10:25 pm

Impunidade.

A impunidade dentro da democracia é o pior de todos os males.

A impunidade de larápios políticos, empreiteiros banqueiros que tentam burlar a lei em seu próprio benefício, e que às vezes são apanhados com as calças baixas, e que por morosidade ou meandros da justiça, ficam impunes, levam ao mau exemplo de que o crime compensa.

Os políticos são os piores exemplos, pois deveriam dar o exemplo. Quando são apanhados deveriam sim ser tratados diferenciadamente do que o cidadão comum, mas a diferença deveria ser na pena e na rapidez da punição.

Um político que foi pego em uma ação ilegal deveria ser imediatamente afastado do posto e imediatamente investigado e julgado, para que servisse de exemplo para os outros.

Uma imunidade deveria ser apenas sobre suas palavras, que em um discurso poderiam ser interpretadas como ofensa, mas sendo parlamentar não poderia ser processado por dizer algo. E Só.

O jornalista Ipojuca Pontes, tem uma visão interessante da impunidade recente, e em seu estilo marcante, nos proporciona um pouco desta visão.

Leiam seu artigo:

Elogio à corrupção – 2
por Ipojuca Pontes em 29 de janeiro de 2007

Resumo: A despeito dos escândalos do dossiêgate, sanguessugas e mensalão, figuras proeminentes nesses e em outros esquemas igualmente obscuros continuam firmes como o Pão de Açúcar.

Voltando ao tema do poder da corrupção no Brasil da Era Lula, cada vez mais robusto, continuo a desfilar relação de pessoas da vida política acusadas de envolvimento com a dita cuja. A despeito dos escândalos do dossiêgate, sanguessugas e mensalão, elas continuam firmes como o Pão de Açúcar.

Caso 5 – José Dirceu. Ex-chefe da Casa Civil do governo Lula e homem forte do PT, ajudou a promover dentro do partido as figuras de José Genoino, Delúbio Soares, Silvinho Pereira e Marcelo Sereno, sendo considerado um dos responsáveis pela chegada do operário-relâmpago ao Planalto. Guerrilheiro sem guerrilha, mas amigo de Raúl Castro (substituto de Fidel no comando de Cuba, a ilha-cárcere), Dirceu, com seus métodos bolchevistas, foi tido no relatório final do mensalão, assinado pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, como o “chefe do organograma delituoso� da “sofisticada organização criminosa� – no conceito já clássico do Procurador-geral sobre a ex-cúpula do PT.

Lembramos que dias antes de deixar a chefia da Casa Civil, em 2005, Zé Dirceu garantiu num jantar em Madrid, Espanha, que o governo petista ficaria no poder no mínimo dezesseis anos, na certa pensando em sentar ele próprio na cadeira de Lula depois do segundo mandato.

Hoje: semana passada, ao saber da adesão do PSDB à candidatura de Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara, o cassado Dirceu, num jantar em Lisboa, esfregou as mãos: “É a vitória do meu candidato!�

De fato, com Chinaglia presidente da Câmara a anistia de Dirceu fica praticamente assegurada. Daí à presidente da República é só um passo – claro, se Lula não quiser amarrar o bode pela terceira vez.

Caso 6 – Antonio Palocci. De formação trotskista, ligado ao Comitê de Solidariedade aos Movimentos de Libertação Nacional da Colômbia (leia-se Farcs), Palocci transformou-se de repente no “gênio� das finanças nacionais ao adotar, como ministro da Fazenda, o que os esquerdistas chamam de modelo econômico “neoliberal�.

Na gestão da prefeitura da Ribeirão Preto, o trotskista foi acusado de receber, segundo o assessor e algoz Rogério Buratti, a propina mensal de R$ 50 mil, arrancada da Leão & Leão, a empresa prestadora de serviços conivente com esquema de superfaturamento em contrato de coleta de lixo com a Prefeitura de Ribeirão.

A boa estrela de Palocci apagou-se quando o caseiro Francenildo Costa, ao confirmar a presença do ministro em embalos, churrascos e negócios insondáveis numa mansão do Lago Sul, teve o seu sigilo bancário quebrado por solicitação ministerial, um ato que estarreceu a Nação e levou Palocci a renunciar o cargo.

Hoje: eleito deputado federal depois de campanha milionária, Palocci já se instalou em apartamento de Brasília e adotou um estratégico estilo “low profile�. Mas é viável que assuma cargo ministerial no provável 3ª mandato do “companheiro� Lula.

Caso 7 – Ricardo “Peroba� Berzoini. Conhecido, quando ministro da Previdência Social, como o “cruel carrasco dos velhinhos do INSS�. Eleito presidente do PT para moralizar o partido depois do escândalo do mensalão, ele foi posto em quarentena por Lula, logo após a eclosão de outro escândalo estrondoso, o dossiêgate, que levou Alckmin ao 2º turno.

Segundo um membro da executiva do PT, Berzoini comandava paralelamente uma força-tarefa dentro da organização com autonomia para levantar denúncias e informações contra adversários políticos. O dossiêgate - que mobilizou o trabalho dos palacianos Freud Godoy (demitido a “pedido�), Jorge Lorenzetti (churrasqueiro preferido da Granja do Torto), Osvaldo Bargas, Valdebran Padilha e Gedimar Passos – reporta-se à compra (por R$ 1,7 milhão) de documentos que incriminavam Zé Serra, então candidato ao governo de São Paulo. Apesar de saber que a grana vinha do “Caixa dois�, a Polícia Federal se confessou incapaz de explicar sua origem, enquanto Zé Serra, que desfila as mesmas idéias do PT, disse que a coisa não passou de “baixaria�.

Hoje: esgotada a repercussão do escândalo, Berzoini retornou à presidência do PT, leal à proposta de anistia para Dirceu, além de solidário com a absolvição dos envolvidos com a compra do dossiê e o escândalo das sanguessugas.

Como dizia Fidel: “Andas bien, Berzoini!�

Caso 8 – Benedita da Silva. Ministra da Assistência Social do Governo Lula, “Benê�, como é chamada entre os pares, foi denunciada pelo Ministério Público Federal por “improbidade administrativa� ao viajar para Buenos Aires às custas dos cofres públicos a fim de participar de Café da Manhã Anual da Oração, evento promovido por igrejas evangélicas.

Lula não teve outra saída a não ser pedir o cargo de Benedita para nomear Patrus Ananias (que nome!) na pasta assistencialista. Antes, enquanto governadora “interina� do Rio, Benedita convivia com Waldomiro Diniz, nomeado na cota do PT para o cargo de presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro, Loterj – uma “boquinha� a mais do PT para a cavação de fundos destinados às campanhas eleitorais do partido.

Hoje: nomeada por Sérgio Cabral (que se diz leitor de Lênin) para dirigir a Secretária de Assistência Social do Estado, “Benê� tomou logo a providência de nomear como auxiliar Carlos Manoel Costa Lima, receptador da grana do valerioduto para pagar contas eleitorais da ex-ministra de Lula. Entre amigos, ela já revelou que vai ser a candidata do PT à prefeitura do Rio.

Enfim, para definir melhor o consciente coletivo da corrupção nacional: distinta senhora da Zona Sul do Rio me telefonou e disse: - “Ipojuca, vê se entende: se eu arranjo todo ano uma grana legal do governo e compro apartamento na Lagoa, aumento o meu negócio e dou conforto a meus filhos e netos e pago bem aos meus empregados, eu simplesmente devo ser respeitada pois estou promovendo a distribuição de renda�.

Fica combinado assim: a ilustre senhora dá conforto a filhos e netos e a patuléia ignara, faminta e suja, paga a conta.

Voltaremos ao assunto.

A enganação do PAC

Filed under: economia, política, tributação — rlaf44 @ 9:34 pm

Nos três artigos abaixo, retirados do Blog da Economista e repórter Miriam Leitão, nos mostram discretamente como é do seu estilo, que o PAC é mesmo uma enganação sem fim e que as poucas boas coisas que ele contém poderiam ser alcançadas sem o estardalhaço do governo.

Realmente, bem ao estilo do PT, o PAC não é nada de mais.

A Petrobras, é quem vai investir mais dinheiro, já investe e já tem seu orçamento planejado há anos e não vai começar a gastar dinheiro em investimentos apenas por causa do PAC. Estes investimentos já estavam planejados com ou sem o PAC.

As outras estatais também já tinham em suas previsões orçamentárias os gastos que passaram agora a fazer parte do PAC.

O governo mesmo, que deveria dar o exemplo, cortando gastos para que estes gastos passassem a fazer parte do PAC, vai gastar em investimentos apenas R$67bi.

Isto é apenas 16,75 bi por ano. E destes 67, - 52,5 bi, de acordo com a informação da Miriam são de PPI ou seja dinheiro de lastro para pagar os juros dos empréstimos federais ou Superávit Primário, o que deixará o país mais vulnerável. Tirando estes52,5, fica muito pouco para o governo investir, exatamente 14,5 bi que divididos em quatro anos, fariam um gasto do governo federal de 3,62 bi ao ano.

Aquela toda verborragia técnica do Mantega,

Aquela apresentação cheia de gagueiras da Dilma, apenas para camuflar que o governo não vai gastar quase nada em investimentos para o progresso do país.

Eu não tenho certeza, mas isto parece ser o orçamento do Bolsa Esmola do Lula.

A gora existe uma arrecadação totalmente ilegal e sem respaldo constitucional chamada CPMF. Esta arrecadação, que deveria ser provisória e, portanto com data para acabar, está trazendo para os cofres do governo, anualmente e atualmente, pois tem tendências de aumentar, a mísera quantia de 33 bilhões.

Se a lei fosse cumprida e esta roubalheira extinta, o PAC estaria negativo e em vez de investir no Brasil, o PAC teria de ser sustentado pelo Brasil na diferença para o PAC de -30 bilhões.

Agora vem o governo, lançar um programa e que para dar certo tem que oficializar o CPMF, que arrecada para o governo 33 bilhões ao ano e o governo do Lula está fazendo a cínica proposta de investir no desenvolvimento da nação apenas 10% do que irregularmente arrecada com a CPMF.

Se a proposta do governo fosse de perpetuar a CPMF para que toda esta arrecadação fosse empregada para diretamente fomentar um desenvolvimento para o Brasil, esta proposta já seria indecente, pois a CPMF é indecente e impede e dificulta investimentos no Brasil, agora imaginem apresentar uma proposta de regularizar a CPMF e de premio aplicar 10% dela nos programas de desenvolvimento do país.

Pobre povo sofredor, estes 67 milhões de brasileiros que não votaram no LULA.

Enviado por Míriam Leitão -

22.1.2007
| 11h49m

Parte do PAC virá da redução do superávit primário

Trocando em miúdos, dos R$ 503 bilhões do PAC, apenas R$ 67 bi virão do orçamento federal em 4 anos. Desses R$ 67 bilhões, R$ 52,5 bi serão de PPI, ou seja, redução de superávit primário. No fim das contas, na prática, o dinheiro do orçamento federal que irá financiar o PAC será resultado da redução do superávit.

