A carta!
Hoje estava eu lendo a revista Veja, quando deparei com a carta escrita pela ministra Dilma Rousseff tentando explicar o inexplicável, que é o dossiê armado sobre as contas do ex Presidente FHC e sua esposa D. Ruth Cardoso.
Fiquei desapontado.
È uma carta cheia de lero-leros contando o que já foi desmentido pelo TCU, de que os dados foram requisitados pelo TCU, e também disse que todos os gastos do atual governo serão mostrados com exceção daqueles que obviamente possam prejudicar a segurança do presidente e sua família imediata. Citou para isto a constituição disse que isto é normal em todos os governos atuais.
Eu gostaria que a Dilma explicasse também a implicância na segurança da presidência os saques em dinheiro feitos pela Ecônoma Maria Emília Évora em nome da Galega do presidente.
Antes de ser tirado do site “Portal da Transparência” estes saques eram em média, R$ 1.800,00 por dia nos oito meses em que os gastos figuraram no site da presidência.
Gostaria que a Dilma explicasse também como é que as compras na Daslu e os gastos com o seu cabeleireiro e as aplicações de Botox possam influenciar a segurança do Casal e seus filhos.
A Dilma poderia explicar também as compras dos ecônomos dos filhos do Lula com academias de ginástica e materiais de construção para a reforma do apartamento do Lula e a relação da segurança presidencial com estas compras.
O FHC, candidamente explicou os gastos com bebidas e demais coisas que pudessem parecer abusos do poder, e nem por isto sua segurança pessoal ficou comprometida.
Agora o Lula trem a cara de pau de insinuar que este dossiê é coisa da oposição para prejudicar a Dilma.
É realmente muita areia para o meu caminhão e para os brasileiros que estão assistindo ao espetáculo.
Agora, eu posso entender o tipo de segurança que a Dilma está se referindo.
A segurança de continuar a dar este espetáculo dantesco, de que está trabalhando quando o que está fazendo é roubando descaradamente o dinheiro do contribuinte.
Se aparecer no congresso e mostrar todos estes abusos, pode ser que o brasileiro crie ânimo e revolte pondo em risco a segurança do governo cara de pau e ladrão do Lula.
Esta segurança pode ser verdadeira. Escondendo-se as maracutaias o Lula pode seguir fazendo das suas com toda a segurança.
Encontrei o seguinte assunto interessante hoje na net:
Do blog “Prosa e Politica” –
Postado por Giulio Sanmartini
“ Lula tem o caradurismo de se adornar como um relés velhaco das realizações do partido que só destila veneno. Tudo de bom do governo Fernando Henrique Cardoso é de sua realização e propriedade.” (G.S)
Por Miriam Leitão
A declaração do presidente Lula sobre o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) foi surpreendente (Lula disse que o Brasil poderia oferecer ajuda aos EUA sobre como socorrer bancos).
Nos anos 90, o PT foi contra o programa de socorro aos bancos e fez um escândalo como se fosse coisa ilegal. O grande feito da operação do BC, foi manter os ativos dos correntistas e impor a perda aos acionistas. Quem tinha conta no banco preservou o seu dinheiro, mas quem era dono perdeu. Foi assim com o Nacional, que os donos perderam por gestão fraudulenta.
A autoridade monetária deve preservar o dinheiro dos correntistas porque é o supervisor bancário e responde por isso. Quando você coloca dinheiro em um banco, você conta com o fato de que o Banco Central está regulando o setor, então ele precisa atuar nestes casos. No caso do Nacional, o BC fez uma intervenção cobrindo os passivos que não tinham cobertura, e pegou como garantia papéis do FCVS ((Fundo de Compensação de Variações Salariais). Eles estavam desvalorizados, mas eram títulos do Tesouro. Foi uma forma de manter o banco funcionando e depois vender a parte boa para outro, que no caso foi o Unibanco.
Quem fez esta operação, preservando o dinheiro de quem tinha conta no Nacional, também no Econômico e no Bamerindus, hoje, responde a processo. Naquele período, a dificuldade dos bancos foi por causa da transição da inflação mais baixa, de uma forma muito brusca. Isso deixou vários bancos com dificuldade. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, por exemplo, responde a vários processos na Justiça, como se tivesse cometido um crime. O Fed fez a mesma coisa agora, e de uma forma mais tosca: entrou com dinheiro no Bear Stears, que era um banco que não tinha nem agência, e cobriu com títulos do governo.
Nos casos mais polêmicos, que foram os dos bancos Fonte Sindam e Marka, o Banco Central vendeu dólar no teto da banda. Ele tinha obrigação de fazer isso porque na época era adotado o sistema de bandas cambiais. No caso do Marka, o BC vendeu abaixo do teto, mas ainda dentro da banda. A operação de socorro foi feita porque havia o risco de que se o Marka e o Fonte Sindam quebrassem, poderia haver risco sistêmico. Esta é a mesma justificativa que o Fed usa agora para explicar o socorro ao Bear Stearns. Aqui ainda havia um agravante, como era a BM&F que vendia futuros de dólar, a bolsa poderia quebrar junto com os bancos.
Todo mundo olha para isso ainda hoje como se fosse um escândalo, mas é preciso separar a atuação de alguns banqueiros da atuação do Banco Central. Lula agora diz “temos o Proer”. Ele também diz “temos o real”, mas o PT votou contra o Plano Real no Congresso. É o mesmo presidente que diz “temos a Lei de Responsabilidade Fiscal”, que o PT entrou na Justiça contra ela. Quando alguma coisa dá certo, todo mundo quer ser pai.





































