E a festa continua… Até quando?
E a festa continua.
Há algum tempo atrás, foi denunciado pela coluna do Cláudio Humberto e uma semana depois pela Folha de São Paulo, de que uma funcionária da segurança pessoal de Dona Marisa LetÃcia, a Primeira Dama do Brasil, de nome Maria EmÃlia Évora, usava o seu cartão corporativo, cujos gastos são sigilosos por segurança (de acordo com explicações dadas pelo Senador Aloysio Mercadante) para as compras pessoais de Dona Marisa. Estes gastos chegavam a R$ 2.800,00 por dia de média e destes, R$1.800,00 eram para saque em dinheiro na boca do caixa.
Dona Marisa, por não ser funcionária pública não tem direito a este cartão, e todos os seus gastos têm que ser bancados pelo Lula.
Como o cartão do Lula, está sempre ocupado, conseguiram esta funcionária para ser um tipo de laranja de Dona Marisa.
Esta acusação deveria ser investigada pelo TCU, com uma urgência total e se comprovada, o mandato do Lula estaria comprometido de novo, por falta de ética nas gastanças públicas. Aà de novo não…..
Não deve ser difÃcil encontrar um gasto de R$ 56.000,00 mensal (vinte dias por mês) e procurar a justificativa para estes gastos.
Mas estes gastos de D.Marisa é café pequeno perto da festa dos outros cartões.
Na reportagem abaixo, Marcelo Medeiros faz um apanhado desta vergonha e safadeza.
E depois, governo quer fazer o Brasil crescer, sem cortar gastos próprios e dar um exemplo de austeridade. Esta administração pândega, em lugar de dar o exemplo, e mostrar seriedade cortando seus gastos supérfluos, e eliminando estes malditos cartões corporativos, tenta nos fazer de bobos, perpetuando a CPMF que é um roubo descarado, e seqüestrando os fundos do FGTS, dizendo que está sobrando dinheiro por lá. O FGTS tem uma multa de 10% que cobra dos participantes para melhorar a saúde do fundo. Se estiver sobrando dinheiro para emprestar ao governo ladrão, então a primeira providência seria abolir esta cobrança para ajudar os empregadores e o preço na produção final e com isto melhorar a economia. Seria uma medida sólida.
O PAC poderia ser encabeçado por:
1. Por taxar duplamente a cidadania brasileira, o que é proibido pela constituição, e com isto comprometer o preço final de nossos produtos, a CPMF fica abolida.
2. Como o FGTS está bem de saúde financeira e não se precisa cobrar a sobretaxa de 10%, que também compromete o preço final das nossas mercadorias, ficando com isto abolida esta cobrança emergencial.
3. Para dar o primeiro passo na contenção de gastos do governo, e para mostrar a boa intenção desta administração, os cartões corporativos serão abolidos e os gastos emergenciais serão feitos por verba aprovada. O intuito principal destes cartões não está funcionando pelo aumento indiscriminado dos gastos e com os abusos destes cartões.
Mas, esperança vã, este governo incompetente e inexperiente, não vai abrir mão desta mamata que ele herdou do governo passado, (nunca reconheceu nem elogiou esta iniciativa que usa e abusa com todo o gosto) fazendo o adágio popular muito verdadeiro:
“quem nunca comeu melado quando come se lambuza�.
Agora confiram a excelente reportagem do Marcelo e fiquem uma vez mais, envergonhados de serem brasileiros:
Opinião: A caixa-preta dos cartões de crédito
Marcelo Medeiros, jornalista.
O contribuinte deve à s jornalistas Josie Jeronimo e Mariana Filgueiras, do Jornal do Brasil, a informação de que funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica fizeram compras, pagas com dinheiro público, em lojas de produtos veterinários e em lojas de roupa infantil.
Pela mesma reportagem ficamos sabendo que o IBGE gastou, no ano passado, com cartões de crédito corporativos, R$ 755.699,95. Desta quantia, R$ 272.992 foram sacados em dinheiro nos caixas dos bancos. Só um funcionário sacou R$ 21 mil, em menos de um mês.
A direção do Instituto mandou investigar a origem dos gastos e o Sindicato de Trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica emitiu nota oficial exigindo a apuração das denúncias feitas pelo JB.
O cartão de crédito corporativo foi adotado, em 2002, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, para uso restrito em determinadas ocasiões - com a justificativa de que ajudaria o governo a fiscalizar os gastos públicos e evitaria a burocracia das licitações para pequenas compras, além de dar liberdade aos usuários para cobrir despesas em estabelecimentos que não aceitam a forma de pagamento utilizada pelo serviço público.
De lá para cá, generalizou-se o uso e o abuso dos cartões de crédito corporativos.
O descontrole começa na Presidência da República. Cerca de 50 servidores, conhecidos como ecônomos do Planalto, são titulares de cartões de crédito corporativo. Embora a intenção inicial fosse a de facilitar o pagamento de gastos com autoridades e de materiais e serviços urgentes da Presidência, esses cartões de crédito vêm sendo usados, com mais freqüência, e em volumes crescentes, para saques de dinheiro, nos caixas do Banco do Brasil.