O ministro Guido Mantega falou, ao final da apresentação dele, que não vai mexer no superávit, mas a verdade é que ele vai mexer, sim, apenas se mudará a conta. Estes novos projetos do PPI, não serão contabilizados como gasto. Assim, teoricamente, mantém-se o mesmo superávit primário de 4,25%, mas, na prática, ele cai para 3,75%.

(atualizada às 12h08)

Enviado por Míriam Leitão -

22.1.2007
| 17h30m

Fundo do FGTS: trabalhador só poderá aplicar depois

Numa conversa agora há pouco com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário-geral, Bernard Appy, procurei informações sobre o Fundo de Infra-estrutura, que será criado com o dinheiro do FGTS. O que eles dizem é o seguinte:

1 - Será criado com o patrimônio líquido do FGTS, ou seja, com o ativo que supera o passivo. Já considerando tudo o que ele tem que pagar, os recursos que sobram são R$ 21 bilhões. Eles começam com R$ 5 bilhões e depois, se der certo, pode chegar chegar a 80% do patrimônio líquido.

2 - Será gerido pela Caixa Econômica Federal, mas o risco de crédito é do Comitê Gestor do Fundo, que tem que aprovar os investimentos nos quais vai se pôr o dinheiro do trabalhador.

3 - Se der tudo errado, o risco final será do Tesouro, porque hoje, se o Fundo não tiver dinheiro para assumir seus compromissos, o Tesouro é que complementa.

4 - Mais tarde, o próprio trabalhador poderá aplicar neste fundo até 10% do seu saldo de FGTS, mas ainda não se tem uma data prevista para isso entrar em funcionamento. Quando acontecer, aí o risco será do cotista, ou seja, do próprio trabalhador que tomar a decisão de investir no fundo.

Enviado por Míriam Leitão -

26.1.2007
| 19h49m

Balanço da semana

Foi uma semana e tanto. Primeiro o PAC, e, depois o PAC de novo, porque ele deu muito o que falar desde o seu lançamento, na segunda-feira. Foi anunciado com pompa e circunstância mas não convenceu. Os governadores sairam reclamando, as centrais sindicais ficaram contra o uso do FGTS e, feitas as contas, noves fora a Petrobras e a esperança no setor privado, o dinheiro é beeeeem menor que os R$ 503 bilhões anunciados. Na verdade, de dinheiro de orçamento serão R$ 67 bilhões em quatro anos, R$ 52 bilhões vindos da redução do superávit primário.

Voto Livre

Filed under: política — rlaf44 @ 7:49 am

Encontrei na coluna do Cláudio Humberto de hoje, na sessão “Bronca Geral�, uma referencia do site do “voto Livre�.

O Mediador e autor, Paulo Marcelo Bandeira de Melo, de Taguatinga-DF, compilou um arquivo interessante onde espelha realmente a necessidade da democracia brasileira se transformar de vez em democracia.

Vale a pena conferir e parabenizo sinceramente a iniciativa do Paulo.

Acesse:

http://movimentovotolivre.multiply.com/

January 28, 2007

Para o Brasil poder crescer

Filed under: economia, notícias, política, tributação — rlaf44 @ 10:06 am

O Crescimento sustentável

Esta reportagem de hoje da revista Veja On Line, mostra o que está patente há bastante tempo. Durante a campanha de 2006, eu denunciei e apresentei isto para a campanha do Geraldo, e não sei por que não usaram. Coisa deles, mas seria um forte argumento contra o monte de mentiras programadas pelos marqueteiros do governo.

A Reportagem de Veja:

Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Brasil
Alta do PIB acima de 4% traria apagão
28 de Janeiro de 2007 | 06:57

O governo espera que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) eleve a expansão do PIB para a casa dos 5% ao ano. Se isso ocorrer, contudo, o país corre o risco de sofrer um novo apagão. De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo, essa possibilidade é prevista em um relatório oficial do governo.

O documento foi elaborado pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda enquanto o PAC ainda era planejado. Confidencial, o texto afirma, segundo o Estado, que um crescimento econômico superior a 4% de 2007 até 2010 só será possível com o funcionamento de todas as usinas hidrelétricas em construção.

Os autores do relatório acreditam que a alta elevada do PIB só será sustentável com as hidrelétricas prontas no prazo e com o funcionamento total das térmicas, com abastecimento ininterrupto de gás natural. Se isso não ocorrer, o sistema de fornecimento de energia do país ficaria abaixo do nível de segurança de fornecimento.

Risco elevado - Conforme o Estado, o relatório diz que o crescimento elevado não garante um apagão, mas deixa o país perigosamente exposto à escassez de energia - o sistema operaria no limite, e qualquer problema com as usinas causaria um novo racionamento elétrico no país, como ocorreu no início desta década.

“A economia brasileira não suportaria uma taxa de crescimento superior a 3,5% entre 2008 e 2010 mantendo os riscos de suprimento em patamares aceitáveis. É necessário que as autoridades competentes atentem para o aumento do risco sistêmicoâ€?, diz o documento, elaborado com base em um estudo da UFRJ e outro da consultoria PSR. “O risco é elevado.”

Outro dado que surgiu na semana passada foi o aumento do desemprego em 2006.

Isto também foi uma coisa óbvia que iria acontecer, porque apesar das mentiras do governo, não existe mágica. Para absorver os novos entrantes no mercado de trabalho, que atualmente estão na casa de aproximadamente 3,5 milhões ao ano, o Brasil tem que apresentar um crescimento acima de 4,5 ao ano, coisa que aconteceu apenas no ano de 2004 dos quatro anos do governo passado. Pode ter havido um aumento de cinco milhões de empregos durante o governo Lula, mas isto não absorveu nem os novos participantes do mercado e não resolveu o problema dos que estavam desempregados quando ele entrou e disse que iria criar 10 milhões de empregos. Eu naquele tempo já dizia que esta promessa era vaga por que não contava com o tempo desta proeza.

Seriam 10 milhões de empregos ao ano, ao mês o ao longo do governo?

Se fosse ao longo dos quatro anos, 2,5 ao ano, sairiam deficitário.

De acordo com as estatísticas do governo, o emprego formal cresceu na média de 1,25% ao ano durante os quatro anos de governo, o que aumentou em muito o desemprego formal no Brasil.

Aquela história que ele possibilitou também além dos cinco milhões de empregos formais, dois milhões de empregos informais, é pura balela, pois empregos informais todos sabem que existe, mas não se pode criar uma estatística correta e precisa do número destes empregos, justamente por serem informais.

Com isto vemos que o problema no Brasil é muito mais complicado do que simplesmente pegar e fazer como gosta de apregoar o nosso mandatário.

Dentro do discurso dele, tudo se resolve com vontade política.

O que realmente se precisa fazer é o que fazem as donas de casa conscientes, os empresários de sucesso, e é muito simples.

Simples não é sinônimo de fácil, mas pode e tem que ser feito.

Parar de gastar dinheiro e encolher o tamanho do governo.

Este seria o primeiro passo para melhorar a economia do país.

Não somente teria resultados imediatos como daria um bom exemplo para a turma do oba-oba de que a farra acabou e doravante a austeridade deveria prevalecer.

Resumo:

  1. O Brasil não cresce porque o governo gasta muito e gasta mal.
  2. Para crescer o Brasil precisa de Infra-estrutura forte e constante.
  3. A energia é a base da infra-estrutura.
  4. Para se conseguir independência energética o Brasil tem que construir usinas e criar condições para energias alternativas.
  5. Não tendo dinheiro suficiente para fazer estas coisas todas, o governo tem que convencer a indústria privada a investir no Brasil e dar condições para isto.
  6. Com investimento em longo prazo, as empresas privadas teriam que sentir que existe condição dentro do governo para garantir seus investimentos.
  7. As agencias reguladoras teriam que ser despolitizadas, e regulamentar seus respectivos ramos sem interferência do governo, apenas confirmando que os contratos estavam sendo cumpridos.
  8. O governo teria que dar um exemplo de austeridade, reduzindo drasticamente a carga tributária e reduzindo também os seus gastos supérfluos.
  9. O governo teria que investir pesado na educação de base, e deixar que a educação universitária seja toda paga, em escolas públicas ou privadas. A universidade grátis é um grande desperdício de dinheiro público e um exercício em ineficiência.
  10. O governo teria que despolitizar e eliminar quase todas as formas arrecadatórias atreladas aos empregos formais para que os empresários possam empregar as pessoas sem os pesados vínculos que vêm com os compromissos formais.

Com foco nestes 10 pontos, não precisaria das 50 medidas do PAC para iniciar um crescimento sustentável. As 50 medidas do PAC, não realmente existem, mas estão contando com a boa vontade do congresso e dos cidadãos para que possam acontecer.

Manoel, diz a um amigo em um restaurante:

-Joaquim eu quero te convidar para o meu casamento.

-Manoel eu nem sabia que você estava noivo. Vai se casar com quem?

-Joaquim eu vou me casar com aquela moça bonita que está lá naquela nessa do canto.

-Manoel não me diga você a conhece?

-Não Joaquim, mas vou conhecer?

-Se não a conhece como sabe que ela vai querer casar com você?

-Ainda não sei, mas vou perguntar.

-Manoel e se ela não quiser se casar com você?

-Então tenho que encontrar uma que queira não é?

Esta anedota acima é o caso do PAC, se não houver pura boa vontade não tem PAC e então o governo tem que inventar outro pacote. Enquanto isto segue a gastança, segue a impunidade, segue o Dirceu e sua quadrilha. Leia esta reportagem do Claudio Humberto do dia 28/01/2007

Enviar para um amigo

A agenda secreta de Lula

O presidente Lula almoçou três vezes com o ex-ministro José Dirceu na casa do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) no Guarujá (SP), durante as férias no forte da Aeronáutica, no início do ano. Ele foi identificado na portaria do condomínio, onde entrou dirigindo o próprio carro. A vizinha de Bastos, d. Vilma, viúva do ex-ministro Sérgio Motta, confirmou a visita. Em 2006, a última vez que o ex-ministro esteve com Lula foi no mês de abril.

Aí vem o Dirceu de novo minha gente!!!!!!!!

January 27, 2007

Eleição na Câmara

Filed under: notícias, política — rlaf44 @ 10:48 pm

Uma necessidade social

A próxima eleição para presidente da Câmara pode marcar definitivamente a presença da sociedade se envolvendo com o congresso, e ajudando a mostrar que o sistema democrático ainda é o melhor apesar de todos os erros e peculiaridades.

A presença de um candidato como Gustavo Fruet, que aparentemente não está com o rabo preso em nenhum varal, pode ainda ser a oportunidade para a sociedade mostrar que quem manda no congresso ainda é o povo.

Para isto temos que ajudar a mostrar o desdém pelo cinismo banguela do Chináglia e do entreguismo dissimulado do Aldo, elegendo ou fazendo campanha pelo Gustavo Fruet.

Não é outro Severino, que foi um castigo ao governo pela sua arrogância e um castigo para o Brasil pela sua omissão.

A eleição do Fruet mostrará ao mundo que o Brasil ainda que fragilizado pelo governo assistencialista do Lula ainda pode mostrar que a sociedade ainda respira, e que pode sim ajudar a decidir o destino da nação.

Eu penso que com seu currículo, o Gustavo Fruet pode mostrar uma imparcialidade nas decisões da Câmara que poderá ser muito favorável ao respeito da sociedade pelo poder judiciário que anda em baixa total.

