JK/Lula.
JK/Lula.
Quando vejo o Lula se comparar com Deus, todo
poderoso, não me importo muito porque levo em consideração o seu nível de conhecimento e de experiência e tomo esta comparação por total ignorância e falta de bom senso.
Quando o vejo se comparar a Getúlio Vargas, também não dou muita importância porque apesar de Getúlio ter sido um populista como o Lula, e um ditador como o Lula desejaria ser, a época é outra e não consigo ver outro Getúlio surgindo da maré do petismo.
Fico até esperançoso que como Getulio Vargas, “ele saia da vida para entrar para a história”.
Mas eu realmente saio do sério quando vejo o apedeuta querer se comparar ao JK.
O JK saiu também de uma juventude humilde e humildemente percorreu todos os caminhos políticos até chegar à presidência da Republica por seu mérito próprio e baseado em sua carreira profissional e política. Humildemente percorreu toda a carreira administrativa política sendo prefeito governador e presidente, angariando com isto experiência administrativa e currículo político que o levou a desempenhar o seu papel como presidente e cumprir sua meta de governo que foi tirar o Brasil de uma vida provinciana, e colocar o Brasil entre as nações em franco desenvolvimento. O seu lema de crescer cinqüenta anos em cinco, pode até ser considerado exagerado por alguns analistas, mas ele plantou esta semente que germinou e mudou a cara do Brasil.
O Lula, com uma origem também humilde, optou pelo
caminho sindical onde impera o peleguismo e o favoritismo, onde os líderes tiram vantagens do sofrimento de seus companheiros, usam e abusam do direito de ganhar sem trabalhar. Dentro deste populismo sindical, o Lula, tendo ampla oportunidade de se aplicar, estudar alguma carreira, aprender outros idiomas, optou para não fazer nada disto confiante em seu carisma inegável para camuflar o seu despreparo em qualquer das áreas administrativas e políticas. Prova disto é que em sua única aparição política de sua carreira pré-presidencial, foi como deputado constituinte onde passou praticamente despercebido e nem participou da faina congressista.
Ultimamente o Lula anda dizendo para se esperar o ano de 2010 para que ele seja realmente reconhecido como o salvador da pátria depois que o seu “PAC” for totalmente aplicado e começar a dar frutos. Até disse que pode registrar em cartório esta afirmação. Que coisa mais ridícula.
Já pensou se o JK em vez de encarar todas as obras que realizou dissesse a mesma coisa.
Hoje não teríamos Brasília, Três Marias, Furnas, Indústria automobilística, Belém /Brasília, Rio/Brasília, Fernão Dias, e outras coisas que o JK prometeu e fez sem registrar em cartório nenhuma promessa idiota.
O que o Lula deveria ter feito e registrado em cartório, foram suas promessas de campanha presidenciais no primeiro e segundo mandato de:
1. Abaixar o nível de tarifas com uma reforma tributária/fiscal. Não somente não registrou como não realizou. Ao contrário aumentou a carga tributária brasileira, que segundo ele em sua campanha já era insustentável para o povo brasileiro.
2. Prometeu reparar o sistema previdenciário, que segundo ele era falta de vontade política, pois o sistema tinha dinheiro sobrando, mas era desviado pela corrupção e má gestão. Não fez nada disto como em seu primeiro mandato o seu ministro da previdência o atual presidente do PT Ricardo Berzoini quis obrigar todos os previdenciários incluindo os inválidos e idosos a enfrentarem uma tremenda fila nos prédios do INSS para provarem que existiam. Uma grande covardia e falta de bom senso.
3. Melhorar o ensino básico porque era uma vergonha um professor primário ganhar em Pernambuco R$ 15,00 por mês. Realmente o salário dos professores melhorou um pouco e recentemente foi decretado um piso salarial depois de cinco anos de governo. Mas o ensino continua fraco e nos testes escolares o Brasil continua nos últimos lugares entre os países testados. As universidades consomem quase toda a verba do MEC e o ensino básico que é o alicerce de toda a educação fica com as migalhas.
4. E por aí vai, promessas e promessas, como o seu programa “Fome Zero”, que fez água e parou como o “Primeiro Emprego” que também não vingou. Como suas promessas de parar com o desmatamento da Amazônia e que em seu governo foi o maior em todos os tempos.
Não há e nem pode haver nenhum termo de comparação entre os dois governos.
Hoje pela manhã ao ler o Blog da Adriana –
http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
Encontrei um artigo do Giulio Sanmartini, que cita outro autor sobre este mesmo tema.
Vou reproduzir os dois:
O álcool fala mais alto
(Giulio Sanmartini) Tenho me referido à má administração do uso do álcool por parte do presidente Lula, que muitas coisas do que diz não fazem sentido por esse motivo. Todavia, comecei a preocupar-me de estar exagerando, por isso transcrevo abaixo trechos de um artigo do jornalista Cláudio Lessa, que tem um magnífico currículo: âncora da Rede Globo, Voz da América, Rádio JB e corresponde durante vários anos na Casa Branca. Me parece que nosso pensamentos coincidem:
“E por falar em Fazendão, não é que Sua Etílica Excelência voltou ao descaramento de se comparar com JK? Devia estar de fogo, mais uma vez, quando deixou a língua se contorcer mais uma vez em torno dessa lorota. Logo com JK, que construiu Brasília, abriu estradas (a gigantesca Belém-Brasília é apenas uma delas), modernizou a indústria, estimulou a manutenção de um ambiente social que acabou propiciando o surgimento de fenômenos culturais (como a Bossa Nova), fenômenos esportivos (a vitória da Copa de 58 e o triunfo da tenista Maria Ester Bueno) e, sobretudo não teve o desprazer de ver seus companheiros de política e governo nas páginas policiais por causa corrupção, a ponto de quase ficar sozinho no palácio de governo.
Já o falastrão nunca fez nada em dois mandatos (JK só teve um), a não ser viajar, feliz da vida, depois de comprar os votos de 11 milhões de famílias com o bolsa-esmola; abominar publicamente a leitura e qualquer tipo de estímulo à formação cultural organizada de um povo inteiro que precisa desesperadamente disso para seguir em frente no mundo globalizado; agir como um boçal ao fazer a apologia do fumo, sem mostrar que possui a consciência da dimensão do cargo que ocupa, especialmente numa época em que a ciência comprova (e os hospitais estão abarrotados de gente morrendo de câncer de pulmão e enfisema) a necessidade premente de se coibir o uso dessas substâncias venenosas, enquanto o seu próprio ministro da Saúde está empenhado numa campanha nacional nesse sentido. Se na era JK buscava-se a excelência, na era atual a palavra de ordem é “mediocrizar a qualquer custo”.
“Não há comparação possível entre as duas figuras.”
























