Assalto à mão armada.
Assalto à mão armada.
O povo brasileiro, os nossos irmãos, está sendo assaltados todos os dias, pelo seu governo.
Se somarem todos os roubos, contrabandos, assaltos resgates feitos pelos bandidos, que se tornaram bandidos provavelmente pela omissão do governo e pela falta de possibilidades de se encaixarem em seu nicho social, não alcançaremos uma cifra nem perto do que se rouba anualmente com a CPMF.
Apenas no ano passado foram arrecadados uns míseros 33,5 bilhões de reais, com o roubo legalizado pelo governo FHC, e herdado com uma benção pelo governo Lula. Este ano se planeja uma arrecadação maior ainda na casa dos 35/6 Bi.
E este era o governo que iria fazer a justiça social?
Este era o governo que iria acabar com o desemprego?
E este era o governo da ética?
Quem mais sofre com a carga tributária da CPMF, é justamente a classe pobre, que por causa deste incrível imposto em cascata, paga mais por tudo o que adquire.
O desemprego aumenta com este imposto, pois, este imposto, disfarçado em contribuição, aumenta o custo final de toda a produção nacional entre 0,75% e 2,5% de todos os produtos produzidos no Brasil, o que mata a concorrência com os produtos inferiores e importados principalmente da China, que o governo considera uma economia de mercado dando sérios privilégios fiscais na importação de seus produtos.
A ética tão discutida em campanhas eleitorais caríssimas previa uma diminuição da carga tributária e para isto deveria ser para começar, a abolição deste imposto indecente.
Mas com o crescente custo do governo, com os gastos absurdos de contratação de milhares de novos funcionários, (leia-se ASPONES), na recriação de 27 novas estatais, tudo que se arrecada, já tem destino certo e está até faltando fundos para manter este gasto fantástico da administração da ética palaciana.
Ainda hoje o congresso aprovou um aumento geral de salários para compensar as perdas para a inflação.
Como pode haver perda para inflação em um trabalho que ao começar o ano se paga um salário extra e ao terminar o ano se paga outro salário extra. E que trabalho onde se trabalha apenas nove meses por ano e durante estes nove meses se tem a obrigação de bater o ponto três dias por semana. E onde se paga verba de gabinete onde não se precisam comprovar os gastos, e que consomem por mês combustível suficiente para rodar todo o país, por quatro vezes.
O congresso deveria ser decente e revogar estas verbas de gabinete, exigir presença de todos os representantes cinco dias por semana, abolir o 14º salário, exigir recibos dos gastos com os gabinetes e também a justificativa para tanto combustível, e se contentar com um recesso de trinta dias como todo cidadão normal que não seja parlamentar.
Deveria sim fazer estas mudanças em nome da decência e da vergonha, mas não vai acontecer porque, não existe representatividade, não existe decência e não existe vergonha na cara destes parlamentares cínicos e hipócritas que foram negociados, e não votados.
Este novo congresso tem a representatividade de 5% da população.
E este novo congresso vai seguramente votar a continuação da CPMF porque este novo congresso não tem nenhum compromisso com o seu país, seus cidadãos, com a decência e a vergonha.
Eta Brasil…..
Leiam agora a publicação da Tribuna da Imprensa, que gerou o meu comentário:
Fiesp faz manifesto contra prorrogação da CPMF
SÃO PAULO - Entidades empresariais lançaram ontem na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o “Manifesto da sociedade brasileira contra a manutenção da CPMF”. O documento, que será encaminhado a representantes da sociedade civil organizada, em busca de adesões, busca impedir a prorrogação contribuição que vence no final do ano. Durante o evento, a Fiesp divulgou um estudo que critica a manutenção da contribuição.
“Apesar da CPMF ter sido criada em caráter provisório e com destino certo para o Fundo Nacional da Saúde, hoje já decorreram 11 anos de sua criação e o governo deseja prorrogá-la por mais quatro anos. O caráter provisório e destino certo perderam-se no tempo”, informa o documento da Fiesp.
Segundo o presidente da entidade, Paulo Skaf, a prorrogação da CPMF seria desnecessária pela previsão de aumento da arrecadação para este ano, que seria de cerca de R$ 40 bilhões. “Se os gastos fossem congelados não seria necessária a manutenção da CPMF. Só aí se resolveria o problema da perda de arrecadação do governo com a contribuição, que deve chegar a R$ 35 milhões neste ano”, afirma Skaf.
Entre os anos de 1997 e 2007, segundo estudo da Fiesp, o governo soma mais de R$ 185 milhões arrecadados com a CPMF. Para Skaf, outra maneira do governo compensar as perdas na arrecadação com o fim da CPMF seria com a redução dos juros. “A cada ponto porcentual de queda dos juros o País economiza R$ 10 bilhões por ano. Além de reduzir os gastos públicos, essa medida estimularia o crescimento do País”, argumenta, afirmando que existem ainda outros gastos a serem cortados pelo governo.
“O papel do governo é de identificar os gastos e os desperdícios públicos.” Conforme a Fiesp, a CPMF tem efeito direto sobre os juros. “Esse efeito (da CPMF) na taxa de juros aumenta as despesas públicas, inibe o investimento (maior custo de capital) e desestimula a expansão do crédito (efeitos nocivos sobre a produtividade da economia.”
O documento assinala que as despesas públicas crescem continuamente acima do crescimento do PIB, enquanto que as receitas crescem em ritmo semelhante.
“Durante algum tempo acreditou-se que a redução dos gastos públicos precederia à redução da carga tributária. Hoje, torna-se claro que a redução da carga tributária é precedente e indutora da redução do gasto público. É neste contexto que deve ser vista a eliminação da CPMF.”
O levantamento destaca também que a contribuição prejudica mais as famílias com renda familiar menor. As famílias com renda de até dois salário mínimos pagam 1,8%, em média, de CPMF, enquanto que às que recebem mais de 30 salários mínimos esse porcentual fica em 1,2%.
“Mesmo isento da CPMF no recebimento dos salários, o trabalhador arca com a carga embutida no custo dos produtos e serviços que consome. Como a carga é regressiva, quanto menor o rendimento, maior o impacto da CPMF”, explica Skaf.
Leiam outro artigo publicado anteriormente neste Blog:
http://rleite.wordpress.com/2007/04/10/a-heranca-maldita/