No link abaixo, leia uma excelente reportagem da revista Veja sobre o assunto da confiança da sociedade no Congresso Brasileiro. Vamos tentar mudar.

http://veja.abril.com.br/310107/p_048.html

O PAC - Minha Visão

Filed under: Outros autores, legislação, política — rlaf44 @ 10:17 pm

Mais sobre o PAC.

Eu estava publicando diversas opiniões sobre o PAC, opinião de pessoas entendidas, antes de manifestar a minha opinião. Li hoje um artigo que vou publicar abaixo, que bateu com minhas idéias e, portanto não estando tocando solo, resolvi me manifestar.

A sigla PAC, me lembra outras siglas fantásticas do nosso querido Brasil.

IPMF – Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira – este foi um imposto emergencial que foi mesmo provisório. Durou um ano.

Deixou saudades. Foram tantas as saudades, que ele voltou sob o patrocínio de José Serra, então Ministro da Saúde. Era para equilibrar as contas da Saúde que estavam precisando de alento. Mas mudou de nome, Deixou o nome antipático de imposto e passou a ser contribuição.

Quanta hipocrisia desta gente que trata os brasileiros, principalmente os da classe média, como idiotas ou mesmo retardados mentais. A palavra contribuição, parece indicar uma condição de voluntariedade da parte de quem contribui. Uma contribuição compulsória e obrigatória é uma imposição, portanto um imposto.

A palavra contribuição tem outra vantagem. A constituição diz que a união tem que repartir com os estados os impostos arrecadados. Vejam bem impostos. Como a palavra contribuição não está no texto da constituição, o governo federal não reparte coisa alguma, fica com tudo. E ainda tem a vantagem de esnobar os representantes estaduais que chegam com o pires na mão. O governo tira vantagem da semântica, para não cumprir a constituição.

Outra sigla que está causando certo desconforto para o governo (?) federal, ainda faz parte da CPMF. Já cuidamos do assunto da do “C� e agora o “P�. P de provisório. Provisório, tem data para terminar, e foi esta a desculpa esfarrapada que usaram para instituir este imposto, que não tem respaldo algum constitucional. Que não paga as dívidas da saúde, que foi a intenção inicial, que não para de crescer. Agora está na casa dos 33 bilhões de reais, e na sanha arrecadadora atual, o governo não admite abrir mão desta fabulosa quantia. Depois dos escândalos recentes, da tentativa de dobrar os salários dos parlamentares, depois dos aloprados, a sociedade está de orelha em pé. Qualquer tentativa de trocar a palavra “provisório� por “permanente�, do CPMF, poderia ser repudiado pela sociedade, principalmente pela classe média, que não agüenta mais ser violentada com impostos, disfarçados ou não em contribuição.

Mas o governo quer contar permanentemente com este imposto, e como provisório, para manter-lo tem que sofrer desgastes anuais dentro do congresso, fazendo concessões etc. para que este imposto não acabe.

Aí então vem o PAC, disfarçado em Plano de Aceleração do Crescimento, mas com apenas uma intenção oculta. Seu verdadeiro nome é Plano de Apropriação da CPMF.

Dentro daquele linguajar todo técnico do Mantega, e dos erros e gaguejadas da DILMA, não se entendeu nada. Tudo o mesmo de antes, Não se propôs cortar gastos, que seria uma medida necessária e simpática, mas fora de cogitação. Se apenas fosse parte do PAC real, uma intenção de melhorar geral o Brasil, o Lula poderia acenar com uma proibição do uso indiscriminado dos famigerados cartões executivos do Planalto, com gastos ilimitados e autorizados sem nenhuma prestação de contas em nome da segurança nacional como sugeriu o economista Mercadante. Seria outra medida simpática para o povo, mas repudiada pelo governo que tomou gosto pela coisa e está viciado em gastar cada vez mais.

O PAC é uma tremenda cortina de fumaça para apenas no meio desta fumaça, e chamando os congressistas para colaborarem com o Brasil e se unirem para que este dê certo, trocarem o “P� para permanente.

O que mais me intriga, é a cara de pau deste governo, que além de não fazer absolutamente nada nos quatro anos que ficou (produziu escândalos) foi reeleito com mentiras maquiadas por marqueteiros competentes, e o programa bolsa esmola. Seu primeiro ato do novo governo é esta tentativa infantil de contar permanentemente com este imposto, sem ter que reparti-lo com os estados e sem a necessidade de ir negociá-lo no congresso todos os anos.

Eta Brasil – Quanta hipocrisia

Leia o bem escrito artigo de João Luiz Mauad, e prestem atenção no final.

O PAC visto pelo lado de fora
por João Luiz Mauad em 26 de janeiro de 2007

Resumo: O PAC é uma ilusão. Muita pirotecnia, muito discurso, belas apresentações em “Power Point” e a costumeira manifestação de boas intenções: “crescimento com justiça social e com distribuição de renda”, enfim, aquele blá-blá-blá habitual.

O PAC é uma ilusão. Muita pirotecnia, muito palanque, muito discurso, belas apresentações em “Power Point”, “info-gráficos” coloridos (as editorias de economia adoram isso), a costumeira manifestação de boas intenções: “crescimento com justiça social e com distribuição de renda”, enfim, aquele blá-blá-blá habitual. Acrescente-se um festival de explicações para o que todo mundo já sabe e quase nenhuma para o que realmente interessa.

Embrulharam num belo pacote um monte de números que andavam escondidos na aridez dos orçamentos públicos, produziram-se dezenas de tabelas que lhes dessem algum significado midiático, encheram-se os discursos com palavras técnicas e complementaram-nos com o já tradicional “wishful thinking” do presidente Lula.

À parte uma tentativa tacanha de re-indexar salários e a velha mania do dirigismo esquerdista de tentar turbinar o PIB a marteladas, digo, por decreto, e não através da criação de um ambiente institucional propício ao empreendedorismo privado, sobra muito pouca coisa a comentar. Medidas importantes que é bom, nada! Rigorosamente nada!

Assim, acho mais produtivo analisar o pomposo Pacote de Aceleração do Crescimento não pelo seu conteúdo propriamente dito, mas por tudo o que ele não traz. Sob esse prisma, há alguns aspectos positivos e outros muito negativos. Comecemos pelos positivos:

Fora a re-indexação dos salários mínimo e dos funcionários públicos, o pacote teve o mérito de evitar as malfadadas heterodoxias e os famosos rompantes desenvolvimentistas, no mais das vezes inflacionários, que desaguavam, via de regra, naqueles nossos velhos conhecidos planos econômicos de outrora, onde imperavam improviso e voluntarismo.

Para nossa sorte, desta vez dispensou-se a irresponsável orgia dos gastos públicos, as “mexidas” arbitrárias e artificiais nas taxas de câmbio ou juros e, principalmente, as famigeradas tentativas de alterar a lei de responsabilidade fiscal. Graças a Deus não houve qualquer espécie de confisco e, pelo menos aparentemente, ficamos livres daqueles tradicionais presentinhos de grego que costumam vir embrulhados em pacotes semelhantes: aumentos de alíquotas, alterações na base de cálculo e incidência de impostos, taxas e contribuições. Não é nada, não é nada, já é um grande alívio, especialmente se olharmos para o passado ideológico e acadêmico da turminha que hoje cerca o presidente.

Do lado negativo, cabe destacar as ausências de sempre. Lula perdeu mais uma bela oportunidade de, iniciando um novo mandato, com a popularidade nas alturas, tentar implementar (pelo menos algumas) reformas estruturais de que o país tanto precisa para desatar as amarras que impedem um crescimento econômico robusto.

Na área trabalhista, nenhuma novidade. Contratar e demitir um empregado continuará sendo caríssimo e altamente arriscado para qualquer incauto que queira arriscar novos investimentos. O lobby sindical, bem próximo do presidente, por razões óbvias, é fortíssimo e muito bem articulado. Neste aspecto, dificilmente teremos alguma mudança positiva durante o Governo Lula.

A redução efetiva dos gastos públicos, algo que até as estátuas e cadeiras do Planalto sabem necessário, ficou para depois do carnaval de 2010. Superávit orçamentário? Nem pensar, cavalheiros. O déficit nominal de 2006, na casa dos 3% do PIB, tende a repetir-se ou aumentar. “O importante é a relação dívida/PIB”, dizem. Como se espera que o PAC vá fazer o PIB crescer 5% no ano, qualquer déficit menor do que este número estará valendo. Raciocínio irretocável, não fosse o fato de que, nos primeiros quatro anos de governo, isto só se confirmou uma única vez (2004).

Quanto à Previdência, para não dizerem que o presidente e seus assessores “não falaram de flores”, criou-se um “grupo de trabalho”, antigo eufemismo usado por políticos e burocratas para dizer que nada se fará a respeito. Aliás, Lula já disse que o problema do déficit previdenciário não é da Previdência Social, mas do Tesouro Nacional. Durma-se com um barulho desses…

Do tal “Marco Regulatório” - detesto esse nome, mas vá lá -, também não se falou. Esperemos, com esperança e fé, que os empresários, num arroubo coletivo de patriotismo, venham a fazer todos os grandes investimentos que deles se esperam, ainda que o ambiente seja extremamente inóspito e os riscos envolvidos, pela mais absoluta falta de regras claras e estáveis, incomensuráveis. Eu, particularmente, não apostaria nisso.

Abertura do mercado nacional à concorrência externa é outro assunto proibido. Pelo visto, passaremos mais alguns anos acumulando reservas e exportando poupança, ainda que o custo dessa bobagem seja altíssimo. É o fetiche do superávit comercial, panacéia vendida pelos mandarins da república como a redenção de todos os nossos males. Goebbels não faria melhor…

Finalmente, há que se destacar a maior de todas as ausências: a reforma tributária. Fala-se que o pacote trará uma redução próxima de 1% do PIB. Não acredito. Ao contrário, como não há sinal de corte nos gastos correntes, acho que teremos mais um ano de aumento real da carga sobre os ombros do contribuinte. Aliás, de medidas efetivas mesmo, destacam-se no PAC a prorrogação da CPMF e da DRU.

January 26, 2007

Aldo o cínico III.

Filed under: política — rlaf44 @ 7:23 am

Aldo o cínico III

Existem situações onde mesmo com a lei a seu lado, o bom senso nos diz para ser relevante para se evitar maiores danos.

Um exemplo que me vem à mente é o caso do estacionamento em fila dupla, muito comum em Brasília. Você estaciona em uma vaga e vai ao comercio local fazer alguma compra. Quando volta, verifica que alguém estacionou em fila dupla atrás de você, impedindo que você saia da vaga. Neste caso você estará certo e o outro errado. A lei está de seu lado, mas isto não lhe dá o direito de dar uma ré e bater no outro carro. O que geralmente se faz é buzinar para que o cara de pau apareça e libere o seu carro.

O bom senso prevalece.

Agora vamos ao cinismo do Aldo:

Leia a notícia abaixo:

“Gastos com suplentes

A respeito de uma outra notícia publicada pela imprensa, sobre gastos com parlamentares suplentes que assumiram o mandato no último mês da legislatura, em período de recesso, o presidente da Câmara afirmou que a convocação desses parlamentares é um preceito constitucional. De acordo com Aldo, se há a necessidade de rediscutir o papel dos suplentes, a reforma política pode ser o melhor fórum para esse debate.

