-Mais obras, mais mentiras?
Estão se aproximando dos seis anos de governo do PT. Eu digo governo, porque foi para isto é que ele foi eleito com o voto de 60 milhões de brasileiros. 
Para governar.
O que seria governar?
Seria em primeiro lugar, dar continuidade aos programas de governo que ele herdou do governo anterior, e que estariam dando certo e beneficiando os cidadãos do país. Em segundo lugar seria cumprir as promessas de campanha, em que ele frisou e repetiu inúmeras vezes seriam sua prioridade com o a redução da carga tributária segundo ele a mais nociva e perniciosa já imposta ao povo brasileiro. Segundo ele também a primeira coisa que faria quando começasse a governar seria mandar ao congresso uma reforma tributária para reduzir esta perniciosa carga aos brasileiros.
Depois, outras inúmeras vezes na campanha, ele frisou de forma contundente que a reforma da previdência era coisa de vontade política, e que a previdência seria em seu governo uma instituição limpa e eficiente, pois para isto somente seria necessário a vontade política e que dinheiro sobrava na previdência e que era mantida na penúria por motivos espúrios.
Houve outras coisas que prometeu, como reforma política, ETC, mas estas duas foram incansavelmente repetidas.
Em terceiro, o mandatário em um regime presidencialista sério, deveria tentar diminuir os gastos federais para que sobrasse dinheiro para as obras de infra-estrutura do país, obras estas que permitiriam ao país uma curva ascendente de progresso continuado, mesmo depois de sua administração terminada.
E quarto, em uma administração séria deveria haver transparência nos gastos do governo, deveria ser evitado o favoritismo e o nepotismo, e qualquer suspeita deveria ser imediatamente investigada e se o suspeito estivesse ocupando um cargo político de confiança deveria ser temporariamente e imediatamente afastado para que as acusações fossem propriamente apuradas.
E o que foi que o Lula fez?
Nada, e nada.
O Lula herdou de seu antecessor uma estabilidade monetária nunca vista na história do Brasil. Havia sim uma pequena onda inflacionária, devido às incertezas dos investidores em suas ações futuras sobre a economia. Estas incertezas eram justificadas pelos pensamentos retrógrados de uma facção petista, que insistia em reestatizar tudo o que fora privatizado, recontratar todos demitidos por justa causa com as privatizações e outras coisas como moratória da dívida, fim do superávit primário, etc.
Quando o Lula contratou um técnico do governo anterior para gerir as finanças do país, e manter o sistema financeiro herdado, os medos se amainaram e a tendência inflacionária acabou.
Demagogicamente como de praxe, ele apregoa sabendo ser mentira, que ele herdou uma economia em estado calamitoso e que foi o seu governo que colocou ordem na casa.
Durante o governo anterior, a economia se manteve todo o tempo em cheque devido a crises internacionais e nacionais. A crise da Ásia em 1997, a da Rússia com moratória em 1998, em 2001 houve uma crise nacional do Apagão, que foi causada por motivos técnicos e climáticos e a crise do nosso maior parceiro no continente que foi a crise da Argentina em 2001/02.
Durante o atual seis anos de governo, o crescimento global foi o maior da história moderna, e não houve nenhuma crise econômica que pusesse em cheque o sistema econômico até o momento. A atual crise que tem proporções muito superiores às crises do governo anterior vai colocar e governo Lula em sua primeira prova real de controle econômico.
O gráfico abaixo ilustra um pouco até 2005, a tendência de crescimento do PIB mundial e que continuou até a presente crise econômica. Este crescimento contínuo levou junto o Brasil do Lula.
Durante estes anos de bonança, o governo deveria ter aproveitado e investido pesado em infra-estrutura para poder nos momentos de crise, ter um pouco de paz sobre as necessidades imediatas.
O governo Lula não fez nada disto, apenas acumulou uma reserva econômica, que apesar do bom tamanho, não dará para sustentar o Brasil em uma crise que promete ser demorada para se acalmar. Sem nenhuma infra-estrutura melhorada, o Brasil não vai se desenvolver, e a reserva acumulada não poderá aprimorar a infra-estrutura agora que toda a economia global vai diminuir ou se acomodar.