Em 2004, oito funcionários sacaram cada um deles, com seus cartões de crédito, mais de R$ 250 mil em dinheiro vivo. Os gastos com cartões da Presidência atingiram R$ 5,2 milhões. Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2004, 68 órgãos federais gastaram R$ 8,9 milhões, sendo R$ 5,1 milhões em dinheiro vivo.
Em 2005, o total de gastos foi de R$ 21 milhões. Dos quais R$ 10,2 milhões foram da Presidência, com saques em dinheiro de R$ 6,8 milhões. Em 2006, o total de gastos aumentou 53%, passando para R$ 33 milhões.
O ministro Marcos Vilaça, do TCU, em recomendação feita à Casa Civil da Presidência da República, alertou para o caráter excepcional da realização de saques com os cartões de crédito. “A transparência dos gastos deixa de existir quando o pagamento das despesas é feito em espécie”.
Para o ministro do TCU Ubiratan Aguiar, o ideal é que no máximo 10% do montante sejam usados em dinheiro em espécie, pela dificuldade em reunir as notas fiscais correspondentes aos recursos movimentados. O presidente Lula ignorou as recomendações do TCU e ainda ampliou, por decreto, o uso dos cartões de crédito.
Noventa e seis por cento dos gastos com cartões sob a responsabilidade da Presidência da República estão encobertos pelo sigilo. O Gabinete de Segurança Institucional se nega a dar qualquer explicação sobre as movimentações com os cartões de crédito da Presidência. Alega que o fornecimento destas informações não é permitido por questões de segurança.
A Presidência é responsável por 32,7% do total dos gastos com cartões corporativos da administração federal. O maior aumento, entretanto, ocorreu no Ministério do Planejamento - ao qual está subordinado o IBGE: de R$ 271 mil em 2005 para R$ 4,5 milhões em 2006.
O TCU, até hoje, só examinou os gastos com os cartões corporativos da Presidência da República. Com esse governo, recheado de escândalos, pode-se imaginar o que vem por aÅ
Para epilogar este assunto, eu vou divagar um pouco:
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Logo o IBGE, responsável pelas estatÃsticas que podem mostrar o bom ou o mau desempenho do governo!
Lembram quando o mesmo IBGE publicou uma estatÃstica sobre a fome no paÃs, logo no inÃcio do governo Lula?
Esta estatÃstica acabou com a festa do programa chefe de eleição do Lula “Fome Zeroâ€? comprovando que o maior problema do Brasil não era a fome e sim a obesidade.
Quando foi publicada esta estatÃstica o Zé Dirceu disse cinicamente que o IBGE e a Radiobrás estavam trabalhando contra o governo e que teriam de ser mais bem aparelhadas.
Fico agora curioso como andam os cartões corporativos da Radiobrás.
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E depois destes cartões será que as estatÃsticas do IBGE ficaram mais favoráveis ao governo?
Estou lembrando do furo do Recupero, então ministro da Fazenda de FHC, que não sabendo estar sendo gravado disse algo assim: “o que é bom a gente mostra, e o que não está muito bom a gente esconde�.
Por isto perdeu o Ministério que foi ocupado pelo Ciro Gomes.

[...] Os cartões a que se refere o jornalista são os cartões corporativos do governo que no Governo Lula proliferou assustadoramente Leia o artigo completo em: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=146 e o Senador Mercadante especificou que os gastos com estes cartões são segredo como parte da segurança nacional. Depois que o Ministério do Planejamento estourou os gastos com os cartões, incluindo nestes gastos a parcela referente ao IBGE, foi que o órgão decidiu anunciar o novo método de medida da economia, para que o Lula possa ficar bonito no pedaço. [...]
Pingback by Coincidências « blog do Roberto Leite — March 25, 2007 @ 12:58 pm
[...] Os cartões a que se refere o jornalista são os cartões corporativos do governo que no Governo Lula proliferou assustadoramente Leia o artigo completo em: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=146 e o Senador Mercadante especificou que os gastos com estes cartões são segredo como parte da segurança nacional. Depois que o Ministério do Planejamento estourou os gastos com os cartões, incluindo nestes gastos a parcela referente ao IBGE, foi que o órgão decidiu anunciar o novo método de medida da economia, para que o Lula possa ficar bonito no pedaço. [...]
Pingback by Blog do Roberto Leite » Coincidência…. — March 25, 2007 @ 1:46 pm
A gransde vantagem que eles levam é que quando na oposição eles vão as ruas,bate apanha e grita etc.é diferente hoje a oposição é a cituação de ontem a maioria covarde não sai ,não grita.Uma pequena minoria tem a coragem que voces tem.Vamos paras as ruas gritar brigar pelos nossos direitos e combater os bandidos barbudos,parasitas,mentirosos.
Comment by Fernando Saraiva Teixeira — August 14, 2007 @ 11:55 am