Agência Câmara�

Aldo, se você como presidente da Câmara tomasse uma decisão de não empossar os suplentes durante um recesso, ou tomasse outra decisão de abolir o recesso para que os suplentes empossados pudessem trabalhar e votar matérias importantes, você não estaria talvez cumprindo a lei ao pé da letra, mas como presidente é sua prerrogativa tomar estes tipos de decisões.

Mas todos nós sabemos que estes tipos de decisões honestas e corretas, podem não ser populares entre esta corja de larápios que forma a maioria do atual congresso, e na ânsia das vésperas das eleições para presidência que você almeja, o cumprimento ao pé da letra de como você diz “de um preceito constitucional� poderia lhe dar uma vantagem entre os membros da quadrilha de rapineiros que você comanda.

Acontece Aldo que o seu cinismo é transparente e o seu modo tranqüilo e educado não consegue disfarçar sabe por quê? Nem toda a sociedade é constituída de aproveitadores e rapineiros como os que você conhece e esta mesma sociedade está ficando farta deste tipo de político e estamos em campanha para que você não seja reeleito para chefe de quadrilha. Neste ponto pedimos perdão a, Santo Antônio e São Pedro pela palavra Quadrilha, pois a quadrilha a que estamos referindo não é o tipo de quadrilha das festas juninas.

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” (Abraham Lincoln)

Aldo esta frase do presidente americano, é que vai mostrar o caminho para que os brasileiros não deixem que a quadrilha ponha você na presidência novamente.

Roberto Leite de Assis Fonseca

January 25, 2007

Magia & Encanto.

Filed under: Criminalidade, comentários, legislação — rlaf44 @ 12:33 pm

Magia e encanto.

Conversa com o meu sobrinho, o Zé Melo (blog do Zé Melo) em outubro de 2006.

http://traveler.com.br/blogs/ze/

“Tio, você sabe qual é o orçamento da NASA?�

“Não, não sei.�

“É a metade do PIB brasileiro�

“Zé porque este assunto?�

“Estou invocado com a apuração da ultima eleição.�

“Porque Zé?�

“Olha aqui, você sabe que eu trabalho com computadores desde os dez anos não é? Pois bem, estas máquinas são mesmo fantásticas. Mas elas às vezes erram, e é este o assunto sobre a NASA, eles vivem errando devido à falhas no sistema. E com um orçamento destes, seria de se esperar que não errassem nunca, mas erram.�

“É Zé às vezes, eles realmente erram.�

“Pois é tio, como é possível que em menos de um dia, o Brasil consegue apurar uma das maiores eleições do mundo, onde estão envolvidos mais de cem milhões de eleitores, sem que houvesse o qualquer erro? No meu entender tem algo estranho aí.�

“Não sei Zé, eu estava orgulhoso do feito brasileiro até que você coloca o ventilador na minha farofa. Acho que você tem razão, parando para pensar sobre isto um pouco, as falhas começam a aparecer�

“Tio olha aí o Paraná, esta pequena diferença que houve, pela lei eleitoral tem que haver recontagem. Como vai haver recontagem se não tem nada de “Back up� para conferir?� “Se conferir de forma eletrônica sempre será o mesmo resultado.�.

“É mesmo Zé, pode ter havido uma tremenda maracutaia nesta eleição, tudo disfarçado em tecnologia.�

Depois desta conversa comecei a pensar sobre este assunto.

Em setembro de 2006, quando o TSE estava posicionando as urnas, assisti a um programa Fantástico da Rede Globo, um repórter acompanhando umas urnas, com o pessoal do TSE, acompanhados por soldados do EB, e que demoraram até uma semana para chegar ao local remoto na Amazônia e posicionar as urnas. Como não havia rede de energia, levavam baterias e no-break.

Para apuração teria que ser uma operação reversa, pois se não havia energia no local, não poderia haver transmissão por satélite para enviar as informações sobre as apurações. Pois em menos de 12 horas, estava tudo apurado incluindo estas urnas.

Nem a NASA.

E a falta de meios físicos de conferência do resultado, é o mesmo que a pena de morte.

Elegeu está eleito – Morreu está morto.

Também pensando nisto, lembrei que a CEF, criou e instalou seu novo sistema de loterias dispensando para isto uma contratação milionária.

Se eles fizeram isto, poderiam ter feita a urna eletrônica, como as máquinas de loterias.

O Eleitor pega um volante oficial com os nomes dos candidatos, e com um quadrinho em frente ao nome.

O eleitor rabisca este quadro em frente ao nome ou foto de seu candidato, (da mesma forma que ele faz um jogo da mega sena) e coloca na urna.

Aí a urna lê a decisão, mostra na tela a foto do candidato e se estiver certo, o eleitor confirma e esta cédula vai para o cofre da urna.

Em caso de eleições suspeitas ou muito justa, se aplica uma contagem manual.

O fato é que desta forma fica mais transparente e não existe transparência demais, quanto mais houver, melhor fica para o cidadão e para o Brasil em geral.

Agora, na revista Veja desta semana surgiu uma grande dúvida em Alagoas, conforme a reportagem no link abaixo.

Roberto Leite de Assis Fonseca

O artigo da revista Veja:

http://veja.abril.com.br/240107/p_048.html

Comentários PAC IV.

Filed under: Outros autores, comentários, política — rlaf44 @ 8:26 am

Comentários PAC IV

Esta é a visão do jornalista Expedito Filho sobre o novo (?) programa do governo Lula.

Sua exposição pode até parecer alarmista, ou exagerado, mas que tem um grande alicerce de possibilidade, isto tem.

Leiam o artigo e podem comentar que eu publico:

Tese de mais 4 anos para Lula inquieta oposição

Mas avaliação é de que PAC é muito tímido para embalar esse projeto

Expedito Filho, BRASÃ?LIA

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo presidente Lula anteontem, pode ter sido motivado pelo desejo do presidente Lula de pavimentar a estrada para obter um terceiro mandato, mas acabará caindo no vazio por se tratar de uma proposta tímida, baseada no aumento de gasto público e inspirada na onda populista que toma conta da América Latina. Quem faz esse diagnóstico são deputados de oposição. Para eles, há razão para cautela, mas não para pânico, pois não é grande a chance de o PAC ter resultados positivos.

A possibilidade de o presidente tentar uma nova reeleição foi cogitada pelo cientista político Leôncio Martins Rodrigues, professor aposentado da USP e da Unicamp. Para ele, o presidente Lula trabalha com a estratégia de, no decorrer do governo, criar e manter condições para, “no devido tempo�, começar a trabalhar por um terceiro mandato. “Não é fácil acreditar que, dispondo de uma aprovação, digamos, de 60% ou 65% no seu último ano e tendo uma quantidade tão grande de subordinados na máquina petista e aliada, ele mande parar as campanhas em favor de sua permanência�, disse o cientista político ao Estado anteontem.

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) disse que, “em se tratando de Brasil�, não duvida de que o presidente faça do PAC um carro-chefe que permita disputar um terceiro mandato. “Não duvide de nada�, afirmou. “Temos que estar sempre preparados para tudo, inclusive uma terceira candidatura do presidente, embora o PAC seja um programinha, uma consolidação do que já tinha.�

“O programa não tem compromisso com o corte de gastos e sim com o aumento das despesas�, afirmou o deputado Raul Jungman (PPS-PE). “O governo vai acabar tendo que aumentar os juros para conter a farra. Por isso, o caminho do terceiro mandato não dará certo.� Ele observa, contudo, que apesar de o programa não ser relevante do ponto de vista do crescimento, é preciso estar atento à luta política dentro do PT. Na avaliação de Jungman, nesse jogo há muito o que temer. “Dois fatores preocupam: a falta de um candidato viável dentro do governo para suceder o presidente Lula e, em segundo lugar, o ressurgimento do lado negro do PT que está se rearticulando plenamente�, explicou. “Some-se a isso a onda de profundo populismo em toda América Latina�, apontou o deputado.

É a falta de alguém dentro da base de governo claramente posicionado como candidato que tem levado a oposição a imaginar que o próprio Lula pode trabalhar para permanecer mais tempo no poder. Conversando com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o deputado eleito José Aníbal (PSDB-SP) tratou da possibilidade e concluiu que ela não é puro devaneio. “A tentação é real�, acredita. “Eu disse ao ex-presidente que, se Lula tiver condições de fazer o sucessor, vai querer ser ele mesmo o sucessor. Fernando Henrique concordou comigo�, revelou o parlamentar.

Para a oposição, a grande vantagem é que o governo quer o terceiro mandato, mas não sabe como obtê-lo. “Basta olhar que esse programa foi tocado a base do improviso�, observou Aníbal. Para o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (PFL-RJ), as idéias do PAC são de 20 anos atrás e não darão o resultado esperado pelo governo. “Não consigo enxergar nesse plano algo que leve ao terceiro mandato, mas todo cuidado é pouco porque o PT já provou que não gosta da democracia representativa e prefere a democracia direta�, alertou.

Comentários PAC.

Comentários PAC - III

Esta a visão de Carlos Chagas, conseguindo ver através da neblina que é o PAC, um ângulo diferente onde o governo do povo esqueceu do povo.

Como publiquei a coluna inteira, tem uma parte que fala das eleições na câmara.

A minha modesta opinião é que democraticamente a única opção para presidente da câmara é realmente o Gustavo Fruet.

Não por ser ele um grande político ou uma sumidade qualquer, pois eu não sei muito sobre ele, mas ele representa uma mudança de direção na Câmara e a única esperança de resgate da ética necessária para o congresso poder trabalhar. Os outros dois candidatos são as cartas marcadas dentro do baralho.

Quando vejo o sorriso cínico do Chináglia, com seu canino faltando, eu vislumbro a dança da pizza da Ângela Pizzaiola.

No Aldo Rebelo, com sua cara de bom mocinho e seus modos maneiros e educados, eu vejo também o cinismo da tentativa de dobrar os salários, e quando viu que não dava mesmo, saiu com a famosa pérola de que reconhecer o erro é uma virtude. Pode até ser, mas neste caso, ele já sabia que esteve errado antes de começar e assim mesmo tentou.

Outro aspecto negativo da eleição do Aldo, é que ele é uma extensão do executivo, um apêndice do Lula, e isto na posição de presidente da Câmara, é uma relação promíscua, onde a separação dos poderes deve ser a norma.

O governo edita medidas provisórias em ritmo alarmante. Ou melhor, governa por medidas provisórias. Estas medidas, algumas muito necessárias, diga-se de passagem, em sua maioria poderiam ser projetos de leis oriundas no próprio congresso. Tendo um sócio dentro da câmara, fica mais fácil legislar e governar por medidas provisórias, pois estas avaliações são menos criteriosas do que os projetos oriundos na casa que têm que seguir rumos como comissões ETC.

Leia o artigo do Carlos Chagas:

Ainda esperando

BRAS�LIA - Parece mais do que louvável ordenar e sistematizar a utilização de R$ 502 bilhões em investimentos, como apresenta o Programa de Aceleração do Crescimento. Realizar faz parte de outro capítulo, há que aguardar.