E a reserva acumulada é do tamanho da dívida externa. O serviço da dívida do Brasil atual consome a metade da arrecadação anual.
E a maior prova da falta de trabalho deste governo, é a ausência total de qualquer obra de infra-estrutura de qualquer porte, que foi iniciada e terminada neste governo. A única exceção foi a inauguração sem realmente ter terminado, da plataforma P51 da Petrobrás com três anos de atraso. O governo vem incessantemente inaugurando canteiros de obras, início de obras, sem ter terminada nada. Inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado como a duplicação da rodovia entre Brasília e Goiânia, e outras pequenas obras. Em energia, comprou várias pequenas e emergenciais usinas termo-elétricas, Perdeu as refinarias da Petrobrás na Bolívia, investiu dinheiro do BNDES (o que é constitucionalmente proibido) no Peru, na Venezuela e em outros países. Não criou ou terminou nem uma hidroelétrica de porte projetada para a rede de estabilidade energética nacional.
Os programas sociais, de ajuda, foram modificados com cunho eleitoral e se transformaram em programas assistencialista perenes e sem data para terminarem. O programa Luz para Todos, foi parcialmente implementado com ajuda de alta corrupção pelas empreiteiras. O programa fome Zero, foi inaugurado em uma cidade pobre da Paraíba, que em recente análise estava pior do que antes do programa. E por aí vai o trabalho de seis anos de total letargia e inutilidade.
E a política de ética, transparência, e de responsabilidade fiscal apregoada constantemente nas campanhas políticas, foi para o espaço. O filho mais velho do atual casamento, o Flávio Luis, se mostrou um gênio da informática e se tronou o mais novo milionário do Brasil. O Compadre Roberto que lhe emprestou uma casa para morar a fundo perdido, ganhou vários favores do governo como a venda da Varig para a Gol, com misterioso perdão das dívidas fiscais. A comissão e os honorários admitidos foram a princípio 300 mil, depois de outras provas descobertas cresceram para 1,5 milhões, depois de outras provas foram apresentadas continuaram a crescer para 2,7 milhões e até hoje não se confirmou qual foi a repartida final de dinheiro dessa transação.
Então ética e transparência foram esquecidas depois da eleição e neste tocar da carruagem, a soma dos feitos em seis anos de governo foi muito pequena em verdade. Quase nada foi realmente executado pelo executivo.
Gráfico de crescimento do PIB mundial até 2005

Este artigo recente de Veja on Line, mostra mais uma das faces deste desgoverno do PT.
Veja on line
União
Imposto sobe 7 vezes mais que salário
12 de novembro de 2008
Os impostos líquidos sobre produção e importação subiram 7,7% entre os anos de 2000 e 2006, enquanto que a renda do trabalhador teve uma expansão de apenas 1% no mesmo período, revelam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os números fazem parte do estudo Distribuição Funcional de Renda no Brasil: Situação Recente, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e no Sistema Nacional de Contas, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento aponta ainda que, no período avaliado, o governo gastou no pagamento de juros da dívida pública mais de oito vezes o que destinou ao setor da educação. Ao total, os juros consumiram 1,268 trilhão de reais dos cofres públicos, ao tempo que somente 149,9 bilhões de reais foram reservados à educação, de acordo com o Ipea. No setor da saúde, o montante também foi bem menor do que o usado para o pagamento de juros: 310,9 bilhões de reais, ou quatro vezes menos.
Segundo o IPEA, os gastos da União com saúde, educação e investimento entre 2000 e 2007, somados, equivalem a 43,8% das despesas com juros no período. E na avaliação do próprio órgão, o gasto com juros é “considerado improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, termina fundamentalmente favorecendo a maior apropriação da renda nacional pelos detentores de renda da propriedade”.
Quanto aos rendimentos dos brasileiros, o estudo do IPEA concluiu que os trabalhadores mistos (que têm meios próprios de geração de renda) foram os mais prejudicados entre os anos de 2000 e 2006. De acordo com a pesquisa, eles viram sua remuneração diminuir em 21,1% no período. Já a renda dos proprietários (obtida na forma de lucros, juros, aluguéis e renda da terra), cresceu 2,4%, mais do que o dobro dos salários dos trabalhadores (1%). No total, a renda nacional evoluiu 19,3% no período, segundo o instituto.