A enganação do PAC
Nos três artigos abaixo, retirados do Blog da Economista e repórter Miriam Leitão, nos mostram discretamente como é do seu estilo, que o PAC é mesmo uma enganação sem fim e que as poucas boas coisas que ele contém poderiam ser alcançadas sem o estardalhaço do governo.
Realmente, bem ao estilo do PT, o PAC não é nada de mais.
A Petrobras, é quem vai investir mais dinheiro, já investe e já tem seu orçamento planejado há anos e não vai começar a gastar dinheiro em investimentos apenas por causa do PAC. Estes investimentos já estavam planejados com ou sem o PAC.
As outras estatais também já tinham em suas previsões orçamentárias os gastos que passaram agora a fazer parte do PAC.
O governo mesmo, que deveria dar o exemplo, cortando gastos para que estes gastos passassem a fazer parte do PAC, vai gastar em investimentos apenas R$67bi.
Isto é apenas 16,75 bi por ano. E destes 67, - 52,5 bi, de acordo com a informação da Miriam são de PPI ou seja dinheiro de lastro para pagar os juros dos empréstimos federais ou Superávit Primário, o que deixará o país mais vulnerável. Tirando estes52,5, fica muito pouco para o governo investir, exatamente 14,5 bi que divididos em quatro anos, fariam um gasto do governo federal de 3,62 bi ao ano.
Aquela toda verborragia técnica do Mantega,
Aquela apresentação cheia de gagueiras da Dilma, apenas para camuflar que o governo não vai gastar quase nada em investimentos para o progresso do país.
Eu não tenho certeza, mas isto parece ser o orçamento do Bolsa Esmola do Lula.
A gora existe uma arrecadação totalmente ilegal e sem respaldo constitucional chamada CPMF. Esta arrecadação, que deveria ser provisória e, portanto com data para acabar, está trazendo para os cofres do governo, anualmente e atualmente, pois tem tendências de aumentar, a mísera quantia de 33 bilhões.
Se a lei fosse cumprida e esta roubalheira extinta, o PAC estaria negativo e em vez de investir no Brasil, o PAC teria de ser sustentado pelo Brasil na diferença para o PAC de -30 bilhões.
Agora vem o governo, lançar um programa e que para dar certo tem que oficializar o CPMF, que arrecada para o governo 33 bilhões ao ano e o governo do Lula está fazendo a cínica proposta de investir no desenvolvimento da nação apenas 10% do que irregularmente arrecada com a CPMF.
Se a proposta do governo fosse de perpetuar a CPMF para que toda esta arrecadação fosse empregada para diretamente fomentar um desenvolvimento para o Brasil, esta proposta já seria indecente, pois a CPMF é indecente e impede e dificulta investimentos no Brasil, agora imaginem apresentar uma proposta de regularizar a CPMF e de premio aplicar 10% dela nos programas de desenvolvimento do país.
Pobre povo sofredor, estes 67 milhões de brasileiros que não votaram no LULA.
Enviado por Míriam Leitão -
22.1.2007
| 11h49m
Parte do PAC virá da redução do superávit primário
Trocando em miúdos, dos R$ 503 bilhões do PAC, apenas R$ 67 bi virão do orçamento federal em 4 anos. Desses R$ 67 bilhões, R$ 52,5 bi serão de PPI, ou seja, redução de superávit primário. No fim das contas, na prática, o dinheiro do orçamento federal que irá financiar o PAC será resultado da redução do superávit.
O ministro Guido Mantega falou, ao final da apresentação dele, que não vai mexer no superávit, mas a verdade é que ele vai mexer, sim, apenas se mudará a conta. Estes novos projetos do PPI, não serão contabilizados como gasto. Assim, teoricamente, mantém-se o mesmo superávit primário de 4,25%, mas, na prática, ele cai para 3,75%.
(atualizada às 12h08)
Enviado por Míriam Leitão -
22.1.2007
| 17h30m
Fundo do FGTS: trabalhador só poderá aplicar depois
Numa conversa agora há pouco com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário-geral, Bernard Appy, procurei informações sobre o Fundo de Infra-estrutura, que será criado com o dinheiro do FGTS. O que eles dizem é o seguinte:
1 - Será criado com o patrimônio líquido do FGTS, ou seja, com o ativo que supera o passivo. Já considerando tudo o que ele tem que pagar, os recursos que sobram são R$ 21 bilhões. Eles começam com R$ 5 bilhões e depois, se der certo, pode chegar chegar a 80% do patrimônio líquido.
2 - Será gerido pela Caixa Econômica Federal, mas o risco de crédito é do Comitê Gestor do Fundo, que tem que aprovar os investimentos nos quais vai se pôr o dinheiro do trabalhador.
3 - Se der tudo errado, o risco final será do Tesouro, porque hoje, se o Fundo não tiver dinheiro para assumir seus compromissos, o Tesouro é que complementa.
4 - Mais tarde, o próprio trabalhador poderá aplicar neste fundo até 10% do seu saldo de FGTS, mas ainda não se tem uma data prevista para isso entrar em funcionamento. Quando acontecer, aí o risco será do cotista, ou seja, do próprio trabalhador que tomar a decisão de investir no fundo.
Enviado por Míriam Leitão -
26.1.2007
| 19h49m
Balanço da semana
Foi uma semana e tanto. Primeiro o PAC, e, depois o PAC de novo, porque ele deu muito o que falar desde o seu lançamento, na segunda-feira. Foi anunciado com pompa e circunstância mas não convenceu. Os governadores sairam reclamando, as centrais sindicais ficaram contra o uso do FGTS e, feitas as contas, noves fora a Petrobras e a esperança no setor privado, o dinheiro é beeeeem menor que os R$ 503 bilhões anunciados. Na verdade, de dinheiro de orçamento serão R$ 67 bilhões em quatro anos, R$ 52 bilhões vindos da redução do superávit primário.