O problema do pacote de segunda-feira é outro: diretamente, não tomou conhecimento do cidadão comum, aquele sobre o qual recai a perversa carga tributária e não dispõe de qualquer tipo de desoneração, como as empresas. Ao contrário, o PAC arrochou vencimentos do funcionalismo e do assalariado, que de agora em diante só poderão ser reajustados pelos índices da inflação mais 1,5%.

Uma vez perguntaram ao presidente Juscelino Kubitschek por que ele não cuidava do cidadão comum, preocupado apenas em realizar grandes obras. Ele retrucou com simplicidade: para quem estou fazendo tudo isso? Para os fenícios?
Lula pode dizer que os investimentos criarão empregos e irão melhorar a infra-estrutura, ou seja, beneficiarão o povo. Pode estar certo, mas se as empresas receberam benesses, o cidadão comum ficou de mãos abanando.

O governo Lula se diz “dos trabalhadores”. E os trabalhadores buscam melhorar de vida. Entenderam muito pouco do PAC, talvez apenas a reação das lideranças sindicais contra a utilização de 10% do FGTS em investimentos não relacionados com a construção de moradias e saneamento básico. Também, não precisam preocupar-se. Que operário ou camponês terá condições de entrar na Bovespa para aplicar o fundo, comprando ações de empresas empenhadas em obras de infra-estrutura? O cidadão comum continua esperando…

Correndo por fora

Dos 66 deputados federais eleitos pelo PSDB, é provável que Gustavo Fruet conte com o voto de pelo menos 60. Dos 65 do PFL, quem sabe 50 venham a votar nele? Partindo da base de 110 deputados, a ela agregando integrantes de outros partidos, mesmo alguns do PMDB, do PP, do PR, do PDT, do PTB e do Psol, só para ficar nestes, é possível que o parlamentar paranaense encoste nos 200 votos.

Sua luta será contra Aldo Rebelo. Imaginando-se que Arlindo Chinaglia não consiga os 257 votos, a metade mais um dos 513 deputados, a indagação é a respeito de quem o candidato do PT enfrentará no segundo turno. Pode ser Gustavo Fruet, e aí a situação complicará para o governo. Uma derrota na Câmara, logo depois da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento, equivalerá a uma ducha de água fria.

Os debates vão começar. Sexta-feira, no auditório da “Folha de S. Paulo”, segunda-feira através da TV-Câmara. Para o povão, assim como para a maioria dos leitores do matutino paulista, interessará muito pouco o entrevero entre os três candidatos. O público alvo são os 510 deputados colados nas telinhas ou tomando o café da manhã com a “Folha” nas mãos.
Renunciando, como devem renunciar, a patrocinar o aumento de 91% nos vencimentos parlamentares, e preocupados com os efeitos na opinião pública de promessas sobre o projeto de anistia a José Dirceu, Chinaglia, Aldo e Fruet debaterão mais preocupados em não perder do que em conquistar votos. Porque a maioria da Câmara, se quer reajustes gordos, rejeita a benesse capaz de levar o ex-chefe da Casa Civil a disputar as eleições de 2008 ou 2010.

Nada está acertado. Para preocupação do Palácio do Planalto.

Platéia desinteressada

O presidente Lula estará, depois de amanhã, em Davos, na Suíça, discursando mais uma vez para os representantes dos países ricos. No primeiro ano do primeiro mandato, tentou vender o Plano de Combate à Fome e foi ouvido com desinteresse. Melhor dizendo, a platéia estava interessada em ver de perto o operário que tinha se tornado presidente da República, dando de ombros para sua proposta, que afinal nem no Brasil vingou.

Agora, no primeiro ano do segundo mandato, Lula terá outro plano a apresentar. Não deixará de falar no PAC, quando nada para demonstrar que nosso País continua a seguir as diretrizes neoliberais determinadas pelos poderosos. Mas se insistir em detalhar as medidas propostas para retomar o crescimento econômico, enfrentará o mesmo fastio de quatro anos atrás.

Com todo o respeito, os presidentes e primeiros-ministros dos países ricos olharão para o nosso presidente como se olha a girafa no Jardim Zoológico. Querem mesmo é tratar da multiplicação de sua riqueza. Pergunta-se: Lula deveria mesmo ter programado essa viagem a Davos?

January 24, 2007

Opiniões sobre o PAC.

Filed under: Outros autores, comentários, notícias, política — rlaf44 @ 11:40 pm

Helio Gaspari, que além de jornalista é escritor e historiador, também tem uma opinião sobre o PAC.

Leiam esta coluna sobre o assunto:

HELIO GASPARI

O pacote vale uma nota de R$ 3

24/01/2007 01:37

As promessas de crescimento econômico feitas por Nosso Guia são como as notas de três reais. Ninguém pode dizer que são falsas, pois nunca se viu uma verdadeira. O espetáculo da segunda-feira indicou que terminaram as férias do companheiro e seu pacote não traduziu uma estratégia econômica, expressou apenas uma excitação marqueteira. Ouça-se esse blablablá:

“Individualmente importantes e complementares dentro de suas respectivas áreas, os projetos sociais e de infra-estrutura selecionados estão estreitamente associados entre si. Na verdade, eles formam ambos um único conjunto voltado para a dupla tarefa de inserir de modo competitivo o país na economia mundial. (à) A seleção desses projetos obedece a uma finalidade operacional específica: submetê-los, a partir de agora, a um esquema especial de gerenciamento.”

Parece a parolagem do comissariado. Na verdade, é parte do lero-lero tucano no lançamento do pacote “Brasil em Ação”, há dez anos. Seis rodovias do pacote desta semana atravessaram invictas quatro anos de tucanos e outros quatro de petistas.

A principal novidade produzida por Nosso Guia foi uma tentativa de avanço sobre o patrimônio dos trabalhadores. Lula pediu ao Congresso que autorize o uso do dinheiro do FGTS para financiar obras públicas passando o risco de crédito dessas transações da Caixa Econômica para um comitê de comissários. Querem jogar entre R$ 5 bilhões e R$ 17 bilhões da caixa do FGTS num fundo de infra-estrutura. Se o negócio der errado, caberá ao Tesouro cobrir o buraco. Tesouro de quem? De Lula? De Guido Mantega? Não, o Tesouro dos impostos dos contribuintes. Nosso Guia poderia dar um exemplo de confiança na iniciativa entregando o seu cheque mensal de R$ 4.509,68 do Bolsa-Ditadura aos sábios que gerenciarão o fundo.

O caráter compulsório desse avanço ofende a própria lógica do governo. No ano passado os trabalhadores puderam investir até metade de seu saldo no FGTS em ações da Petrobras. Foram 310 mil os cidadãos que correram esse risco. Tiveram um rendimento de 680% contra 43% da remuneração do Fundo de Garantia. Se o novo Fundo é uma boa idéia, a aplicação pode ser voluntária, desde já, e não daqui a pelo menos dois anos. Se não há tanta certeza assim, as chaves das arcas do FGTS devem continuar onde sempre estiveram, na Caixa Econômica. Essas cautelas são necessárias porque todos os grandes ataques à bolsa da Viúva foram praticados em nome do progresso. Basta puxar pela memória e pensar o que foram os investimentos em Angra 1 e Angra 2 ou na Ferrovia Norte-Sul. Felizmente, ficaram de fora do projeto de Lula as obras de Angra 3 e o gasoduto TransPinel, de Hugo Chávez.

Pena que a ekipekonômica tenha ficado curta de neurônios na hora de trabalhar o estímulo ao financiamento de casas para o andar de baixo. Isso porque ela se revelou espertíssima ao desonerar computadores para o andar de cima. Sempre que se retira um imposto cobrado sobre essas máquinas deve-se comemorar, mas não se pode esquecer que o novo teto de R$ 4 mil (US$ 1.900) para a isenção de PIS e Cofins é dinheiro suficiente para comprar os modelos mais caros e potentes do mercado nacional. No mercado americano, esse ervanário compra um daqueles Macintosh de 20 polegadas de dar água na boca.

ELIO GASPARI é jornalista

January 23, 2007

Exemplos

Filed under: Outros autores, comentários, política — rlaf44 @ 9:21 pm

Exemplos

Nuca gostei nem defendi regimes totalitários seja de esquerda ou de direita.

Continuo pensando que o “estado é o maior opressor do homem�

Também penso que a anarquia é uma utopia e que para se organizar em sociedade em ordem de crescer, um tipo de estado será sempre necessário. Gostaria de pensar, que algum dia haverá um estado necessário, pequeno, e que nos oprima muito pouco.

Também penso que os exemplos do passado, na maioria todos fracassados, deveriam ser a escola para uma sociedade melhor e mais madura.

O artigo abaixo de Rodrigo Constantino nos fala de mais um fracasso social da história recente:

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

A Cidade Perdida

Rodrigo Constantino

Finalmente consegui assistir The Lost City, o filme de Andy Garcia sobre uma família destroçada nos anos da revolução cubana. Um excelente filme, que conta com as participações de Bill Murray e Dustin Hoffman. Uma histórica tocante, comovente e bastante realista, para quem sabe um pouco dos fatos daqueles tempos terríveis. Infelizmente, um filme que por motivos óbvios não foi praticamente divulgado no Brasil.

O filme de Andy Garcia – ele mesmo um cubano que fugiu para os Estados Unidos em 1961 – não mascara a realidade. Ao contrário, desenha um quadro bem negativo da era do ditador Fulgêncio Batista. Cuba estava longe de ser um paraíso nesses dias, mas ainda contava com um grau bem maior tanto de liberdade como prosperidade. Era o destino escolhido por vários turistas americanos. Fico Fellove, o personagem de Garcia no filme, era o dono do mais chique clube noturno de música da cidade, o El Tropico. Ele luta durante o filme todo para manter sua família unida e o amor de uma mulher. Seus irmãos, entretanto, são seduzidos pela utopia da revolução castrista, e o desmoronamento familiar é apenas uma questão de tempo.

Numa das partes mais marcantes do filme, o irmão caçula de Fico Fellove, já devidamente transformado em completo idiota útil e seguidor autômato de Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara, vai até a fazenda de seu tio comunicar-lhe que as terras pertenciam, a partir de então, à “revolução”. Antes disso, o tio fazia um discurso emocionado de como gostava daquelas terras, que tanto tinha cuidado, e que um dia seria dele, do sobrinho barbudo. Quando soube do verdadeiro motivo de sua visita, que a mando do próprio el comandante deveria tomar-lhe as terras, sofreu um infarte fulminante e faleceu.

Passagem sintomática no filme é quando, já após a tomada de poder pelos comunistas, uma revolucionária vai até o clube de Fellove e ordena que a orquestra toque sem o saxofonista. Incrédulo diante daquilo, Fellove questiona a razão, e escuta que o instrumento representa o “imperialismo”. Espantado, ele explica que tal instrumento foi inventado por um belga em 1840. Mas nada adianta. O trecho retrata o constante uso de pretexto pelos comunistas para absurdo abuso de poder.

