PACOTES
PACOTES.
Exelente artigo.
Petrônio Gonçalves foi muito feliz em suas palavras que refletem uma grande verdade atual.
Repetindo uma de suas comparações, No primeiro mandato o Lula criou esperança prometendo “o espetáculo do crescimentoâ€? que foi, no entanto pÃfio e constrangedor para o Brasil que na América Latina perdeu apenas para o Haiti.
Agora, no segundo mandato, sem ministério e sem programa de governo, vemos de acordo com Petrônio “o crescimento do espetáculo�.
Grande frase, pois espelha com fidelidade o que anda acontecendo. O PAC foi um espetáculo para espectadores aflitos por algum caminho alguma luz no fim do túnel, alguma esperança. Mas não é assim, a luz no fim do túnel se tornou em uma locomotiva com os faróis ligados, esmagando as esperanças e trazendo como passageiros, o Zé Dirceu, o João Paulo Cunha, o Delfin Neto, os mensaleiros e os sanguessugas, sendo que o ultimo carro, é o cortejo fúnebre com o caixão do Celso Daniel, que faz aniversário de cinco anos e está embalsamada em nosso passado recente como uma múmia esperando justiça.
O atual governo, apesar de não ser muito diferente dos anteriores, criou esperanças que depois nos roubou cinicamente e o espetáculo que está apresentando, é um espetáculo dantesco. As cenas que estamos vislumbrando amenizam as descritas por Dante em sua Divina Comedia.
Parabéns Petrônio.
Leiam o seu artigo:
Um pacote para um governo empacotado…
Petrônio Gonçalves (*)
Mirabolante. Segue o governo trapezista em busca de palmas, palco e um bom espetáculo. Do crescimento espetacular de 2% ao ano, caÃmos para as fanfarronices do PAC, um pacote para acelerar o crescimento do espetáculo, parodiando o capÃtulo anterior encenado pelas PPPs. Enquanto tudo não vai, o presidente Lula fica olhando da sombra do Palácio as disputas engalfinhadas pelas sobras do poder: a presidência da Câmara! Cada fato que leva o foco das atenções para longe da administração federal, Lula brinda com uma longa e saborosa gargalhada, enquanto se ajeita no sofá para mudar o canal com o controle remoto na mão.
Limitado pelas suas debilidades, o governo Lula ficou ancorado em suas próprias limitações, sem acrescentar nada de novo ao nosso servil processo polÃtico e administrativo. Dos juros definidos pela banqueirada internacional ao Superávit Primário, tudo primou pelo servilismo, para a especulação financeira, para a manutenção do status quo, para o óbvio, o fácil.
As baratas e preguiçosas polÃticas sociais, feitas e mantidas para o assistencialismo eleitoral, vêm apenas aferir a continuidade de um modelo administrativo que só faz empobrecer a nação, levando o paÃs ao lugar comum, engolido pelos juros das dÃvidas interna e externa. Mordaça maior que esta, só mesmo o despreparo de um governo que não sabe para onde vai, que caminho seguir. E tudo fica assim, como sempre esteve, como sempre está. O Brasil do Lula é o mesmo do Fernando Henrique e o mesmo de antes do Fernando Henrique. A única diferença é que antes havia a esperança de mudança, e até isso eles nos confiscaram…
Com o segundo mandato escorrendo pelas mãos, o Brasil prostrado, aguarda, endividado, o retorno de grã mestre Silva e suas poucas definições. Os ministros, enquanto especulam aqui e ali, bem ao estilo Lula de governar, desfrutam das frutas saborosas adoçadas e endossadas pelo poder dos que querem o muito do pouco. No pacote das nossas grandes frustrações, ficamos sem saber a quem cobrar, recorrer ou simplesmente reportar as mazelas que a cada dia nos enterra.
Tudo, até agora, é feito de forma isolada, espaçada, sem ter contudo um plano de metas e medidas, que deveria ser implementado de forma orquestrada, seguindo as definições de um governo que veria na linha do horizonte um fim, e não um meio. O PAC anunciado com todo alarde não vem neste bojo de realização, vem apenas como justificativa para a inação de um governo que confessou, pouco depois de ser reeleito, que não sabia que caminho seguir. As fundamentações e justificativas do Pacote são pueris, como o castelo de areia petista erguido em nossos corações, em mais de vinte anos de pregações, ilações e teorias.
Com um modelo polÃtico empacotado, enlatado e pré-definido, o presidente Lula, o trapezista, vai animando o espetáculo; ora montado em uma PPP, ora em uma bolsa esmola, e outras se equilibrando em cima de uma bem estica e armada PAC qualquer.
petroniosouzagoncalves.blogspot.com