Quando Fellove não mais agüenta viver naquelas condições de escravidão, seus próprios pais pedem para que ele deixe a ilha, já transformada em um grande presídio. Seu pai, doente, suplica para que ele vá para um lugar mais livre, onde possa se expressar e dar continuidade a família, destruída pela revolução. Fellove tenta convencer sua amada a partir com ele, mas ela também havia sido conquistada pela utopia assassina. A conversa deles nesse momento retrata o embate entre coletivismo e individualismo, ela sacrificando o real interesse particular por “algo maior”, e ele preferindo focar na felicidade deles mesmos. Para individualistas, o indivíduo é um fim em si mesmo, não um meio sacrificável. Mas a lavagem cerebral coletivista já estava completa nela. Sozinho, sem um tostão, tendo inclusive pertences de valor sentimental confiscados pelos comunistas, ele sai da escravidão para a liberdade, encontrada nos Estados Unidos, onde ele começa do zero, limpando pratos num bar. A pobreza – e isso fica claro no filme – não é o indicador de liberdade, como muitos comunistas querem crer. Para as pessoas íntegras, é infinitamente melhor ser pobre mas livre que rico porém escravo.

Como inúmeras pessoas cultas ainda admiram Fidel Castro é uma pergunta que sempre me deixa perplexo. Mas por mais que eu tente ser obsequioso com meu julgamento, a resposta encontrada é inexoravelmente a mesma: trata-se de um forte desvio de caráter. Está certo que o auto-engano pode crescer a patamares alarmantes, a fim de não macular a ideologia. Um crente comunista não seria diferente de um crente fanático da Igreja Universal, que nega até mesmo a existência do vídeo com bispo Macedo contando o dinheiro. Mas isso não explica a defesa de Cuba feita por pessoas com conhecimento e “educadas”. Não explica o caso de Saramago, Emir Sader, Chico Buarque, Verissimo, Niemeyer e tantos outros “intelectuais” que flertaram com o regime genocida de Fidel Castro. Essas pessoas têm acesso aos fatos, e bastaria um mínimo de honestidade para que repudiassem com força o modelo cubano. Se não o fazem, é por questões morais mesmo.

Não deixem de ver o filme de Andy Garcia. Críticos brasileiros, muitos com queda pela esquerda, mal deram atenção para ele. Não houve ampla divulgação, tampouco comentários de artistas e intelectuais. Criticar Fidel é pecado para essa gente. Mas para todo o restante, para as pessoas com bom-senso e integridade, o filme vale cada segundo investido. Havana não era uma maravilha. Mas nem de perto era o cárcere miserável que se transformou. A cidade perdida representa também milhares de famílias perdidas, de vidas perdidas. E quase cinco décadas depois, ainda tem quem defenda tamanha barbárie!

Rodrigo Constantino

http://rodrigoconstantino.blogspot.com

Comentarios PAC

Filed under: Outros autores, notícias, política — rlaf44 @ 9:00 pm

Esta semana estou apenas apreciando o resultado do anuncio do PAC.

Não sou economista e posso estar pensando besteira então observo e vou publicar opiniões de quem entende do assunto.

O primeiro artigo que me chamou atenção foi este da Adriana Vandoni, mas vão ser muitos outros que vou publicar contra ou a favor:

Bom Paca

Por Adriana Vandoni

Certa vez ouvi uma história numa cidadezinha do interior que contava assim: uma esposa muito preocupada com a saúde do marido que bebia muita cerveja e por isso estava no hospital, tomou uma decisão. Foi até a Igreja e diante de Deus prometeu que se o marido ficasse bom ele nunca mais iria beber Brahma. Ela jurou, diante de todos os Santos, destravar o marido e fez uma promessa para ele cumprir. Curado, o marido soube da promessa, e como ainda estava debilitado a ponto de não conseguir catracar a esposa, teve que cumprir a promessa: passou a beber só Antártica.
Mais ou menos assim que entendi o tal PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo presidente Lula.

O programa prevê, como forma para estimular a produção, renúncia fiscal de Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre o Imposto de Renda. Ambos fazem parte da composição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), isto quer dizer que haverá perda de receita para os estado e municípios e conseqüente redução da capacidade de investimento destes.
A intenção foi boa, mas pra quem? Ao desonerar apenas determinados setores: indústria de base e eletrônica, o governo aprofunda as desigualdades regionais. Os outros setores da economia continuarão com uma carga tributária de quase 40%.
Do investimento de R$ 503,9 bilhões, a maior parte sairá das estatais e, sobretudo da iniciativa privada. Do orçamento da União mesmo, sairá só R$ 67,8 bilhões ou 13,46% do total, recurso diretamente sob controle dos gestores públicos, ou seja, pra atender companheiro. Uma das maiores críticas dos empresários do setor produtivo está na falta de garantias aos investimentos que são moderados pelas Agências Reguladoras. “Uma despolitização das Agências Reguladoras seria crucialâ€?, segundo um analista. Seria querer demais! Onde e como ficariam os “cumpanheirosâ€?? Mas sobre esse assunto nada foi dito. Nada foi dito também sobre o tamanho e a má qualidade dos gastos públicos. Entre os gastos desnecessários estão as viagens. Ô povinho que gosta de viajar como esse do PT, tá pra nascer… só mesmo o apagão aéreo pra frear essa turma.
Levando em consideração o fato de que as estatais já vinham fazendo investimentos; que a iniciativa privada tem mais garantias e maior retorno em investimentos financeiros, estimulados pelas altas taxas de juros; que o incentivo à produção será debitado da conta dos estados e municípios que já estão com a corda no pescoço … no lugar de destravar o Brasil o PAC vai fazer com que o país continue emPACado.
O que faltou? Talvez se a mulher do interior tivesse feito uma promessa pra ela própria cumprir, tipo deixar de fazer chapinha no cabelo por um ano, e tivesse procurado a ajuda da AAA (associação dos alcoólicos anônimos), seu marido ficaria curado.
Lula fez o mesmo. Prometeu pro outro cumprir. Se tivesse garantido redução da carga tributária e queda da taxa de juros, poderíamos acreditar que o Brasil seria destravado.
Ah, achei lindinho e até comovente o PAC apresentar como medida para crescimento econômico a criação de 700 vagas de estacionamento no aeroporto de Confins.
Essa eu concordo e admito! Nunca na história do Brasil houve uma visão tão estratégica de crescimento de longo prazo. Acho que o Brasil nunca mais será o mesmo depois dessas 700 vagas.

January 21, 2007

O Bloguista.

Filed under: América Latina, Outros autores, comentários, notícias — rlaf44 @ 11:36 pm

O Bloguista.

Bloguismo é uma enfermidade atual. Uma boa enfermidade é o meu diagnóstico.

O bloguista adquire o hábito de colocar em seus favoritos, os endereços dos principais Blogs que ele gosta de ler, e todos os dias percorre o itinerário destes Blogs.

Um destes Blogs, que eu leio diariamente e às vezes encontro matérias para o meu artigo ou comentário, é o “Prosa e Política�, (http://argumentoeprosa.blogspot.com/) editado pelo jornalista Giulio Sanmartini.

Em um de seus comentários, ele mencionou o artigo de João Luiz Mauad

O autor é empresário e formado em administração de empresas pela FGV/RJ.

Estou reproduzindo este artigo:

Atenção: isto não é ficção
por João Luiz Mauad em 19 de janeiro de 2007

Resumo: Algumas notícias publicadas na mídia escrita e eletrônica brasileira podem parecer ficção digna de um George Orwell. Mas, infelizmente, são bem reais.

Algumas das notícias abaixo, pinçadas na mídia escrita e eletrônica durante uma semana, poderiam parecer, a algum desavisado, fatos ficcionais, saídos diretamente dos livros de George Orwell ou mesmo Franz Kafka. No entanto, são mais do que reais, para infelicidade nossa.

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Rent-Seeking ou distribuição de renda?

Da Folha de S.Paulo de 14/01/2007:

“O Banco do Brasil concedeu aos usineiros de cana-de-açúcar no país o perdão de dívidas superior a R$ 1 bilhão. O benefício foi garantido em repactuações de débitos fechadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo entre 2004 e 2006, referentes a empréstimos e financiamentos contraídos ou renegociados na década de 1990.
De 2003 para cá, o banco selou acordo com pelo menos 20 produtores, a maior parte do Nordeste. Apenas em quatro casos, a redução no valor alcança cerca de R$ 400 milhões.
�

Comentário meu: É nisso que dá, sempre que os governos metem a colher onde não deviam…

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Simon Bolívar Liberal?

O trecho é de um interessante artigo de Demétrio Magnoli, dia 09/01/07, no Globo (o grifo é meu):
Simón Bolívar, o Libertador (1783-1830), morreu em Santa Marta, na Colômbia, e seus restos mortais foram transferidos para Caracas, 12 anos depois. Embora reverenciado como herói por toda a América Hispânica, a sua figura ocupa um lugar especial na Venezuela. É esse lugar que explica a apropriação de seu nome e de seu legado por Hugo Chávez.
Homem de seu tempo, ávido leitor de Montesquieu e Adam Smith, Bolívar inspirava-se na Revolução Americana e defendia a razão, a liberdade, a ordem e o livre mercado. Visionário, lutou até o fim pela unidade da América Hispânica, tomando como modelo a grande República da América do Norte .

Comentário: O chavismo reescreve a história. A Oceania orwelliana é logo ali.

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Mais um “culpado� pelo aquecimento global

Essa é do Portal Terra, de 15/01/07, via Blog do Avólio (http://www.c-avolio.com/):“Sol é a causa de aquecimento global, diz cientista

O aquecimento global do planeta deve-se em maior medida à atividade do Sol, e não ao “efeito estufa” causado pelos homens, afirmou hoje o diretor do Observatório Astronômico de São Petersburgo, Khabibullo Abdusamatov.

“O aquecimento global é resultado da elevada e prolongada atividade solar que aconteceu na maior parte do século passado, e não se deve ao efeito estufa”, disse o cientista à agência russa Novosti. Contrariando a opinião da maioria das organizações de defesa do meio-ambiente, o cientista russo afirmou que a atividade industrial não influencia de forma determinante no clima do planeta, que ao longo dos séculos passou por períodos de aquecimento e esfriamento.

“A população não está em condições de influenciar no aquecimento global da Terra, que, após um período de aquecimento, sempre experimenta outro de esfriamento”, disse Abdusamatov. Segundo o cientista, o alto nível de energia solar que chegou à Terra durante o século passado começou a cair nos anos 90 e, em conseqüência, o gradual aquecimento das águas dos oceanos foi detido.â€?

Comentário meu: Não bastassem as flatulências bovinas a importunar-lhes a ideologia, será que um dia os “verdesâ€? vão acabar tendo que virar suas baterias contra o … SOL? Maldade…

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Um país surrealista

Essa é do Jornal de Londrina, de 17/01/07, via blog “Selva Brasilis� (http://selvabrasilis.blogspot.com/):

Dezesseis homens foram presos ontem após expulsarem as famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que haviam invadido a Fazenda 3 Jota, localizada entre Tamarana e Guaravera, e pertencente ao deputado federal licenciado José Janene (PP-PR). Segundo relatos dos sem-terra, os homens entraram na fazenda às 5h40 e expulsaram 32 famílias que estavam no local. Assustados, os sem-terra não resistiram ao despejo e fugiram rapidamente.
À tarde, as famílias voltaram ao local para tentar recuperar pertences, alimentos e objetos – o que só foi possível depois de uma longa negociação com a PM, que cercou a área com 16 policiais fortemente armados, 6 viaturas e cães. A reintegração de posse da Fazenda de 70 alqueires foi concedida pela Justiça em 15 setembro de 2006, mas não foi cumprida pelo governo do Estado
.”

Comentário meu: Direito de propriedade? Do que você está falando, irmão? O negócio aqui é “justiça social�. Ah! E um conselho de amigo: se um bandido invadir a sua casa, na calada da noite, nem pense em expulsá-lo de lá, pois quem pode acabar preso é você.

***

Bolivarianismo moreno

A notícia é da Folha de São Paulo, de 18/01/07. Achei no Blog do Professor Roberto Romano (http://eticaciencia.blogspot.com/). O comentário final, brilhante, também é do professor:

“Chavistas criam no Brasil partido “bolivariano”
Se há uma onda chavista na América Latina, a marola alcançou a costa carioca. Em dezembro, foi fundado no Rio o Partido da Revolução Bolivariana Nacional, com 109 assinaturas de 11 Estados. Seus integrantes dizem se inspirar em Simón Bolívar (1783-1830), herói da independência de colônias espanholas na América, e no presidente da Venezuela Hugo Chávez, que diz promover uma revolução “bolivariana” e socialista.
Os militantes do PRBN vão propor a Chávez, que está no Rio para a cúpula do Mercosul, uma “Internacional Bolivariana”, que una organizações de ideários semelhantes. Nacionalista e defensor da economia de mercado com presença forte do Estado, o PRBN “surge no momento de rever a maneira de fazer política”, diz seu presidente, Paulo Memória, pequeno empresário que já foi do PMDB e do PT do B. O PRBN apóia o governo federal. Seu modelo, porém, não é Lula, mas Chávez. “O PT já é um condomínio bastante amplo”, diz Memória
. “

Comentário de RR: não riam, por favor. Há muito método nessas tolices…

***

Tudo farinha do mesmo saco

Essa é de O GLOBO, de 18/01/07:

“Com dinheiro público

O Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) recebeu doação de R$ 500 mil de uma empresa controlada pelo governo de São Paulo, comandado pelo PSDB/PFL desde 1995. A doação foi da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), para o projeto de digitalização do acervo do ex-presidente e de sua mulher, Ruth Cardoso.”

Comentário meu: É por essas e outras que o PT anda fazendo o que quer e a oposição não tem moral para dizer nada. Aliás, esse é um dos motivos por que devemos lutar, não só contra um partido ou uma ideologia, mas principalmente contra os poderes espúrios do ESTADO. Ele é o verdadeiro inimigo!

O SUPONE.

Filed under: MORDOMIAS, legislação, notícias, política — rlaf44 @ 11:13 pm

Aventuras na Asponelândia.

O título do presente artigo está errado. O aspone ou Assessor de Porra Nenhuma, apenas são os que trabalham para os titulares. Trabalhar também está errado, pois o nome indica que eles apenas recebem para não fazer nada. O titular da pasta que também não faz nada, poderia ser o REPONE, ou seja, um Representante de Porra Nenhuma, pois com restritas exceções, os ocupantes do cargo de representantes, apenas representam seus próprios interesses. E quando eles precisam se afastar, para ocupar algum outro cargo, mais vantajoso, ou melhor remunerado, seus lugares deveriam ser preenchidos pelos segundos mais votados, pois em uma democracia, esta é claramente a vontade do povo.

No entanto estes cargos de representantes são preenchidos, por pessoas que o partido indica, sem nenhuma representatividade. Se os “eleitos�, já não fazem nada, quem diria os suplentes, que realmente não têm nenhum compromisso com o eleitor.

Estes deveriam ser os SUPONES, ou seja os Suplentes de Porra Nenhuma.

O título do artigo deveria ser “Aventuras na Suponelandia�.

Leiam o artigo do Estadão de hoje, 21 de janeiro de 2007.

O repouso dos deputados por um mês

A pior legislatura de todos os tempos termina com mais uma manifestação de cinismo e desprezo explícitos pelo suado e minguado dinheiro do contribuinte. A posse dos quatro suplentes no Senado, reunindo mais de 700 pessoas, fez mais sucesso que a de Lula, pois lotou o plenário, enquanto o cerimonial da Presidência da República não conseguiu preencher todos os lugares na solenidade protagonizada pelo chefe. Sem receber um mísero voto na eleição que os habilitou às suplências, esses senhores substituirão governadores que cumpriram a metade dos mandatos de 8 anos.

Ao contrário destes, todos os 23 suplentes que assumiram os postos de deputados na Câmara chegaram aos postos pelo voto, mas nem por isso o desperdício do dinheiro público é menos acintoso. Cada um desses senhores vai custar ao Erário a bagatela de R$ 85 mil mensais no mandato de apenas um mês em salário, verba de gabinete, pagamento de gastos em seus Estados de origem, auxílio-moradia e correios e telégrafos. Os gastos com passagens aéreas não são padronizados: quem mora perto de Brasília recebe até R$ 4,1 mil e os mais distantes, R$ 15,7 mil. Todos, contudo, têm um destino comum neste mês: ninguém trabalhará um único dia, pois parlamentares e funcionários do Legislativo estão em pleno gozo de suas férias de fim de ano. “A Câmara está de recesso. O plenário não abre, as comissões não funcionam�, informou o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna de Paiva, que justificou o gasto com os colegas com base na exigência constitucional de que a Câmara fique sempre com seu quadro completo. Ah, sim!

Para que o preceito da Constituição seja cumprido, os donos dos mandatos de um mês receberão um bom dinheirinho para não trabalhar. Um deles, Osório Adriano (PFL-DF), reconheceu explicitamente essa condição. Substituto de José Roberto Arruda (PFL), que deixou o mandato a um mês do fim para assumir o governo do Distrito Federal, e sem ter conseguido se eleger para o quadro definitivo no ano passado, ficando novamente na suplência, ele voltará ao plenário na próxima legislatura para ocupar o posto que ficará vago pois o eleito Alberto Fraga (PFL) assumirá uma secretaria do novo governo. Questionado sobre o que fará para merecer seu quinhão, ele respondeu: “Vou descansar.�

Êta Brasil – É nois na fita

Novos vocábulos –

Titular = REPONE

Suplente = SUPONE

Contratado por qualquer um dos dois = ASPONE

January 14, 2007

O amigo da onça.

O nosso visinho amigo (da onça)

O amigo do Lula, Hugo Chavez está levando o seu país para o atraso dos anos 50 onde paises da America Latina,

daquela época eram pejorativamente denominados Republica de Bananas.

Esta não é somente a minha opinião, mas de muita gente responsável e pesquisadores sociais de renome
Chavez aproveitou a democracia existente e mascarou todo o processo democrático, democraticamente transformando o sistema

existente em ditadura democrática onde o poder emana apenas dele e a vontadedele é a lei.
No começo da era Chavez eu já denunciava este modelo de ditador disfarçado em democrata e vários amigos e conhecidos meus

diziam que poderia ser mas era a vontade do povo.
Eu retrucava que esta vontade do povo era coisa passageira, apenas para se apoderar do país depois que ele aparelhasse toda a máquina.
Aí está o resultado da vontade do povo.
No Brasil, este era o modelo que foi tentado sob o comando do Zé Dirceu, mas foi barrado pela revelação do mensalão.

Vamos esperar que a nossa frágil democracia não nos leve ao destino da Venezuela.

Dirceu não pode ser anistiado, tem que continuar cassado.

Os dois artigos abaixo mostram uma boa radiografia da personalidade do Chavez:

ESTADÃO – 14 de janeiro de 2007.

Cumplicidade por omissão

Se alguma dúvida ainda pudesse existir a respeito das intenções do coronel Hugo Chávez, ela se dissipou com os rumos anunciados pelo autocrata para a Venezuela, na inauguração do seu terceiro mandato. Os aspectos econômicos do “socialismo do século 21� que ele prometeu implantar nem de longe têm a gravidade das reformas políticas que anunciou. Chávez não ilude ninguém. Desde 1998, quando foi eleito pela primeira vez, vem anunciando que seu objetivo é acabar com a democracia representativa venezuelana, contra a qual, três anos antes, havia tentado um golpe militar. Em 1999, promoveu uma profunda reforma da Constituição, reunindo poderes inéditos nas mãos do presidente da República e abrindo caminho para permanecer no poder, no mínimo, até 2013. Mas isso não era o bastante.

Chávez sabe que os ditadores sem disfarces não têm mais aceitação e lugar no mundo globalizado. Daí se utilizar das imperfeições das instituições democráticas venezuelanas que lhe permitem tornar-se um ditador de fato, sem violar a letra das leis e da Constituição. Hoje, controla os governos provinciais, exceto dois, tem o controle absoluto do Judiciário e, graças a uma decisão errada da oposição, todos os membros da Assembléia Nacional são seus partidários.

Nessas condições, não lhe será difícil completar a obra. Entre 70% e 80% da economia nacional já é controlada pelo Estado e o setor privado nunca foi forte na Venezuela - o que significa que não encontrará grandes óbices internos para estatizar os meios de produção. E a presidente da Assembléia Nacional, Cilia Flores, que lhe prometeu a aprovação da “Lei Habilitante�, que lhe dará poderes para governar por decreto, foi por ele nomeada coordenadora da “grande reforma constitucional�, que entre outras coisas autorizará a reeleição sem limite de vezes do presidente da República.

Quando se completar esse ciclo golpista, o coronel Hugo Chávez terá condenado a Venezuela a voltar mais de meio século no tempo, revivendo a fase mais retrógrada do militarismo latino-americano.

É bom que não haja ilusões. Hugo Chávez não está tentando implantar um socialismo de face renovada, como se fosse possível evitar repetir os erros que levaram o socialismo real à ruína, onde quer que tenha sido instalado. Suas invocações de Marx, Lenin, Gramsci e Cristo - “o maior socialista da história� - nada mais são do que uma mixórdia ideológica, da mesma natureza patética do juramento que fez ao assumir o terceiro mandato. O que ele quer é açambarcar completamente o poder, tornando-se presidente vitalício, ou seja, um ditador sem disfarce, assentado na riqueza do petróleo.

O segundo artigo da revista Veja está muito bem escrito e pode ser lido no link abaixo:

http://veja.abril.com.br/170107/p_080.html

January 13, 2007

Promessas

Filed under: administração, notícias, política — rlaf44 @ 8:38 pm

Promessas

O estelionato eleitoral praticado pelo governo Lula no ultimo mandato é de se tirar o chapéu para ele e sua equipe.

As promessas feitas antes e depois de eleito nunca foram cumpridas:

  1. Fome Zero – Não decolou mesmo até porque uma pesquisa do IBGE sobre o assunto mostrou que o maior problema no Brasil não era a fome e sim a obesidade que é exatamente o oposto do problema que foi a maior promessa do governo. Isto pegou tão mal que o Zé Dirceu comentou: “ O IBGE trabalha com o governo ou contra o governo?� e o Chináglia (fora engano) sugeriu que se fizesse uma triagem sobre as pesquisas do IBGE antes que fossem publicadas para se evitar notícias que dificultassem o trabalho do governo. Censura no IBGE pela primeira vez na história. O Bom é que acho que não aconteceu.
  2. Ainda sobre o Fome Zero, o amigo de Lula, o Frei Beto foi convidado para comandar o Fome Zero. Depois de estudar o assunto, ele disse que o programa similar do governo passado, FHC, comandado pela Primeira Dama Dona Ruth Cardoso era muito mais abrangente.
  3. O Programa de Dona Ruth ( eu acho que era o bolsa escola) então virou Bolsa família, com uma diferença, não havia contra partida. Era somente esmola mesmo. Assistencialismo puro pago com o dinheiro da classe média.
  4. Outro furo foi o Milagre do Crescimento. Em um céu de Brigadeiro, sem sequer uma crise no mundo, pelo contrario com um crescimento médio no mundo de 6%, o Brasil cresceu em média 2,4%. Na América Latina, ganhamos por pouco do Haiti.
  5. Este crescimento pífio se deve em parte o abandono da infra-estrutura principal do Brasil. As estradas, as ferrovias, os portos, os aeroportos, as hidrovias, a rede elétrica, estão praticamente no mesmo estado em que o governo iniciou os trabalhos em 2003. Houve um pequeno acréscimo no setor energético, mas em compensação as estradas e portos pioraram.
  6. E este pequeno crescimento foi o que causou o outro estelionato chamado 10.000.000 de empregos. Esta promessa que não foi cumprida foi muito vaga, pois apenas a mão de obra que entra no mercado de trabalho todos os anos é de 4.000.000 de pessoas. Para absorver esta mão de obra, o mínimo que o Brasil teria de crescer era 4,5% ao ano. No final do primeiro governo Lula, havia no Brasil 1,5 milhões de desempregado a mais do que quando ele entrou. E o Lula ainda teve o cinismo de apregoar que ele criou dois milhões de empregos informais. Como será que ele calculou isto?
  7. A auto-suficiência em petróleo, já estava bem encaminhada quando ele entrou, mas poderia ter sido antecipada se ele não atrasasse a produção, cancelando a construção das plataformas para serem construídas no Brasil a um preço maior. Em 2004 foi o primeiro ano em que a produção da Petrobras não cresceu em 30 anos. Mesmo assim, não somos auto suficientes, pois não podemos refinar o petróleo pesado que produzimos e não investimos neste setor. Temos então que vender barato o nosso petróleo e comprar caro o petróleo melhor que podemos refinar.
  8. E a previdência que ele disse durante a campanha que era falta de vontade política, acumula um déficit de 300 bilhões.
  9. Existem mais fatos de desgoverno nos últimos quatro anos, mas este resumo demonstra claramente que o Lula não se preocupou com o Brasil. O seu filho Flavio Luis virou talentoso homem de negócios e ficou milionário, e ele se preocupou com isto e aprovou o resultado.

Agora, no limiar inicial de seu novo governo (????) parece que está pior. Leiam com atenção esta reportagem do Estado de São Paulo:

Estado de São Paulo

Sexta feira, 12 de janeiro de 2007.

O governo sumiu - ou é isso aí?

Além de desastrosa e inoportuna, como se comentou ontem nesta página, a suspensão do processo de concessões de rodovias federais à iniciativa privada evidencia que o País está sem governo. O primeiro mandato do presidente Lula terminou e o segundo não começou. A menos que se conclua que começou, sim - mas fará a proeza de ser um retrocesso em relação ao anterior. As explicações da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a enormidade sugerem que se trata de uma trapalhada própria de uma situação de desgoverno, ou isso combinado com uma irrupção do estatismo sempre vivo em estado latente num governo em que a ministra Dilma manda muito. De qualquer forma, a decisão vai a toda velocidade na contramão da realidade objetiva do setor.

Um estudo da Confederação Nacional dos Transportes citado em matéria do Estado de ontem mostra o abismo entre a qualidade das rodovias administradas diretamente pelo poder público, sem cobrança de pedágio, e a daquelas concedidas a empresas privadas e pedagiadas. No primeiro caso, é ruim ou péssimo o estado de 41% dos mais de 73 mil quilômetros pesquisados. No segundo, apenas 4% dos mais de 10 mil quilômetros avaliados estão em más ou muito más condições. Só isso bastaria para tirar o gás do argumento da ministra de que a idéia de rever os critérios para novas concessões visa à cobrança das “menores tarifas possíveis� de pedágio, para reduzir o “custo Brasil�. Em primeiro lugar, o governo finge ignorar o fato comprovado de que cada R$ 1 gasto com pedágio proporciona um retorno equivalente a R$ 1,84 para a sociedade. Em segundo lugar, finge ignorar que nas licitações vence quem se propõe a cobrar “as menores tarifas possíveis�.


Outra versão difundida para o mau passo sustenta que o governo agiu movido pela suspeita de que as concessionárias do setor estariam se comportando como um cartel - o que é desmentido pelo fato de o governo ter a prerrogativa de estabelecer um teto para as tarifas em cada contrato. Na verdade, tudo indica que se tratou do enésimo caso de decisão impensada da era Lula.

As declarações da titular da Casa Civil publicadas ontem fazem crer que ela tentou consertar o estrago que provocou a suspensão de regras de licitação que o Tribunal de Contas havia levado um ano para aprovar. Agora, diz que o governo manterá o sistema de concessões sob um novo modelo de outorga que resultará de um estudo a ser feito ainda este ano (esqueceu-se de que estamos em janeiro), “no prazo mais rápido possível�.
Dificilmente se esclareceria melhor o que é, na prática, a “pressa, ousadia, coragem e criatividade� prometida por Lula no discurso da segunda posse. A impressão é de que voltamos aos dias inaugurais do primeiro mandato, quando os estreantes no poder federal estavam determinados a fazer tábula rasa de tudo e recomeçar do zero. (Bem pensadas as coisas, Lula continua presidente porque isso ficou quase sempre apenas no plano das intenções.) As explicações de Dilma Rousseff correm o risco de ter a mesma credibilidade de sua taxativa afirmação de que “o governo está funcionando a todo vapor�. Para negar o que é visível a olho nu, a ministra ofereceu a hilariante evidência: “Não sou a única trabalhando. Há vários ministros em atividade.�

A julgar pela capotagem da licitação para a concessão de 2.600 quilômetros de estradas federais, ninguém poderá ser criticado se comentar maldosamente que ainda bem que nem todos os ministros nem o presidente Lula estão em atividade. Mas passemos. A amarga, indisfarçável realidade é que quatro anos de lulismo foram pura treva para a rede nacional de estradas, logo, para a redução do custo Brasil. A sua única “realização� no setor foi a grotesca operação de tapar os buracos que a sua própria omissão e incompetência abriram na malha rodoviária federal, de Norte a Sul do País. Quando se tem em mente esse descalabro, soa simplesmente acintoso o anúncio de que, “ainda este ano, no menor prazo possível�, o Planalto concluirá o estudo que seguramente ainda não começou para formular o bendito modelo que pautará os contratos de concessão a serem licitados em data obviamente incerta e não sabida.

Nesse meio tempo, os potenciais investidores no setor levarão os seus recursos a paragens mais seguras - ainda mais diante da possibilidade, não negada, de o governo criar uma “Pedagiobrás� para coroar o retrocesso.

ASPONE

Filed under: IMPUNIDADE, MORDOMIAS, notícias, política — rlaf44 @ 3:48 pm

ASPONE

A turma (Turma é um termo amigável e não pejorativo, mas em certas ocasiões poderia ser trocado por quadrilha como fez um Procurador da Republica) da política se sente ofendida pelo termo ASPONE que é uma aglutinação das iniciais de:

“ASsessor de POrra NEnhuma�.

O “Casseta e Planeta� faz constantemente referencia a esta classe de gente que ganha o nosso dinheirinho sem fazer absolutamente nada. A Câmara não gosta e se sente ofendida e diz que deveria haver mais respeito dos cidadãos para com os parlamentares.

Mas primeiro são eles é que deveriam dar o exemplo e mostrar seriedade em gastar o nosso dinheiro, coisa que não fazem.

É tudo uma grande festa paga com o suado dinheiro da classe média, que é quem sustenta esta farra.

Na reportagem de Sérgio Pardellas do JB ONLINE, está explicado o porquê da existência do termo ASPONE.

Leia a reportagem na íntegra:

CÂMARA - Suplentes fazem dezenas de contratações

Assessores vão ganhar sem trabalhar

Sérgio Pardellas do JB on line

Brasília.Os suplentes de deputados federais do Rio de Janeiro que assumiram por apenas este mês o mandato parlamentar contrataram dezenas de assessores para o período de recesso do Legislativo, em que não há debates, reuniões, nem plenário aberto. A média de salário é de R$ 1,8 mil.

O deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) mandou a Câmara recontratar todos os 25 funcionários que haviam sido exonerados pelo deputado titular, Eduardo Paes, nomeado secretário de Turismo do governo Sérgio Cabral. Fortes não foi eleito para a Câmara e Paes sequer concorreu à reeleição - foi derrotado na disputa pelo governo estadual.

Fortes mantém em Brasília um efetivo mínimo. Apenas dois funcionários trabalharam nos últimos dias: a secretária e o chefe de gabinete, que já estão comprometidos com parlamentares que assumem no próximo mês. O restante, presta serviços para o deputado no Rio.

Paes nega que tenha feito acordo com Márcio Fortes para manter os assessores. Fortes defende as nomeações por se tratarem de profissionais competentes.

- Espero que eles sejam aproveitados pela deputada Andréa Zito - disse.

O suplente Luiz Rogério (PSB-RJ) seguiu o exemplo do colega. Mas em vez de manter os funcionários do gabinete anterior, contratou 24 pessoas. Assim como Fortes e Paes, Rogério não foi eleito. O deputado não é encontrado desde a última semana. Na sexta-feira não havia ninguém trabalhando em seu gabinete.

O deputado Fernando William, também do PSB carioca, manteve no gabinete os 14 assessores do deputado Alexandre Cardoso, que se licenciou para exercer a função de secretário de Ciência e Tecnologia.

Ao contrário de Fortes, no entanto, William diz que nomeou os assessores a pedido do titular da vaga.

- São pessoas que já trabalhavam com o deputado. Ele solicitou que essas pessoas não perdessem o emprego durante o período de um mês - disse William. - Na verdade, me sinto constrangido.

O suplente defende a revisão da legislação para evitar que os suplentes tomem posse para um mandato de apenas 30 dias.

- Isso tem que ser revisto - opinou

Para pagamento de funcionários comissionados, cada suplente tem direito a R$ 50,9 mil. Os suplentes vão exercer o mandato até 31 de janeiro, quando termina a atual legislatura. Durante o mandato-tampão o deputado tem direito a ganhar tudo o que seus colegas recebem, mas não exercem o mandato por inteiro. Como o Congresso está em recesso, não há sessões. Além da verba para pagar salários de funcionários, cada deputado terá direito a receber R$ 35 mil por um mês como deputado. O salário é R$ 12,8 mil, R$ 15 mil para despesas no escritório político no Estado, R$ 4 mil para correio e telefone e R$ 3 mil de auxílio moradia e gastos com passagens aéreas.

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Êta Brasil.

A nossa capital deveria ser denominada “ASPONELANDIA�

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